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Ano IV - Edição XXII Setembro / Outubro 2012 www.sogoes.com.br stamos sentindo nos últimos tempos, uma gigantesca dificuldade de nos reunirmos, para congressos médicos, eventos médicos, mini meetings com jantar e professores de fora, reuniões convocadas pelos órgãos que nos representam como: CRM, AMES, SINDICATO, SOGOES e outros mais. A baixíssima frequência de colegas nestes eventos, tem desestimulado os diretores destas associações a fazê-los, já que seus custos e trabalho para organiza-lo são geralmente enorme. Isto tem prejudicado por demais a nossa profissão, tanto do ponto de vista cientifico, como em relação a defesa profissional. Em recente evento de altíssimo EDITORIAL A importância da presença de colegas em eventos de nossa classe nível cientifico, mesmo com patrocínio da inscrição por laboratórios, isto é, o colega só entraria apenas com sua presença, notei um número muito pequeno de colegas de nossa região. Eventos de nossa classe, para defesa profissional, luta por salários compatíveis com o nosso grau de responsabilidade e conhecimento cientifico, tem apresentado um número reduzidíssimo de colegas que não atingem nem a 5% dos que deveriam estar presentes. A minoria decide pela outra grande maioria silenciosa e não participativa, os destinos de fundamental importância em nosso exercício profissional. Além disso a nossa área de E atuação está sendo empoderada por outros profissionais, fruto do descaso com que tratamos a nossa ginecologia e obstetrícia. Colegas, faço um apelo para que compareçam nestes eventos, e que no ano de 2013 tenhamos uma forte participação, mantendo os nossos dirigentes com a devida responsabilidade e forte animação para comandar as nossas instituições, que são, no meu entender, de extrema importância para a nossa vida profissional e financeira. Dr. Henrique Zacharias Borges Filho Presidente da Sogoes (Gestão 2012/2013) 9912260175/2010-BR/ES SOGOES ssas evidências abaixo contribuíram para que recentemente o U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovasse o Qlaira como o primeiro e único AHOC (Anticoncepcional hormonal oral combinado) com indicação para o tratamento do SMIP nos Estados Unidos. Um estudo mostrou que a associação VE2/DNG leva a maior redução do sangramento de privação, com taxa de amenorreia de 19,4%, e menor número de episódios de sangramento em comparação a outra formulação contendo etinilestradiol (EE) 20 Sangramento Menstrual Intenso e Prolongado (SMIP) mcg/levonogestrel (LNG)100 mcg. A eficácia do Qlaira no controle do SMIP foi demonstrada em um estudo randomizado, multicêntrico e placebo-controlado, onde se observou uma maior taxa de sucesso quando comparado ao placebo (63,6% versus 11,9%; respectivamente). Outro estudo duplo-cego, randomizado e placebo-controlado com contraceptivos contendo VE2/DNG demonstrou uma redução na perda menstrual em pacientes com SMIP de 69,4%, enquanto o placebo reduziu em 5,8%. Houve também E uma melhora significativa nos parâmetros do metabolismo do ferro nas pacientes tratadas com VE2/DNG e não com placebo. Outro estudo mostrou uma maior eficácia da associação VE2/DNG em comparação ao placebo com relação à taxa de resposta (43,8% versus 4,2%; p<0,001), redução da perda sanguínea (- 353 ml versus - 130 ml; p<0,001), além da melhora dos níveis de hemoglobina, hematócrito e ferritina em mulheres com SMIP. Fonte: FDA - Food and Drug Admnistration, EUA.

Março/Abril 2012

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  • Ano IV - Edio XXIISetembro / Outubro 2012

    www.sogoes.com.br

    stamos sentindo nos ltimos tempos, uma gigantesca dificuldade de nos reunirmos, para congressos mdicos,

    eventos mdicos, mini meetings com jantar e professores de fora, reunies convocadas pelos rgos que nos representam como: CRM, AMES, SINDICATO, SOGOES e outros mais.

    A baixssima frequncia de colegas nestes eventos, tem desestimulado os diretores destas associaes a faz-los, j que seus custos e trabalho para organiza-lo so geralmente enorme. Isto tem prejudicado por demais a nossa profisso, tanto do ponto de vista cientifico, como em relao a defesa profissional.

