Tribunal de Contas

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  • Tribunal de

    Contas

    Lisboa2011

    Tribunal de Contas

    ANURIO 2010

    Lisboa 2011

    AN

    URIO

    2010

  • ANURIO 2010

    Tribunal de Contas

    Lisboa 2011

  • DirecoGuilherme dOliveira MartinsPresidente

    Coordenao ExecutivaJos F. F. TavaresDirector-Geral

    Eleonora Pais de AlmeidaAuditora-Coordenadora do Departamentode Consultadoria e Planeamento

    Concepo da CapaPaginao e Composio Grfica

    Lcia Gomes Belo

    Execuo Grfica da Capa

    Grafiletra Artes Grficas, Lda.

    Execuo Grfica

    Augusto Antnio Maris dos Santos

    EdioTribunal de Contas 2011

    Tiragem50

    Depsito Legal90121/95

    ISSN0873-1381

    www.tcontas.pt

  • Anurio 2010

    Tribunal de Contas

    3

    Nota de Apresentao .................................................................................................. 5

    A Evoluo de uma Instituio Antiga ....................................................................... 9

    Quadro Normativo Fundamental .................................................................... 17

    Organizao e Funcionamento ........................................................................ 23

    Natureza do Tribunal de Contas .............................................................. 25

    Organizao do Tribunal de Contas ................................................................. 27

    Funcionamento do Tribunal de Contas ........................................................... 29

    Atribuies, jurisdio e competncia ............................................................ 33

    Publicidade dos actos ..................................................................................... 39

    Servios de Apoio ........................................................................................... 41

    Relaes Externas ............................................................................................. 45

    Enquadramento e objectivos ...........................................................................47

    Relaes Institucionais .....................................................................................47

    Relaes Internacionais ................................................................................... 51

  • 4Anurio 2010

    Tribunal de Contas

    Os Juzes Conselheiros ................................................................................................ 55

    Os Procuradores-Gerais Adjuntos............................................................................. 109

    Os Dirigentes da Direco-Geral.................................................................... 113

    Vida Interna Nas Seces Regionais do Tribunal de Contas...................................... 175

    seco regional dos aores .................................................................. 177

    O Juiz Conselheiro e os Dirigentes.......................................................... 179

    seco regional da madeira .................................................................................... 193

    O Juiz Conselheiro e os Dirigentes.......................................................... 195

    Informaes teis............................................................................................... 205

    Organograma Geral......................................................................................... 211

    Nota De Actualizao.................................................................................... 213

    Publicaes Do Tribunal de Contas.................................................................. 219

    NOTA DE APRESENTAO

  • Anurio 2010

    Tribunal de Contas

    5

    NOTA DE APRESENTAO

    EX-LIBRIS DO TRIBUNAL DE CONTASGravura de Almada Negreiros1947

    Representa o Contador

  • Foto

    : Rod

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  • Anurio 2010

    Tribunal de Contas

    7

    Seguindo a linha adotada relativamente aos anteriores Anurios, tambm o Anurio de 2010 procura dar a conhecer a todos os seus leitores, no s as principais atribuies e funes do Tribunal de Contas, enquanto Instituio Superior de Controlo financeiro externo de Portugal,

    mas tambm a sua organizao, as suas relaes institucionais e internacionais.

    Por outro lado, considerando o capital humano o seu principal recurso, d-se

    nota dos currculos dos seus Juzes Conselheiros, Procuradores-Gerais Adjuntos

    e Dirigentes.

    De referir que no ano de 2010, o Tribunal deu continuidade s comemoraes

    iniciadas em 2009, do seu 160 Aniversrio e do 620 Aniversrio da Casa dos

    Contos, Instituio que originariamente o precedeu.

    Atendendo necessidade de despender racionalmente os recursos dis-

    ponveis, o presente Anurio ser publicado em verso digital, esperando-se

    assim continuar a contribuir para uma melhor informao aos cidados sobre a

    Instituio, o Tribunal de Contas.

    O Conselheiro Presidente

    Guilherme dOliveira Martins

  • Anurio 2010

    Tribunal de Contas

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    A EVOLUO DE UMA INSTITUIO ANTIGA

    Edifcio do Arsenal, na Praa do Municpio, em LisboaConstrudo aps o terramoto de 1755, todas as instituies que precederam o Tribunal de Contas permaneceram neste espao

    durante cerca de dois sculos

  • Anurio 2010

    Tribunal de Contas

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    SCULO XIIIOs primrdiosNos princpios deste sculo, atravs da anlise dos 4 livros de Recabedo Regni, verifica-se a existncia de uma contabilidade muito rudimentar e de manifestaes de uma certa preocupao com a

    fiscalizao.

