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ABRINDO CAMINHO PARA AS RENOVÁVEIS - amchamrio.com · com mais de 60 anos de histÓria, a iberostar hotels & resorts apresentou sua nova estratÉgia global focada na segmentaÇÃo

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  • REVISTA DA CMARA DE COMRCIO AMERICANA DO RIO DE JANEIRODESDE 1921 n 30403 AbR/MAI/JuN 2018

    POSSE Diretoria assume para o binio 2018-2019

    TRAnSFORMAO DIGITAL Tecnologias disruptivas criam

    empresas mais competitivas

    ABRINDOCAMINHO PARAAS RENOVVEISQual o equilbrio ideal das fontes na matriz energtica brasileira?

  • COM MAIS DE 60 ANOS DE HISTRIA, A IBEROSTAR HOTELS

    & RESORTS APRESENTOU SUA NOVA ESTRATGIA GLOBAL

    FOCADA NA SEGMENTAO DOS HOTIS E NA REFORMULAO

    DA MARCA. OS MAIS DE 100 EMPREENDIMENTOS EM

    CERCA DE 15 PASES ESTO CLASSIFICADOS EM TRS

    SEGMENTOS: HOTIS DE CIDADE, HOTIS DE PRAIA E HOTIS

    HERITAGE. O OBJETIVO REFORAR O COMPROMISSO COM O

    ATENDIMENTO PERSONALIZADO, A VOCAO PARA SERVIR E O

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL.

    FOTO: RICHARD KOHLER

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    SUMRIO

    34 CONEXO GLOBALSelectUSA abre janela de oportunidades para as empresas brasileiras que desejam se internacionalizarEntrevista com James Story, cnsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, que se despede do Brasil

    36 DIRETORIA EM FOCODiretores da AmCham Rio apontam o que prioritrio, na agenda do prximo governo, para que o ambiente regulatrio seja favorvel ao seu negcio

    38 OPINIOOperaes inteligentes podem trazer benefcios aos negcios

    40 AMCHAM NEWSAmCham Rio promove dilogos sobre Turismo e Era Digital.Eventos de Networking da Cmara ampliam conexes e aproximam empresas

    46 OVERVIEWPesquisa da PwC revela otimismo e ansiedade nos CEOs globais

    06 CARTA DO PRESIDENTEAo lado de novos lderes e em sua segunda gesto, Pedro Almeida fala da importncia de estar na vanguarda para contribuir com boas ideias e solues

    08 MERCADOMovimento articulado visa alavancar o Turismo e a economia do Estado

    12 POSSE Cerimnia marca a posse da nova diretoria para o binio 2018-2019

    18 CAPAA presena cada vez mais acentuada das fontes intermitentes na matriz energtica brasileira move o setor eltrico, que passa por grandes mudanas

    28 PERFIL Diretor-presidente do Grupo Energisa diz que o setor de energia eltrica estratgico para o Pas

    30 TRANSFORMAO DIGITAL As inovaes que vieram com o potencial de remoldar completamente o mundo

    amchamrio.com+ CONTEDO + FOTOS

    Confira as fotos do debate sobre consumo de informaes na Era Digital. http://bit.ly/consumodeinformacoes

    MAR

    CEl

    O C

    OR

    TEz

    Incluso da TuSD e TuST no ICMS gera polmica. http://bit.ly/tarifasdeenergias

    Confira a cobertura completa do Breakfast in Rio.http://bit.ly/turismoenegocios

    Ibama debate licenciamento ambiental na Cmara.http://bit.ly/ibamaeamcham

    Como a superdotao em crianas vista pela sociedade?http://bit.ly/reuniaorecursoshumanos

    Networking Coffee traz convidado especial 1 edio de 2018. http://bit.ly/netcoffee2018

    Comunicao AmCham Rio

    Allan Rabelo, Juliana Botelho e Veriza Duca

    Edio Grupo zoom Out de

    Comunicao Corporativa

    Jornalista responsvel bianca Gomes

    MTb 25.098

    [email protected]

    Colaboraram nesta edio:

    Felipe Daniel e Felipe Teixeira (edio de arte), Marcelo Cortez, Marcelo Piu, Hamdan, Galbatto,

    Henrique Manreza, Alessandro Mendes,

    Juliana Gueiros e Aline Massuca (foto), Fernanda

    Falco e Nadia Stanzig (coordenao) e Sonia

    Cardoso (reviso)

    Os artigos assinados so de total responsabilidade dos

    autores, no representando, necessariamente, a opinio dos editores e a da Cmara

    de Comrcio Americana do Rio de Janeiro

    Publicidade Felipe Tavares

    [email protected]

    Giuliana Sirena [email protected]

    A tiragem desta edio da Brazilian Business de 2 mil exemplares

    Impresso: Walprint

    Uma publicao da Cmara de Comrcio

    Americana do Rio de Janeiro

    Praa Pio X, 15, 5 andar

    20040-020 Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) 3213-9200 Fax: (21) 3213-9201

    [email protected] www.amchamrio.com

    Leia a revista tambm pelo site amchamrio.com

    Caso no esteja recebendo o seu

    exemplar, ou queira atualizar seus dados, entre em contato com

    Cyntia beatrice: (21) 3213-9200

    A Brazilian Business usa papel com certificao FSC, garantia de que a

    matria-prima florestal tem manejo social, ambiental e

    economicamente adequado.

  • INCLUSO

    6_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    CARTA DO PRESIDENTE

    MARCElO PIu

    PEdRO AlmEIdA, prEsidEntE da Cmara dE ComrCio amEriCana do rio dE JanEiro

    Na vanguarda para obter resultados

    com muito entusiasmo que apresentamos, nesta edio, a nova diretoria da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), que tomou posse em 16 de abril, mesmo dia em que nossa entidade completou 102 anos de atuao. Ao lado de lderes de viso, continuarei minha gesto, com empenho e compromisso, trabalhando para concretizar os pleitos e defendendo os interesses dos nossos mantenedores e associados.

    Caminhamos para a metade do ano e sabemos que em outubro teremos uma tarefa de muita responsabilidade: decidir o futuro do nosso Pas, elegendo os candidatos com os atributos cer-tos para govern-lo e tambm o estado. Visando participar mais ativamente desse importante processo democrtico, desde o final do ano passado a Cmara se mobiliza para criar uma pauta propositiva a ser entregue aos pr-candidatos.

    Aumentar a dinmica entre os setores pblico e privado tem se mostrado uma maneira inova-dora e eficiente para obtermos resultados. Um exemplo a boa interface mantida entre a inds-tria de leo e gs e o Ministrio de Minas e Energia (MME), que est resultando no destravamen-to do setor e pavimentando o caminho para a to aguardada retomada.

    Agora, nossa estratgia fazer o mesmo com outros segmentos da economia com potencial to grande quanto o do petrleo, mas que ainda necessitam de um ambiente institucional mais atrativo para receber novos investimentos. Identificamos que, muitas vezes, a falta de interao e dilogo entre os diversos agentes o maior entrave para alavancar alguns segmentos. Ademais, ao se investir numa economia mais diversificada, o estado ganha sustentabilidade econmica e desenvolvimento. Temos muito a explorar.

    Entre os vetores da economia, acreditamos que o Turismo ser o grande responsvel pela retomada do crescimento econmico do estado. Nosso engajamento com os players do setor sempre existiu e est ainda mais intenso. Na agenda de temas prioritrios do comit de Turis-mo e Negcios da AmCham Rio que j promoveu dois encontros este ano, o ltimo ocorrido em 17 de abril constam aes coordenadas para fomentar o turismo de lazer e de negcios. Porm, a iniciativa de maior impacto ser o engajamento com o poder pblico para enderear nossa agenda de pleitos em Segurana Pblica, que hoje representa o principal desafio no apenas para essa indstria, mas para o ambiente de negcios como um todo e para todos que vivem e trabalham no Rio de Janeiro.

    Estar na vanguarda para desenvolver as pautas dos nossos pblicos-alvos o objeto do trabalho da Cmara. Por isso, a matria de capa traz um panorama do setor eltrico brasileiro, que vai passar por profundas alteraes frente a uma possvel nova regulamentao e a presena cada vez mais forte das fontes de energia renovveis na matriz energtica brasileira. Tecnologias disruptivas outro assunto desta edio, e mostra como o mundo digitalizado est transformando a vida das pessoas e das empresas.

    Boa leitura.

  • Edio 304 Brazilian Business_9

    MERCADO

    8_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    O Rio de Janeiro a porta de entrada da grande maioria dos turistas que vm ao Brasil. S em 2017, 3,04 milhes de turistas estrangeiros e 5,71 milhes de turistas nacionais movimentaram, respectivamente, 10,45 bilhes e R$ 15,48 bilhes na economia do estado. Eventos consagrados e reconhe-cidos internacionalmente, como Rveillon e Carnaval que juntos geram uma renda de cerca de R$ 6,5 bi-lhes, atraindo uma mdia de 2,4 milhes de turistas todos os anos sempre impulsionaram o turismo. Mas o Rio de Janeiro como um todo tem um potencial turstico extraordinrio, que andou esquecido e agora parece ressurgir com toda fora graas a um movi-mento firme e articulado.

    Do governo sociedade civil, a conjuno de es-foros vem de toda parte e com o objetivo de promo-ver o turismo como importante vetor da economia, tornando-o parte fundamental do projeto de recu-perao financeira do estado. Foi com esse propsito que o Ministrio da Cultura (MinC), em parceria com os governos federal e estadual, prefeitura e iniciativa

    Novo impulsona economia do Rio de Janeiro

    Bianca [email protected]

    Setor de Turismo se une para alavancar o potencial econmico do Estado

    privada, criou, em setembro de 2017, o Rio de Janeiro a Janeiro, programa com alto impacto so-cioeconmico, que visa expandir o calendrio tradicional de even-tos e viabilizar novos projetos capazes de atrair investimentos e turistas, criando assim opor-tunidades de emprego e renda. Dados oficiais do MinC mostram que dos 617 projetos aptos a par-ticipar da iniciativa, 154 j foram

    selecionados. A expectativa de um impacto de R$ 13,2 bilhes na econo-mia do estado, mais 351 mil postos de trabalho e arrecadao de R$ 773 mi-lhes em tributos.

    Depois de sediar dois eventos globais, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olmpicos e Paralmpicos de 2016, o Rio de Janeiro se consagrou na vitrine mundial como uma cidade preparada para receber seus visitantes e tambm capacitada para eventos de grande porte. Mesmo com a crise eco-nmica, toda essa visibilidade deixa o Rio de Janeiro com uma expectativa positiva para o futuro do turismo, que mostra ser a soluo mais imedia-ta para reverter esse quadro, afirma Marcelo Alves, presidente da RioTur, acreditando na vocao da cidade para a realizao de grandes eventos, como

    a Jornada Mundial da Juventude, os Jogos Militares, o Rock in Rio, alm de congressos, feiras nacionais e interna-cionais, festivais de msica e de cultura.