    Em recente evento de altssimo

    EDITORIAL

    A importncia da presena de colegas em eventos de nossa classe

    nvel cientifico, mesmo com patrocnio da inscrio por laboratrios, isto , o colega s entraria apenas com sua presena, notei um nmero muito pequeno de colegas de nossa regio. Eventos de nossa classe, para defesa profissional, luta por salrios compatveis com o nosso grau de responsabilidade e conhecimento cientifico, tem apresentado um nmero reduzidssimo de colegas que no atingem nem a 5% dos que deveriam estar presentes. A minoria decide pela outra grande maioria silenciosa e no participativa, os destinos de fundamental importncia em nosso exerccio profissional.

    Alm disso a nossa rea de

    E atuao est sendo empoderada por outros profissionais, fruto do descaso com que tratamos a nossa ginecologia e obstetrcia.

    Colegas, fao um apelo para que compaream nestes eventos, e que no ano de 2013 tenhamos uma forte participao, mantendo os nossos dirigentes com a devida responsabilidade e forte animao para comandar as nossas instituies, que so, no meu entender, de extrema importncia para a nossa vida profissional e financeira.

    Dr. Henrique Zacharias Borges FilhoPresidente da Sogoes

    (Gesto 2012/2013)

    9912260175/2010-BR/ES

    SOGOES

    ssas evidncias abaixo contriburam para que recentemente o U.S. Food and

    Drug Administration (FDA) aprovasse o Qlaira como o primeiro e nico AHOC (Anticoncepcional hormonal oral combinado) com indicao para o tratamento do SMIP nos Estados Unidos.

    Um estudo mostrou que a associao VE2/DNG leva a maior reduo do sangramento de privao, com taxa de amenorreia de 19,4%, e menor nmero de episdios de sangramento em comparao a outra formulao contendo etinilestradiol (EE) 20

    Sangramento Menstrual Intenso e Prolongado (SMIP)mcg/levonogestrel (LNG)100 mcg.

    A eficcia do Qlaira no controle do SMIP foi demonstrada em um estudo randomizado, multicntrico e placebo-controlado, onde se observou uma maior taxa de sucesso quando comparado ao placebo (63,6% versus 11,9%; respectivamente). Outro estudo duplo-cego, randomizado e placebo-controlado com contraceptivos contendo VE2/DNG demonstrou uma reduo na perda menstrual em pacientes com SMIP de 69,4%, enquanto o placebo reduziu em 5,8%. Houve tambm

    E uma melhora significativa nos parmetros do metabolismo do ferro nas pacientes tratadas com VE2/DNG e no com placebo. Outro estudo mostrou uma maior eficcia da associao VE2/DNG em comparao ao placebo com relao taxa de resposta (43,8% versus 4,2%; p

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    Padres de cuidados maternos e neonataisPreveno de defeitos do tubo neural: gesto integrada da gravidez e do partoDepartamento para Promoo de Gestao Segura

    s defeitos do tubo neural representam uma das malformaes congnitas mais comuns em recm-nascidos

    em todo o mundo. Constituem um grupo heterogneo de distrbios que ocorrem durante as primeiras semanas de gestao. Apesar dessas caractersticas, atualmente h orientaes para sua preveno, diagnstico e tratamento pr-natal, bem como inmeras possibilidades de tratamento e reabilitao aps o nascimento.

    Este artigo versa sobre as boas prticas em sade materna e perinatal, enfatizando a importncia da suplementao com cido flico a todas as mulheres tanto no perodo pr-concepcional como nos trs primeiros meses da concepo. Essa padronizao est bem estabelecida em todo o mundo, estando relacionada melhoria dos resultados reprodutivos, como reduo de abortamentos, prematuridade, malformaes congnitas e descolamento prematuro da placenta. Outro aspecto importante discutido pelos autores a necessidade de aconselhamento gentico reprodutivo a casais que tiveram filhos portadores de defeitos do tubo neural com o objetivo de orient-los pela possibilidade de recorrncia e adoo de medidas preventivas.

