criminologia 1

  • View
    672

  • Download
    1

Embed Size (px)

Text of criminologia 1

Direito penal Disciplina normativa Instrumento de controle social formal Fim de proteo dos bens essenciais ao convvio em sociedade Fonte de todos esses bens se encontra na constituio S deve intervir nos casos mais graves, e mesmo assim quando a criminalidade no puder controlada por instrumentos extrapenais O direito penal traz as proibies normativas O direito penal no d o diagnstico do fenmeno criminal, e no tem condies de sugerir programas, diretrizes ou estratgias para intervir nele A preveno do delito um dos principais objetivos da moderna criminologia, que busca o controle razovel da criminalidade, no a utopia de seu completo desaparecimento Trata-se de uma preveno mais efetiva, com custos sociais adequados para a populao e que, sempre que possvel, se antecipe ao incio do fenmeno criminal Avalia Eficcia o controle do crime Custos sociais para sociedade civil Preocupa-se com a qualidade da resposta ao fenmeno criminal, informal (sociedade) e formal (estado) A qualidade da resposta ao crime No depende apenas da punio do infrator Coerncia do sistema legislativo criminal, s das leis penais (leis penais simblicas)

A qualidade da resposta Depende do atendimento da expectatva dos infratores e das vtimas, bem como da comunidade onde ocorreu o fato A criminologia interdisciplinar, rechaa a autossuficincia e mostra o caminho da tolerncia e da boa convivncia Principais funes da moderna criminologia Explicar e prevenir o crime Intervir na pessoa do infrator Avaliar os diferentes modelos de resposta ao crime Aes intencionais de preveno da criminalidade urbana 1) Estatais 1.1) Polticas de segurana pblica Aes ligadas ao poder punitivo estatal ou ainda ao controle social formal 1.2) Polticas pblicas de segurana Aes que, embora pblicas, no esto ligadas ao sistema da justia criminal 2) Patrocinadas pela sociedade civil A criminologia, com seu mtodo cientfico, a cincia apropriada a diagnosticar e buscar uma aproximao realista dos ndices de criminalidade de uma regio, oferecendo ao poder pblico informao vlida e confivel para pautar a opo de poltica criminal adequada para cada situao A sociedade sempre buscou meios de atribuir marcas identificatrias aos criminosos Criminologia deriva do latim crimen e logo

O antroplogo francs Paul Topinard foi quem usou o termo pela primeira vez Mas o termo s passou a ser aceito internacionalmente com a obra criminologia de Raffaele Garofalo Criminologia Cincia emprica e interdisciplinar que tem por objeto o crime, o criminoso, a vtima e o controle social do comportamento delitivo Aporta uma informao vlida e confivel, sobre a gnese, dinmica e variveis do crime contemplado como fenmeno individual e como problema social, comunitrio Assim como sua preveno eficaz, as formas e estratgias de reao ao mesmo e as tcnicas de interveno positiva no infrator O seu domnio permite um conhecimento efetivo mais prximo da realidade, fornecendo dados e informaes sobre o funcionamento correto ou no da aplicao da lei penal Inclui tambm A sua medida e extenso, ou seja, quantos delitos, e de que tipo, so cometidos em certo perodo de tempo em dado lugar As tendncias dos delitos ao longo do tempo A comparao entre os diferentes comunidades ou outras entidades pases,

O saber comum ou popular est ligado estreitamente a experincias prticas, generalizadas a partir de algum caso

Da possuir metodologia emprico-indutiva, que predomina nas cincias sociais Para evitar a cegueira diante da realidade que muitas vezes tem a regulao jurdica, o saber normativo, jurdico, deve ir sempre acompanhado, apoiado e ilustrado pelo saber emprico, pelo conhecimento da realidade, fornecido pela sociologia, economia, psicologia, antropologia ou qualquer outra cincia que estude a realidade do comportamento humano na sociedade Para a maioria, a criminologia cincia autnoma, e no apenas uma disciplina Criminologia (instncia superior) Biologia criminal Sociologia criminal Psicologia criminal A criminologia uma cincia plural Recebe influncia e contribuio de diversas outras cincias, com seus respectivos mtodos O mtodo mais comum a ser aplicado em criminologia o interdisciplinar: vrias disciplinas confluem a investigar um ponto, aportando cada uma seus prprios mtodos A criminologia busca mais que a multidisciplinaridade Multidisciplinaridade os saberes parciais trabalham lado a lado, em distintas vises sobre um dado problema Interdisciplinaridade os saberes parciais se integram e cooperam entre si mais profunda

