Aulas de Criminologia

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04/02/2013 18:20 AULAS DE CRIMINOLOGIA AULA 01 SEGUNDA, 04 DE FEVEREIRO DE 2013. 1 Apresentao do curso e dos alunos 2 Apresentao do plano de disciplina 3 Introduo Criminologia aos alunos 4 - Estudo da Criminologia como cincia autnoma 5 Escola Clssica, Escola Positiva 6 Confronto entre a Escola Clssica x Escola Positiva

AULA 02 QUINTA, 14 DE FEVEREIRO DE 2013. 1 Interao da criminologia com outras cincias 2 Sociologia Criminal 3 Biologia criminal e antropologia 4 Psicologia criminal 5 Psicanlise criminal 6 Escola de Preveno Criminal

03/02/2013 22:23:00 AULA 01 CRIMINOLOGIA (07/02/2013) 1 Abordagem do conceito de criminologia Cincia humana, social, emprica e interdisciplinar 2 Estudo dos elementos do conceito de criminologia Estudo do crime Homem criminoso Vtima Soluo 3 Fase pr delinquncia polticas pblica para prevenir o crime Evitar ou eliminar os fatores crimingenos Eliminar as causas do carter criminoso e/ou anti social do delinquente.

4 Fase ps Delinquncia Preveno da reincidncia Utilizao de instrumentos jurdicos penais Aplicao de penas alternativas Reintegrao do delinquente sociedade

5 Criminologia como Cincia O que cincia? Vontade de entender os fenmenos da natureza Verdades gerais obtidas e testadas atravs do mtodo cientfico 6 Criminologia como Cincia Objeto Mtodo Prprio Princpios 7 Objeto de estudo o homem criminoso criminalidade vtima controle social 8 Mtodo Prprio Empirismo saber encontrado atravs das experincias, das percepes, relao causa e efeito. Observaes do mundo. Estudo interdisciplinar

9 Princpios Nada existe sem prvia causa geradora. Evitada ou eliminada a causa ou fatores crimingenos, no h como surtir efeito. O carter que empresta vontade a disposio para os atos. 10 Universalidade e Finalidade Em todo o mundo fenmeno estudado sempre com o objetivo de encontrar instrumentos que promovam a reduo da criminalidade. Visa sempre o alcance da segurana pblica de da paz social. 11 Objetivos Relao entre 3 disciplinas: Psicopatologia, Direito Penal e Cincias Polticas. Criar hipteses e teorias sobre as razes do aumento de determinado delito Criao de polticas criminais para a diminuio da criminalidade Avaliao do efeito da nova poltica criminal Diagnstico do crime e a tipologia do criminoso. 12 Escolas de Evoluo da Criminologia 7.1 Escola Clssica Defensor: Beccaria, sec. XVII Obra: Dos Delitos e das Penas (1774)

A vingana e a retribuio do mal com outro mal Vingana divina o crime ocasional violao na ordem social o que provoca a ira divina. Se houvesse uma reao contra o ofensor, a divindade depunha sua ira e voltaria sua proteo a todos. Surgiu ento o juiz que representaria o povo perante Deus, exercendo a justia retributiva. Cristianismo A igreja reconhecida como Estado e o delito se confundia com pecado. A Igreja criou o Tribunal da Santa Inquisio com penas cruis e as penitncias eram pagas nos penitencirios. Livre Arbtrio fundamento da punibilidade, pois todos so iguais perante Deus e cometem o pecado porque querem e devem ser punidos.

Beccaria - Dos Delitos e das Penas (1774) Idias: A) A legalidade dos crimes de das penas B) Indistino das pessoas perante a lei C) Completude da lei penal, sem margem de arbitrariedade do juiz. Exees crimes culposos e causas de aumento de pena. Proporcionalidade das penas aos delitos D) Aplicao imediata da pena. Idia de Beccaria No pelo rigor dos suplcios que se previnem mais seguramente o crime, porm pela certeza da punio. Mtodo Dedutivo raciocnio lgico, caso todas as premissas sejam verdadeiras, a concluso tambm o ser. Silogismo Conexo de idias compostas de trs proposies , a premissa maior, a menor e a concluso.

Aplicao da pena para restabelecer a ordem, mesmo que no traga reeducao.

7.2 Escola Positiva Determinismo no homem criminoso Por que o homem criminoso? Defensor: Lombroso Obra: O Homem Delinquente (1876) Fatores que influenciam o crime o Externos situao ambiental de convivncia, manifestaes comportamentais. o Internos elementos morfolgicos, anatmicos, estrutura craniana. Descobrir o carter do criminoso atravs de traos fisionmicos dos rosto, crnio e etc. Idias de Lombroso o Antropologia criminal o Ele era mdico do sistema penitencirio italiano o Estudo do cadver do criminosos conhecido como Vilela o Encontrou no crnio do homem um osso que era caracterstica do homem primitivo 8 Escola Clssica x Escola Positiva CLASSICA Delito Previsto em lei

POSITIVA Fato natural produzido por fatos fsicos, sociais e biolgicos. Seres anormais, com tipologias especfica. Advm do convvio em sociedade Pessoa do criminoso Proporcional ao criminoso

Delinque nte

Igual a qualquer ser humano Livre arbtrio, comete crime porque quer Lei e justia do crime Proporcional ao crime

