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VERBETES PAR LER TEOLOGIA COMTEMPORÂNEA ------------------------------------------------------------------------- ------- AGNOSTICISMO Doutrina que defende a incognoscibilidade de qualquer ordem de realidade desprovida de evidência lógica satisfatória. O termo foi criado por T.H. Huxley (1825 – 1895), para expressar o seu desprezo em face da atitude de certeza dogmática simbolizada pelas crenças dos antigos gnósticos. Nega a possibilidade de um conhecimento racional e certo de qualquer realidade transcendente. Para o agnosticismo a razão humana não pode adquirir uma ciência certa, a não ser das realidades apreendidas pela experiência sensível; apenas afirma que isso não se pode conhecer com certeza por meio da razão. Como sistema teológico foi condenado pelos apóstolos e pela Igreja. Sob qualquer forma que se apresente, o agnosticismo deve ser considerado segundo o sistema científico a que se amolda e também os pressupostos da teoria do conhecimento que adota. ANALOGIA DA FÉ Era analogia entis que Karl Bath substitui pela analogia Fidei (analogia da fé), visto que a verdade religiosa é dada por Deus. É um conceito Bíblico tirado de Romanos 12, (analogia tes pisteões) ou (metron pisteõs), que são palavras semelhantes "analogia da fé" e "medida da fé", representam um desenvolvimento do significado paulino original. Para a hermenêutica a analogia da fé conota que passagens bíblicas podem ser interpretadas com outras passagens porque nada dentro das escrituras podem se contradizer e tendo em vista que Deus é o autor das Escrituras. Para Agostinho a interpretação da das Escrituras não deve violar a fé. E Lutero usa termos quase semelhantes "o intérprete primário da Escritura deve ser ela própria", por isso as autoridades cristãs evitavam qualquer fonte fora das Escrituras. Para alguns pais da igreja passagens difíceis das escrituras são iluminadas pela fé ensinadas pela igreja, já o protestantismo da reforma é contra essa idéia imposta pelo catolicismo. Ainda como princípio exegético a analogia da fé sofre alguns abusos com significados que o autor bíblico não quis colocar no texto, por isso o intérprete de uma passagem bíblica deve se esforçar o máximo para extrair do texto o que realmente ele diz. ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA Antropologia nasceu com o grego Heródoto, no século V a.C. que foi cognominado Pai da Antropologia. Antropologia Teológica é a doutrina do homem no que tange a Deus. Teve sua transformação em duas grandes transições: a do cosmo para Deus, quando o cristianismo suplantou a visão

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VERBETES PAR LER TEOLOGIA COMTEMPORNEA

VERBETES PAR LER TEOLOGIA COMTEMPORNEA

--------------------------------------------------------------------------------

AGNOSTICISMO

Doutrina que defende a incognoscibilidade de qualquer ordem de realidade desprovida de evidncia lgica satisfatria. O termo foi criado por T.H. Huxley (1825 1895), para expressar o seu desprezo em face da atitude de certeza dogmtica simbolizada pelas crenas dos antigos gnsticos. Nega a possibilidade de um conhecimento racional e certo de qualquer realidade transcendente. Para o agnosticismo a razo humana no pode adquirir uma cincia certa, a no ser das realidades apreendidas pela experincia sensvel; apenas afirma que isso no se pode conhecer com certeza por meio da razo. Como sistema teolgico foi condenado pelos apstolos e pela Igreja. Sob qualquer forma que se apresente, o agnosticismo deve ser considerado segundo o sistema cientfico a que se amolda e tambm os pressupostos da teoria do conhecimento que adota.

ANALOGIA DA F

Era analogia entis que Karl Bath substitui pela analogia Fidei (analogia da f), visto que a verdade religiosa dada por Deus.

um conceito Bblico tirado de Romanos 12, (analogia tes pistees) ou (metron pistes), que so palavras semelhantes "analogia da f" e "medida da f", representam um desenvolvimento do significado paulino original. Para a hermenutica a analogia da f conota que passagens bblicas podem ser interpretadas com outras passagens porque nada dentro das escrituras podem se contradizer e tendo em vista que Deus o autor das Escrituras. Para Agostinho a interpretao da das Escrituras no deve violar a f. E Lutero usa termos quase semelhantes "o intrprete primrio da Escritura deve ser ela prpria", por isso as autoridades crists evitavam qualquer fonte fora das Escrituras. Para alguns pais da igreja passagens difceis das escrituras so iluminadas pela f ensinadas pela igreja, j o protestantismo da reforma contra essa idia imposta pelo catolicismo. Ainda como princpio exegtico a analogia da f sofre alguns abusos com significados que o autor bblico no quis colocar no texto, por isso o intrprete de uma passagem bblica deve se esforar o mximo para extrair do texto o que realmente ele diz.

ANTROPOLOGIA TEOLGICA

Antropologia nasceu com o grego Herdoto, no sculo V a.C. que foi cognominado Pai da Antropologia. Antropologia Teolgica a doutrina do homem no que tange a Deus. Teve sua transformao em duas grandes transies: a do cosmo para Deus, quando o cristianismo suplantou a viso grega da realidade. A segunda de Deus para o homem e ocorreu na poca moderna em conseqncia da secularizao e do atesmo. Repentinamente Deus desaparece de cena e cede lugar ao homem. Sua transformao teve incio no Renascimento. O esprito humano abre-se a um novo modo de ver e agir, um violento contraste com o precedente, enquanto o primeiro, o centro de todo interesse era Deis, agora o centro o homem. A filosofia ao mesmo tempo a testemunha fiel e artfice principal da transio do teocentrismo para o antropotismo. Vemos a (Descartes, Hume, Spinosa). Mas Kant que atinge o momento conclusivo, afirmando que o homem no mais simplesmente o ponto de partida, mas tambm o ponto de chegada da reflexo filosfica. Vemos tambm dois princpios que so supremos na antropologia teolgica: So o arquitetnico e hermenutico. O arquitetnico o eixo do ordenamento de todos os eventos da histria da salvao. O hermenutico a verdade primria a cuja luz a teologia procura compreender e interpretar um dos aspectos da histria da salvao.

CALVINISMO

Doutrina religiosa fundada por Joo Calvino. Ele nasceu em Noyon, em 1509 e morreu em Genebra em 1564.

Caracteriza-se pela origem democrtica da autoridade religiosa (os ministros no so padres). Os principais fundamentos da doutrina esto contidos na obra de Calvino intitulada "Instituio da Religio Crist". Calvino e seus seguidores, sustentavam a soberania absoluta de Deus, a justificao pela f, e a predestinao. O Calvinismo no admite as cerimnias religiosas e nega com rigor a tradio; pela crena na predestinao acha intil as obras para a salvao. Segundo Calvino, a f se d pela deposio de absoluta confiana em Deus. Os seguidores de Calvino, na Frana, passaram a ser chamados "huguenotes". Propagou-se a doutrina pela Holanda, Sua, Hungria, Esccia e Estados Unidos. Do Calvinismo, originou-se o puritanismo e as demais igrejas protestantes.

Esta doutrina no foi aceita pelos sorbonistas, e Calvino foi perseguido e obrigado a deixar a Igreja Catlica, fugindo para Basilia.

CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS CMI

Desde 1909 Conferncia Missionria Mundial em Edinburgo at 1937 Conferncia sobre "Vida e Trabalho" em Oxoford e sobre "F e Ordem" em Edimburgo o movimento ecumnico era atuante sob muitos aspectos mas no tinha organizao central. Por ocasio das conferncias de 1937 tomaram-se as primeiras iniciativas para a fuso de "Vida e Trabalho" e "F e Ordem" num Conselho Mundial de Igrejas CMI. De 1938 a 1948 este permaneceu devido Segunda Guerra Mundial oficialmente em "processo de formao"; em Amsterd, em 1958, ele foi formalmente estabelecido.

O CMI uma comunho de igrejas que confessam o Senhor Jesus como Deus Salvador, segundo as Escrituras e por isso buscam cumprir em conjunto a sua vocao comum para glria do nico Deus, Pai, Filho e Esprito Santo. uma organizao ecumnica internacional das igrejas crists da Reforma da qual a igreja catlica faz parte como observadora. Prolonga historicamente os dois movimentos mundiais: "Vida e Trabalho", "Be Oxford" e "F e Ordem" de Edimburgo.

O CMI no uma igreja, nem pretende ser uma espcie de "super igreja", mas existe para servir as igrejas como instrumento, possibilitando-lhes entrar em contato umas com as outras. O CMI no considera nenhum conceito ou doutrina sobre a unidade da igreja como normativo para suas igrejas membros. Pretende ajudar todas elas na procura dessa meta.

A 5a Assemblia Geral foi em Nairobi em 1975. Ela props um consenso em torno da unidade nos seguinte termos: "Jesus Cristo fundou uma igreja. Hoje vivemos em diversas igrejas separadas umas das outras. Contudo, nossa viso do futuro que algum dia viveremos de novo, como irmos e irms numa igreja indivisa.

O CMI exerce seu mandato por intermdio da Assemblia Geral, do Comit central do Comit executivo, das Comisses, dos Comits das Unidades de Programas e dos Centros Permanentes Administrativos de Genebra e Nova York. A Assemblia se rene a cada sete anos.

CORRELAO (teologia)

Paul Tillich faz uma correlao entre teologia de Bultmann ortodoxia e a teologia de Karl Barth cristomonismo, esta teologia foi desenvolvida em 1951. Paul Tillich chegou a um consenso que sintetiza a sabedoria e a experincia humana com a religio bblica, empregando todos os recursos da cincia, da histria, da literatura, da arte, e da psicologia em profundidade, bem como a filosofia clssica e a moderna, em especial o existencialismo de Kierkegaard. Assim estabeleceu um tipo de doutrina teolgica que era o fim apologtico e estabeleceu a correlao de f com a existncia humana. Paul Tillich afirma que a doutrina s tem valor ou significado para o homem, se estiver relacionado com os problemas, as situaes, e as crises de sua existncia cultural, secular e cotidiana.

Paul Tillich escolheu atuar "na fronteira" entre a religio e a cultura ele escreve "a religio a substncia da cultura e a cultura a forma da religio" Paul Tillich afirma que sempre que ele se encontra entre duas possibilidades existenciais, ele reflete sobre sua posio de sempre Ter um p em cada um dos dois arraiais tradicionalmente antagnicos. Da sua teologia de correlao inteiramente dialtica. Paul Tillich procurou relacionar os problemas de sua filosofia, a partir da condio humana comum e demonstrou a relevncia e o significado da doutrina teolgica relacionada com o problema assim interpretado. Sua tese torna-se numa sntese em quatro nveis: (1) disciplina, (2) antolgica, (3) histrica, e (4) na vida pessoal.

DESMO

Vem do latim deus, "deus". Os socianos introduziram o termo no sculo VI. Porm veio a ser aplicado a um movimento dos sculos XVII e XVIII, que enfatizava que o conhecimento sobre questes religiosas e espirituais vem atravs da razo, e no atravs da revelao, que sempre aparece como suspeita e como instrumento de fanticos e de pessoas de estabilidade mental questionvel. Vendo-se nisto a caracterstica principal do desmo, conhecimento atravs da razo e no sobrenatural. A isso podemos chamar de religio natural comum a todos, era uma garantia de uma convivncia pacfica, que surge como um reflexo do iluminismo no campo religioso.