Interdisciplinaridade no um monlogo de especialistas, implica graus sucessivos de cooperao e coordenao crescentes, interaes, reciprocidade de intercmbios O tratamento interdisciplinar leva ao enriquecimento de cada disciplina / rea do saber pela incorporao de resultados de uma especialidade por outras, da partilha de mtodos e tcnicas Como instncia superior, no cabe criminologia se identificar com nenhum dos saberes criminolgicos parciais, pois todos tm a mesma importncia cientfica Adota-se um modelo no piramidal A funo de instncia superior busca a integrao dos saberes parciais, procurando sempre a correo de pequenas inconsistncias entre os dados criminais Principais caractersticas da moderna criminologia 1) Parte da caracterizao do crime como problema (face humana e dolorosa do crime) 2) Amplia o mbito tradicional da criminologia (adiciona a vtima e o controle social ao seu objeto) 3) Acentua a orientao prevencionista do saber criminolgico, diante da obsesso repressiva explcita de outros modelos convencionais 4) Substitui o conceito tratamento (conotao clnica e individualista) por interveno (noo mais dinmica, complexa e pluridimensional, mais prxima da realidade criminal) 5) Destaca a anlise e avaliao dos modelos de reao ao delito como um dos objetos da criminologia

6) No renuncia, porm, a uma anlise etiolgica do delito (desviao primria) Substituio da expresso combate ao crime (d idia de excluso, luta do bem contra o mal) por controle da criminalidade (expresso neutra, sem preconceitos e mais adequada) A funo prioritria da criminologia, como cincia interdisciplinar e emprica, aportar um ncleo de conhecimentos mais seguros e confiveis sobre o crime, o criminoso, a vtima e o controle social Como atividade cientfica, reduz ao mximo a intuio e o subjetivismo, ao submeter o fenmeno criminal a uma anlise rigorosa, com tcnicas adequadas e empricas Com seu mtodo interdisciplinar permitir coordenar os conhecimentos obtidos nos distintos campos de conhecimento, eliminando contradies e completando inevitveis lacunas Oferece um diagnstico qualificado e de conjunto mais confivel do fato criminal Classificao das fases histricas da criminologia 1) Perodo pr-cientfico Desde a antiguidade at os trabalhos de Beccaria e Lombroso (uns dizem Beccaria, outros, Lombroso) 2) Perodo cientfico A criminologia passou a existir com o surgimento da escola clssica, que tratou da criminalidade de forma cientfica e sistemtica, apesar de j existirem textos esparsos anteriores

Durante a idade mdia destaca-se a influncia e o poder poltico da igreja, que, por meio da filosofia escolstica e da teologia, modelaram o direito penal (identificando pecado e crime, pecador e criminoso) Sobressai, ento, a obra de Beccaria, dei delitti e delle pene (1764), chamada por Radzinowicz de manifesto da abordagem liberal do direito criminal Fundamentar a legitimidade do direito de punir Definir critrios de sua utilidade, a partir do postulado do contrato social O positivismo criminolgico surge no fim de sculo XIX, com a escola positiva, liderada por Lombroso, Garofalo e Ferri Surge como crtica e alternativa criminologia clssica Polmica doutrinria sobre mtodos e paradigmas 1) Mtodo abstrato e dedutivo dos clssicos, baseados no silogismo 2) Mtodo emprico-indutivo dos positivistas, baseados na observao dos fatos, dos dados A scuola positiva italiana, contudo, apresenta duas direes opostas: Antropolgica, de Lombroso (relevncia etiolgica do fator individual) Proveio de pesquisas craniomtricas, abrangendo fatores anatmicos, fisiolgicos e mentais Primeiramente, a base da teoria foi o atavismo

Depois, a parada do desenvolvimento psquico Por fim, a agressividade explosiva do epiltico Tipologia, caracterizando delinqente nato a figura do

Sua contribuio reside no mtodo que utilizou em suas investigaes: mtodo emprico Criminosos e no criminosos se distinguem entre si devido a uma rica gama de anomalias e estigmas de orgem atvica ou degenerativa No Brasil, tivemos o trabalho de Raimundo Nina Rodrigues (Lombroso dos trpicos) Na Argentina, era Jos Ingenieros O erro dos positivistas foi acreditar na possibilidade de se descobrir uma causa biolgica para o crime Primeiro, no se pode falar em causa nica Segundo, porque a escola positiva se preocupou apenas com os aspectos biolgicos, quando se sabe que fatores exgenos so prevalentes Ferri buscou corrigir o erro da postura unilateral de Lombroso, em sua obra sociologia criminal, acentuando a importncia dos fatores socioeconmicos e culturais da delinqncia

A escola francesa de Lyon atacou fortemente as idias de Lombroso Lacassagne era um notvel membro O criminoso como o micrbio ou vrus, algo incuo, at que o ambiente adequado o faz surgir O meio social tem papel relevante e se junta com a predisposio criminal individual latente em certas pessoas Criminoso feito Predisposio pessoal Meio social Sociolgica, de Ferri (relevncia etiolgica do fator social) Menos justia penal, mais justia social Ferri buscou corrigir o erro da postura unilateral de Lombroso, em sua obra sociologia criminal, acentuando a importncia dos fatores socioeconmicos e culturais da delinquncia Durante o declnio da escola positiva, consolidava-se a sociologia criminal, com as obras de Lacassagne, Tarde e Durkheim A escola francesa de Lyon atacou fortemente as idias de Lombroso Lacassagne era um notvel membro O criminoso como o micrbio ou vrus, algo incuo, at que o ambiente adequado o faz surgir

O mei