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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL 2016-2020 SALVADOR 2016

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO

INSTITUCIONAL

2016-2020

SALVADOR

2016

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

PDI 2016-2020

Grão – Chanceler

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger

Reitor

Prof. Dr. Pe. Maurício da Silva Ferreira

Superintendente Acadêmica

Profª. Dra. Silvana Sá de Carvalho

Superintendente de Pesquisa e Pós-Graduação

Prof. José Euclimar Xavier de Menezes

Profª. Silvana Sá de Carvalho1

Superintendente Administrativo - Financeiro

Bel. Danilo Sampaio de Assis

1 Ato n. 70, de 5 de novembro de 2015. Disponível em < http://www.UCSal.br/articles/0005/1225/Ato_0070_-

_Silvana_S__de_Carvalho1.pdf >. Acesso 15 novembro 1015.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

PDI 2016-2020

PDI/UCSAL - COMISSÃO GESTORA

• Pe. Maurício da Silva Ferreira-Presidente

• Prof. Danilo Sampaio de Assis

• Profa. Silvana Sá Carvalho

• Prof. José Euclimar Xavier de Menezes

• Prof. Antonio Alberto da Silva Monteiro de Freitas

• Prof. Luis Carlos Almeida de Andrade Fontes

• Prof. Decio Luiz de Faria

• Prof. Giorgio Borghi

• Prof. Silvio Roberto Cirne Bello

• Consultoria externa: Nadia Hage Fialho

• Secretaria:

• José Luis de Lima

• Livia Santos das Dores

• Patricia Faneca Correia

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

PDI 2016-2020

Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a

sociedade muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e

não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da

convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho

senão viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a

distância entre o que dizemos e o que fazemos. (FREIRE, 2008, p. 5)

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

AACR2 Código de Catalogação Anglo-Americano

AC Atividades Complementares

Acopamec Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão

ADS Análise e Desenvolvimento de Sistemas

AUCBA Associação Universitária e Cultural da Bahia (AUCBA)

Ava Ambiente Virtual de Aprendizagem

BDTD Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações

C & T Ciência e Tecnologia

Capes Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

CDPB Centro de Documentação do Pensamento Brasileiro

CDU Classificação Decimal Universal

Cead Centro de Educação a Distância

Cebas Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social

Cedoc Centro de Documentação

Cedom Centro de Documentação e Memória

CES Câmara de Educação Superior

CLT Consolidação das Leis do Trabalho

CNE Conselho Nacional de Educação

CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

COLIVRE Cooperativa de Tecnologias Livres

COMUT Comutação Bibliográfica

CONAES Comissão Nacional de Avaliação da. Educação Superior

CONSEP Conselho de Ensino e Pesquisa

CONSUN Conselho Universitário

CP Conselho Pleno

CPA Comissão Própria de Avaliação

CPC Conceito Preliminar de Curso

CST Curso Superior Tecnológico

DAES Diretoria de Avaliação da Educação Superior

DCN Diretrizes Curriculares Nacionais

DINTER Doutorado Interinstitucional

EaD Educação a Distância

Ecoa Centro de Ecologia e Conservação Ambiental

EFB Eixo de Formação Básica

EFG Eixo de Formação Geral

EJA Educação de Jovens e Adultos

e-MEC Sistema para tramitação eletrônica dos processos de regulamentação.

ENADE Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes

ENEM Exame Nacional do Ensino Médio

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

FAPESB Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia

FIES Fundo de Financiamento Estudantil

Finep Financiadora de Estudos e Projetos

Fundaplub Simulador de crédito universitário

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IBICT Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

IES Instituições de Ensino Superior

IFMA Instituto Federal do Maranhão

IGC Índice Geral de Cursos

Inep

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio

Teixeira

IPPUR Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional

ITCP Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares

Lami Laboratórios de microinformática

LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação

LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias

Lema Laboratório de Estudos e Meio Ambiente

Lev Laboratório de Conservação e Restauração Reitor Eugênio Veiga

LOAS Lei Orgânica da Assistência Social

MCT Ministério Ciência e Tecnologia

ME Matrícula Especial

MEC Ministério da Educação

NAC Núcleo de Assistência às Coordenações

NAD Núcleo de Atendimento aos Discentes

NAE Núcleo de Acompanhamento ao Egresso

NAU Núcleo de Apoio ao Usuário

NDE Núcleo Docente Estruturante

NPJ Núcleo de Prática Jurídica

ONG Organização Não Governamental

PACEL Programa de Cultura, Artes, Esportes e Lazer

PAE Programa de Apoio ao Estudante

PAJ Programa de Assistência Jurídica e Popular

PCCCS Plano de Classificação de Cargos e Salários

PDA Pasta Digital do Aluno

PDI Plano de Desenvolvimento Institucional

PED Programa Espaço Docente

PIB Produto Interno Bruto

PIBIC Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica

PIT Plano IndividuaI de Trabalho

Plenus/Ceac Plenus/Centro de Atendimento à Comunidade UCSal

PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

PNCTI Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

PNE Pessoas com Necessidades Especiais

PNE Plano Nacional de Educação

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PNPG Plano Nacional do Sistema de Pós-Graduação

PPC Projetos Pedagógico de Curso

PPI Projeto Pedagógico Institucional

PROEX Pró-Reitoria de Extensão

PROGRAD Pró-Reitoria de Graduação

PROUNI Programa Universidade para Todos

PUC - SP Pontífica Universidade Católica de São Paulo

Redecomep Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa

Remessa Rede Metropolitana de Salvador

RH Recursos Humanos

RIT Relatório Individual de Trabalho

RMS Região Metropolitana de Salvador

RNP Rede Nacional de Ensino e Pesquisa

RTC Regime de Tempo Contínuo

SABIÁ Programa de Sustentabilidade Socioambiental

SAGRES Sistema de Registros Acadêmicos

SAGU Sistema Aberto de Gestão Unificada

SeAD Secretaria Acadêmica Digital

SEI Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais

SEMOC Semana de Mobilização Científica

SEPLAN Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia

SGC Secretaria Geral de Cursos

SINAES Sistema Nacioanal de Avaliação do Ensino Superior

SNPG Sistema Nacional de Pós-graduação

SPPG Superintendencia de Pesquisa e Pós-Graduação

TCC Trabalho de Conclusão de Curso

TE Transferência Externa

TI Territórios de Identidade

TIC Tecnologias de Informação e Comunicação

UCSal Universidade Católica do Salvador

UFBA Universidade Federal da Bahia

UFPE Universidade Federal de Pernambuco

UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

UNAFISIO Unidade de Assistência em Fisioterapia

UnB Universidade de Brasília

VDI Virtual Desktop Infraestructure

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Missão e PDI 20

Quadro 2 - Ensino, Pesquisa e Extensão 21

Quadro 3 – Evolução do Quadro Docente por titulação 27

Quadro 4 - Responsabilidade Social 28

Quadro 5 – Comunicação com a sociedade 29

Quadro 6 - Pessoal 30

Quadro 7 - Organização e Gestão 31

Quadro 8 - Infraestrutura Física e Tecnológica 33

Quadro 9 - Bibliotecas 37

Quadro 10 -Laboratórios 39

Quadro 11 - Planejamento e Avaliação 41

Quadro 12 - Atendimento aos Estudantes 43

Quadro 13- Sustentabilidade Financeira 45

Quadro 14- Graduação nos campi-sede UCSal 82

Quadro 15 – Graduação à distância fora de sede (Bacharelado,

Licenciatura e Tecnológico) 85

Quadro 16 – Oferta atual da pós-graduação stricto-sensu 97

Quadro 17 - Novos programas de pós-graduação (stricto-sensu):

programação 98

Quadro 18 - Pós-graduação (lato-sensu) 2013-2015 100

Quadro 19 - Novos cursos de pós-graduação (lato-ensu):

programação 102

Quadro 20 – Infraestrutura física 132

Quadro 21 – Infraestrutura de laboratórios 135

Quadro 22 – Evolução do parque de equipamentos LAMI 136

Quadro 23 – Laboratórios de rede 136

Quadro 24 – Relação estudantes/microcomputadores/campus 137

Quadro 25 – Evolução dos recursos de informática 138

Quadro 26 – Acervo por área de conhecimento 144

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

Quadro 27 – Horário de funcionamento das Bibliotecas 146

Quadro 28 – Quadro de pessoal das Bibliotecas 149

Quadro 29 – Projeção de sustentabilidade financeira 2016-2020 167

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - População residente (em mil), segundo os grupos de Idade –

Bahia e RMS – 2003 a 2013 50

Tabela 2 - Pessoas de 10 anos ou mais de Idade e Valor do rendimento

médio mensal por classes de rendimento mensal – Bahia - 2013 51

Tabela 3 - Famílias residentes em domicílios particulares e Valor do

rendimento médio mensal das famílias residentes em domicílios

particulares, por classes de rendimento mensal das famílias residentes

em domicílios particulares.

52

Tabela 4 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por anos de estudo –

Bahia 2013 55

Tabela 5 - Pessoas de 5 anos ou mais de idade por alfabetização Bahia

2013 em % 55

Tabela 6 - Nível de ensino e rede de ensino – Bahia 2013 57

Tabela 7 - Oferta e demanda do ensino superior 59

Tabela 8 - Titulação do Corpo Docente 122

Tabela 9 - Regime de Trabalho Corpo Docente 122

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

LISTA DE GRÁFICOS E MAPA

Gráfico 1 - Taxa de crescimento do PIB Brasil – 1945 - 2013 53

Gráfico 2 - Taxa de crescimento do PIB – Bahia e Brasil 2003-2013 53

Mapa 1 - Principais Polos Dinâmicos na Bahia 47

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ................................................................................................................... 14

I. PERFIL INSTITUCIONAL .................................................................................................. 16

1.1 BREVE HISTÓRICO ......................................................................................................... 16

1.2 MISSÃO, VISÃO E VALoRES ......................................................................................... 18

1.3 ÁREAS DE ATUAÇÃO ACADÊMICA ........................................................................... 19

1.4.1 Missão e PDI ........................................................................................................ 20

1.4.2 Ensino, Pesquisa e Extensão ................................................................................ 21

1.4.3 Responsabilidade Social ...................................................................................... 28

1.4.4 Comunicação com a sociedade ............................................................................ 29

1.4.5 Pessoal ................................................................................................................. 30

1.4.6 Organização e Gestão .......................................................................................... 31

1.4.7 Infraestrutura Física e Tecnológica ..................................................................... 33

1.4.8 Planejamento e Avaliação .................................................................................... 41

1.4.9 Atendimento aos Estudantes ................................................................................ 43

1.4.10 Sustentabilidade Financeira ............................................................................... 45

II. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL (PPI) ........................................................ 46

2.1 INSERÇÃO REGIONAL ................................................................................................... 46

2.1.1 A dinâmica do desenvolvimento baiano e as oportunidades para ensino, pesquisa

e extensão. ................................................................................................................................ 46

2.1.2 Demografia e renda: demanda potencial e restrições .......................................... 49

2.1.3 Educação, desenvolvimento e oferta e demanda do ensino superior. .................. 54

2.1.4 Demanda e oferta pelo Ensino Superior na Bahia e regiões selecionadas: ......... 58

2.2 DIRETRIZES PEDAGÓGICAS E PRÁTICAS ACADÊMICAS: PRINCÍPIOS

FILOSÓFICOS E TECNICO-METODOLÓGICOS ............................................................... 60

2.3 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA ............................................................... 72

III. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS ....................................................................................... 73

3.1 POLÍTICAS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO ................................................... 73

3.1.1 Graduação ............................................................................................................ 74

3.1.2 Graduação em bacharelado .................................................................................. 75

3.1.3 Graduação em licenciatura .................................................................................. 76

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

3.1.4 Graduação em educação tecnológica ................................................................... 76

3.1.5 Educação à distância (EaD) ................................................................................. 79

3.1.6 Componentes curriculares da graduação ............................................................. 80

3.1.7 Cursos em funcionamento ................................................................................... 82

3.1.8 Abertura de novos cursos (fora de sede) .............................................................. 85

3.1.9 Projetos Pedagógicos de Curso ............................................................................ 86

3.1.9.1 Sistema de avaliação do processo ensino e aprendizagem .................................... 88

3.1.9.2 Trabalho de conclusão de curso (TCC) .............................................................. 88

3.1.9.3 Atividade complementar..................................................................................... 89

3.1.9.4 Atividade prática e estágios ................................................................................ 90

3.1.9.5 Flexibilidade dos componentes curriculares e oportunidades diferenciadas de

integralização dos cursos ................................................................................................... 92

3.1.9.6 Perfil do egresso .................................................................................................... 92

3.1.9.7 Aperfeiçoamento e normalização das atividades acadêmicas ............................... 93

3.2 POLÍTICAS PÓS-GRADUAÇÃO .................................................................................... 94

3.2.1 Pós-graduação stricto-sensu ................................................................................ 95

3.2.2 Pós-graduação lato-sensu .................................................................................... 98

3.3 POLÍTICAS DE PESQUISA ........................................................................................... 108

3.4 POLÍTICAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA .................................................................. 110

3.5 POLÍTICAS DE EXTENSÃO ......................................................................................... 111

3.6 POLÍTICAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL ........................................................ 112

3.7 POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE .......................................... 117

3.8 POLÍTICAS DE PESSOAL ............................................................................................. 120

3.8.1 Perfil do corpo docente ...................................................................................... 120

3.8.2 Composição (titulação, regime de trabalho, experiência acadêmica no magistério

superior e experiência profissional não acadêmica) ............................................................... 121

3.8.3 Desenvolvimento profissional ........................................................................... 122

3.8.4 Plano de carreira ................................................................................................ 122

3.8.5 Critérios de seleção e contratação ...................................................................... 123

3.8.6 Procedimentos para substituição (definitiva e eventual) dos professores do

quadro ..................................................................................................................................... 124

3.9 POLÍTICAS DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO ............................................................. 124

3.9.1 Organização administrativa ............................................................................... 125

3.9.2 Órgãos colegiados: competências e composição ............................................... 125

3.9.3 Órgãos de apoio às atividades acadêmicas ........................................................ 130

3.10 POLÍTICAS DE INFRAESTRUTURA FÍSICA E TECNOLÓGICA .......................... 130

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020

3.10.1 Infraestrutura de TI - acadêmica e administrativa ........................................... 133

3.10.2 Infraestrutura administrativa ............................................................................ 134

3.10.3 Infraestrutura Acadêmica ................................................................................. 134

3.10.4 Laboratórios de Informática ............................................................................ 135

3.10.5 Relação equipamento/estudante ....................................................................... 137

3.10.6 Inovações tecnológicas significativas .............................................................. 139

3.10.7 Laboratórios específicos .................................................................................. 140

3.10.8 Biblioteca ......................................................................................................... 142

3.10.9 Acervo por área de conhecimento ................................................................... 144

3.10.10 Espaço físico para estudos ............................................................................. 145

3.10.11 Pessoal técnico-administrativo da Biblioteca ................................................ 148

3.10.12 Formas de atualização e expansão do acervo ................................................ 149

3.11 POLITICAS DE PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL ................. 149

3.11.1 Metodologias utilizada no processo de autoavaliação ..................................... 154

3.11.2 Instrumentos de coleta de dados ...................................................................... 154

3.11.3 Formas de participação da comunidade acadêmica ......................................... 156

3.12 POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AOS ESTUDANTES ........................................... 158

3.12.1 Programa de apoio pedagógico e financeiro (bolsas) ...................................... 158

3.12.2 Estímulo à permanência (programa de nivelamento, atendimento

psicopedagógico) .................................................................................................................... 162

3.12.3 Organização estudantil (espaço para participação e convivência estudantil) .. 164

3.12.4 Acompanhamento dos egressos ....................................................................... 164

3.13 POLÍTICAS DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA ............................................ 165

3.13.1 Estratégia de gestão econômico-financeira...................................................... 167

3.13.2 Previsão orçamentária e cronograma de execução .......................................... 167

CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 169

REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 170

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 14

APRESENTAÇÃO

Passo, às mãos da comunidade acadêmica da Universidade Católica do Salvador (UCSal), o

Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI UCSal 2016-2020 –, documento-referência

para a nossa caminhada nesses próximos 5 anos. Fruto de um trabalho coletivo que reuniu

todos os setores da UCSal, inaugurou um momento singular na história desta Instituição ao

promover intensa reflexão sobre o planejamento setorial e institucional na vida de uma

universidade, a importância do acompanhamento de suas metas e ações e o próprio sentido de

produzir um documento para além das exigências dos órgãos oficias de educação superior do

País (Decreto n.º 5.773/2006).

Trata-se, pois, de um documento que tem a autoria institucional da UCSal e que representa,

também, a forte convicção com que esta gestão, desde seu início em 2014, defendeu o

processo de reestruturação institucional da Universidade como indissociável do compromisso

das pessoas com o sucesso da missão institucional e com o conhecimento apurado do seu

potencial e das suas fragilidades.

O PDI UCSal 2016-2020 registra dados, informações e projeções somente possíveis em face

dos estudos desenvolvidos no período 2014-2015, coordenados pela Comissão Própria de

Avaliação (CPA/UCSAL), ao atribuir ênfase à Avaliação Institucional e aos parâmetros do

Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) – Lei 10.861/2004 e Portaria

2.051/2004 -, para subsidiar a tomada de decisões Institucionais, frente às exigências dos

processos de gestão acadêmica e administrativa da Universidade. Um processo que contou

com a participação de todas as instâncias universitárias: reitoria, superintendências,

coordenadores de cursos, professores, funcionários técnico administrativos e discentes,

mediante pesquisas avaliativas realizadas em 2014 e 2015, além dos Relatórios Setoriais

encaminhados à CPA, com destaque para as pesquisas realizadas junto aos discentes, em julho

e dezembro dos mesmos anos, durante o procedimento acadêmico da matrícula semestral nos

cursos de graduação, por meio eletrônico, integrando-se ao processo de avaliação

institucional. Tais ações culminaram com a reestruturação e atualização do PDI e PPI, agora

reunidos neste PDI UCSal 2016/2020; o Diagnóstico Institucional Consolidado, de junho de

2014; o Relatório de Autoavaliação Institucional UCSal – Ano Base 2014; e da Proposta para

elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2020, ambos de 2015. Dando

continuidade a essa caminhada, o segundo semestre de 2015 foi, assim, um período de intensa

concentração de esforços, reuniões e encontros com setores e comunidade acadêmica, na

perspectiva de projetar os próximos passos da nossa UCSal.

Finalmente, este é um documento-referência; ou seja, se tem a função de guia às decisões

institucionais, deve também ser ajustado, no seu percurso. É um texto que volta às mãos de

cada um, submetendo-se a reflexões e aprimoramentos, no próprio processo de sua execução.

Isso, o texto não faz por si; somos nós, é tarefa de cada um de nós, esse fazer.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 15

Renovo, assim, o convite de CORAGEM para os encaminhamentos necessários,

DISCIPLINA nos processos organizativos e aquela PACIÊNCIA transformadora e proativa

diante de todas as dificuldades sentidas, em nós, nos outros e nas circunstâncias.

Do vosso servidor,

Prof. Dr. Pe. Maurício da Silva Ferreira

Reitor

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 16

I. PERFIL INSTITUCIONAL

1.1 BREVE HISTÓRICO

A Universidade Católica do Salvador (UCSal) é uma instituição educacional, mantida

pela Associação Universitária e Cultural da Bahia (AUCBA), reconhecida como Universidade

Livre Equiparada (Decreto Federal nº 58/1961) e recredenciada, em 2011, por período de dez

anos (Portaria MEC/CNE nº 1.670/2011).

É uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, de caráter confessional,

comunitário, filantrópico – cultural e assistencial, possuindo, desde a sua criação, relação de

interdependência econômica com a sua Mantenedora, sob o aspecto legal, assistencial,

financeiro, contábil e patrimonial, sendo detentora do Certificado de Entidade Beneficente de

Assistência Social (CEBAS) e dos títulos de utilidade pública municipal, estadual e federal.

Com sede e foro na Cidade de Salvador, Capital do Estado da Bahia, localizada no

Largo da Palma, s/n – Nazaré, Salvador, Bahia, CEP 40.040-170, tem atuação territorial no

Estado da Bahia, organizada sob a forma multicampi: Campus da Federação – Av. Cardeal da

Silva, nº 205, Federação, CEP 40.231-902; Campus da Lapa – Av. Joana Angélica, nº 362,

Nazaré, CEP 40.050-000; Campus de Pituaçu – Av. Prof. Pinto de Aguiar, nº 2589, Pituaçu,

CEP 41.740-090; Campus Vitória da Conquista, Rua Braulino Santos, nº 1157, Candeias,

Vitória da Conquista – Bahia, podendo incluir, futuramente, novas unidades acadêmicas, na

forma do seu Estatuto.

Segunda universidade na Bahia, antecedida apenas pela Universidade Federal da

Bahia (UFBa), instituída em 1946, a UCSal foi implantada em 1961, mediante a justaposição

de escolas, seguindo a tônica dos processos de criação de universidades no Brasil, com a

incorporação da Escola de Serviço Social (1944), Faculdade Católica de Direito (1956),

Faculdade Católica de Filosofia (1952), Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (1953) e

Faculdade de Ciências Econômicas (1960); posteriormente, as duas últimas se desvincularam

da estrutura da UCSal.

A UCSal surgiu em decorrência da preocupação da Igreja Católica, sob os auspícios

do primeiro Grão-Chanceler, D. Augusto Cardeal da Silva, Arcebispo da Bahia e Primaz do

Brasil, de preservar uma identidade e uma unidade de formação do ensino superior inspirada

no ideário cristão.

Em 1972, já contando com os institutos de Filosofia e Ciências Humanas, Teologia,

Letras, Ciências Exatas e Naturais, Música, Escolas de Administração e Serviço Social e

Faculdade de Enfermagem, criou, no seu projeto pedagógico, o 1° Ciclo (Ciclo Básico) de

formação geral, no Convento da Palma, orientado para suprir deficiências evidenciadas pelo

concurso vestibular na formação dos estudantes; orientar para a escolha da carreira; realizar

estudos fundamentais e básicos para ciclos posteriores.

A sua expansão ocorreu, basicamente, por intermédio do ensino de graduação, da

extensão universitária e dos cursos de especialização, como a grande maioria das

universidades brasileiras, principalmente nas áreas das Ciências Humanas e das Ciências

Sociais Aplicadas, com as seguintes unidades de ensino: Institutos de Filosofia e Ciências

Humanas, Ciências Exatas e Biológicas, Letras, Música e Teologia; Faculdades de Educação,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 17

Ciências Econômicas e Contábeis, Direito e Enfermagem e Escolas de Serviço Social,

Engenharia e Administração de Empresas, além de Educação Física (UCSal, Estatuto, 1978,

art. 9º e 66). Posteriormente, foi criado o Instituto de Ciências Exatas e, pelo desligamento da

Faculdade de Ciências Econômicas, surgiu a Faculdade de Ciências Contábeis.

A UCSal viveu, nos anos 90, uma fase de expansão com a promoção de mudanças

significativas, mediante o crescimento e qualificação de recursos humanos da Instituição, da

reestruturação dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação, da consolidação das bases

para o desenvolvimento da pós-graduação e da pesquisa, do incremento das atividades de

extensão e ação comunitária, da modernização das atividades administrativas e da realização

de investimentos em infraestrutura, bibliotecas, informática e laboratórios.

No final dessa década e começos de 2000, a UCSal deu início ao processo de

verticalização do Projeto Pedagógico Institucional (PPI) na direção da pós-graduação stricto-

sensu, criando bases para o desenvolvimento acadêmico-científico, por meio da instalação de

núcleos temáticos e de programas de apoio à pesquisa, assim como da implantação do

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

Inicialmente, foram implantados os Programas de Pós-Graduação em História Social

(UCSal/PUC-SP), em Planejamento Urbano e Regional (UFRJ/IPPUR/UCSal) e em Direito

(UFPE/UCSal), na modalidade mestrados interinstitucionais. A partir de então, foram

instalados programas stricto-sensu promovidos pela própria Universidade, estando,

atualmente, em funcionamento doutorado e mestrado acadêmicos em Família na Sociedade

Contemporânea, em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social, em Políticas Sociais

e Cidadania, e mestrado profissional em Planejamento Ambiental.

Em sintonia com os avanços no campo científico-acadêmico, a UCSal ampliou,

também, a infraestrutura físico-acadêmica com a construção da segunda etapa do campus de

Pituaçu, com a inauguração do Centro de Ensino Cardeal Dom Avelar Brandão Villela,

expandindo a sua estrutura multicampi em Salvador.

Em março de 2009, a UCSal foi avaliada pela Comissão de Avaliação Externa do

MEC/INEP, para fins de Renovação de Recredenciamento da Universidade, conforme

estabelecido pela legislação vigente. Em Parecer Final, a Comissão de Avaliadores foi

favorável ao Recredenciamento da Universidade por 10 anos.

Ao completar 50 anos de existência, em 2010, a UCSal já contava com mais de 60.000

profissionais formados das diversas áreas do conhecimento; mais de 50 opções de cursos

de graduação (licenciatura e bacharelado) em todas as áreas do conhecimento,

distribuídos em seus 5 campi (Pituaçu, Federação, Lapa, Garibaldi e Carlos Gomes), dotados

de infraestrutura de bibliotecas, laboratórios de microinformática; laboratórios de áreas

específicas; auditórios; quadras esportivas; um acervo com 336.154 exemplares de livros,

6.053 periódicos; 5.251 multimeios e 626 documentos eletrônicos; um doutorado e quatro

mestrados, aprovados e recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal

de Nível Superior (CAPES).

No que se refere à extensão, a inquestionável relevância social da Universidade

decorrente do forte compromisso com a sociedade viu-se concretizada nos diversos programas

e projetos de extensão e ação comunitária, tais como: programa de Apoio ao Estudante;

projeto Economia dos Setores Populares; programa de Educação e Cidadania/Educação

de Jovens e Adultos; projeto de Assistência Jurídica e Social; programa de Assistência

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 18

Jurídica e Popular (PAJ); programa UCSal nos Bairros/Projeto de Apoio ao

Desenvolvimento Sustentável de Itapagipe; oficinas de Criatividade Infanto-Juvenil — além

dos respectivos subprojetos e do funcionamento da Unidade de Assistência em Fisioterapia

(Unafisio), no campus de Pituaçu, e do Núcleo de Prática Jurídica, no campus da

Federação, com ações voltadas para o atendimento gratuito do público interno e da

população de bairros periféricos de Salvador, espaços de aprimoramento da prática

profissional dos estudantes da graduação, com oferta de vagas para estágio curricular.

Para a gestão de 2011 – 2015, a UCSal apresentou, no PDI, uma proposta de expansão

na oferta de cursos de graduação: Biomedicina, Nutrição, Engenharia Química, Engenharia

Mecânica, Engenharia de Software, Arquitetura e Urbanismo.

Atualmente, a UCSal congrega 9.731 (nove mil e setecentos e trinta e um) estudantes,

386 funcionários e 452 professores entre doutores, mestres e especialistas; oferta 27 cursos de

graduação (incluindo licenciaturas) e 3 cursos de graduação tecnológica; 4 mestrados, 2

doutorados, 35 (trinta e cinco) grupos de pesquisa cadastrados na base de dados do Diretório

de Pesquisa do CNPq mediante a oferta de 75 (setenta e cinco) Bolsas de Iniciação Científica,

sendo 19 (dezenove) do CNPq, 40 (quarenta) da FAPESB e 16 (dezesseis) da UCSal, além

do desenvolvimento de vários projetos de pesquisa em andamento, estes de caráter nacional e

internacional, apoiados por agencias de fomento. Integram os 35 grupos de pesquisa, 193

docentes-pesquisadores e 239 estudantes em 13 áreas do conhecimento.

A UCSal possui 37 cursos de especialização e MBA, distribuídos em 3 campi na

cidade de Salvador (Pituaçu, Federação e Lapa), dotados de laboratórios de uso específico dos

cursos, laboratórios de informática, auditórios, quadras de esportes, bibliotecas, clínica de

Fisioterapia e Núcleo de Prática Jurídica, além de desenvolver projetos e cursos de extensão;

além disso, o Sistema de Bibliotecas encontra-se composto por 1 Biblioteca Central, 3

Bibliotecas setoriais e 1 Memorial, onde cada campus possui sua própria Biblioteca, com

acervo especializado nas respectivas áreas dos cursos.

1.2 MISSÃO, VISÃO E VALORES

MISSÃO

Formar, pelo amor à busca da verdade, cidadãos éticos e profissionais comprometidos

em servir ao ser humano e colaborar com o desenvolvimento social através da excelência no

ensino, pesquisa e extensão.

VISÃO

Ser referência nacional e internacional como universidade comunitária, reconhecida

pela excelência acadêmica e comprometida com o desenvolvimento regional.

VALORES

Abertura à transcendência e amor à investigação da verdade.

Ética nas relações pessoais, sociais e institucionais.

Valorização e cuidado com a relação educacional.

Transparência administrativa e acadêmica.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 19

Sustentabilidade e responsabilidade sócio ambiental.

Autonomia colaborativa e gestão participativa.

Contribuição com o desenvolvimento integral da pessoa.

1.3 ÁREAS DE ATUAÇÃO ACADÊMICA

A UCSal atua nas áreas do ensino superior, da pesquisa e da extensão, posto ser uma

instituição educacional com status de universidade, desde a sua criação e reconhecimento

(1961), recredenciada como tal por período de dez anos, a partir de 2011 (Portaria MEC/CNE

nº 1.670/2011). Nesse sentido, a Universidade integra o conjunto das instituições

universitárias do País, que se caracterizam por serem pluridisciplinares e pela

indissociabilidade das atividades de ensino, pesquisa e de extensão.

As áreas de atuação acadêmica da UCSal compreendem a oferta de formação de nível

superior em todos os níveis (graduação nas modalidades licenciaturas, bacharelados e

tecnológicos, em regime presencial, semipresencial e à distância; e a pós-graduação, lato

sensu – especialização e MBA - e stricto sensu – mestrado e doutorado), o desenvolvimento

da pesquisa (da iniciação científica aos grupos de pesquisa institucionalizados) e da extensão

(programas, cursos, eventos, serviços à comunidade interna e externa, entre outros).

A partir de 2015, conforme seu novo Estatuto, a UCSal adotou uma nova organização

didático-científica, definida à base de Centros de Ensino, Pesquisa e Extensão, constituídos e

estruturados por áreas de conhecimento, de que resultam os seus cursos de graduação e de

pós-graduação afins, com o objetivo de fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e

extensão e assegurar maior interação interdisciplinar e verticalizada (entre a graduação e a

pós-graduação) no desenvolvimento das atividades acadêmicas.

Os Centros destinam-se a atender às diversas áreas do conhecimento humano,

compreendendo os diferentes ramos das ciências e das habilitações profissionais compatíveis

com as exigências da realidade sociocultural, ambiental e tecnológica do País. No desenho

dos Centros da UCSal, as áreas de atuação acadêmica se expressam assim:

I – Centro de Educação, Cultura e Humanidades – Cursos de Educação Física

(licenciatura), Filosofia, Serviço Social, História, Matemática, Pedagogia, Letras (Inglês

e Português), Música (Piano e Violão) e Teologia;

II – Centro de Engenharias e Ciências Tecnológicas – Cursos de Engenharia Civil,

Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia de Software, Análise e

Desenvolvimento de Sistemas;

III – Centro de Ciências Naturais e da Saúde – Cursos de Enfermagem, Fisioterapia,

Gastronomia, Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física (bacharelado) e

Nutrição; e

IV – Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Cursos de Direito, Geografia, Arquitetura,

Administração, Recursos Humanos, Ciências Contábeis e Comunicação.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 20

1.4 OBJETIVOS E METAS

1.4.1 Missão e PDI

Quadro 1 – Missão e PDI

OBJETIVO: Promover e divulgar permanentemente a missão, princípios e

valores institucionais em toda a comunidade interna e externa

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Disseminar

continuamente a

Missão

Institucional em

toda a

comunidade

acadêmica

- Publicar a Missão Institucional e

seus princípios e valores nos

espaços de convivência acadêmica,

administrativa e de gestão

X X X X X

- Fazer constar a Missão e seus

princípios e valores como

referência primeira nos

documentos institucionais

X X X X X

Propagar a Missão, os princípios e

valores institucionais nos diversos

eventos da Universidade

X X X X X

Estabelecer

mecanismos de

acompanhamento

das políticas

definidas no PPI,

nos PPC e nos

demais projetos

acadêmicos.

Estabelecer indicadores de

coerência das propostas do PDI

com os demais projetos

institucionais e da gestão

acadêmica.

X

Promover encontros semestrais

com vistas a articulação contínua

entre o PDI, o PPI e o PPC e as

políticas de ensino, pesquisa e

extensão e gestão acadêmica.

X X X X X X X X X X

Acompanhar

semestralmente o

cumprimento do

cronograma do

PDI

Realizar reuniões semestrais de

acompanhamento das ações

definidas no PDI com as pro-

reitorias e suas coordenações.

X X X X X X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 21

1.4.2 Ensino, Pesquisa e Extensão

Quadro 2 - Ensino, Pesquisa e Extensão

OBJETIVO: Buscar a excelência no ensino, pesquisa e extensão, ampliando a

produção, inovação e difusão cientifica, tecnológica e cultural.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

100% da oferta

de pós-

graduação

stricto-sensu

alinhada ao

campo temático

da oferta da

graduação

Realização de estudo

(diagnóstico) sobre o panorama

atual da oferta da pós-graduação

stricto-sensu e proposição de

diretrizes para o alinhamento da

formação acadêmica universitária

X

Desenvolvimento de novas

propostas de pós-graduação

stricto-sensu

X X X X X

Ampliação de vagas para

mestrandos e doutorandos

ingressantes

X X X X X

Análise dos dados e informações

do cadastro de estudantes da pós-

graduação

X X X X X

100% dos grupos

de pesquisa

institucionais

cadastrados no

CNPq

Promoção de condições para

melhoria da produção científica

qualificada de estudantes e

docentes

X X X X X

Levantamento do panorama atual

dos grupos de pesquisa,

identificação dos grupos de

natureza institucional,

composição do quadro de

pesquisadores, indicadores de

produção, alinhamento com a

oferta da pós-graduação stricto-

sensu, potencial de captação de

recursos para pesquisa, pós-

graduação ou desenvolvimento

de produtos e ou serviços,

aplicabilidade de resultados etc.

X X X X X

Inserção de grupos de pesquisa

institucional em programas e

ações de cooperação e

intercâmbio nacional e

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 22

OBJETIVO: Buscar a excelência no ensino, pesquisa e extensão, ampliando a

produção, inovação e difusão cientifica, tecnológica e cultural.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

internacional, redes de pesquisa

institucionais e interinstitucionais

Articulação da pesquisa e

formação universitária com o

Ensino Fundamental e Médio

X X X X X

Análise dos dados e informações

geradas pelos indicadores de

grupos de pesquisa

X X X X X

Implantação de programas de

incentivo à produção científica X X

100% da oferta

de pós-

graduação lato-

sensu alinhada

com (a)

demandas da

educação/formaç

ão profissional e

(b) campo

temático da

oferta da

graduação

Realização de estudo

(diagnóstico) sobre o panorama

atual da oferta da pós-graduação

lato-sensu e proposição de

diretrizes institucionais

X

Ampliação e fortalecimento dos

programas de educação

continuada com estímulo aos

egressos da UCSal

X X X X X

Parcerias com instituições

governamentais e não

governamentais

X X X X

Alcançar 36% de

professores

doutores

Priorizar contratações de docentes

com doutorado.

Incentivar o doutoramento dos

professores da casa.

25% 27% 30% 32% 36%

Implantação dos

Centros de

Ensino, Pesquisa

e Extensão

Elaborar uma proposta de

configuração dos novos Centros

de Ensino, Pesquisa e Extensão a

partir de grandes áreas de

conhecimento

X

Implementar os novos Centros de

Ensino, Pesquisa e Extensão

através de seus colegiados.

X

Acompanhament

o do Projeto

Pedagógico

Institucional

Favorecer metodologias para um

aprendizado com autonomia e

independência.

X X X X X

Promoção da interdisciplinaridade,

através de uma formação integrada

e um olhar sobre problemáticas

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 23

OBJETIVO: Buscar a excelência no ensino, pesquisa e extensão, ampliando a

produção, inovação e difusão cientifica, tecnológica e cultural.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

reais e do cotidiano

Explicitar a indissociabilidade

entre ensino, pesquisa e extensão

nos Projetos Pedagógicos de

Cursos (PPC)

X X X X X

Articulação da

graduação com a

pós-graduação

Promover a verticalização com

atividades planejadas nos Centros

de Ensino, Pesquisa e Extensão.

X X X X X

Motivar o alunado a seguir

carreira acadêmica completa

dentro da própria UCSal.

X X X X X

Implementação

do novo Eixo de

Formação Geral

Implantação de cinco disciplinas

do Eixo de Formação Geral em

EAD planejadas na reforma

curricular de 2015.