DEMITIZAO

Mtodo desenvolvido na teologia protestante e catlica, proposto pelo telogo alemo Rusolf Bultmann (1884-1976), e que visa a escoimar a mensagem crist da roupagem dos mitos. Na sua forma genuna, salva o essencial das narrativas, despindo-as de sua veste literria mtica, para poder interpret-las de modo crtico e no elimin-las. Consiste na discrepncia entre cosmologia antiga e moderna bem como entre as compreenses existenciais divergentes dos homens da Bblia e dos de todas as pocas posteriores. A demitizao, no reside na eliminao de asseres e descries, mas em sua interpretao, para que a mensagem nelas contida adquira dimenses existenciais. Essa interpretao pressupe que as categorias mitolgicas utilizadas pelos autores se constitua em instrumento destinado a expressa a revelao. Busca impedir que a mensagem evanglica se fundamente em assertivas mitolgicas, perdendo seu carter paradoxal.

DIALTICA

Dialtica vem do Dialktos grego, que significa discurso, debate. Esse vocbulo refere-se quele tipo de atividade filosfica que traa distines rgidas, que trazem luz contrrios e opostos.

Dialtica o emprego da formulao, tese, anttese e sntese. A dialtica determina todos os processos da vida, e deve ser aplicada na biologia, na psicologia, e na sociologia. A prpria vida dialtica.

Para Plato a dialtica tornou-se uma forma suprema de adquirir conhecimento. A dialtica aparece como o nome dado ao estudo do inter-relacionamento das idias platnicas.

Dialtica o jogo dos opostos que se fundem gerando assim uma tese, que tem em si uma anttese, que gera uma sntese, que a nova tese.

A dialtica explica a mudana como resultado do conflito entre os opostos, que se fundem num novo tipo de coisa que sintetiza ambos os opostos.

ETERNIDADE

As palavras hebraicas, ADH e OLAM, designam qualquer perodo com durao desconhecida, e tempo no fixado. similar no grego no vocbulo AIN que indica uma vida inteira ou um tempo indefinido no passado ou no futuro.

Na filosofia grega, a existncia da eternidade divina subentendia, a realidade e insignificncia daquilo que temporal. Para Plato a esfera da eternidade imaterial diferente de nosso mundo. Herclito, associava a idia de fluxo com a idia de existncia.

A idia de eternidade no deve ser entendida em contraste com o tempo. A idia Bblica de eternidade no ausncia de tempo mas a extenso ilimitada de tempo, uma sucesso infinita de eras. A era presente limitada em sua durao, tendo um comeo e um fim; a era futura tem um comeo, no sabemos o fim.

A eternidade unida no prprio Deus, portanto ele no tem causa, dotado de um tipo de vida que se encontra exclusivamente no ser divino.

EVANGELHO SOCIAL

O Evangelho Social apareceu no final do sc. XIX e dava bastante nfase aos aspectos sociais do cristianismo. Esta corrente do protestantismo moderno teve como base o livro "Em Seus Passos o que Faria Jesus?" Esta corrente teve como sua maior expresso a figura de Walter Rauschenbush. O Evangelho Social se caracterizou por uma dupla nfase, as quais so:

Uma funo mais ampla da Igreja;

E uma crtica crescente dos sistemas e ideologias da ordem vigente.

Foi sem dvida alguma uma aplicao da tica crist em resposta as exigncias de uma nova situao histrica a intensidade dos problemas sociais geradas pelo rpido crescimento industrial dos EUA. Tendo em vista este fato, a conscincia crist viu-se obrigada a converter-se em conscincia social.

EVANGELICALISMO

Movimento no cristianismo moderno que transcende as fronteiras denominacionais e confessionais, enfatizando a conformidade com as doutrinas bsicas da f e um alcance missionrio de compaixo e urgncia. Quem se identifica com este movimento um "evanglico conservador" (ou "evangelical") que cr no evangelho de Jesus Cristo e o proclama. A palavra derivada do substantivo grego euangelion, traduzido como boas-novas, notcias de alegria, sendo euangelizomai o verbo correspondente, que significa anunciar boas-novas ou proclamar como boas-novas. Estas palavras aparecem quase cem vezes no Novo Testamento e passaram para os idiomas modernos atravs do equivalente em latim, evangelium.

Desde a Reforma Protestante, a palavra tem sido adotada por certos grupos cristos, que supem que retornaram ao evangelho (ou Bblia), em contraste com o sistema tradicional que se desenvolveu na Igreja Catlica Romana. Na Alemanha, na Sua e em alguns outros pases a palavra passou a indicar o corpo geral das igrejas protestantes. Na Inglaterra, empregada quase como sinnimo da Igreja Baixa (expresso que aponta para os membros de postura mais protestante e evanglica). Na atualidade, os evanglicos so aqueles grupos, essencialmente protestantes, que frisam a necessidade do evangelismo, da expiao mediante o sangue de Cristo, da regenerao, da crena nos elementos fundamentais do ensino bblico. Usualmente, esses grupos apegam-se a esses documentos sagrados com a sua base de autoridade, rejeitando as tradies, os conclios, etc., como padres de f e prtica. Assim, o evangelicalismo muito mais do que um assentimento ortodoxo a determinados dogmas ou uma volta racionria aos costumes antigos. a afirmao das crenas centrais do cristianismo histrico.

Embora o evangelicalismo seja geralmente considerado um fenmeno contemporneo, o esprito evanglico sempre se manifestou no decurso da histria eclesistica. A igreja apostlica, os pais da igreja, os movimentos reformistas medievais, pregadores como Bernardo de Claraval, Pedro Waldo, John Wycliffe, John Huss e Savonarola se distinguiram dentro do evangelicalismo de tempos remotos. Dos mais recentes podemos citar: John e Charles Wesley, George Whitefield, os batistas, congregacionais e metodistas. No sculo XIX, surgiram Charles Spurgeon, George Williams, Hudson Taylor, Charles Finey, D. L. Moody, as cruzadas evangelsticas de Billy Graham, e outros. Com a "autoctonizao" das organizaes assistenciais e evangelsticas e o envio de missionrios por grupos dentro dos prprios pases do Terceiro Mundo, o evangelicalismo j obteve sua maioridade e verdadeiramente um fenmeno global.

EXISTENCIALISMO

Os existencialistas ao contrrio do modo de pensar do homem da Idade Mdia que dizia que o ser humano possua uma essncia que "a priore" o determinava, diziam que o homem um ser histrico e que sua essncia vai sendo construda pois a "existncia precede a essncia".

A doutrina existencialista tem como precursor Kierkegaard (1813-1855) o qual atacou a interpretao dogmtica do cristianismo e o sistema metafsico Hegeliano.

Kierkegaard props-se a conduzir os indivduos plenitude da sua existncia, a qual seria realizada mediante a deciso livre do indivduo e a f em Deus.

Os filsofos existencialistas refletem sobre a natureza da realidade, mas subordinavam as questes tradicionais da metafsica e da filosofia do conhecimento a uma perspectiva antropocntrica (isto , o homem como referncia o valor principal). Para eles dar-se um confronto dramtico e trgico entre o homem e o mundo. Os mesmos menosprezavam o conhecimento cientfico em particular a psicologia, na medida em que esta se pretende cincia e nega a existncia de valores objetivos, enfatizando como preferncia a realidade e a importncia da liberdade humana.

No sc. XX as posies existencialistas desenvolveram-se na sua forma atesta por Heidegger (1889-1969) e Gabriel Marcel (1889-1963). Karl Jaspers considerava a filosofia como metafsica dentro da qual se processa todo o saber e toda a descoberta possvel do ser.

O que os filsofos existencialistas tem em comum, o conceito de existncia, pois para os mesmos existir implica em estar em relao como outros seres humanos, com as coisas e com a natureza, sendo estas relaes mltiplas, concretas, denominadas possveis de acontecer ou no.

FENOMENOLOGIA

FENOMENOLOGIA Do grego yava que significa: a brilhar, dar luz, ser brilhante.

FENOMENOLOGIA Fenmeno + logia aparncia + conhecimento estudo do fenmeno.

A FENOMENOLOGIA tem como pai o filsofo alemo Esmund Husserl (1859-1938) da escola de Cristian Wolff.

Hussel pretendia fazer uma anlise descritiva particularizada do fenmeno. Ele aplicava a reduo eidtica, o que chamava de purificao do fenmeno A busca da essncia.

Este termo foi trabalhado por outros pensadores que lhe deram diferentes compreenses.

O filsofo Lambert, entendeu FENOMENOLOGIA como sendo o estudo dos erros da aparncia ilusria. Kant tomou o vocbulo para explicar as caractersticas dos fenmenos de forma geral. Hegel particularizou-lhe ao desempenho da mente, pressupondo-lhe como o pensamento absoluto.

Na compreenso de William Hamilito era a identificao do objeto pelos dados empricos.

Para Heidegger a FENEMOLOGIA mostra o que est escondido e fundamenta o que se mostra possibilitando o estudo do "SER".

Sartre concorda com Heidegger e entende que o pensamento natural um fenmeno que busca a transfenomenologia que leva a consideraes antolgicas.

Todavia, Husserl insistiu em purificar o termo desatrelando-o da psicologia.

de Husserl o conceito contemporneo: "FENOMENOLOGIA a generalizao da noo de objeto que compreende no somente as coisas materiais, mas tambm as formas de categorias, as essncias e os objetos ideais. uma investigao a priore dos significados do pensamento".

GNOSTICISMO

Esta palavra vem do grego "gignoskein", saber, sistema ecltico filsofo-religioso, surgido nos primeiros sculos da era crist buscando conciliar todas as religies e decifrar-lhes o sentido atravs da gnose. Gnosticismo a primeira tentativa de uma filosofia crist, tentativa conduzida sem rigor sistemtico, com a mistura de elementos cristos, msticos, neoplatnicos e orientais.

A principal corrente das idias gnsticas foi o espiritualismo neoplatnico de Filo de Alexandria. O gnosticismo cristo era basicamente uma forma de heresia sobre a pessoa de Cristo, explicando-a termos teosficos ou de filosofia pag.

No tocante ao cristianismo, o gnosticismo consistia essencialmente, na tentativa de fundir as revelaes dadas por meio de Cristo e seus apstolos com os padres de pensamentos j existentes. Se porventura o gnosticismo tivesse sucesso, nessa tentativa, o cristianismo tornar-se-ia apenas mais outro culto misterioso greco-romano. Os principais gnsticos: Baslides, Carpcrate, Valentim e Bardesane.

HISTORICISMO

Doutrina Histrica-Filosfica que define o pensamento como resultado cultural do processo histrico e reduz a realidade e sua concepo histria adotada por autores como Croce, Nietzesche, Conte e Simmel.

Essa palavra vem do termo alemo "historismus", uma palavra usada para se aplicar a uma nfase exagerada sobre a histria.

O termo foi cunhado por Mannheim e Troeltsch, da escola neokantiana; afirmava que "tudo histria", e Dilthey, argumentava que todos os historiadores escrevem como cativos de sua era e circunstncias particulares. Isto significa que muito difcil chegar-se a uma histria pura, se estivermos olhando para os sentidos envolvidos no processo histrico. Certamente, Hegel e Marx podem ser criticados desse modo. Hegel, porque via a sntese histrica cumprida na monarquia constitucional do governo alemo, que vigorava em seus dias, em sua ptria: e Marx, por haver pensado, totalmente, que o comunismo poria fim ao processo histrico, por ser uma sntese final.

A doutrina segundo a qual a realidade histrica (isto , desenvolvimento, racionalidade e necessidade) e que todo conhecimento conhecimento histrico. Ela supe a coincidncia de finito e infinito, de mundo e de Deus, e considera, portanto, a histria como a prpria realizao de Deus.

Concepo segundo a qual o pensamento humano se caracteriza por seu processo histrico erigido em sistema a ponto de fazer do tempo o gerador e o decorador das verdades que a escola vai paulatinamente ensinando. Uma variante da doutrina precedente, que v na histria a revelao de Deus no sentido de considerar cada momento da prpria histria em relao direta com Deus e permeado dos valores transcendentes, includos por ele, na histria.