    Paralelamente a um calendrio atrativo, h um consenso entre os players sobre a urgncia em se resgatar a imagem do Rio e restaurar a credibilidade da cidade enquanto destino de lazer e negcio. E isso s ser possvel com a melhoria da Segurana Pblica, que deve estar garantida. Temos que pensar na violncia figurando no topo da lista dos principais entraves ao turismo. Este tema, que convive com os cariocas por longa data, vem se agravando nos ltimos tempos, sobretudo com a crise econmica, diz Marcus Juste, vice-presidente do comit de Turismo e Negcios

    ACREDITO qUE O RIO DE JANEIRO PEA

    FUNDAMENTAL PARA O SETOR TURSTICO DO PAS, COM A IMPORTANTE FUNO DE LIDERAR O CRESCIMENTO

    COMO UM TODO

    MARCuS JuSTE, VICE-PRESIDENTE DO COMIT DE TuRISMO E NEGCIOS DA

    AMCHAM RIO E GERENTE DE VENDAS DA DElTA AIR lINES

    ACERVO DElTA AIR lINESHAMDAN

    MESMO COM A CRISE ECONMICA, TODA ESSA VISIBILIDADE DEIXA O RIO DE JANEIRO COM UMA

    EXPECTATIVA POSITIVA PARA O FUTURO DO TURISMO, qUE MOSTRA SER A SOLUO MAIS IMEDIATA PARA

    REVERTER ESSE qUADRO

    MARCElO AlVES, PRESIDENTE DA RIOTuR

    MERCADO

    Allan Rabelocomunica[email protected]

    VAlENTIN RODRIGuEz

  • Edio 304 Brazilian Business_11

    MERCADO

    10_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) e gerente de Vendas da Delta Air Lines.

    Em recente reunio, realizada na AmCham Rio com a participao de representantes de quase toda a cadeia produtiva do setor, foi possvel articular uma iniciativa coletiva para enderear o tema do combate a violncia ao poder pblico como condi-o irrestrita ao incremento da atividade turstica no estado. Outros temas convergentes tambm se-ro trabalhados pelos integrantes do comit, como o incentivo fiscal para atrao de turismo de neg-cios. O setor entende que deveria haver uma revi-so nas leis municipais ou estaduais para dar mais incentivo realizao de grandes eventos na cidade ou no estado.

    O Rio possui grande apelo para realizao de eventos, mas inegvel que precisa haver um es-foro conjunto entre os setores pblico e priva-do para revisitar as leis que regem essa atividade. O legislador precisa ouvir as demandas, queixas e boas sugestes de quem investe nessa rea; do outro lado, o setor privado dever cumprir as regras com objetivos claros, de fcil execuo e entendimento. Atualmente, a sensao do operador de eventos que as leis existentes servem de base para aplica-

    es infundadas de autos de infrao e lanamentos de multas administrativas, diz Angelica Heringer, diretora Jurdica do Grupo CSM Brasil, especializado em eventos esportivos de grande porte.

    Com os grandes eventos que aconteceram, o Rio de Janeiro expandiu sua rede hoteleira, bem como recebeu obras de infraes-trutura que melhoraram a qualidade dos transportes e revitaliza-ram os ambientes pblicos. Acredito que o cenrio evoluiu muito nos ltimos anos e que a oportunidade est criada para que o turismo exera um papel protagonista em nossa economia. Indo alm, acredito que o Rio de Janeiro pea fundamental para o setor turstico do Pas, com a importante funo de liderar o cres-cimento como um todo, destaca Juste.

    No campo da promoo, a Rio Convention & Visitors Bureau (RCVB) apresenta projetos como o Roadshow Visit.Rio que visa levar a marca do Rio de Janeiro para outros estados, geran-do negcios e alavancando a ocupao hoteleira da cidade e o Meet at Rio, que busca unir os players do setor de congressos para explorar o potencial dos eventos corporativos e buscar alternati-vas aos perodos de sazonalidade. Ainda pensando na imagem do Rio, a RCVB tem um plano de mdia, que busca no apenas ampliar a divulgao, mas gerar contedo positivo para contra-por as notcias ruins publicadas diariamente sobre a cidade.

    Em contrapartida, o setor tem alcanado alguns sucessos. O acordo de visto eletrnico, em vigor desde janeiro deste ano que facilita a solicitao de vistos ao Brasil para cidados dos Esta-

    dos Unidos, Japo, Canad e Austr-lia obteve melhores resultados que o esperado. Segundo a Embratur (Insti-tuto Brasileiro de Turismo), o nmero de americanos que solicitaram vistos subiu 70% na comparao com o mes-mo perodo de 2016. Outra grande conquista foi o acordo Cus Abertos (Open Skies), aprovado pelo Senado em 7 de maro e aguardando sano da presidncia da Repblica, que vai per-mitir s companhias areas oferecerem mais rotas e mais voos entre o Brasil e os Estados Unidos. Atualmente, o Go-verno autoriza a realizao de 301 voos semanais entre os dois pases. Com o acordo, este nmero passar a ser deter-minado pelas companhias areas.

    O Cus Abertos bom para o Brasil e para o brasileiro, pois pro-move um aumento do nmero de viagens e o crescimento do comrcio internacional, estimula o desenvolvi-mento econmico e permite que as companhias areas ofeream aos con-

    sumidores um servio mais em con-ta, conveniente e eficiente, explica Dilson Vercosa Jr, diretor de Vendas Brasil da American Airlines.

    Pesquisas mostram que os pases que assinam um acordo Cus Abertos observam crescimento de 15,5% do trfego areo em mdia e um aumento de 75% na oferta de voos entre os dois pases envolvidos. Tambm ocorre crescimento do nmero de passagei-ros e do fluxo de carga. Em razo do maior investimento no mercado, esses acordos impactam de maneira positiva o nmero de postos de trabalho nas in-dstrias de aviao e turismo. Devido ao aumento da competitividade entre as companhias areas, a tendncia de reduo das tarifas, porm im-portante ressaltar que existem outros componentes que determinam os pre-os, como impostos locais e inflao, observa Vercosa.

    De acordo com dados histricos de outros pases ao redor do mundo,

    a implementao do Cus Abertos resultou em queda no preo de tarifas. Uma pesquisa publicada pelo American Economic Journal em 2015, em vrios mercados que o implementaram, as tarifas areas tiveram uma reduo de preo de cerca de 30%. Segundo a Associao Internacional de Transporte Areo (IATA), o nmero total de passageiros em rotas internacionais com origem ou destino no Brasil pode crescer em at 47% quando o acordo for ratificado, aumentando em 6 milhes o nmero de passageiros internacionais no Brasil.

    Por entender que o turismo de lazer e negcios, com todas as suas frentes de atuao, essencial para a sustenta-bilidade econmica do Rio de Janeiro, a AmCham Rio, atravs do seu comit de Turismo e Negcios, ir trabalhar para apresentar aos pr-candidados ao governo do estado uma agenda pro-positiva com recomendaes para fo-mentar o segmento.

    DADOS DO TURISMO NO ESTADO EM 2017

  • Edio 304 Brazilian Business_13

    POSSE

    12_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    prioridade da Cmara acompanhar as decises sobre a internalizao do Repetro, mantendo posicionamento firme e recomendando aos parlamen-tares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que no sustenham os efeitos do Decreto 48.244, nem restrinjam os benefcios do Regime fase de explorao somente.

    Alguns feitos obtidos mereceram ser lembrados durante a cerimnia. A misso de defesa de interesses a Braslia, que colocou a AmCham Rio como importante canal de dilogo entre empresas do segmento de petrleo e gs e o setor pblico,

    A cerimnia de posse da nova diretoria da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) para o binio 2018-2019 foi duplamente celebrada no dia 16 de abril, data em que a entidade completou 102 anos de fundao. Realizada no Hilton Copacabana, o evento foi liderado pelo presidente Pedro Almeida e contou com a participao do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, P. Michael Mckinley; do cnsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, James Story; Jorge Nbrega, presidente executivo do Grupo Globo e convidado especial, alm de autoridades, presidentes e diretores de grandes empresas.

    Nova diretoria assume engajadana retomada econmica do RioBianca [email protected]

    MARCElO CORTEz

    Entre os mais de 200 convidados estavam: Eduardo Gussem, procurador-geral de Justia do Ministrio Pblico do Estado do Rio de Janeiro; Sergio Pimentel, da Secretaria de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econmico; Eliane Lustosa, diretora do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social); Geiza Rocha, subdiretora-geral da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; Jos Graa Aranha, diretor da Organizao Mundial da Propriedade Intelectual; Marcelo Haddad, presidente do Rio Negcios; Michael Nagy, diretor do Rio Convention & Visitors Bureau; Reinaldo Paes Barreto, diretor de Comunicao da Secretaria de Estado de Turismo; Lucio Macedo, vice-presidente da Riotur.

    O evento foi aberto com um agra-decimento diretoria anterior, pelo engajamento e parceria demonstra-dos ao longo de 2017, um ano de muito trabalho na busca de solues para maior incentivo s atividades e destravamento de diversos setores importantes da economia.

    Em seguida, Pedro Almeida fez uma convocao aos novos diretores, ressaltando que em 2018 no ser di-ferente. Temos pela frente um ano ainda mais desafiador. Vivemos a ex-pectativa de que o Rio de Janeiro pas-se por uma completa transformao e volte ao ciclo econmico pujante e virtuoso de tempos atrs, e comple-tou: Com o apoio dos nossos 13 co-mits, seguiremos trabalhando com muita dedicao para dar continuida-de s aes iniciadas em nossos temas prioritrios. Atualmente, a maior

    TEMOS PELA FRENTE UM ANO AINDA MAIS DESAFIADOR

    PEDRO AlMEIDA, PRESIDENTE DA AMCHAM RIO

    MARCElO CORTEz

    POSSE

  • POSSE

    14_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    e o engajamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis (Ibama) nos pleitos da indstria. Ainda na rea de energia, a Cmara realizou um seminrio para discutir os desafios do uso de fontes intermitentes, com a participao dos principais players do setor eltrico e pblico expressivo.

    Outro ponto relevante levantado durante a posse foi a ne-cessidade de o estado investir na diversidade da sua base eco-nmica, buscando o desenvolvimento de setores para os quais ele possui vocao, como turismo, indstria criativa, farma-cutica, moda e audiovisual.

    Durante seu discurso, o presidente da Cmara destacou a parceria com instituies estrangeiras e com o Consulado Americano, e observou que essa aliana tem possibilitado ex-pandir aes e motivar a troca de experincia em nvel global.

    Uma das ltimas iniciativas em conjunto possibilitou conhecer novas prticas de gesto de licen-ciamento ambiental, o que hoje assunto de extrema importncia para o Brasil.

    Reforando a cooperao entre as duas instituies, o embaixador P. Michael Mckinley falou da relao histrica e contnua entre Brasil e Estados Unidos. Destacou que o trabalho dos dois pases vai continuar neste ano de transio para que sucessos sejam alcanados, como o visto eletrnico e o Open Skies iniciativas que visam incentivar a vinda de turistas americanos ao Rio de Janeiro, alavancando o turismo do estado. Os prognsticos para o Brasil so bons. Esto ocorrendo mudanas que iro contribuir para a indstria do petrleo no Rio de Janeiro e uma expanso evidente no mercado de servios de vrios setores. Isso melhora o potencial para investimentos e aumenta o otimismo das Cmaras de Comrcio, disse.