    Apesar de ser um tema consagrado, o assunto emerge com grande importncia em funo da dinmica populacional, como padres nutricionais, caractersticas reprodutivas e impacto na ocorrncia de doenas das medidas preventivas. Saliente-se que em aproximadamente 95% dos casos no se conhece a causa

    exata desses defeitos, sendo a ocorrncia predominante em casais sem fatores de risco. Entretanto, o risco de recorrncia de 1 em cada 33 casais, com uma gravidez afetada, e 1 em 10 para aqueles com duas gestaes afetadas. Irms da mulher com uma criana afetada tm risco de 1 em 100 e irms de um homem com uma criana afetada, de 1 em 300. Deficincias de cido flico e zinco tm sido propostas como possveis causas, como tambm diabetes materno, uso abusivo de lcool, medicamentos derivados da vitamina A, anticonvulsivantes e hipertermia materna.

    O objetivo primordial desta publicao prevenir os defeitos do tubo neural e de outras anomalias congnitas. Os autores enfatizam a necessidade do estabelecimento de poltica e diretrizes nacionais adaptadas localmente sobre a suplementao de cido flico que devem estar disponveis e corretamente implantadas. Outro requisito importante a disponibilidade e acessibilidade do cido flico, bem como o estabelecimento de programas educacionais para aumentar a conscientizao das mulheres e de toda a comunidade sobre a importncia de seu uso no perodo periconcepcional.

    A aplicao dessas normas estabelecida durante a assistncia pr-natal e consultas de planejamento familiar, recomendando-se, para a preveno de defeitos do tubo neural, a utilizao de 400 mcg de cido flico ao dia por um perodo de dois meses antes da gravidez e, aps o dignstico de gestao, seu uso deve

    ser continuado at o final do terceiro ms de gravidez. Um aspecto particular dessa orientao refere-se a mulheres com antecedente de filhos portadores de defeitos do tubo neural, diabticas ou em uso de anticonvulsivantes orais, as quais devem utilizar 4 mg/dia, ou seja, dez vezes a dose recomendada populao geral. A Federao Brasileira das Associaes de Ginecologia e Obstetrcia (FEBRASGO), por meio do Manual de Teratognese em Humanos (2011), tem-se manifestado favorvel a essa prtica no que se refere a benefcios, doses e momento da sua utilizao. Ressalte-se a suplementao de farinhas, padronizada desde 2002, por meio de normativas governamentais de mbitos federal, estadual e municipal.

    Esta uma das poucas intervenes de sade pblica eficaz na reduo do risco de defeitos do tubo neural e de outras anomalias congnitas, consolidada por meio de estudos clnicos aleatrios e controlados. No entanto, dada a natureza multifatorial das malformaes congnitas, os profissionais de sade devem estar atentos a outros fatores que possam atuar concomitantemente, minimizando o impacto da suplementao de cido flico no perodo periconcepcional.

    Comentrio do artigo:Prof. Dr. Antonio Fernandes Moron

    CRM-SP 37.904Professor titular do Departamento

    de Obstetrcia da Universidade Federal de So Paulo

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    IU-Incontinncia urinria em nmerosncontinncia urinria (IU) atinge 50 milhes de pessoas em todo o mundo e 10 milhes no Brasil onde

    estudos com mulheres com idade entre 45 e 81 anos, mostrou que na media 44,9% delas perdem urina e que a Incontinncia urinria por esforo e de (30,7%) e Urge-incontinncia (14,2%) Incontinncia urinria mista (10%).

    As mulheres entre 20 e 45 anos 20% das mulheres perdem urina, na idade entre 45 e 70 anos 38% das mulheres perdem urina e acima dos 70 anos 49% das mulheres perdem urina.

    Entre atletas nulparas com idade mdia de 19,9 anos, 28% reportaram perda urinria durante a prtica do esporte.

    As mulheres com Incontinncia Urinria de Esforo (IUE) relataram fazer tratamento para Depresso em (5,3%) dos casos, ter medo de perder urina durante a relao sexual (42,2%), sentir constrangimento e tristeza por causa da

    incontinncia (32,1%) e nas paciente com bexiga hiperativa 60% entram em depresso.