X X

Valorizar uma formação

humanista e de promoção de

valores éticos e morais para

reflexão dos problemas humanos.

X X

Consolidação do

Eixo de

Formação Básica

Estabelecer coordenações dos

Eixos de Formação Básica para

apoiar as coordenações de curso

na gestão do corpo docente, na

organização didático-pedagógica e

na integração dos conteúdos

programáticas através de ações de

pesquisa e extensão.

X X X X X

Aumento da

produção técnico-

científica

Apoiar participação de docentes e

estudantes em eventos técnico-

científicos.

X X X X X

Promover o desenvolvimento de

eventos acadêmicos na UCSal

como as semanas acadêmicas e a

Semoc.

X X X X X

Criação e implantação do Centro

de Escrita Científica. X X X X X

Qualificação do

corpo docente

Aprimorar continuamente o corpo

docente em sua qualificação

pedagógica.

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 24

OBJETIVO: Buscar a excelência no ensino, pesquisa e extensão, ampliando a

produção, inovação e difusão cientifica, tecnológica e cultural.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Oferecer continuamente política

de descontos aos professores que

fizerem mestrado ou doutorado na

UCSAL.

X X X X X

Aprimoramento

da gestão em

nível de

coordenação de

curso

Oferecer curso de formação para

os coordenadores e componentes

do NDE.

X

Implantação de

um programa de

internacionalizaçã

o e mobilidade

Ampliar as ações da Assessoria de

Relações Internacionais de forma

integrada com a Graduação.

X X X X X

Implantar o Núcleo de Idiomas. X X X X X

Aprimoramento

do uso de TIC

Promoção de metodologias

inovadoras, com uso de

tecnologias da informação.

X X X X X

Ampliar a utilização do Campus

Virtual da UCSAL entre a

comunidade acadêmica.

X X X X X

Aumentar o uso do AVA nos

processos de ensino

aprendizagem.

X X X X X

Atualização do

TCC

Implantar nos PPC mudanças

previstas para o desenvolvimento

do TCC através de resolução.

X X X X X

Motivar a criação de novas

práticas de pesquisa na graduação. X X X X X

Aperfeiçoamento

e normalização

das atividades

acadêmicas

Estabelecer análises e novas

propostas sobre os Atos emitidos

relacionados ao ensino de

graduação, considerados

defasados, juntamente com a

comunidade acadêmica.

X X

Implantar 3

cursos de

graduação

modalidade à

distância no

Promover a seleção do corpo

docente/tutoria dos 3 cursos

novos;

X X

Preparar laboratórios, biblioteca e

equipamentos para os 3 novos X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 25

OBJETIVO: Buscar a excelência no ensino, pesquisa e extensão, ampliando a

produção, inovação e difusão cientifica, tecnológica e cultural.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Campus de

Pituaçu

(Salvador)

cursos na modalidade EAD.

Elaborar e implantar os Projetos

Pedagógicos dos Cursos de

Administração, Pedagogia e CST

em Recursos Humanos na

modalidade EAD..

X X

Implantar 4 polos

de apoio

presencial em

municípios da

Bahia

Promover a seleção do corpo

técnico administrativo dos 4 novos

polos

X X X

Treinar a equipe técnico

administrativo dos 4 novos polos. X X X

Preparar laboratórios, biblioteca e

equipamentos para os 4 novos

polos

X X X

Implantar 2

cursos de Pós-

graduação Lato

Sensu na

modalidade à

distância

Promover a seleção do corpo

docente/tutoria dos 2 cursos

novos;

X X

Preparar laboratórios, biblioteca e

equipamentos para os 2 novos

cursos

X X

Elaborar e implantar os Projetos

Pedagógicos dos Cursos. X X

Implantar, em

média, 2 cursos

de graduação

modalidade à

distância por ano

Implantar anualmente cursos de

graduação (bacharelado,

licenciatura e/ou tecnológico)

X X X

Promover a seleção do corpo

docente/tutoria dos cursos de

graduação (bacharelado,

licenciatura e/ou tecnológico)

X X X

Preparar laboratórios, biblioteca e

equipamentos para os novos

cursos de graduação tecnológica.

X X X

Estabelecer

normas e

procedimentos

para a realização

das atividades de

Extensão

Elaborar fluxograma dos

processos extensionistas. X

Elaborar normas e procedimentos. X

Divulgar normas e procedimentos

à comunidade acadêmica X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 26

Desenvolver

políticas de apoio

à tecnologia

social no âmbito

nacional e

internacional por

meio de

intercâmbio

Estabelecer parcerias nacionais;

X X X X X

Estabelecer parcerias

internacionais X X X X X

Divulgar as parcerias e

oportunidades junto à comunidade X X X X X

Ampliar a oferta

de atividades de

extensão

Criar uma cultura de

responsabilidade e protagonismo

nos coordenadores dos cursos

Pastoral Universitária e demais

segmentos da UCSal na

consolidação de uma política de

atividades extensionistas

X X X X X

Estabelecer como meta por curso

um quantitativo mínimo de seis

atividades anuais

X X X X X

Criar uma agenda da PROEX com

os coordenadores de curso,

Pastoral Universitária e demais

segmentos da Universidade

X X X X X

Estabelecer um canal de

comunicação permanente entre a

PROEX e os demais segmentos da

Universidade

X X X X X

Oferecer assessoria para

proposição de projetos de extensão X X X X X

Promover o diálogo entre

diferentes segmentos com vistas à

realização de atividades

extensionistas interdisciplinares

X X X X X

Propiciar espaços de vivências de

atividades extensionistas junto à

comunidade interna e externa

X X X X X

Fomentar

programas de

extensão

articulados com

as políticas de

inclusão social

Promover convênios e parcerias

com vistas ao desenvolvimento de

projetos extensionistas

X X X X X

Consolidar

programas que

Fomentar parcerias com diferentes

segmentos da sociedade X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 27

promovam a

interação

transformadora

entre a UCSal e a

sociedade.

Promover a ampla divulgação das

atividades extensionistas nos

meios de comunicação.

X X X X X

Fomentar os

programas de

extensão com

Políticas de Ação

Cultural

Buscar participação em editais

públicos X X X X X

Estabelecer convênios com órgãos

municipais, estaduais e federais

com vistas à promoção de ações

culturais e artísticas

X X X X X

Promover oficinas e eventos

culturais com vistas à

sensibilização para as artes e

cultura

X X X X X

Considerando que a titulação dos professores é um indicador de excelência para o ensino, a

pesquisa e a extensão, descrevemos no quadro abaixo as metas a serem atingidas de forma

evolutiva no período de 2016-2020. Para tanto, necessitamos alterar a forma de apresentação

deste quadro para melhor entendimento.

Quadro 3 – Evolução do Quadro Docente por titulação

Titulação 2015 2016 2017 2018 2019 2020

N. % N. % N. % N. % N. % N. %

DOUTO

R

TI 62 60% 69 60% 77 60% 84 58% 90 56% 99 55%

TP 23 22% 27 23% 31 24% 37 26% 45 28% 54 30%

H 19 18% 20 17% 20 16% 23 16% 25 16% 27 15%

Total Dr. 104 23% 116 25% 128 27% 144 30% 160 32% 180 36%

MESTRE

TI 70 30% 70 29% 70 28% 71 28% 71 28% 75 30%

TP 57 24% 62 26% 70 28% 80 32% 89 36% 100 40%

H 107 46% 108 45% 108 44% 99 40% 90 36% 75 30%

Total Me. 234 52% 240 52% 248 52% 250 51% 250 51% 250 50%

ESPEC.

TI 18 16% 15 14% 11 11% 09 10% 09 10% 01 01%

TP 17 15% 21 19% 28 28% 35 37% 38 45% 46 66%

H 79 69% 72 67% 61 61% 50 53% 38 45% 23 33%

Total Esp. 114 25% 108 23% 100 21% 94 19% 85 17% 70 14%

TOTAL

TI 150 33% 154 33% 158 33% 164 34% 170 34% 175 35%

TP 97 22% 110 24% 129 27% 152 31% 172 35% 200 40%

H 205 45% 200 43% 189 40% 172 35% 153 31% 125 25%

Total geral 452 464 476 488 495 500

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 28

1.4.3 Responsabilidade Social

Quadro 4 – Responsabilidade Social

OBJETIVO:

Ampliar e aperfeiçoar os projetos e ações de responsabilidade

social, no contexto regional, de forma a atender o caráter

comunitário e filantrópico da Universidade.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Implantar a Política

de

Responsabilidade

Social

Mapeamento dos programas e

projetos existentes;

Desenvolvimento do projeto

X X X X X

Apresentação do projeto à

comunidade acadêmica X X X X X

Promover a integração dos

programas existentes na

Universidade

X X X X X

Fomentar os

programas de

extensão com

Políticas de Ação

Social

Divulgação dos trabalhos da

Extensão junto aos NDE dos

cursos

X X X X X

Promover eventos de ação social

junto à comunidade X X X X X

Buscar fomentos, convênios e

parcerias com entidades X X X X X

Ampliar a oferta de

serviços

comunitários de

extensão

Diversificar a oferta de serviços à

comunidade X X X X X

Ampliar dos serviços à

comunidade a partir da

implantação da Unidade de Saúde

X X X X X

Ampliar dos serviços à

comunidade a partir da

implantação do serviço escola de

Psicologia

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 29

1.4.4 Comunicação com a sociedade

Quadro 5 – Comunicação com a Sociedade

OBJETIVO:

Fortalecer as ações de comunicação da Universidade junto à

sociedade e ao seu público interno, em consonância com sua

missão Institucional

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Desenvolvimento de

novos núcleos

dentro da ASCOM

Núcleo de Atendimento X X X X X

Núcleo WEB X X X X X

Núcleo de Imprensa X X X X X

Núcleo RP X X X X X

Núcleo de Propaganda X X X X X

Núcleo de Vídeo X X X X X

Modernização do

Site

Reformulação X

Operação X X X X X

Sinalização dos

Campi

Implantação X

Manutenção X X X X

Projeto de

comunicação

interna

Desenvolvimento X

Implantação X

Operação X X X X X

TV Universitária Implantação X

Operação X X X X X

Implantar o Setor de

Ouvidoria, na

UCSal.

Viabilizar a

infraestrutura física

necessária para a

implantação do Setor de

Ouvidoria;

X X

Indicar o Ouvidor

Institucional para

viabilizar o atendimento

à comunidade

acadêmica;

X X

Elaborar o regulamento

da Ouvidoria.

X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 30

1.4.5 Pessoal

Quadro 6 - Pessoal

OBJETIVO: Ampliar os programas de aperfeiçoamento e valorização do corpo

funcional.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Programa Espaço

Docente (PED)

implantado

Constituição da equipe de

coordenação / gestão do PED X

Desenvolvimento de 1 (uma)

experiência piloto X X

Monitoramento dos requisitos

de titulação e desempenho

docente

X X X X X X X X X X

Realização de 2 (duas)

atividades de aprendizagem

colaborativa por curso

X X X X X

Curso de

Especialização

em Docência

Universitária

(lato-sensu)

consolidado

Oferta de 1 (uma) turma/ano X X X X X

Novo Plano de

Classificação de

Cargos e Salários

implantado

Redefinição de critérios de

seleção, contratação, carreira do

corpo funcional.

X

Homologação dos novos PCCS

(docente e técnico-

administrativo) na Delegacia

Regional de Trabalho-DRT/Ba.

X

Constituição das comissões de

avaliação do corpo funcional

(docente e técnico-

administrativo).

X

Avaliação de desempenho do

corpo funcional (docente e

técnico-administrativo).

X

Programa de

Capacitação

Permanente

implantado

Concepção e desenvolvimento

de Programa de Capacitação. X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 31

1.4.6 Organização e Gestão

Quadro 7 - Organização e Gestão

OBJETIVO:

Aprimorar a gestão acadêmica e administrativa assegurando

uma gradual melhoria do desempenho do corpo funcional

(professores e técnico administrativos).

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Gestão participativa

Funcionamento dos

conselhos, órgãos

colegiados

X X X X X X X X X X

75% de docentes

contratados em

Regime de Tempo

Contínuo (RTC).

Ampliação gradual de

docentes em RTC. 57% 60% 65% 69% 75%

Plano individual de

Trabalho (PIT) e

Relatório Individual

de Trabalho (RIT)

implantados para

docentes em RTC

Institucionalização de ações

semestrais voltadas para

consolidação da cultura de

planejamento e avaliação

no corpo docente

X X X X X

Assessoria de

Planejamento

consolidada

Implantação e

monitoramento da gestão

com base em indicadores

por curso e área X

Implantação do orçamento

institucional

Revisão e elaboração de

normas e procedimentos

Procuradoria

Institucional (PI)

reestruturada

Integração das informações

acadêmicas, de recursos

humanos e financeiras.

X

Sistematização dos

relatórios do sistema de

avaliação Sinaes (Enade,

Avaliação de Cursos,

avaliação

institucional/autorização e

renovação do

reconhecimento,

recredenciamento

institucional) com a

autoavaliação institucional.

Disponibilização dos dados,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 32

OBJETIVO:

Aprimorar a gestão acadêmica e administrativa assegurando

uma gradual melhoria do desempenho do corpo funcional

(professores e técnico administrativos).

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

informações e

procedimentos

institucionais, na forma de

conhecimento estratégico.

Orientação das atividades

de gestão das informações,

infraestrutura, planos de

ação, relatórios e

estatísticas da Instituição.

Articulação da PI com o

planejamento institucional,

Pró Reitoria acadêmica e

Reitoria.

Indicadores de

desempenho e de

eficiência dos

prestadores de serviço

implantados e

gerenciados pelo

Setor de Gestão de

Contratos –

Infraestrutura

Definição de termos de

referencia

X

Definição de competências

Criação de indicadores de

referência e monitoramento

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 33

1.4.7 Infraestrutura Física e Tecnológica

Quadro 8 - Infraestrutura Física e Tecnológica

OBJETIVO

Assegurar infraestrutura física e tecnológica adequada ao

desenvolvimento das atividades da Universidade, em

consonância com sua missão institucional.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Direcionar recursos para

investimentos aplicados

em intervenções civis

que propiciem reforma e

ampliação dos espaços

dedicados às atividades

acadêmicas assim como

a manutenção dos

equipamentos já

existentes e a aquisição

de novos.

Manutenção, sistemática, dos

investimentos para melhor

aproveitamento das

instalações existentes e ações

de complementação

necessárias ao funcionamento

dos campi de forma a

priorizar as atividades

acadêmicas.

X X X X X

Constantes investimentos em

reformas físicas e aquisição

de novos equipamentos (ar

concicionados, data shows,

processadores, mobiliários

específicos, entre outros).

X X X X X

Novo sistema de

segurança implantado

Instalação de equipamentos

de inteligência eletrônica e

processos mais adequados às

novas exigências no campo

da segurança, incluindo

pessoal habilitado, de modo a

proporcionar as melhores

condições de segurança à

comunidade universitária e

ao patrimônio institucional.

X X X X X

Implantação do sistema de

vídeo-monitoramento nas

áreas mais sensíveis (críticas)

dos campi com uma única

central de vigilância 24h

monitorando todas as áreas

dos campi.

X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 34

Expansão do sistema de

vídeo-monitoramento para os

campi situados fora da sede

principal (Salvador).

X

Modernização da

infraestrutura

organizacional, com

vistas à melhoria da

qualidade de vida e do

trabalho dos funcionários

no âmbito interno,

incluindo o atendimento

das demandas de

pessoas com deficiência,

equipamentos e móveis

adaptados, ergonômicos.

Atendimento às normas

relativas a pessoas com

deficiência com readaptação

de espaços físicos destinados

aos colaboradores e aquisição

de novos equipamentos.

X X X X X

Implantação de sinalização

nos campi X

Ações de melhoria às

condições de trabalho dos

funcionários (condições

acùsticas, climáticas,

ergonômicas e de segurança).

X X

Aperfeiçoamento do projeto

de serviços e conservação. X

Garantia das condições

de infraestrutura

adequada para as

atividades acadêmicas

Isolamento de ruídos

externos com garantia de

qualidade da boa audição

interna, em condições

acústicas e climáticas

adequadas às atividades

acadêmicas.

X

Implantação dos novos

condicionadores de ar nas

salas de aula, laboratórios,

biblioteca e demais espaços

destinados às atividades

acadêmicas.

X

Implantação do sistema de

terminais em sala de aula

para uso da caderneta

eletrônica com visibilidade

em painel eletrônico da

presença docente.

X

Priorizar investimentos

voltados para melhorias

dos cursos aplicados

no(s) laboratório(s)

Ampliação do número de

laboratórios, bem como

modernização das instalações

e infraestrutura dos

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 35

correspondente(s). existentes, em atendimento

aos programas de ensino e

pesquisa.

Manutenção dos

equipamentos e do mobiliário

adequado e suficiente para

arquivo, guarda e exposição

de material de consumo,

reagentes, vidrarias e

equipamentos em geral.

X X X X X

Elaboração de normas

relativas ao uso dos

laboratórios, materiais, e

equipamentos

correspondentes.

X X

Instalação e manutenção dos

equipamentos de segurança,

assegurando plenas

condições de funcionamento.

X X

Modelo de terceirização

de serviços expandindo

para toda a instituição,

inclusive nos campi fora

da sede.

Mantenção do espaço físico

limpo e arejado em todas as

unidades, garantido por

pessoal habilitado e gerido

dentro de um novo modelo

operacional de terceirização

de atividades.

X X X X X

Projeto de serviços de

limpeza e conservação

aperfeicoados

X

Projeto de

Sustentabilidade da

Universidade implantado

Coleta e armazenamento

seletivo de resíduos sólidos,

redução do seu consumo,

redução e otimização do uso

de energia elétrica, redução

da emissão de gases

poluentes e nocivos à

atmosfera e, posteriormente,

redução e reaproveitamento

dos recursos hídricos

utilizados na Universidade.

X X X X X

Redução da geração de

resíduos sólidos, sobretudo

de materiais plásticos, em

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 36

20%.

Ampliação da rede social

acadêmica (campus

virtual) com vistas a

implantação de rotinas de

apoio à ouvidoria

institucional.

Integração entre as

comunidades virtuais e o

sistema de gestão acadêmica.

25% 75% 100%

Integração entre o portal

UCSal e os diversos

sistemas de

acompanhamento

acadêmico que

possibilite a implantação

de um sistema formal de

acompanhamento de

Egressos

Ampliar a infraestrutura de

acesso de modo a garantir a

manutenção de registros e

acesso dos alunos mesmo

após a integralização

curricular.

5%

25%

75%

100%

Fomentar a participação

tecnológica em fóruns de

assistência e colegiado

profissional

- 20% 30% 80% 100%

Implantação do sistema de

mapeamento de

competências baseado na

coleta eletrônica de

informações sobre os

egressos

5% 15% 50% 75% 100%

Ampliação da oferta de

acesso a rede sem fio

(wi-fi)

Ampliação da infraestrutura

básica de rede 20% 40% 60% 80% 100%

Aquisição de novos

equipamentos de

conectividade e roteamento

10% 30% 50% 75% 100%

Melhoria e ampliação dos

serviços existentes de modo a

permitir autonomia e

adequação aos processos

acadêmicos

5% 25% 50% 100%

Modernização do parque

tecnológico

Substituição de equipamentos

obsoletos ou

subdimensionados ao uso

35% 75% 100%

Ampliação do número de

terminais 30% 60% 100%

Implantação de novos

sistemas de apoio à

gestão

Integração com o diário de

classe eletrônico 50% 100%

Integração com o sistema de

segurança e controle de 30% 75% 100%

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 37

Quadro 9 - Bibliotecas

acesso

Integração com o sistema de

apoio

administrativo/financeiro

25%

50%

75%

100%

OBJETIVO Adequar as Bibliotecas às atividades fins da Universidade

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Acervo

atualizado,

condizente com as

necessidades dos

cursos e demanda

dos usuários.

Interação entre

bibliotecas e cursos X X X X X

Apoio técnico na

atualização e revisão das

bibliografias básicas e

complementares das

disciplinas/curso.

X X X X X

Aquisição de livros

eletrônicos (e-books) e

disponibilização para

acesso via notebooks,

tablet’s, smartphones,

ipad, etc.

X X X

Disponibilização do

Portal de Periódicos da

CAPES com acesso

remoto.

X X X X X

Continuação ao

programa de

treinamento, orientação

e acompanhamento no

acesso às Bases de

Dados disponíveis para

pesquisas, tais como:

Portal de Periódicos da

CAPES, Biblioteca

Digital de Teses e

Dissertações – BDTD,

BIREME e outras.

X X X X X

Expansão do

acervo (obras,

Obras: ampliação do

número de volumes 377.328 388.647 400.306 412.315

424.

684

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 38

2 Crescimento conforme Portal Capes/ MEC.

periódicos e

multimeios) e do

acesso ao Portal

de Periódicos e

base de dados

Capes

Periódicos: ampliação

do número de títulos 8.382 8.407 8.432 8.457

8.48

2

Multimeios: ampliação

do número de títulos 8.675 8.697 8.719 8.740

8.76

1

Base de Dados/Portal

Capes/ MEC: ampliação

do acesso2

X X X X X

Repositório

institucional da

UCSAL

implementado

Identificação dos

acervos (livros

eletrônicos/e-books,

trabalhos apresentados

em eventos científicos e

documentos

acadêmicos) para o

Repositório

X X X X X

Disponibilização da

produção científica e

acadêmica no Ambiente

Virtual

X X X X X

Modernização e

manutenção dos

computadores das

Bibliotecas,

proporcionando

aos usuários

produtos e

serviços com

qualidade.

Ampliação e

modernização do espaço

físico da Biblioteca de

Pituaçu contemplando,

dentre outros, o aumento

de salas de estudo em

grupo.

X X X X X

Continuação ao

Programa de

Capacitação para os

colaboradores/estagiário

s que estão no

atendimento ao usuário

ou nos serviços técnicos-

administrativos

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 39

Quadro 10 -Laboratórios

OBJETIVO:

Assegurar infraestrutura física e tecnológica adequada ao

desenvolvimento das atividades da Universidade, em

consonância com sua missão institucional.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Parque tecnológico

modernizado

- Substituição de

equipamentos obsoletos ou

subdimensionados ao uso

35% 75% 100%

- Ampliação do número de

terminais 30% 60% 100%

Novos sistemas de apoio

à gestão implantados

- Sistemas de

acompanhamento acadêmico

integrados ao portal da

UCSal

25% 75% 100%

- Ampliação da rede social

acadêmica (campus virtual) 25% 75% 100%

- Implantação de rotinas de

apoio à ouvidoria

institucional

25% 75% 100%

- Integração entre as

comunidades virtuais e o

sistema de gestão acadêmica

25% 75% 100%

- Integração com o diário de

classe eletrônico 50% 100%

o Integração com o sistema de

segurança e controle de

acesso

30% 75% 100%

- Integração com o sistema de

apoio

25%

50%

75%

100%

Adequar as Bibliotecas

com

espaços/equipamentos

para atendimento e

acessibilidade para

pessoas com deficiência.

X X X X X

Melhoria na

climatização da

Biblioteca da Federação,

utilizando equipamentos

mais modernos.

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 40

OBJETIVO:

Assegurar infraestrutura física e tecnológica adequada ao

desenvolvimento das atividades da Universidade, em

consonância com sua missão institucional.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

administrativo/financeiro

Sistema formal de

acompanhamento de

egressos implantado

o Ampliação da infraestrutura

de acesso e de manutenção

de registros acadêmicos

esmo após a integralização

curricular

5%

25%

75%

100%

- Realização de fóruns de

assistência e colegiado

profissional com ênfase na

participação tecnológica

20% 30% 80% 100%

- Implantação do sistema de

mapeamento de

competências baseado na

coleta eletrônica de

informações sobre os

egressos

5% 15% 50% 75% 100%

Acesso a rede sem fio

(wi-fi) ampliado

- Ampliação da infraestrutura

básica de rede 20% 40% 60% 80% 100%

- Aquisição de novos

equipamentos de

conectividade e roteamento

10% 30% 50% 75% 100%

- Melhoria e ampliação dos

serviços existentes de modo

a permitir autonomia e

adequação aos processos

acadêmicos

5% 25% 50% 100%

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

ADM AA ADM AA ADM AA ADM AA ADM AA

Expansão e

readequação

da

infraestrutur

a

tecnológica

das áreas

Ampliação

dos

quantitativos

e/ou

readequação

de

Servidores

22 5 22 5 18 5 15 5 10 3

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 41

1.4.8 Planejamento e Avaliação

Quadro 11 – Planejamento e Avaliação

administrati

va e

acadêmica

Ampliação

dos

quantitativos

e/ou

readequação

de Micros

600 475 620 500 580 520 575 540 550 560

OBJETIVO:

Consolidar a cultura de planejamento e auto avaliação

institucional, mediante a implantação de processos contínuos e

permanentes.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Autoavaliação

institucional

integrada às

avaliações externas

Acompanhamento da Avaliação

externa – Autorização,

Reconhecimento e Renovação

de Reconhecimento e de

Recredenciamento da IES,

trabalhos das Comissões de

Especialistas MEC/INEP para

os cursos de graduação e

graduação tecnológica

X X X X X

Qualificação das informações

institucionais X X X X X

Elaboração e disponibilização

para a comunidade acadêmica

das sínteses dos relatórios das

avaliações externas realizadas

nos cursos pelas Comissões de

avaliadores do MEC,

(articulação avaliação interna e

externa)

X X X X X

Consolidação da

cultura da avaliação

mediante

participação da

comunidade

acadêmica nos

processos de

Autoavaliação.

Divulgação dos resultados da

Avaliação Institucional por

meio de gráficos, relatórios,

cartazes, folders, murais,

boletins informativos, intranet,

internet, reuniões com docentes

e gestores.

X X X X X

Realização de seminário interno

para divulgar e debater os X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 42

resultados da Autoavaliação de

forma a favorecer a associação

entre avaliação, planejamento e

tomada de decisões.

Realização da campanha

institucional sobre a

importância dos resultados das

pesquisas avaliativas para a

gestão universitária e

desenvolvimento institucional.

X X X X

Projeto de

Autoavaliação nos

cursos de

graduação

implantado em

articulação com

CPA e Comissão

Ampliada de

Cursos.

Realização de encontro interno

com a Comissão de Articulação

Cursos/CPA para construção e

implementação do Projeto de

Avaliação dos Cursos.

X X X X X

Elaboração de instrumentos de

avaliação específicos para cada

curso, complementares aos

realizados pela CPA.

X X

Elaboração de relatórios

específicos por curso. X

Ampliação do perfil diagnóstico

do estudante ingressante. X X

Implantação e implementação

do programa de perfil

diagnóstico de egressos.

X X X X

Adoção dos

resultados do

Enade, CPC, IGC

como estratégia de

planejamento e

consolidação da

postura

universitária a

favor da melhoria

dos cursos e do

desempenho

institucional da

Universidade.

Orientação aos coordenadores

de curso em relação aos

instrumentos de avaliação dos

cursos de graduação e

tecnológicos, no contexto da

regulação do Mec

X X

Realização de seminário com

estudantes e professores sobre a

importância do Enade e CPC no

processo de avaliação dos

cursos e da Universidade.

X X X X

Orientação e acompanhamento

junto aos coordenadores,

professores e estudantes nas

etapas relacionadas ao Enade

desde o preenchimento do

questionário do estudante até a

X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 43

1.4.9 Atendimento aos Estudantes

Quadro 12 - Atendimento aos Estudantes

OBJETIVO:

Ampliar as políticas de valorização dos estudantes da Universidade,

através dos processos e dos mecanismos pedagógicos visando à

autonomia e o protagonismo estudante.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Sistema Integrado

de Gestão

Acadêmica e

Atendimento a

Estudantes

implantado

Otimização do atendimento

mediante uso intensivo de TIC. X X X X X

Implantação do sistema de

requerimento/protocolo baseado

em workflow

X X X X X

Implantação da certificação

digital ou controle de

autenticidade em documentos

X X X X X

Implantação do callcenter e

webcall X X X X X

Implantação do Sistema de

Gestão de Ocorrências de

atendimento.

X X X X X

preparação para realização da

prova.

Acompanhamento

e implementação

do PDI

Acompanhamento e divulgação

dos resultados, objetivos

institucionais por áreas

X X X X X

Divulgação, mensal, dos

resultados obtidos X X X X X

Política de

governança

corporativa

implantada

Apresentação do cronograma de

implantação X X

Definição da abrangência da

implementação X X

Publicação da(s) política(s) de

governança corporativa X X

Acompanhar e

analisar os dados

dos relatórios de

autoavaliação e do

processo

regulatório do

MEC

Construção de banco de dados

histórico X X X X X

Análise evolutiva dos dados X X X X X

Geração e divulgação das

informações para a comunidade X X X X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 44

OBJETIVO:

Ampliar as políticas de valorização dos estudantes da Universidade,

através dos processos e dos mecanismos pedagógicos visando à

autonomia e o protagonismo estudante.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Criação do Núcleo

de Assistência

Pedagógica (NAP).

Acompanhar os estudantes em

seus processos de aprendizagem. X X X X X

Promover cursos de nivelamento

como apoio às disciplinas básicas

dos cursos.

X X X X X

Apoiar ações de monitoria

desenvolvidas nos cursos. X X X X X

Oferta de alternativas de

financiamento. X X X X X

Desenvolvimento e implantação

do Programa Espaço de

Aprendizagem.

X X X X X

Apoio psicopedagógico. X X X X X

Ampliação do programa de

nivelamento à distância. X X X X X

Programa de

Egressos

implantado

Concepção e desenvolvimento de

Sistema Informatizado de Gestão

de Egresso.

X

Estimulo à criação de Associação

de Egressos. X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 45

1.4.10 Sustentabilidade Financeira

Quadro 13- Sustentabilidade Financeira

OBJETIVO: Assegurar a sustentabilidade e perenidade da Instituição.

METAS AÇÕES 2016 2017 2018 2019 2020

Aumentar e

garantir as

receitas da

Universidade

Fortalecimento das atividades do

departamento de marketing da

Universidade

X X X X X

Ação integrada de captação e

retenção dos núcleos acadêmicos,

marketing e financeiro

X X X X X

Implantar políticas para permanência

dos estudantes na instituição seja por

meio de crédito/financiamento

estudantil ou por meio de apoio

psicopedagógico e social

X X X X X

Redução de

gastos,

readequando a

sua estrutura a

realidade atual

Redução das despesas

administrativas e operacionais X X

Revisão e gerenciamento dos

contratos dos fornecedores e

prestadores de serviços

X X

Apurar e avaliar os resultados por

cursos X X

Monitorar as

políticas de

concessão de

bolsas de estudos

Ofertar e monitorar a quantidade

necessária para atingir os 20% da

receita efetivamente recebida

X

Gerenciar o nível

de endividamento

bancário da

instituição

Gerenciar e renegociar o

endividamento da Universidade,

pactuando taxas mais atrativas e

alongando os prazos de amortizações

de algumas operações.

X X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 46

II. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL (PPI)

O PPI UCSal considera o contexto de inserção regional da Universidade; os princípios

filosóficos e técnico-metodológicos norteadores da vida acadêmica; a organização didático-

pedagógica da Instituição; as diretrizes pedagógicas; as políticas institucionais (de ensino,

pesquisa e extensão, assim como políticas de gestão e de responsabilidade social),

estruturadas em áreas estratégicas e embasadas em sua missão, princípios e valores,

enfeixando um conjunto articulado a programas, que deve ser permanentemente atualizado

para adequar-se às demandas da sociedade e à legislação educacional

2.1 INSERÇÃO REGIONAL

A Bahia é um Estado de fortes contradições: primeiro, do ponto de vista de sua

participação no cenário nacional, de um lado encontra-se entre as 7 maiores economias do

País em termos da geração do PIB, de outro, fica sempre entre os sete piores Estados quando

se fala em indicadores sociais. Ao olhar para dentro do Estado percebe-se que as contradições

não são menores. Enquanto 70% do PIB baiano é produzido por 20 municípios, dentre os 417

existentes, a pobreza encontra-se espalhada por todos, sendo mais intensa em relação à

população nos municípios de menor PIB e, em maior número/quantidade absoluta, nos

municípios onde este é maior.

2.1.1 A dinâmica do desenvolvimento baiano e as oportunidades para ensino, pesquisa e

extensão.

Do ponto de vista territorial, a Bahia, como o 5º maior Estado do Brasil em tamanho

do território, tem uma enorme assimetria na distribuição de suas riquezas. Essas se localizam

nos limites extremos do Estado, incluindo aí o Litoral, estando as citadas áreas bastante

distantes uma das outras. Enfatiza-se que, entre esses territórios, encontra-se um vasto espaço

no qual predomina uma agricultura familiar de subsistência com baixa integração ao mercado

e não intensiva em tecnologia, ou seja, com baixo dinamismo econômico, ocupando

praticamente todo o Semiárido. Nessa vasta região são encontradas algumas poucas e

pequenas áreas dinâmicas, as quais podem ser denominadas de “ilhas de modernidade”3.

A concentração é vista também no âmbito da produção: o desenvolvimento brasileiro

moldou, na Bahia, uma estrutura econômica especializada na produção de insumos industriais

petroquímicos e de commodities agrícolas e minerais, vinculadas ao grande capital financeiro

e industrial nacional e global.

Completando este cenário, o Estado, assim como o Brasil, possui uma forte

concentração de renda. Em 2013, segundo dados da PNAD/IBGE, a Bahia tinha o 25º pior

3 Constituem áreas no semiárido com atividades econômicas ligadas ao setor primário que possuem uma alta

produtividade e se encontram inseridas como fornecedoras de matérias primas e/ou alimentos para mercados

e/ou empresas ligadas ao mercado nacional e/ou global. Podemos citar as áreas de mineração como o urânio em

Caetité; a produção irrigada de frutas na Chapada Diamantina dentre outras.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 47

índice de Gini dentre as 27 unidades da federação, estando à frente apenas de Sergipe (26º) e

Piauí (27º).

Esta estrutura tem uma explicação histórica baseada no tipo de ocupação ocorrida no

Estado no período escravista e pelos seus desdobramentos posteriores. Segundo (IVO 1982, p.

9), a Bahia herdou, desse período “[...] uma estrutura de distribuição de renda marcada por

profundas diferenciações internas, resultado de uma organização de produção baseada,

durante séculos, no trabalho escravo e que involuiu, em seguida, para uma agricultura de

subsistência, deixando fora do segmento monetário da economia grande parte da população

rural, impossibilitando a consolidação de um mercado interno capaz de viabilizar a instalação

de indústrias adequadas à realimentação do processo de crescimento regional, como ocorreu

no sul do País. Essa estrutura de pobreza e de baixo dinamismo econômico foi incorporada e,

até aprofundada, com o processo de industrialização brasileira que ocorreu a partir dos anos

1930 e seus desdobramentos no desenvolvimento baiano. O que se viu foi a formação de uma

economia com concentração espacial ‘em quatro cantos’ e pobreza ‘em todos os cantos’.

Em linhas gerais, do ponto de vista da dinâmica socioeconômica e sua relação

espacial, observa-se, no Estado da Bahia, quatro áreas de riqueza localizadas nos extremos do

território: a Região Metropolitana de Salvador e Feira de Santana com indústria, serviços e

turismo; o Oeste com grãos; o Extremo Sul com papel e celulose, café, mamão e turismo; e

Juazeiro, com frutas.

Mapa:1 – Principais polos dinâmicos na Bahia

Produção de Grãos

Fruticultura3,5%

Indústria e Turismo

Turismo e Celulose

Principais Polos Dinâmicos na BahiaEconomia concentrada nos extremos do território

Fonte: SEI, 2010.

As regiões localizadas nos

extremos do território

baiano respondem por 70%

do seu Produto Interno

Bruto (SEI, 2010)

5,1%55,4%

5,0%

Dentre os grandes problemas para o desenvolvimento baiano, estão a pobreza, a

infraestrutura viária para integrar mais seu território e a gestão pública que afeta a oferta de

serviços como educação, saúde e habitação. Além desses problemas que abrangem todo o

Estado, outros podem ser localizados, a exemplo da violência e da mobilidade na Região

Metropolitana de Salvador, especialmente em sua metrópole, a capital do Estado, a cidade de

Salvador.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 48

Outro elemento que deve ser compreendido é que o Estado da Bahia é um Estado

subnacional, fazendo parte da periferia de um País periférico. Apesar da existência de áreas

ricas e fortemente integradas ao processo de globalização econômica, a maior parte de seu

território político e administrativo é pobre e tem condições de clima e solo muito

desfavoráveis à sobrevivência do homem. Além disso, os 7 Estados do Sul e Sudeste

brasileiro concentram 73% do PIB brasileiro, sendo que a Bahia participa com apenas 4% do

montante total do País. Esta condição faz com que o Estado tenha poucos recursos para

enfrentar o problema da pobreza. Para que isso ocorra será preciso externalidades e a UCSal

se propõe a ser uma destas. O projeto para a Bahia é perseguir um Estado onde seu

desenvolvimento siga o caminho da sustentabilidade ambiental, da inclusão social e de uma

distribuição de renda melhor.