O termo historicismo tambm usado em um sentido negativo, como sinnimo de falcia gentica. Esta consiste em explicar de outro modo (mediante falsificao) a natureza de algum fenmeno, mediante uma aluso sua origem.

HUMANISMO

Na idade mdia no sc. XVI o que predominava era o teocentrismo; tudo era em nome de Deus ou seja (Deus era o centro de tudo), enquanto na renascena criaram o humanismo, o homem no centro de todas as coisas, o homem a primazia (viso antropocntrica); Protgoras afirmava que o homem a medida de todas as coisas, de tal modo que segundo o humanismo, todas as consideraes ticas, metafsicas e prticas dependem do homem, e no de foras csmicas, dos deuses, etc. Assim, criou-se um filosofia relativista, sem valores fixos ou absolutos.

Foi assim cunhada a significao clssica do termo, ou aquele tipo de cultura e nfase promovidos por certos filsofos gregos.

Durante a Renascena, homens como Petrarca e Erasmo de Roterd retornaram s razes gregas quanto a muitos valores; e assim foi rejeitado, pelo menos em parte, o modo de pensar que se desenvolvera no escolasticismo, com sua autoridade religiosa centralizada, que tambm caracterizava a Igreja medieval e a sociedade. Erasmo, naturalmente, como cristo, dava valor misso de Cristo, tendo adicionado isso sua clssica maneira de pensar sobre o homem. O humanismo cristo da Idade Mdia e da Renascena tem mostrado ser o nico fundamento da liberdade pessoal e acadmica da era moderna. O homem aparece como a base de todos os valores e de toda excelncia bem como o objeto de todas as atividades. Augusto Conte foi o grande campeo dessa forma de humanismo. Ele fazia da humanidade o nico objeto da nossa adorao.

IDEALISMO

O termo vem do grego ideein, "ver", e de eidos, "viso, contemplao". De acordo com um uso popular, o termo indica um conjunto de padres daquilo que mais desejvel, como os esforos necessrios para atingir tal alvo.

Ideal Vem do termo grego "eidos", "viso", contemplao, consideremos os pontos abaixo:

O uso popular dessa palavra refere-se a algum padro de perfeio ou algo que aponta para nobreza, para alguma elevada qualidade, ou seja para algo que deve ser emulado. O ideal a forma mais desejvel de realizao de qualquer coisa. Aquilo que existe somente na imaginao, sem qualquer realidade fsica. Quando um ideal pertencente s idias, ento devemos falar em ideal conceptual. Nos escritos de Plato, idia arqutipo. O mundo ideal o mundo arqutipo e no material das idias, das formas universais.

Idealismo Platnico Plato preparou o caminho para um tipo especial de idealismo que tem desfrutado uma longa e influente histria. Para ele, as idias, formas ou universais, so verdadeiras realidades, possudas de natureza espiritual. A matria seria menos real e, se admitirmos qualquer realidade, ento teremos um dualismo, onde o ideal mais real, e a matria menos real, imitativa do real, em seu carter. Esse um tipo de idealismo metafsico, que admite certo tipo de dualismo. O cristianismo reteve essa forma de dualismo. O mundo celeste o mundo espiritual, onde imperam as realidades espirituais, e o mundo inferior material, e mera cpia do mundo superior, por intermdio do poder do LOGOS. Os trechos de Heb. 8.5; 9-23 refletem o dualismo Platnico, com uma cpia do arqutipo que vai sendo produzida nos objetos materiais. Essa forma de idealismo metafsico chama-se realismo metafsico, dando a entender que a idia que real".

Idealismo Hegeliano Hegel ensinava um idealismo absoluto. A fora Csmica todo-abrangente (Deus) idia, e no material. , espiritual em sua essncia. O idealismo subjetivo, dentro desse sistema, a tese. O idealismo objetivo seria a anttese. Essas formas, so apenas nomes que damos s operaes do Esprito Absoluto, que atua atravs de seu prprio sistema de tese, anttese e sntese, atravs da qual d forma a todas as coisas, bem como seu estado de ser, seus atos e suas realizaes. O Esprito Absoluto nunca descansa, e nenhuma sntese dEle final. Uma nova tese surgir inevitavelmente de sua anttese, dando origem a uma nova sntese.

ILUMINISMO

Movimento filosfico que teve seu apogeu no sculo XVIII e determinou a face espiritual do sculo XIX. Caracterizou-se pela confiana no progresso e na razo, pelo desafio tradio e autoridade, e pelo incentivo liberdade de pensamento. Irradiou-se da Inglaterra e dos Pases Baixos. Apresenta aspectos diversos conforme os pases. O iluminismo catlico mostra linhas nitidamente sociais e humanitrias.

As lojas manicas ajudaram a dissemin-lo por toda a Europa. O movimento contra as crenas e instituies estabelecidas ganhou impulso durante o sculo XVIII, com Voltaire, Rousseau, Tugot, Condorcet e outros. Muitos foram presos em funo de suas convices, mas atravs da Enciclopdia seus ataques ao governo, Igreja e ao judicirio forneceram a base intelectual para a Revoluo Francesa.

JANSENISMO

(Do francs jansnisme). O jansenismo foi um movimento de tentativa de reforma, dentro da Igreja Catlica Romana, seguindo idias de Cornelius Jansen, bispo de Ipres (1585-1638), depois da morte dele. No campo moral, o jansenismo atacava o laxismo e defendia uma disciplina rigorosa. Jansen buscava respostas para certas questes doutrinrias levantadas pelo luteranismo e pelo calvinismo.

O seu tratado teolgico, publicado dois anos aps a sua morte, chamado Augustinus, vivia uma forma extrema e radical da idias de Agostinho, pois achava que a reforma dos dogmas catlicos e da tica romana deveria usar moldes agostinianos como guia.

Causou grande comoo, principalmente em face de sua forte nfase sobre a doutrina da predestinao e sobre o ensino que a graa divina se limita aos eleitos. Foi adotada a principio na abadia de Port-Royal e condenada pelo para Inocncio X em 1653.

O termo "jansenista" adquiriu significados secundrios, como de escrpulos ticos extremos e grande rigor quanto s questes dogmticas, disciplinares e de costume. Um resultado positivo do movimento foi que o mesmo inspirou um maior desenvolvimento da filosofia e da teologia morais.

LIBERALISMO

Conjunto de idias e doutrinas que tm por objetivo assegurar a liberdade individual inclusive no campo moral e religioso. Preconiza o direito ao indivduo de adotar idias e posies avanadas. contrrio a qualquer tipo de intolerncia. Admite maior amplitude na esfera das opinies pessoais.

LIBERALISMO RELIGIOSO foi um desenvolvimento da teologia alem posterior ao iluminismo.

a doutrina segundo a qual no existe verdade positiva em religio, mas num credo vale o outro. Ele no reconhece como verdadeira nenhuma religio. Ensina que todas devem ser toleradas e que todas so matria de opinio. A religio revelada no uma verdade, mas um sentimento e um gosto, no um fato objetivo nem milagroso, e direito de todos os indivduos seguirem aquilo que a sua fantasia quiser.

LIBERALISMO POLTICO Defende a valorizao da livre iniciativa e da liberdade individual no campo da poltica e da economia, eqivale no campo do conhecimento valorizao da experincia individual, tanto intelectual quanto sensvel.

LIBERALISMO TICO No admite nenhuma restrio imposta por algum sistema, como numa igreja, numa f religiosa, o Estado, etc. O homem como indivduo, tem a liberdade de tomar suas prprias decises ticas, sobre quaisquer bases e de acordo com qualquer sistema ou teoria. A liberdade tica pois, no implica, necessariamente, na liberdade de qualquer tipo de obrigao, mas somente na liberdade de certos tipos de restrio. Assim, um homem pode sentir-se restringido por sua prpria conscincia e pela f bblica, mas no por outras foras.

METAFSICA

Ramo da filosofia que trata dos princpios e fundamentos das coisas primrias, ou realidade ltima. Essa palavra procede de Andronico de Rhodes, que colecionou pela primeira vez, os escritos de Aristteles, no ano 70 a.C. Escreviam-se ento, ao final dos tratados de fsica, especulaes abstratas, que passaram a ser conhecidas com o nome de meta ta phusia (depois da fsica). Com o passar do tempo, o termo meta (depois) tomou o sentido de "mais alm" dos domnios da fsica. Passou a designar as teorias racionais que se situam alm da verificao experimental dos fenmenos fsicos aparentes.

MITO

Vem do grego, mythos, que significa "contar", "narrar uma fico". Pode-se dizer que uma estria, apresentada como histrica, relacionada a tradies cosmolgicas e sobrenaturais de um povo, com seus deuses, sua cultura, seus heris, suas crenas religiosas, etc. Um mito uma fico popular, contada como se fosse histrica e real. O pensamento religioso dos povos primitivos se expressa quase exclusivamente atravs de mitos. Em quase todas as religies primitivas e desaparecidas, ou ainda existentes, existe um forte elemento mtico. Em teologia, o mito consistindo em histria da (s) divindade (s), pressupe a existncia desta (s), agindo ativa e passivamente no tempo e no espao.

MONISMO

Esse vocbulo vem do grego, monos, "nico". Refere-se a qualquer doutrina que diz que algum princpio nico governa todas as coisas, por meio de cujo princpio tudo existe e opera. Tambm pode ser uma doutrina pantesta em que Deus e a natureza se dissolvem em uma s realidade impessoal.

Pode-se aplicar o monismo para o cristianismo para o cristianismo no sentido de que postula uma nica causa da existncia, uma nica fonte da vida. Ainda no sentido da unidade da verdade, que propes que toda verdade uma s, visto que Deus a fonte originria de toda verdade.

Esse termo foi introduzido na filosofia por Christian Wolff, em sua discusso sobre o problema corpo-mente. Ele usava a palavra "monismo" a fim de designar a idia daqueles filsofos que reconhecem somente a existncia do corpo fsico, e que fazem da mente apenas uma funo do crebro, ou que reconhecem somente a existncia da mente, pensando que o corpo fsico uma iluso, ou apenas uma instncia da mente. No obstante ao apresentado o monismo mostra outras formas:

MONISMO NEUTRO defendido por Bertrand Russel; o mesmo dizia que a realidade bsica do mundo nem a matria fsica e nem a idia, mas antes, alguma coisa neutra, ainda indefinida, por meio da qual se expressam, de diferentes modos, os fenmenos materiais e mentais.

MONISMO EPISTEMOLGICO assevera que o objeto conhecido e o processo de conhecer so uma s coisa dentro da relao-conhecimento, o que empresta imenso poder percepo dos sentidos e suas capacidades.

MONOTESMO

Essa palavra vem do grego mnos, "nico" e thes, "Deus. Ela indica aquele ensino que s existe um Deus, que tem interesse pelo homem, que continua interessado pela sua criao, intervindo.

Assim desde os primeiros captulos da Bblia, os autores israelitas se referem a um s Deus; desta forma ao narra a criao (Gn. 1. 1-2, 4), o texto sagrado menciona EL ou ELHOIM (Deus), que tudo tira do nada por sua palavra toda-poderosa. o mesmo e nico Deus que aparece nas histrias de Caim e Abel, de No, dos Patriarcas, de Moiss, dos profetas que anunciam a sua encarnao na Pessoa de Jesus Cristo.

H muita idias associadas ao monotesmo, com: Deus dotado de vida necessria e independente. Deus no pode deixar de existir e a sua vida no depende de qualquer coisa externa ou fator sustentador. Deus como nico Criador. O Deus nico criou tudo. O Deus nico Pai. Essa a proposio mais consoladora da religio, garantindo para o homem um tesmo baseado no amor. O monotesmo tem outras formas, como por exemplo:

MONOTESMO TICO que a afirmao de um s Deus com base tica. Desde o princpio Jav foi considerado um Deus de propsito tico, que exige completa obedincia. O Javinismo era uma religio de vida e conduta, segundo as leis que expressam a vontade de Deus. Essas leis, em que a vontade de Deus assumiu forma concreta, incluem sobretudo as normas de conduta apodicamente formuladas.