    James Story, que se despede do cargo de cnsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, foi gentilmente convidado a subir ao palco. Em clima de

    OS PROGNSTICOS PARA O BRASIL SO BONS. ISSO

    MELHORA O POTENCIAL PARA INVESTIMENTOS E AUMENTA

    O OTIMISMO DAS CMARAS DE COMRCIO

    P. MICHAEL MCKINLEY, EMBAIXADOR DOS EUA NO bRASIl

    MARCElO CORTEz

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    CEl

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    MARCElO CORTEz

    James Story subiu ao palco em clima de despedida

    Pedro Almeida falou para mais de 200 convidados Pedro Almeida falou para mais de 200 convidados

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    POSSE

    16_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    que se crie uma agenda viva e de impacto, que mobilize governo e sociedade como um todo a agirem. Queremos mostrar que podemos e devemos agir para mudar a realidade negativa que enfrentamos. E o papel dos nossos veculos incentivar o debate e acompanhar a execuo das propostas, afirmou Nbrega.

    Ciente de que este ser um ano de muitas transformaes e mudanas, a comear pelas eleies, que iro ditar o futuro do Brasil e os rumos da sociedade para os prximos quatro anos, o presidente da AmCham Rio reafirmou o compromisso da enti-dade em engajar-se profundamente e promover discusses para criar uma pauta propositiva que alinhe, de forma estratgica e exequvel, os interesses de investidores, empresrios, governo e da sociedade. Temos a ambio de levar esta pauta aos pr-can-didatos para que eles conheam as prioridades e entendam quais so os atuais entraves para o desenvolvimento dos principais segmentos da economia. Esperamos que eles considerem nossas propostas como base para as suas plataformas de governo, con-cluiu Pedro Almeida.

    Patrocinaram o evento na categoria master: Bradesco Seguros, Chediak Advogados e Med-Rio Check-up; Porto do Au e PwC, na categoria patrocnio; Prudential do Brasil, como copatrocnio. E apoiaram: Hilton Rio de Janeiro Copacabana, Iberostar 70 Park Avenue, MJV Technology & Innovation e Tocantins Advogados.

    despedida e sem tantas formalidades, ele dividiu um pouco da sua experincia no Brasil, pas que o acolheu e onde ele afirmou ter sido muito feliz.

    Jorge Nbrega, presidente executivo do Grupo Globo, comeou seu discurso associando os 93 anos de existncia do Grupo aos 102 anos da Cmara, destacando atributos como longevidade e compromisso, inerentes s duas. E continuou, afirmando que a sociedade civil precisa de instituies de articulao e integrao, que planejem aes concretas visando o desenvolvimento dos setores em que atuam. Isto desejvel e necessrio para o processo democrtico, e representa uma forma de exerccio da cidadania, afirmou, acreditando que a AmCham Rio rene credibilidade e competncia para desenvolver e apoiar uma agenda de fortalecimento e desenvolvimento do Rio.

    Na linha das aes e dos movimentos sociais que esto sendo criados com o objetivo de divulgar ideias que agreguem valor cidade, Nbrega falou sobre o Reage Rio, trabalho desenvolvido pelos jornais O Glo-bo e Extra, que reuniu grupos de especialistas para debater acerca de seis reas: segurana, mobilidade urbana, economia, polticas pblicas (educao e sa-de), tica e turismo, para identificar 50 propostas para ajudar o Rio a sair da crise. A compilao foi apresen-tada em agosto do ano passado e a expectativa de

    A propagao de notcias falsas ou enganosas com o objetivo de beneficiar interesses ocultos sempre exis-tiu, mas virou um fenmeno nos ltimos tempos. uma ao, no mnimo, antitica e que infringe o direito e cau-sa danos a pessoas ou instituies.

    A veloz circulao de informaes mal ou no apura-das atravs das redes sociais est deturpando os valo-res da sociedade e podem influenciar as eleies gerais deste ano como aconteceu no ltimo pleito america-no. A jurisprudncia brasileira sobre crimes virtuais contra a honra vem se consolidando com a elaborao de projetos de lei que visam o combate s fake news e o agravamento das penas.

    O papel dos veculos de comunicao de suma importncia, pois consiste na checagem dos fatos e na identificao do que pode ou no ser comprovado neste processo. responsabilidade do jornalismo profissional fazer a curadoria de notcias, garantir a correta apurao dos fatos, ouvir as diferentes verses e identificar as situaes mal explicadas, corroborou Nbrega. E cabe tambm ao leitor buscar as fontes do que l, e evitar compartilhar notcias que no tenham sua veracidade garantida.

    Tema Fake News abordado durante a cerimnia

    qUEREMOS MOSTRAR qUE PODEMOS E DEVEMOS AGIR PARA MUDAR A REALIDADE

    NEGATIVA qUE ENFRENTAMOS. E O PAPEL DOS NOSSOS VECULOS INCENTIVAR O DEBATE E ACOMPANHAR A EXECUO DAS PROPOSTAS

    JORGE NBREGA, PRESIDENTE EXECUTIVO DO GRUPO GLOBO

    MARCElO CORTEz

  • Edio 304 Brazilian Business_19

    No ltimo leilo (A-4), promovido pelo governo federal no dia 4 de abril para contratar novos projetos com entrega de energia para 2022, inves-tidores interessados em colocar mais de R$ 5 bilhes na construo de cer-ca de 1 GW foram atrados pelo va-lor mais baixo j comercializado em energia elica (US 35/MWh), o que se consolidou de vez no sistema. Prova disso que o Brasil, alm de ocupar o 8 lugar no ranking mundial de ca-pacidade instalada de energia elica (12,3 GW) e em solar, que registra avanos importantes recentemente atingiu 1 GW em projetos operacio-nais da fonte solar fotovoltaica conec-tados matriz eltrica.

    Essas fontes de energia esto cres-cendo e ganhando robustez, podendo representar quase 40% na matriz ener-gtica do Pas, o que impe mais desa-fios, tornando a operao do sistema ainda mais complexa. O Operador Nacional do Sistema Eltrico (ONS) vem trabalhando muito no aperfeio-amento de modelos de previso, tanto de gerao elica, quanto solar. Na me-dida em que essas fontes intermitentes vo ganhando participao significati-va na matriz, precisamos investir forte-mente em previso, sobretudo naquela que feita com 24 horas de antecedn-cia, informa Marcelo Prais, secretrio--geral do ONS. Tal complexidade est na agenda energtica mundial de to-dos os grandes operadores, em pases como Alemanha, Espanha, Austrlia, ndia e China, onde o uso de renov-veis j acentuado.

    O grau ideal de participao das fontes renovveis na matriz ainda uma pergunta para a qual o setor bus-ca resposta. O ONS est participando de um estudo quantitativo liderado pela Empresa de Pesquisa Energtica (EPE) e pela GIZ/Agncia Alem para Cooperao Internacional e este apontar os impactos e os requisitos necessrios penetrao macia de

    A segurana energtica uma preocupao mundial constante e, no Brasil, o assunto cada vez mais objeto de discusso. A atual configurao do mercado, associada a fatores conjunturais e presena mais forte das fontes intermitentes na matriz eltrica impul-sionam uma mudana que j comeou e promete alteraes de grande porte no modus operandi do sistema eltrico brasileiro.

    O cenrio da produo de energia eltrica vem mudando ao longo dos anos. At o ano 2000 no havia muita diversificao. A preponde-rncia era das usinas hidreltricas, que respondiam por 90% da produ-o e os outros 10% eram complementados com energia trmica con-vencional, como carvo mineral, pouqussimas usinas a gs e Angra 1.

    Dezoito anos depois, o setor vivencia uma grande mudana de pa-radigma. Existem hoje duas questes em relao s hidreltricas. A primeira relacionada ao fato de as mesmas estarem distantes do centro de carga, na regio Norte do Pas, sendo preciso dispor de extensas li-nhas de transmisso para distribuir toda a energia gerada. No Sudeste/Centro-Oeste, onde est concentrada cerca de 60% de toda a carga do Pas, o potencial para o desenvolvimento de novas hidreltricas est praticamente esgotado. A segunda questo diz respeito ao fato de as novas hidreltricas serem a fio dgua, ou seja, sem reservatrios de acumulao. E o surgimento das fontes no convencionais, que come-aram a se desenvolver em 2005 a partir do Programa de Incentivo s Fontes Alternativas de Energia Eltrica (Proinfa), com a operao das primeiras usinas elicas, tambm abriu fronteiras para mudanas.

    Seguindo uma tendncia mundial, o Brasil apostou na diversida-de da matriz energtica e hoje mais de 43% de toda a energia con-sumida no Pas vem das renovveis. No mundo, essa participao no chega a 14%. Na matriz eltrica, essa proporo ainda mais importante: em 2016 superou 81%, enquanto no mundo essa parti-cipao no chegou a 22%.

    Diferentemente dos combustveis fsseis, o processo de gerao de energia a partir de fontes naturais, por utilizarem foras como as cor-rentes dos ventos e o curso dos rios, evitam, necessariamente, impactos ambientais em nvel planetrio, como o incremento do efeito estufa e agresses diversas atmosfera, explica o presidente da Ecology Brasil, Paulo Mario Correia Arajo.

    De acordo com o Plano Decenal de Expanso de Energia, que projeta cenrios at 2026, o Brasil fechou 2017 com 155 GW (giga-watt) de capacidade instalada, dos quais 26 GW advindos de fontes renovveis. Segundo previses, o Pas vai crescer 43% em capacidade instalada em dez anos, chegando a 212,5 GW, e esse crescimento tem como base as energias alternativas, com destaque para a solar, que crescer 5% em 2026, e elica, que passar de 7% para 13%.

    Bianca [email protected]

    A consolidao das fontes intermitentes como anova base de gerao de energia exige mudanasde grande porte no sistema eltrico brasileiro

    ABRINDOCAMINHO PARAAS RENOVVEISQual o equilbrio ideal das fontes na matriz energtica brasileira?

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    fontes renovveis no convencionais na matriz. As novas renovveis, alm de no serem controlveis, tm uma pe-culiaridade; o baixo nvel de contribuio de inrcia. Uma hidreltrica, por exemplo, tem capacidade de responder s variaes que acontecem no sistema quase que instanta-neamente. Algumas trmicas tambm so capazes de fazer isso, mas as novas renovveis no. Por isso, investe-se em mecanismos de automao eletrnica para que essas usi-nas possam de alguma forma contribuir um pouco com o sistema, observa Prais.

    O Ministrio de Minas e Energia (MME) encaminhou Presidncia da Repblica a proposta do Projeto de Lei (PL) referente reforma do setor eltrico, abrangendo uma gama de alteraes significativas h muito aguarda-das. O texto final da proposta resultado de discusses no mbito da Consulta Pblica n. 33/2017, promovida pelo MME com a participao massiva de todo o setor.

    A proposta traz alteraes destinadas modernizao do setor e decorre do crescente desejo do poder pblico de fomentar as atividades negociais, com foco na comercializa-o de energia, mas prezando pelo fortalecimento da segu-rana no atendimento demanda e na correta sinalizao de cada um dos componentes, fortalecimento este viabili-zado pela reduo de entraves regulatrios e legislativos, explica Laura Souza, do Machado Meyer Advogados.