Mudanças exigem grandes esforços políticos, institucionais e de gestão. A informação

e o conhecimento são elementos fundamentais para que se possa pensar o futuro e, neste

sentido, a UCSal pode se tornar uma importante instituição parceira do desenvolvimento

baiano com ações no ambito do ensino, da pesquisa e da extensão junto ao Estado, em seus

três níveis, junto a empresários e trabalhadores, em relação direta com a sociedade civil e a

população de uma maneira geral.

A UCSal já deu os primeiros passos nessa direção; atualmente dispõe de uma estrutura

capaz de produzir ensino, pesquisa, extensão tratando dos principais problemas que afligem o

Estado: pobreza, território, ambiente e tecido social/família esgarçado; e verticalizando suas

ações, tomando como referência os programas da pós-graduação estruturados em quatro

grandes eixos que abarcam essas principais questões gerais da Bahia: Políticas Sociais e

Cidadania; Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social; Planejamento Ambiental; e

Família na Sociedade Contemporânea.

O que se quer é ir além do que já se faz; para isso está sendo criado um Núcleo

específico para pensar a questão do desenvolvimento da Bahia. Este Núcleo busca integrar as

ações existentes e produzir outras, pensando em temas interdisciplinares para elaboração de

estudos, seminários, debates e publicações; disciplinas com temáticas sobre problemas

baianos que envolva a interdisciplinaridade; e a extensão com a realização de parcerias com a

sociedade e o governo.

Como temas importantes e interdisciplinares a serem considerados, esta proposta

considera: economias criativas com arte, música etc., em todo o Estado, em especial na RMS

e Recôncavo; o turismo e o entretenimento em todo o Litoral baiano e na Chapada

Diamantina; a gestão pública, considerando o processo de democratização com maiores

exigências da população por serviços públicos, a imprensa e as leis como LDO, LOAS,

Planos Plurianuais etc., exigem um setor público mais gerencial e menos burocrático, mais

participativo e menos empresarial; gestão, comércio exterior e agronomia voltadas para a

produção de grãos no Oeste do Estado, silvicultura no Extremo Sul, frutas no Médio São

Francisco, café no Extremo Sul e Vitória da Conquista e pecuária no Extremo Sul, Vitória da

Conquista e Feira de Santana; cursos de engenharia naval e correlatos com a indústria naval

no Recôncavo Baiano e RMS; engenharia química e engenharia do petróleo e gás e sua

cadeia produtiva com o fortalecimento da química e petroquímica na RMS; cursos de meio

ambiente para pensar, por exemplo, energias alternativas que crescem no Estado. Outras áreas

importantes: políticas sociais, serviços ferroviários, de informática e industriais. Outros cursos

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 49

que podem ser portadores de futuro e integrar com o desenvolvimento da Bahia: as ciências

médicas ligadas à engenharia genética, biogenética e informática; o design e a moda;

fotografia; culinária e hotelaria; direito internacional e do consumidor; telemática automação

industrial, comercial e bancária; oceanografia; engenharia de alimentos.

2.1.2 Demografia e renda: demanda potencial4 e restrições

Nos últimos anos, o Brasil e a Bahia veem passando por fortes transformações

econômicas e sociais, que apontam para mudanças estruturais na composição da sua

população5 por faixa etária, o que tem certamente forte impacto na demanda por serviços

educacionais e precisam ser consideradas de forma prioritária na elaboração de políticas

públicas voltadas para o setor, como nas estratégias das instituições de ensino superior.

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Jorge

Arbache, analisando a distribuição da população por faixa etária afirma que:

a queda da população de crianças e jovens em razão da transformação demográfica facilitará

ainda mais a tarefa de melhorar a educação. De fato, em 2010, havia 47,1 milhões de pessoas

em idade escolar, mas, em 2020, haverá 41,5 milhões, uma redução de 5,6 milhões.

Prossegue: “apenas entre 2009 e 2011 houve uma queda de 1,8 milhão de matrículas

na rede pública de ensino fundamental, o que decorreu, em parte, da mudança demográfica”

(ARBACHE, 2011, p. 1). Mais ainda, segundo projeções para 2026, a população de idosos no

País superará a de pessoas em idade escolar na faixa etária de 4 a 17 anos.

Portanto, indicadores, dados e estudos em demografia são fundamentais para subsidiar

as ações da UCSal, principalmente em relação à magnitude e s mudanças de direção nos

eventos demográficos acima referidos. Dentro do contexto destas transformações, será

possível melhor analisar os desafios e as oportunidades que delas decorrem, para apoiar as

ações da UCSal.

Considerando que a distribuição do desenvolvimento econômico é muito desigual pelo

território baiano, a questão demográfica tem que ser vista de forma singular para cada

região/município, pois, ela se apresenta diferenciada a depender da área em estudo. A Bahia

registra queda nas taxas de natalidade e do crescimento médio anual da população e mudança

na sua composição por faixa etária, o número de crianças, adolescente e jovem adultos vem

diminuindo em termos absolutos e relativos – como proporção da população total – enquanto

verifica-se envelhecimento da população. Mas, apesar da tendência ao decréscimo do número

de jovens, ainda é grande a demanda potencial para o ensino superior na Bahia. Isto se

4 Número de pessoas residentes no Estado segundo o IBGE, PNAD abaixo da idade de cursar o terceiro grau

(população e 0 a 17 anos); e a população em idade de cursar (18 a 24 anos) - e que não está cursando.

5 “A compreensão dos fenômenos demográficos, tanto em seus aspectos estáticos como dinâmicos, tem uma

importância crucial na investigação das características educacionais de uma população. Entre as características

demográficas que têm impacto no setor educacional, a estrutura etária é aquela cujos efeitos são mais visíveis,

por estarem diretamente ligados à demanda por ensino, em seus diversos níveis. Cerqueira, Cézar Augusto

Givisiez, Gustavo H. Naves Conceitos básicos em Demografia e dinâmica demográfica brasileira e Introdução a

métodos de estimativas e interpolações populacionais. Disponível em <

http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/demoedu/parte1cap1p13a44.pdf >.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 50

confirma pelo grande número de jovens ainda existente no Estado, pelo baixo percentual da

população que já concluíram o terceiro grau, 12,6% em 2013 segundo IBGE/PNAD. Pelas

metas do governo federal, o percentual de matriculas da população de 18 a 25 anos na

educação superior deverá passar de 16,5% em 2013 para 33% em 2014, segundo o

Observatório do PNE.6

Tabela 1 - População residente (em mil), segundo os grupos de Idade – Bahia e RMS – 2003 a

2013

Pela tabela acima são 5,8 milhões de jovens entre 0 e 17 anos que poderão demandar o

ensino superior. Além deste grupo, existia, em 2013, entre a população de 18 a 24 anos

6 O Observatório do PNE é uma plataforma online que tem como objetivo monitorar os indicadores referentes a

cada uma das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e de suas respectivas estratégias, e oferecer

análises sobre as políticas públicas educacionais já existentes e que serão implementadas ao longo dos dez anos

de vigência do Plano. A ideia é que a ferramenta possa apoiar gestores públicos, educadores e pesquisadores,

mas especialmente ser um instrumento à disposição da sociedade para que qualquer cidadão brasileiro possa

acompanhar o cumprimento das metas estabelecidas. A iniciativa é de vinte organizações ligadas à Educação

especializadas nas diferentes etapas e modalidades de ensino que, juntas, vão realizar o acompanhamento

permanente das metas e estratégias do PNE. São elas: Capes, Cenpec, Comunidade Educativa Cedac, Fundação

Itaú Social, Fundação Lemann, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Roberto Marinho/Canal

Futura, Fundação Santillana, Fundação Victor Civita, Instituto Avisa Lá, Instituto Natura, Instituto Paulo

Montenegro, Instituto Rodrigo Mendes, Instituto Unibanco, Ipea, Mais Diferenças, SBPC, Todos Pela Educação,

UNESCO e Unicef. O desenvolvimento da plataforma contou com o apoio do BID. Disponível em: <

http://www.observatoriodopne.org.br/metas-pne/12-ensino-superior/dossie-localidades acessado em

18_06_2015.

2003 2013 variação 2003 2013 variação

0 a 4 anos 1.282,3 1.008,9 273,4- 286,0 239,8 46,2- 5 a 9 anos 1.460,7 1.270,8 190,0- 305,4 262,6 42,9- 10 a 14 anos 1.474,3 1.380,6 93,6- 304,6 314,7 10,2 15 a 19 anos 1.569,2 1.359,9 209,3- 352,3 319,8 32,5- 15 a 17 anos 953,5 839,4 114,1- 200,7 192,4 8,3- 18 a 19 anos 615,7 520,5 95,2- 151,6 127,4 24,2- 20 a 24 anos 1.392,5 1.118,5 274,0- 404,7 308,7 96,0- 25 a 29 anos 1.119,6 1.198,8 79,1 321,6 344,5 22,9 30 a 34 anos 1.021,4 1.277,3 255,8 301,5 374,9 73,5 35 a 39 anos 930,5 1.117,8 187,3 261,7 317,6 55,9 40 a 44 anos 802,0 1.032,7 230,7 234,1 315,4 81,3 45 a 49 anos 666,4 922,7 256,3 187,4 266,1 78,7 50 a 54 anos 534,4 789,8 255,4 144,3 221,3 76,9 55 a 59 anos 447,7 700,3 252,6 94,4 199,2 104,8 60 a 64 anos 385,1 559,9 174,8 78,0 138,0 60,0 65 a 69 anos 305,5 460,3 154,8 52,6 98,3 45,7

70 anos ou mais 582,8 864,5 281,7 94,4 171,6 77,2

Fonte: SEI

População residente (em mil), segundo os grupos de idade - Bahia e RMS – 2003 a 2013

faixa etáriaBahia RMS

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 51

1.180.738 residentes na Bahia fora do terceiro grau. Este número é ainda maior para a

população com mais de 24 anos que não cursou ou não concluiu a universidade.

De acordo com o Observatório do PNE7, "expandir o acesso ao Ensino Superior é um

grande desafio para aumentar a escolaridade média da população; promover a interiorização

das instituições, aumentar o número de vagas e criar mecanismos de inclusão de populações

marginalizadas são algumas medidas que devem ser desenvolvidas para que a meta seja

atingida”. Chegar em 2024, ou em 9 anos, a 50% da população de 18 a 24 anos no ensino

superior, significa dobrar o quantitativo atual na Bahia que é de 434.151 jovens entre 18 e 24

anos neste nível de ensino.

Se de um lado a demanda e a política pública mostram a necessidade de expandir

vagas no ensino superior, de outro lado, a renda da população residente na Bahia impõe

grandes restrições de acesso desta população ao setor privado. A única forma possível de uma

parcela significativa da população baiana cursar este nível de ensino é através de bolsas de

estudos e financiamentos. Em relação ao rendimento individual, considerando o rendimento

médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas

na semana de referência, com rendimento de trabalho, os baianos ocupam a 8ª pior posição

com renda média de R$ 1.208,00, contra a dos brasileiros de R$ 1.651,00 ou R$ 443,00 a

menos, segundo IBGE/Pnad 20138

Tabela 2 - Pessoas de 10 anos ou mais de Idade e Valor do rendimento médio mensal por

classes de rendimento mensal – Bahia - 2013

Pela tabela acima, 69,4% dos baianos não podem pagar por cursos privados, caso não

sejam contemplados com políticas públicas, pois, 57,1% ganham até um salário mínimo em

média e 29,9% não possuem rendimento. A questão se agrava para a relação ocupação x PIB:

7 Disponível em: < http://www.observatoriodopne.org.br/metas-pne/12-ensino-superior/dossie-localidades >.

Acesso em 18 jun 2015.

8 Consultar: < www.ibge.gov.br >.

Faixa de

rendimento em

salários mínimos

Pessoas em Mil PercentualValor do rendimento

médio mensal (Reais)

Total 12.783 100,0 779

Até 1/2 1.922 15,0 175

Mais de 1/2 a 1 3.128 24,5 609

Mais de 1 a 2 2.243 17,5 959

Mais de 2 a 3 610 4,8 1.697

Mais de 3 a 5 376 2,9 2.656

Mais de 5 a 10 289 2,3 4.622

Mais de 10 a 20 101 0,8 9.046

Mais de 20 44 0,4 24.630

Sem rendimento 3.823 29,9 -

Sem declaração 247 1,9 -

Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Pessoas de 10 anos ou mais de idade e Valor do rendimento médio mensal,

por classes de rendimento mensal - Bahia - 2013

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 52

a Bahia é o Estado brasileiro com a maior população rural em termos absolutos; segundo o

setor primário produz 6,5% do PIB e é responsável pela ocupação de 21,5% da população

economicamente ativa; por outro lado, o setor da indústria de transformação produz 11,3%

PIB e emprega apenas 7,2% da população que quer trabalhar; a construção civil emprega

8,8% e contribui com 8,5% para a formação do PIB baiano; o emprego doméstico representa

7,2% do total dos ocupados; finalmente, apenas 1,2% das pessoas na Bahia ganham mais de

10 salários mínimos. Portanto, superar este quadro implica mudanças estruturais no padrão de

desenvolvimento do capitalismo na Bahia.

Uma análise da renda familiar na tabela abaixo mostra o poder de gasto das famílias

baianas e o quadro aponta para uma grande concentração, porém, mostra uma maior

capacidade de pagamento de um determinado extrato da sociedade.

Tabela 3 - Famílias residentes em domicílios particulares e Valor do rendimento médio

mensal das famílias residentes em domicílios particulares, por classes de rendimento mensal

das famílias residentes em domicílios particulares.

A partir dos dados da tabela acima, pode-se estimar que 27,8% das famílias não

podem pagar ensino superior privado: são 24,8% de famílias que ganham até um salário

mínimo e 3,0% sem rendimento; e que 29,8% das famílias com rendimento entre mais de um

salário mínimo até dois precisam de alguma ajuda do governo ou de outras fontes de apoio.

Portanto, são 38,5% das famílias com potencial econômico para pagar ensino particular sem

interferência do governo.

` Aqui vale um adendo: estamos considerando uma mensalidade média para os cursos

do ensino superior da ordem de R$ 800,00; a restrição é maior, portanto, para cursos como

medicina, odontologia cujos valores são acima de R$ 3.000,00 chegando até R$ 7.000,00;

nesses casos apenas 4,1% das famílias estariam em condições de pagar, sendo que, algumas

com muito sacrifício.

A Bahia possui um baixo percentual de indivíduos cursando ou que concluíram o

ensino superior; este número vem crescendo, no entanto, ainda é baixo em relação às metas do

PNE e outros Países. No Brasil – e também na Bahia - existe uma grande quantidade de

pessoas ou de potencial de indivíduos que podem cursar o ensino superior, ou seja, a demanda

Faixa de

rendimento em

salários mínimos

Famílias Mil

unidadesPercentual Valor em Reais

Total 5.092 100,0 1.926

Até 1 1.261 24,8 463

Mais de 1 a 2 1.518 29,8 1.026

Mais de 2 a 3 844 16,6 1.679

Mais de 3 a 5 577 11,3 2.569

Mais de 5 a 10 333 6,5 4.635

Mais de 10 a 20 150 2,9 9.100

Mais de 20 59 1,2 25.200

Sem rendimento 153 3,0 -

Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Famílias residentes em domicílios particulares e Valor do rendimento

médio mensal das famílias residentes em domicílios particulares, por

classes de rendimento mensal das famílias residentes em domicílios

particulares

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 53

potencial é grande e vem se expandindo, portanto, não há falta de brasileiros que queiram ou

que deveriam estar estudando na universidade. A restrição vem pelo lado da renda e pelo

padrão de desenvolvimento que tem baixo poder de distribuição de riqueza repercutindo

diretamente na área educacional.

Além destes fatores, a economia brasileira, desde os anos 1980, vem tendo taxas de

crescimento bem abaixo daquelas que ocorreram entre 1940 a 1980, como mostra o gráfico

abaixo. Entre 1945 e 1980, a maior parte das taxas se situavam entre 5% e 10% e nenhuma

taxa negativa foi registrada. A partir de 1981 até os dias atuais, a maioria das taxas está

situada entre 0% e 5%, tendo 4 anos de crescimento negativo e 3 anos próximos de zero.

Gráfico 1 - Taxa de crescimento do PIB Brasil – 1945 - 2013

Fonte IBGE, SEI, IPEADATA reelaborada por UCSal, 2014.

Como a economia baiana possui uma forte relação com a nacional – integrada de

forma especializada à matriz industrial brasileira e produtor de commodities - como foi visto

anteriormente, o comportamento do PIB baiano possui forte correlação com o do Brasil.

Portanto, a Bahia também vem apresentando desde 1985 taxas semelhantes à brasileira.

Gráfico 2 - Taxa de crescimento do PIB – Bahia e Brasil 2003-2013

Fonte: SEI, reelaborada por UCSal, 2014.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 54

As perspectivas de melhorias significativas na ocupação e renda das famílias via

mercado são limitadas, será preciso gasto público com políticas de educação para que as

metas estabelecidas sejam atingidas.

2.1.3 Educação, desenvolvimento e oferta e demanda do ensino superior.

A importância da educação no combate à pobreza e à desigualdade é amplamente

reconhecida, mesmo diante de posturas diferenciadas: para alguns, elevar o nível da

escolaridade significa diminuir a desigualdade e aumentar a renda (GARCIA, 2015, p. 20);

para outros, a educação sozinha não é suficiente para fomentar o desenvolvimento e, portanto,

diminuir a pobreza e a desigualdade. (DEMO, 2015, p.6 e 7).

Compreendendo que o Estado tem capacidade de alterar as condições gerais da

acumulação capitalista, a política de educação se constitui em política fundamental para a

diminuição e erradicação da pobreza, pois age no sentido da empregabilidade e, mais

especificamente, da formação política do cidadão. Assim, a educação se vincula de forma

direta à formação do cidadão e da cidadania e, portanto, para a criação de maiores

oportunidades de vida, da construção de um projeto político de desenvolvimento mais

participativo.

Conclui-se que a educação é fator necessário, mas não suficiente, para o

desenvolvimento nas sociedades capitalistas. É fator necessário para se ter informação e

conhecimento e, portanto, para a democracia, para a formação da cidadania, para obter-se uma

melhor qualificação no mercado de trabalho, para aumentar a produtividade da força de

trabalho e, portanto, a renda. No entanto, não é suficiente para garantir emprego e renda; estes

não estão diretamente relacionados à oferta de força de trabalho qualificada, depende dos

níveis de investimento e, portanto, do crescimento econômico, que dependem do investimento

governamental e do setor privado, das políticas econômicas e macroeconômicas, da inserção

da região na dinâmica do desenvolvimento do capitalismo global, de fatores históricos e

culturais, das estratégias empresariais e, das forças políticas hegemônicas na sociedade em

questão.

Nesta perspectiva, pensar em política para a educação é pensá-la no bojo de um

sistema de planejamento e de um projeto político de desenvolvimento com crescimento

econômico, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos. A educação irá formar

cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, pessoas que pensem e questionem no sentido

da ação política e que tenha capacidade de trabalhar, empreender e participar, como atores, do

sistema de inovação do País.

Esse panorama, na Bahia revela uma situação “perversa", como vimos o padrão de

desenvolvimento deste Estado gera uma grande concentração da renda familiar e uma

concentração regional. O resultado é uma grande parcela da população dependente do ensino

público já que não possui condições de pagar, portanto, demandando do Estado investimentos

e políticas no sistema educacional. De outro lado, a concentração regional faz com que os

municípios e os Estados - responsáveis pelos ensinos fundamental e médio respectivamente -

tenham dificuldades financeiras e de gestão para competir em qualidade e cobertura com o

ensino privado. Assim, na média, as escolas privadas possuem um melhor desempenho que as

particulares e isto pode ser visto no desempenho dos ENEM.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 55

Este quadro se inverte quando falamos das instituições de ensino superior (IES) neste

caso, as públicas, as quais, possuem, em média, uma qualidade de ensino superior às privadas.

Em geral, isto ocorre pela escassez de financiamento privado para pesquisa, extensão e ensino

e pela baixa capacidade de pagamento das famílias. Esta realidade pode ser vista pela relativa

dependência dessas instituições ao FIES e PROUNI.

Apesar da situação educacional da população baiana ainda ser precário, esta vem

melhorando o que significa aumento da demanda pelo ensino em todos os níveis.

Tabela 4 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por anos de estudo – Bahia 2013

Pelos dados da tabela acima, para a população com 10 ou mais anos de idade, na Bahia

há mais pessoas na faixa sem instrução e com menos de 1 ano de estudos (14,88%) - ou seja,

um milhão e novecentas mil baianos - do que pessoas com mais de 15 anos de estudo (5,39%)

- isto é, 689 mil pessoas. O analfabeto funcional (aquele com até 3 anos de estudo) são quase

30% da população do Estado.

Tabela 5 - Pessoas de 5 anos ou mais de idade por alfabetização Bahia 2013 em %

Anos Total Alfabetizadas Não alfabetizadas

2001 100 75,8 24,1

2002 100 76,6 23,3

2003 100 77,7 22,3

2004 100 78,2 21,8

2005 100 79,8 20,2

2006 100 80,1 19,9

Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por anos de estudo - Bahia 2013

Anos de Estudo

Pessoas de 10 anos

ou mais de idade (Mil

pessoas)

Pessoas de 10 anos ou

mais de idade (%)

Total 12.783 100

Sem instrução e menos de 1 ano 1.902 14,88

1 ano 371 2,9

2 anos 572 4,47

3 anos 795 6,22

4 anos 1.256 9,82

5 anos 943 7,38

6 anos 590 4,61

7 anos 561 4,38

8 anos 965 7,55

9 anos 485 3,8

10 anos 409 3,2

11 anos 2.694 21,08

12 anos 261 2,04

13 anos 112 0,88

14 anos 144 1,13

15 anos ou mais 689 5,39

Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 56

2007 100 80,4 19,6

2008 100 81,9 18,1

2009 100 82,3 17,7

2011 100 84,6 15,4

2012 100 83,5 16,5

2013 100 84,4 15,6

Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Com relação aos índices de analfabetismo, a Bahia sai de 1/4 da população em 2001

(24,1%) para 15,6% em 2013; entretanto, esse dado reflete melhoria relativa em face do

analfabetismo funcional (cerca de 30% da população baiana) e do percentual da população

entre 18 e 24 anos que frequentava a escola em 2013 (31,5%).

Além desta melhora, o que se verifica é que cada vez mais a taxa de atendimento vem

crescendo no País e na Bahia para os níveis de ensino fundamental e médio, fato que

pressiona a demanda telo terceiro grau. Segundo dados do Observatório do PNE em 2001 a

Bahia tinha 25.207 crianças entre 6 e 14 anos fora da escola, em 2013 este número cai para

10.929. Ainda segundo a mesma fonte de dados, a taxa de atendimento da população de 15 a

17 anos era em 2013 de 81,5%. Nesta mesma faixa etária, em 2001, 206 mil jovens não

frequentavam a escola, em 2013 este número cai para 184 mil. Em 2001, 45 mil jovens de 19

anos concluíram o ensino médio; em 2013 este número quase dobra e vai para 87 mil.

Segundo dados do Anuário Estatístico da Educação de 20139 a maior parte da população

frequenta a escola pública nos níveis médio (89,3%) e fundamental (84,5%).

A questão traz à tona a discussão sobre a qualidade da educação: o ensino

fundamental, a cargo de prefeituras que, na sua maioria, não têm capacidade de gestão,

utilizam professores com baixa capacitação, possuem estruturas físicas precárias, refletindo a

baixa qualidade do ensino; o ensino médio, responsabilidade dos governos estaduais, não

muda muito com relação ao ensino municipal, muitas vezes refletindo resultados nos quais o

estudante expressa baixa capacidade para refletir, interpretar, articular conhecimentos,

formular questões, baixo conhecimento da língua portuguesa e pouco rendimento na lógica da

matemática etc.

No ensino superior, o aumento da demanda se dá pela própria dinâmica da sociedade

contemporânea, um contexto no qual a economia cada vez exige força de trabalho mais

qualificada, principalmente com as tecnologias da informação e comunicação; a democracia

requer pessoas mais conscientes e capazes de fazer escolhas; e além disso, o Estado entra com

estímulos, em alguns casos como o Programa Bolsa Família, inserindo crianças e adolescentes

nos níveis fundamental e médio. Além disso, são também ambiciosas as metas do PNE 2014-

2024 para o alcance das metas para a população de 18 a 24 anos na educação superior.

Atualmente no Ensino Superior, o predomínio é de estudantes matriculados na rede particular

(74%) contra (26%) da rede de pública.

9 disponível em http://institucional.educacao.ba.gov.br/anuario-estatistico

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 57

Tabela 6 - Nível de ensino e rede de ensino – Bahia 2013

Esse panorama indica que, para atendimento dessa demanda, o governo terá que contar

com o ensino privado. Porém, a grande questão diz respeito ao financiamento da educação,

que, sem o aporte das políticas governamentais, não se asseguram condições para o

crescimento do acesso das camadas populares ao ensino superior, devido ao limite de renda da

população. Portanto, um problema estrutural já que o setor produtivo privado operando no

País pouco financia ensino, pesquisa e extensão dentro do Brasil. Como são empresas

estrangeiras, seus recursos para esta área são aplicados nos sistemas de ensino de seu País de

origem. Isto implica que a rede privada de ensino superior necessita da parceria das políticas

governamentais para bancar sua responsabilidade social, sua sustentabilidade, aliada a

estruturas mais modernas, complexas e qualificadas.

À baixa utilização da plena capacidade de formação soma-se a evasão como uma

grande vilã do ensino superior, embora sua mensuração não seja exata: a taxa de conclusão é,

portanto, um indicador mais específico, que trata das perdas do ensino superior, ainda que

indiretamente.

Nota-se tendência de alta no número de vagas ociosas nos últimos 5 anos, refletindo a

deficiência do posicionamento estratégico das IES. O aumento de vagas é fruto da

concorrência no setor privado por estudantes. As IES estão oferecendo mais cursos em

lugares e cidades diferentes, com valores mais baixos. Isto aponta para questões de

planejamento e análise de mercado, adequação e pertinência bem como integração com a

região de abrangência.

Sob esse cenário, o Censo 2014 reafirma que pouco menos da metade dos ingressantes

no ensino superior privado fica no caminho, ou seja, a cada 2 estudantes que ingressaram no

ensino superior, apenas 1 conclui o curso; há estudantes que, por necessidade de trabalhar,

acabam alongando o período do curso e há também aqueles que desistem por desencanto, o

que não acontece somente nas IES privadas.

Avalia-se que a oferta de cursos diferenciados e planos de financiamento mais

atrativos, aos jovens das classes C e D são condicionantes para combater os indicadores

negativos. Atualmente, 10 milhões de jovens entre 18 e 24 anos não têm condições de estudar.

É preciso ampliar o acesso à educação à distância e à graduação tecnológica, além de ampliar

a base de estudantes na graduação tradicional (bacharelados e licenciaturas) e outras

modalidades.

Pública Particular total Pública Particular

Fundamental 2.342 428 2.770 84,5 15,5

Médio 643 77 720 89,3 10,7

Superior 102 291 393 26,0 74,0

Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Nível de ensino e rede de ensino - Bahia 2013

Em números em %Nível de ensino

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 58

2.1.4 Demanda e oferta pelo Ensino Superior na Bahia e regiões selecionadas10

:

O Estado da Bahia detém cerca de 14,1 milhões de habitantes, todavia, existem apenas

238 mil estudantes matriculados no ensino superior, considerando que muitas vagas ainda são

preenchidas por estudantes advindos de outras regiões do País. Os números totais do Estado

caracterizam essa área como polo educacional estratégico, principalmente na Região

Metropolitana, em face dos investimentos e da infraestrutura instalada. Conforme dados

gerais do IBGE/CENSO/INEP/MEC 2010, a Bahia possui uma área de 564.692,7 km,

14.144.616 habitantes, 248.280 matrículas presenciais no Ensino Superior e 16.757 docentes.

Considerando a importância da região Nordeste e do Estado da Bahia no contexto da

educação superior brasileira, há demanda não atendida na(s) área(s) metropolitana(s),

detentora(s) de potencial de crescimento, necessitando ampliar a oferta existente em face dos

atuais e futuros investimentos.

No contexto da Região Metropolitana de Salvador, o potencial de crescimento

aumenta a necessidade de ampliação do potencial da mão de obra local, por meio de cursos

superiores de qualidade que, subsidiados pelo financiamento governamental ou pagos

diretamente por seus estudantes, trarão impactos diretos no desenvolvimento da economia

local.

Há, pelo menos, quatro grandes desafios que são atendidos com a implantação de

cursos ou da educação superior: ampliação, distribuição do número de vagas e melhoria da

qualidade do ensino superior no Estado Baiano.

A articulação das políticas de expansão e ampliação das oportunidades educacionais e

interiorização do ensino superior deve se efetivar na interligação entre as esferas pública e

privada, na defesa da dinamização da economia regional e na consequente integração desta à

lógica do crescimento e dos elementos político-ideológicos para a adesão e legitimação de tais

políticas.

A política de expansão da educação superior deve ser ampla e heterogênea, permeada

por práticas de natureza pública e privada e entendida como um valor agregado a ser

implementado no desenvolvimento das cidades do interior. A interiorização geográfica do

ensino superior, por meio da criação e instalação de estabelecimentos desse nível de ensino,

efetiva-se sob o discurso da modernização e do desenvolvimento regional na busca do

atendimento da demanda.

Essa demanda, não atendida pelo atual cenário do mercado de trabalho, poderá

comprometer ou desacelerar o crescimento e desenvolvimento local, que, em futuro próximo,

necessitará de mais profissionais.

O desenvolvimento da educação superior, no Brasil, na última década, indica quão

importante é o dimensionamento do perfil educacional dos jovens de 18 a 24 anos. Em

relação ao Estado da Bahia, deve-se considerar os índices relacionados à distribuição da

população jovem nos Territórios de Identidade (TI), ao número de estudantes matriculados no

ensino médio, à quantidade de matrículas no Ensino Superior e à renda auferida pela

10

Esclarece-se que a abordagem desta seção, ao enfatizar o nível regional/municipal, requereu algumas

informações - fundamentais para elaboração do cálculo da oferta e demanda - somente disponíveis no Censo

Demográfico de 2010, razão pela qual não foi possível atualizar alguns dados; isto poderá ser feito com dados da

Pnad para a Bahia e a RMS.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 59

população residente nesses Territórios. As maiores demandas potenciais por Ensino Superior

se situam nos Territórios da Região Metropolitana de Salvador, Portal do Sertão e Vitória da

Conquista, uma vez que essas áreas registram número significativo de alunos no ensino médio

sugerindo continuidade dos estudos.

Aliado a essa breve caracterização, verifica-se expansão do ensino médio em todas as

regiões do Estado da Bahia, registrando-se 589 mil matrículas no ensino médio e 248 mil no

ensino superior, correspondendo, portanto, a uma grande demanda potencial para o Ensino

Superior. A essa demanda potencial em todas as regiões, via expansão do Ensino Médio,

associa-se o crescimento da renda real dos ocupados, principalmente com as políticas de

aumento real do salário mínimo, com aumento do número de ocupados e com a liberdade de

negociação entre patrões e empregados. Os dados mostram um potencial futuro e presente

enorme: são 1.326.945 adolescentes entre 12 e 17 anos.

Tabela 7 - Oferta e demanda do ensino superior

Ainda em relação a esses dados, a análise revela que a desigualdade social é muito

forte em algumas regiões do Estado, sugerindo atenção quanto aos seguintes números: apenas

25% da população ocupada dessas áreas poderiam pagar a universidade, mesmo assim, com

grandes sacrifícios requerendo algum benefício – financiamento, bolsa parcial etc. Em

Tabela - Oferta e demanda do ensino superior

Território de Identidade -TI

População total

População adolescent

e *

População

jovem**

PIB do Território

de Identidad

e / PIB estadual (em %)

% da população ocupada

com rendimento mensal

até 2 salários mínimos

Ocupados

Ocupados com

mais de dois

salários mínimos

Quantidade de

matrículas no Ensino

Médio

Quantidade de

matrículas no Ensino Superior

Costa do Descobrimento

343.347 80.298 43.763 2,% 66,% 144.604 49.785 14.899 2.315

Extremo Sul 416.859 90.388 52.268 3,% 76,% 171.656 41.857 16.534 5.365

Litoral Sul 772.683 156.696 97.312 4,% 79,% 293.560 62.816 31.027 16.570

Portal do Sertão

872.780 169.275 116.084 6,% 72,% 393.122 111.566 33.842 16.950

Recôncavo 576.672 108.985 75.078 11,% 71,% 235.991 69.532 26.246 8.472

Região Metropolitana de Salvador

3.438.844 582.774 439.321 41,% 70,% 1.574.506 476.343 141.895 141.323

Vitória da Conquista

695.302 138.529 88.959 3,% 75,% 288.218 72.207 29.391 13.207

Total TI Selecionados

7.116.487 1.326.945 912.785 75,% 3.101.657 884.106 293.834 204.202

Total para o estado da Bahia

14.016.906

1.617.215 1.811.103 100,% 72,% 5.841.07

8 1.657.51

7 588.986 247.980

* 12 a 17 anos; ** 18 a 24 anos. Fonte: Elaboração UCSal, a partir dos dados do Censo 2010 (IBGE, 2012), microdados do Censo do Ensino Superior (IBGE, 2012), SEI (2012) e Sistema Azimute (AZIMUTE, 2012).

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 60

contrapartida, uma grande maioria, ou seja, 75%, dos que ganham até 2 salários mínimos,

precisariam de bolsa em tempo integral e financiamento para estudar.

Podemos concluir que existem grandes oportunidades para a expansão do ensino

superior em diversos Territórios de Identidade do Estado, em especial, além daqueles já

mencionados, nos TI de RMS, Extremo-Sul e Litoral Sul, seja pelo potencial de investimentos

previstos para essas áreas, seja pela existência de possibilidades de elevação da renda, e,

ainda, pela constatação de que nesses territórios a oferta atual de cursos de nível superior é

reduzida.

2.2 DIRETRIZES PEDAGÓGICAS E PRÁTICAS ACADÊMICAS: PRINCÍPIOS

FILOSÓFICOS E TECNICO-METODOLÓGICOS

As diretrizes pedagógicas da UCSal se espelham nas políticas institucionais, conforme

estabelecido neste PDI 2016-2020, destacando o seguinte:

Inovações consideradas significativas, especialmente quanto à flexibilidade

dos componentes curriculares

Oportunidades diferenciadas de integralização curricular

Atividades práticas e estágio

Desenvolvimento de materiais pedagógicos

Incorporação de avanços tecnológicos.

A atual conjuntura da organização do trabalho nos processos produtivos das

sociedades contemporâneas demanda uma nova concepção de qualificação do capital humano,

baseada em competências, habilidades e qualidades, não apenas em know-how e conteúdos

técnicos, como até o final do Século XX. Diante da crise do trabalho, provocada pela

assunção de novas tecnologias e de novos métodos de produção, em que o trabalho estável

clássico cede espaço à fluidez do trabalho incerto, coube à educação superior assumir o

desafio de promover um esteio de saberes formativos para a instrumentalização do

trabalhador, numa sociedade altamente competitiva, marcada pelo acesso quase irrestrito à

informação.

Desta forma, mais do que nunca, a educação superior tornou-se, para a sociedade

imediatista e de consumo, um instrumental, um investimento de carreira. O repentino discurso

em prol da formação — e reformação — profissional traduz uma necessidade do setor

produtivo de responder à complexidade dos processos de produção, proposta nas últimas três

décadas, diante da assunção do chamado modo de globalização.

Diante desta dinâmica reificante e redutora do ensino superior, é dever da

Universidade Católica romper o ciclo de uma proposta formativa meramente instrumental,

almejando uma formação inspirada em valores humanistas, em conformidade com a sua

vocação filantrópica, confessional e comunitária, que, por sua vez, subsidia a sua missão

como universidade e como universidade católica. É sua intenção, portanto, que o produto

científico, obtido do cotidiano universitário, possa lançar luz à resolução dos desafios típicos

da sociedade contemporânea, sem que, para isso, seja necessário abdicar da sua essência

eminentemente humanística.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 61

Compreende-se a essência humanística da UCSal como síntese do compromisso em

formar cidadãos atuantes, críticos e participativos, capazes de assumir a plenitude da condição

humana numa época marcada pela assunção de uma identidade, ao mesmo tempo, local e

planetária, e prontos para intervir positivamente nas questões existenciais, sociais e

ambientais próprias do seu tempo.