    Estudos revelam que 56% das mulheres com IU no buscam auxlio mdico, em 71% porque acham que o problema normal e 9,7% por que acham que no tem cura.

    A mulher incontinente raramente fala sobre o seu problema e, por acreditar no ter cura, muitas sofrem em silncio. Quando questionadas sobre este assunto, muitas vezes procuram omitir seu problema. muito comum a mulher dizer: "se eu perco urina, estou velha".

    Dentre as mulheres com IU uma pequena parte procura atendimento mdico nos seguintes especialistas: 47% consultam o clnico geral; 57% o ginecologista e 23% o urologista. Dentre todos estes 63% no demonstra importar com a IU queixada pela paciente, 69% dos Ginecologistas no tem rotina de perguntar as suas pacientes sobre IU.

    Os custos diretos e indiretos com incontinncia urinria ultrapassam a faixa de US$ 26 bilhes por ano em recente levantamento realizado nos Estados Unidos, acarretando cada vez mais despesas e este aspeto econmico que se vai agravar nos prximos anos, j que se assiste a uma tendncia de maior longevidade populacional principalmente em mulheres.

    Hoje com tratamentos que incluem terapia comportamental, Fisioterapia, e cirurgia da ala se obtm 80% de Cura da Incontinncia Urinria de esforo.

    E a terapia comportamental, Fisioterapia, farmacolgico se obtm 70% de controle da bexiga hiperativa.

    Dr Fabio Leal Laignier BorgesCertificado de Cistoscopia e Urodinmica da

    Febrago 2001Coordenador do Servio de Urodinmica da

    Residncia Mdica em Ginecologia e Obstetrcia da Santa Casa de Misericrdia de Vitria

    Presidente da Comisso Nacional de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da Febrasgo 2011 - 2014

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    ABDOMEN AGUDO GINECOLOGICO: gravidez ectpicagravidez ectpica resultado da implantao embrionria fora do tero. A localizao mais

    importante, pela alta frequncia, na tuba uterina, sendo que a regio ampolar responde por cerca de 80% do casos. A ocorrncia em outros stios mais rara, sendo apenas de 1,4% no abdmen e 0,2% no ovrio.

    A invaso trofoblstica ocorre principalmente no lmen da tuba, atingindo progressivamente a lamina prpria, a camada muscular e, posteriormente o peritoneo visceral, condio que propricia a rotura tubria.

    A infeco plvica destaca-se como fator de risco mais importante. Pacientes com historia de salpingite, apresentam probabilidade de ter uma gestao ectpica cerca de 1000 vezes maior que a populao com trompas sadias. A histria de gravidez ectpica anterior outro fator importante de risco. A possibilidade de nova gestao ectpica seria de 10 a 25% naquelas pacientes que j apresentaram esta afeco anteriormente.

    Dentre as causas predisponentes, temos as cirurgias tubrias prvias. Outros fatores de risco seriam: DIU, tabagismo, idade avanada, cirurgia abdominal prvia, mal formaes uterinas, induo da ovulao com clomifeno ou gonadotrofina.

    Como a distensibilidade tubria pequena, o embrio pode ser expelido para a cavidade abdominal (abortamento tubrio) ocasionando hemoperitonio ou gravidez abdominal. Caso o embrio permanea na tuba, seu crescimento acarretar a rotura da

    por videolaparoscopia ou por laparotomia.

    O quadro clinico agudo, devido a presena de sangue na cavidade abdominal, confirma a indicao cirrgica, que devera ser realizada o mais precocemente possvel, para ser mais conservadora e de menor risco.

    Quando o dano a tuba no for muito extenso, pode-se optar pela conduta conservadora, com a retirada do contedo gestacional, cuidados de hemostasia e lavagem exaustiva da cavidade para profilaxia de aderncias plvicas. Entretanto, nos casos de leso tubaria extensa, a salpingectomia obrigatria. A conduta cirrgica conservadora quase sempre possvel nas situaes de abortamento tubrio, com retirado do contedo gestacional, hemostasia e lavagem exaustiva da cavidade.

