Apostila Pis Cofins 2011

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PIS/PASEP/COFINS - INCIDNCIA CUMULATIVA Neste trabalho abordaremos as normas para o clculo e pagamento das contribuies mensais ao PIS/PASEP e COFINS, devidas sobre a receita bruta, no regime cumulativo, com base nas normas previstas na IN SRF 247/2002 e demais fontes citadas no texto.

2. CONTRIBUINTES So contribuintes do PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre o faturamento as pessoas jurdicas de direito privado e as que lhes so equiparadas pela legislao do Imposto de Renda, inclusive: I - as entidades fechadas e abertas de previdncia complementar, sendo irrelevante a forma de sua constituio; II - as entidades submetidas aos regimes de liquidao extrajudicial e de falncia, em relao s operaes praticadas durante o perodo em que perdurarem os procedimentos para a realizao de seu ativo e o pagamento do passivo; III - os fabricantes e os importadores de cigarros so contribuintes e responsveis, na condio de substitutos, pelo recolhimento do PIS/PASEP e da COFINS devidos pelos comerciantes varejistas;

IV - as pessoas jurdicas que administram jogos de bingo so responsveis pelo pagamento das contribuies incidentes sobre as receitas geradas com essa atividade. Observe-se que esse pagamento no exime a pessoa jurdica administradora da obrigao do pagamento das contribuies na condio de contribuinte.

3. BASE DE CLCULO As pessoas jurdicas de direito privado e as que lhes so equiparadas pela legislao do Imposto de Renda tm como base de clculo do PIS/PASEP e da COFINS o valor do faturamento, que corresponde receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas, independentemente da atividade por elas exercidas e da classificao contbil adotada para a escriturao das receitas. 3.1. RECEITAS PBLICO DE VENDAS PARA O PODER

No caso de construo por empreitada ou de fornecimento a preo predeterminado de bens ou servios pessoa jurdica de direito pblico, empresa pblica, sociedade de economia mista ou suas subsidirias, a pessoa jurdica contratada ou subcontratada, que diferir o pagamento das contribuies, excluindo da base de clculo do ms de auferimento da receita o valor da parcela ainda no recebida e incluindo o valor das parcelas na base de clculo do ms do seu efetivo recebimento.2

4. REGIME DE RECONHECIMENTO DAS RECEITAS E DESPESAS De acordo com o art. 14 da Instruo Normativa SRF n 247/2002, as pessoas jurdicas optantes pelo regime de tributao do Imposto de Renda com base no lucro presumido podero adotar o regime de caixa para fins da incidncia do PIS/PASEP e da COFINS. A adoo do regime de caixa est condicionada adoo do mesmo critrio em relao ao Imposto de Renda e Contribuio Social sobre o Lucro Lquido (CSLL).

5. VALORES QUE NO INTEGRAM A RECEITA BRUTA Na apurao da base de clculo do PIS/PASEP e da COFINS, no integram a receita bruta: a) do doador ou patrocinador, o valor das receitas correspondentes a doaes e patrocnios, realizados sob a forma de prestao de servios ou de fornecimento de material de consumo para projetos culturais, amparados pela Lei n 8.313/1991, computados a preos de mercado para fins de deduo do Imposto de Renda; e b) a contrapartida do aumento do ativo da pessoa jurdica, em decorrncia da atualizao do valor dos estoques de produtos agrcolas, animais e extrativos, tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no perodo, como pela avaliao do estoque a preo de mercado.3

6. EXCLUSES/DEDUES GERAIS DA BASE DE CLCULO Para a apurao da base de clculo do PIS/PASEP e da COFINS, podem ser excludos ou deduzidos da receita bruta os valores: I - das vendas canceladas; II - dos descontos incondicionais concedidos; III - do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); IV - do Imposto sobre Operaes relativas Circulao de Mercadorias e sobre Prestaes de Servios de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicao (ICMS), quando destacado em Nota Fiscal e cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos servios na condio de substituto tributrio; V - das reverses de provises; VI - das recuperaes de crditos baixados como perdas, limitados aos valores efetivamente baixados, que no representem ingresso de novas receitas; VII - dos resultados positivos da avaliao de investimentos pelo valor do patrimnio lquido e dos lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisio, que tenham sido computados como receita, inclusive os derivados de empreendimento objeto de Sociedade em Conta de Participao (SCP); e4

VII - das receitas decorrentes das vendas de bens do ativo permanente.