Estatutariamente, a UCSal, sob a inspiração da filosofia cristã e observando o

panorama social brasileiro e baiano, bem como a integração nacional (Art. 2º do Estatuto da

UCSal, 2015), tem por finalidade a promoção dos mais nobres valores humanos, dos diversos

ramos do saber e o encontro entre a ciência e a fé católica, na investigação da verdade e na

reflexão dos problemas humanos, com especial atenção às implicações ética e moral, bem

como a seus princípios e objetivos fundamentais, abrangentes ao ensino superior, da pesquisa

e da extensão:

I - Disseminar o ensino, a pesquisa e extensão de natureza teológica, filosófica e

científica e o respeito aos princípios e institutos confessionais;

II - Exercer a autonomia universitária para ministrar o ensino superior em todas as

suas modalidades;

III - Fomentar a liberdade acadêmica para o desenvolvimento da comunidade, atenta

aos princípios da solidariedade e do respeito à dignidade e aos direitos essenciais da

pessoa humana;

IV - Estimular o desenvolvimento cultural, a produção científica e o pensamento

reflexivo;

V - Formar profissionais nas diferentes áreas do conhecimento, aptos à inserção e

participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, colaborando na sua

formação contínua;

VI - Promover a pesquisa e a investigação científica, visando ao desenvolvimento da

ciência, da tecnologia, da criação e difusão da cultura, ampliando o entendimento do

homem e do meio em que vive;

VII - Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional, assim

como possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que

vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de

cada geração;

VIII - Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os

nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer

com esta uma relação de reciprocidade;

IX - Promover a extensão, visando à difusão das conquistas, dos benefícios da

criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica gerados na instituição;

X - Assegurar aos seus membros plena liberdade de estudo, pesquisa, ensino e

extensão no âmbito e competência de cada um, salvaguardados os direitos civis e os

compromissos éticos com a verdade e o bem comum, vedados o proselitismo e a

propaganda político-partidária.

XI - Promover a assistência social dentro da sua área de atuação, mediante concessão

de benefícios educacionais diversos ao público alvo da política de assistência social,

definida segundo os critérios da legislação competente, bem como o

desenvolvimento de projetos e/ou programas de assistência social, assim

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 62

compreendidos aqueles em consonância com os Art. 203 e 213 da Constituição

Federal de 1988 e com as normas infraconstitucionais de assistência social, no

âmbito municipal, estadual e federal, em decorrência do seu caráter assistencial e

filantrópico, e ainda, em vista da natureza jurídica de entidade beneficente de

assistência social de sua Entidade Mantenedora, a Associação Universitária e

Cultural da Bahia, consoante o previsto em seu Estatuto Social.

O PPI da UCSal traça, assim, o caminho para a excelência acadêmica. É meta

institucional, para os próximos anos, alcançar uma excelência acadêmica que coloque a

Universidade como um lugar privilegiado de construção do conhecimento através do contínuo

aprimoramento do ensino, da pesquisa e da extensão, procurando atender sempre às diretrizes

estabelecidas pela legislação nacional e pelos seus requerimentos internos.

O que deve nortear o seu PPI é a valorização de uma formação profissional e ao

mesmo tempo humanista, sempre buscando se relacionar com as grandes demandas da

sociedade. A universidade é o local da formação profissional e pessoal do jovem que busca

qualidade de serviço quando escolhe uma IES para estudar. O estudante deve sair do percurso

acadêmico amadurecido e pronto para enfrentar as questões e problemas que a sociedade vai

apresentar. A sociedade atual demanda um profissional com uma formação geral, que

extrapola o domínio de uma área específica do conhecimento e que requer, além da aquisição

de conteúdos básicos, o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes formativas;

ou seja, uma formação que o capacite para atuar como agente de transformação do mundo no

qual se insere.

Para isso, toda a concepção pedagógica se baseia numa perspectiva de integração entre

Ensino, Pesquisa e Extensão, através da criação dos Centros de Ensino, Pesquisa e Extensão,

organizados por grandes áreas de conhecimento. Além disso, busca-se fortemente a relação

entre a graduação e a pós-graduação, entendendo que um pode colaborar com o outro em seus

processos de ensino-aprendizagem e de produção de ciência, tecnologia e inovação.

Para garantir qualidade em todos os seus segmentos de cursos deve ter como

princípios:

- Metodologia voltada para provocar um aprendizado baseado na elaboração do

pensamento, com autonomia e independência, capacitando o estudante a

problematizar e propor alternativas de intervenção na realidade que o cerca, ou seja,

aprender a aprender;

- Promoção da interdisciplinaridade, que permite uma formação integrada para dar

conta das problemáticas advindas de situações reais e do cotidiano;

- Ênfase numa formação humanista baseada na promoção de valores éticos e morais

e dos diversos ramos do saber e na reflexão dos problemas humanos;

- Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão explícitos nos Projetos

Pedagógicos de Cursos (PPC);

- Formação de profissionais críticos e atuantes na sociedade através de um contexto

de aprendizagem social e interdisciplinar buscando o equilíbrio entre o preparo

científico, técnico e humanístico, favorecendo uma formação de liderança e de

empreendedorismo;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 63

- Acompanhamento do estudante em seus processos de aprendizagem, considerando

que boa parte tem necessidades específicas que devem sem contempladas pela gestão

institucional;

- Aprimoramento contínuo de seu corpo docente e qualificação pedagógica;

- Promoção de metodologias inovadoras, que se utilizam de tecnologias da

informação e oferecem novas possibilidades de aprendizado à distância e/ou em

redes;

- Articulação entre a graduação e a pós-graduação, tendo como premissa o conceito

de verticalização;

- Produção técnico-científica de qualidade;

- Internacionalização e mobilidade de estudantes e professores o que pode garantir

novos atributos às atividades pedagógicas desenvolvidas na instituição.

Formação humanista

As Universidades Católicas têm grande responsabilidade sobre a formação humana,

por sua própria natureza e missão. A UCSal toma como referência alguns princípios

(CORREIA JUNIOR, 2002) relativos à formação humanista nas instituições católicas:

- O ser humano é sempre fim, nunca meio – isso coloca o homem como valor absoluto

e que não deve ser instrumentalizado;

- O ser humano não deve ser apenas respeitado, mas promovido de forma positiva em

sua própria dignidade;

- A promoção do humano gera liberdade que é a realização plena de suas faculdades,

potencialidades e aspirações.

A UCSal preocupa-se com o desenvolvimento integral da pessoa, por isso, o tema da

formação humana nos é muito caro e é central às atividades do Eixo de Formação Geral (ver

adiante), permeia toda e qualquer ação institucional valorizando cada estudante, cada

professor e cada técnico de forma irredutível e não admitindo qualquer tipo de

instrumentalização.

Espera-se que esta componente de nosso processo pedagógico possa gerar homens e

mulheres, que, além de suas capacidades profissionais e técnicas, sejam capazes de servir à

comunidade e ambientes de trabalhos onde estarão inseridos, colaborando para a construção

de uma sociedade mais fraterna.

Aprender a aprender

No contexto da reflexão sobre o processo de ensino/aprendizagem emerge cada vez

mais o perfil de um professor menos transmissor de conhecimentos e mais mediador de um

processo contínuo, autônomo e permanente, sobretudo na educação superior. O que o próprio

mercado solicita não é mais um profissional “preparado”, mas um profissional habilitado a

lidar com “os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção de

conhecimento” (MEC, 2002).

Nesta perspectiva, se torna menor a preocupação com as informações (conteúdos) e

maior a preocupação com a formação e o desenvolvimento da capacidade de aprender,

respondendo, pelo menos, às seguintes questões:

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 64

- Como ter acesso a fontes qualificadas de conhecimento?

Se o que importa é ensinar a aprender, o professor universitário deverá ser um

especialista em aprender, mais do que em ensinar, porque somente quem sabe como

se aprende poderá ajudar os outros a apreenderem. Por isso, deve ser primeiramente

um especialista em encontrar fontes qualificadas de conhecimento, para poder

orientar os estudantes nesta busca que alimenta processos de aprendizagem

autônomos e permanentes. Na era da cibercultura, isto significa que o professor

deverá saber lidar com as novas tecnologias de informação e comunicação, e não se

limitar ao uso da bibliografia tradicional, valorizando os recursos equivalentes aos

periódicos especializados e a outras fontes virtuais, não se limitando a referências

bibliográficas nem ao plano da disciplina, mas expandindo, no cotidiano da sala de

aula, aos periódicos especializados, ao portal da Capes, e outras fontes, incluindo as

virtuais11

.

- Como lidar com as informações encontradas?

Aqui entra em jogo a “Iniciação ao pensar”. O problema mais preocupante hoje é a

indigência de pensamento. Num mundo em que sobra conhecimento e falta

pensamento, é preciso saber integrar a “comunidade do conhecimento” com a

“comunidade do pensamento”, para que as pessoas, que hoje têm acesso a uma

infinidade de informações, possam desenvolver também a capacidade de pensar essas

informações. O conhecimento é matéria-prima do pensamento; mas o conhecimento

adquire todo o seu valor quando é submetido à capacidade de pensar. Por isso, é

fundamental que a educação ajude as pessoas a aprender a pensar, para poder

valorizar o conhecimento, lembrando que o pensar humano educado não leva à

certeza, mas à capacidade de lidar com as incertezas e a uma atitude de diálogo e de

busca constante, que é decisiva para a qualidade ética da convivência humana.

Considerando que “só aprende quem pensa”, é fundamental, na trajetória acadêmica,

exercitar e aprimorar constantemente a capacidade de pensar.

Ensino e interdisciplinaridade

A UCSal assume que a universidade não deve somente capacitar os acadêmicos para

futuras habilitações em suas especializações, mas deve visar o desenvolvimento de

competências e habilidades em função de novos saberes que se produzem e que se exige de

um novo tipo de profissional (FAVARÃO e ARAÙJO, 2004).

É necessário superar, no desenvolvimento dos componentes curriculares, a pouca

interação com a realidade e entre as disciplinas; ainda é muito frequente nos cursos de

graduação, com docentes, na maioria das vezes, especialistas em determinada área de

conhecimento, empenhados em fazer o seu estudante aprender o conteúdo da sua disciplina,

desenvolvendo um trabalho solitário e fechado em si mesmo, sem que haja uma interligação

11

Nesta perspectiva, as disciplinas ofertadas na modalidade semipresencial, como também a proposta de cursos

em EAD, podem promover uma maior atenção e valorização das Tecnologias de Informação e Comunicação –

TIC também no ensino presencial.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 65

entre tais conteúdos e a situação da qual emergem, reforçando dissociações entre teoria e

prática (UCSAL, 2010, p.8).

A UCSal compartilha uma educação “trabalhada de forma interdisciplinar, na qual o

estudante é agente ativo, comprometido, responsável, capaz de planejar suas ações, assumir

responsabilidades, tomar atitudes diante dos fatos e interagir no meio em que vive

contribuindo, desta forma, para a melhoria do processo ensino-aprendizagem” (FAVARÃO;

ARAÚJO, 2004).

A interdisciplinaridade na UCSAL é contemplada na forma da organização

pedagógica desenhada em Eixos de Formação12

que considera o desenvolvimento de uma

abordagem interdisciplinar em que o estudante é motivado a ser um protagonista na produção

de conhecimento e em sua própria formação. O professor deve agir como o mediador do

processo ajudando o estudante a ser sujeito de sua aprendizagem, “ou seja, levar o estudante a

aprender a planejar, a trabalhar com hipóteses e a encontrar soluções” (FAVARÃO;

ARAÚJO, 2004). Além dos Eixos, a interdisciplinaridade pode ser presenciada em atividades

extracurriculares, em projetos de extensão ou de pesquisa, ou seja, torna-se um horizonte que

caracteriza as atividades pedagógicas desenvolvidas na Universidade.

Processo de ensino-aprendizagem

Uma questão frequente no processo de ensino-aprendizagem das universidades diz

respeito ao hiato que se dá quando um professor altamente qualificado em sua área de

formação não recebeu formação qualificada na área pedagógica; ou seja, não possui domínio

da docência universitária. O resultado é muita insatisfação gerada de todos os lados, os

estudantes reclamam e reconhecem que o professor até domina o assunto, mas não é um bom

comunicador, e os professores enxergam uma grande maioria que não está minimamente

disposta a estudar e a aprender sobre tema da aula.

A UCSal reconhece a importância da adoção de princípios que devem ser observados

para a boa prática do processo de ensino-aprendizagem em uma instituição universitária

(SANTOS, 2001):

- Contato entre o estudante e o professor – o bom professor é aquele que, interessado

pelo estudante, incentiva discussões de diferentes pontos de vista e busca ajudar os

estudantes em seus problemas dentro e fora de sala de aula;

- Cooperação entre os estudantes – técnicas de ensino-aprendizagem que propiciam a

interação entre estudantes (estudante ensinando estudante) são superiores às técnicas

mais passivas, como aulas expositivas;

- Aprendizagem ativa – o baixo índice de aprendizagem está relacionado a uma

postura passiva do estudante (ouvir, memorizar e responder), o ideal é que os

estudantes falem e escrevam sobre o que estão aprendendo, fazendo relações com

suas experiências e aplicando em situações práticas;

- Feedback imediato – é importante que os estudantes possam checar constantemente

sua performance para aproveitar melhor um curso;

12

“A interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de

investigação, um plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve partir da necessidade sentida pelas escolas,

professores e estudantes de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma disciplina

isolada e atrai a atenção de um olhar, talvez vários” (BRASIL, 2002, p.88-89).

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 66

- O tempo da tarefa – assim como os estudantes precisam de ajuda para gerenciar o

tempo necessário para uma aprendizagem efetiva, o professor precisa alocar

realisticamente o tempo para proporcionar um ensino eficiente;

- Altas expectativas – quando o professor fixa objetivos desafiadores à performance

dos estudantes é melhor do que quando lhe são fixadas metas menos desafiantes;

- Respeito aos diversos talentos e às diferentes formas de aprendizagem – o professor

deve buscar variar constantemente as suas técnicas/métodos de ensino visando

atender aos diferentes estilos de aprendizagem dos estudantes e às diferenças

existentes entre os mesmos, respeitando suas individualidades.

Em recente seminário da UCSal - “Avaliação da aprendizagem na Universidade: desafios e

possibilidades” (out. 2015) -, com a participação da representação estudantil e do corpo

docente, foram sugeridas algumas ações para os próximos anos na Instituição, dentre eles:

- Estabelecer uma comissão entre docentes e estudantes para acompanhar e avaliar o

processo de ensino-aprendizagem e de avaliação e estabelecer encontros de discussão

com os estudantes sobre o tema de aprendizagem e da avaliação;

- Criar um programa institucional de acompanhamento aos estudantes – Programa

Espaço de Aprendizagem, que irá identificar as fragilidades estudantes calouros e

veteranos e ajudá-los na forma de estudar, sugerindo formação de grupos de estudo,

oficinas para sanar deficiências, inclusive em relação à escrita;

- Verificar a possibilidade de ajustes nas matrizes de alguns cursos, inserindo

componentes curriculares para nivelamento;

- Instituir coordenações ligadas ao Eixo de Formação Básica, articular programas de

acompanhamento do processo de aprendizagem e propor encontros com o corpo

docente para discutir sobre planos de ensino e atividades interdisciplinares;

- Promover articulação com o PLENUS – Centro de Atendimento à Comunidade

UCSAL, para acompanhar estudantes com deficiências no processo de

aprendizagem;

- Pensar em outras formas de avaliação que não apenas provas formais, a exemplo de

avaliações com problematizações de uma situação e refletir sobre a introdução de

“Avaliações Substitutivas”, no intuito de dar oportunidades aos estudantes que por

algum motivo não tiveram um bom rendimento.

Corpo docente qualificado

Atualmente é grande a busca dos professores de Universidades por formação

acadêmica almejando o doutorado e por participação plena institucional produzindo em

pesquisa e/ou extensão. Isso também aumenta a demanda de uma formação pedagógica que

pode qualificar e muito os professores em suas atividades docentes como intermediadores do

conhecimento.

A preocupação com a formação dos professores no ensino superior tem mobilizado

educadores, pesquisadores e os próprios professores, como indica o número expressivo de

publicações, pesquisas e artigos relevantes sobre o tema; o aumento de obras didáticas para o

ensino superior; os debates promovidos pelos congressos nacionais de educação; as

dissertações e teses produzidas na área educacional; discute-se sobre a formação de

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 67

professores a partir de diferentes abordagens, mas as pesquisas apontam para a necessidade de

uma formação principalmente pedagógica para os professores do ensino superior; e faltam

espaços para esse tipo de formação (GAETA, 2012).

O aumento da demanda por formação específica dos professores do ensino superior

ocorre: (i) seja por iniciativa particular daqueles que querem acrescentar um diferencial de

qualidade a sua atuação; (ii) seja por força das restrições legais para contratação de

professores para esse nível de ensino determinadas pelo MEC; (iii) seja por políticas internas

das instituições de ensino superior que procuram qualificar seus quadros de forma que se

mantenham competitivas no mercado educacional (GAETA, 2012, p. 37).

Na UCSal as ações voltadas para uma política do corpo docente são:

- Apoio à qualificação acadêmica docente através de descontos em cursos

desenvolvidos na própria Universidade;

- Implementação de novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), consolidação

do Plano Individual de Trabalho (PIT) e do Relatório Individual de Trabalho (RIT),

como apoio no gerenciamento das atividades dos professores com regime contínuo;

- Incentivo e auxílio à participação dos docentes em eventos científicos, técnicos e

culturais;

- Divulgação das ações desenvolvidas pelos docentes;

- Seleção de novos professores segundo critérios transparentes e rigorosos, para

atuar, preferencialmente, tanto na graduação quanto na pós-graduação;

- Implantação do Programa Espaço Docente (Ped)13

, programa que está sendo

planejado e tem como objetivos:

- Criar um espaço de reflexão sobre a prática pedagógica;

- Favorecer o desenvolvimento profissional dos docentes por meio da

problematização e teorização da prática pedagógica vivenciada no ensino superior;

- Incentivar discussões sobre os papéis dos professores e dos estudantes sobre os

processos de ensino e aprendizagem;

- Promover a formação de grupos de estudos entre os docentes da UCSal;

- Colocar em evidência novas compreensões de currículos e práticas pedagógicas

inovadoras;

- Estimular o desenvolvimento de ações e intervenções no cotidiano, visando

compreender, renovar e valorizar as práticas de atuação no contexto da sala de aula.

Atividade de gestão acadêmica na coordenação de curso

Para a UCSal, as competências de um coordenador de curso são centradas na ação de

gerir, que consiste em agir de acordo com os objetivos institucionais e os recursos disponíveis

para tal. Essa ação é considerada em nível estratégico de uma IES. Sob o ângulo das

competências, os objetivos institucionais ligados ao crescimento focalizado e quantitativo,

integrado e qualitativo, e à sobrevivência e consolidação ao longo do tempo, são decisões no

nível estratégico de uma IES, portanto, são partes importantes do PDI (MURIEL, 2015).

13

O PED foi idealizado e está sendo coordenado pela Professora Doutora Maria das Graças Auxiliadora Fidelis

Barboza, docente da UCSal e autora do livro “A aula universitária: coreografias de ensino”.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 68

Na gestão assumida pelos coordenadores de curso espera-se que eles assumam o

desenvolvimento dos seguintes aspectos (MURIEL, 2015a):

- Marketing – integração entre a política de comunicação, a gerência de produtos e

serviços (política de egressos e captação de estudantes), o atendimento aos

estudantes que utilizam os serviços diretos da IES e a logística da distribuição de

cursos.

- Sustentabilidade financeira – coerência entre as ações desenhadas para o curso, as

metas financeiras e o projeto institucional, utilizando o orçamento anual como

instrumento de gestão.

- Produção acadêmica - integração entre os projetos pedagógicos, as atividades de

ensino, pesquisa e extensão, os recursos didático-pedagógicos, os convênios com as

empresas, a infraestrutura física e tecnológica, o controle da qualidade de todo o

processo de aprendizagem, e os instrumentos de regulação.

- Gestão de recursos humanos - relação entre as políticas de contratação e

exoneração, os planos de carreira docente, cargos e salários, o acompanhamento

psicológico e as políticas de qualificação.

Além disso, é muito importante que os coordenadores participem do planejamento das

ações definidas no PDI, principalmente as que se referem às políticas de ensino que devem ser

evidenciadas nos projetos pedagógicos, gestão dos estágios, acesso dos estudantes aos

serviços oferecidos na IES, atualização das bibliografias e dos laboratórios.

Para apoiar a ação dos coordenadores de curso é imprescindível que a Universidade

garanta uma formação continuada para coordenadores e seus respectivos Núcleos Docentes

Estruturantes (NDE). O coordenador, juntamente com o seu NDE, constitui a liderança

acadêmica do curso de graduação e quanto melhor o entrosamento entre os mesmos, melhor a

gestão do curso.

A UCSal toma como referência (MURIEL, 2015) as atribuições indicadas pelo Mec

para os NDE:

- Contribuir para consolidação do perfil profissional do egresso do curso.

- Zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de

ensino constantes no currículo.

- Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão,

oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de trabalho e

afinadas com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do curso.

- Zelar pelo cumprimento das DCN para os Cursos de Graduação.

Nessa perspectiva, o PPC deve explicitar o modelo de gestão utilizado no curso de

graduação bem como refletir a política de ensino adotada pela IES e demonstrada em seu PDI.

Desenvolver um curso é muito mais do que consolidar o perfil profissional dos egressos e o

PPC é um instrumento de concepção, comunicação, planejamento e implantação de uma

intenção educacional muito maior do que ele. O PPC é uma descrição sumária [...] daquilo

que queremos fazer como educadores. Cumpre bem a sua função na medida em que comunica

uma ideia e estabelece uma programação para implantar um conjunto de ações, políticas e

sistemas voltados para viabilizar a aprendizagem de estudantes e professores (MURIEL,

2015).

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 69

Estudos demonstram que os NDE se estruturam como equipes e buscam um

desempenho diferenciado: a) identificam-se por habilidades complementares, b) estabelecem

objetivos claros e metas quantificadas de curto prazo, c) desenvolvem um modo específico de

trabalhar com uma cultura interna forte; e que é possível criar equipes de alto desempenho

mesmo que institucionalmente não existam condições ideais para essa prática (MURIEL,

2015).

Na UCSal, está havendo atualmente uma valorização das coordenações de curso e seus

NDE e pretende-se investir na formação dessa equipe para que, alinhada com a missão

institucional, ela possa desempenhar, cada vez mais, o papel de gestora dos cursos de

graduação, valorizando o desenvolvimento técnico, científico e acadêmico, e estabelecendo

metas condizentes com os recursos disponíveis na Universidade.

Infraestrutura e Tecnologias de Informação

A qualidade de uma Universidade é também reconhecida pela infraestrutura,

fundamental para o desenvolvimento das atividades acadêmicas; por outro lado, é obrigação

da IES oferecer infraestrutura adequada para o desenvolvimento de suas atividades de ensino,

pesquisa e extensão.

Nos últimos anos, assistiu-se a um grande aumento de ofertas de vagas no ensino

superior privado e público no Brasil, porém esse crescimento ocorreu de forma desordenada,

o que afetou na qualidade dos serviços oferecidos pelas IES e a maioria delas não conseguiu

atualizar em tempo hábil uma infraestrutura para atender a esta demanda14

.

Em março de 2014, a UCSal realizou o “Escuta UCSal”, que consistiu na aplicação de

pesquisa avaliativa junto à toda comunidade. Em relação à infraestrutura física a comunidade

sinalizou a necessidade de (UCSal, 2015b):

- Melhoria das condições das salas de aula e conforto térmico, assim como,

instalação de equipamentos e recursos tecnológicos mais atualizados;

- Melhoria dos laboratórios utilizados pelos estudantes nos diferentes campi;

- Ampliação e atualização do acervo impresso e eletrônico da Biblioteca,

contemplando todos os cursos oferecidos pela Universidade;

- Melhoria do sistema de segurança nos diversos campi, iluminação, instalação de

catracas em todos os campi da UCSal;

- Organização de área de alimentação com restaurante universitário e lanchonetes,

compatíveis com as necessidades de estudantes, professores e funcionários da

UCSal;

- Revisão, adequação e manutenção das instalações e dos equipamentos nos diversos

campi;

- Melhoria dos serviços relacionados aos computadores, softwares, internet e

material de divulgação e apoio para professores e estudantes.

14

[...] a qualidade e a melhoria do Ensino Superior brasileiro estão intrinsecamente ligadas à identificação e

atenção aos fatores que explicam o nível de qualidade das instituições: instalações, estrutura, serviços

acadêmicos, suporte financeiro, política de avaliação institucional, planejamento institucional, jornada de

trabalho, qualificação docente, qualificação técnico-administrativa, relação professor/estudante, processos

metodológicos do ensino, oferta de vagas e expansão de cursos e programas de pós-graduação. (GRASEL, 2000,

apud MARQUES et al, 2015).

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 70

A maioria dessas demandas foi atendida parcialmente ou integralmente durante o ano

de 2015. O objetivo da governança da UCSal é superar deficiências que se acumulavam há

anos e que havia acarretado perda de praticamente metade do seu corpo discente. Retomar o

cuidado com a infraestrutura ajudou na reversão da curva de ingresso de estudantes que

voltou a ser ascendente.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), item fundamental da

infraestrutura de uma IES, se fazem cada vez mais presentes no ambiente acadêmico

universitário, o que indica que a educação formal precisa se reinventar e se permitir extrapolar

a sala de aula que perde suas limitações físicas quando se aplicam, além dos ambientes

presenciais de ensino, os ambientes virtuais (PRATA-LINHARES, 2012, p.57-58).15

.

A educação presencial e a educação à distância estão sendo fortemente modificadas e

todos nós, organizações, professores e estudantes, somos desafiados a encontrar novos

modelos e propostas para novas situações. Hoje, ensinar e aprender não se limitam ao trabalho

dentro da sala de aula, [...] às formas de expressão oral e escrita. Implicam modificar o que

fazemos dentro e fora das salas de aula, usar linguagens diferentes, no presencial e no virtual,

organizar ações de pesquisa e de comunicação que possibilitem proporcionar e continuar a

aprendizagem também em ambientes digitais, acessando páginas na Internet, pesquisando

textos, vídeos, imagens, áudios, recebendo e enviando mensagens, discutindo questões em

fóruns ou em salas de aula virtuais, divulgando pesquisas e projetos. .(PRATA-LINHARES, 2012,

p.57-58).

Nessa perspectiva, dois grandes passos foram dados, pela UCSal, em 2015 para o

avanço e amadurecimento no uso de TIC: a) a criação do Campus Virtual da UCSal; e b) a

inserção da EaD nos cursos de graduação.

O Campus Virtual da UCSal é uma plataforma digital, desenvolvida em parceria com

a Cooperativa de Tecnologias Livres (COLIVRE), que está possibilitando a UCSal criar e

gerir sua própria rede social com foco no desenvolvimento acadêmico da Instituição. Ele tem

como objetivo ampliar as formas de comunicação entre toda a comunidade acadêmica de

estudantes, professores, gestores e funcionários, transformando perfis de uma rede social

acadêmica em sites, blogs e portais institucionais, proporcionando a inovação de processos

educativos personalizados, com aulas e cursos com mais participação ativa, interação,

comunicação, autonomia e compartilhamento de conteúdo e recursos educacionais em rede

(UCSAL, 2015c).

O Centro de Educação à Distância (CEAD) nasceu com a função de promover projetos

na modalidade de ensino à distância com oferta de cursos de graduação, pós-graduação e

extensão, bem como prestar assessoria na oferta de disciplinas semipresenciais nos cursos de

graduação presencial, atendendo ao disposto na legislação e nas normas internas aplicáveis à

modalidade. Atualmente, as cinco disciplinas do Eixo de Formação Geral estão sendo

ministradas no regime semipresencial, utilizando o Ambiente Virtual de Aprendizagem

(AVA); e algumas disciplinas dos Eixos Básicos de Formação estão sendo preparadas para o

15

“O computador, a Internet e as novas tecnologias em geral permitem acelerar e conectar informações,

atividades e pessoas. Entretanto, as tecnologias sem educação, conhecimentos e sabedoria que organizar seu real

aproveitamento levam-nos apenas a cometer mais rapidamente e em maior escala os mesmo enganos.

[,..]”.(PRATA-LINHARES, 2012, p.57-58).

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 71

próximo semestre. A meta é atingir, nos próximos anos, 20% das disciplinas da graduação em

EaD. O CEAD está oferecendo cursos para Tutores em EaD, o que tem provocado alguns

professores a repensarem suas disciplinas presenciais a partir da utilização do AVA,

conferindo dinâmicas mais atuais ao processo de ensino e aprendizagem.

Produção de conhecimento científico e/ou tecnológico

O conhecimento científico e a inovação são fatores centrais para o crescimento e o

desenvolvimento econômicos sustentáveis, e demanda “[...] cooperação mais estreita entre

ciência, tecnologia e inovação, ou seja, universidade, sociedade e sistema produtivo”.

(GUIMARÃES, 2015).

Nesse sentido, é fundamental o papel da Universidade no desenvolvimento da ciência

e tecnologia de uma região e até de um País. A Bahia, apesar de apresentar grande defasagem

na produção científica e tecnológica em relação aos Estados do Sudeste e Sul, tenta avançar

mesmo com recursos escassos de fomento de pesquisa.

A UCSal se empenha em valorizar ações que promovam:

- O desenvolvimento de grupos de pesquisa;

- Produção colaborativa e em rede com parcerias interinstitucionais;

- Valorização de docentes envolvidos na condução dos trabalhos acadêmicos;

- Inserção da atividade de pesquisa nos projetos pedagógicos de cursos, nos

programa de disciplinas, orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso etc.;

- Motivação para publicações e participação de professores e estudantes em eventos

técnicos e científicos.

Internacionalização e mobilidade

A cooperação acadêmica internacional, especialmente na última década, vem

adquirindo fundamental importância junto às instituições de ensino superior brasileiras e

estrangeiras. As universidades estão entrando no novo século com o desafio de repensarem o

seu papel diante da sociedade, como instituições que abrigam a multiplicidade de valores e de

opiniões e que enfatizam o caráter universal do conhecimento. A mobilidade de estudantes,

professores, pesquisadores e de gestores intensifica cada vez mais os laços transnacionais,

estabelecendo conexões e criando redes de saber universal. As redes de cooperação formadas

pelas universidades aproximam as comunidades científicas de diferentes partes do planeta,

reforçando a premissa de que é no seio da universidade que devem ocorrer os grandes avanços

científicos e tecnológicos e a efetiva integração dos povos, respeitando, acima de tudo, as

diferenças e as especificidades de cada nação (STALLIVIERI, sd).

É importante também estimular a criação de um determinado padrão internacional no

interno na Universidade através de eventos internacionais, criação de componentes

curriculares ministradas em língua estrangeira, convite a professores estrangeiros para

desenvolvimento de atividades e projetos de pesquisa. É fundamental que a IES fique atenta

às oportunidades de mobilidade favorecidas por programas do Governo Federal e outros

programas particulares de instituições estrangeiras que atraem profissionais de outros Países.

O setor de Assessoria de Relações Internacionais da UCSal tem o papel de identificar

essas oportunidades e facilitar os caminhos burocráticos dentro e fora da Instituição para

facilitar os encaminhamentos dos intercambistas.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 72

A criação de um Núcleo de Idiomas na Universidade é fundamental para oferecer, aos

estudantes, oportunidades de formação em línguas estrangeiras e para a criação de ambientes

com experiências no uso de outras línguas, como o que está sendo implementado na UCSal.

2.3 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA

A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão na Universidade é questão

irrefutável, pois é o fator que pode garantir a construção de conhecimento, tecnologia e

inovação com qualidade. Na UCSal, essa perspectiva está orientada por princípios

metodológicos que introduziram um novo desenho para o processo de ensino-aprendizagem e

produção de conhecimento.

A nova organização didático-científica definida à base de Centros de Ensino, Pesquisa

e Extensão, a partir de 2015, compreende maior integração entre ensino, pesquisa e extensão e

maior interação interdisciplinar e verticalizada, entre a graduação e a pós-graduação, nos

diferentes ramos das ciências e das habilitações profissionais:

I – Centro de Educação, Cultura e Humanidades – Cursos de Educação Física

(licenciatura), Filosofia, Serviço Social, História, Matemática, Pedagogia, Psicopedagogia,

Letras (Inglês e Português), Música (Piano e Violão) e Teologia;

II – Centro de Engenharias e Ciências Tecnológicas – Cursos de Engenharia Civil,

Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia de Software, Análise e

Desenvolvimento de Sistemas;

III – Centro de Ciências Naturais e da Saúde – Cursos de Enfermagem, Fisioterapia,

Gastronomia, Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física (bacharelado) e Nutrição;

IV – Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Cursos de Direito, Geografia,

Arquitetura, Administração, Recursos Humanos, Ciências Contábeis e Comunicação.

Os Centros terão como responsabilidade:

a) cuidar da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, além de propor a

verticalização entre a graduação e a pós-graduação lato e stricto sensu;

b) promover programas integrados com pesquisa, ensino e extensão;

c) desenvolver atividades científico-culturais e de atendimento à comunidade interna e

externa.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 73

III. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS

As políticas institucionais da UCSal derivam de processos de avaliação institucional

que alimentam, por sua vez, o planejamento institucional. Esta postura marca o compromisso

da atual gestão da Universidade que, desde o início, instituiu e fortaleceu as ações da

CPA/UCSal, a produção de informações qualificadas e a sua ampla divulgação junto à

comunidade acadêmica. Neste PDI 2016-2020, os resultados desses estudos e relatórios são

elementos norteadores das políticas institucionais e devem ser continuadamente submetidos a

processos de atualização e ajustes, sempre alimentando o planejamento institucional e setorial

da Universidade. Nesse sentido, a CPA/UCSal sistematizou e encaminhou relatórios de

autoavaliação institucional ao Mec e Inep, cumprindo os prazos e diretrizes do Sinaes/Conaes,

contendo as linhas de ação agrupadas por dimensão e apresentando, à época, 8 objetivos como

parte do planejamento institucional dos próximos anos, a saber:

a. Assegurar a autossustentabilidade e perenidade da instituição.

b. Buscar a excelência no ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo a imagem pública

da organização.

c. Ampliar a captação e fidelização dos estudantes.

d. Ampliar fontes de captação de receitas.

e. Assegurar a eficiência e eficácia dos processos acadêmicos, técnico-administrativos,

de comunicação e de inovação.

f. Assegurar uma gradual melhoria do desempenho do corpo funcional (professores e

técnico administrativos).

g. Desenvolver projetos e ações de extensão de forma a atender o caráter comunitário

e filantrópico da Universidade.

h. Ampliar a produção cientifica institucionalizada.

3.1 POLÍTICAS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

As políticas de ensino, pesquisa e extensão da UCSal foram definidas a partir dos processos

de avaliação coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio

2016-2020, divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações

então realizada:

• Ampliação de cursos da graduação e interiorização da Universidade

(Camaçari, Feira de Santana e Vitória da Conquista).

• Implementação, na UCSal, da modalidade de Ensino EAD, relacionada às

disciplinas e ao percentual de até 20% exigido pelo MEC.

• Acompanhamento, organização e sistematização dos relatórios do MEC:

ENADE, CPC e IGC.

• Dinamização das monitorias em todos os cursos, com certificação dos

estudantes.

• Implantação do Programa de Acompanhamento da Aprendizagem dos

estudantes.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 74

• Ampliação de programas de Assistência Estudantil para estudantes

identificados na categoria de baixa renda.

• Implantação do Programa de Atendimento ao Estudante Egresso.

• Revisão do sistema de matrícula de estudantes ingressantes e veteranos da

UCSal.

• Implementação de ações institucionais e por curso, com vistas à ampliação da

captação de estudantes novos.

• Revisão dos Planos de Curso com ementas e bibliografias atualizadas, do prazo

da entrega aos estudantes, assim como, das notas na caderneta eletrônica.

• Lançamento de novos cursos de Graduação e Pós-Graduação.

• Revisão do sistema de avaliação da aprendizagem.

• Ampliação e atualização do acervo impresso e eletrônico da Biblioteca,

contemplando todos os cursos oferecidos pela Universidade.

Nessa perspectiva, visando a excelência acadêmica no ensino-pesquisa-extensão e com

o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, a UCSal procurará racionalizar os

quantitativos de docentes, priorizando contratações em Regime de Tempo Integral e Parcial,

passando dos atuais 55% a 75% em 2020, e aumentando consideravelmente o percentual de

doutores, que passaria dos atuais 23% a 36% em 2020.

3.1.1 Graduação

Como uma instituição católica e educacional a UCSal prioriza o desenvolvimento

integral da pessoa e a formação profissional e humana através de um processo de

aprendizagem que considera a noção de totalidade, incorporando influências do entorno

sociocultural, político e econômico. O processo educacional deverá estimular o exercício das

relações éticas, o senso estético, a sociabilidade, o espírito de equipe, a cooperação e a

solidariedade entre todos os membros da comunidade universitária.