MONOTESMO MSTICO afirmao de um s Deus por razes msticas. Transcende todos os reino do ser e do sentido, e seus representantes divinos, em favor do fundamente e abismos divinos, dos quais ele prov e no qual desaparecem. Todos os conflitos entre os deuses, entre o divino e o demonaco, entre os deuses e as coisas, so superadas naquele que ltimo e que transcende a todos eles.

MONOTESMO MONRQUICO afirmao de um s Deus com soberania absoluta. Est na linha divisria entre politesmo e monotesmo. O deus-monarca impera sobre os deuses inferiores e sobre os seres da natureza divina. Ele representa o poder e o valor da hierarquia. Seu fim seria o fim de todos aqueles sobre os quais ele impera. Os conflitos entre os deuses esto reduzidos por seu poder. Ele determina a ordem de valores. Foi isto que os esticos, fizeram quando identificaram Zeus como ultima cidade ontolgica.

MONOTESMO TRINITRIO afirmao de um s Deus em trs pessoas distintas. No uma questo com o nmero trs. uma tentativa de falar do Deus vivo: o Deus em quem esto unidos o ltimo e o concreto. O monotesmo trinitrio o monotesmo concreto: a afirmao do Deus vivo.

NEO-ORTODOXIA

O termo neo-ortodoxia significa uma "nova ortodoxia". A neo-ortodoxia no um sistema nico; no um movimento unificado; no tem um conjunto articulado de fundamentos em comum. Na melhor das hipteses, pode ser descrito como uma abordagem ou atitude que comeou num ambiente comum, porm dentro em breve passou a se expressar de vrios modos. Comeou com a crise associada desiluso que seguiu a Primeira Guerra Mundial, com uma rejeio do escolasticismo protestante (que foi quando Melanchthom abandonou a intransigncia dos outros Reformadores e colocou seu profundo conhecimento do pensamento aristotlico a servio da Escritura), e com uma negao do movimento liberal protestante que tinha ressaltado a acomodao do cristianismo cincia e cultura ocidentais, a imanncia de Deus e a melhoria progressiva da humanidade.

Em pouco tempo esse movimento alcanou a Inglaterra, onde C. H. Dodd e Edwyn Hoskyns se envolveram; na Sua, Gustaf Aulm e Ander Nygren tornaram-se seguidores; nos Estados Unidos, com os irmos Niebuhr; e em outros lugares igrejas e pases comearam a ler a respeito do movimento e a observar aquilo que estava acontecendo. Com a asceno do movimento nazista na Alemanha, muitos lderes do movimento neo-ortodoxo encontraram-se com outros cristos alemes em Barmem em 1934 e publicaram um declarao contra os males do nazismo. A represso resultante, feito por Hitler, forou alguns como Paul Tillich, a se exilarem; outros a voltarem sua ptria tais como Barth; alguns a se esconderem, tais como Dietrich Bonhoeffer.

A primeira reao eficaz contra o liberalismo teolgico foi promovida por Karl Barth, que retomando Kiekegaard, denunciou vigorosamente todas as tentativas de amordaar Palavra de Deus com a razo. Este movimento tambm foi chamado de "Teologia da crise", ou ainda "Teologia dialtica", alm de "Neo-ortodoxia".

A nova abordagem metodolgica do movimento envolvia o uso do pensamento dialtico que remonta ao mundo grego e a Scrates, pelo uso de perguntas e respostas para derivar o discernimento e a verdade. Foi usado por Abelardo em Sic et Non, e tcnica de colocar os opostos, um contra o outro, na procura da verdade. Para os neo-ortodoxos, os paradoxos da f devem permanecer exatamente assim, e o mtodo dialtico que procura descobrir a verdade no opostos dos paradoxos leva a uma f verdadeira e dinmica.

O conceito teolgico fundamental do movimento foi aquele do Deus soberano e completamente livre, que totalmente outro em relao a Sua criao, quanto forma como ela controlada, redimida, e como Ele determina revelar-Se a ela. Tambm que a auto-revelao de Deus, um ato dinmico da graa, ao qual resposta da humanidade deve ser escutar. Essa revelao a Palavra de Deus num sentido trplice. Jesus, como a Palavra que Se fez carne; as Escrituras, que apontam para a Palavra que Se fez carne e o Sermo, que o veculo para proclamao do Verbo que se fez carne.

A relevncia desse movimento foi tirar a Bblia das mo dos crticos liberais que procuraram s pela crtica-histrica explic-las, como tambm enfatizou a unidade das Escrituras e ajudou a precipitar um novo interesse pela hermenutica.

NEOPLATONISMO

Modalidade do platonismo criado por Plotino (204-270 a.C.). Desenvolveu a mstica do platonismo, partindo da idia sobre a capacidade da alma de elevar-se a contemplao dos arquticos perfeitos do mundo. Trs nveis da realidade so afirmados: o da alma, o do intelecto e o do Uno. A alma corresponde mente do indivduo com pensamentos, memrias e percepes. O intelecto o repositrio dos arquticos. O Uno Deus. A meta da vida filosfica consiste em se unir com o Uno. O neoplatonismo teve influncia no Oriente Prximo at o sculo VI, inclusive na escola crist de Alexandria.

NEOTOMISMO

Um reavivamento do pensamento de Toms de Aquino no sculo XX. Entendesse que este movimento de retorno a doutrina de Toms de Aquino e no anseio da cultura catlica, que foi iniciada pela incclica de Leo XIII. Este movimento consiste na defesa polmica das teses filosficas tomistas contra as diversas direes da filosofia contempornea e indiretamente, na relaborao e na modernizao de tais teses.

Um dos mais importantes efeitos da florescncia neotomista a importncia renovada que asseveram, a partir dos ltimos decnios do sculo passado, os estudos de filosofia medieval isto da escolstica clssica.

NIHILISMO

Doutrina filosfica que nega a existncia do absoluto. Eqivale, em termos religiosos, descrena radical. Em tica, designa a corrente segundo a qual no h hierarquia de valores nem qualquer verdade de ordem moral. O termo deriva do advrbio latino nihil que significa nada. Esse vocbulo tem sido largamente usado em vrios campos e com vrios sentidos. Foi cunhado por Turgeniev, em sua novela, Pais e Filhos (1862). Ali, o termo tinha um significado poltico. Certo movimento russo do ltimo quartel do sculo XIX foi acusado de empregar esse termo, em uma tentativa de destruio, mas sem qualquer plano construtivo, digno do nome, que substitusse o que eles pretendiam eliminar. Muitos oficiais russos foram mortos; imperou o caos; mas nada se fez de construtivo.

O NIHILISMO TICO afirma que no existem valores genunos; a moralidade e os valores seriam artificiais, servindo a pessoas e a classes, mas nada tendo a ver com a verdade. O PESSIMISMO uma forma de NIHILISMO TICO. Schopenhauer, contudo, preservava alguns valores, ensinando que a renncia e a simpatia tm algum valor. O NIHILISMO POLTICO chega ao extremo de afirmar que a destruio da ordem social herdada , por si mesma, um ato bom e positivo, mesmo que nada seja apresentado para tomar o lugar das coisas e instituies destrudas. Bakunin era defensor dessa posio extremada; mas Canuns, contrariamente, dizia que o NIHILISMO est fora de um comportamento admissvel. O NIHILISMO TEOLGICO pode ser visto nos escritos de Nietzsche, que declarou que "Deus est morto". Esse tema, desafortunadamente, foi aceito por alguns telogos posteriores. Sartre e aqueles que promoviam o que veio a ser chamado de Teologia Radical, como Thomas Altizer, ou como William Hamilton, tambm empregaram esse tema em suas discusses. Esse termo pode tornar-se absolutamente atesta: Deus no existe. Ou, ento pode indicar que nossos conceitos de Deus so obsoletos.

NUMINOSO

Designao dada ao que influenciado ou est sob dependncia da divindade. Essa palavra foi chamada por Rudolph Otto com base no termo latino numem, referindo-se finalidade misteriosa, terrvel, santa, aterrorizadora e sagrada da deidade. O termo numinoso tem por propsito transmitir a idia da Presena do Esprito Divino, que nos deixa admirados; e dessa maneira, chegamos a conhecer a Deus, conforme possvel ao homem conhec-lo. Essa experincia do numinoso aquilo que est por trs de todas as grandes religies do mundo. E a experincia que gera todas as respostas morais e ticas da religio, bem como os dogmas e as doutrinas. a experincia do Outro, do Santo, do incompreensvel de Deus.

ONTOLOGIA

A palavra ontologia deriva-se de dois termos gregos, "ontos" "SER" e logia, "conhecimento". Uma diviso da filosofia e da teologia emprega esse vocbulo para indicar o estudo geral e o conhecimento do ser, o que por sua vez, uma diviso de metafsica. Esse termo foi usado pela primeira vez no sculo XVIII, quando foi cunhado por Clauberg, em 1647. Pelo fim daquele sculo, tinha-se tornado o termo padro para indicar o estudo do ser.

ORTODOXIA

O eqivalente em portugus da palavra grega "orthodoxia" (de orthos "certo", e doxa "opinio"), o que significa crena correta, em contraste com a heresia ou a heterodoxia. O termo no bblico. Nenhum escritor secular ou cristo usa-o antes do sculo II, embora o verbo orthodoxein esteja em Aristteles. A palavra expressa a idia de que certas declaraes sintetizam como exatido o contedo do Cristianismo s verdades reveladas e, portanto, so por sua prpria natureza normativas para a igreja universal.

A idia da ortodoxia veio a ser importante na igreja a partir do sculo II, por causa de conflitos, primeiramente como o gnosticismo e depois com outros erros a respeito da trindade e da pessoa de Cristo. A aceitao rigorosa da "regra de f" (regula fidei) era exigida como uma condio prvia da comunho, e surgiu uma multiplicidade de credos que explicavam essa "regra". A Igreja Oriental se autodenomina "ortodoxa" e condena a Igreja Oriental como heterodoxa, por causa da incluso da clusula "filioque" no seu credo. Os telogos protestantes do sculo XVII, especialmente os luteranos conservadores, ressaltavam a importncia da ortodoxia quanto a soteriologia dos credos da reforma.

Quanto ao catolicismo romano, o mesmo oferece uma base complexa para a ortodoxia: as Escrituras, conforme elas foram definidas pela Igreja; os pareceres dos chamados pais da Igreja; as decises dos conclios; os credos; as declaraes ex-catedrticas dos papas. Os grupos protestantes, por sua vez, cortam o n grdio, oferecendo uma exagerada simplificao. Rejeitando certas idias catlicas romanas, eles oferecem as "Escrituras somente".

PANNENBERG

Telogo evanglico alemo, nascido em Stettin, professor de teologia sistemtica em Heidelberg (1955), Wuppertal (1958) e Mainz (desde 1961). A doutrina teolgica de Pannenberg considera que a realidade histrica tem prioridade sobre a f e o raciocnio humanos.

Obras principais: Heilsgeschethen Und Geschechte (A redeno como acontecimento e histria), 1959; (Revelao como histria) 1962; (Que o homem? A antropologia atual luz da teologia), 1964.

Wolfhart Pannenberg, que professor de teologia sistemtica na Universidade de Munique, apresenta sua teologia de dentro da categoria da histria. Quando foi publicado seu livro Jesus God And Man em 1968, veio a ser uma influncia no mundo de fala inglesa.