Respons abilidade Estudo Pena

03/02/2013 22:23:00 AULA 02 CRIMINOLOGIA (18/02/2013) TEMA: Relao da Criminologia com outras Cincias 1 Sociologia Criminal Evoluo histrica o Enrico Ferri e Lombroso o Ataque dos Clssicos o Ampliao das idias positivistas o Unio de fatores endgenos e exgenos Conceito de Sociologia Criminal o Delito como fenmeno social o Influncia da antropologia criminal o Estudo restringe-se ao fatores sociolgicos ou exgenos do crime. o No existe unicamente fatores exgenos ou apenas endgenos para explicar a criminalidade Fatores exgenos mais comuns o Sociofamiliar raiz mais profunda da criminalidade o Socioeconmico o Socioeducacionais o Socioambientais

o Contgio, imitao e instigao Concluso o Sociologia apenas fatores exgenos o Criminologia fatores exgenos e endgenos o A confluncias entre essas duas cincias encontram-se nos fatores exgenos do comportamento criminoso.

2 Biologia Criminal e Antropologia Conceito estudo do delinquente segundo fatores endgenos influenciadores de seu comportamento. Fatores endgenos o Secrees hormonais castrao qumica nos crimes de pedofilia o Fatores cromossmicos Sndrome do duplo Y ou super macho, elevada taxa de testosterona o que ocasiona inclinao para comportamento anti social e agressivo o Psicopatias e neuroses serial killers o Esquizofrenia causas alucinaes e delrios e nas crises podem ser violentos. o Psicoses txicas alucinaes devido aos uso de substancias entorpecentes. 3 Psicologia Forense Conceito o Estuda o estado mental daqueles que por seus delitos so considerados perigosos para a sociedade o Os fatores determinantes dos atos humanos e o estado mental gerador do ato criminoso.

Importncia da Cincia o Desvendar o carter e as tendncias do criminoso o Avalia os motivos que dirigem o comportamento do delinquente o Avaliao da periculosidade o Possvel reincidncia Concluso juntamente com a Criminologia, a Psicologia Criminal estuda o delinquente, a criminalidade sob o enfoque tanto dos fatores endgenos quanto exgenos.

4 Psicanlise Criminal Conceito o Tratamento de pessoas afetadas por anomalias comportamentais de fundo nervoso o Conseguir revelaes do que h de mais ntimo e oculto, nas profundezas do inconsciente o Desvendar o mundo oculto do psiquismo inconsciente o Atravs da significaes que se atribui aos prprios dados fornecidos pelo paciente. Estudos de Freud o Id inconsciente o Ego estrutura do consciente do ser humano o Superego censura dos impulsos inconscientes do ID o Libido energia vital do ser humano, mecanismo de prazer

Impulsividade Criminal e a Psicanlise o Ser humano entra no mundo como criminoso o Ser socialmente inadaptado o Adaptao social a partir da puberdade o Ser consegue reprimir seus impulsos instintivos o Tipos de criminosos: Neurtico conflito psquico Normal influencias sociais Criminoso origem biolgica

5 Doutrina Prevencionista ou Criminologia Prevencionista Criada para que torne possvel a defesa social, a segurana pblica e paz social. Implementao de uma sistemtica capaz de promover a reduo da criminalidade e de garantir a tranquilidade e a paz social

Fatores Sociofamiliares o Pais moralmente bem formados, filhos moralmente bem formados o Familias permissivas filhos sem limites, sem regras e acabam ficando vulnerveis a influncias externas. Ex: caso do homicdio do ndio me BSB o Famlias Indiferentes Pais com vida irregular, filhos abandonados e jogas para 2 plano. Ex: Caso de famlia desestruturada, com pai preso e me com via irregular, filhos abandonado e usurios de drogas e presos. o Soluo: monitoramento familiar, capacitao dos pais, medidas drsticas com a perda do ptrio poder.

Fatores Socioeducacionais o Requisitos: Formao intelectual, moral, para se tornem cidado honestos e formao profissional, para se capacitam para o mercado de trabalho. o Ministrio da Justia INFOPEN: Populao Carcerria 549.577 (jun/2012) Masculina 476.805 Analfabetos 26.624 Alfabetizados 62.555 Curso superior completo 70 o Soluo: Capacitao de professores e capacitao intelectual, moral e profissional dos alunos. Fatores Socioeconmicos o M distribuio de renda o Desigualdade social o Corrupo o Impunidade o M distribuio da densidade demogrfica (ambientais) o Soluo: Distribuio de renda, transformao de favelas em bairros urbanizados, diminuio da densidade demogrfica, planejamento familiar. Meios de Comunicao de Massa o Dependendo de sua utilizao, podem ser emissores de influxos crimingenos o Soluo: Proibio e criminalizao dos meios de comunicao em massa em transmitir influxos crimingenos aos vulnerveis.

o Art. 286, do CP Incitar, publicamente, a prtica de crime. Pena deteno de 3 a 6 meses, e multa. Fatores Decorrente das Drogas o Drogas substancia entorpecente que causa dependncia fsica ou qumica. o Grande poder econ6omico do trfico de drogas. Fernandinho Beira Mar 48 imveis no RJ, 36 contas correntes e 12 automveis. Abadia leilo milionrio. o Soluo: recuperao dos dependentes, criminalizao e punio rigorosa para todas as atividad