A política de ensino na UCSal é guiada pelos seguintes princípios:

Prioridade para as dimensões éticas e humanísticas – pelo

desenvolvimento de atitudes e valores orientados para a participação numa

sociedade de convivência, produção e de destino comum;

Sólida formação geral – preparando para a superação dos desafios

continuamente mutantes do mundo do trabalho, do exercício profissional e da

produção do conhecimento;

Sólida formação básica – buscando um perfil de formação capaz de

enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mercado de

trabalho e das condições do exercício profissional;

Formação específica – pela identificação de um perfil de egresso

conectado com as novas e emergentes demandas e exigências do meio, da

sociedade e dos avanços científicos e tecnológicos;

Educação para autonomia - através de metodologias que promovam no

estudante a capacidade de desenvolver-se intelectual e profissionalmente de

forma autônoma e permanente;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 75

Educação permanente – tendo como conceito a formação de um

profissional em permanente preparação e apto às mudanças, visando a

delimitação do tempo da graduação consorciada com outras formas de

continuidade de estudos de pós-graduação;

Diversidade de práticas metodológicas que desenvolvam criatividade e

análise crítica – pelo fortalecimento da articulação da teoria com a prática, pela

valorização da pesquisa individual e coletiva, como também através da

implementação dos estágios, da participação em semanas de mobilização

científica e programas de iniciação científica e pela composição de trabalhos

em atividades de extensão;

Avaliações periódicas, contínuas, diversificadas e integradas valendo–

se de diferentes situações e instrumentos que permitam ao estudante expressar

seus conhecimentos e habilidades ensejando a realimentação no processo de

aprendizagem;

Promoção de formas de aprendizagem que contribuam para reduzir a

evasão e a repetência;

Estímulo ao reconhecimento de conhecimentos, habilidades e

competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que se

referirem à experiência profissional julgada relevante para a área de formação

considerada;

Estímulo a Projetos Pedagógicos com variados tipos de formação e

habilitações diferenciadas em um mesmo programa;

Estímulo à produção, divulgação, publicação e socialização do

conhecimento a serviço e à disposição da sociedade.

O ensino de graduação, importante eixo estrutural da articulação acadêmica do Projeto

Pedagógico Institucional (PPI), orienta-se por múltiplas referências conceptuais

constituídas por princípios, projeto pedagógico de curso, eixos norteadores da

organização curricular, Diretrizes Curriculares Nacionais e pelo perfil do profissional,

conferindo os seguintes graus acadêmicos: bacharelado, licenciatura e tecnológico.

3.1.2 Graduação em bacharelado

Os bacharelados se configuram como cursos superiores generalistas, de formação

científica e humanística, que conferem, ao diplomado, competências em determinado campo

do saber para o exercício profissional (MEC, 2010).

Na UCSal são oferecidos 18 (dezoito) bacharelados, distribuídos em quatro grandes

áreas de conhecimento, cujos projetos pedagógicos prezam a qualidade do ensino técnico-

científico que forma um profissional apto para assumir responsabilidades no mundo do

trabalho com proatividade e autonomia; a formação humanística, atributo hoje muito

requisitado pelo mercado; a valorização de produção científica, técnica e de inovação; a

integração entre teoria e prática, principalmente através do acompanhamento de estágios

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 76

curriculares e profissionais; a valorização da interação com a sociedade, contribuindo para

uma nova mentalidade de transformação da sociedade.

3.1.3 Graduação em licenciatura

Amparadas nas diferentes relações existentes na sociedade e nas diferenças

interpretativas, as licenciaturas têm a escola básica e sua complexidade como lócus de prática

e de investigação. Assim, ao observar a complexidade social, quer aproximar a formação

teórico-metodológica dos fenômenos culturais, sociais e humanísticos, capacitando os futuros

profissionais da educação para a análise e intervenção nas questões relacionadas à sua área de

atuação.

O egresso das licenciaturas da UCSal deverá ser capaz de ter autonomia nos seus

estudos; refletir criticamente; problematizar temas acadêmicos na educação; contribuir e

interagir com outras áreas afins e com diferentes demandas sociais; estar atento às mudanças e

receptivo às novas tecnologias; ser capaz de assumir uma postura crítica, criativa e ética como

cidadão e profissional; ser capaz de enfrentar os desafios encontrados nas diferentes esferas

das práticas pedagógicas, de pesquisa e intervenção social; ser capaz de exercer uma liderança

colaborativa, democrática e aglutinadora; e de comportar-se como um cidadão participativo,

criativo, autônomo e proativo.

3.1.4 Graduação em educação tecnológica

Os cursos superiores de tecnologia integram, sem exceção, as políticas de ensino da

graduação, radicalizando nos aspectos que tipificam a modalidade desses cursos, conforme

historicamente configurado:

Permanente ligação com o meio produtivo e com as necessidades da sociedade

em perspectiva de contínua atualização, renovação e auto reestruturação.

Formação voltada para desenvolver, de forma plena e inovadora, atividades em

uma determinada área profissional;

Formação mais específica para aplicação e desenvolvimento de pesquisa e

inovação tecnológica;

Foco na tecnologia, sem perder de vista os princípios da ciência, mas

diretamente ligada à produção e gestão de bens e serviços, resultantes da utilização

de tecnologias e o desenvolvimento de aptidões para a pesquisa tecnológica e para a

disseminação de conhecimentos tecnológicos;

Estímulo aos estudos de casos e resolução de problemas com vistas ao

desenvolvimento da capacidade para tomar decisões e empreender;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 77

Convívio contínuo com as demais áreas de conhecimento e eventos da

Universidade a fim de promover a capacidade de continuar aprendendo e de

acompanhar as mudanças nas condições de trabalho, bem como propiciar o

prosseguimento de estudos em cursos de pós-graduação;

Estímulo ao cultivo do pensamento reflexivo, à autonomia intelectual, à

capacidade realização e à compreensão do processo tecnológico, em suas causas e

efeitos, nas suas relações como desenvolvimento do espírito científico;

Incentivo à produção e à inovação científico-tecnológica, à criação artística e

cultural partindo de situações apresentadas nos estudos de casos e de problemáticas

que proponham uma intervenção na realidade.

Flexibilidade, interdisciplinaridade, contextualização e a atualização

permanente dos cursos e seus currículos;

Organização sistêmica integrada, coordenada e comprometida com a

preservação da identidade do perfil profissional de conclusão de curso.

Organização curricular pensada para a criação de condições para que o

estudante possa articular, mobilizar e colocar em movimento, conhecimentos,

habilidades, valores e atitudes a fim de responder e de corresponder, de forma

eficaz, aos desafios requeridos pelo mundo do trabalho.

Estudos das demandas da sociedade para definição rigorosa do perfil

profissional a fim de delineamentos de perspectivas de evolução profissional, ao

tempo em que se evita superposições e lacunas em relação aos cursos técnicos e em

relação aos cursos superiores de formação de bacharéis, sobretudo em áreas de forte

domínio das ciências, incluída a pós-graduação lato-sensu.

Essas políticas podem ser verificadas através dos projetos realizados pelos diversos

cursos, tais como:

Projetos integradores que orientam os trabalhos das diversas disciplinas numa

proposta interativa e interdisciplinar: Projeto Treinar, direcionado para um público

externo à Instituição, que envolve várias incursões a bairros pobres da cidade com a

finalidade de desenvolver a capacidade de treinamento nos estudantes do curso de

Gestão em RH, atuando dentro de uma demanda identificada no local para ser

aplicada aos moradores dos bairros ou integrantes de alguma associação a exemplo

dos projetos; Treinarte, treinamento sobre decoupage em camisa, na Casa da

Providência, no bairro da Saúde; Doce Arte, treinamento sobre trufas de chocolate,

na Unidade de Inclusão Sócio Produtiva, no Nordeste de Amaralina; RH Customize,

treinamento sobre customização em jeans, na Igreja Apostólica Renascer em Cristo,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 78

na Caixa D’Água; Art e Jornal, treinamento sobre artesanato em jornal, na Unidade

de Inclusão Sócio Produtiva, no Nordeste de Amaralina; Doces Talentos sobre

bombons de chocolate, na Igreja Batista Missionária Maanaim, localizada no bairro

do Uruguai; As Fuxiqueiras, sobre confecção artesanal de fuxicos em tecido, no

Kilombo do Kioiô, projeto social católico, situado no bairro de Plataforma, como

também, pela apresentação dessas experiências na Semana de Mobilização Científica

(Semoc) através do Salão Interativo.

Pela utilização do conceito de verticalização para a montagem do projeto

pedagógico dos cursos de Redes, ADS e Engenharia de Software.

No deslocamento dos cursos de Redes, ADS e Engenharia de Software para o

campus de Pituaçu nas proximidades do Parque Tecnológico do Estado, facilitando

uma maior integração.

Pela criação dos grupos de trabalho via internet e whatsapp (grupos de

estudantes, grupos de professores, grupos do NDE, grupo do Enade).

Pela participação dos estudantes em aulas show de gastronomia nos eventos no

Centro de Convenções da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Bahia ou no

VI Congresso de Histórico no Bahia Othon, nas aulas públicas na Semoc, no Festival

Gastronômico Sabores de São Francisco do Conde, nas visitas técnicas ao Vale do

São Francisco ou mesmo na Integração com o curso de Nutrição.

Pela criação do Núcleo de Estudos do Estado da Bahia, consorciado via

convênio com a Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), através da

Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (Sei), com o objetivo de

conjugação de esforços, para a realização de ações de cooperação técnica e científica,

desenvolvimento e análise de estatísticas e indicadores econômicos e sociais,

relativos ao Estado da Bahia e, em especial, a Região Metropolitana de Salvador,

envolvendo também pesquisas, estudos, execução partilhada de projetos, realização

de cursos, discussão de metodologia de pesquisas, integração de dados e/ou acesso a

informações em banco de dados; além da proposta de criação de um Curso Superior

de Tecnologia, único e pioneiro de Tecnologia em Desenvolvimento Territorial,

aproveitando a expertise de programa de pós-graduação da UCSal, (mestrado e

doutorado) como um modelo para a interiorização, inclusive com o aproveitamento

das tecnologias remotas;

Pela aproximação da UCSal com o Comitê de Fomento do Polo Industrial de

Camaçari e formação de Conselhos Empresariais etc.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 79

3.1.5 Educação à distância (EaD)

A Educação à Distância (EaD), como modalidade educativa, enfatiza a autonomia do

estudante em relação à escolha do espaço e do tempo para o estudo. Nesse sentido, a EaD

apoia-se na pedagogia comunicacional, na qual o ato didático é comunicativo e integrador,

compreendendo as vozes de professores e estudantes que se entrecruzam com diferentes

conhecimentos, promovendo a aprendizagem com e através dos meios de comunicação.

As novas tecnologias interativas e intercomunicativas permitem e possibilitam a

produção coletiva, colaborativa, bem como a interlocução exigida pela mediação pedagógica,

que condiciona o autor (o professor formador e professor tutor) a pensar primeiro no

interlocutor, se quiser que o educando seja sujeito de seu próprio processo educativo, vez que

esse interlocutor estará sempre presente.

A EaD incorporou diferentes tecnologias ao ensino, contribuindo para definir os

suportes fundamentais da proposta pedagógica.

A UCSal, ao reconhecer as possibilidades de maior inclusão social com a adoção

dessas novas tecnologias, pretende estabelecer as diretrizes gerais para a implantação de uma

oferta regular nesta modalidade de ensino. A partir de 2015 implantou, nos currículos dos

cursos de graduação reconhecidos, a oferta de disciplinas na modalidade semipresencial,

amparada na Portaria MEC nº 4.059 de 200416

.

A modalidade semipresencial objetiva desenvolver a interação e a prática de utilização

de tecnologias de ensino aprendizagem no ensino superior presencial, bem como ampliar os

ambientes educacionais, integrando e flexibilizando momentos presenciais e à distância.

Trata-se de introduzir, na comunidade da UCSal, uma cultura de educação on-line que

possibilite ao estudante pesquisar, descobrir e desenvolver atividades no tempo, ritmo de

trabalho e espaço em que se encontra à distância, considerando suas próprias necessidades e

interesses. Com base nestes pressupostos, a Instituição pretende investir na prática pedagógica

universitária mediada por recursos tecnológicos que possibilitem a criação, participação e

gestão dos cursos presenciais na modalidade semipresencial.

A experiência de educação a distância na UCSal vem ocorrendo através da oferta

gradativa de disciplinas semipresenciais, pertencentes ao Eixo de Formação Geral dos

currículos, por meio da utilização de módulos de conteúdos com carga horária de 30 e 60

horas e de atividades e avaliação on-line, além dos encontros presenciais com oficinas de

apoio à aprendizagem, bem como avaliações presenciais obrigatórias.

Em 2015.1, a UCSal implantou a oferta do primeiro componente curricular a distancia

– Iniciação à Vida Universitária - com carga horária de 60h, comum a todos os cursos de

graduação presencial reconhecidos, o mesmo ocorrendo em 2015.2 com Iniciação ao Pensar.

A oferta do componente curricular semipresencial é mediada por uma equipe docente

16

Art. 1o. As instituições de ensino superior poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus

cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade

semipresencial, com base no art. 81 da Lei n. 9.394, de 1.996, e no disposto nesta Portaria.

§ 2o. Poderão ser ofertadas as disciplinas referidas no caput, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não

ultrapasse 20 % (vinte por cento) da carga horária total do curso.

§ 3o. As avaliações das disciplinas ofertadas na modalidade referida no caput serão presenciais.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 80

qualificada composta por especialistas, mestres e doutores, através do AVA desenvolvido pela

Instituição, na plataforma moodle. O conteúdo para estudo está disponível nos módulos

“virtuais”, podendo o estudante realizar o download do conteúdo do módulo ao final de cada

componente curricular. No ambiente de “Sala de Aula Virtual”, o estudante tem acesso ao

conteúdo dos módulos e às atividades de ensino, participa de fóruns de discussões temáticas,

realiza avaliação on-line e trabalho interdisciplinar.

Diretrizes para educação à distância

a) Consolidar as novas atividades de EaD por meio da articulação das políticas do

PDI, visando à manutenção da excelência acadêmica no ensino, pesquisa e extensão.

b) Ampliar os projetos colaborativos entre a UCSal e órgãos e instituições,

visando o ensino na modalidade EaD.

c) Investigar e implantar modelos aplicáveis a EaD.

d) Pesquisar e desenvolver para geração de novos cursos apoiados por sistemas de

informação e gerenciamento.

e) Qualificar técnica e pedagogicamente os recursos humanos para EaD.

f) Consolidar os projetos pedagógicos, cursos e programas, currículos,

planejamento de oferta e sistema de avaliação.

g) Detalhar os serviços de suporte e atendimento remoto aos estudantes.

h) Aproximar a CEAD das coordenações de cursos de graduação, com o intuito

de oferecer recursos para o desenvolvimento de material didático e armazenamento

de conteúdo, bem como, para possibilitar o uso de ferramentas facilitadoras para

gerenciamento de material on-line e repositórios de materiais educacionais. Esta

proposta também tem como objetivo subsidiar a expansão universitária em todos os

seus níveis.

3.1.6 Componentes curriculares da graduação

A graduação na UCSAL é estruturada em eixos, organizados para favorecer o

processo formativo e o perfil profissional delineados pelo PPI privilegiando as dimensões de

uma formação ética, social e humana.

Os eixos de formação norteiam a estrutura curricular, integrando conteúdos e

atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, em consonância com as Diretrizes

Curriculares Nacionais, de modo que o estudante, durante o curso de graduação (UCSAL,

2007), possa desenvolver:

Uma formação geral, que possibilite uma visão abrangente do mundo e da

sociedade e uma abertura para o estudo da realidade nos seus diferentes aspectos,

ultrapassando os limites das disciplinas e de uma concepção restrita da formação profissional;

Uma formação básica, que articule a área de conhecimento da sua profissão

com outras áreas do saber, mediante referenciais teóricos e práticos que possibilitem

aprendizagem contínua de conhecimentos específicos; e

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 81

A formação profissional e específica que favoreça a aquisição de competências

e habilidades relativas aos conhecimentos específicos da sua área de formação, de acordo com

as Diretrizes Curriculares Nacionais.

Eixo de Formação Geral - no centro dessa nova proposta, reformulada em 2015 -

juntamente com a reconfiguração de todas as matrizes curriculares - está a ideia de ajudar os

estudantes a assumirem uma postura mais condizente com o espírito da universidade: abertura

para o estudo da realidade nos seus diferentes aspectos, ultrapassando os limites das

disciplinas e de uma concepção restrita da formação profissional. Assim, o estudante deverá

ser introduzido em um novo horizonte de conhecimento, no qual o ponto de partida é a

observação atenta da realidade que nos toca e o desejo de compreendê-la criticamente. Para

isso, é preciso assumir uma atitude que podemos chamar de interdisciplinar ou

transdisciplinar. Os objetivos traçados para as disciplinas deste Eixo são:

Formar pessoas que cultivem a razão enquanto abertura, numa disposição

constante para aprender da realidade em todos os seus fatores (aprender a aprender);

Formar pessoas que saibam problematizar a realidade, com atitude crítica,

investigativa e ética. (aprender a pensar);

Formar pessoas que reconheçam a abertura ao transcendente como dimensão

constitutiva da racionalidade humana e como fundamento de um novo humanismo;

Formar pessoas que saibam conviver, respeitando e valorizando a história e a

cultura do nosso País;

Formar pessoas que se preocupam com a qualidade de vida e a preservação do

ambiente.

Eixo de Formação Básica - compreende conteúdos da área de conhecimento do curso

(referenciais teórico-básicos e propedêuticos), que fundamentam e criam as condições para

que o estudante possa transitar com maior entendimento nos conhecimentos específicos do

eixo de formação profissional e avançar no seu processo contínuo de aprendizagem.

Por outro lado, os conteúdos curriculares e atividades acadêmicas próprios do EFB

integram o currículo de diversos cursos de uma mesma área de conhecimento, favorecem a

interdisciplinaridade, a flexibilidade curricular e contribuem na articulação do ensino com a

pesquisa e a extensão.

A proposta é estabelecer coordenações dos Eixos de Formação Básica para apoiar os

coordenadores na gestão do corpo docente e da organização didático-pedagógica e da

integração e interdisciplinaridade dos conteúdos programáticas através de ações de pesquisa e

extensão.

Eixo de Formação Profissional ou Específica - organizado de forma a incluir os

conteúdos estabelecidos nas Diretrizes Curriculares específicas para cada curso, além de

outros, que integram as áreas de conhecimento afins, que possam complementar a formação e

possibilitar o desenvolvimento de competências e habilidades próprias do perfil profissional a

ser formado.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 82

Este eixo deve enfatizar a relação teoria e prática e articular a produção do

conhecimento, tornando o futuro profissional apto a renovar constantemente o seu exercício

profissional, responder eficientemente às situações emergentes e compreender a importância

da educação continuada.

A integração dos conteúdos específicos no exercício profissional ou na produção do

conhecimento envolve componentes curriculares devidamente previstos nas Diretrizes

Curriculares Nacionais para os cursos de graduação. Desse modo, deverão ser incluídos nos

currículos dos bacharelados e licenciaturas, atendendo às especificidades de cada uma dessas

modalidades e da legislação pertinente, componentes curriculares sob as formas de estágio

supervisionado, trabalho de conclusão de curso, projetos de caráter interdisciplinar, prática

como componente curricular e atividades complementares.

3.1.7 Cursos em funcionamento

Quadro 14- Graduação nos campi-sede UCSal

CURSO Campus B L T Criação/Autorização/

Reconhecimento

Renovação de

Reconhecimento

Administração de

Empresas

Pituaçu

X

Decreto Nº 75.063 de 09 de

dezembro de 1974

Portaria de Renovação de

Reconhecimento 737, de

30/12/2013, publicada no

DOU de 31/12/2013.

Arquitetura e

Urbanismo Pituaçu X

Art. 28º. Decreto nº 5773

de 09/05/2006.

Biomedicina Pituaçu

X Ato nº 544, de 04/10/2013.

Ciências

Biológicas Pituaçu

X

Portaria de

Reconhecimento nº 429 de

29/07/2014

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

X Decreto Nº 39.919, de 5

setembro de 1956.

Renovação de

Reconhecimento Portaria

nº 286 de 21/12/2012.

Ciências

Contábeis Pituaçu X

Portaria nº 160, de 04 de

maio de 1982

Renovação de

Reconhecimento Portaria

nº 706 de 18/12/2013

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 83

Comunicação

Social -

Publicidade e

Propaganda

Pituaçu X Portaria Nº 2.073 de 31 de

outubro de 1997

Renovação de

Reconhecimento Portaria

706 de 18/12/2013.

Direito

Federação X Decreto 49.123 de

18/10/1960

Portaria de Renovação de

Reconhecimento Nº 251,

de 16/06/2006. Pituaçu X

Educação Física Pituaçu

X Decreto Nº 79.853 de 23 de

junho de 1977

X Portaria Nº 426 de 28 de

julho de 2014

Enfermagem Pituaçu X Decreto Nº 74.069 de 15 de

maio de 1974

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1 de

06/01/2012.

Engenharia Civil Pituaçu X Decreto Nº 75.825 de 04 de

junho de 1975

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 286 de

21/12/2012.

Engenharia de

Software Pituaçu X

Art. 28º. Decreto nº 5773

de 09/05/2006.

Engenharia

Mecânica Pituaçu X Ato 546, de 04/10/2013.

Engenharia

Química Pituaçu X Ato 547, de 04/10/2013.

Filosofia Federação

X

Portaria do Ato

Autorizativo 1.381 de

10/09/2010.

X

Portaria do Ato

Autorizativo 286 de

21/12/2012.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento Nº286, de

21/12/2012.

Fisioterapia Pituaçu X Portaria Nº 680, de 06 de

julho de 1998.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1 de

06/01/2012;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 84

Geografia Federação

X Decreto Nº 39.919 de 5 de

setembro de 1956.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1.162,

de 25/08/2010.

X Decreto Nº 39.919 de 5 de

setembro de 1956.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

História Federação

X

Decreto Nº 39.919 de 5 de

setembro de 1956.

X

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

Letras -

Português Federação X Decreto 38.390 de 1955

Portaria de Renovação de

Reconhecimento Nº 1.501,

de 21 de setembro de 2010

Letras - Inglês Federação X Decreto Nº 38.390 de 1955

Portaria de Renovação de

Reconhecimento Nº 1.501,

de 21 de setembro de 2010.

Matemática Pituaçu X Decreto Nº 38.390, de 23

de dezembro de 1955

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

Música - Violão Pituaçu X Portaria 404, de

29/09/1982.

Música - Piano Pituaçu X Portaria 404, de

29/09/1982.

Nutrição Pituaçu X Ato nº 549, de 04/10/2013.

Pedagogia Federação X Decreto Nº 3.919 de 5 de

setembro de 1956

Portaria de Renovação de

Reconhecimento 286 de

21/12/2012.

Serviço Social Federação X Decreto 39.827/1956

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1 de

06/01/2012;

Sistemas de

Informação

(Informática)

Pituaçu X Portaria Nº 2.077, de 31 de

outubro de 1997

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 85

Teologia Federação X Reconhecido pela Portaria

571, de 12/03/2004.

Análise e

Desenvolvimento

de Sistemas

Pituaçu X

Portaria de

Reconhecimento nº 430, de

29/07/2014.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

Gastronomia Pituaçu X

Portaria de

Reconhecimento nº 195 de

10/05/2013.

Gestão de

Recursos

Humanos

Federação

X

Portaria de

Reconhecimento nº 519, de

15/10/2013.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 706 de

18/12/2013.

Logística Pituaçu

X

Portaria de

Reconhecimento nº 519, de

15/10/2013.

Redes de

Computadores Pituaçu X

Ato de Criação nº 538, de

25/112007.

Portaria de Renovação de

Reconhecimento nº 1095,

de 24/12/2015.

LEGENDA: B=Bacharelado; L=Licenciatura; T= Tecnológico

3.1.8 Abertura de novos cursos (fora de sede)

Quadro 15 – Graduação à distância fora de sede (Bacharelado, Licenciatura e

Tecnológico)

Curso B/L/T Vagas

anuais Turno(s) Campus Ano*

Administração B 800 Matutino/vespertino/no

turno

Vitória da Conquista

2017 Jequié

Camaçari

Pedagogia L 800 Matutino/vespertino/no

turno

Vitória da Conquista

2017 Jequié

Camaçari

Recursos Humanos T 800 Matutino/vespertino/no

turno

Vitória da Conquista

2017 Camaçari

Jequié

Processos Gerenciais T 500 Matutino/vespertino/no

turno

Vitória da Conquista

2018 Camaçari

Jequié

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 86

Segurança do

Trabalho T 500

Matutino/vespertino/no

turno

Vitória da Conquista

2018 Camaçari

Jequié

LEGENDA: B=Bacharelado; L=Licenciatura; T= Tecnológico

Ano de previsão para o encaminhamento da solicitação ao Mec.

3.1.9 Projetos Pedagógicos de Curso

A UCSal desenvolveu, durante o ano de 2014, via Superintendência Acadêmica, um

conjunto de ações prioritárias voltadas para proporcionar a ampla reformulação dos cursos de

graduação, de modo que seus currículos garantam as qualificações profissionais, técnicas,

científicas e a formação humanista previstas no perfil profissional a ser formado na

Universidade.

Com esta perspectiva de aprimoramento da formação oferecida aos estudantes dos

cursos de graduação, foi desencadeado um processo de discussão e construção de novas

propostas curriculares, do qual participaram, como principais sujeitos, os coordenadores e

professores que integram os Núcleos Docentes Estruturantes dos 32 (trinta e dois) cursos de

graduação da Universidade. Neste processo, evidenciou-se, ainda, alguns espaços de

participação dos estudantes que se mostraram interessados em manifestar suas opiniões sobre

o atual currículo dos respectivos cursos e suas demandas.

A reforma curricular que a UCSal está construindo tem, portanto, como traços

marcantes, o trabalho colaborativo e a autonomia da comunidade acadêmica, que vem

assumindo, de forma consciente, crítica e efetiva, a intervenção nesse processo, com

iniciativas relevantes, e trazendo à discussão elementos que, certamente, contribuem para

melhorar a qualidade das atividades acadêmicas.

O processo de reforma busca, de um lado, a construção de um currículo que possa

formar o perfil de profissional delineado pela UCSal, mantendo um alto padrão de qualidade,

os princípios da ética, da solidariedade e, de outro lado, atender às referências normativas

vigentes para a educação superior e às necessidades curriculares para a formação do

profissional de cada área.

Além disso, foi predominante, no debate, a ideia de incorporar o novo perfil de

profissional demandado pelo mercado de trabalho, de modo a tornar o curso mais competitivo

e eficiente, adequando a formação dos estudantes às demandas da sociedade.

Em março de 2014, ocorreram vários encontros de trabalho onde a Superintendência

Acadêmica, através da sua Assessoria de Coordenações de Curso e da Coordenação do Eixo

de Formação Geral, em conjunto com os professores - Coordenadores de Curso e membros

dos Núcleos Docentes Estruturantes – procederam, inicialmente, uma avaliação do atual eixo

de formação geral do currículo, definindo o seu objetivo e as modificações a serem feitas na

nova proposta curricular.

O debate foi bastante participativo, dele resultando uma nova compreensão sobre a

concepção que orienta a proposta educacional da UCSal, indicando que os seus currículos têm

como foco a abertura para o estudo da realidade nos seus diferentes aspectos, ultrapassando os

limites das disciplinas e de uma concepção restrita da formação profissional. O estudante,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 87

introduzido em um novo horizonte de conhecimento, tem como ponto de partida a observação

atenta da realidade e o desejo de compreendê-la criticamente, aliado à responsabilidade social,

à postura ética e ao compromisso com a transformação da sociedade.

Com este referencial, foi definido o eixo de formação geral, que inclui disciplinas, do

1º ao 5º semestre, as quais devem contribuir para proporcionar maior embasamento nos

conteúdos de formação humanística, destacando-se como principais dimensões da formação

geral dos estudantes:

- cultivo da razão enquanto abertura e disposição constante para aprender da realidade

em todos os seus aspectos. (aprender a aprender);

- problematização da realidade, com atitude crítica, investigativa e ética. (Aprender a

pensar);

- abertura ao transcendente como dimensão constitutiva da racionalidade humana e

como fundamento de um novo humanismo;

- respeito e valorização da história e da cultura do nosso País;

- preocupação com a qualidade de vida e preservação do ambiente.

Estes conteúdos estão inseridos nos seguintes componentes curriculares: Iniciação à

Vida Universitária (60h); Iniciação ao Pensar (60h); Teologia e Humanismo (60h), Cultura e

Sociedade (60h) e Educação Ambiental (30h), integrando o currículo de todos os cursos de

graduação. Em cada semestre será oferecida uma só disciplina do Eixo de Formação Geral,

que assumirá a função de disciplina aglutinadora de uma formação interdisciplinar, adotando-

se uma estratégia formativa que define a identidade e o diferencial da proposta educacional da

Instituição e, consequentemente, do perfil do egresso da UCSal.

Após esse primeiro momento de discussão, a continuidade do processo de reforma

curricular demandou de cada curso uma avaliação dos objetivos, perfil profissional do

egresso, área de atuação, disciplinas do currículo vigente e a identificação das mudanças mais

adequadas para responder à nova concepção curricular, às demandas da sociedade e aos

requerimentos da legislação vigente.

Com o objetivo de estimular e apoiar a discussão no âmbito de cada curso, a

Superintendência de Graduação sistematizou um conjunto de orientações para a elaboração

dos projetos pedagógicos e estabeleceu princípios comuns, que se constituem em pilares das

ações acadêmicas e da formação que a UCSal busca oferecer aos seus estudantes e que

deverão possibilitar a consecução do perfil do egresso que se pretende formar, quais sejam:

Articulação ensino, pesquisa e extensão;

Interdisciplinaridade;

Articulação teoria e prática;

Flexibilidade curricular;

Formação humanista;

Desenvolvimento da capacidade de absorver os avanços tecnológicos e de

utilizar as novas tecnologias da informação como instrumentos no trabalho profissional;

Incentivo ao aperfeiçoamento contínuo e à necessidade de prosseguir os

estudos em nível de pós-graduação.

Dessa experiência, também resultaram aprofundamento de itens fundamentais

propostos nos Projetos Pedagógicos de Curso:

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 88

3.1.9.1 Sistema de avaliação do processo ensino e aprendizagem

A UCSal entende que a avaliação deve ter caráter de acompanhamento do processo de

ensinar e de aprender. Neste sentido, a avaliação deve ser utilizada para fazer novos

planejamentos, de forma a aproximar cada vez mais o estudante do que foi proposto no plano

de ensino e nos planos de aula.

A avaliação deve ainda, abranger os três aspectos básicos da tarefa educativa: trabalho

com conhecimento, relacionamento interpessoal e organização da coletividade.

Para a UCSal a avaliação do desempenho escolar deve ser entendida como um

diagnóstico do desenvolvimento do estudante em relação ao processo ensino-aprendizagem na

perspectiva de seu aprimoramento, tendo por objetivos:

Informar estudantes, professores e comunidade para qual direção o

desenvolvimento do estudante e do processo ensino-aprendizagem está se encaminhando;

Verificar os avanços e dificuldades do estudante no processo de apropriação,

de construção e de recriação do conhecimento, em função do trabalho desenvolvido;

Fornecer aos professores elementos para uma reflexão sobre o trabalho

realizado, tendo em vista o planejamento constante;

Possibilitar ao estudante tomar consciência de seus avanços e dificuldades,

visando ao seu envolvimento no processo ensino-aprendizagem;

Embasar a tomada de decisão quanto à promoção ou não dos estudantes.

É importante procurar de fato avaliar todas as dimensões da aprendizagem e garantir

que o conteúdo da avaliação seja coerente com os objetivos educacionais delineados. Em

resumo, a avaliação do processo ensino-aprendizagem leva em consideração a avaliação em

suas três funções básicas, a saber:

Diagnóstica - que efetua a averiguação dos conhecimentos e aptidões dos

estudantes ao iniciarem o curso;

Formativa - que acompanha a realização das ações planejadas e fornece um

feedback, com o objetivo de melhorar seus resultados;

Somativa - que é realizada no final do processo por meio dos resultados e na

análise das propostas realizadas, atribuindo um valor em relação ao grau de sucesso das metas

traçadas quanto à aprendizagem, aos processos e produtos, aos meios e materiais usados, ao

desempenho do professor e aos resultados obtidos pelos estudantes, nas ações junto à

comunidade.

A avaliação do rendimento escolar considera a frequência do estudante às atividades

acadêmicas, a aquisição de conhecimento e habilidades e o desenvolvimento de competências

aferidas através da realização de trabalhos acadêmicos.

3.1.9.2 Trabalho de conclusão de curso (TCC)

O TCC é uma atividade acadêmica obrigatória para todos os cursos de graduação da

UCSal e consiste na sistematização, registro e apresentação de conhecimentos culturais,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 89

científicos e técnicos produzidos na área do curso, como resultado de trabalho de pesquisa,

investigação científica e extensão. O TCC tem por finalidade estimular a curiosidade e o

espírito questionador do acadêmico, fundamentais para o desenvolvimento da ciência,

possibilitando que o estudante demonstre competências e habilidades desenvolvidas ao longo

da sua formação.

Como componente curricular, integra a teoria com a prática, fortalece a

interdisciplinaridade, articula o ensino com a pesquisa e possibilita ao estudante aprofundar o

estudo sobre um tema, podendo ser elaborado sob a forma de monografia, artigo científico,

livro, capítulo de livro, projeto e relatório técnico científico, com os seguintes objetivos:

I. Apresentar uma síntese de conhecimentos adquiridos na área inerente ao curso,

refletindo a sua experiência universitária, bem como as competências e as habilidades

previstas no perfil do estudante;

II. Contribuir, em nível de graduação, para o avanço do conhecimento produzido

na área do curso;

III. Possibilitar o aprofundamento no estudo de um determinado tema ou campo de

atuação que mantenha correlação direta com o curso do estudante, estimulando-o para a

pesquisa e a produção científica;

IV. Possibilitar ao acadêmico implementar técnicas e procedimentos compatíveis

com os desempenhos esperados; e

V. Propiciar o exercício da prática metodológica, investigativa e crítica próprias e

necessárias à elaboração do trabalho científico.

O TCC deverá atender às disposições do CNE/CES estabelecidas nas Diretrizes

Curriculares de cada curso de graduação, à Resolução CONSEP nº 11, de 12 de novembro de

2015 e às normas da ABNT ou Vancouver para os procedimentos decorrentes dos estudos, da

metodologia e da pesquisa científica, conforme as peculiaridades de cada modalidade de

trabalho.

O TCC poderá ser desenvolvido individualmente ou em grupo e versará,

preferencialmente, sobre tema inerente às linhas de pesquisa definidas no Projeto Pedagógico,

de livre escolha do estudante, sob a orientação de um professor orientador. Para fins de

aprovação neste componente curricular, o estudante deverá apresentar uma versão escrita e

digital do TCC e sua avaliação poderá ser realizada sob a forma de banca avaliadora ou de

emissão de pareceres, de acordo com o regulamento de cada curso.

3.1.9.3 Atividade complementar

As Atividades Complementares (AC) são componentes curriculares que possibilitam o

reconhecimento, por avaliação, de habilidades, conhecimentos e competências do estudante,

inclusive adquiridas fora do ambiente universitário, incluindo a prática de estudos e atividades

independentes, transversais, opcionais, interdisciplinares, especialmente nas relações com o

mundo do trabalho e com as ações de extensão junto à comunidade.

As AC integram, obrigatoriamente, os Projetos Pedagógicos dos cursos de graduação

da Universidade, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Na UCSal, estão

regulamentadas pela Resolução nº 001 de 20 de fevereiro de 2014 e pelo Ato n.º 147, de 30 de

maio de 2014, constituindo-se espaço curricular inovador para que os estudantes desenvolvam

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 90

atividades relacionadas com a consolidação de conhecimentos relevantes para sua formação e

desempenho profissional, enriquecendo e implementando o perfil do acadêmico.

As AC devem ser desenvolvidas ao longo do curso e compreendem atividades

acadêmicas, de livre escolha do estudante, que permitam alcançar os seguintes objetivos:

I. Estimular a atualização e a formação acadêmica;

II. Permitir o permanente aprimoramento e a complementação da formação

profissional na área de conhecimento do curso;

III. Ampliar os espaços de formação profissional e sociocultural, tornando-os mais

abrangentes; e

IV. Estimular as práticas de estudo independentes e as práticas interdisciplinares,

transversais, especialmente as relações com o mercado de trabalho e nas atividades de

extensão junto à comunidade.

As AC podem incluir projetos de pesquisa, monitoria, iniciação científica, projetos de

extensão, eventos acadêmico-científicos na área do curso, publicações, estágios

extracurriculares, participação em intercâmbios, além de disciplinas não integrantes do

currículo do curso, oferecidas pela UCSal ou por outras instituições de ensino superior ou de

regulamentação e supervisão do exercício profissional.