Wolfhart Pannenberg, pode ser chamado o telogo da histria. Porque para ele a histria o princpio de averiguar o futuro com a revelao da Palavra. Para Pannenberg, toda histria a revelao de Deus. A histria est to clara em suas funes revelatrias que sua interpretao pode ser feita sem a ajuda da revelao sobrenatural. A verdade revelatria est necessariamente inerente na totalidade da histria e bem clara para todos quantos observam. Deixar de captar a revelao dentro da histria falha do indivduo e da sua investigao, e no da prpria histria.

PANTESMO

Essa palavra vem do grego, pan, "tudo", + Thes, "deus", dando a entender que tudo Deus. De acordo com o pantesmo, Deus o cabea da totalidade, e o mundo o seu corpo. A forma objetivada, "pantesta", foi cunhada pela primeira vez por John Toland, em 1705. Por sua vez, Fay atacou a filosofia de Toland, e usou a forma nominal "pantesmo". E, desde ento o termo tem sido continuamente usado. O pantesmo uma espcie de monismo, que identifica a mente e a matria, e que pensa que a unidade divina. E assim, o finito e o infinito tornam-se uma e a mesma coisa, embora diferentes expresses de uma mesma coisa. O universo passa a ser auto-existente, sem comeo, embora sujeito a modificaes. De acordo com o pantesmo, todos os seres e toda a existncia de Deus, so concebidos como um todo.

Formas de Pantesmo mais importantes:

Hilozosta O divino imanente do mundo e caracterizado como elemento bsico do mundo que empresta mudana e movimento sua totalidade;

Imanentista Deus faz parte do mundo e imanente nele;

Monista absolutista Deus tanto absoluto quanto idntico com o mundo;

Monista Relativista O mundo real e mutvel. Sendo assim, Deus imutvel e no afetado pelo mundo;

Acsmico Deus absoluto e constitui a totalidade da realidade;

Da identidade dos Opostos qualquer dissertao a respeito de

Deus deve necessariamente apelar aos opostos;

Neoplatnico Deus absoluto em todos os aspectos, removido do mundo transcedente sobre ele.

Do ponto de vista bblico, o pantesmo deficiente por causa de duas consideraes:

Nega a transcendncia de Deus e defende Sua imanncia radical, enquanto que a Bblia apresenta um equilbrio, onde Deus est ativo na histria e na sua criao, mas no idntico a elas.

Tendncia de identificar Deus com o mundo material, negando assim, o carter pessoal de Deus. Nas Escrituras, Deus retratado supremamente como uma pessoa.

PIETSMO

A base latina dessa palavra portuguesa pius, "aquele que cumpre seus deveres". Mas a palavra alude a uma reverncia especial diante de Deus, a santidade e a devoo. No grego temos sbomai "ser piedoso", "ser reverente". Essas coisas so enfatizadas em lugar do ritualismo e das formalidades do culto.

A nfase do pietismo recai sobre as experincias religiosas, incluindo misticismo, em vez de ritos, sacramentos e da religiosidade.

Como um movimento organizado, o pietismo teve incio entre os luteranos da Alemanha, no fim do sculo XVII, associado principalmente a Philipp Jakob Spener. A corrente principal do luteranismo tornara-se rgida em suas doutrinas e morta no sacramentalismo. Outrossim, o calvinismo, tambm, caiu no legalismo dogmtico, Spener cria que a nfase original da reforma protestante, sobre a converso pessoal, a santificao e a experincia religiosa tinha-se perdido essencialmente, o que justifica o seu protesto e o movimento que da resultou. Ele servia como pastor em Frankfurt-am-main, mas a sua mensagem no tardou as espalhar-se por toda a Alemanha e da para outros pases. O mais notvel discpulo de Spener foi August Hermann Framke. Ele foi um bem sucedido professor e obreiro cristo. Tinha organizado escolas para os pobres, um orfanato, uma casa publicadora e outras obras de caridade, e, segundo a histria informa-nos, era combatido por ministros e telogos invejosos.

Joo Wesley e o metodismo primitivo podem ser classificados como um movimento pietista. De fato, historicamente falando o metodismo foi muito influenciado pelo pietismo alemo. O metodismo trouxe de volta igreja a necessidade de uma experincia religiosa pessoal, e foi mui significativa a sua nfase sobre as experincias msticas. A igreja morvia, organizada pelo enteado de Spener, o conde Von Zinzendorf, adotou a prtica dos princpios pietistas.

A necessidade de experincias religiosas pessoais; o valor do misticismo; a necessidade de uma converso que realmente mudasse a vida do indivduo, e uma santificao que continuasse esse processo; um desprezo relativo aos credos; a retido pessoal; a fraternidade universal dos crentes; o calor emocional na religio crist.

Um teatro religioso, ou seja, as pessoas transformam-se em atores, procurando ser mais piedosas, entusiasmadas e dotadas de mais profundas experincias religiosas do que outras pessoas; uma religiosidade que gera mais calor emocional do que iluminao fanatismo; axetismo e separao desnecessria de outros cristos, considerados dotados de espiritualidade inferior, ou mesmo como se nem fossem cristos autnticos. Por causa desses vcios, o tema pietismo assumiu uma conotao negativa, passando a ser aplicado a fanticos e sonhadores religiosos. Tambm houve uma pronunciada nfase antiintelectual, desnecessria, que causou forte desequilbrio no movimento.

O metodismo, os mononitas, os dunkers (batistas alemes), os Schewenkfelderes e os morvios devem todas alguma coisa ao pietismo. A igreja reformada holandesa tambm teve lderes cujos discpulos salientaram esse conceito, o que tambm sucedeu ao luteranismo norte-americano. A igreja reformada alem da Amrica do Norte exerceu uma influncia pietista sobre povo reformado alemo naquele continente. Os irmos unidos em Cristo e a igreja Evanglica foram denominaes que incorporaram tendncias pietistas. Talvez possamos dizer que a maioria das igrejas pentencostais da atualidade retm tanto as virtudes quanto os vcios desse movimento.

PRINCIPAIS EXPOENTES DO PIETISMO Philipp Jacob Spener considerado o Pai do Pietismo, em 1666 foi chamado para ser o ministro principal em Frankfurt-am-Main.

A Expanso do Pietismo. Spenes e Francke aspiravam outras variedades de Pietismo alemo. O conde Nikolas Vom Zinzendory, eides da igreja Marvia renovada, era afiliado de Spener e aluno de Francke. Joo Wesley em 1735, na Georgia prostrou relevantes contribuies ao Pietismo. Johann Albrecht (1687-1752) Haus Nielsem Hauge (1771-1824) que teve, atravs dele, um novo interesse por Lutero e sua teologia.

PRINCPIO HERMENUTICO

A palavra Hermenutica derivada do termo grego hermeneutike que, por sua vez, se deriva do verbo Hermeneuo. Plato foi o primeiro a empregar Hermeneutike (subentendendo-se a palavra techne) Hermenutica , propriamente, a arte de Hermeneuein (interpretar), mas, no caso designa a teoria dessa arte. Podemos defini-la assim: Hermenutica a cincia que nos ensina os princpios, as leis e os mtodos de interpretao. A Hermenutica "Geral" se aplica a determinados tipos de produo literria, tais como, leis, histria, profecia, poesia. A Hermenutica "Sacra" tem carter muito especial, porque trata de um livro peculiar no campo da literatura a Bblia como inspirada palavra de Deus.

Diz-se, tambm, que a palavra hermenutica deve sua origem de Hermes. Hermes transmitia as mensagens dos deuses aos mortais, quer isto dizer que, no s as anunciava textualmente, mas agia tambm como intrprete, tornando as palavras inteligveis e significativas, o que pode chegar a uma clarificao, num aspecto ou noutro, ou a um comentrio adicional. Consequentemente a hermenutica tem duas tarefas: Uma determinar o contedo do significado exato de uma palavra, frases, texto, etc.; outra descobrir as instrues contidas em formas simblicas.

REALISMO

Doutrina medieval, originada na teoria das idias de Plato segundo a qualos universais existem por si, independentemente das coisas em que se manifestam. Refere-se a uma existncia separado, parte dos objetos em particular.

REALISMO GNOSEOLGICO: o que admite a possibilidade do conhecimento das causas, mas na sua substncia verdadeira, naquilo que elas tem de invaravelem face da multiplicidade do vir a ser. O Realismo Gnoseologico dos Milsios eles admitiam a existncia real de uma substncia das causas, de que estas se constituam, no pondo em dvida a possibilidade do seu conhecimento.

REALISMO METAFSICO: Advoga a existncia da realidade metafsica em si mesma, de uma entidade (digamos assim) metafsica, de onde tudo programa. ULTRA-REALISTAS: (sculo XII) expandiu a teoria de Agostinho que tinha modificado o realismo de Plato ao sustentar que as proposies universais existiam na mente criativa de Deus antes do universo material. Explicando que a realidade dos indivduos derivava do universal, e a humanidade como um universo procedia o homem como indivduo. Explicando, assim, a universalidade do pecado na raa humana e a unicidade da trindade.

REFORMA

A Reforma foi a renovao da vida religiosa acontecida na Europa do sculo XVI pelo retorno s origens do Cristianismo. Preparada pelo humanista Erasmo de Roterdo (1466-1536), a Reforma foi iniciada pela obra do monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546) que em 1517 afixou, nas portas da catedral de Wittenberg, 95 teses contra a venda das indulgncias. Em sua orientao de conjunto, a Reforma protestante apresenta-se como um dos meios de realizao daquele retorno aos princpios que foi a divisa do Renascimento. No domnio religioso, o retorno aos princpios levava a negar o valor da tradio, e portanto da Igreja, que se julgava sua depositria e intrprete. No texto Contra Henrique VIII da Inglaterra (1522) Lutero contrapunha a tradio eclesistica, e a todos os rituais e s glosas que havia acumulado durante sculos, o retorno direto palavra de Jesus Cristo, isto , ao Evangelho. O ensinamento fundamental do Evangelho , segundo Lutero, a justificao por meio da f, a qual implica dois corolrios fundamentais: 1) a negao do valor das obras, isto , das tcnicas religiosas (ritos, sacrifcios, cerimnias) e a reduo dos sacramentos queles que so mencionados pela Bblia, isto , batismo, penitncia, eucaristia, mas tambm estes subtrados de qualquer superviso sacerdotal e considerados como expresso da relao direta do homem com Deus. Ao culto sacerdotal, Lutero ops o exerccio dos deveres civis, como nico "servio divino" que possua valor religioso; 2) a negao da liberdade humana e o reconhecimento da predestinao da parte de Deus. A f o sinal seguro desta predestinao e portanto o indcio da salvao.

Pode-se dizer que a Reforma comeou, em sua forma preliminar, com John Wycliffe, no sculo XIV e com John Huss, que foi outra figura espiritual que lanou o alicerce sobre o qual a Reforma veio a ser edificada. Os grandes lderes da Reforma, no sculo XVI, alm de Lutero, foram Zunglio e Calvino, os quais no pretenderam, inicialmente, formar uma Igreja separada, mas apenas "reformar" a existente. Por isso foram chamados de "reformadores" e sua ao, de "Reforma". Quando, porm, se consumou a separao entre catlicos e protestantes, o nome da Reforma veio adquirir um aspecto nitidamente confessional, tornando-se quase sinnimo de protestantismo. Dentro da Reforma protestante, poderamos distinguir trs alas: 1) a direita, representada pelo anglicanismo, que conservou numerosos elementos "catlicos"; 2) O centro, constitudo pelo luteranismo e o calvinismo, que no rejeitaram completamente uma constituio hierrquica da Igreja; 3) a esquerda, que se encarna no anabatismo, com sua rejeio da hierarquia, do sentido salvfico dos sacramentos e do batismo de crianas. Alm de Zunglio e Calvino, o trabalho inicial de Lutero teve continuidade graas aos esforos de Melanchthon e Joo Knox. A Reforma o bero de toda a teologia moderna.

