VAcinas FEBRASGO

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  • 8/13/2019 VAcinas FEBRASGO

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    Vacinao

    Mulherda

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    GO, a vacinao e o compromissocom a qualidade de vida

    Os princpios que regem a atuao mdica

    sugerem a incorporao de todo recurso de eficcia

    cientificamente comprovada na preveno de danos

    sade, no tratamento de males instalados, e naatuao em prol da manuteno da vida em sua

    melhor qualidade possvel.

    A vacinao o procedimento que possibilita maior impacto na re-

    duo de doenas e bitos, portanto, ela deve ser inserida no contextoda Ginecologia e Obstetrcia (GO) sob o mesmo prisma da assistncia

    global.

    Para auxiliar nesse processo, a Sociedade Brasileira de Imunizaes(SBIm) e a Federao Brasileira das Associaes de Ginecologia e Obs-

    tetrcia (Febrasgo) lanam a segunda edio do Vacinao da Mulher

    Consenso SBIm & Febrasgo, que deve servir de guia para uma atuao

    profissional ainda mais completa.

    Aqui esto todas as vacinas indicadas pela SBIm, pelo Programa

    Nacional de Imunizaes (PNI), alm da Sociedade Americana deMedicina Reprodutiva, do Centre or Disease Control and Preven-

    tion (CDC) e da Organizao Mundial de Sade (OMS), e ainda oscomentrios que undamentam cada indicao.

    Todo mdico deve investigar o histrico vacinal de seu paciente, ve-

    rificar a necessidade de atualizaes e prescrever as vacinas que se a-am necessrias. Dessa orma, o calendrio vacinal da mulher servir

    de parmetro para que o ginecologista e obstetra definam as vacinasque suas pacientes precisam receber ao longo da vida e, a partir do

    histrico de ineces passadas e vacinal, possam personalizar a pres-crio.

    Que este Guia sirva de instrumento para o aprimoramento da prticamdica em ginecologia e obstetrcia.

    Apresentao

    Dreamstime|SeanPrior

    1

    (cont.)

    Fotodacapa

    :CanStockPhotoInc./Andres

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    Por que a vacinao, no mbito da GO, to importante?

    A imunizao da mulher, alm da proteo individual, impacta

    o planejamento de vida no que diz respeito maternidade.

    Reduz os riscos para o eto e o lactente (as ineces durante agestao so causa de aborto, parto prematuro, malormaes

    e morte etal ou neonatal).

    Previne a transmisso vertical de ineces durante o parto.

    Possibilita a transerncia de maior quantidade de anticorpospara o eto, garantindo a imunidade deste no primeiro ano

    de vida.

    Contribui para reduzir riscos de doenas entre crianas e ido-sos entes, em geral, cuidados por mulheres.

    Previne perdas associadas com o trabalho.

    CONSENSO SBIM & FEBRASGO Vacinao da Mulher

    SUMRIO

    Apresentao .......................... 1

    Consideraes gerais ..............3

    Consideraes especficas......7

    Roteiro para atualizaodo calendrio vacinal .............13

    Roteiro para vacinaoda gestante ...............................14

    Qualidade dosimunobiolgicos .................... 15

    Sites de referncia ..................15

    Crie no Brasil ..........................16

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    Papilomavrus Humano (HPV)

    O trato genital pode ser inectado por dois grupos de HPV: oncogni-cos (relacionados ao cncer do colo do tero) e no oncognicos. Ostipos 16 e 18 destacam-se entre os primeiros, pois so responsveis por70% dos casos de cncer do colo do tero. Outros HPV (entre eles os45, 31, 33 e 52) tambm so causa de cncer cervical. Entre os HPVsno oncognicos destacam-se os tipos 6 e 11, causadores de 90% dasverrugas genitais.

    Como 50% da populao sexualmente ativa entram, em algum mo-mento da vida, em contato com o HPV e o uso do preservativo no 100% eficaz, a principal orma de preveno primria a vacina.

    importante risar que a rotina do exame preventivo (Papanicolaou)no pode ser abandonada aps a aplicao do imunobiolgico, vistoque o cncer de colo do tero pode estar relacionado a outros tipos deHPV ainda no prevenveis pela vacinao.

    TIPOSDEVACINA

    As duas vacinas para o HPV apresentam boa tolerabilidade, com baixaocorrncia de eventos adversos, sendo os mais comuns: dor, edema,eritema e prurido no local da aplicao. A intensidade vai de leve amoderada.

    Vacina quadrivalente recombinante contra HPV (tipos 6, 11, 16 e 18) abricada pelo laboratrio MSD (Merck Sharp & Dohme), contmquatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18).

    Indicao de bula:meninas e meninos a partir de 9 anos e at 26 anos.

    Vacina contra HPV oncognico (16 e 18, recombinante, com adju-

    vante AS04) abricada pelo laboratrio GlaxoSmithKline, contendoos tipos 16 e 18.Indicao de bula: meninas a partir de 10 anos e at 25 anos.