    A expectativa de que o atual modelo de negcio so-fra mudanas estratgicas na regulao e nos modelos de contratao para oferecer mais garantia quanto aos ris-cos dos investimentos, maior segurana jurdica e menor judicializao. Essa alterao criar as condies neces-srias para atrair investimentos em um mercado mais competitivo e eficiente.

    Energia renovvel como estratgia de negcio

    A matriz brasileira muito rica quanto diversida-de de fontes. Isto traz segurana rea do abastecimento e coloca o Brasil em posio de vantagem sobre outros pases. Para citar um caso, em 2009, em meio a uma cri-se hidrolgica acentuada do rio So Francisco, a regio Nordeste produziu tanta energia elica que foi possvel exportar para outras regies, o que mostra o potencial da complementariedade das fontes intermitentes.

    NA MEDIDA EM qUE ESSAS FONTES INTERMITENTES VO GANHANDO PARTICIPAO

    SIGNIFICATIVA NA MATRIZ, PRECISAMOS INVESTIR FORTEMENTE EM PREVISO, SOBRETUDO NAqUELA qUE FEITA COM 24 HORAS DE

    ANTECEDNCIA

    MARCElO PRAIS, SECRETRIO-GERAl DO ONS

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    Fonte: Estudos Preliminares para o PEN 2018 | Capacitade instalada e participao por Fonte (MW e %)(*) Biomassa com CVU

    Projeto de Lei para um mercado energtico mais competitivo e eficiente

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    Para a Wrtsil, as fontes renovveis so o futuro da matriz energtica, no apenas no Brasil, mas em nvel global. Quando essas fontes atuam como energia de base, as usinas flexveis a gs natural ganham desta-que, conferindo confiabilidade ao sistema sempre que houver necessidade, sobretudo na falta de chuvas, de vento ou sol, aponta Gabriel Cavados, gerente de De-senvolvimento de Negcios.

    Outras empresas esto direcionando seus negcios para as renovveis. No radar das petroleiras estrangeiras operadoras do pr-sal esto oportunidades no apenas na rea de explorao e produo (E&P), como tambm no mercado de gs natural. A Total vai ter papel impor-tante na produo de gs, operando no pr-sal da Bacia de Santos, com participao nas reas de Libra, Lapa e Iara. A Statoil vai ainda mais longe com a mudana do nome para Equinor a fim de se posicionar como uma companhia ampla de energia, e com a aquisio de 50% da empresa Scatec Solar, para executar o projeto de ge-rao solar de Apodi (162 MW), no Cear.

    A representatividade das energias renovveis na matriz brasileira, tanto eltrica quanto energtica, motivou o governo brasileiro a iniciar o processo de adeso Agncia Internacional de Energia Renovvel (IRENA), que visa impulsionar a cooperao e a troca de informaes entre os pases que almejam o desenvolvimento em renovveis, incluindo bioenergia.

    Amilcar Guerreiro, diretor de estudos de Energia Eltrica na EPE, explica que como pas-membro, o Brasil poder participar mais ativamente dos fruns internacionais que promovem o debate sobre temas relevantes da agenda energtica internacional, bem como se beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas. Acredito que podemos contribuir muito com a Agncia e os pases-membros, pois o Brasil pioneiro em uma srie de polticas para insero de energias renovveis que mais tarde serviro de referncia para vrios outros pases, observa. Ainda segundo Amilcar, a participao brasileira na IRENA contribuir para a Plataforma Biofuturo, iniciativa do Ministrio das Relaes Exteriores (MRE), que conta com a participao do MME e viabilizar os compromissos estabelecidos na Rio+20, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel (ODS) e no Acordo de Paris.

    Por ser um combustvel limpo e flexvel, o gs pode sustentar o crescimento das fontes renovveis na matriz eltrica. Dados de fevereiro do Boletim Mensal de Produo de Petrleo e Gs Natural da Agncia Nacional

    do Petrleo (ANP) mostram que os campos martimos produziram 83,5% de gs natural. No entanto, causas como a inflexibilidade do sistema e a necessidade de altos investimentos para escoar a produo fazem com que

    apenas metade do que produzido offshore converta-se em oferta domstica. Pelo lado da demanda, as termeltricas consomem metade de todo o gs natural disponvel.

    Por esta razo, a Eneva, empresa integrada de energia, apostou no modelo Reservoir-to-Wire, em que produz gs natural em terra, no interior do Maranho, para abastecer suas trmicas localizadas nas proximidades. Considerando o potencial das bacias terrestres brasileiras, os benefcios advindos de sua explorao e a necessidade de aumentar a oferta interna de gs natural, acreditamos neste modelo e vemos oportunidades de replic-lo. O Pas continuar demandando energia, e a expanso das fontes renovveis deve ser suportada por um colcho firme proveniente de energia trmica, informa Henrique Rzezinski, ex-diretor de Relaes Institucionais da empresa. Ele acrescenta que a partir de modelos integrados gas-to-power possvel financiar as atividades de E&P em terra a partir da receita fixa proveniente das trmicas. Este modelo ainda tem o benefcio de gerar energia a um custo competitivo.

    O Brasil pode vir a ser um dos grandes players na pro-duo mundial de gs natural. Est em discusso no Go-

    verno a aprovao do programa Gs para Crescer, iniciativa que promete mudanas importantes no marco re-gulatrio deste insumo e prev um ambiente de maior abertura para em-presas privadas, tanto na distribuio quanto na comercializao do gs. A Petrobras decidiu reduzir sua partici-pao na indstria e, com isso, o setor privado poder assumir papel impor-tante nessa expanso.

    De acordo com Marcio Flix, se-cretrio executivo no MME, preciso mais integrao com o setor eltrico para impulsionar a gerao trmica a gs, que visto como o combustvel de transio para fontes mais limpas.

    Tem de haver um sincretismo ener-gtico. No tem energia boa ou ruim. Todas juntas promovem o sucesso da matriz energtica do Pas, conclui.

    Existe um potencial grande, que j realidade em outros pases e vai se tornar tendncia tambm no Brasil, que a Gerao Distribuda (GD), ou seja, a instalao de diversos polos de gerao de energia junto aos pontos de consumo, utilizando a tecnologia de geradores, dos painis fotovoltaicos e das Pequenas Centrais Hidreltricas (PCHs).

    A gerao distribuda com solar alivia a rede de distribuio e gera economias para o consumidor e a rede como um todo. Alm disso, a fonte utiliza os telhados das reas j construdas e no demanda o uso de novos espaos, explica Maurcio Bhr,

    Gs vai sustentar o crescimento das renovveis na matriz eltrica

    ACREDITO qUE PODEMOS CONTRIBUIR MUITO COM A AGNCIA E OS PASES-MEMBROS, POIS O BRASIL

    PIONEIRO EM UMA SRIE DE POLTICAS PARA INSERO DE ENERGIAS RENOVVEIS qUE MAIS TARDE SERVIRO DE REFERNCIA PARA VRIOS

    OUTROS PASES

    AMIlCAR GuERREIRO, DIRETOR DE ESTuDOS DE ENERGIA ElTRICA NA EPE

    Com o futuro surgem as oportunidades

    TEM DE HAVER UM SINCRETISMO ENERGTICO. NO TEM ENERGIA BOA OU RUIM. TODAS JUNTAS PROMOVEM O SUCESSO DA MATRIZ

    ENERGTICA DO PAS

    MARCIO FLIX, SECRETRIO EXECUTIVO NO MME

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    CEO da Engie, empresa que tem onze projetos registra-dos no Brasil no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), incluindo o da hidreltrica de Jirau, o maior em ener-gia renovvel j registrado no MDL no mundo.

    A Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel) tem avanado muito na regulao da GD, mas a liberaliza-o dos mercados na distribuio pode oferecer estmu-los muito fortes a este modelo de negcio. O mercado livre se desenvolve em um cenrio em que o consumidor est habilitado para escolher o seu fornecedor de energia. Esta uma mudana importante na estrutura do setor, que j ocorre no mercado internacional e o Brasil deve experimentar no futuro. Um dos principais benefcios desse modelo a reduo de custos, ou seja, pagar um va-lor menor do que o praticado pelo mercado cativo, com a vantagem da customizao dos servios e produtos para melhor atender as necessidades do consumidor.

    Trs grandes tendncias podem ser identificadas no setor eltrico. A primeira a descentralizao: o consumidor deixa de ser passivo e se torna elemento ativo no sistema; a segunda a eletrificao, com o aumento da

    participao dos aparatos eltricos, com destaque para os carros eltricos e medidores inteligentes; e a terceira, digitalizao, que possibilita o sistema operar de forma automtica e em tempo real com tecnologia de automao na rede. Estas mudanas vo demandar a reinveno de todos os atores que participam da cadeia do setor

    eltrico, informa Alessandra Amaral, diretora-presidente da Energisa Comercializadora e presidente do comit do Setor Eltrico da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio). A infraestrutura tem que ser mais flexvel para acomodar as novas tecnologias, complementa ela.

    Estas tendncias foram detalhadas no estudo O fu-turo da eletricidade, elaborado em cooperao com a Bain&Company e apresentado no Frum Econmico Mundial. De fato, o que se observa atualmente o cres-cimento de um perfil de cliente cada vez mais exigente, preocupado em consumir energia limpa e com a emisso dos gases de efeito estufa; e engajado, pois quer participar do processo, ter poder de escolha e valorizar a transpa-rncia. Assim surgiu o termo prosumer para definir o consumidor que produz e consome sua energia e este j evolui para prosumage, aquele que produz, estoca e consome sua energia.

    TRS GRANDES TENDNCIAS PODEM SER IDENTIFICADAS NO SETOR ELTRICO. ESTAS

    MUDANAS VO DEMANDAR A REINVENO DE TODOS OS ATORES qUE PARTICIPAM DA CADEIA

    AlESSANDRA AMARAl, DIRETORA-PRESIDENTE DA ENERGISA COMERCIAlIzADORA E PRESIDENTE DO COMIT DO SETOR ElTRICO DA

    AMCHAM RIO

    O Pas avanou muito no passado com a criao de polticas energticas. Em 1974, quando o Prolcool foi desenvolvido, ele alcanou protagonismo na produo e uso de bioenergia, consolidando o etanol como excelente alternativa ao uso da gasolina.

    Agora, uma nova poltica nacional de biocombustveis chama a ateno de outros pases. O objetivo expandir a produo, com base na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econmica e social, e em compatibilidade com o crescimento do mercado, fixando metas nacionais de reduo de emisso de gases de efeito estufa a partir da certificao da produo de biocombustveis. Grandes potncias econmicas mundiais acreditam que esses crditos podem ser os primeiros a serem de fato monetizados.

    O Renovabio um mecanismo verde, moderno e pioneiro, que vai possibilitar a monetizao dos crditos de carbono. O Crdito de Descarbonizao por Biocombustveis (CBio) ser um ativo financeiro negocivel em bolsa, emitido pelo produtor atravs de meritocracia em que os produtores que gerarem mais energias limpas, com a menor Pegada de Carbono, tero o maior CBio. Isso ter grande valor de mercado para o Pas, afirma Marcio Flix.