RENASCIMENTO

Este termo deriva-se do francs Renaissance e corresponde a um movimento literrio, artstico e filosfico desenvolvido no perodo dos sculos XIV e XVI na Europa Ocidental. Michelet e Burckhardt usaram esse vocbulo para enfocar a historicidade do perodo em 1855 e 1860. No sentido teolgico a palavra RENASCIMENTO foi usada nos estudos de Hildebrand, Wasler e Burdach para explicar o RENASCIMENTO espiritual do homem admico morto pelo pecado.

No movimento renascentista, o RENASCIMENTO religioso enfatizava o principal objetivo da religio que seria levar o homem de volta a DEUS, uma vez que a Igreja Catlica institucionalizava a religio e asseverava os seus dogmas sem nenhuma flexibilidade para discusso a respeito. Verifica-se portanto que o tema religio discutido dentro do RENASCIMENTO contribuiu eficazmente para a revoluo teolgica que reflete at nossos dias que foi a REFORMA PROTESTANTE.

REVISIONISMO: Espiritual

1 Revisionismo crena que a verdadeira pessoa uma alma sobrevive a morte biolgica, a qual, no estado espiritual, precisa enfrentar uma reviso da vida na carne, sendo julgada de conformidade com ela.

Reviso da vida anterior morte;

Prestao de contas dos seus atos;

Julgado de acordo com suas obras/atos;

Avaliao da qualidade da vida.

2 O movimento revisionista foi um movimento teolgico moderno que tinha como objetivo a busca do Cristo histrico. Por isso pretendiam fazer uma biografia corrigida de Jesus. Eles pretendiam fazer uma reviso dos relatos bblicos, sobre a vida de Cristo.

Embora Ritschel, seja o pai da teologia liberal e dos principais, e primeiro revisionista no podemos dizer que Ritschel o pai do movimento revisionista, esse ttulo, comumente dedicado a Herman Reinamein.

O revisionismo biografo procurava desmistificar a deidade de Cristo, e tambm recontar a histria de modo racional.

O revisionismo nasceu dentro a teologia moderna e adeltro a teologia contempornea at hoje os telogos influenciam.

Henrique Paulus (1761 a 1877) publicou em 1928 a obra vida de Jesus Paulus. No admitia que Jesus tinha feito qualquer milagre. David Frederich Straus (1808 a 1877) Straus tambm escreveu a obra a Vida de Jesus. Era o tema central do revisionismo. Straus no aceitou a mensagem de Cristo, ou seja a vida alm do tmulo.

SECULARISMO

Essa palavra vem do LATIM seculum, "pertence a uma poca". Nos crculos religiosos recebe o sentido de "aquilo que pertence ao mundo de nosso tempo" e que no faz parte do que sagrado ou espiritual. Em termos gerais, o secularismo envolve uma afirmao da realidades imanentes deste mundo. E uma cosmoviso e um estilo de vida que se inclina par ao profano mais do que para o sagrado, o natural mais do que o sobrenatural. O secularismo uma abordagem no-religiosa da vida individual e social.

O secularismo veio a ser uma espcie de movimento tipo humanista. O secularismo procurava aprimorar as condies humanas, sem fazer qualquer aluso religio ou as reivindicaes da igreja. Antes, utilizava-se da pura razo, da cincia, e das organizaes sociais (no-religiosas) humanas. O secularismo uma ideologia, para uma viso fechada do mundo que funciona semelhante a uma religio. E uma forma de religiosidade, religio invertida e una.

No secularismo as dimenses presente e imanente de existncia esto revertidos dos atributos do eterno e do transcendente. No entanto, como filosofia abrangente de vida, expressa um entusiasmo sem reservas pelo processo da secularizao em todas as esferas da vida. O secularismo carrega uma falha fatal, pelo seu conceito reducionista da realidade, porque nega e exclui Deus e o sobrenatural numa fixao mope naquilo que imanente e natural. Na discusso contempornea, o secularismo e o humanismo so freqentemente vitais como uma s dupla que forma o humanismo secular uma abordagem da vida e da sociedade que glorifica a criatura e rejeita o criador. O secularismo, como tal constitui-se num rival do cristianismo.

Nenhuma discusso contempornea do cristianismo e secularismo pode deixar de lidar com as cartas e papis da Priso escritos por Dietrich Bonhoeffer. Da perspectiva da teologia bblica crist, o secularismo o culpado porque "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do criador" (Rm. 1.25). Tendo excludo o Deus transcendente como absoluto e o objetivo da adorao, o secularismo inexoravelmente torna o mundo do homem e da natureza absoluta, e objetivo da adorao.

Em termos bblicos, o Deus sobrenatural criou o mundo e sustenta a sua existncia. Este mundo (o saeculum) tem valor porque Deus o criou, continua a preserv-lo, e age para redimi-lo. Embora Deus haja Senhor da histria e do universo, Ele no pode ser identificado com um ou outro (pantesmo). Homens e mulheres, existem em liberdade e responsabilidade que o homem tem com Deus e o mundo.

O principal expoente do secularismo Dietrich Bonhoeffer nascer em Breslau, Prssia (depois Wroclaw, na Polnia), a 4 de fevereiro de 1906. Educado em Tbingen e Berlim, tornou-se pastor luterano e trabalhou em Barcelona e Nova York. Em 1931 assumiu a ctedra de teologia sistemtica na Universidade de Berlim. Quando Hitler subiu ao poder em 1933, Bonhoeffer estava em Londres e decidiu lutar contra o nazismo. Em 1935 foi chamado a assumir a direo de um seminrio clandestino em Finkenwald, na Pomernia. O problema central de sua teologia era como ser cristo num mundo secularizado e ateu. Propunha como uma das solues a interpretao no-religiosa dos conceitos bblicos, o que sugeria a possibilidade de haver cristos arreligiosos.

SECULARIZAO

A palavra secular provm do termo latino, saecelum, significando "esta idade presente". A Secularizao uma palavra temporal usada para traduzir a palavra grega "aeon", que significa era ou poca. A Secularizao adquire significados da distino medieval entre aquilo que ficava sob jurisdio eclesistica ou monstica ou aquilo que no ficava por serem de competncia do Estado. Secularizao a libertao do que mundano em relao ao que santo. a inverso de valores dentro dos campos teolgicos e secularistas, onde o ser humano comea a se voltar para o presente esquecendo completamente o futuro.

A secularizao como teologia surgiu com Bonhoeffer, quando dizia que a igreja no existe seno quando "para os outros". A igreja deve participar das tarefas humanas, no como quem governa e comanda, mas como quem serve. A secularizao como ameaa e precauo. O que ele asseverou que o cristo moderno deve ser um homem tambm voltado para atividades seculares, dedicado a causas humanistas. A Secularizao uma ameaa provocante, que deve ser levada a srio. Ao cristianismo essencial ao que chama razovel. O destinatrio do evangelho o homem novo. Este homem novo, no nos deve causar medo. A igreja no deve permanecer fora do mundo, mas est no mundo. A provocao da Secularizao um desafio s nossas igrejas de nos integrarmos s necessidades humanas, tendo como objetivo principal Jesus Cristo.

SCULO XIX

Mudanas profundas na sociedade, nas artes, nos conceitos cientficos, na produo de bens de consumo, caracterizam o sculo dezenove. Dirigindo a nova orientao do perodo, havia a Revoluo Francesa, do final do sculo anterior, ltima conseqncia das mudanas processadas pelo Iluminismo. Havia a violenta substituio do Absolutismo pelo "terceiro estado da burguesia", sufocada no terror sanginrio da Ditadura Jacobina. Essa ditadura s ser subjugada por Napoleo e suas guerras Imperialistas, que por sus vez, fizeram sufocar o anseio doentio por um nacionalismo exacerbado.

o sculo dos grandes prospectos e das mquinas. O sculo do materialismo e do material. O sculo da declarao da morte de Deus. o sculo do drama. O sculo do cidado, de sua arrogncia. O sculo do artista e de seu atrevimento. O sculo da questo social... Mas tambm o tempo de um mundo pintado pelos impressionistas, frgil e passadio. Um mundo de anseio morte prematura, um sculo de tolhedora tristeza e de branda melancolia. Da esperana perdida, de ideais abandonados. o sculo do medo, da morte, e do medo da morte que afora devia ser enfrentada sem Deus.

Na religio o sculo XIX encontrou o papado em grande humilhao. Em 1801 Napoleo, Imperador da Frana, realizou com o Papa Pio VII a concordata, tratado que definia as relaes da Igreja Catlica Romana na Frana com o Governo. Por esse tratado "a igreja ficava sujeita ao Estado", ou pelo menos a ele atrelada e dele dependente e auxiliada. Aps a queda de Napoleo, Pio VII voltou a Roma e os Estados papais foram restabelecidos.

A Igreja Catlica Romana, depois de sofrer certa presso no sculo XVIII e comeos do XIX, resistiu s influncias modernizantes e continuou desenvolvendo todos os seus elementos medievais, enfrentou poderosamente todos os surtos do processo humano.

A hostilidade do papado ao progresso do mundo moderno manifestou-se de vrios modos, desde o incio do sculo XIX e encontrou sua mxima expresso no SILABUS, de Pio IX, publicado em 1864. Nesse documento foram denunciados como "erros", vrios elementos, tais como a liberdade de conscincia e de culto; o primeiro instante da Teologia Moderna como se sabe a Reforma que se constituiu no oferecer de uma nova era teolgica.

O segundo instante da Teologia se evidencia na Teologia Liberal, que adentra a Teologia Contempornea. A Teologia Contempornea nasce sob as hostilidades de telogos liberais e neo-ortodoxos. Muitos indicam Friedrich Schleiermacher (1768-1834) como o pai da Teologia Moderna. Schleiermacher formulou uma teologia luz do Romantismo. Quando o Romantismo passou de moda, a teologia de Schleiermacher passou tambm. Mesmo assim, ele deixou uma marca que dura at hoje.

Entre 1800 e 1821, Schleiermacher continuou sua atividade como pregador e professor de teologia sistemtica. Durante essas duas dcadas, Schleiermacher formulou sua obra-prima de teologia sistemtica. Ele aproveitou as idias principais do Iluminismo e do Romantismo e s incorporou em um sistema teolgico. Para Schleiermacher, como para os demais romnticos, cada indivduo deve desenvolver-se como uma pessoa, distinta de qualquer outra. A vida humana envolve uma tenso entre a dependncia e a independncia. Cada um precisa afirmar sua individualidade. Alm dessa auto-afirmao, porm, cada um de ns tambm vive num estado de dependncia, e essa dependncia a base de nossa vida religiosa. Sentimo-nos dependentes no somente de outras pessoas, mas tambm do Infinito, do Tudo, do Universo enfim, de Deus.

Schleiermacher comeou por reduzir a f s propores dos sentimentos religiosos de cada pessoa. Ele no pretendia falar de Deus em si. Em lugar disso, ele se limitou a falar da "modificao do sentimento, ou da autoconscincia imediata". Ele valorizou os "sentimentos piedosos", que ele apreciava desde sua formao pietista, dizendo que os sentimentos piedosos eqivaliam ao senso de conscincia absoluta de Deus.

Schleiermacher iniciou a Teologia Liberal Protestante um movimento que cresceu durante o sculo XIX e que existe ainda hoje. A partir de Schleiermacher, a Teologia Liberal Protestante diminuiu o peso doutrinrio da f. Alm disso a Teologia Liberal Protestante pouco enfatiza o pecado, tendo uma viso otimista, embora pouco profunda, da natureza humana. J quanto aos realistas, se interessavam menos pelos sentimentos do que os romnticos. Em matria de religio, eles queriam saber o efeito da doutrina na vida e na sociedade.