A inserção das AC nos projetos pedagógicos constitui-se em uma das iniciativas que

contribuem para a flexibilização curricular, traduzindo uma concepção diferenciada do

currículo, em vista de uma progressiva autonomia profissional e intelectual do estudante.

3.1.9.4 Atividade prática e estágios

Os Projetos Pedagógicos dos cursos de graduação assumem, como um dos princípios

orientadores das ações acadêmicas, a integração entre teoria e prática, favorecendo o olhar

crítico sobre a teoria e conferindo autonomia ao estudante, que passa a assumir maior

responsabilidade por sua própria aprendizagem e desenvolver habilidades para lidar com

situações novas.

A integração teoria e prática deve ser assumida desde o início do curso, por meio de

componentes curriculares específicos, práticas profissionais e estágios obrigatórios ou não.

O estágio constitui-se em um componente curricular essencial no processo de

formação profissional, promovendo a integração entre teoria e prática e caracterizando-se

como um processo dinâmico, que deve assegurar a qualidade da aprendizagem, possibilitar a

ação profissional do estudante e a reflexão sobre sua atuação.

Além disso, é uma atividade que possibilita o exercício da interdisciplinaridade, da

pesquisa, da extensão e conduz o estudante a problematizar a realidade, constituindo-se num

espaço dialógico para a concretização da troca de experiências e da sistematização e produção

do conhecimento (UCSal, 2007).

Como elemento constitutivo do Projeto Pedagógico do Curso, o estágio está

fundamentado na Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, nas Diretrizes Curriculares

Nacionais para os Cursos de Graduação e na regulamentação interna. É desenvolvido sob a

orientação e o acompanhamento de profissionais habilitados, de modo a assegurar sua

regulamentação e supervisão qualificadas.

Há duas modalidades de estágio: obrigatório e não obrigatório.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 91

a) Estágio obrigatório é componente integrante da matriz curricular, sendo condição

para que o estudante possa concluir seu curso, quando previsto nas Diretrizes

Curriculares Nacionais do respectivo curso. De acordo com o Parecer CNE/CP

28/2001:

O estágio curricular supervisionado obrigatório, entendido como o tempo de

aprendizagem que, através de um período de permanência, alguém se demora

em algum lugar ou ofício para aprender a prática do mesmo e depois poder

exercer uma profissão ou ofício. Assim o estágio curricular supervisionado

supõe uma relação pedagógica entre alguém que já é um profissional

reconhecido em um ambiente institucional de trabalho e um estudante

estagiário. Por isso é que este momento se chama estágio curricular

supervisionado.

b) Estágio não obrigatório é aquele que, de acordo com a escolha do estudante, pode

ocorrer paralelamente às disciplinas previstas na matriz curricular, não se configurando como

condição para a conclusão do curso. Neste caso, pode ser considerado como atividade

complementar à formação do estudante, integralizando o projeto pedagógico.

Os estágios promovem o enriquecimento do currículo e contribuem para inserir os

estudantes no ambiente profissional, onde vivenciam experiências em situações reais de

trabalho, que lhes permitem desenvolver competências necessárias à atuação

profissional. Desenvolvem a postura investigativa, crítica e proativa em torno de temas

relacionados às questões específicas da sua área de formação e ação profissional. Configuram-

se, também, como um mecanismo de realimentação do currículo e refletem o compromisso

social da Universidade, que expressa a solidariedade e a responsabilidade na construção do

profissional cidadão.

A atividade prática, do ponto de vista das licenciaturas, está prevista nas normativas

legais regulamentadas pelo CNE, a fim de nortear a organização e a estruturação das

licenciaturas, estabelecendo uma nova configuração para a formação de professores para a

educação básica.

As atuais configurações curriculares das licenciaturas devem estar organizadas de

modo a favorecer a formação de profissionais autônomos, que reflitam sobre a sua própria

ação, que tomem decisões espontâneas e criem alternativas de ensino durante suas práticas

pedagógicas. De acordo com essa concepção, a prática nos cursos de formação de professores

não deve ser apenas o momento da aplicação de um conhecimento científico e pedagógico,

mas um espaço de criação e de reflexão em que novos conhecimentos são gerados,

transformados e modificados.

O contato com a prática docente deve aparecer desde os primeiros momentos do curso

de formação. Desse envolvimento com a realidade prática originam-se problemas e questões

que devem ser levados para discussão nas disciplinas. De acordo com a Resolução CNE/CP

1/2002:

A prática, na matriz curricular, não poderá ficar reduzida a um espaço isolado, que a

restrinja ao estágio, desarticulado do restante do curso. [...] No interior das áreas ou

das disciplinas que constituírem os componentes curriculares de formação, e não

apenas nas disciplinas pedagógicas, todas terão a sua dimensão prática.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 92

3.1.9.5 Flexibilidade dos componentes curriculares e oportunidades diferenciadas de

integralização dos cursos

O desafio da flexibilização desafia a criação de uma nova matriz curricular

diferenciada, capaz de traduzir uma concepção emergente de currículo que supere as marcas

da homogeneidade ou da fragmentação. Experiências de aprendizagem, desenvolvidas na

UCSal, traduzem alternativas possíveis no âmbito de uma inovação curricular que se dispõe a

dar respostas às demandas do contexto atual. Várias iniciativas na UCSal contribuem para a

flexibilização curricular:

- Oferecimento de um repertório de disciplinas eletivas integrantes dos

currículos dos diversos cursos da Universidade, disponibilizadas para escolha

dos estudantes;

- Inclusão, nas matrizes curriculares, de atividades complementares ou

estágios, nos quais os estudantes vivenciem experiências em situações reais de

trabalho, que lhes permitem desenvolver competências necessárias à atuação

profissional;

- Uso da modalidade semipresencial em disciplinas de graduação,

possibilitando ao estudante a ampliação dos espaços e tempos de

aprendizagem, adequando-os a suas necessidades e possibilidades;

- Estimulo à inserção de práticas de pesquisa como atividade curricular,

para que os estudantes possam vivenciar a experiência da pesquisa acadêmica

em disciplinas ao longo do curso ou durante a realização do trabalho de

conclusão de curso, quando for o caso;

- Possibilidade de realização de atividades de extensão de acordo com

as peculiaridades do curso, contribuindo para o desenvolvimento da

responsabilidade social na formação acadêmica;

- Estímulo aos programas de mobilidade acadêmica em instituições de

ensino superior, nacionais e internacionais, com os quais a Universidade

mantém convênio.

3.1.9.6 Perfil do egresso

Considerando as características que conformam a identidade institucional e os desafios

da sociedade contemporânea, o ensino de graduação na UCSal tem como finalidade preparar

profissionais com densa formação intelectual, cultural, humana e ética, capazes de posicionar-

se como sujeitos críticos e criativos, comprometidos com a construção de uma sociedade mais

justa, fraterna e autossustentável.

O egresso dos cursos de graduação da UCSal, no seu exercício profissional, deverá

expressar sólido e aprofundado conhecimento na sua área específica de formação e

capacidade para:

- estar apto ao exercício da cidadania, comprometendo-se com a inclusão

social, a sustentabilidade do meio ambiente, a valorização da diversidade e das

experiências humanas, condição essencial para a prática democrática;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 93

- participar e colaborar na construção de uma sociedade mais justa, com

responsabilidade e compromisso social;

- exercitar o empreendedorismo em seu campo profissional, produzindo

pensamentos novos e propondo ações alternativas de intervenção na realidade que o

cerca;

- promover o diálogo entre o conhecimento científico e os múltiplos saberes

advindos das situações reais do cotidiano;

- destacar-se como um profissional reflexivo, crítico e cooperativo, capaz de

criar, prever, compartilhar e inovar;

- absorver os avanços tecnológicos e utilizar as novas tecnologias da

informação como instrumentos no trabalho profissional;

- atuar com autonomia no seu processo de formação acadêmica, investindo, de

forma sistemática, na educação continuada para dialogar com a contemporaneidade.

3.1.9.7 Aperfeiçoamento e normalização das atividades acadêmicas

A regulamentação do ensino de graduação é executada pela Superintendência

Acadêmica com o objetivo de elaborar propostas de normatização de atividades que envolvam

o ensino de graduação na UCSal.

No processo de reformulação dos projetos pedagógicos de curso, foco das ações da

Superintendência Acadêmica nos últimos dois anos, ficou evidente a necessidade de uma

revisão e atualização do conjunto de normas acadêmicas emitido pela Instituição ao longo de

sua trajetória e que diz respeito ao seu aspecto basilar finalístico, isto é, a atuação

indissociável de suas funções de ensino, pesquisa e extensão.

Não obstante o reconhecimento deste acervo normativo na UCSal sobre as atividades

de natureza educacional, a Superintendência Acadêmica entendeu que esse conjunto de

normas não isenta o seu aperfeiçoamento e atualização, que devem ser realizados à luz dos

atuais requerimentos da legislação educacional e das discussões e subsídios produzidos no

processo de reforma curricular, levado a efeito durante todo o exercício de 2014.

Desta forma, a Superintendência Acadêmica conduz, neste momento, em uma série de

reuniões com a comunidade acadêmica, uma criteriosa análise sobre todos os Atos emitidos

relacionados ao ensino de graduação. As propostas de regulamentação das atividades

acadêmicas resultantes deste processo estão refletidas nas novas Resoluções aprovadas pelo

Conselho Universitário e Conselho de Ensino e Pesquisa sobre as Atividades

Complementares, o Trabalho de Conclusão de Curso e a Avaliação das atividades de ensino-

aprendizagem, com a incorporação da avaliação integradora. Encontra-se em processo de

finalização as normas de trancamento de curso e sobre colação de grau.

Trata-se de um processo gradual e qualitativo das normas do sistema acadêmico de

graduação que, certamente, constituirá uma das prioridades da política do ensino de

graduação na UCSal no período de vigência deste PDI.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 94

3.2 POLÍTICAS PÓS-GRADUAÇÃO

As políticas de pós-graduação da UCSal foram definidas de modo conjunto com a pesquisa e

a partir dos processos de avaliação coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de

ações para o quinquênio 2016-2020, divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da

análise de dados e informações então realizada:

• Ampliação de cursos na área de PG lato e stricto-sensu.

• Ampliação do número de estudantes com bolsa de iniciação científica (PIBIC).

• Estímulo à pós-graduação e à pesquisa dos docentes da UCSal e apoio a

viagens para apresentação de trabalhos em Congressos.

• Melhoria da produção científica e ampliação do número de publicações dos

professores da UCSal (Mestres e Doutores) em periódicos A e B (WEB

Qualis).

• Implementação e desenvolvimento do trabalho dos grupos e linhas de

pesquisa, articulando a graduação e a pós- graduação (verticalização).

• Elaboração de projetos de captação de recursos /órgãos de fomento.

Como elemento integrante do Projeto Pedagógico da UCSal, a Pós-Graduação

representa o espaço de aprofundamento, de produção e de consolidação do conhecimento. A

partir das referências institucionais articuladas de ensino-pesquisa-extensão, por meio de uma

vinculação orgânica entre os diferentes níveis de ensino-aprendizagem e de formação

continuada, a pós-graduação constitui eixo articulador da Universidade com a Sociedade

porque busca a produção do conhecimento transformador das condições sociais onde estão

inseridos seus projetos.

As experiências emergentes da CPA, da pós-graduação lato-sensu e das atividades

extensionistas têm sido de fundamental importância para se chegar às metas e planos de ações

na pós-graduação stricto-sensu. Os conhecimentos interdisciplinares são produzidos e

organizados em linhas temáticas de acordo com os emergentes Centros de Ensino, Pesquisa e

Extensão que se articulam entre si e com problemas concretos tanto da realidade local como

com problemas distantes, na medida em que barreiras geográficas são rompidas através das

cooperações nacionais e internacionais.

Dessa forma, a UCSal operacionaliza seu Projeto Pedagógico em nível de pós-

graduação, embasada na concepção de que a intervenção adequada resulta da formação de

uma consciência crítica, enriquecida pelo compromisso social, pelo conhecimento científico e

tecnológico e pelo processo democrático como metodologia de gestão institucional em suas

diversas dimensões.

Com essa compreensão sobre a relação entre ciência e sociedade, privilegia-se o

conhecimento focalizado na condição humana e social real. E como consequência da

concepção pedagógica de capacitação continuada, projeta-se um sistema institucional de pós-

graduação vinculado à graduação, de modo que as atividades articuladas dos diferentes níveis

acadêmicos possam contribuir para a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da

extensão.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 95

A organicidade funcional desse sistema supõe a adoção das seguintes referências para

pensar o nexo integrativo da pós-graduação na UCSal:

- o cumprimento de metas e recomendações estabelecidas pelo Plano Nacional do

Sistema de Pós-Graduação (PNPG) e pelo Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

(PNCTI);

- o caráter aplicado do conhecimento científico, mediado por sua identidade

comunitária, adotando uma perspectiva interdisciplinar;

- o compromisso da UCSal como resultado da prática concreta que se constitui em

elemento para pensar teórica e criticamente o desenvolvimento excludente, tendo em vista sua

opção pedagógica de formar profissionais cidadãos;

- a percepção das implicações do desenvolvimento excludente para a preservação da

natureza;

- a necessidade de superação de dilemas do mundo contemporâneo que afetam a

sociedade, em geral, e o homem, em particular;

- a multidimensionalidade e a complexidade dos problemas que afetam a humanidade

no contexto global contemporâneo, que exige ações interdisciplinares e intersetoriais para seu

enfrentamento;

- as transformações pelas quais passa a sociedade, inserindo-se no contexto de busca

de novos paradigmas para a compreensão do tecido social organizativo que dá sustentação aos

sistemas de valores e de normas;

- a difusão pela UCSal — na sua atuação na comunidade — da noção de políticas

públicas, bem como de um conceito abrangente do Direito, nele inscrevendo todas as

prerrogativas da pessoa, do sujeito e do cidadão;

- a adoção da concepção de cidadania democrática, social, paritária, intercultural e

ambiental;

- a atenção e o cuidado com os determinantes biopsicossociais da educação e saúde

comunitária;

- a adoção de linhas de pesquisa que buscam contemplar níveis de abordagem ampla e

específica, assegurando consistência nas intermediações conceituais e empíricas que

envolvem as problemáticas do conhecimento aprofundado dos recursos naturais, da crise nos

sistemas de representação política, da ação dos novos atores sociais e das estratégias de

combate às formas estruturais de exclusão.

3.2.1 Pós-graduação stricto-sensu

No nível do stricto-sensu, as políticas da UCSal se configuram no reconhecimento de

ser este setor um dos principais pilares da Universidade. Conforme definida pela LDB no

9.394/96, as instituições de ensino superior se dividem em três categorias: faculdades

isoladas, centros universitários e universidades, sendo que a Universidade tem a obrigação de

oferecer programas de mestrados e doutorados próprios, inclusive formando docentes

titulados, no mais alto nível acadêmico, para a sociedade em geral.

A concepção norteadora da pós-graduação stricto-sensu está de acordo com o processo

de ensino-aprendizagem voltado para valores culturais, plurais, éticos, humanísticos e

transformadores. Todas as metas e ações são cuidadosamente estabelecidas visando à

construção de uma sociedade mais justa. Inclui-se, portanto, o desenvolvimento de projetos

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 96

que atendam às especificidades regionais e aqueles requeridos pela internacionalização da

Educação Superior, às relações com o Estado e com o poder local, o desenvolvimento

científico e tecnológico regional, a atenção com as necessidades das comunidades onde se

inserem os projetos de pesquisa e a sensibilização dos recursos humanos em formação para o

olhar humanizado para as necessidades do próximo.

Com base em princípios e valores comunitários que preservam as especificidades da

UCSal, as políticas visam a garantia de uma produção científica qualificada que seja

transformadora da realidade social e que articule os diferentes saberes por meio de ações

interdisciplinares. Tomando os problemas sociais reais a serem enfrentados como desafios

multidimensionais, os projetos de pesquisa dos núcleos e grupos de pesquisa vinculados aos

programas de pós-graduação stricto-sensu, incluem sempre professores de diferentes áreas e

subáreas do conhecimento que, de modo complementar, buscam juntos uma compreensão

mais ampla dos fenômenos e de suas possíveis soluções.

Os 4 programas existentes e os que estão em construção buscam sistematicamente

construir a identidade institucional em sintonia com o Sistema Nacional de Pós-graduação

(SNPG) em torno de 4 conceitos fundamentais: a) atendimento aos parâmetros e requisitos de

produtividade do sistema nacional de ciência e tecnologia; b) elevada qualidade da produção

científica; c) cooperação e intercâmbio locais, regionais, nacionais e internacionais; d)

avaliação e acompanhamento permanente do resultado das ações praticadas.

Sintonizados com essas referências e respaldados por uma concepção pedagógica de

formação continuada para a construção de uma cultura científica, destacam-se as seguintes

iniciativas:

- Seminários sistemáticos de acompanhamento das atualizações e das ações e políticas

do Plano Nacional de Pós-Graduação, incluindo redirecionamento dos planos de ações,

análises dos marcos regulatórios, acompanhamento da evolução dos critérios de avaliação,

estudos sobre a pós-graduação brasileira, ampliação da cooperação e do intercâmbio

internacional;

- Apoio permanente aos Programas de Pós-Graduação por meio de constante

manutenção da infraestrutura existente e de medidas para seu aperfeiçoamento que se revelam

em aquisição de novos equipamentos, softwares, livros, insumo e recursos diversos para a

produção e o acesso ao conhecimento científico da atualidade, para o intercâmbio com

cientistas e centros de referência, para a divulgação em meios de alcance amplo dos resultados

das pesquisas e para o desenvolvimento de projetos de pesquisa competitivos e qualificados

frente aos órgãos de fomento;

Acompanhamento dos grupos de pesquisa e apoio aos intercâmbios entre eles visando

ao melhor aproveitamento e à valorização das diferentes habilidades, competências e

infraestrutura; identificando a formação de núcleos emergentes para a oferta de novos

programas e novos cursos necessários à sociedade;

- Acompanhamento e avaliação permanente dos programas e dos cursos já

implantados para ações indutoras de seu aperfeiçoamento; avaliação de relatórios de trabalho

dos professores para credenciamento, recredenciamento e descredenciamento nos programas.

Todas as ações estão sempre alinhadas aos parâmetros estabelecidos por organismos

regulatórios governamentais, pela gestão institucional e pelas demandas sociais.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 97

Quadro 16 – Oferta atual da pós-graduação stricto-sensu

CURSO SITUAÇÃO RECONHECIDO NÍVEL NOTA

ÁREA BÁSICA/AVALIAÇÃO: SOCIAIS E HUMANIDADES (INTERDISCIPLINAR)

Família na Sociedade

Contemporânea

Em

funcionamento

Homologado pelo

CNE (Portaria MEC

1077 de 31/08/2012,

DOU 13/09/2012)

Mestrado

Acadêmico 5

Família na Sociedade

Contemporânea

Em

funcionamento

Homologado pelo

CNE (Portaria MEC

1077 de 31/08/2012,

DOU 13/09/2012)

Doutorado 5

ÁREA BÁSICA/AVALIAÇÃO): PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL

(PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL/DEMOGRAFIA)

Planejamento Ambiental Em

funcionamento

Homologado pelo

CNE (Portaria MEC

1077 de 31/08/2012,

DOU 13/09/2012)

Mestrado

Profissional 3

Planejamento Territorial

e Desenvolvimento

Social

Em

funcionamento

Homologado pelo

CNE (Portaria MEC

1077 de 31/08/2012,

DOU 13/09/2012)

Mestrado

Acadêmico 4

Planejamento Territorial

e Desenvolvimento

Social

Em

funcionamento

Homologado pelo

CNE (Portaria 1.009,

DOU 11/10/2013)

Doutorado 4

ÁREA BÁSICA/AVALIAÇÃO: SOCIAIS E HUMANIDADES (INTERDISCIPLINAR)

Políticas Sociais e

Cidadania

Em

funcionamento

Homologado pelo

CNE (Portaria MEC

1077 de 31/08/2012,

DOU 13/09/2012)

Mestrado

Acadêmico 4

Políticas Sociais e

Cidadania

Em

funcionamento

Aguardando

homologação pelo

CNE

Doutorado 4

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 98

Quadro 17 - Novos programas de pós-graduação (stricto-sensu): programação

Nome do curso Modalidade

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano de

solicitação à

CAPES

Família na

Sociedade

Contemporânea

DINTER

(Doutorado

Interinstitucional)

15 1 Matutino e

Vespertino

UCSAL -

Federação –

(Salvador/BA)

e IFMA (São

Luis/MA)

2015

Promoção da

Saúde Mestrado 20 1

Matutino e

Vespertino Pituaçu 2016

Direito Mestrado 20 1 Matutino e

Vespertino Federação 2017

Engenharia e

Meio Ambiente Mestrado 20 1

Matutino e

Vespertino Pituaçu 2017

Educação Mestrado 20 1 Matutino e

Vespertino Federação 2018

Teologia Mestrado 20 1 Matutino e

Vespertino Federação 2018

3.2.2 Pós-graduação lato-sensu

O eixo central da política de Pós-graduação Lato Sensu baliza-se, fundamentalmente, em 5

vertentes:

- Devem ser priorizadas as ações que têm interfaces com áreas temáticas de

maior interesse da UCSal;

- As linhas de ação devem contemplar, preferencialmente, a capacitação de

docentes e a interação com as demandas da sociedade;

- Deve ser garantido o fomento à educação continuada, com estímulos aos

egressos da UCSal;

- Devem ser estabelecidas parcerias com instituições governamentais e não

governamentais para ampliar a atuação na área de educação continuada;

- Dar continuidade à formação de lastro acadêmico constituído pelo acervo de

produção científica e a massa crítica, visando a verticalização para o ensino no

âmbito do stricto sensu.

A operacionalização da política de pós-graduação lato-sensu requer instância institucional

específica para o papel de fomento e assessoria às Unidades Acadêmicas na formulação e na

execução dos projetos, de modo a assegurar a interface com os pressupostos estabelecidos, o

controle de qualidade em conformidade com os preceitos legais do MEC e as normas da

UCSal. Simultaneamente, são requeridos mecanismos operacionais como formulação de

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 99

cursos em sistema modular, com aulas nos períodos de férias letivas ou em alternados fins de

semana, de modo a facilitar o ingresso e permanência do público interessado, geralmente

acumulando afazeres laborais de rotina.

Essa trajetória abre possibilidades para uma maior integração com a sociedade, via

cursos que atendam a demandas diversificadas, e assegurem um maior aprofundamento da

articulação entre ensino (em todos os níveis e modalidades), pesquisa e extensão, integrados

em si e com o projeto maior da sociedade e, ainda, com o compromisso da educação

continuada.

Os projetos dos cursos de pós-graduação lato-sensu seguem, obrigatoriamente, a

legislação pertinente e estão sendo devidamente cadastrados no sistema E-MEC.

Com base nos preceitos legais estabelecidos pelo MEC e nos direcionamentos institucionais

da UCSAL, as políticas da pós-graduação lato-sensu para o período 2016-2020 estão centradas

nos conceitos e propósitos a seguir:

- vinculação administrativa à Superintendência de Pesquisa e Pós-Graduação

(SPPG);

- estruturada numa Coordenação Geral de Pós-Graduação lato-sensu e numa

Secretaria de Pós-Graduação lato-sensu.

- constituída por um conjunto de cursos vinculados, respectivamente, a áreas de

conhecimento, que propiciam a obtenção do título de Especialista, relacionado

especificamente a cada curso. Tais áreas de conhecimento definidas com base nas

vocações e temáticas da UCSAL são: Direito, Educação e Sociedade, Engenharia e

Exatas, Meio Ambiente, Negócios e Saúde.

- ênfase nos novos requerimentos do mundo do trabalho, de modo a tornar os cursos

lato-sensu capazes de responder às atuais exigências dos fenômenos presentes na

contemporaneidade, especializando profissionais para o exercício das atividades de

docência e empresariais.

- articulação e verticalização com a graduação e verticalização com a pós-graduação

stricto-sensu asseguradas na formulação dos projetos Pedagógicos dos cursos da pós-

graduação lato-sensu, fortalecendo tanto a formação acadêmica, como profissional

dos participantes e contribuindo para integrar os referidos níveis de ensino, a

pesquisa, o desenvolvimento científico e tecnológico.

- conteúdos e métodos aplicados no sentido do comprometimento crítico com as

realidades sociais, econômicas, educacionais, ambientais, culturais, nos âmbitos

regional e nacional.

- busca de intercâmbio e parcerias com instituições acadêmicas, culturais e de

negócios como meios de enriquecimento do portfólio de cursos e das práticas, em

alinhamento com o projeto institucional da UCSAL.

- oferta condicionada à apresentação do projeto pedagógico e da planilha financeira

pelos respectivos proponentes à Coordenação Geral de Pós-Graduação lato-sensu para

avaliação e aprovação final por parte da SPPG; emissão, a cada novo curso, pela

SPPG, de comunicado como documento oficial de sua criação.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 100

- cada curso de pós-graduação lato-sensu possui um Coordenador, cujas atribuições

estão especificadas no Regimento da Pós-graduação lato-sensu e podem repetidos

mediante o lançamento de novas turmas.

- cursos de pós-graduação lato-sensu têm vigência de temporária e obedecem a

cronograma próprio, podendo iniciar em qualquer época do ano, independentemente

do calendário letivo da UCSal.

- estrutura curricular organizada em disciplinas que compõem de um conjunto

coerente de temas, em atividades acadêmicas e/ou práticas, em avaliações do

aprendizado e em trabalho de conclusão de curso, orientado por um professor, como

requisito para a obtenção do título de Especialista.

- certificação de Especialista condicionada ao cumprimento de todos os requisitos

estabelecidos pelo MEC e ao Regimento de pós-graduação lato-sensu da UCSal.

- A matriz curricular, sempre que pertinente, deverá incluir disciplinas com conteúdo

e carga horária similar à de disciplinas optativas dos cursos de mestrado ou

doutorado existentes na UCSal, além de serem ministradas por doutores, para

permitir o aproveitamento das mesmas, por aqueles que avançarem para o nível de

pós-graduação stricto-sensu.

No Regimento de Pós-graduação lato-sensu da UCSAL, estão estabelecidos os

critérios e procedimentos que norteiam a operacionalização destas Políticas. No

momento, a UCSal estrutura uma nova proposta para a pós-graduação lato sensu, na

qual estarão delineadas as diretrizes que nortearão a escolha do elenco de cursos a ser

ofertado, bem como, medidas de cunho pedagógico, acadêmico e administrativo

necessárias à implantação dos mesmos. Esta proposta deverá considerar os novos

requerimentos do mundo do trabalho, de modo a tornar a pós-graduação lato sensu

capaz de responder às exigências dos fenômenos contemporâneos, garantida a

articulação entre a graduação e a pós-graduação stricto sensu e, desse modo,

fortalecendo a formação acadêmico - profissional do público participante.

Quadro 18 - Pós-graduação (lato-sensu) 2013-2015

CURSO Em andamento Concluído

Área - Direito

Ciências Criminais X

Ciências Criminais - Turma II X

Direito do Consumidor X

Direito do Estado - Turma II X

Direito do Estado - Turma III X

Direito e Gestão Ambiental X

Direito e Processo do Trabalho – Turma IV X

Direito e Processo do Trabalho – Turma V X

Direito e Processo do Trabalho – Turma VI X

Direito Empresarial - Turma II X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 101

Direito Empresarial - Turma III X

Direito Médico X

Direito Médico - Turma II X

Direito Previdenciário - Turma I X

Direito Previdenciário - Turma II X

Direito Processual Civil – Turma III X

Direito Processual Civil – Turma IV X

Direito Público Municipal - Turma I X

Direito Público Municipal - Turma II X

Direito Tributário - Turma II X

Direito Tributário - Turma III X

Área - Negócios

Auditoria Governamental – Turma II X

Gestão da Comunicação Organizacional Integrada X

MBA em Finanças Corporativas – Tuma I X

MBA em Finanças Corporativas – Turma III X

MBA em Gerenciamento de Projetos X

MBA em Logística X

MBA em Marketing X

MBA em Marketing e Gestão de Serviços - Turma II X

Área - Educação, Sociedade e Meio Ambiente

Docência Universitária - Turma I X

Educação Matemática – Turma V X

Educação Matemática – Turma VI X

Família: Relações Familiares e Contextos Sociais – Turma

II X

Família: Relações Familiares e Contextos Sociais – Turma

III X

Gerenciamento Ambiental – Turma X X

Matemática: Novas Tecnologias - Turma I X

Matemática: Subsídios p/ o Ensino Fundamental e Médio -

Turma I X

Matemática: Subsídios p/ o Ensino Fundamental e Médio -

Turma II X

Área - Saúde

Análises Clínicas – Turma V X

Análises Clínicas – Turma VI X

Análises Clínicas – Turma VII X

Análises Clínicas – Turma VIII X

Análises Clínicas – Turma IX

Análises Clínicas – Turma X X

Citogenética Humana e Biologia Molecular – Turma V X

Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia – Turma I X

Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia – Turma II X

Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia – Turma III X

Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia – Turma IV X

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 102

Gerontologia – Turma V X

Gerontologia – Turma VI X

Gerontologia – Turma VII X

Saúde Mental com ênfase em Atenção Básica X

Saúde Mental X

Quadro 19 - Novos cursos de pós-graduação (lato-ensu): programação

Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

Área - Direito

Ciências Criminais

Turma III 30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

Ciências Criminais

Turma IV 30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Ciências Criminais

Turma V 30 01 Noturno e Matutino Federação 2019

Direito do

Consumidor Turma

II

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Direito do Estado -

Turma IV 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito e Gestão

Ambiental Turma II 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito e Processo

do Trabalho –

Turma VII

30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

Direito e Processo

do Trabalho Turma

VIII

30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito e Processo

do Trabalho –

Turma IX

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Direito e Processo

do Trabalho –

Turma X

30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

Direito Empresarial

- Turma IV 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito Empresarial 30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 103

Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

- Turma V

Direito Médico III 30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Direito Médico -

Turma IV 30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

Direito Médico -

Turma IV 30 01 Noturno e Matutino Federação 2020

Direito

Previdenciário -

Turma III

30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito

Previdenciário -

Turma IIV

30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

Direito

Previdenciário -

Turma V

30 01 Noturno e Matutino Federação 2020

Direito Processual

Civil – Turma V 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito Processual

Civil – TurmaVI 30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

Direito Processual

Civil – Turma VII 30 01 Noturno e Matutino Federação 2020

Direito Público

Municipal - Turma

III

30 01 Vespertino

Noturno e Matutino Federação 2016

Direito Público

Municipal - Turma

IV

30 01 Vespertino

Noturno e Matutino Federação 2018

Direito Público

Municipal - Turma

IV

30 01 Vespertino

Noturno e Matutino Federação 2020

Direito Tributário -

Turma IV 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Direito Tributário -

Turma V 30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

Direito Tributário -

Turma VI 30 01 Noturno e Matutino Federação 2020

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 104

Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

Direitos Humanos 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Área - Educação, Sociedade

Docência

Universitária -

Turma II

30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

Docência

Universitária -

Turma III

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Docência

Universitária -

Turma IV

30 01 Noturno e Matutino Federação 2019

Família: Relações

Familiares e

Contextos Sociais

– Turma IV

30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

Família: Relações

Familiares e

Contextos Sociais

– Turma V

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Mediação de

Conflitos e

Práticas

Colaborativas

30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Mediação de

Conflitos e

Práticas

Colaborativas

Turma II

30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

Psicopedagogia 30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

Psicopedagogia 30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

Serviço Social e

Gestão de

Políticas Sociais

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Serviço Social no

Campo

Sociojurídico

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Área - Meio Ambiente

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Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

Gerenciamento

Ambiental-Turma

XII

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Pituaçu 2015

Gerenciamento

Ambiental-Turma

XIII

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Pituaçu 2017

Gerenciamento

Ambiental-Turma

XIV

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Pituaçu 2019

Área - Saúde

Análises Clínicas

– Turma XI 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2016

Análises Clínicas

– Turma XII 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2018

Análises Clínicas

– Turma XIII 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2020

Atividade Física,

Saúde e Qualidade

de Vida

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Cinesiologia da

Atividade Laboral

e Esportiva

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2016

Enfermagem

Hospitalar 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Enfermagem

Hospitalar -

Turma II

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2017

Enfermagem

Hospitalar- Turma

III

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2019

Fisioterapia em

Ortopedia e

Traumatologia –

Turma V

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Fisioterapia em

Ortopedia e

Traumatologia –

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2017

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Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

Turma VI

Fisioterapia em

Ortopedia e

Traumatologia –

Turma VII

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2019

Fisioterapia na

UTI neonatal e

pediátrica

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Fisioterapia nas

Disfunções do

assoalho Pélvico

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Gerontologia –

Turma VIII 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2016

Gerontologia –

Turma IX 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2018

Gerontologia –

Turma IX 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2020

Hematologia e

Hemoterapia 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Saúde Mental

Turma II 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2017

Saúde Mental

Turma III 30 01

Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2019

Área - Negócios

MBA em Gestão

Estratégica de

Pessoas e

Desenvolvimento

Humano

30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

MBA em Gestão

Estratégica de

Pessoas e

Desenvolvimento

Humano

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

MBA em Gestão

Empresarial e de

Negócios

30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

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Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

MBA em Gestão

Empresarial e de

Negócios

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

MBA em

Marketing

Estratégico e

Comunicação

Digital

30 01 Noturno e Matutino Federação 2015

MBA em

Marketing

Estratégico e

Comunicação

Digital

30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

MBA em

Gerenciamento de

Projetos de

Negócios

30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

MBA em

Gerenciamento de

Projetos de

Negócios

30 01 Noturno e Matutino Federação 2018

MBA Executivo

em Inteligência

Empresarial e

Gestão de

Negócios

30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

MBA Executivo

em Inteligência

Empresarial e

Gestão de

Negócios

30 01 Noturno e Matutino Federação 2019

MBA em

Estratégias

Empreendedoras

30 01 Noturno e Matutino Federação 2016

MBA em

Estratégias

Empreendedoras

30 01 Noturno e Matutino Federação 2019

MBA em Gestão

das Cidades 30 01 Noturno e Matutino Federação 2017

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Nome do curso

Nº de

estudantes/t

urma

Nº turmas Turno(s) de

Funcionamento

Local de

Funcionamento

Ano previsto

para a

solicitação

Área Engenharia e Exatas

Matemática:

Novas

Tecnologias -

Turma I

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Federação 2015

Engenharia de

Manutenção e

Gestão de Ativos

Físicos

30 01 Noturno Matutino e

Vespertino Pituaçu 2016

3.3 POLÍTICAS DE PESQUISA

As políticas de pesquisa da UCSal, como dito anteriormente, foram definidas

articuladas à pós-graduação e a partir dos processos de avaliação coordenados pela CPA,

constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio 2016-2020, divididas por dimensão, a

partir dos objetivos e da análise de dados e informações então realizada.

• Avaliação interna dos programas stricto sensu para subsidiar as tomadas de

decisão em relação às necessidades de longo prazo no que se refere à pesquisa

no âmbito nacional e internacional.

• Ampliação do número de bolsas de produtividade em pesquisa concedidas pelo

CNPQ.

• Ampliação do número de bolsas de iniciação científica para atividades de

pesquisa e inovação.

• Aumento da quantidade e qualidade da produção científica das áreas de

pesquisa já existentes na Universidade.

• Implementação e desenvolvimento do trabalho dos grupos e linhas de

pesquisa, articulando a graduação e a pós- graduação (verticalização).

No processo de institucionalização da pesquisa, ao lado dos princípios éticos inerentes

ao desenvolvimento das atividades, a UCSal assume referências básicas que se consolidam

como concepção pedagógica para a produção qualificada de conhecimento científico: a)

Indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão; b) Autonomia Institucional; c)

Multirreferencialidade e interdisciplinaridade; d) Formação de Redes para Articulação

Institucional e Interinstitucional.

A pesquisa integra o ideário do projeto pedagógico da UCSAL, como decorrência “da

compreensão de que a realização de trabalhos voltados à aplicabilidade de resultado de

pesquisa e à produção e difusão de conhecimentos se constitui em atribuição das

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 109

universidades [...] lhes confere cientificidade e efetiva o papel impulsionador do progresso

científico e tecnológico que a sociedade requer e para o qual a instituiu” (Plano de Trabalho,

p.1, 1989). Na UCSal, toma-se a pesquisa como uma de suas teses, a partir da qual é

elaborada a concepção pedagógica para a produção de conhecimento científico.

Estabelecida a concepção pedagógica da pesquisa, duas referências foram

institucionalizadas: a primeira delas é o comprometimento da ciência com a sociedade. Esse

comprometimento verticaliza o Projeto Pedagógico Institucional, experienciado na extensão e

no ensino, e integra a identidade comunitária da Universidade. A segunda é o tratamento

interdisciplinar das questões de pesquisa por se considerar possível, com essa abordagem,

compreender de maneira mais completa os problemas estudados, superando a disciplinaridade

do conhecimento e fomentando a interrelação entre as Unidades de Ensino, Pesquisa e

Extensão e entre os diferentes níveis acadêmicos.