    Quanto mais precocemente o tratamento adequado for institudo, melhor o prognostico do abdmen agudo hemorrgico por gravidez ectpica. Cerca de 80% das pacientes submetidas ao tratamento cirrgico podem ter futura gestao tpica, enquanto as restantes, 20%, so mais suscetveis a apresentar outro episodio de gravidez ectpica.

    Autores: Fernanda Alves Barbosa R2 do HSCMVAlice Schultes Camargo R3 do HSCMV

    Prof: ANTONIO CHAMBO FILHO

    Bibliografia a disposio:[email protected]

    [email protected]

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    mesma, determinando sangramento intracavitrio. Em ambas as situaes, a perda sangunea para a cavidade abdominal e para a cavidade uterina pode ser de grande intensidade. Instala-se quadro de hemoperitonio e irritao peritoneal associados a alteraes hemodinmicas, alm de sangramento pela vagina. A paciente pode apresentar, progressivamente, sinais de fraqueza, tontura, sincope, perda da conscincia, choque e morte.

    A gestao ectpica a principal causa de morte hemorrgica no primeiro trimestre da gestao. Descreve-se, raramente, a gravidez ectpica tubaria bilateral. Situao que dificulta o diagnstico clnico.

    O diagnstico se completa com exame fsico e exames complementares. O teste imunolgico para gravidez (BHCG plasmtico) positivo auxilia no diagnstico, principalmente se associado a ultrassonografia, demonstrando ausncia de imagem na cavidade uterina.

    O tratamento do abdmen agudo hemorrgico pela gravidez ectpica cirrgico. Entretanto se a paciente apresenta repercusso hemodinmica importante ou se estiver em choque, deve-se estabilizar o quadro clinico antes da interveno cirrgica.

    A indicao cirrgica pode ser necessria para a confirmao da hiptese diagnstica e ter funo teraputica, alm da preveno de sequelas tardias. Inicialmente dependendo do quadro clinico deve-se decidir pela via de acesso, que pode ser

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    EXPEDIENTEAssociao de Ginecologistas e Obstetras do Esprito SantoAv.Nossa Senhora da Penha, 565, salas 1009-1012 - Ed. Royal Center, Santa Lcia, Vitria/ES - CEP: 29056-923 - [email protected]: (27) 3227-4468 / 8806-4468 | Telefax: (27) 3325-1765

    Diretoria 2012/2013Presidente: Dr. Henrique Zacharias Borges FilhoVice-Presidente: Dr. Antnio Chamb FilhoSecretrio Geral: Dr. Justino Mameri FilhoSecretrio Adjunto: Dra. Margareth Dantas Constantino Spelta

    Diretor Financeiro: Dr. Tolentino Ferreira de Freitas FilhoDiretor Financeiro Adjunto: Dr. Yulo Cesare de Castro AlvesDiretor Cientfico: Dr. Aristteles Maurcio Garcia RamosDiretor de tica e Defesa Profissional: Dr. Aron Stephen SouzaDiretor Social: Dra. Chiara Musso Ribeiro de Oliveira SouzaSecretrios:Maria Eugnia SantAnna Bonesi/Mrcio Luiz Intra

    Jornal Sogoes - Associao de Ginecologistas e Obstetras do ES

    Diagramao: Raiz Comunica (27) 3317-2552 - (27) 9939-0771Tiragem: 1200 exemplares

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    ravidez ectpica a implantao do ovo fora da cavidade corporal do tero. Em 95% das vezes, ocorre

    na tuba uterina e, em 80% desses casos, na regio da ampola da tuba. A gravidez ectpica fora da tuba uterina um evento raro.

    Existem fatores de risco bem estabelecidos e que devem ser conhecidos para suspeio diagnstica: - Antecedentes de doena inflamatria plvica aguda (DIPA), - Cirurgia tubria prvia, - Uso de dispositivo intrauterino (DIU), - Gravidez ectpica prvia e Procedimentos de reproduo assistida.

    Clinicamente, a apresentao clssica a TRADE de atraso menstrual (75-95% dos casos), dor abdominal (aproximadamente 100% dos casos) e sangramento genital (60-90% dos casos).