Por influncia do Realismo, a maioria rejeitou a distino de Schleiermacher entre religio e moralidade. Depois de 1850, um nmero crescente de telogos queria uma teologia reduzida, mas uma teologia voltada para questes ticas. Por esta razo, esses telogos rejeitaram o sistema que herdaram de Schleiermacher.

Schleiermacher havia lanado a Teologia Liberal Protestante, e sua influncia continua, at hoje, especialmente em questes metodolgicas. Mas a Teologia Liberal Protestante no recebeu sua expresso plena de Schleiermacher. Esta honra ficou para o professor Albrecht Ritschl, da Universidade de Gttingen. Lutero tirou a metafsica das reflexes to lgicas, e a ortodoxia a trouxe de volta com Melanchton e Ritschl a retirou em suas formulaes teolgicas liberais. A Teologia Moderna marcada pelo revisionismo. Revisionismo foi um movimento teolgico moderno que tinha como objetivo a busca do Cristo histrico, por isso pretendiam fazer uma biografia corrigida de Cristo. Ritschl o primeiro dos revisionistas.

Ritschl (1822-1889) era um pesquisador incansvel. Ele dominou trs reas de estudo: Novo Testamento, Histria do Cristianismo e Dogmtica. Entre 1870 e 1874, Ritschl publicou, em trs volumes, sua obra-prima: Die Christliche Lehre von der Rechtfertigung und Versohnung (A Doutrina Crist da Justificao e Reconciliao). Os trs volumes desta obra tratam dos pontos de vista: (1) do Novo Testamento; (2) da Histria do Cristianismo; (3) da Teologia Sistemtica. O autor apresenta uma reinterpretao moralizante da f crist em termos especialmente atraentes para os protestantes alemes.

Ritschl apresentou-se como um estudioso do Novo Testamento e de Lutero, com uma interpretao liberal da f crist. Isto quer dizer: ele enfrentou os ortodoxos com suas prprias armas. Ritschl argumentou que os ortodoxos dos seus dias erraram por confundirem a doutrina crist com a metafsica. Por sua parte, Ritschl insistiu em rejeitar a metafsica, eliminando-a da teologia. Agostinho fez teologia de uma base platnica, e Toms de Aquino argumentou de pressuposies aristotlicas. Lutero o heri das mais diversas teologias alems desvinculou a teologia da metafsica. Para Ritschl, a ortodoxia protestante restaurou a metafsica teologia. Compete a Ritschl reformular a teologia sem metafsica. Dessa maneira Ritschl se apresenta como o campeo do verdadeiro luteranismo.

Os escritos de Ritschl contra a metafsica eram, na realidade, contra a ortodoxia protestante. Os escritos de Ritschl tambm continham numerosos ataques contra o misticismo. Aqui, outra vez, seus argumentos antimsticos foram, na realidade, ataques contra o pietismo, uma outra ala do protestantismo alemo. Ritschl rejeitou tanto a ortodoxia como o pietismo. Como ele acusou os ortodoxos de confundirem a metafsica com o cristianismo, tambm rejeitou o pietismo como uma infiltrao do misticismo no pensamento cristo.

Das reinterpretaes de Ritschl, a mais importante sua leitura da obra redentora de Cristo. Ritschl apresentou uma nova teoria de expiao a teoria da influncia moral. Telogos do sculo dezenove como Albrecht Ritschl (1822-1889) e Ernst Troeltsch (1865-1923) procuravam encontrar o espao da teologia no mundo ps-Kantiano. Mas talvez tenha sido o telogo suo Karl Barth (1886-1968) quem melhor resultados alcanou nessa direo. Barth, insatisfeito com as solues propostas pelos telogos do sculo dezenove, e inspirado por crticos como Soren Kierkegaard (1813-1855), Friedrich Nietzsch (1844-1900). Wilhelm Herrmann (1946-1922) e Albert Schweitzer (1875-1965), deu incio no entre-guerras a um movimento teolgico que buscava alcanar aquilo que a teologia oitocentista no havia conseguido: uma teologia no iluminista e ps-Kantiana que no se evaporasse medida que fosse produzida, que no fosse redutvel a nada alm da teologia crist propriamente e da revelao de Deus em Jesus Cristo. Na "teologia da crise" de Barth (do grego krinein, julgar), no a infinita bondade de Deus que salientada, como na teologia desta, mas o juzo divino sobre tudo que se revela humano, sobremodo humano, inclusive a religio.

A teologia moderna foi construda com base em Kant e Hegel. A teologia liberal foi constituda nos pressupostos iluministas racionalistas. A forma da teologia liberal encontra-se no idealismo gnstico de Kant. A teologia contempornea tem bases em Sorem Kickegaard, Heidegger, Nietzche e Marx. Dentro da teologia contempornea destacam-se: Karl Barth, Brunerr, Paul Tillich, Bultmann, Oscar Culmann, Bonhofer. Estes entre os protestantes. Entre os ortodoxos: Bulgakov, Florowsky e Lossoky. Entre os catlicos: Teilhard de Chardin, Guardini Ranner, Lonergan, Schilebuckk, Von Balthasar e outros.

SOLIPSISMO

Doutrina segundo a qual a nica realidade no mundo o eu; "o equivalente concreto do que os filsofos chama de solipsismo, isto , da atitude que consiste em sustentar que o eu individual de que se tem conscincia, com as suas modificaes subjetivas, que forma toda a realidade".

O latim por detrs desse termo portugus solus, "sozinho" e ipse, "o prprio eu". A idia que a pessoa ou mente individual, at onde ela est envolvida, ou at onde a pessoa pode provar, a nica que existe, todas as demais pessoas e coisas podem ser um produto de sua prpria mente, conforme se verifica durante os sonhos. O solipsismo epistemolgico refere-se ao "dilema do conhecimento do prprio eu". At onde posso determinar, tenho bases para crer que somente eu existo. Ou seja, at onde vai o meu conhecimento, s eu existo. possvel que outras pessoas existam, mas no posso afirm-lo com certeza absoluta. Porm, temos a um pseudodilema. Por sua vez, o solipsismo metafsico redunda do dilema do conhecimento: uma pessoa qualquer pensa que a nica entidade em existncia. Alguns filsofos usam o solipsismo metafsico para anular o solipsismo epistemolgico. Utilizam-se de um argumento do reduction ad absurdum. Acreditar que s eu existo to absurdo que tambm absurdo dizer que s posso Ter conhecimento de minha prpria existncia.

TEODICIA

Esse termo vem do grego theos, deus, e dike, justia. Em seu uso comum, esse vocbulo usualmente designa aquela atividade que busca justificar as maneiras de Deus como os homens. Como pode haver um Deus justo, Todo-poderoso onisciente ao mesmo tempo em que h tantos males no mundo? Aqueles que procuram explicar o problema do mal, preservando assim a idia de um Deus ortodoxo, expem Teodicias. Foi Leibnitz quem cunhou esse termo, introduzindo-o na filosofia. Sua Teodicia fazia parte do seu sistema de mnadas, onde Deus, a grande mnada, aparece como o programados das demais mnadas. A Teodicia de Leibnitz era determinista, no sentido em que vivemos no melhor de todos os mundos possveis, e onde Deus no incorre em equvocos, a despeito de aparentes erros que nos cercam, no mundo em que vivemos; salpicado de males naturalmente, Leibnitz teve fazer toda espcie de ginstica para defender sua tese.

A Teodicia de Leibnitz foi estruturada para seu sistema teolgico extremamente racionalista, sendo assim, no somente h razes pelas quais Deus faz tudo quanto faz, como tambm tais razes so leis necessrias. Essas razes podem ser discernidas pela luz da razo pura, sem ajuda da revelao. Alm disso para Leibnitz, Deus o nico ser metafisicamente necessrio. O mal metafsico a finitude ou a falta de existncia, e o bem metafsico a plenitude da existncia . A bondade moral de Deus consiste, portanto, em desejar o melhor, metafisicamente falando. Se for possvel demonstrar que Deus desejou algo inferior ao mundo melhor, metafisicamente falando. Se for possvel demonstrar que Deus desejou algo inferior ao mundo melhor, metafisicamente falando, ser demonstrado que Deus no um Deus bom. Se possvel for demonstrar que Deus desejou aquilo que metafisicamente melhor, Ele ser moralmente digno de louvor, a despeito da presena do mal no mundo.

Portanto o sistema de Leibinitz diz que Deus opera com base na razo suficiente, isto , Deus no far coisa alguma sem uma razo suficiente e discernvel pela razo pura. O sistema de Leibnitz exige que haja o melhor mundo possvel. Visto que Deus totalmente bom, Ele j concretizou o melhor de todos os mundos possveis. Outras Teodicias bem conhecidas baseiam-se numa teologia racionalista modificada. Essa metafsica subjaz a defesa do livre-arbtrio e tambm a Teodicia da edificao das almas, que h quatro consideraes bsicas: Universo Racionalista modificado, Deus no obrigado a criar mundo algum, porque sua prpria existncia o sumo bem; criar um mundo uma coisa condigna a ser feita por Deus; h um nmero infinito de mundo contingentes finitos possveis. Os que so maus, so pela sua prpria natureza e Deus no poderia ter criado, no existe nenhum mundo melhor; e Deus livre quanto a criar ou no criar.

Portanto, a Teodicia tem um grande valor apologtico, que muitas delas respondem aos problemas do mal que so enfrentados pelas teologias para as quais so construdas.

TEOLOGIA DA CRUZ

Por mais que divirjam as opinies a respeito da chamada Teologia dialtica, por mais que a considerem carente de contemplao e correo, por mais que algum decididamente se distancie da mesma, em todo caso ser preciso admitir que de modo geral ela que dita teologia de hoje o seu enfoque.

No houve telogo na igreja crist que tenha feito ressuscitar como Lutero, as idias de Paulo. Foi Lutero quem, em Heidelberg, na primavera de 1518, contraps expressamente seus "paradoxos" teolgicos como "Teologia da Cruz", "Teologia da Glria", isto , Teologia eclesial dominante. Evidentemente ele se serviu dessa formulao porque nela encontrou a caracterizao mais sucinta e certeira da peculiaridade do evangelho, a contrastar com a Teologia oficial. herana de Paulo que Lutero levanta com sua teologia da cruz contra uma igreja que se tornou segura e saciada. So raras as definies claras do que seria propriamente "teologia da cruz". Geralmente essa formulao aparece como algo que dispensa maior discusso, mas, ao que parece, as ocasionais manifestaes tacitamente pressupem, na maioria dos casos, que a "teologia de cruz" representa o estgio pr-reformatrio da teologia de Lutero.

Em contrapartida defendemos a seguinte tese: a teologia da cruz o princpio de toda a teologia de Lutero; ela no pode ser limitada a um perodo particular de sua teologia. Pelo contrrio, como tambm no caso de Paulo, essa frmula apresenta uma caracterstica de todo o seu pensar teolgico. Ouvimos que, para a teologia da cruz, na cruz de Cristo e do cristo que se mostra o sentido mais profundo da ao de Deus junto ao mundo. A teologia da cruz cristocntrica. Para o cristo, Cristo tudo, ele o eixo central da reflexo teolgica. A doutrina da cruz que determinou decisivamente o conceito de Deus e de F, s compreendida numa vida sob a cruz, a cruz de Cristo e a cruz do cristo formam uma unidade. O sentido da cruz no se revela ao pensar contemplativo, mas apenas experincia sofredora. O telogo da cruz no est posicionado como espectador em relao cruz de Cristo, mas ele prprio envolvido neste acontecimento. Ele sabe que s Deus pode ser encontrado na cruz e no sofrimento. Por isso no foge do sofrimento, a exemplo do telogo da glria, mas considera-o como as sagradas relquias que devem ser abraada devotadamente pois o prprio Deus "est oculto nos sofrimentos" e quer ser venerado por ns como tal.