    O Brasil pode se tornar benchmark mundial em biocombustveis

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    A introduo de tecnologias inovadoras de gerao de energia vai ocasionar o empoderamento do consumidor, pois alm de vender ele poder escolher a fonte de energia que deseja consumir, prev Felipe Gonalves, superintendente de Ensino e P&D da FGV Energia. A entrada de novos agentes, a descentralizao do modelo e a introduo de tecnologias disruptivas para buscar a modernizao abrem uma grande janela de oportunidades para investimentos no setor, sobretudo com a venda de bens de consumo e a oferta de servios para todo esse mercado, corrobora o consultor de Energia Eltrica Paulo Cunha, tambm da FGV Energia.

    No dia 10 de abril, o comit do Setor Eltrico da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) realizou o seminrio Energias Flexveis e Fontes Intermitentes: desafios e solues, que reuniu instituies como o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Empresa de Pesquisas Energ-ticas (EPE), a FGV Energia e porta-vozes de empresas, como Brookfield Energia Renovvel, Engie Brasil e Wrtsil.

    Comandado por Alessandra Amaral, diretora-presidente da Energisa Comecializadora e lder do comit, o evento teve bastante procura por tratar de tema predominante na agenda energtica do Brasil e do mundo. A penetrao das renovveis na matriz brasileira de energia suscitou discusses, e estas tran-sitaram desde a necessidade de transformao do sistema el-trico brasileiro at o novo papel do consumidor na rea.

    A diversidade de palestrantes permitiu a discusso do tema sob diversos pontos de vista. Marcelo Prais, do ONS, chamou a ateno para a previsibilidade das fontes despachveis, e o papel importante que elas possuem na matriz energtica brasileira. Amilcar Guerreiro, da EPE, ressaltou a posio do Brasil, que ocupa agora o 8 lugar no ranking mundial de capacidade instalada de energia elica, segundo o Global Wind Energy

    Council (GWEC), comprovando que o Pas incorporou definitivamente as fontes renovveis em sua matriz eltrica.

    Sob a perspectiva de empresas do setor, Carlos Gros e Priscila Lino, da Brookfield, apresentaram os principais desafios da intermitncia para as comercializadoras, como os impactos no preo da energia, e citaram o ocorrido em 2016 com o Chile, quando a produo de energia solar foi to intensa que se tornou gratuita e dificultou a gerao de receitas pelas usinas, bem como novos financiamentos das empresas.

    Luisa Franca, business developer da Engie Brasil, trouxe tona a tendncia de descarbonizao global, que deve con-tribuir para a harmonizao dos setores e para a consolida-o do gs como o combustvel de transio para as fontes mais limpas.

    Gabriel Cavados, gerente de Desenvolvimento de Negcios da Wrtsil, alertou que em um sistema em que a penetrao de renovveis alta, pode ocorrer dficit de gerao. E con-cluiu que preciso ter opes suficientes de operar o sistema de modo acessvel, confivel e sustentvel em longo prazo.

    O seminrio de energias flexveis foi a primeira iniciativa realizada em 2018 pelo comit, que mantm uma agenda to-talmente alinhada aos interesses do setor. Outros temas prio-ritrios como Gerao Distribuda, Licenciamento Ambiental, Marco Regulatrio e o benchmarking a partir de exemplos bem-sucedidos em outros pases e a aproximao com entida-des do setor tambm sero pautas e aes do grupo este ano.

    Evento rene os principais players do setor

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    Instituies representativas participaram do evento

    Temas importantes da agenda energtica mundial atraram grande pblico

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    Brazilian Business: O Grupo Energisa hoje um dos principais grupos privados do setor eltrico do Brasil. O que lhe permitiu chegar to longe?

    Ricardo Botelho: O Grupo Energisa centenrio e atua h 113 anos em distribuio, comercializao, gerao, transmis-so e servios de energia no Brasil. Desde o incio, somos foca-dos na busca pela excelncia nos servios, nos investimentos, em melhores resultados e na constante renovao, por meio da inovao, marca da empresa. Ao longo dos anos, passamos por momentos desafiadores, por inmeras transformaes do mundo e do Pas, e realizamos grandes conquistas, como a aquisio do Grupo Rede, em 2014, o que nos colocou entre os principais grupos de distribuio do Brasil.

    BB: Como a diviso de operaes entre distribuidora, Comercializadora e Energisa Solues no Pas?

    RB: A distribuio de energia eltrica a base principal do nosso negcio e somos um dos maiores grupos do Brasil nes-te mercado. Controlamos nove distribuidoras, hoje contamos com mais de 6,5 milhes de consumidores o que representa uma populao atendida de cerca de 16 milhes de pessoas

    em 788 municpios em todas as regies do Brasil. Tambm contamos com a Energisa Comercializado-ra, empresa do Grupo que atua desde 2005 na rea de venda de energia eltrica no mercado livre, alm de oferecer servios relacionados ao suprimento para grandes consumidores. J a Energisa Solues espe-cialista no desenvolvimento de solues integradas para o mercado de energia eltrica e atende as mais diversas demandas de clientes de Gerao, Transmis-so, Distribuio e Indstrias. No ano passado, en-tramos tambm no segmento de Transmisso, aps leilo realizado em abril pela Aneel (Agncia Nacio-nal de Energia Eltrica). O Grupo levou o lote 3, em Gois, e o lote 26, no Par. Os dois empreendimentos tero sinergias com regies de atuao da empresa no Norte e Centro-Oeste do Pas.

    BB: Como o Grupo enxerga a matriz energtica brasileira com o crescimento das renovveis?

    RB: A ampliao da participao das energias reno-vveis imperativo global pelas razes climticas. O avano tecnolgico tem tornado as energias re-novveis no convencionais mais atrativas e est em expanso. A Energisa foi uma das pioneiras no Pas na insero das PCHs (Pequenas Centrais Hidreltri-cas) na matriz energtica, tendo construdo dezenas de usinas. Atualmente, a Energisa no atua de forma ativa no mercado de gerao de energia, mas no futu-ro, dependendo das oportunidades, podemos avaliar uma eventual retomada a este segmento.

    BB: Como a Energisa avalia o futuro da energia no Brasil?

    RB: O setor de energia eltrica no Brasil muito promissor, fundamental e estratgico para assegurar o desenvolvimento econmico do Pas. Alm disso, o mercado oferece muitas oportunidades de cresci-mento em diversos segmentos, como distribuio, transmisso e gerao. Em termos globais, o merca-do brasileiro atraente por ainda ter perspectivas de crescimento e regulao estvel. O Grupo Energisa acredita na importncia da discusso de um novo marco regulatrio para que as mudanas positivas nas leis possam trazer mais atratividade para o setor.

    BB: Fale sobre os principais projetos de P&d Tec-nolgicos do setor de energia eltrica do Grupo.

    RB: Um aspecto que diferencia a Energisa a ino-vao, parte integrante do DNA e da cultura or-ganizacional da empresa desde o incio de nossas atividades. Atualmente, destaco o interesse na di-

    gitalizao crescente de processos internos com uso de algoritmos analticos avanados, machine learning e automatizao das redes, tornando-as mais confi-veis e inteligentes. H enorme potencial tambm de uso de tecnologia para aprimorar a experincia do cliente, facilitando e o aproximando da empresa.

    BB: O grupo prev investimentos em melhorias, aumento da capacidade instalada ou compra de novas concessionrias para os prximos cinco anos?

    RB: A Energisa no comenta previso de investimen-tos no longo prazo. Podemos dizer que, para 2018, planejamos investir R$ 1,8 bilho, dos quais cerca de R$ 1,6 bilho nas nove distribuidoras do Grupo. Nas transmissoras sero investidos cerca de R$ 92 milhes, na consecuo dos Lotes 3 e 26 vencidos no leilo de abril de 2017. Com relao ao crescimento do portf-lio de distribuio, estamos sempre avaliando opor-tunidades de mercado. A participao da empresa na compra de novos ativos depender das condies em que estes forem ofertados, mantendo sempre a disci-plina na alocao de capital e robustez nas anlises tcnicas e financeiras.

    BB: O que destaca como principal diferencial da Energisa no mercado?

    RB: Inovao, credibilidade e enorme capacidade de execuo so marcas da Energisa. Somos uma empresa centenria que tem a capacidade de se reinventar e reno-var sempre, porque o pioneirismo est em nosso DNA. Fomos a primeira empresa do setor a abrir o capital no Brasil, em 1907. Como a mais antiga companhia em ati-vidade no mercado, podemos dizer que nossa viso de longo prazo foi fundamental para chegar at aqui e a bus-ca constante por inovao um diferencial. Valorizamos a prudncia e a solidez financeira e acreditamos em um modelo de gesto que prioriza a eficincia e a qualida-de dos servios, com proximidade aos clientes, alm do cuidado constante com as pessoas e compromisso com todos os stakeholders.

    Ser a companhia mais antiga no setor em que atua tem inmeras vantagens, alm de uma imagem slida perante o mer-cado. A mais relevante, sem dvida, contar com estabilidade suficiente para harmonizar a profunda experincia com a capacidade de se reinventar para acompanhar as demandas e transformaes do pas e do mundo. Atu-almente, a Energisa conta com cerca de 6,7 milhes de clientes o que representa uma populao atendida de perto de 16 milhes de pessoas em 788 municpios em todas as regies do Brasil.

    Nesta edio, Ricardo Botelho, diretor- presidente do Grupo Energisa, ressalta como um modelo de gesto, que prioriza a eficincia e a qualidade dos servios, prximo dos clien-tes, est ajudando a construir uma viso de longo prazo bem-sucedida e consolidando de-finitivamente o perfil inovador da companhia.

    Bianca [email protected]

    O setor de energia eltrica no Brasil muito promissor, fundamental e estratgico para assegurar o desenvolvimento econmico do PasUma das pioneiras no Brasil na insero das PCHs na matriz energtica, a Energisa acredita e investe no potencial do mercado brasileiro de energia

    PERFIL

    ACERVO ENERGISA

    ACREDITAMOS NA IMPORTNCIA

    DA DISCUSSO DE UM NOVO

    MARCO REGULATRIO PARA qUE

    AS MUDANAS POSITIVAS NAS

    LEIS POSSAM TRAZER MAIS

    ATRATIVIDADE PARA O SETOR

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    TRANSFORMAO DIGITAL

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    TRANSFORMAO DIGITAL

    Os negcios esto vivendo um momento histrico de ruptura. E essa transformao se deve a um conjunto de inovaes que vieram com o potencial de remoldar completamente o mundo. Conhecidas como big data, internet das coisas, inteligncia artificial e computao cognitiva, estas, entre outras tecnologias, compem o que hoje conhecemos por quarta revoluo industrial.

    No ambiente empresarial, as consequncias de um mundo altamente digitalizado j so evidentes em todos os segmentos. A concorrncia est se intensificando no apenas dentro das indstrias, mas tambm entre elas. Pense na Apple montando uma empresa de veculos autnomos ou na Tesla se mudando para o fornecimento de energia. As empresas esto mais agressivas e geis do que nunca, com modelos de negcios que ignoram os mtodos convencionais.