    Na segunda metade deste mesmo sculo, d se a sedentarizao dos rgos da adminis trao pblica, da justia e da contabilidade, desenhando -se, com

    D. Dinis, o embrio de uma repartio contabilstica: a Casa dos Contos.

    SCULO XIVA Casa dos Contos

    No final do sc. XIV estabeleceu-se a distino entre os Contos de Lisboa e

    os Contos del Rei.

    A partir do reinado de D. Joo I consolidou-se a autonomia dos Contos,

    datando o seu mais antigo Regimento de 5 de Julho de 1389. O poder central

    visava, com este primeiro regimento e os que se lhe seguiram, dominar e disciplinar a burocracia que aumentava em nmero e em abusos.

    SCULO XVA Consolidao

    Cada novo regimento da Casa dos Contos (um em 1419 e outro em 1434) denota o objectivo de alcanar uma maior eficcia da contabilidade, bem como

    uma maior preciso e rapidez na liquidao e fiscalizao das contas.

    SCULO XVIA Unificao

    O Regimento e Ordenaes da Fazenda de D. Manuel, do ano de 1516, procedeu renovao e sistematizao de normas que orientaram durante mais

    de um sculo a contabilidade pblica. Como corolrio desta evoluo, D. Sebastio, por alvar de 1560, comeou o movimento de unificao da con-

    tabilidade pblica, tendo os Contos de Lisboa ficado assim ligados aos Contos

    do Reino e Casa.

  • 12Anurio 2010

    Tribunal de Contas

    SCULO XVIIIO Errio Rgio

    O incndio que se seguiu ao terramoto de 1755 destruiu o edifcio da Casa dos Contos, seguindo -se a desorganizao e

    anarquia dos servios, que acabou por provocar a sua extino.

    Assim, a Casa dos Contos foi substituda pelo Errio Rgio, criado

    pela Carta de Lei de 22 de Dezembro de 1761.

    Foi o tempo da centralizao absoluta: o Inspector-Geral do

    Tesouro, que presidia ao Errio Rgio, foi Sebastio Jos de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e, posteriormente, Marqus de Pombal. Foi adoptada uma inovao no lanamento das receitas e despesas, que passaram a ser escrituradas em partidas dobradas. A estrutura adoptada era de tal forma centralizadora que s 4 pessoas estavam a par da situao econmica do Errio.

    SCULO XIX O Errio Rgio passou por vrias vicissitudes: a ocupao francesa, a revoluo liberal de 1820, a independncia do Brasil em 1822, a Guerra Civil entre liberais e absolutistas

    que se traduziram em reformulaes orgnicas e reestruturaes de funes. Entrou assim num processo de decadncia, que levou sua extino, em 16 de Maio de

    1832, mantendo-se, no entanto, em funcionamento, at entrada das tropas liberais

    na capital, no Vero de 1833.

    SCULO XVIIA Centralizao

    Durante o domnio filipino, atravs de um Regimento de Filipe II, de 1627, efectuou-se

    uma importante reforma dos Contos: centralizou-se nos Contos do Reino e Casa toda

    a contabilidade pblica. Como afirma a historiadora Virgnia Rau, estavam lanadas as normas que haviam de regular a Contabilidade do Estado Portugus at meados do Sculo XVIII.

    Jos Xavier Mouzinho da Silveira

    (1780-1849)Secretrio de Estado dos Negcios da Fazenda, Presidente do Errio Rgio (1823) e do Tribunal do Tesouro Pblico (1832). Desenvolveu intensa actividade legislativa no mbito da reforma da Justia, Admi-nistrao Pblica e Fazenda. Deputado em

    vrias legislaturas

  • Anurio 2010

    Tribunal de Contas

    13

    O Tesouro Pblico

    (1832-1844)

    Com o advento da Monarquia Constitucional, deu-se um perodo de

    instabilidade poltica, que levou sucessiva alterao da designao e

    contedo do rgo responsvel pelo controlo das finanas pblicas: foi criado o Tesouro Pblico contrariando o anterior secretismo, mediante a

    obrigatoriedade de publicitao das contas do Estado, alis j expressa

    na Constituio de 1822. Este novo rgo tardou a ser organizado, pelo

    que foram sendo constitudas vrias comisses encarregues do exame de

    sectores especficos, de entre as quais h que salientar a Repartio Central e a Comisso de Liquidao das Contas do extinto Errio. primeira

    sucedeu, em 1845, a Direco da Contabilidade Pbl