Na cruz se frustra toda concepo fictcia de Deus. "A cruz pe tudo prova". A cruz o juzo sobre todas as idias e obras humanas de escolha prpria. Face situao real do ser humano, ela representa a inverso radical de todas as suposies humanas. O que tolo, sbio; o que fraco, forte; o que vergonha, glria; o que parece odioso ao ser humano, desejvel e digno de amor e em altssimo grau.

Denominamos a teologia da cruz como a marca de toda a teologia de Lutero. Podemos constatar a marca da teologia na cristologia ou na doutrina da santa ceia. A teologia de Lutero, de fato, apenas um mergulho da rvore da mstica medieval e de teologia monstica, ainda assim valeria a pena retra-la como um todo orgnico. O resultado deste estudo para ns uma prova indireta de que a teologia da cruz no constitui o pr-estgio pr-reformatrio da teologia de Lutero propriamente dita, mas que deve ser considerada, antes, como marca de todo o pensamento teolgico de Lutero.

TEOLOGIA DA ESPERANA

O fundador desse tipo de teologia foi o alemo Jurgen Moltmann, que traou suas linhas programticas em seu famoso livro Theologie Der Hoffring (Teologia da Esperana). Ultimamente, o padre Schillebierckx tornou-se um zeloso seguidor da Teologia da Esperana, uma nova interpretao da mensagem Crist, que adota como princpio hermenutico exatamente a esperana.

O Escopo desta Teologia expor que as implicaes prticas da f inflamada na chama da Ressurreio de Jesus, quer o novo e conseqente xodo da sociedade atual das grandes estreitas das estruturas vigentes. Este sentido teolgico foge ao inconveniente de considerar a mensagem da Ressurreio como mero e inconsistente relato histrico ou como simples apelo a deciso, e nos leva a entender a Ressurreio como mensagem promissora que se abre para a histria e nos obriga a nos empenharmos por nos transformar a ns prprios e ao mundo. A liberdade, outorgada e vivida a partir de Cristo, e a mensagem do Reino de Deus no significam apenas liberdade e santidade interiores. Expressam sempre e por igual o "Shalon" dirigido a todo homem em suas relaes sociais, a paz na Terra e a libertao de tudo o que efmero. Deus no "totalmente diverso" de ns (Ganz Andere).

TEOLOGIA DA EVOLUO

Pierre Teilhard de Chardin nasceu em Sarcenar, Frana, em 1 de maio de 1881. Filho de um aristocrata rural interessado pela geologia, dedicou-se desde a juventude ao estudo dessa matria, que no interrompeu nem mesmo quando suas inquietaes espirituais o levaram a ingressar na Companhia de Jesus, em 1899. Nos ltimos anos, nenhum autor suscitou tanto interesse quanto Pierre Teilhard de Chardin. Suas obras conheceram um sucesso editorial sem precedentes em seu gnero: Chardin iniciou sua atividade cientfica no incio do sculo, quando o mundo da cincia era decididamente adverso ao mundo da f e da religio.

Segundo Chardin preciso fazer ver aos cientistas que no h nenhuma imcompatibilidade entre a religio crist moderna e a cincia moderna, mas sim uma maravilhosa correspondncia, porque o cristianismo vem de encontro s mais intimas exigncias da cincia. L phenomne humain foi a obra em que Chardin procurou realizar tal programa. A obra termina com a seguinte afirmao do valor superior do cristianismo: "De qualquer forma, a Evoluo infunde sangue novo s perspectivas e aspiraes crists. Mas a f crist, por seu turno, no destinada e no se apresta a salvar at mesmo a mudar a evoluo?... No presente momento, o cristianismo representa a nica corrente de pensamento suficientemente audaz e progressiva para abraar prtica e eficazmente o mundo, em um abrao completo e indefinidamente perfectvel, no qual a f e a esperana se consumam na caridade. Somente ele absolutamente s ele sobre a Terra moderna se mostra capaz de sintetizar em um s ato vital o todo e a pessoa. Somente o cristianismo pode-se inclinar, no apenas servir, mas tambm a amar o formidvel movimento que nos arrasta. Isso no significa outra coisa seno que ele satisfaz a todas as condies que ns temos o direito de exigir de uma religio do futuro e que, portanto, atravs dele que passa enfim, verdadeiramente, o eixo principal de evoluo". A inteno declarada de Chardin, em toda a sua obra, elaborar uma viso csmica que abarque em um s olhar tanto o mundo da cincia quanto o da f. Examinemos este axioma. O axioma nmero um refere-se evoluo. Esta, segundo Chardin, no uma hiptese, mas sim uma verdade certssima: "Para muitos, a evoluo outra coisa no que o transformismo; e o transformismo, por sua vez, outra coisa no que a velha hiptese Darwinista, to local e caduca quanto a concepo laplaciana do sistema solar. So verdadeiramente cegos aqueles que no se do conta da amplitude de um movimento cuja rbita, ultrapassando infinitamente as cincias naturais, ganhou e invadiu sucessivamente a qumica, a fsica, a sociologia e at mesmo as matemticas e histria das religies. Um aps outro, todos os domnios do conhecimento humano se movimentam, arrastados por uma nica corrente de fundo, em direo ao estudo de algum desenvolvimento. A evoluo uma teoria, um sistema, uma hiptese?... Exatamente: mas, muito mais que tudo isso, uma condio geral qual devem se dobrar e satisfazer, para ser pensveis e verdadeiras, todas as teorias, todas as hipteses, todos os sistemas. Uma luz que aclara todos os fatos, uma curva que todas as linha devem seguir: eis o que a evoluo:

Segundo Chardin, a evoluo a maior descoberta do sculo passado e de todos os tempos, na medida em que nos coloca em condies de entender a histria, seja a passada, seja a futura. Ao juzo de Chardin a evoluo no est absolutamente em conflito com o cristianismo; ao contrrio, um argumento muito forte a seu favor, porque a evoluo deve passar atravs do cristianismo.

Os estudos cientficos conduzira Teilhard de Chardin a uma profunda meditao sobre o problema da evoluo, origem de sua obra mais importante, L Phnomne Humain (O fenmeno humano), concluda em 1940, mas s publicada postumamente, em 1955. Em seu pensamento, a evoluo evidente do universo material, que parece esmagar o homem e sua conscincia, visa, na realidade, a realizar a passagem da matria ao esprito, do menos consciente ao mais consciente. O homem o centro e a razo dessa evoluo: sua alma o liga a esse universo, que ela domina, a seus semelhantes e a seu fim ltimo, que Deus. Cincia e religio, longe de se contradizerem, conduzem ambas perfeio intelectual. As implicaes morais e religiosas desse sistema foram desenvolvidas numa srie de obras como Le Milieu divin (1958; O meio divino) e LAvenir de Lhomme (1959; O futuro do homem).

Teilhard de Chardin regressou Frana em 1946, mas ante a impossibilidade de publicar seus textos que circularam em exemplares mimeografados e s foram editados aps sua morte transferiu-se para os Estados Unidos. Ingressou ento na Fundao Wenner-Gren, de Nova York, que patrocinou, nos ltimos anos de sua vida, duas expedies cientficas ao continente africano. Teilhard de Chardin morreu em Nova York, em 10 de abril de 1055.

TEOLOGIA DA LIBERTAO

A experincia cotidiana das comunidades crists latino-americanas que combatem as injustias econmicas, sociais, culturais e polticas, est na origem da chamada teologia da libertao.

A teologia da libertao constitui uma nova interpretao da mensagem evanglica, luz da injustia social. Apesar do nome, no propriamente uma teologia, no sentido de poltica, surgido na Europa na dcada de 1970, depois que o Conclio Vaticano II (1962-1965), examinou o problema das relaes entre a igreja e o mundo moderno. A caracterstica mais inovadora do movimento foi encarar os problemas polticos como base para a interpretao dos textos bblicos.

Reunida na cidade colombiana de Medelln, em 1968, a Conferncia Episcopal Latino-Americana (Celam) foi o grande impulso da teologia da libertao. Analisando a situao social do continente, os bispos consideraram que a igreja tinha como misso continuar a obra de Cristo, enviado ao mundo para "libertar todos os homens de todo tipo de escravido a que os tenha sujeitado o pecado, a ignorncia, a fome, a misria, a opresso e, numa palavra, a injustia e o dio, que tm sua origem no egosmo humano". A conferncia pediu uma teologia e uma catequese que oferecessem "a possibilidade de uma libertao plena e a riqueza de uma salvao integral em Cristo, o Senhor". Entre os principais telogos que a iniciaram e desenvolveram, citem-se Gustavo Gutirrez, Hugo Assmann, Leonardo Boff, J. L. Segundo, Porfirio Miranda, Jos M. Bonino, J. B. Libnio, Segundo Galilia, Eduardo Pironio e A. Lpez Trujillo.

O eixo da teologia da libertao a figura do Cristo libertador, que veio libertar os homens no apenas do pecado, mas tambm de todas as suas conseqncias, inclusive as injustias. Seu mtodo hermenutico deixa de lado as categorias idealistas tradicionais e emprega categorias histricas. A mensagem de salvao interpretada luz das opresses de que o homem precisa ser libertado. Ao narrar a libertao dos hebreus do cativeiro no Egito e sua marcha para a Terra Prometida, o xodo a imagem bblica da mensagem da salvao, e a histria sagrada no algo distinto da histria da humanidade ou superposto a ela, mas sim a interveno de Deus. Um outro elemento importante da teologia da libertao o mtodo de anlise marxista.

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

Algumas obras norte-americanas, escritas contra a teologia da prosperidade, tratam-na como se fosse uma heresia ou uma seita. A posio, , ela no uma seita. Uma seita composta por um grupo bem definido de pessoas, assim como os Testemunhas de Jeov ou os Mrmos, que se chamam cristos, mas negam doutrinas bsicas da Bblia, tais como a trindade e a divindade de Cristo. Na teologia da prosperidade, seus adeptos no negam nenhuma doutrina bsica nem buscam outro fundamento que no seja Cristo e os apstolos. Antes, trata-se de uma forma de compreender a Bblia.

A Teologia da Prosperidade algo novo na histria da igreja. Parece que nada assim j foi visto antes. Mas isso no quer dizer que ele tenha surgido de modo repentino ou aparecido totalmente formado. Como todo movimento, desenvolveu-se com o tempo, e isso significa que tem razes ligadas a pessoas, pocas e lugares diversos.

Pesquisas feitas nos Estados Unidos sobre a teologia revelam que existem duas razes histricas e filosficas da teologia da prosperidade: O pentecostalismo (Barron, 1987; Horn, 1989) e vrias seitas metafsicas do incio do sculo XX, que floresceram na regio de Boston (McConnell, 1988). Dessas duas fontes, o pentecostalismo fornece a base ou o grupo, onde a teologia encontrou a maior parte de seus adeptos, enquanto os pressupostos filosficos propriamente ditos foram fornecidos pelas seitas metafsicas.

Sua doutrina radical com relao com relao ao homem fsico e espiritual. Tendo em vista a Autoridade proftica, como decretar a morte de algum (at mesmo a de um pastor) Segundo Kennth Hagin. Sade e Prosperidade so algo vivido dentro da teologia; a teologia da prosperidade no se cansa de repetir que nem doenas nem problemas financeiros so da vontade de Deus, o cristo que est passando tal coisa ou coisas, ele no tem f ou est em pecado. A Confisso Positiva outra corrente da doutrina da teologia da prosperidade, ela garante a realizao com f dos pedidos desejados pelo cristo, mesmo passando por cima da vontade divina, afirma que sempre positivamente, nunca: "Se Deus quiser!" Isso envolvendo sade ou bem material.

TEOLOGIA DAS RELIGIES

a globalizao das religies com o intuito da integrao dos seus contedos