    O Global Center for Digital Business Transformation, uma iniciativa do Instituto Metrpole Digital (IMD) e Cisco, diz que a mudana organizacional a base da transformao digital dos negcios. Isso porque mudar a natureza de uma organizao significa mudar o jeito que as pessoas trabalham, desafiar pensamentos e processos. Mas e o propsito de tudo isso? Naturalmente, para se tornar mais eficiente, orientada e gil para responder s demandas e necessidades dos clientes, aproveitando melhor todas as oportunidades de negcio.

    Utilizando a blockchain mesma tecnologia das criptomoedas e dos bitcoins o projeto Blockchain Cartrio 15, pioneiro no Brasil, tem a proposta de trazer comodidade vida dos usurios de cartrios. Muito

    Bianca [email protected]

    O mundo digital est mudando o modo depensar e agir das pessoase das organizaes

    em breve ser possvel realizar os servios cartorrios num ambiente totalmente digital e com registro imutvel, ou seja, usufruindo de total segurana nas transaes, diz Hugo Pierre, diretor executivo da startup GrowthTech, idealizadora da ideia.

    O fato de estarem sempre conectadas faz com que as pessoas gerem um volume enorme de informaes. Analisar esse conjunto de dados e extrair algum tipo de insight o objetivo das tecnologias conhecidas como big data e data science, ferramentas muito indicadas para o marketing digital.

    A partir do contedo de uma marca, possvel mapear e agrupar os perfis de toda audincia que passa por aquela propriedade digital, bem como minerar dados de redes sociais e traar perfis que so levados em conta na hora de criar um produto ou um servio. Por isso a importncia do marketing digital na estratgia de qualquer empresa que deseja ser competitiva na era da informao. A partir da combinao de contedo e pesquisa, possvel ser muito

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    TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS: OS AVANOS qUE ESTO TRANSFORMANDO A VIDA, OS NEGCIOS E A ECONOMIA GLOBAL

    TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS: OS AVANOS qUE ESTO TRANSFORMANDO A VIDA, OS NEGCIOS E A ECONOMIA GLOBAL

    mais assertivo nas estratgias de marketing, explica Noel de Simone, lder do comit de Marketing da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio).

    Criadora da Watson plataforma de inteligncia artificial que aprende continuamente a partir das suas interaes a IBM realizou um estudo em parceria com a IDC, empresa global de inteligncia de mercado, e revelou que mais de 73% dos CEOs consideram a computao cognitiva, ou a inteligncia artificial (IA), um item indispensvel para o futuro de suas empresas.

    Segundo a gigante de tecnologia, a IA impactar um bilho de indivduos at o fim deste ano e essa diretriz levou a companhia a investir em um novo negcio, que se define pelo termo Business to Professions ou negcios para profissionais. A ideia apresentar solues que atendam aos mais distintos profissionais e indivduos que necessitam ou desejam utilizar tecnologias inteligentes em seu cotidiano, seja para auxiliar na tomada de deciso ou para extrair insights relevantes de uma grande massa de dados no estruturados, como vdeos, imagens, textos, entre outras fontes. Ainda segundo a empresa, o Brasil o segundo maior mercado para essa tecnologia, atrs apenas dos Estados Unidos.

    Na Medicina, a IA utilizada desde em bancos de dados com alto poder de consolidao de informaes preditivas para propenso epidemiolgica e diagnsticos precoces at em aplicativos de gesto de sade. Outra rea que conta com o uso de tecnologia de ponta a da robtica aplicada a cirurgias. Considero que a inteligncia artificial e a humana podem e devem coexistir. O uso da IA uma tendncia na Medicina e um avano importante. Porm, a

    CONSIDERO qUE A INTELIGNCIA ARTIFICIAL E A HUMANA PODEM E DEVEM

    COEXISTIR

    lEONARDO COElHO, DIRETOR COMERCIAl DA AMIl NO RIO DE JANEIRO E DIRETOR DA

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    TRANSFORMAO DIGITAL

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    experincia, a sensibilidade e o senso de observao do mdico so fatores diferenciais, inerentes condio humana, que dispensam qualquer tipo de comparao, destaca Leonardo Coelho, diretor comercial da Amil no Rio de Janeiro e recm-empossado diretor da AmCham Rio.

    O mundo hiperconectado trouxe um novo perfil de consumidor que, alm de exigente e bem informado, j vivencia experincias muito interessantes em termos de tecnologia em setores diversos, que vo desde mobilidade urbana at hospedagem. O uso de aplicativos de smartphones para aes simples, como fazer uma transao financeira, pedir um txi, comprar um ingresso e obter um resultado mdico j parte do cotidiano de muitos brasileiros pela comodidade, segurana e rapidez.

    No universo das seguradoras, no poderia ser diferente. Hoje, toda a nossa operao de anlise e pagamento de contas mdicas e hospitalares digital, o que tornou o fluxo mais rpido, seguro e transparente para todos os envolvidos. J na frente de atendimento ao cliente, entendemos que o modelo que gera mais valor para o segurado hoje o da multicanalidade, ou seja, ter condies de atend-lo com agilidade e viso nica de cliente na plataforma de preferncia dele, informa o diretor de Tecnologia e Estratgia de Relacionamento da SulAmrica, Cristiano Barbieri.

    Hiperconectividade traz agilidade, comodidade e segurana

    Das solues mais simples como os aplicativos procura-dos por empresas que querem estar no mercado mobile para atender consumidores que optam pelos canais digitais a pla-taformas mais complexas como a realidade aumentada, que mistura o mundo virtual ao real a tecnologia hoje a grande responsvel por uma escala de transformaes capazes de al-terar o comportamento das pessoas e permitir movimentos mais consistentes e respostas mais geis das organizaes.

    A pesquisa Febraban (Federao Brasileira de Bancos) de Tecnologia Bancria 2017, que mapeia o estgio da tecnolo-

    Por conta da evoluo tecnolgica que o mundo experimenta, traz-se tona a necessidade de um controle mais visvel de toda a parte de segurana. No basta parecer ser seguro, precisa, efetivamente, ser. Nunca na histria tantos dados foram movimentados livremente. A maioria das pessoas nem tem ideia de quantas informaes pessoais esto, de certa forma, disponveis, destaca Carlos Affonso S. DAlbuquerque, global CEO da Valid e diretor da AmCham Rio.

    Quando se tem notcia sobre invases e quebras de segurana digital, o pensamento mais comum que algum quebrou a segurana de um datacenter e acessou uma base de dados. Mas essa a ltima instncia das transaes que envolvem a utilizao de dados. Existem incontveis mecanismos que podem interferir nos processos de transporte, utilizao e captura de dados e que so muito mais suscetveis aos ataques, informa.

    O segmento de meios de pagamento ganhou especial ateno. Hoje, h uma diversidade de produtos e servios de pagamento, tanto para transaes fsicas quanto eletrnicas. So diversas ferramentas de pagamentos em funcionamento simultneo no mercado. Desde os tradicionais papis-moeda, cheque e cartes com chip, at os celulares, os wearables e as recentes tecnologias de validao biomtrica, que identificam o usurio pelas digitais, palma das mos ou reconhecimento facial com deteco de vida.

    A nova regulamentao para proteo de dados da Unio Europeia uma tentativa de reduzir a vulnerabilidade das informaes sobre os indivduos. A adoo do General Data Protection Regulation mostra claramente o avano no sentido de proteo ao trnsito e armazenamento de dados.

    Tecnologia a servio da Segurana da Informao

    ENTENDEMOS qUE O MODELO qUE GERA MAIS VALOR PARA O SEGURADO HOJE O DA

    MULTICANALIDADE

    CRISTIANO bARbIERI, DIRETOR DE TECNOlOGIA E ESTRATGIA DE RElACIONAMENTO DA SulAMRICA

    gia bancria no Brasil e suas tendncias, mostrou que o uso dos servios por meio do mobile banking (aplicativos de celulares) tem o maior destaque no meio de relacionamento dos correntistas com os bancos, alm de ser o canal de maior preferncia do consumidor. Para se ter um comparativo, de 2015 para 2016, o nmero de transaes bancrias passou de 55,7 bilhes para 65 bilhes.

    Isso reflete no s uma disrup-tura digital, mas uma mudana sem volta no comportamento de consu-mo. Em uma era onde tudo fica na nuvem e quase nada mais fsico, preciso ter ateno a quais regras regero esse novo universo.

    O caso envolvendo Facebook e Cambridge Analytica demonstra como importante para as orga-nizaes dispor de procedimen-tos internos atuais e eficazes para preservar a privacidade dos dados

    de seus clientes. Na Europa, o Ge-neral Data Protection Regulation (GDPR), mandatrio para em-presas que prestam servios para o mercado europeu, o que faz com que organizaes globais j possu-am ou estejam buscando aprimorar as suas polticas de proteo de da-dos pessoais nesse momento.

    Aqui no Brasil, as regras de compliance ainda se relacionam bastante com investigaes inter-nas, tais como corrupo, delao premiada e exposio de autorida-des. Nos pases em que essas ques-tes so mais evoludas, muito comum o engajamento em polti-cas de compliance voltadas para a rea digital. uma evoluo que o Brasil est buscando alcanar, informa Dirceu Santa Rosa, scio do Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello.

    NUNCA NA HISTRIA TANTOS DADOS FORAM MOVIMENTADOS

    LIVREMENTE

    CARLOS AFFONSO S. DALBUQUERQUE, GlObAl CEO DA VAlID E DIRETOR DA

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    CONEXO GLOBAL

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    SelectUSA, programa dedicado promoo de investimento direto estrangeiro nos EUA, abre uma janela de oportunidades para as empresas brasileiras que desejam internacionalizar seus negcios

    Bianca [email protected]

    Cada vez mais as empresas bra-sileiras descobrem os bene-fcios da internacionalizao de suas operaes e a relao direta com ganhos de competitividade e au-mento de suas receitas. E os Estados Unidos so o quarto maior destino de investimentos estrangeiros diretos (IED) do Brasil com destaque para os setores de software e TI, farmacu-tico e aeroespacial , os quais, juntos, representam quase 40% do total de empregos gerados por IED brasileiro no mercado americano.

    Estudo realizado pela Apex-Brasil, Confederao Nacional da Indstria (CNI) e Brazil Industries Coalition (BIC), com o objetivo de mapear o crescimento de ativos de empresas nacionais em territrio americano, revelou que o Brasil foi a economia emergente que mais aumentou seus fluxos de investimentos e hoje figu-ra como o 18 maior investidor nos EUA, ocupando a stima posio no ranking geral dos pases que re-gistram maior crescimento em IED. Entre 2012 e 2016, o crescimento foi de 139%, somando US$ 36 bi-lhes em investimentos.

    Brazilian Business: Quais as ini-ciativas que considera de maior relevncia durante sua gesto?

    James Story: Os Jogos Olmpi-cos de 2016 deixaram um legado de cooperao nas reas de Segurana Pblica, Sade e Negcios e, com certeza, continuaro a dar frutos nos prximos anos. O novo visto eletr-nico e a aprovao pelo Congresso do acordo Cus Abertos continuar a unir nossos pases e a trazer oportu-nidades comerciais. Nossos progra-

    Entrevista: James Story cnsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro

    mas de ensino de ingls e intercm-bio de estudos levaram mais de 12 mil estudantes aos Estados Unidos e obtiveram sucesso ao trazer institui-es americanas para o Brasil.