7. NO-INCIDNCIA DO PIS E DA COFINS As contribuies no incidem sobre o faturamento correspondente a vendas de materiais e equipamentos, bem assim da prestao de servios decorrentes dessas operaes, efetuadas diretamente Itaipu Binacional (Instruo Normativa SRF n 247/2002, art. 44, I). 8. RECEITAS ISENTAS DAS CONTRIBUIES De acordo com o art. 46 da INS RF 247/2002, so isentas do PIS/Pasep e da Cofins as receitas: I dos recursos recebidos a ttulo de repasse, oriundos do Oramento Geral da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, pelas empresas pblicas e sociedades de economia mista; II da exportao de mercadorias para o exterior; III dos servios prestados a pessoas fsicas ou jurdicas residentes ou domiciliadas no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; IV do fornecimento de mercadorias ou servios para uso ou consumo de bordo em embarcaes e aeronaves em trfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversvel, observado o disposto no 3; V do transporte passageiros; internacional de cargas ou5

VI auferidas pelos estaleiros navais brasileiros nas atividades de construo, conservao, modernizao, converso e reparo de embarcaes pr-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro (REB), institudo pela Lei no 9.432/1997; VII de frete de mercadorias transportadas entre o Pas e o exterior pelas embarcaes registradas no REB, de que trata o art. 11 da Lei no 9.432/1997; VIII de vendas realizadas pelo produtor-vendedor s empresas comerciais exportadoras nos termos do Decreto-Lei no 1.248/1972, e alteraes posteriores, desde que destinadas ao fim especfico de exportao para o exterior; e IX de vendas, com fim especfico de exportao para o exterior, a empresas exportadoras registradas na Secretaria de Comrcio Exterior do Ministrio do Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior. X - decorrentes de comercializao de matrias-primas, produtos intermedirios e materiais de embalagem, produzidos na Zona Franca de Manaus para emprego em processo de industrializao por estabelecimentos industriais ali instalados e consoante projetos aprovados pelo Conselho de Administrao da Superintendncia da Zona Franca de Manaus (Suframa). (Redao dada pela IN SRF 358, de 09/09/2003) Consideram-se adquiridos com o fim especfico de exportao os produtos remetidos diretamente do6

estabelecimento industrial para embarque de exportao ou para recintos alfandegados, por conta e ordem da empresa comercial exportadora. As isenes previstas no alcanam as receitas de vendas efetuadas: I a empresa estabelecida na Amaznia Ocidental ou em rea de livre comrcio; II a empresa estabelecida em zona de processamento de exportao; e III a estabelecimento industrial, para industrializao de produtos destinados exportao, ao amparo do art. 3o da Lei no 8.402/1992.

9. ALQUOTAS DO PIS E DA COFINS As alquotas do PIS e COFINS para as pessoas jurdicas ou para as receitas no inseridas na modalidade "nocumulativa" so de: a) 0,65% (sessenta e cinco centsimos por cento) para o PIS/PASEP; e b) 3% (trs por cento) para a COFINS.

9.1. Alquota 0 (Zero) As alquotas do PIS/PASEP e da COFINS esto reduzidas a 0 (zero) quando aplicveis sobre a receita bruta decorrente:7

I - da venda de gasolinas (exceto gasolina de aviao), leo diesel e gs liquefeito de petrleo, por distribuidores e comerciantes varejistas;

II - da venda de lcool para fins carburantes, por comerciantes varejistas;

III - da venda dos produtos farmacuticos de higiene pessoal classificados nas posies 30.01, 30.03, exceto no cdigo 3003.90.56, 3004, exceto no cdigo 3004.90.46, e 3303.00 a 3307, nos itens 3002.10.1, 3002.10.2, 3002.10.3, 3002.20.1, 3002.20.2, 3006.30.1 e 3006.30.2 e nos cdigos 3002.90.20, 3002.90.92, 3002.90.99, 3005.10.10, 3006.60.00, 3401.11.90, 3401.20.10 e 9603.21.00, todos da TIPI, pelas pessoas jurdicas no enquadradas na condio de industrial ou importador; IV - da venda dos produtos classificados nos cdigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.058

e 87.06, da TIPI, por comerciantes atacadistas e varejistas, exceto pela empresa comercial atacadista adquirente dos produtos resultantes da industrializao por encomenda, equiparada a industrial na forma do 5 do art. 17 da Medida Provisria n 2.189-49/2001; V - da venda dos produtos classificados nas posies 40.11 (pneus novos de borracha) e 40.13 (cmaras-dear de borracha), da TIPI, por pessoas jurdicas comerciantes varejistas e atacadistas; VI - da venda de nafta petroqumica s centrais petroqumicas; Nota: Considera-se nafta petroqumica a nafta normalparafina classificada no cdigo 2710.11.41 da TIPI. VII - da venda de gs natural canalizado e de carvo mineral, destinados produo de energia eltrica pelas usinas integrantes do Programa Prioritrio de Termoeletricidade, nos termos e condies estabelecidas em ato conjunto dos Ministros de Estado de Minas e Energia e da Fazenda; e VIII - do recebimento dos valores relativos intermediao ou entrega de veculos, pelos concessionrios de que trata a Lei n 6.729/1979;

IX - da venda no mercado interno, a partir de 26 de julho de 2004, de feijo, arroz e farinha de mandioca, classificados nos cdigos 0713.33.19, 0713.33.29, 0713.33.99, 1006.20, 1006.30 e 1106.20 da Tabela de Incidncia do Imposto sobre Produtos Industrializados TIPI, aprovada pelo Decreto n 4.542/2002;9