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Vanguardas Europeias - Literatura

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Text of Vanguardas Europeias - Literatura

  • Prof. Esp. Rafael [email protected]

  • AS VANGUARDAS EUROPEIAS O nascimento do mundo,de Salvador Dali

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Transformaes tecnolgicas na virada do sculo;

    o automvel, o avio, o cinema deslocaram e aceleraram o olhar do homem moderno;

    novas maneiras de o homem perceber a realidade;

    Em meio a essas transformaes, surgem vrias manifestaes artsticas:

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Expressionismo Impressionismo Cubismo, Futurismo, Abstracionismo,DadasmoSurrealismo

    As vanguardas vodar origem Arte Moderna

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Expressionismo

    Surgiu na Alemanha em 1910;preocupao foi a forma em expressar as manifestaes do mundo interior; pouco se importavam com os conceitos de belo e feio. O importante era a "expresso", ou seja, a forma de transportar para as telas e para o papel as imagens que nasciam no seu interior; como forma de expressar a viso pessoal do artista, os expressionistas, alm de darem grande importncia ao poder expressivo das cores e das formas, valorizaram as composies abstratas e as imagens distorcidas, prximas da caricatura; desenvolveu-se mais na pintura e os principais representantes desse movimento foram:

    Vincent Van Gogh Paul Czanne Paul GauguimEdward Much

  • Tarde em Npoles (1876-1877),de Paul CzanneCzanne tinha interesse na simplificao das formas naturais em seus essenciais geomtricos; ele queria tratar a natureza pelo cilindro, pela esfera, pelo cone. A ateno concentrada com a qual ele registrava suas observaes da natureza resultou em uma profunda explorao da viso binocular.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS ExpressionismoO grito (1893), de Edward Munch.Utilizando cores irreais, d forma plstica ao amor, ao cime, ao medo, solido, misria humana, prostituio. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.

  • Campo de trigo com corvos, Vincent Van Gogh.

  • O escolar (1888)

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Expressionismo

    Na literatura: linguagem fragmentada, elptica, frases nominais;

    despreocupao quanto organizao do texto em estrofes, ao emprego de rimas ou musicalidade;

    Combate fome, inrcia e aos valores do mundo burgus.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Fragmento de um poema expressionista:

    Soam ventoinhas em nuvens perdidasOs livros so bruxas. Povos desconexos.A alma reduz-se a mnimos complexosA arte est morta. As horas reduzidas.O meu tempo, de Wilkleim Klem

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Impressionismo Revolucionou profundamente a pintura e deu incio s grandes tendncias da arte do sculo XX;arte sensorial que valorizava a impresso subjetiva da realidade; o movimento de criao vai do mundo exterior para o interior;

    Monet, Degas e Renoir so os expoentes dessa pintura;

    Registro das tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidncia da luz do sol; As figuras no devem ter contornos ntidos, pois a linha uma abstrao do ser humano para representar imagens; As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como a impresso visual que nos causam, e no escuras ou pretas, como os pintores costumavam represent-las no passado.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS ImpressionismoThe Waterloo Bridge, de Oscar-Claude Monet

  • O almoo dos remadores (1874), de Pierre-Auguste Renoir

  • LAbsinthe, de Edgar Degas (1876).Muse d'Orsay, Paris.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Cubismo Surgiu em 1907, a partir das experincias do espanhol Pablo Picasso e do francs Georges Braque;

    desenvolveu-se inicialmente na pintura, caracterizou-se pela valorizao de formas geomtricas como cubos, cones e cilindros.

    defesa da ideia de que o artista deveria ter toda a liberdade para decompor a realidade que est interessado em representar e depois recri-la a partir de elementos geomtricos sobrepostos;

    Picasso (pintura) e Apollinaire (literatura) so os principais representantes dessa vanguarda.

    Segundo Picasso, "A arte uma mentira que nos faz perceber a verdade". Isso quer dizer que, para os cubistas, o artista no deve apenas copiar ou ilustrar o mundo real. Sua funo recriar a realidade e represent-la sob uma outra forma, revelando assim aspectos que geralmente passam despercebidos.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS CubismoGuernica (1937), de Pablo Picasso

  • Les Demoiselles d'Avignon (1907), de Pablo Picasso

  • VANGUARDAS EUROPEIAS CubismoNa literatura, os artistas cubistas preocuparam-se com a construo do texto e ressaltaram a disposio grfica do poema. Com isso, os espaos em branco da folha de papel passaram a ter importncia. Alm disso, o cubismo caracterizou-se por apresentar uma linguagem bem humorada, cheia de inverses e elipses, na qual os substantivos so dispostos de forma aparentemente anrquica e o verbo, os adjetivos e a pontuao so desprezados.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS CubismoO poeta francs Guillaume Apollinaire o principal repre-sentante do Cubismo na literatura. Depois de sua morte, foi publicado Caligrammes, pomes de la paix et de la guerre (1913-1916), uma coletnea de poemas concretos produzidos durante a primeira guerra mundial.