    BB: de que forma a parceria en-tre Brasil e Estados Unidos im-pacta no futuro das relaes co-merciais entre os dois pases?

    JS: Nossa relao econmica um dos pontos fortes da nosso intercm-bio, e vejo mais oportunidades sur-gindo em benefcio dos dois pases. Por exemplo, duas misses comer-ciais em novembro passado resulta-ram em inmeras parcerias comer-ciais bem-sucedidas. Em 2017, 44 empresas brasileiras viajaram com o embaixador para o evento Select USA e, neste ano, esperamos participa-o ainda maior. No setor de leo e Gs, empresas americanas, com seus parceiros aqui no Brasil, devem ter participao forte nos investimen-tos anuais, os quais aumentaro para cerca de 40 bilhes de dlares nos

    prximos anos, graas a leiles bem- sucedidos em 2017 e 2018. Compa-nhias americanas investiram quase US$ 1 bilho dos US$ 2,4 bilhes em bnus oferecidos na 15 rodada de leo e gs em maro.

    BB: Em sua opinio, quais as perspectivas das empresas ame-ricanas no pas e o que ainda pode ser feito para que o Brasil atraia cada vez mais investidores americanos?

    JS: O Brasil deu passos importan-tes que sinalizam abertura para no-vos negcios. Um bom exemplo o acordo Cus Abertos, cuja apro-vao estava h muito pendente. O visto eletrnico j resultou em au-mento de quase 100% de viajantes dos Estados Unidos para c. Esses tipos de liberalizaces que facilitam o intercmbio de produtos, pessoas e ideias so essenciais para o Brasil crescer e para aumentar o interesse de empresas americanas em investir no mercado domstico.

    Aps trs anos frente do C onsulado Americano no Rio de Janeiro, o cnsul James Story se des-pede do Brasil. Em entrevista Brazilian Business, ele ressalta

    a criatividade e receptividade do ca-rioca e se orgulha da duradoura re-lao entre Estados Unidos e Brasil.

    DIVulGAO CONSulADO GERAl DOS EuA SO PAulO

    Grande parte dos esforos para es-timular e facilitar a entrada de inves-timentos brasileiros no ambiente de negcios americano deve ser atribu-do ao programa SelectUSA, do De-partamento de Comrcio dos EUA, que entre diversas aes com esse intuito promove o evento SelectUSA Investment Summit. Sabemos que a internacionalizao traz uma srie de benefcios para as empresas brasilei-

    ras. So melhorias, como o aumento de competitividade empresarial, a di-luio de riscos pela diversificao de mercados e menor dependncia do mercado interno, entre outros, pon-tua Camille Richardson, conselheira comercial do Consulado Americano em So Paulo.

    Richardson conta que o programa SelectUSA j deu suporte a mais de 500 empresas, em vrios nveis

    de assistncia, em todo o territrio brasileiro. Em 2017, o programa facilitou a atrao de mais de U$ 130 milhes em investimentos de empresas brasileiras dos mais diversos setores, com ampla oferta de servios que vo desde o segmento de bem-estar at indstrias. Alm de ser uma excelente plataforma para negcios, o programa um acelerador de projetos, destaca Camille. Pesquisas do programa comprovam que mais de 70% dos participantes conseguem realizar seus projetos nos Estados Unidos no prazo de at seis meses.

    O SelectUSA Investment Summit o maior evento dedicado promoo

    de investimento estrangeiro direto nos EUA. Ele cria uma conexo direta e sinergia entre oficiais do governo, executivos e organizaes voltadas para o desenvolvimento econmico (EDOs) para auxiliar empresas de todo o mundo a identificarem novas oportunidades, criando um ambiente mais amigvel para a realizao de negcios, conclui Camille. Investidores interessados em participar da quinta edio do encontro, que ocorrer entre os dias 20 e 22 de junho, em Washington, DC, devem acessar o site www.selectusasummit.us e se cadastrar at 4 de junho.

    Mais incentivo aos investimentos brasileiros nos EUAMais incentivo aos investimentos brasileiros nos EUA

    Exposio das agncias de fomento estaduais

    Secretrio de Comrcio, Wilbur Ross, encontra com comitiva brasileira

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    Camille Richardson, conselheira comercial do Consulado Americano em So Paulo

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    SelectUSA, programa dedicado promoo de investimento direto estrangeiro nos EUA, abre uma janela de oportunidades para as empresas brasileiras que desejam internacionalizar seus negcios

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    DIRETORIA EM FOCO

    36_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    Em que agenda o prximo governo deve se pautar para que o ambiente regulatrio seja favorvel ao

    desenvolvimento de negcios e novos investimentos?

    Do ponto de vista do Di-reito do Trabalho, o ideal que haja cada vez menos in-tervenes, tanto por parte do Governo Federal, quanto por parte do Poder Judicirio, nas relaes entre empregados e empregadores. Para tanto, indispensvel que os sindicatos de empregados e de empre-gadores se fortaleam, o que so-mente ocorrer se defenderem ativamente suas categorias.

    Bruno Tocantins Scio doTocantins Advogados

    Em uma agenda com viso de longo prazo, que vise prin-cipalmente o desenvolvimento tecnolgico, com gerao de emprego e renda. E mais, que oferea condies para que o Brasil possa concorrer no mer-cado internacional com um ambiente regulatrio previsvel, que respeite os compromissos assumidos pelos investidores e incentive o crescimento de uma indstria local competitiva.

    Roberto Lopes Pontes SimesPresidente da Ocyan

    A questo tributria deve ser vista pelo vis da regulamenta-o e como agente de fomento competitividade do Brasil. Com-petir interna e externamente de-manda preos mais ajustados, decorrentes de impostos mais compatveis com a realidade brasileira e uma simplificao dos processos que hoje encare-cem o produto nacional ou re-duzem seu poder comercial.

    Fernando Bomfiglio Diretor de Relaes Institucionais da Souza Cruz

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    OPINIO

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    Como beneficiar os negcios por meio de operaes inteligentes

    Alexandre Colcher,Lder da Accenture Operations para Amrica latina

    No mundo atual, cada vez mais com-plexo e disruptivo, mudanas ocor-rem diariamente, transformando as melhores prticas operacionais em passi-vos num futuro no muito distante. O que inicialmente era soluo, pode se tornar um dos maiores desafios das empresas, no ape-nas no sentido de aprimorar os negcios, mas para sobreviver diante da competio cada vez mais acirrada.

    Hoje, muito se fala em robotizao, inte-ligncia artificial e cloud (nuvem) e, conse-quentemente, em produtividade, eficincia e downsizing. Com isso, cabem s empresas se reinventarem e se digitalizarem com um principal objetivo: gerar benefcios de neg-cio e atender com excelncia os seus clientes.

    Como fazer isso? Primeiramente, para cada fluxo de processos deve-se mapear os benefcios possveis de serem alcana-dos e os pontos de interface com os clien-tes finais ou com outras reas/processos da organizao. Isto feito, deve-se exerci-tar a eficincia do processo pelas tcnicas, como design thinking, e aplicar tcnicas de otimizao de processos.

    As possibilidades oferecidas pelas ino-vaes tecnolgicas no tm nenhuma serventia se no forem aplicadas em favor do negcio e do cliente. Sendo assim, preciso ter mentes brilhantes que consi-gam utilizar de maneira efetiva essa nova inteligncia como plataforma para no-

    vas capacidades, gerao de boas experincias aos clientes e garantia de transformaes reais.

    Outro aspecto que deve se encaixar nessa his-tria de ganho de produtividade exponencial e operaes inteligentes a famosa nuvem, termo cada vez mais comum no mundo corporativo, que precisa ser vista como uma plataforma essencial para a construo do futuro dos negcios. Devido ao grande potencial dessa ferramenta, as empresas conseguem melhorar a capacidade competitiva e de inovao por terem um custo mais atraente e, mais importante ainda, elstico a sua necessidade.

    No ambiente de negcios atual, discute-se trocar os investimentos em Capex por Opex, o que signifi-ca passar a investir menos em ativos e focar em cus-tos para manter ou melhorar uma operao. Com o uso da nuvem isso possvel, pois as empresas dei-xam de investir em infraestrutura fsica e passam a utilizar apenas o que necessrio no ambiente de TI para suportar o negcio em um modelo pay as you go algo como pague apenas pelo que consu-mir com agilidade, elasticidade, escalabilidade, e respondendo rapidamente s mudanas.

    Em outras palavras, falamos em utilizar os recursos da nuvem conforme a demanda dos seus sistemas e aplicaes, pagando por con-sumo, ao invs de adquirir uma infraestrutura grandiosa, em que muitas vezes recursos com-putacionais so desperdiados e a infraestrutu-ra permanece ociosa.

    Juntando a operao inteligente com as tec-nologias de nuvem possvel ter operaes de grande elasticidade, de acordo com a necessi-dade do negcio, obtendo benefcios, alm de aumento de qualidade, controle, compliance e uma fora de trabalho muito mais motivada.

    Bem-vindos era das Operaes Digitais Inteligentes.

    CABEM S EMPRESAS SE REINVEN-TAREM E SE DIGITALIZAREM PARA GERAR BENEFCIOS DE NEGCIO E ATENDER COM EXCELNCIA OS

    SEUS CLIENTES

  • Edio 304 Brazilian Business_41

    AMCHAM NEWS

    40_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    Allan [email protected]

    Idealizado pelo comit de Turismo e Negcios da Cmara de Comrcio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio), o Breakfast in Rio aconteceu no hotel Hilton Copacabana, no dia 6 de maro, em clima de esperana e otimismo. E seus principais players se reuniram para colocar em perspectiva as dificuldades do setor na cidade do Rio de Janeiro e como o mesmo pode ser incentivado, a fim de impulsionar a atrao de mais turistas e negcios. O evento foi realizado em parceria com o Rio Conventions & Visitors Bureau, com o patrocnio da Executive One e hospitality do escritrio Veirano Advogados, alm do apoio do hotel Hilton, Associao Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil) e a Associao de Hotis Rio.

    A abertura ficou por conta de Maria Paula Co-maru e Marcus Juste, respectivamente presidente e vice-presidente do comit. O vice-presidente exe-cutivo da Associao de Embaixadores de Turismo do Rio de Janeiro, prof. Bayard do Coutto Boiteux, moderou o painel de debates, composto por Marcia Pessoa, gerente da Rio Convention & Visitors Bure-au; Gabriel Frana, do RioGaleo; Patrick Mendes, da Rede Accor; e Andre Valle, da Infoglobo.

    O prof. Bayard defendeu ser necessrio buscar solues em mo-mentos de crise. Segundo ele, o incentivo ao turismo essencial para impulsionar a economia carioca e, ao promover aes, as pessoas estariam aptas a entender a efetividade do turismo. A cidade no vem investindo em promoo. Cada vez que uma promoo feita, preciso ter dados mensurveis e que isso seja divulgado, destacou.