    Ao exame fsico, as alteraes acompanham a gravidade do caso e dependem do volume de sangramento j ocorrido. Em casos de gestao ectpica ntegra, habitualmente se encontra apenas a dor da palpao da pelve e da fossa ilaca, acompanhada de sangramento genital escuro e discreto, com colo uterino imprvio. O tero pode estar amolecido e geralmente menor do que o esperado para a idade gestacional.

    J nos casos com rotura e sangramento, ocorre dor abdominal localizada ou generalizada, com descompresso brusca dolorosa e sinais de hipovolemia, com hipotenso postural ou absoluta, anemia, palidez cutnea, taquicardia, nuseas e vmitos. O frnice vaginal posterior pode estar particularmente doloroso palpao, caracterizando o grito de Douglas. Massas anexiais so palpveis em apenas 50% dos casos.

    Feita a suspeita de gestao ectpica, deve-se obter uma dosagem srica da frao beta da gonadotrofina corinica humana (B-hCG) e ultrassonografia transvaginal da pelve.

    A nica imagem ultrassonogrfica patognomnica que faz diagnstico de gestao ectpica o achado de embrio com batimentos cardacos presentes fora da cavidade corporal do tero. Infelizmente, essa imagem encontrada em 15%a 28% dos exames apenas. A imagem mais frequentemente encontrada

    GRAVIDEZ ECTPICA a formao anexial slida complexa, achado de 19% a 89% dos exames, que corresponde a hematossalpinge ou hematoma plvico.

    O tratamento clnico pode ser expectante ou medicamentoso, e o tratamento cirrgico pode ser radical ou conservador. O tratamento cirrgico radical consiste na salpingectomia. O tratamento cirrgico conservador corresponde resseco segmentar da tuba com anastomose das pores remanescentes ou, ento, salpingostomia, em que se realiza inciso na poro livre da tuba para resseco do contedo trofoblstico. O tratamento clnico expectante s pode ser empregado em caso nos quais h indcio de regresso espontnea da gestao ectpica. O tratamento medicamentoso consiste na utilizao do quimioterpico metotrexato, um antagonista do cido flico altamente txico a tecidos em rpida replicao, usado para destruir o tecido trofoblstico e induzir a absoro da gestao ectpica por processo

    G cicatricial. Para minimizar as falhas, props-se o ndice de Elito-Camano, com o intuito de selecionar o grupo de pacientes que viro a se beneficiar do tratamento medicamentoso, ndice este constitudo por cinco parmetros. (ver quadro).

    A maioria das pacientes com nota superior a 5 evoluram com sucesso (95%), enquanto todas com notas iguais ou inferiores a 5 evoluram com fracasso. Assim, o ndice ajuda-nos a escolher os melhores casos para o tratamento medicamentoso. Caso a nota seja superior a 5, pode-se indicar o tratamento medicamentoso com dose nica de metotrexato (50 mg/m2 IM), com grande probabilidade de sucesso, minimizando a falha dessa teraputica. Por outro lado, se o ndice prognstico for inferior ou igual a 5, o insucesso dessa conduta com dose nica de MTX (50 mg/m2 IM) muito provvel e, nessas circunstncias, deve-se optar por outras condutas resolutivas.

    Dra Andressa Moulin M. de C. NolascoMdica Residente de Ginecologia e Obstetrcia - UFES

    [email protected] Henrique Zacarias Borges Filho

    Professor adjunto IV da [email protected]

    Nota > 5 --> 95% de sucesso no tratamentoNota 5 --> Tratamento clnico contra-indicado

    NDICE DE ELITO-CAMANO

    Parmetro

    B-hCG (mUI/ml)Aspecto da imagem

    Dimetro da massa (cm)Doppler colorido

    Pontuao0

    >5000Embrio vivo

    >3,0Risco elevado

    Pontuao1

    1500-5000Anel tubrio

    2,6-3,0Risco mdio

    Pontuao2

  • Suplementa a vida da gestante.

    Antes da concepoA suplementao de 400 g/dia de cido flico em polivitamnicos pode prevenir em

    (1,2,3,4)at 70% os casos de DNT.*

    Na gestaoA decincia de vitamina B2 pode estar associada a baixo peso ao nascer, defeitos

    (3,4)congnitos e morte fetal.