    A vacinao de mulheres com mais de 25 ou 26 anos consideradasegura e eficaz por rgos regulatrios de alguns pases, nos quaisas duas vacinas esto licenciadas para esse grupo. A melhor pocapara vacinar a adolescncia, mas, a critrio mdico, mulheres com

    mais de 25 ou 26 anos, mesmo que previamente inectadas, podemser vacinadas.

    HPV: a principal forma

    de preveno primria

    a vacina.

    A rotina do exame

    preventivo (Papanicolaou)

    no pode ser abandonada

    aps a aplicao do

    imunobiolgico, visto queo cncer de colo do tero

    pode estar relacionado a

    outros tipos de HPV

    ainda no prevenveis

    pela vacinao.

    Consideraes gerais

    Dreamstime|Nyul

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    4 CONSENSO SBIM & FEBRASGO 2012 Vacinao da Mulher

    As vacinas so preventivas e no curativas e isto significa que no socapazes de alterar o desenvolvimento de ineco j presente.

    Adiea vacinao na presena de quadro febril agudo.

    Contraindiquea vacinao no caso de histrico de anafilaxia causada

    por um dos componentes da vacina e na ocorrncia de gestao.

    Esquema de doses 0-1-6 ou 0-2-6 meses.

    Trplice viral (sarampo, caxumba e rubola)

    Adolescentes e adultos, quando inectados, costumam desenvolver aorma mais grave dessas ineces. Na preveno, so indicadas duasdoses da vacina trplice viral para mulheres nascidas aps 1962 e paraestas a vacina est disponvel na rede pblica. Para as nascidas at 1962,indica-se uma nica dose.

    Adie a vacinao na presena de quadro febril agudo.

    Contraindique a vacinao no caso de histrico de anafilaxia causadapor um dos componentes da vacina; doenas ou tratamentos imunossu-

    pressores; gestao.

    Esquema de doses Dose nica para mulheres que receberam uma

    dose anteriormente. Duas doses com intervalo mnimo de 30 dias para as

    no previamente vacinadas.

    Hepatite A

    Considerada uma das maiores causas de hepatite ulminante no Brasil,

    a ineco transmitida por meio de gua e alimentos contaminadosou pelo contato direto com um doente. Sua ocorrncia durante a gesta-o grave e pode levar morte do eto. Estima-se que cerca de 40% a60% da populao brasileira adulta estejam suscetveis hepatite A, oque vem se refletindo num aumento da incidncia no pas.

    Adie a vacinao na presena de quadro febril agudo.

    Contraindiquea vacinao no caso de histrico de anafilaxia causada

    por um dos componentes da vacina.

    Esquema de doses 0-6 meses. Se optar pelo uso da vacina combina-

    da hepatite B: 0-1-6 meses.

    Hepatite B

    Grave problema de sade pblica, a hepatite B cem vezes mais con-tagiosa que a Aids. Pode ser transmitida por meio do sangue conta-minado durante, por exemplo, a relao sexual, o compartilhamentode agulhas e seringas, de instrumentais de manicures ou de dentistas.

    De 5% a 15% dos adultos inectados pelo vrus da hepatite B cronifi-cam, e esses doentes crnicos so de alto risco para bito por cirrose

    e cncer heptico, doenas que matam anualmente um milho de pes-soas no mundo.

    Sarampo, caxumba e

    rubola: adolescentes

    e adultos, quando

    infectados, costumam

    desenvolver a forma mais

    grave dessas infeces.

    Hepatite A: sua ocorrncia

    durante a gestao grave epode levar morte do feto.

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    5Consideraes gerais

    Teste sorolgico ps-vacinal no indicado de rotina para pes-soas que no pertencem a grupos de risco, devido alta eficcia davacina. Os indivduos que no responderem com nvel adequado deanticorpos (anti-HBs >10UI/mL), 30-60 dias aps a terceira dose,devem ser revacinados com mais trs doses da vacina. Aqueles quepermanecerem com anti-HBs 10UI/mL, considera-se que o paciente j estava imunizado. Se oresultado or um anti-HBs

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    6 CONSENSO SBIM & FEBRASGO 2012 Vacinao da Mulher

    Mesmo os indivduos que receberam a vacina dupla bacteriana do tipoadulto (dT) devem receber uma dose de dTpa, a qualquer momento.

    Adiea vacinao na presena de quadro febril agudo.

    Contraindiquea vacinao no caso de histrico de anafilaxia causada

    por um dos componentes da vacina.

    Esquema de doses ver diferentes situaes no roteiro para atualiza-

    o do calendrio vacinal (p. 13).

    Varicela

    De 70% a 90% das pessoas apresentam varicela (catapora) antes dos15 anos de idade. Portanto, cerca de 10% a 30% podem ser inectadasdurante a adolescncia ou na idade adulta, quando a doena se mani-esta com um quadro mais grave.

    Apesar de, na maioria das vezes (principalmente nas crianas), apre-sentar-se de orma benigna, a varicela causa de complicaes bacte-rianas graves e pode levar ao bito. Dados norte-americanos mostramque nos maiores de 30 anos a varicela mata cerca de 25 pessoas a cadacem mil casos (essa taxa em menores de 1 ano de menos de cinco bi-tos por cem mil casos). Alm disso, a varicela durante a gestao umadoena grave que pode levar ao aborto, mort

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