O substrato criado pela pós-graduação lato-sensu e pelas ações extensionistas inspirou

as linhas temáticas de pesquisa geradoras do lastro para o stricto sensu. Os núcleos temáticos

de pesquisa, embora não se restrinjam às áreas em que se realiza a pós-graduação stricto-sensu,

constituem importante subsídio para esses cursos e impulsionam a colaboração entre

diferentes grupos de pesquisa dos diferentes centros acadêmicos.

A institucionalização da pesquisa está orientada pelo RTC-Regime de Tempo

Contínuo e pelo engajamento da UCSal no Sistema Nacional de Fomento, supondo relações

interinstitucionais com vistas à formação de redes. A divulgação dos seus resultados é

compreendida como socialização do conhecimento inerente à concepção de ciência

comprometida com a sociedade, que fundamenta o Projeto Pedagógico de Pesquisa e Pós-

Graduação da UCSal.

O Programa de Pesquisa na UCSal inclui a habilitação dos seus docentes como

pesquisadores mediante formação continuada em programas stricto-sensu e no estímulo à

participação nos diferentes grupos e núcleos de pesquisa. A formação continuada não se

restringe à habilitação do docente como pesquisador, mas também ao fortalecimento de uma

cultura científica assumida institucionalmente para a identificação de atividades de pesquisa,

para a configuração e reforço de grupos, mediante iniciativas como: a) Informação Geral

sobre Ciência e Tecnologia (C&T); b) Identificação de Talentos e Núcleos Emergentes; c)

Balcão de Apoio aos Núcleos e Projetos de Pesquisa; d) Acompanhamento do Desempenho

dos Grupos de Pesquisa de acordo com os indicadores do CNPq; e) Acompanhamento do

Programa de Iniciação Científica; f) Promoção de Capacitação Docente e Discente para a

Pesquisa Científica; g) Incentivo à Produção Científica Qualificada; e, h) Expansão das

Competências para Novas Áreas de Pesquisa.

No ano de 2015 estavam certificados 35 (trinta e cinco) grupos de pesquisa

cadastrados na base de dados do Diretório de Pesquisa do CNPq mediante a oferta de 75

(setenta e cinco) Bolsas de Iniciação Científica, sendo 19 (dezenove) do CNPq, 40 (quarenta)

da FAPESB e 16 (dezesseis) da UCSal, além do desenvolvimento de vários projetos de

pesquisa em andamento, estes de caráter nacional e internacional, apoiados por agencias de

fomento. Integram os 35 grupos de pesquisa, 193 docentes-pesquisadores e 239 estudantes em

13 áreas do conhecimento.

Com a finalidade de estimular o gosto pela investigação científica, o interesse pela

produção e divulgação do conhecimento, a interlocução científico-acadêmica, bem como a

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 110

intercomunicação pessoal, profissional e institucional, a Universidade promove, anualmente,

desde 1998, a Semana de Mobilização Científica - SEMOC. Em 2015, realizou a XVIII

edição da SEMOC, com o tema “Direitos Humanos, Ética e Dignidade”, envolvendo 35 IES

nacionais, 14 Universidades Internacionais e Centros de Pesquisa, além de 19 Órgãos

Públicos, de Classe e Comissões; foram apresentados 224 trabalhos selecionados pela

Comissão Científica e ofertados 98 mini-cursos.

3.4 POLÍTICAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

O Programa Institucional de Iniciação Científica atende ao Projeto Pedagógico na

perspectiva de formar profissionais cidadãos, responsáveis pelas transformações sociais. Este

programa objetiva, especificamente, possibilitar ao bolsista, devidamente orientado por um

docente pesquisador, a aprendizagem de métodos e técnicas de pesquisa, estimulando o

desenvolvimento do raciocínio científico e da criatividade, sempre na direção da produção de

um conhecimento novo e relevante. A partir destas experiências é possível despertar vocações

para a pesquisa, articular de modo concreto a graduação com a pós-graduação, auxiliar

mestrandos e doutorandos no cumprimento de prazos de defesa, auxiliar estudantes no

desenvolvimento de trabalhos de conclusão de curso (TCC) de melhores níveis científicos e

com maior satisfação pessoal, contribuir com o desenvolvimento científico das diferentes

profissões e ajudar no desenvolvimento de responsabilidades e do trabalho em equipe de

colaboração de universitários.

A filosofia do programa de Iniciação Científica na UCSal consiste em inserir o

estudante num ambiente de pesquisa em que o fazer-saber seja socialmente relevante, fundado

na ética e no espírito solidário. Toma como referência a ciência como um produto social,

dialógico e colaborativo e não como produto individual isolado e cumulativo.

O acúmulo de conhecimentos científicos visa unir habilidades, capacidades e

competências individuais em torno de uma missão comum: a pesquisa como um fazer-saber

socialmente relevante. Isso corrobora a missão que a própria UCSal vem cumprindo ao longo

de sua trajetória e que agora, com sua política de pós-graduação, busca envolver a diversidade

dos estudantes da graduação que nela estudam ou que com ela mantém vínculos com a

pesquisa, especialmente aqueles que estão tendo oportunidade de adquirir uma formação e

carecem de inserção na produção sistematizada de conhecimentos.

Tendo como ingredientes fundamentais o compromisso ético com a pesquisa e com a

vocação comunitária da Instituição, o Programa de Iniciação Científica encontra sua

identidade na própria história da Universidade e nas suas aspirações acadêmicas futuras,

simultaneamente. Para uma universidade de caráter comunitário o desafio é associar sua

função social ao seu compromisso com a ciência: inserindo mais estudantes da graduação de

forma qualificada no universo da pesquisa e se inserindo a si mesma no mundo da excelência

acadêmica, sem prescindir da sensibilidade social.

A Política de Iniciação Científica articulada às Políticas de Ensino, Pesquisa e

Extensão vem, portanto, despertar a vocação e preparar os futuros pesquisadores nos quadros

da graduação, contemplando, para tanto, um maior volume de recursos a serem destinados à

bolsa de iniciação científica.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 111

3.5 POLÍTICAS DE EXTENSÃO

As políticas de extensão da UCSal foram definidas a partir dos processos de avaliação

coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio 2016-2020,

divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações então

realizada:

• Estruturação da área de Extensão Universitária.

• Elaboração de projeto institucional com ações de responsabilidade social e

programas de inclusão e intervenção junto às comunidades carentes.

• Melhoria da infraestrutura física.

• Oferta de cursos de extensão vinculados às unidades de ensino.

A UCSal tem um forte compromisso com a sociedade, dada a sua natureza

confessional, comunitária e o seu caráter filantrópico; suas ações de extensão constituem elo

de integração das atividades universitárias com as demandas da sociedade. A extensão é um

espaço propício para exercitar e fortalecer o diálogo universidade-sociedade, possibilitando a

reelaboração e produção de conhecimentos sobre a realidade, num ambiente em que ensino e

pesquisa integrados contribuem para a formação cidadã de jovens empenhados na descoberta

e experimentação de alternativas para a identificação, a análise e o enfrentamento dos

problemas do mundo contemporâneo.

No exercício deste compromisso social, as ações extensionistas podem assumir uma

natureza multi, inter e ou transdisciplinar, envolvendo, prioritariamente os estudantes e

professores dos cursos de graduação e pós-graduação da UCSal, bem como diferentes setores,

seja da universidade ou da sociedade, tendo em vista contribuir para a superação das

dificuldades, consolidação da cidadania e fortalecimento do compromisso da UCSal com os

problemas regionais e locais.

Neste sentido, são desenvolvidos programas, projetos, cursos, eventos, serviços e

atividades de voluntariado voltados para a comunidade acadêmica e ou para o público

externo, a exemplo do Programa Economia dos Setores Populares / Incubadora Tecnológica

de Cooperativas Populares que promove: 1) o acompanhamento e assessoria a

empreendimentos econômicos populares visando fortalecer as condições necessárias à

viabilidade e sustentabilidade dos empreendimentos da economia popular solidária. 2) o

Curso de Extensão em Viabilidade e Sustentabilidade de Empreendimentos Econômicos

Populares que tem por objetivo capacitar agentes multiplicadores para utilizar e desenvolver

conhecimentos, instrumentos e práticas adequados à sustentabilidade dos empreendimentos

econômicos solidários. Cabe colocar, aqui, o Programa ou Projeto Sabiá (do Curso de

Biologia); NPJ (do Curso de Direito) Empresas Juniores (de Administração).

Os cursos de extensão promovidos pela UCSal, gestados no âmbito da graduação e da

pós-graduação, destinam-se tanto à comunidade acadêmica quanto ao público externo,

destacando-se o Curso de Extensão em Teologia, Curso de Extensão em Bioética:

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 112

Biotecnologias e Dignidade Humana, Curso de Extensão em ArcGIS, Curso de Extensão em

Inglês dentre outros. Acrescentem-se, também, os variados serviços prestados à comunidade,

principalmente na área jurídica, de saúde e de educação ambiental, através da Unafisio, das

Empresas Juniores, do Núcleo de Práticas Jurídicas, do Projeto Sabiá, com ações

desenvolvidas pelos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Biomedicina, Educação

Física, Direito, Biologia e Administração, bem como as Semanas Pedagógicas, realizadas no

âmbito dos cursos de graduação, que se constituem em um espaço de construção e

socialização do conhecimento, fortalecendo a relação teoria-prática, fomentando o diálogo

entre os diversos saberes e possibilitando, também, o exercício da pareceria com outras

instituições de ensino superior. Uma das iniciativas inovadoras da UCSal é a proposta do

Programa de Cultura, Artes, Esportes e Lazer (Pacel)17

, que surge da necessidade de ampliar

as políticas institucionais da UCSal, através de distintos programas – cultural, esportivo e de

lazer - e tem por finalidade compor o eixo estruturante da Universidade, em conjunto com

as dimensões de ensino, pesquisa e extensão, principalmente quando incorporados em seu

PPI, uma vez que, esta política pode possibilitar uma maior integração entre as várias ações

coletivas desenvolvidas que se preocupam com o bem comum, condição sine qua non para a

construção de uma cidadania plena. O eixo estruturante desta política será formado por

atividades culturais, artísticas, esportivas e de lazer ministrados por professores em conjunto

com acadêmicos, artistas da cena local, nacional e internacional, além de firmar convênios

interinstitucionais dentre outras possibilidades. Estas ações serão realizadas de forma

permanente e abertas ao público interno e externo conforme característica de cada projeto.

Ressalte-se o esforço permanente da Instituição com o estabelecimento e a

manutenção de uma política de benefícios, que se concretiza através do desenvolvimento de

programas e projetos, alguns oriundos de programas governamentais (FIES e PROUNI),

outros são fruto de parceria como o Fundaplub e iniciativas da própria Instituição, como o

Programa UCSal Social, que favorecem a concessão de bolsas de estudo e créditos, na

perspectiva de promover a inclusão e a convivência democrática dos estudantes oriundos dos

vários segmentos da sociedade. Insere-se nas ações voltadas, especificamente ao alunado, o

Núcleo de Assistência Psicossocial ao Estudante que planeja, organiza, coordena,

supervisiona e orienta o atendimento psicológico, psiquiátrico e de acolhimento ao estudante

da UCSal, disponibilizando, também, orientação profissional e atendimento a pessoas com

deficiência.

3.6 POLÍTICAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

A Responsabilidade Social historicamente deriva das distorções geradas por

orientações econômicas liberais e neoliberais, que pressupõem uma compactação do Estado e

a sua mínima intervenção na economia, através da desregulamentação e internacionalização

de mercados, livre concorrência, flexibilização das leis trabalhistas, ajustes fiscais e

privatizações (HELLMANN, 2009). Quando socialmente comprometidas, organizações se

17

O Pacel foi idealizado e está sendo coordenado pelo Professor Lauro Gurgel de Oliveira Junior.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 113

tornam corresponsáveis no esforço plural para atenuar os danos sociais resultantes de uma

economia que privilegia ganhos mercadológicos. A organização, como construção humana,

procura então resgatar aquele que deveria ser o seu primordial valor: o Homem. Necessita,

assim, de algum modo, subverter a lógica capitalista prevalente que prevê uma sociedade para

um mercado, e não o contrário. Tal subversão também requer a desafiadora tarefa de se

formatar uma organização para o Homem, e não o inverso. A Responsabilidade Social decorre

de um movimento coletivamente e historicamente empreendido em favor de direitos humanos

básicos: vida, segurança, liberdade e igualdade. Requer um pensar globalmente e um agir

localmente – o que significa incentivar práticas socialmente responsáveis em nível, inclusive,

individual.

As práticas relacionadas à Responsabilidade Social pressupõem o entendimento de que

uma organização é um sistema aberto, um composto de subsistemas que interage

bilateralmente com o seu ambiente. Para seu funcionamento e preservação, é importante que

uma organização observe não apenas suas demandas internas, mas também aquelas do seu

entorno.

A Responsabilidade Social é uma forma de gestão organizacional relacionada à escuta

e ao atendimento dos interesses dos diferentes elementos com os quais a organização se

relaciona (funcionários, clientes, fornecedores, comunidade, meio ambiente, parceiros,

concorrentes, acionistas, investidores e governo), assumindo a corresponsabilidade pelo bem-

estar e desenvolvimento social (FREITAS; ARAÚJO, 2010; SENAI, 2010). A abrangência de

suas ações, dirigidas aos públicos interno e externo se vincula ao sentido de solidariedade e

prática do bem comum, à oferta de serviços de forma gratuita, sem levar em conta o seu

destinatário. Tais ações têm como principal beneficiária a comunidade em suas diversas

configurações organizacionais: conselhos comunitários, organizações não-governamentais,

associações comunitárias, etc. (FREITAS; ARAÚJO, 2010; SENAI, 2010).

Para sua efetividade nas organizações, a Responsabilidade Social precisa ser

gerenciável, ou seja, mensurável através de indicadores: medidas simples e objetivas, que

permitem fáceis diagnósticos, monitoração e análise. Necessita estar verticalmente

disseminada ao longo do processo organizacional de produção ou prestação de serviços – dos

fornecedores aos clientes ou usuários. Precisa igualmente ser sustentável, garantindo

sobrevivência organizacional sem prejuízo aos recursos ambientais futuros, e retroalimentada

pela comunicação transparente e crítica dos seus resultados, através da prestação de contas à

sociedade (HELLMANN, 2009).

Instituições socialmente responsáveis comprometem-se com o desenvolvimento social

sustentável de longo prazo, a promoção da cidadania e a valorização da dignidade humana.

Realizam ações comunitárias internas e externas que favoreçam o bem-estar social na medida

em que atingem seus próprios interesses. Aproximam-se do seu entorno. Adotam uma política

interna que capta e mantém colaboradores sensíveis à adoção de uma cultura de

responsabilidade social que transcenda os limites da organização.

Na UCSal, como instituição confessional e comunitária que promove educação, a

Responsabilidade Social está intrinsecamente presente na identidade da Universidade,

expressa nos seus esforços para estimular a inclusão social, a liberdade de expressão, a cultura

da paz, o desenvolvimento econômico e social, a defesa do meio ambiente, a produção

artística, a preservação da memória histórica e do patrimônio cultural. Sua capacidade de

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 114

produzir conhecimento e a crescente necessidade de respostas a demandas sociais cada vez

mais complexas levam a Universidade a repensar o seu papel, superar seus limites e buscar o

desenvolvimento de práticas inovadoras, capazes de transformar o aprendizado nela gerado

em valor econômico e social.

A UCSal, historicamente, tem desenvolvido ações que caracterizam sua política de

inserção social, viabilizada através de elenco significativo de programas e projetos voltados

para um público fixado em bairros da periferia de Salvador e para instituições públicas

governamentais e não governamentais, consolidando o relacionamento com setores

organizados da sociedade e ampliando os laços de cooperação com a sociedade civil,

instâncias governamentais e sistema produtivo.

Um importante impacto social resulta de um conjunto de atividades desenvolvidas por

diferentes setores da Universidade e núcleos extensionistas que traduzem o atendimento às

demandas de saúde, habitação, emprego, renda, organização comunitária, fortalecimento da

relação família/escola, desenvolvimento sustentável, assessoria e assistência jurídica gratuita,

educação ambiental, proteção ecológica e conservação de animais, preservação e restauração

de acervo sacro-religioso, proteção ao patrimônio cultural e apoio ao estudante carente.

Por ser uma entidade filantrópica, comunitária e de assistência social, a AUCB,

certificada na forma da lei como entidade beneficente, goza de alguns benefícios fiscais

concedidos pelo Governo Federal, desde que cumpra todas as normas e procedimentos

estabelecidos na Lei nº 12.101/2009 e no Decreto Regulamentar nº 8.242/2014. A AUCB, por

intermédio da sua instituição mantida, a UCSal, tem como objetivo social, a assistência social

aos estudantes carentes matriculados nos cursos de graduação, oferecendo-lhes um conjunto

de benefícios, através do Plenus, que possibilita a gratuidade parcial ou total das

mensalidades, como forma de democratizar o acesso à Universidade e assegurar a

permanência desses estudantes na Instituição até a conclusão do curso.

O Plenus/ Centro de Atendimento à Comunidade UCSal (Ceac) é um espaço que tem

como objetivo acolher, identificar, encaminhar e monitorar as demandas espontâneas

advindas da Comunidade UCSal. É composta por profissionais da área de Serviço Social,

Psicologia, Psiquiatria, Pedagogia e da Pastoral Universitária.

A Pastoral Universitária é a presença de Cristo na Universidade. Neste sentido, o setor

de pastoral constitui no serviço de articulação da fé com os diversos âmbitos da comunidade

acadêmica, decorrente da própria missão e identidade da Universidade Católica. Para tanto, o

setor desenvolve, na Instituição, atividades de reflexão inspirada na fé, espiritualidade e ação

solidária.

A Unidade de Assistência em Fisioterapia (Unafisio), clínica-escola da Universidade,

é um espaço que permite a indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão numa

perspectiva interdisciplinar, possibilitando a aquisição de habilidades necessárias à realização

da práxis dos estudantes dos cursos de Fisioterapia, Nutrição e Serviço Social. A Unafisio

presta assistência gratuita a portadores de doenças e/ou agravos ortopédicos, traumatológicos,

angiológicos, reumatológicos, neurológicos, pediátricos, uroginecológicos e na área do

desporto, com o atendimento a atletas. O conjunto de atividades desenvolvidas pela Unafisio

envolve desde o cadastramento do usuário, ao acolhimento, avaliação fisioterapêutica e

nutricional, atendimento especializado nas diferentes áreas e acompanhamento. A abordagem

preventiva e de promoção da saúde é uma prioridade, sendo realizada por meio de orientação

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 115

e o acompanhamento dos familiares, responsáveis ou cuidadores, buscando a sua interação e

participação com a assistência ao usuário; atendimento para a realização de diagnóstico

social; orientação e encaminhamento para outros recursos comunitários, bens e serviços

sociais públicos; construção de respostas conjuntas, comprometidas com as diferentes

demandas sociais da comunidade assistida; realização de palestras com temas relacionados às

políticas públicas em geral e à saúde em particular.

O Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) é um laboratório que funciona como um

importante organismo jurídico na prestação de assessoria e assistência judiciária gratuita, bem

como forte instrumento para inserir o acadêmico do curso de Direito na prática da atividade

jurídica. O NPJ é um campo que possibilita ao estudante da Universidade exercitar sua prática

profissional, por colocá-lo diante de situações concretas, que se expressam por intermédio da

população assistida, requerente dos seus serviços. O NPJ conta com advogados que

acompanham todos os processos, tudo em parceria com os estudantes e professores, com a

finalidade de simular um escritório de advocacia e contribuir para a formação básica do futuro

profissional do Direito. O NPJ também incluiu na sua equipe uma Assistente Social, que

passou a contribuir para o processo de investigação e análise das demandas apresentadas pela

população, em parceria também com o Curso de Serviço Social da UCSal. O atendimento a

novos assistidos pelos estudantes de Direito somente é feito após o estudo do Serviço Social

que, por intermédio de instrumentos próprios à natureza do seu trabalho, realiza atividades

socioeducativas, assim como entrevistas, visitas domiciliares, mediações, encaminhamentos a

outros serviços comunitários, oficinas, estudo de caso, visitas institucionais, prestando

informações e orientações para além do enfoque jurídico.

O Escritório Modelo Professor Manoel Ribeiro, órgão da Faculdade de Direito,

funciona como campo de estágio da prática forense para seus estudantes e oferece assistência

jurídica gratuita à comunidade.

O Programa Economia dos Setores Populares / Incubadora Tecnológica de

Cooperativas Populares (ITCP), iniciado em 1999, busca estimular formas de trabalho que

sejam economicamente viáveis e emancipadoras, atuando no campo da gestão democrática e

da viabilidade econômica ancorada em critérios éticos de cooperação e justiça. Em 2009, com

a finalidade de ampliar o alcance das ações do Programa, foi organizada a Incubadora

Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP UCSal), apoiada pela Financiadora de Estudos

e Projetos (Finep) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). A

ITCP configura-se como uma referência para a ação extensionista na UCSal, notadamente por

concretizar a indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, através de ações voltadas para: 1) o

acompanhamento e assessoria a empreendimentos econômicos populares que objetivam

fortalecer as condições necessárias à viabilidade e sustentabilidade dos empreendimentos da

economia popular solidária; 2) a difusão do Curso de Extensão em Viabilidade e

Sustentabilidade de Empreendimentos Econômicos Populares que tem por objetivo capacitar

agentes multiplicadores para utilizar e desenvolver conhecimentos, instrumentos e práticas

adequados à sustentabilidade dos empreendimentos econômicos solidários.

O Laboratório de Conservação e Restauração Reitor Eugênio Veiga (Lev) - tem como

objetivo dar tratamento ao acervo do arquivo permanente da Cúria Metropolitana de Salvador

por meio de uma intervenção em conservação, restauração e tratamento arquivístico da

documentação permanente da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Tais atividades, que

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 116

propiciam a capacitação teórica e prática de professores, estudantes e pesquisadores, estão sob

a responsabilidade de professores dos cursos de História e Teologia da UCSal e vinculada à

Acopamec.

O Centro de Ecologia e Conservação Ambiental (Ecoa), fundado em 2001, estava

vinculado ao então Instituto de Ciências Biológicas; atualmente faz parte do Programa de Pós

Graduação em Planejamento Ambiental. Desenvolve programas de monitoramento de longa

duração para a conservação de comunidades animais e vegetais em várias regiões do Estado

da Bahia. Possui parcerias formais com instituições públicas e privadas buscando fortalecer a

formação de seus pesquisadores, promovendo a produção de conhecimento e disponibilizando

os resultados alcançados às comunidades científicas e à sociedade.

O Programa de Sustentabilidade Socioambiental (Sabiá) promove ações de

sustentabilidade socioambiental, através de diagnósticos ambientais, gestão de resíduos e da

interlocução com a comunidade acadêmica;, promovendo o diálogo, a produção do

conhecimento, o desenvolvimento de projetos, o desenvolvimento da cidadania e da

consciência socioambiental da comunidade UCSal.

O Laboratório de Estudos e Meio Ambiente (Lema) é um espaço de pesquisa e

extensão universitária no âmbito da graduação e pós-graduação. Está equipado para

desenvolver análises biológicas, químicas, geoquímicas, microbiológicas, bioquímicas,

botânicas e moleculares. O Lema permite que se desenvolva um conjunto de análises para o

diagnóstico e a identificação de problemas no meio ambiente através de pesquisas que

envolvam a análise das condições químicas da água; análise das condições biológicas e dos

componentes biológicos de diferentes ecossistemas; investigações geoquímicas,

desenvolvimento de técnicas bioquímicas e moleculares e avaliação de impactos ambientais.

A UCSal sedia, no Campus de Pituaçu, o primeiro Leo Clube Universitário no mundo,

o qual é constituído unicamente por universitários e está diretamente vinculado ao LIONS

Clube Internacional. O LEO Clube – UCSal tem como patrocinador o Lions Clube

Salvador/Periperi. Fundado em março de 2006 com 20 acadêmicos de Enfermagem, busca

propiciar a seus participantes: liderança (L), experiência (E) e oportunidade (O) – palavras

representadas no nome do Programa. Seus serviços voluntários à comunidade sinteticamente

envolvem a promoção de saúde e a preservação do meio ambiente.

Adicionalmente, a UCSal mostra-se socialmente responsável para desenvolver

atividades direcionadas às suas comunidades interna e externa, a exemplo de: campanhas de

prevenção e educação em Saúde; Feiras de Saúde e de Integração; cursos para

desenvolvimento de competências nas línguas portuguesa e inglesa; socialização de

conhecimentos em Economia Doméstica, Contabilidade e Empreendedorismo; participação

em campanhas para doação de alimentos, leite, roupas e fraldas descartáveis, atividades

também em parceria com organizações não-governamentais, projetos sociais, associações e

Pastoral Universitária.

Inciativas relativas à Responsabilidade Social são também reconhecidas nas atividades

realizadas em disciplinas curriculares dos distintos cursos de graduação e pós-graduação da

UCSal. Tais iniciativas se notam, por exemplo, nos cursos de Fisioterapia, Enfermagem,

Nutrição e no CST em Gestão de Recursos Humanos. Sobre essas atividades recaem desafios

a serem futuramente transpostos: reunir em um mesmo banco de dados as informações

referentes ao seu planejamento e aos seus resultados, cada vez mais alinhar essas ações com a

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 117

missão institucional e, em nome da “prestação de contas à sociedade”, gerar relatórios

internos e publicações acadêmicas.

Para consolidar ainda mais a Responsabilidade Social na UCSal, estão sendo firmadas

parcerias que reforcem a prática do Voluntariado, a exemplo dos Projetos Livres Livros e

Viva e Deixa Viver, a serem associados pela composição de uma rede de voluntários para

contação de histórias.

Estreitando os laços com o seu entorno, sobretudo do campus de Pituaçu, estão se

estabelecendo aproximações da UCSal com o Bairro da Paz, onde projetos interdisciplinares

deverão ser implementados. Futuramente, também com perspectivas interdisciplinares, pode-

se igualmente projetar uma articulação entre o citado campus e o Parque Metropolitano de

Pituaçu. Semelhante aproximação com o seu entorno deverá ocorrer no campus da Federação,

onde demandas sociais urgentes se apresentam.

Ao interagir com a sociedade, a comunidade acadêmica encontra um espaço

privilegiado para aprendizagem, reflexão crítica e produção do conhecimento, gerado a partir

do contato direto com outras realidades, culturas e classes sociais. Deste modo, projetos de

ação social oportunizam, aos seus estudantes, atividades acadêmicas que propiciam momentos

formativos inovadores, incorporando experiências que favorecem a compreensão da realidade

social, o confronto de saberes a atualização da pesquisa e o exercício da interdisciplinaridade.

3.7 POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE

As políticas de comunicação da UCSal foram definidas a partir dos processos de avaliação

coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio 2016-2020,

divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações então

realizada:

• Melhoria dos canais de comunicação em relação aos públicos internos e

externos.

• Maior divulgação da identidade da Universidade e de seus cursos.

• Implantação da Ouvidoria institucional.

O cenário atual impõe a necessidade da UCSal avaliar o seu relacionamento com a

sociedade, sugerindo a construção de processos de comunicação que fomentem uma cultura

organizacional que privilegie a transparência, a circulação ampla de informações relevantes e

a eficaz utilização das ferramentas de comunicação.

Sintonizada permanentemente com a cultura organizacional e com modelo de

governança universitária, a Política de Comunicação deve adotar uma perspectiva ampla que

considere os variados processos de interação a exemplo da comunicação interna, organização

de eventos, gestão da marca, dos canais de relacionamento, do uso e da conduta nas mídias

sociais etc.

A Política de Comunicação como um instrumento estratégico, reconhece que a sua

implementação contribui, de forma decisiva, para o fortalecimento institucional e para a

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 118

afirmação do seu compromisso com o interesse público, explicitado na Missão e nos Valores

institucionais, como também, pelo desenvolvimento permanente da sua competência nas áreas

do ensino, da pesquisa e da extensão e pela excelência em gestão.

Para esse grande desafio, iremos desenvolver um projeto integrado que irá abranger os

seguintes pontos:

Comunicação interna – Público interno UCSal

Comunicação on-line – Internet

Comunicação off-line – Televisão, rádio, jornal, outdoor e outros meios não

eletrônicos

Ponto de partida para o nosso projeto, a comunicação interna é essencial para

organizar a produção de conteúdo e garantir o fluxo de comunicação em uma instituição do

nosso porte. Toda comunidade UCSal deve saber o que acontece na graduação e pós-

graduação, tanto no âmbito da pesquisa quanto da extensão, além dos setores administrativo e

financeiro. Desta forma iremos unificar esforços, falar a mesma linguagem, entender o que é

produzido dentro dos campi e inclusive reduzir custos. Vamos também criar uma nova

sinalização para os campi de Federação e Pituaçu, facilitando o acesso dos estudantes,

funcionários, professores e visitantes.

Com os fluxos internos resolvidos e a produção de conteúdo devidamente conhecida e

reconhecida pelo público interno, vamos partir para informar a toda comunidade externa o

que é desenvolvido e realizado por nós. Por uma questão de custos, eficiência e penetração, a

internet será bastante utilizada. Vamos reformular o site, deixando-o mais amigável e

eficiente, passando aos seus visitantes informações de forma clara e objetiva. Nossa presença

nas redes sociais será bastante aumentada, utilizando formas diversas de comunicação em

texto, imagem, áudio e vídeo, com interação permanente entre estudantes e professores, tanto

de graduação, como de pós-graduação, pesquisa e extensão, que postarão suas ideias e

compartilharão suas experiências e aprendizados. Abriremos ao mundo o nosso

desenvolvimento e excelência.

Paralelo às ações na internet, vamos também explorar as mídias off-line, inclusive

direcionando e captando audiência para as operações on-line. Campanhas voltadas para a

ampliação do número de novos estudantes serão utilizadas via esses meios, dando suporte aos

vestibulares, matrículas especiais, transferências externas, matrículas de pós-graduação e

cursos de extensão. Aqui implantaremos também uma TV Universitária, que funcionará como

uma vitrine de nossa produção acadêmica, de uma forma clara e compreensível para toda a

população do Estado e do Brasil, através de nosso braço WebTV. Programas diversos serão

desenvolvidos, trazendo envolvimento de todo o público interno, difundindo as ideias de

busca pela verdade, compromisso com a ética e desenvolvimento social.

Para atingirmos esses objetivos, além de determinação e coragem, vamos precisar de

uma nova ASCOM, dividida agora em 6 núcleos:

Núcleo de Atendimento: responsável pelo atendimento de demandas internas,

dando suporte e executando suas tarefas de acordo com as diretrizes

estratégicas.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 119

Núcleo Web: responsável por gerir, atualizar e responder por todas as

demandas de site e redes sociais, além de buscar por oportunidades

interessantes na internet, para reforçar a nossa presença.

Núcleo de Imprensa: assessoria de imprensa interna, sendo responsável por

criar press releases, conteúdo para as redes sociais e qualquer outro meio que

se faça necessário; o intuito é explorar bastante a característica de geração de

conteúdo e a vertente católica e comunitária, para conseguir espaços gratuitos

nos mais diversos meios de comunicação.

Núcleo de RP: responsável pelas ações externas de corpo a corpo, para

captação de estudantes em potencial, além de ações internas de manutenção de

estudantes. Dentro das diretrizes estratégicas de comunicação, desenvolverá

parcerias com escolas católicas, particulares e públicas, marcando a presença

da UCSal ao longo do ano, dentro das turmas de 3º ano. Trabalhará em

conjunto com os coordenadores de curso e estudantes, nos trazendo

informações privilegiadas e essenciais, para trabalharmos a retenção do

alunado. Buscará ações junto aos egressos, para enriquecer ainda mais a

experiência acadêmica UCSal.

Núcleo de Propaganda: suporte a todos os outros núcleos, criando e

desenvolvendo materiais para os diversos meios e ações que serão

desenvolvidas.

Núcleo de Vídeo: produção de material audiovisual, para suprir nosso canal do

Youtube envolvendo a comunidade acadêmica, além da cobertura de nossos

eventos.

Como parte da política de comunicação com a sociedade a Ouvidoria na UCSal foi

projetada para atendimento dos cidadãos em geral que não se considerarem atendidos de

forma satisfatória pelos canais usuais da Universidade.

Sua função é ouvir a comunidade interna e externa, localizar informações pertinentes,

ajudar na compreensão dos problemas e buscar soluções possíveis visando à melhoria dos

serviços, correção de erros, desvios e abusos, proteção do direito à informação, das

prerrogativas de professores, estudantes e funcionários e do patrimônio físico e cultural da

universidade.

Atua como instância mediadora de conflitos que surgem no cotidiano da Universidade,

facilitando o entendimento entre as partes envolvidas e proporcionando um constante

feedback à Reitoria no sentido do atendimento aos anseios e expectativas da comunidade.

Desta forma, acreditamos que ao longo dos próximos cinco anos, iremos consolidar a

nossa imagem, transformando a comunicação, sempre em consonância com nossos valores,

visão e missão.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 120

3.8 POLÍTICAS DE PESSOAL

As políticas de pessoal da UCSal foram definidas a partir dos processos de avaliação

coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio 2016-2020,

divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações então

realizada:

• Revisão do Plano de Classificação de Cargos e Salários (PCCS) e da Política

de Remuneração e de Progressão Funcional do Corpo Docente e Técnico

administrativo.

• Incremento do processo de aperfeiçoamento e capacitação docente.

• Desenvolvimento de ações de valorização do Professor Orientador.

• Criação e implementação de normas e procedimentos para contratação de

professores e técnico administrativos.

• Implantação de programas de capacitação e formação continuada para

funcionários técnicos administrativos.

• Cumprimento das determinações legais do MEC, quanto à titulação e regime

contratual de trabalho dos docentes.

3.8.1 Perfil do corpo docente

No escopo de uma formação superior fundamentada na contribuição científica e nos

valores humanísticos, o perfil docente para a UCSal é pensado dentro de determinadas

competências, sem as quais o seu diferencial não seria contemplado:

a) Competência teórica. Dominar perfeitamente os paradigmas, as escolas e os

conteúdos próprios de sua área de atuação, possuindo amplo fôlego teórico e

capacidade de relacionar respeitosamente o seu saber e o seu posicionamento

epistemológico com a diversidade de expressões do conhecimento científico e não

científico contemporâneo, constitui condição para o exercício da docência superior.

Desta maneira, o professor universitário deve demonstrar domínio, segurança e

humildade em relação aos componentes curriculares que pretende ministrar.

b) Competência pedagógica. Na sociedade da informação e do colaboracionismo,

a docência superior é marcada pela pluralidade de entes pedagógicos. Nesse

contexto, o professor universitário não constitui mais a centralidade do saber. Antes,

representa um catalizador da produção de conhecimento ocorrida na sociedade. Desta

maneira, a docência superior prevê a coparticipação docente e estudante no processo

de construção do conhecimento, mediada por subsídios pedagógicos e tecnológicos,

capazes de tornar a produção do conhecimento um processo criativo e dialógico.

Assim, o professor universitário deve dominar toda uma gama de recursos

pedagógicos que o habilitem a mediar as relações instituídas entre o estudante e o seu

próprio processo de aprendizagem.

c) Competência tecnológica. Porquanto tenha deixado de ser a principal fonte do

conhecimento, o professor universitário da contemporaneidade deve ser capaz de

dialogar com outros núcleos de produção do saber. Isso implica um nível de domínio

tecnológico que o capacite a identificar, acessar e lidar com fontes de conhecimento,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 121

acadêmicas e não acadêmicas, espalhadas, sobretudo, na rede mundial de

computadores. Além do acesso a essas fontes, o professor universitário deve ser

também capaz de traduzi-las no seu cotidiano letivo, o que implica o domínio dos

elementos tecnológicos, especificamente voltados ao universo pedagógico.

d) Domínio metodológico-epistemológico. A produção de conhecimento no

ensino superior implica pesquisa. Portanto, o professor universitário deve dominar os

recursos metodológico-epistemológicos que o gabaritem à produção e à gestão de

itens científicos, não somente no que se refere à consecução de pesquisas, mas

também à sua publicação nos mais variados suportes (eventos científicos, periódicos,

livros, etc.).

e) Competência relacional. A educação superior supõe e demanda

comportamentos e relacionamentos inscritos num ethos respeitoso e profícuo. Assim,

é dever do professor universitário observar a sua própria conduta, evitando que as

suas ações ou palavras criem danos ou constrangimentos à Instituição, a si mesmo,

aos seus pares, aos seus estudantes e a todos os que compõem a comunidade

acadêmica. Ademais, a conduta do professor universitário deve ser marcada pela

acessibilidade, pela lisura, pela transparência, pelo respeito e pela humildade

intelectual, de maneira que ele possa se tornar o desejável símbolo de uma educação

superior humanística e a serviço da sociedade.