    Na lactaoA decincia de micronutrientes da me pode afetar a composio do leite materno e consequentemente o

    (5)estado nutricional do beb.

    (7)

    Gestao de 12 Meses.

    NATELE polivitamnico e poliminerais Reg.MS 1.0020.0112. Indicaes: NATELE um suplemento vitamnico-mineral indicado para uso durante o perodo pr-gestacional, de gravidez e lactao. Contraindicaes: Histria de hipersensibilidade comprovada a qualquer um dos componentes de sua formulao. Precaues: NATELE no indicado para o tratamento de anemia perniciosa e no deve ser utilizado

    em pacientes portadores dehipervitaminose A e/ou D, insucincia renal, hemossiderose, hipercalcemia e hipercalciria. NATELE no deve ser utilizado por perodos prolongados aps a gravidez e/ou lactao. Interaes medicamentosas: As formulaescontendo ferro no devem ser utilizadas com tetraciclinas, ou deve-se respeitar um intervalo mnimo de 2 horas entre a administrao dos medicamentos. NATELE no deve ser

    administrado em pacientes com doena de Parkinson queesto utilizando levodopa. Reaes adversas: Em casos pouco freqentes pode ocorrer, constipao, nuseas e/ou vmito, dor abdominal/clicas, queimao/reuxo cido, diarria, desconforto abdominal, atulncia, urticria,inchao facial, respirao difcil/ruidosa, avermelhamento na pele, exantema, bolhas e choque. Possveis interferncias em exames laboratoriais: A ingesta do cido ascrbico pode interferir: no teste de screening para pesquisa deacetaminofeno na urina; com nveis de carbamazepina ao mtodo de Ames, quando ingesta acima de 500 mg/dia; nos resultados falso-negativos do teste de sangue oculto nas fezes, quando ingesta acima de 1 g/dia; com o teste deglicose no sangue falso-positivo ao mtodo de reduo do cobre e falso-negativo ao mtodo de oxidase. A terapia com ferro dextran pode resultar em falsas elevaes dos nveis de bilirrubina srica. O uso de niacina pode resultar emfalsas elevaes dos nveis de catecolaminas no plasma e na urina, e induzir a reaes falso-positivas

    para a glicose urinria ao teste de sulfato de cobre. Posologia: Ingerir uma cpsula de NATELE ao dia, com ou sem alimentos, ou acritrio mdico. VENDA SOB PRESCRIO MDICA. MATERIAL DESTINADO EXCLUSIVAMENTE AO PROFISSIONAL DA SADE. AO PERSISTIREM OS SINTOMAS O MDICO DEVER SER CONSULTADO.

    Contraindicao: Hiperavitaminose A ou D. Interao medicamentosa: Pacientes com doena de Parkinson utilizando levodopa.Referncias Bibliogrficas: 1. Groenen PM, VAN Rooj IA, Peer PG, et al. Marginal Maternal vitamin B12 status increases the risk offspring with spina bifi da. Am J Obstet Gynecol 2003; 191(1):11. 2. Groenen PM, Peer PG, Wevers RA, Swinkels DW, Franke B. Mariman EC et al. Maternal myoeinositol, glucose and zinc status is associated with the risk of offspring with spina bifi da. AM J Obstet Gynecol 2003: 189 (6): 1713-9. 3. Dutra-de-Oliveira JE, Manchini JS. Cincias Nutricionais. So Paulo: Sarvier; 1998. 4. Accioly E Saunders C, Lacerda EMA. Nutrio em Obstetrcia e Pediatria. Rio de Janeiro: Cultura Mdica; 2002. 5.Allen LH. Multiple micronutrientes in pregnancy and lactation: na overview. Am J. Clin. Nutr. 2005 May; 81 (5) 1206S-1212S. Review. 6. JonesWj 3rd, Francis JJ Softgels: consumer perceptions and market impact relative to other oral dosage forms. Adv. Ther. 2000 Sp-Oct; 17(5): 231-21. 7. Peixoto S. Preconcepo: Conceito e Importncia. In Peixoto S (Ed). Preconcepo:Gravidez de 12 meses. So Paulo: Roca 2009.

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