    Marcia Pessoa apresentou as aes para o ano e os resultados do Roadshow Visit.Rio, projeto da RCVB que busca levar a marca do Rio de Janeiro a outros estados brasileiros com o objetivo de gerar negcios e incrementar a ocupao hoteleira da cidade. Ela opina que um dos principais motivos de sucesso do projeto o conceito matchmaking, que coordenou aes com as empresas do segmento para influenciar a promoo. Cada um dos hotis que participaram fornecia uma lista em torno de 20 empresas que podiam gerar ne-gcios para a cidade, afirmou. A gerente defende a necessidade de integrar os mercados, a mdia e o governo para impulsionar a cidade. Com a mensagem #somostodosrio, ela completa: importante a unio da indstria nesse momento difcil que a cidade est passando. Ns temos potencial para sair disso, com certeza.

    O papel da mdia fundamental para gerar resultados. Andre Valle, especialista da rea de Projetos Especiais da Infoglobo, citou a boa receptividade do caderno de aniversrio do Rio, publicado pelo Infoglobo. De acordo com ele, diversas marcas, empresas e associa-es se mostraram ativas na tentativa de recuperao da cidade. Este um pouco do nosso trabalho e da nossa misso de levantar causas

    AMCHAM NEWS

    Aes de fomento ao turismo so necessrias para alavancar a economia carioca

    Aes de fomento ao turismo so necessrias para alavancar a economia carioca AmCham Rio convidou Riotur, Rede Accor, RioGaleo, Infoglobo e Rio Conventions & Visitors Bureau para debater o setor e suas dificuldades

    AmCham Rio convidou Riotur, Rede Accor, RioGaleo, Infoglobo e Rio Conventions & Visitors Bureau para debater o setor e suas dificuldades

    DIVulGAO AMACHAM RIO

    e bandeiras para tentar transformar o Rio de Janeiro, exultou.

    Otimismo o que move as aes. Gabriel Frana, diretor Comercial e Corporativo do RioGaleo, acredita que olhar para o futuro e apresentar si-nais positivos uma forma de contor-nar a situao atual. Para sobreviver a uma crise dessa envergadura, preciso ter resilincia, ressaltou. Segundo sua apresentao, o aeroporto internacional da cidade apresentou sinais positivos de reao, pois, no primeiro bimestre deste ano, houve um aumento de 43% de car-ga em relao ao ano passado. Tambm houve o crescimento de 18% no n-mero de passageiros internacionais no mesmo perodo. Alm disso, surgiram novos destinos e frequncias interna-cionais pelas companhias areas.

    Em nmeros, o turismo represen-ta 10% do PIB internacional e 4% do brasileiro. Patrick Mendes, CEO da Rede Accor, apresentou um panorama do setor, relacionado hotelaria. Ele apontou que esses dois campos so os mais promissores a ampliar oferta de empregos para os prximos anos.

    Para Patrick, os principais desafios no setor hoteleiro so o crescimento

    acima da inflao dos custos pessoais e de energia, e a falta de regulamenta-o na rea de private rentals (Airbnb). Apesar disso, a adaptao lei brasilei-ra de incluso, assinada pelo presidente Michel Temer em 1 de maro, repre-senta um fator positivo hotelaria. O decreto prev que os estabelecimentos devero disponibilizar, no mnimo, 5% dos dormitrios com recursos de aces-sibilidade. Ou seja, dos 10% dos dor-mitrios que pela Lei tm de possuir adaptaes para deficientes, metade precisa ser adaptado para pessoas que possuem problemas fsicos.

    A palestra de encerramento foi realizada pela Riotur. Lucio Macedo e Mauricio Werner falaram sobre as pautas trabalhadas pela agncia em

    prol da promoo do Rio no cenrio brasileiro e internacional. Dois dias aps o Carnaval 2018, a Riotur reuniu diversos rgos pblicos envolvidos no planejamento do evento para ava-liar as mudanas necessrias para o ano que vem. O prximo passo ou-vir as associaes de moradores para buscar mudanas no atual formato. bom encontrar esse equilbrio para a cidade. No queremos ter o maior carnaval do Brasil, mas sim o me-lhor. Isso faz uma grande diferena, afirmou Lucio.

    A AmCham Rio e o comit de Turismo e Negcios esto empenhados em promover aes que incentivem o setor na cidade e impulsionem a economia carioca.

    DIVulGAO AMACHAM RIO

    DIVulGAO AMACHAM RIO

    Patrick Mendes, Rede Accor; Andre Valle, Infoglobo;prof. Bayard do Coutto Boiteux, Associao de Embaixadores de Turismo do Rio de Janeiro; Gabriel Frana, RioGaleo, e Marcia Pessoa, Rio Convention & Visitors Bureau

    Lucio Macedo, da Riotur, falou sobreaes voltadas para a promoo do Rio

  • Edio 304 Brazilian Business_43

    AMCHAM NEWS

    42_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    Allan [email protected]

    Quais os impactos da era digital no modo de vida de pessoas e empresas? Para pensar sobre esta questo, profissionais de marketing de diversas empresas se reuniram na AmCham Rio, no dia 25 de abril. O debate teve o apoio da Progressiva Consultoria, Facha, Grupo Zoom Out Comunicao Corporativa, Instituto Infnet e Zona In-ternet, e contou com a presena de Alexandre Horta, diretor de Consultoria de Varejo e Consumo da PwC; Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITSRio); Estevo Paiva, especialista global de mdias digitais da Vale; e Cristina Ferrari, gerente snior de Marketing da Coca-Cola.

    A Global Consumer Insights Survey, realizada pela PwC este ano, apontou que 41% dos consumidores j realizam compras via smartphones e 30% por tablets. Segundo Alexan-dre Horta, confiana e relevncia so fatores que influenciam na escolha das marcas pelos cidados. O brasileiro ainda um consumidor relativamente inseguro, ento ele precisa do respaldo de uma marca maior para tomar uma deciso de compra, disse. O executivo tambm ressaltou que, no Brasil, 46% dos entrevistados atestaram que, quando buscam um produto, eles se inspiram no contedo divulgado nas redes sociais das marcas.

    Pensar no impacto das novas tecnologias na esfera social e empresarial analisar a presena de algoritmos e chatbots (robs de atendimento). O incentivo ao relacionamento com o consumidor tende a crescer com a cultura de atendimento vir-tual. De acordo com Fabro Steibel, a expectativa de que 70%

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    Dilogo traz perspectiva de mudana no consumo de informaesDifuso da inteligncia artificial, das mdias programticas e dos influenciadores so exemplos desse impacto

    das marcas tenham algum tipo de experincia de chatbot. Para ele, essencial que as organizaes consigam driblar os custos de inovao. Se as grandes empresas no inovarem, h uma chance de elas se tornarem secundrias, afirmou.

    A cultura de real time fomentada pela Coca-Cola um exemplo de resultado da transformao digital. Cristina Ferrari trouxe uma viso positiva dos esforos da empresa em gerir o capital humano. Segundo ela, um time de cerca de 80 pessoas est focado no relacionamento em tempo real com os consumidores. O que a gente busca estar ali, interagindo no momento em que eles acessam nossos canais e entram em contato com nossa marca, apontou.

    Estevo Paiva apresentou um panorama contextuali-zado sobre as mudanas no mundo virtual desde o surgi-mento da web at os dias atuais. possvel perceber, hoje, uma produo excessiva de contedo. Na perspectiva de que tudo converge para o digital, o volume de informa-o gera desafios de administrao para as empresas. Se-gundo ele, necessrio pensar em um controle que gere insights sobre o pblico.

    O especialista citou trs exemplos que influenciam as diretrizes no mundo digital: as mdias programticas, a in-teligncia artificial e os influenciadores. As mdias progra-mticas, utilizadas por veculos como O Globo, Estado e Valor Econmico, trazem customizao do contedo com base em um alvo e no no canal, ou seja, possvel deter-minar o perfil exato do usurio atravs de geolocalizao, classe social, dados demogrficos, entre outros. sobre encontrar a pessoa certa, no lugar certo, e com a mensa-gem certa, afirmou.

    Alm do mais, o uso de inteligncia artificial na otimi-zao de campanhas, na reduo de custos de atendimen-to com os chatbots e na personalizao de plataformas tambm intervm no consumo. J os influenciadores ou creators trazem uma mudana de paradigma aos proble-mas surgidos com os adblockers e motivam um sentimen-to de confiana nos consumidores.

    Participantes posam ao lado de nadia Stanzig, gerente executiva da AmCham Rio

  • Edio 304 Brazilian Business_45

    AMCHAM NEWS

    44_Edio 304_abr/mai/jun 2018

    Allan [email protected]

    O primeiro semestre de 2018 comeou atrativo para os associados da AmCham Rio. Com objetivo de aproximar clientes, cultivar boas conexes e firmar parcerias, os eventos de relacionamento da Cmara, conhecidos como Sunset Networking e Networking Coffee, demonstram que o ambiente de negcios est a todo vapor. Realizados dias 1 de maro e 16 de maio, respectivamente, os encontros reuniram mais de 120 pessoas.

    Em clima de vero e informalidade, os convidados do Sunset Networking degustaram petiscos e drinks, ao som de msica ao vivo, no Moonlounge Rooftop do JW Marriott. O happy hour de negcios, que comemorou os 453 anos da cidade do Rio de janeiro, foi contemplado com um pr do sol marcante e clima descontrado, ideal para reencontrar parceiros e fazer negcios. O evento teve patrocnio da WeWork e do hotel JW Marriott e parceria com a cerveja YELA.

    Entre os presentes estavam Luiz Claudio Cristofaro, diretor da AmCham Rio; Marcelo Haddad, diretor executivo da Rio Negcios; executivos de mais de 50 empresas, entre elas, Accenture, Citibank, Delta Air Lines, Brookfield, Souza Cruz, Prumo Logstica, Petrobras; e representantes do Consulado Americano.

    Expectativa era o que pulsava em cada pessoa presente. Na perspectiva de Fabio Nikel, gerente da filial da Senior Sistemas no Rio de Janeiro, a iniciativa importante por dois aspectos. Minha expectativa tanto na participao do evento quanto na construo. Conhecer pessoas, em-presas, trocar necessidades e ver com um olhar colabora-tivo o que cada empresa pode fazer pela outra, afirmou.

    O estilo do Sunset Networking se destaca e vai alm das perspectivas comuns de negcios no Rio. De acordo com Hugo Pierre, gerente executivo da Growth Tech, o encontro representa uma fuga da rotina. Era tudo o que a gente preci-sava: um momento, no meio da semana, para sair do escritrio e ter a oportunidade de conversar com outras pessoas e fazer amizades tambm, no s negcios, comentou.

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    Eventos de relacionamento so marca registrada da CmaraPrimeiras edies do ano do Sunset networking e networking Coffee atraem executivos interessados em ampliar conexes

    Com uma perspectiva de reaproximao entre parceiros, a edio do Networking Coffee, realizada na sede da Cmara no dia 16 de maio, props um dilogo sobre como construir boas oportunidades de negcios. Com a presena de Marcelo Derossi, co-fundador do Clube do Networking, os participantes foram inspirados a cultivar boas conexes e ver o instante como um pontap inicial. Encarem esse momento de hoje como um ponto de partida. Sejam relevantes, disse Marcelo.

    Representantes do Iberostar, Alessandra Navega e Helena Costa, destacaram as dicas da palestra como essenciais gerao de novos negcios. A gente pen-sa que abordar o cliente de forma direta vai ser vlido, talvez eficaz, mas no bem assim. P