  • Il pleut des voix de femmes comme si elles taient mortes mme dans le souvenir C'est vous aussi qu'il pleut merveilleuses encontres de ma vie gouttelettes Et ces nuages cabrs se prennent hennir tout un univers de villes auriculaires coute s'il pleut tandis que le regret et le ddain leurent une ancienne musiqueEcoute tomber les liens qui te retiennent en haut et en bas Chove (Apollinaire)

    Chovem as vozes das mulheres como se elas estivessem mortas mesmo na lembrana

    voc tambm que chove gotculas de maravilhosos encontros de minha vida

    E essas nuvens turbulentas se pem a relinchar todo

  • reconheaessa adorvel pessoa voc

    sem o grande chapu de palha

    olhonarizboca

    aqui o oval do seu rosto

    seu lindo pescoo

    um poucomais abaixo seu corao que bate

    aqui enfima imperfeita imagemde seu busto adoradovisto comose atravs de uma nuvem

  • VANGUARDAS EUROPEIAS CubismoHpica (Oswald de Andrade)

    Saltos recordsCavalos da PenhaCorrem jqueis de Higienpolis Os magnatasAs meninasE a orquestra tocaChNa sala de cocktails

    poema de influncia cubista com a presena de elementos como a fragmentao da realidade, a predominncia de substantivos e flashes cinematogrficos.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Futurismo

    liderado pelo Italiano Felipo Tomamaso Marineti;forte ruptura com o passado;exaltao da vida moderna, ou seja, da mquina, do automvel, da eletricidade, da velocidade, do movimento. em 1912, Marineti lanou o manifesto tcnico da literatura Futurista, tambm conhecido como "Palavras em Liberdade: critica da posio da arte literria do sculo XIX, props a destruio dos padres da sintaxe gramatical. a identificao do Futurismo com o seu lder, Marinetti, foi tanta que essas palavras tornaram-se quase sinnimos. A partir de 1919, Marinetti aderiu ao Fascismo e isso fez com que os modernistas brasileiros, apesar de aceitar algumas idias futuristas, passassem a repudiar a posio poltica adotada por Marinetti. na pintura, Giacommo Balla foi o representante mais importante.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS FuturismoTrechos do Manifesto Futurista de 1909ns queremos cantar o amor ao perigo, o hbito energia e temeridade; os elementos essenciais da nossa poesia sero a coragem, a audcia e a revolta; tendo a literatura, at aqui enaltecido a imobilidade pensativa, o xtase e o sono, ns queremos exaltar o movimento agressivo, a insnia febril, o passo ginstico, o salto perigoso, a bofetada e o soco; ns clamamos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automvel de corrida com seu cofre adornado de grossos tubos como serpentes de flego explosivo... Um automvel rugidor que parece correr sobre a metralha mais belo que a Vitria de Samotrcia;No h mais beleza seno na luta. Nada de obra prima sem carter agressivo; Ns queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitrias.

  • VANGUARDAS EUROPEIAS Futurismo

  • Vladimir Maiakvski (1893 1930) Sua obra, profundamente revolucionria na forma e nas idias que defendeu, apresenta-se coerente, original, veemente, una.A linguagem que emprega a do dia a dia, sem nenhuma considerao pela diviso em temas e vocbulos poticos e no-poticos, a par de uma constante elaborao, que vai desde a inveno vocabular at o inusitado arrojo das rimas.

  • Em lugar de uma carta

    Fumo de tabaco ri o ar.O quarto um captulo do inferno de Krutchnikh .Recorda atrs desta janelapela primeira vezapertei tuas mos, atnito.Hoje te sentas,no corao ao.Um dia maise me expulsars,talvez, com zanga.No teu hall escuro longamente o brao,trmulo, se recusa a entrar na manga.Sairei correndo,lanarei meu corpo rua.Transtornado,tornadolouco pelo desespero.

  • No o consintas,meu amor,meu bem,digamos at logo agora.De qualquer forma

    o meu amor duro fardo por certo pesar sobre ti

    onde quer que te encontres.Deixa que o fel da mgoa ressentidanum ltimo grito estronde.Quando um boi est morto de trabalhoele se vaie se deita na gua fria.Afora o teu amorpara mimno h mar,e a dor do teu amor nem a lgrima alivia.

  • Quando o elefante cansado quer repousoele jaz como um rei na areia ardente.Afora o teu amorpara mimno h sol,e eu no sei onde ests e com quem.Se ela assim torturasse um poeta,eletrocaria sua amada por dinheiro e glria,mas a mimnenhum som me importaafora o som do teu nome que eu adoro.E no me lanarei no abismo,e no beberei veneno,e no poderei apertar na tmpora o gatilho.Aforao teu olharnenhuma lmina