3.8.2 Composição (titulação, regime de trabalho, experiência acadêmica no magistério

superior e experiência profissional não acadêmica)

O corpo docente da UCSal é composto atualmente de 452 (quatrocentos e cinquenta e

dois) professores (doutores, mestres e especialistas), distribuídos pelos cursos de graduação,

pós-graduação stricto-sensu e lato-sensu.

Para bem cumprir com o disposto na sua missão institucional e atender aos

requerimentos da LDB 9.394/96, a UCSal elegeu como uma das suas prioridades promover

permanentemente a qualificação como forma de valorização do seu corpo docente. Para tanto,

estabeleceu o Programa Espaço Docente (PED) com o objetivo central de ampliar espaços

para a formação pedagógica a partir do diálogo entre professores numa rede de troca de

experiências, através da reflexão permanente sobre os desafios e as possibilidades da docência

no ensino superior.

A pretensão é oferecer um amplo e diversificado leque de atividades de caráter

contínuo, dialógico e formativo com o propósito de uma construção coletiva e cooperativa,

envolvendo: docentes da graduação e da pós-graduação, coordenadores de cursos das diversas

unidades de ensino e gestores.

A UCSal adota incentivos financeiros próprios para os professores que realizam a pós-

graduação lato e stricto-sensu. Embora o percentual de docentes com mestrado e doutorado

seja atualmente de 75%, a UCSal pretende aumentar o percentual de doutores, para fortalecer

os programas de pós-graduação e a dimensão da pesquisa, também na graduação.

O corpo docente da UCSal possui vasta experiência acadêmica e profissional: 1/3 dos

atuais professores tem mais de 20 anos de experiência no ensino superior e a maioria deles

tem também atuação profissional de destaque na área de formação.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 122

Os quadros a seguir, demonstram o quantitativo em relação à titulação e ao regime de

trabalho do corpo docente que atualmente faz parte da instituição.

Tabela 8 - Titulação do Corpo Docente

Titulação Qtde %

Doutor 104 23,01

Mestre 234 51,77

Especialista 114 25,22

TOTAL 452 100,0

Tabela 9 - Regime de Trabalho Corpo Docente

Titulação Qtde %

Tempo Integral 150 33,19

Tempo parcial 97 21,46

Horista 205 45,35

TOTAL 452 100,0

3.8.3 Desenvolvimento profissional

Considerando que a docência universitária é uma atividade complexa, a ausência de

espaços formais instituídos com vistas à formação do professor coloca em evidencia a

premência, de um lado, de conhecer as necessidades formativas do ponto de vista dos

professores e gestores e, de outro lado, as estratégias pessoais e institucionais voltadas para o

desenvolvimento dos docentes, contribuindo assim para a definição, de forma democrática e

consistente, de uma política de desenvolvimento profissional dos docentes da UCSal.

Levando em conta os relatórios da Comissão Permanente de Avaliação (CPA) e os

resultados de consulta feita junto ao corpo docente, a UCSal criou um espaço de formação

continuada de professores (PED).

Dentre as ações de qualificação de docentes destaca-se a criação do Curso de

Especialização em Docência Universitária, cujo objetivo principal é favorecer a construção de

lastros epistemológicos e teórico-metodológicos que possibilitem a continuidade na pós-

graduação stricto sensu. Apresenta-se ainda como uma possibilidade para a construção

reflexiva dos professores sobre a profissionalidade do docente universitário. No que tange à

pós-graduação lato e stricto-sensu, a UCSal promove uma política de incentivo através da

oferta de bolsas aos professores da Instituição.

3.8.4 Plano de carreira

A UCSal considera que recursos humanos capacitados e eficientes são de importância

singular para o sucesso da Instituição. Com o intuito de institucionalizar as relações de

trabalho, elaborou-se, em 2015, um novo Plano de Classificação de Cargos e Salários

(PCCS), o qual procurou contemplar as diversas formas de vínculo empregatício necessário

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 123

ao funcionamento da Instituição. Tal plano normaliza os critérios de ingresso, enquadramento,

ascensão, regime de trabalho e remuneração e as vantagens dos integrantes dos corpos

docente, técnico e administrativo da UCSal.

Conforme o referido Plano, o corpo docente da UCSal está dividido em três quadros:

Principal, Complementar e Suplementar.

O Quadro Principal é composto de professores dedicados ao ensino de graduação, de

pós-graduação e à pesquisa, bem como, complementarmente, à extensão e à administração.

Esses professores devem trabalhar sob o Regime de Tempo Contínuo (RTC) e são divididos

em 3 categorias: Assistente, Adjunto e Titular.

O Quadro Complementar é formado por professores cujo compromisso fundamental é

o ensino na graduação e, para tanto, devem ter concluído pelo menos um curso de

especialização na área de atuação e trabalhar sob o regime de hora-aula. O Quadro

Complementar é composto pelas seguintes categorias: Assistente Horista e Supervisor.

O Quadro Suplementar é composto de professores e pesquisadores visitantes e/ou

professores contratados emergencialmente para suprir a falta temporária de docentes do

quadro de carreira. São contratados para exercer atividades acadêmicas com prazo de

permanência estabelecido, por tempo determinado de, no máximo, dois anos.

Como critérios de ingresso, a idoneidade profissional, a capacidade didática e a

competência técnico-científica são condições fundamentais. Os demais critérios de seleção

por concurso estão especificados no referido Plano.

Para efeito de progressão de carreira dos docentes do quadro principal e complementar

são avaliadas as seguintes dimensões:

I. Atividades de ensino

II. Atividades de pesquisa

III. Produção acadêmica

IV. Atividades de extensão

V. Atividades administrativas

VI. Capacitação profissional.

Os docentes do Quadro Principal, contratado em Regime de Tempo Contínuo (RTC),

preenchem semestralmente um Plano Individual de Trabalho e um Relatório Individual de

Trabalho, que registra as atividades acima elencadas, possibilitando, também, a organização e

a comprovação da carga horária contratada.

3.8.5 Critérios de seleção e contratação

O ingresso no Magistério da UCSal dá-se mediante processo seletivo, com base na

titulação e na experiência no magistério superior e na área profissional em que atua, mantendo

a aderência com a área de conhecimento na qual atuará e comprometendo-se, também, a

respeitar os valores cristãos pelos quais a UCSal se orienta.

A análise do currículo e do memorial visa avaliar o percurso da formação acadêmica

do candidato, a sua experiência profissional e docente, além da sua produção científica e dos

seus interesses em relação à pesquisa e à extensão. A apresentação oral do plano da disciplina

consiste na explanação de como o candidato ministraria a disciplina objeto do concurso,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 124

considerando o desenvolvimento dos conteúdos, a metodologia, os critérios avaliativos e as

principais indicações bibliográficas. Isso permite avaliar, também, a didática do candidato.

O pessoal docente do magistério superior da UCSal é contratado de acordo com as

normas constantes no PCCS e posterior aprovação do Reitor e suas relações de trabalho são

regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

3.8.6 Procedimentos para substituição (definitiva e eventual) dos professores do quadro

A substituição eventual dos professores do quadro principal ou complementar é feita

por professores contratados emergencialmente para exercer atividades acadêmicas com prazo

de permanência estabelecido, por tempo determinado de, no máximo, 2 anos. Esta

contratação, dentro das normas da CLT, não se efetuará por processo seletivo, mas por

indicação do coordenador do curso e análise do currículo.

3.9 POLÍTICAS DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO

As políticas de Organização e Gestão da UCSal foram definidas a partir dos processos

de avaliação coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio

2016-2020, divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações

então realizada:

• Participação dos órgãos superiores e das diversas instâncias acadêmicas e

administrativo/financeiras no planejamento institucional.

• Participação dos estudantes nas instâncias mais significativas para a Instituição e

para os estudantes, através dos colegiados de cursos e dos Centros Acadêmicos.

• Elaboração do planejamento institucional e dos diversos setores acadêmico-

administrativos com estabelecimento de metas e prioridades, programas de avaliação

e acompanhamento das atividades.

A política para a gestão institucional define-se por um modelo de gestão no qual estão

alinhados o planejamento e a avaliação institucional, sustentado por informações qualificadas,

gestão participativa, instâncias decisórias colegiadas, assentado nas seguintes diretrizes:

• Gestão estratégica como processo organizacional que engloba inovação,

adaptação, sobrevivência e limites de crescimento organizacional,

caracterizando-se como uma alternativa capaz de criar identidade e estabelecer

objetivos comuns;

• Fortalecimento da cultura de avaliação e a prática do planejamento e

acompanhamento das ações de modo a garantir a eficiência e eficácia dos

processos;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 125

• Definição de espaço e tempo para acompanhamento da execução das medidas

de política acadêmica e administrativa;

• Promoção a interação entre professores, estudantes e funcionários, com vistas

ao planejamento participativo, transformando-os em coparticipes e coautores

no processo educacional.

3.9.1 Organização administrativa

De acordo com o Art. 5º do Estatuto da UCSal (2015), a estrutura da Universidade tem a

seguinte constituição:

I – Órgão de Supervisão:

a) Grã - Chancelaria

II – Órgãos da Direção Superior:

a) Reitoria

b) Conselho Universitário

c) Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

III – Órgãos da Administração Superior:

a) Pró-Reitorias:

1. Pró-Reitoria de Graduação:

1.1 Colegiados de Centro de Ensino Pesquisa e Extensão

1.2 Coordenações de Curso

1.3 Colegiados de Curso

1.4 Núcleos Docentes Estruturantes

2. Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação:

2.1 – Coordenações de Programas de Pesquisa e Pós-Graduação

stricto sensu

2.2 – Coordenação de cursos lato sensu

2.3 – Comitê de Ética em Pesquisa

3. Pró-Reitoria Administrativo-Financeira:

3.1 Núcleo de Administração Geral

3.2 Núcleo Financeiro

3.3 Núcleo de Recursos Humanos

4. Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária.

3.9.2 Órgãos colegiados: competências e composição

Conselho Universitário

Competências (Art. 20 do Estatuto da UCSal, 2015), sem exclusão de outras decorrentes dos

princípios estatutários (P.U do Art. 20):

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 126

I - Auxiliar o Grão-Chanceler no discernimento da escolha do Reitor;

II - Formular, como Órgão de Deliberação Superior, a política geral da

Universidade e zelar pelo seu patrimônio físico, financeiro e moral;

III - Aprovar o plano geral e os planos de expansão e de desenvolvimento da

Universidade;

IV - Deliberar sobre a criação e incorporação de Unidades Universitárias,

assim como sobre a criação, organização e extinção de cursos, centros

especiais, órgãos auxiliares, órgãos administrativo-financeiros, programas e

núcleos;

V - Estabelecer diretrizes e normas técnicas gerais;

VI - Julgar, como instância revisora, os recursos interpostos das decisões do

Reitor ou dos Órgãos Colegiados, devendo apenas pronunciar-se sobre

legalidade quando o recurso for oposto à decisão do Conselho de Ensino,

Pesquisa e Extensão;

VII - Deliberar sobre assuntos disciplinares para toda a Universidade e exercer,

em grau de recurso, o poder disciplinar, aplicando as penas cabíveis;

VIII - Deliberar, por maioria absoluta dos seus membros, sobre a concessão de

títulos de "Professor Emérito", "Honoris Causa" e "Medalha do Mérito

Universitário";

IX - Propor ao Reitor, mediante parecer fundamentado e aprovado pela maioria

absoluta de seus membros, a destituição de dirigentes da Universidade, de livre

nomeação daquela Autoridade;

X - Escolher, dentre seus membros, 3 (três) Conselheiros, com formação

jurídica, administrativa ou contábil, para integrar o Conselho Fiscal de que

trata o art. 80 do Estatuto;

XI - Elaborar e emendar o Estatuto e o Regimento Geral da Universidade, nos

termos da legislação vigente;

XII - Elaborar, aprovar e reformar seu próprio Regimento;

XIII - Aprovar os Regimentos dos Centros, Órgãos Auxiliares e Órgãos

Especiais da Reitoria.

Composição (Art. 18 do Estatuto da UCSal, 2015):

I – Reitor, que o preside;

II – Pró-Reitores;

III - Presidentes dos Colegiados dos Centros;

IV - Coordenadores de Cursos de Graduação;

V - Coordenadores de Programas de Pós-Graduação stricto sensu;

VI - Coordenador de Pastoral Universitária;

VII - Professores representantes dos Centros, indicados pelos respectivos

Colegiados, dentre os docentes pertencentes à Carreira do Magistério da

Universidade, sendo 1 (um) para cada Centro;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 127

VIII - Coordenadores das Assessorias Jurídica, de Planejamento, de

Comunicação Social e Marketing, e por mais 2 (dois) representantes dos

Órgãos Auxiliares, nomeados pelo Reitor;

IX - Representante dos estudantes, escolhido entre os Presidentes dos

Diretórios Acadêmicos legitimamente instalados e reconhecidos no interno da

UCSal, podendo coincidir com o Presidente do Diretório Central dos

Estudantes da UCSal;

X - Representante do corpo técnico administrativo.

Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

Competências (Art. 23 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Zelar pelos padrões do ensino, da pesquisa e da extensão em toda a

Universidade;

II - Aprovar projetos referentes a cursos de Graduação e Pós-Graduação stricto

sensu e lato sensu, bem como os programas de pesquisa e extensão;

III - Aprovar os currículos e suas alterações, encaminhados pelos Presidentes

de Colegiados dos Centros, e homologar programas de disciplinas, atendida a

política acadêmica vigente na Universidade;

IV - Propor ao Conselho Universitário a criação de novos cursos, mediante

circunstanciada exposição de motivos e estudo de viabilidade;

V - Fixar normas e diretrizes sobre regime e recrutamento, seleção, admissão,

transferência, habilitação, matrículas especiais e promoção de estudantes,

respeitados os critérios estabelecidos no Regimento Geral;

VI - Exercer quaisquer outras atribuições pertinentes à supervisão e

coordenação das atividades de ensino, pesquisa e extensão;

VII - Julgar, em grau de recurso, em matéria de sua competência específica, as

decisões dos Colegiados de Cursos e deliberar sobre as representações de

coordenadores, professores e estudantes;

VIII - oferecer parecer sobre a elaboração e emendas a este Estatuto e ao

Regimento Geral, em matéria de sua competência específica;

IX - Elaborar o seu Regimento; e

X - Exercer outras atribuições inerentes à vida universitária, que envolvam

matéria acadêmico-científica, inclusive de natureza recursal.

Composição (Art. 22 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Reitor, que o preside;

II – Pró-Reitores;

III - Presidentes dos Colegiados dos Centros;

IV - Coordenadores de Cursos de Graduação;

V - Coordenadores de Programas de Pós-Graduação stricto sensu;

VI - Professores representantes dos Centros, indicados pelos respectivos

Colegiados, dentre os docentes pertencentes à Carreira do Magistério da

Universidade, sendo 1 (um) para cada Centro;

VII - Representante dos Órgãos Auxiliares, nomeado pelo Reitor;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 128

VIII - Representante do corpo estudante, escolhido na forma da legislação em

vigor; e

IX - Representante do corpo técnico-administrativo, indicado pelos seus pares.

Colegiados de Centro de Ensino Pesquisa e Extensão

Competências (Art. 36 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Elaborar, observada a política geral da Universidade, o Plano de trabalho

anual do Centro, a ser submetido ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão;

II - Deliberar sobre os projetos que visem à promoção do aperfeiçoamento, da

organização e das atividades do Centro, objetivando a melhoria da qualidade

do ensino, da pesquisa e da extensão, a serem submetidos aos colegiados

superiores correspondentes;

III - Acompanhar e articular harmonicamente as atividades didático-

pedagógicas, científicas, culturais e de ensino, pesquisa e extensão

desenvolvidas pelos Cursos, no âmbito do respectivo Centro, com o apoio dos

diversos setores da Universidade;

IV - Incentivar a realização de trabalho acadêmico interdisciplinar e a

verticalização da formação acadêmica com cursos e programas de pós-

graduação lato e stricto sensu;

V – Manifestar-se sobre convênios de interesse dos Cursos e dos Centros;

VI - Apreciar os planos, programas e projetos de pesquisa e extensão referentes

às atividades do Centro, por intermédio dos cursos que o integram, a serem

submetidos à aprovação dos órgãos colegiados nas suas respectivas áreas de

atuação;

VII - Decidir, em grau de recurso, as questões originárias dos Centros.

Composição (Art.35 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Coordenadores dos Cursos de Graduação, Pós-Graduação stricto sensu e

representante dos Cursos lato sensu;

II – Representantes dos professores pertencentes à carreira do magistério, um

para cada Curso de Graduação e de Pós-Graduação stricto sensu do Centro;

III - Representante do corpo estudante, escolhido na forma da legislação em

vigor.

Colegiados de Curso:

Competências (Art. 43 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Deliberar sobre o Projeto Pedagógico do Curso;

II - Aprovar a reformulação do currículo do Curso, ouvido o NDE;

III - Aprovar os Regimentos Internos do Curso relacionados às Atividades

Complementares, Estágio, Trabalho de Conclusão de Curso e Monitoria;

IV - Apreciar e aprovar os planos, programas e projetos referentes às atividades

do Curso a serem submetidos à aprovação dos órgãos colegiados;

V - Sugerir à Coordenação do Curso a realização e a integração de programas e

projetos de pesquisa e extensão de interesse do Curso;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 129

VI - Acompanhar as avaliações internas e externas das atividades

desenvolvidas pelo Curso e deliberar sobre o respectivo plano de melhoria;

VII – Manifestar-se sobre convênios de interesse do Curso;

VIII - Fazer indicações de representantes em eventos relacionados à finalidade

do Curso;

IX - Apresentar à Pró-Reitoria de Graduação, anualmente, e após a aprovação

da Coordenação de Curso, o relatório das atividades desenvolvidas pelo

Colegiado.

Composição (Art. 42 do Estatuto da UCSal, 2015):

Cada Colegiado de Curso será composto pelo Coordenador do Curso e por 4

(quatro) professores do quadro efetivo da UCSal vinculados ao Curso, sendo

1(um) representante das disciplinas do núcleo de formação geral, 1(um)

representante das disciplinas do núcleo de formação básica, 2(dois)

representantes das disciplinas do núcleo de formação específica ou

profissionalizante, eleitos pelo corpo docente, e por 1(um) representante

estudante.

Núcleos Docentes Estruturantes18

Competências (Art. 46 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os

Cursos de Graduação;

II - Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;

III - Zelar pela integração interdisciplinar entre as diferentes atividades de

ensino constantes no currículo; e

IV - Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e

extensão, oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de

trabalho e afinadas com as políticas públicas relativas à área de conhecimento

do curso.

Composição (Art. 44 do Estatuto da UCSal, 2015):

I - Coordenador do Curso, que o preside; e

II - Por, pelo menos, 4 (quatro) professores pertencentes ao Quadro de Carreira

do Magistério do Curso, indicados pelo Coordenador, juntamente com a

PROGRAD, e nomEaDo pelo Reitor.

18

De acordo com o Art. 45 do estatuto da UCSal, as exigências para a composição do Núcleo Docente

Estruturante (NDE) são as seguintes: I - ter, pelo menos, 60 % (sessenta por cento) de seus membros com

titulação acadêmica obtida em programas de pós-graduação stricto sensu; II - ser constituído por um mínimo de

5 professores pertencentes ao Corpo Docente do Curso; III - ter todos os membros em regime de trabalho de

tempo parcial ou integral, sendo pelo menos 20% (vinte por cento) em tempo integral; e IV - assegurar estratégia

de renovação parcial dos integrantes do NDE de modo a preservar a continuidade do processo de

acompanhamento do curso.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 130

3.9.3 Órgãos de apoio às atividades acadêmicas

Constituem órgãos de execução auxiliar (Inciso IV do Art. 5º do Estatuto da UCSal, 2015) no

apoio institucional e acadêmico da UCSal:

a) Secretaria Geral de Cursos (SGC)

b) Assessoria de Planejamento

c) Assessoria de Comunicação Social e Marketing

d) Assessoria Jurídica

e) Assessoria da Pastoral Universitária

f) Centro de Educação a Distância

g) Biblioteca

h) Assessoria de Relações Internacionais

i) Assessoria de Tecnologia da Informação e Comunicação

j) Conselho Fiscal

k) Editora UCSal

l) Centro de Documentação e Memória da UCSal (Cedom)

m) Ouvidoria.

3.10 POLÍTICAS DE INFRAESTRUTURA FÍSICA E TECNOLÓGICA

As políticas de infraestrutura foram definidas a partir dos processos de avaliação coordenados

pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio 2016-2020, divididas por

dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações então realizada:

• Melhoria das condições das salas de aula e conforto térmico, assim como a

instalação de equipamentos e recursos tecnológicos mais atualizados.

• Melhoria dos laboratórios utilizados pelos estudantes nos diferentes campi.

• Ampliação e atualização do acervo impresso e eletrônico da Biblioteca,

contemplando todos os cursos oferecidos pela Universidade.

• Melhoria do sistema de segurança nos diversos campi, iluminação, instalação

de catracas em todos os campi da UCSal.

• Organização de área de alimentação com restaurante universitário e

lanchonetes, compatíveis com as necessidades de estudantes, professores e

funcionários da UCSal.

• Melhoria dos serviços relacionados aos computadores, softwares, Internet e

material de o e apoio para professores e estudantes.

A UCSal, a partir da nova gestão iniciada em janeiro de 2014, vem adotando ações

planejadas de requalificação, redimensionamento e gestão dos espaços internos sem a

necessidade de ampliações físicas de espaços com novas construções.

A implantação da Secretaria Geral de Cursos (SGC), pautada em um modelo de gestão

que centraliza as demandas acadêmico-administrativas de todos os cursos devolveu, de forma

direta para os campi, um total de 1.400m² de área útil das antigas secretarias desativadas.

Essa ação permitiu a implantação de setores até então inexistentes e a modernização de outros

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 131

como o Núcleo de Ensino a Distância, Núcleos de Assistência às Coordenações e de

Atendimento aos Discentes (NAC e NAD, respectivamente), o Programa de Apoio ao

Estudante, Salas dos Professores, Núcleo Docente Estruturante, Plenus, entre outros.

Em face das dificuldades do mercado e do contexto econômico nacional existente até a

presente data, foram desativados alguns polos de ensino como o Edifício da Pós Graduação da

Avenida Garibaldi, o Instituto de Música da Avenida Carlos Gomes dos quais serão

reconduzidas equipes e infraestrutura para os dois principais Campi da Instituição (Federação

e Pituaçu) que estão situados nos principais vetores de crescimento da cidade. No momento,

em estudo, projeta-se a saída o Campus da Lapa da Avenida Joana Angélica com o

deslocamento dos cursos e estrutura ali existentes para os já referidos dois outros campi.

Em sintonia com o conceito de centralização do atendimento acadêmico ao aluno

implantado via Secretaria Geral de Cursos, a nova gestão planeja, também, neste quinquênio a

transferência da Reitoria, situada atualmente no antigo Convento da Palma no bairro de

Nazaré, para o nosso principal polo de expansão, o Campus de Pituaçu. Essa mudança, além

de gerar cortes diretos dos custos operacionais de locação e manutenção predial da atual sede,

aumentará a cumplicidade e eficiência no atendimento em resposta às solicitações e anseios

dos seus corpos docente, discente e funcional.

A partir deste novo cenário, a Universidade Católica do Salvador centralizará suas

atividades acadêmico-administrativas neste quinquênio sobre os dois principais polos

mencionados (Federação e Pituaçu).

No quadro a seguir foi especificada a infraestrutura atual da UCSal, bem como a

projeção da expansão necessária para atender a este PDI 2016-202019

.

19 Glossário: QT: Quantitativo dos ambientes e estacionamentos; Área: Área em m² dos ambientes e

estacionamentos; Salas Especiais: Ambientes de pesquisa, exibição multimídea, espaços culturais, capela,

unidades de atendimento (Plenus, PAE); Laboratórios: Acadêmicos (prática dos cursos), Especializados

(restauro de documentos, ECOA, dentre outros); Bibliotecas: Área de acervo, espaço de leitura, recuperação e

manutenção das condições físicas dos títulos; Áreas Administrativas: Administração dos Campis, Reitoria,

Secretaria Geral de Cursos, Ouvidoria; Áreas Acadêmicas: Sala de Professores, NDE's, Sala de Coordenadores,

Sala de Assitentes de Coordenação, Núcleo de Ensino à Distância; Área Técnica: Depósitos, vestiários, copas,

áreas de manutenção e áreas vazias não utilizadas; Estacionamentos: Quantidade de vagas e a área total;

Circulação: Corredores e caminhos cobertos de acesso às dependências da universidade; Convênios: Espaços

Destinados a Pessoas Jurídicas Externas por Contrato de Parceria.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 132

Quadro 20 – Infraestrutura física

Sobre a promoção da acessibilidade a pessoas com deficiências e para atender à

legislação vigente (Decreto n. 5.296/04, Decreto n. 5.773/06 e NBR 9050), a Instituição

iniciou, em 2014, o processo de adaptação dos espaços do campus da Lapa com a instalação

de duas plataformas de uso restrito. Na Federação foi construída a nova portaria de acesso

equipada com rampa e aos imóveis desprovidos de acessibilidade vertical está programada a

instalação de 1 elevador e 2 plataformas de uso restrito para o 2º semestre de 2016. Os

edifícios do campus de Pituaçu já são equipados por rampas e deverão passar por algumas

modificações visando atender a possível demanda da transferência do corpo administrativo da

Reitoria para o 2º semestre de 2016.

Além da acessibilidade vertical, a UCSAL iniciou a implantação dos pisos táteis no

campus da Federação e implantará por completo toda a adaptação até 2017 onde a circulação

interna e externa das edificações será dotada de balizamento para os deficientes visuais. Essa

intervenção será complementada por um novo sistema de identificação e localização das salas

por leitura braile e sonorização articulada com novos sistemas de telefonia móvel da qual

estará totalmente em operação em 2018.

Sobre o quesito eficiência energética foi firmado contrato com a DS Consultoria e

Engenharia Elétrica S/C LTDA que substituirá todas as lâmpadas fluorescentes de nossas

instalações por lâmpadas com tecnologia LED e o retrofit e instalação do gás ABRO 22 nos

equipamentos de climatização objetivando a redução do consumo de energia elétrica,

contaminação da atmosfera pelos gazes CFC e devolução à concessionária do sistema elétrico

o saldo hídrico dessa economia.

SALA DE AULAS 171 10.679,00 139 9.245,00 138 9.177,00 138 9.177,00 138 9.177,00 138 9.177,00

SALAS ESPECIAIS 29 2.449,10 25 2.231,10 25 2.231,10 25 2.231,10 25 2.231,10 25 2.231,10

LABORATÓRIOS 79 4.199,16 59 3.413,16 59 3.413,16 59 3.413,16 59 3.413,16 59 3.413,16

BIBLIOTECAS 3 2.138,53 2 1.715,42 2 1.715,42 2 3.180,42 2 3.180,42 2 3.180,42

AUDITORIOS 6 718,35 5 628,07 5 628,07 5 628,07 5 628,07 5 628,07

ÁREAS ADMINISTRATIVAS 57 2.425,30 47 2.178,30 47 1.647,00 47 1.647,00 47 1.647,00 47 1.647,00

ÁREAS ACADÊMICAS 39 1.723,77 37 1.646,59 37 1.646,59 37 1.646,59 37 1.646,59 37 1.646,59

ÁREA TÉCNICAS (RTC) 114 3.839,20 85 3.143,20 71 2.630,30 71 2.630,30 71 2.630,30 71 2.630,30

DIRETÓRIOS ACADÊMICOS 11 234,30 8 175,30 8 175,30 8 175,30 8 175,30 8 175,30

SANITÁRIOS 91 1.171,82 82 1.069,61 71 1.007,61 71 1.007,61 71 1.007,61 71 1.007,61

ESTACIONAMENTO 1237 15.462,50 1237 15.462,50 1237 15.462,50 1237 15.462,50 1237 15.462,50 1237 15.462,50

ÁREA DE CIRCULAÇÃO 148 9.365,68 111 8.387,57 99 8.075,10 99 8.075,10 99 8.075,10 99 8.075,10

ÁREAS ESPORTIVAS 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00

GINÁSIO POLIESPORTIVO 1 866,00 1 866,00 1 866,00 1 866,00 1 866,00 1 866,00

CONVÊNIOS 152 5.701,39 4 590,50 4 861,50 4 861,50 4 861,50 4 861,50

TOTAL 1842 50752,32 1804 49536,65 1804 51001,65 1804 51001,65 1804 51001,65

TABELA DE INFRAESTRUTURA FÍSICA

AMBIENTES2016 2017 2018 2019 2020

QT ÁREA QT ÁREAÁREA QT ÁREA QT

2015

QT ÁREA ÁREA QT

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 133

Encontra-se, também em estudo, a implantação do restaurante universitário nos campi

da Federação e Pituaçu por meio de negociações com empresa especializada no segmento de

alimentação (restaurantes universitários).

Na área de expansão da pós-graduação stricto-sensu, está sendo implantado, no

campus de Pituaçu, em parceria com recursos da FINEP, o novo prédio da pós-graduação que

abrigará os cursos de especialização em Políticas Públicas totalizando 400,0m² de área

construída com possibilidade de expansão física imediata para mais 800,0m² de área destinada

à pesquisa e produção científica com aporte de R$ 971.000,00 (FINEP) e R$ 244.000,00

(UCSAL), perfazendo um total de R$ 1.215.000,00 (um milhão, duzentos e quinze mil reais).

Encontra-se, também em andamento, a implantação do Projeto da Cultura de

Segurança e Bem Estar da universidade. Este projeto prevê a instalação de câmeras de vídeo

em vários pontos da universidade, nos dois campi (Federação e Pituaçu), sendo todas elas

monitoradas através de uma única central. Ter-se-á, ainda, a contratação de uma empresa

especializada em segurança patrimonial para dar maior apoio ao quesito segurança interna.

Na área de segurança de combate à incêndio e pânico, a Ucsal já possui os projetos

legais aprovados pelo órgão competente e na presente data deste relatório está em processo de

escolha da empresa de execução da obra.

A Universidade acompanhará as necessidades de atendimento das áreas acadêmica e

administrativa, oferecendo espaço físico destinado a salas e laboratórios que atendam

plenamente às necessidades dos cursos, qualificando o atendimento aos seus professores e

estudantes. Considera a expansão dos espaços físicos, equipamentos e mobiliário como

prioridade e ponto fundamental no sentido de acompanhar o crescimento da demanda com

qualidade.

3.10.1 Infraestrutura de TI - acadêmica e administrativa

A assessoria de Tecnologia da informação e Comunicação é um órgão especial de

assessoria à Reitoria com vistas a contribuir para o aprimoramento e a expansão das

atividades técnicas, administrativas, auxílio ao planejamento das metas institucionais, bem

como a expansão das atividades de ensino pesquisa e extensão e ainda apoiar a organização

acadêmica no âmbito de suas atribuições a fim de apoiar a execução, promoção, fomento e

apoio às ações de inovação e desenvolvimento científico e tecnológico, de ensino, pesquisa e

extensão.

Dentro da estrutura da assessoria, encontram-se os núcleos de apoio setorial com

vistas a possibilitar a implantação do modelo de governança de TI, com a missão de

desenvolver, fomentar e estruturar competências e habilidades estratégicas para os

profissionais de TI responsáveis pelo planejamento, implantação, controle e monitoramento

de programas e projetos institucionais com rebatimento em tecnologias, tanto nos aspectos de

gestão quanto operacionais, com vistas a melhoria da estratégia e dos diferenciais

competitivos da organização, tais como:

Núcleo de desenvolvimento: Manutenção dos sistemas (programação e customização);

Modelagem e implementação de novos aplicativos, suporte técnico aos usuários dos

sistemas (Service Desk);

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 134

Administração de bancos de dados: Armazenamento, segurança, consistência e validação

dos dados oriundos de todos os sistemas da universidade (acadêmicos, financeiros,

administrativos, etc.);

Apoio ao usuário: (Help Desk): Instalação de computadores, configuração de aplicativos e

rotinas e pequenos reparos. (Service Desk): Treinamento, acompanhamento de fluxos,

documentação de processos, registro de chamados e demandas.

Núcleo de infraestrutura: Controle de usuários, provimento de internet, manutenção e

instalação de recursos de comunicação e telefonia;

3.10.2 Infraestrutura administrativa

Todas as unidades administrativas da Universidade estão conectadas à Rede

Metropolitana de Salvador (REMESSA), concebida pelo Ministério Ciência e Tecnologia

(MCT) e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), através do projeto

Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), que propõe a instalação de redes

de alta velocidade para várias cidades do País, com foco nas áreas acadêmica e de pesquisa.

Isso permite a plena integração entre as esferas administrativa e acadêmica, possibilitando

compartilhamento de recursos entre as duas áreas, potencializa o surgimento de ferramentas

técnicas de gestão, além de importante ferramental de apoio ao planejamento institucional.

3.10.3 Infraestrutura Acadêmica

Todos os departamentos estão informatizados e possuem acesso à Internet. Além das

áreas destinadas apenas para Professores, salas de acesso exclusivo nas diversas Unidades,

existem outras áreas comuns e projetos específicos, núcleos de pesquisa nas diversas

Unidades de Ensino, Pesquisa e Extensão onde o uso dos equipamentos é compartilhado com

estudantes.

Todos os recursos dos laboratórios de microinformática (LAMI), espalhados pelos

diversos campi, também estão à disposição dos professores, tanto para aulas práticas quanto

para pesquisas acadêmicas.

Além disso, todas as salas estão dotadas de infraestrutura de virtualização de desktops

para instalação de terminais que possibilitam ampliação do uso dos recursos tecnológicos em

todas as unidades de ensino.

Os professores da pós-graduação contam com uma estrutura própria no campus da

Federação.

Nos LAMI, além das aulas práticas, os estudantes podem desenvolver trabalhos

acadêmicos e pesquisas, dispondo de computadores com acesso à Internet e softwares de uso

geral (editores de texto, planilhas eletrônicas etc.), scanners, gravadores de CD/DVD e

impressoras. Atendendo às demandas estabelecidas pelos Projetos Pedagógicos de cada curso,

são adquiridos também aplicativos específicos que são instalados de acordo com a

distribuição dos cursos pelos campi.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 135

Os LAMI funcionam durante todo o ano, inclusive em período de férias, em horário

que cobre as atividades de todos os cursos de cada campus. O estudante da graduação pode

usar os computadores e serviços a partir de qualquer laboratório destinado à graduação,

mediante número de matrícula e senha de rede, da mesma forma como o estudante da pós-

graduação tem acesso aos computadores no LAMI independe do seu campus de origem. A

utilização dos recursos computacionais é regulamentada por norma administrativa específica,

que se encontra divulgada no site da Universidade.

3.10.4 Laboratórios de Informática

Em todos os campi onde ocorrem aulas, a Universidade disponibiliza para aulas

práticas dos seus cursos de graduação e pós-graduação, Laboratórios de Microinformática

(LAMI). Os professores e estudantes dispõem em cada LAMI de infraestrutura de

equipamentos, serviços e softwares que permitem, além das aulas práticas, o desenvolvimento

de trabalhos acadêmicos e pesquisas. A infraestrutura de cada LAMI é composta de:

conjunto de equipamentos composto de 1 micro/professor e 15 computadores/estudantes à

razão de, no máximo, 2 estudantes/micro;

software básico: navegadores, processadores de texto, planilhas eletrônicas, dentre outro;

softwares específicos para atender a demandas de cursos;

impressoras e projetores itinerantes podem ser solicitados como equipamento adicional para

suporte às aulas;

Infraestrutura de VDI (Virtual Desktop Infraestructure) para todas as salas de aula;

acesso à Internet.

Anexo aos LAMI, os estudantes de graduação e pós-graduação contam também com

salas de impressão, um autosserviço de impressão baseado em cotas, distribuídas de forma

gratuita para todos, no início de cada semestre. Este espaço também conta com scanners e

gravadores de CD completando a infraestrutura de informática que dá suporte aos estudantes

na execução de suas atividades acadêmicas.

Quadro 21 – Infraestrutura de laboratórios

LABORATÓRIO CARACTERÍSTICAS

Micros Alunos

LAMI 1 – Pituaçu 16 30

LAMI 2 – Pituaçu 16 30

LAMI 3 – Pituaçu 16 30

LAMI 4 – Pituaçu 16 30

LAMI 5 – Pituaçu 16 30

LAMI 6 – Pituaçu 16 30

LAMI 9 – Pituaçu 16 30

LAMI 10 – Pituaçu - MAC 15 30

Sala de Impressão – Pituaçu 15 15

LAMI 1 – Federação 15 30

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 136

LABORATÓRIO CARACTERÍSTICAS

Micros Alunos

LAMI 2 – Federação 15 30

LAMI 3 – Federação 15 30

Sala de impressão – Federação 09 09

LAMI 1 – LAPA 16 36

LAMI 2 – LAPA 16 30

LAMI 3 – LAPA 16 30

LAMI 4 – LAPA 16 30

LAMI 5 – LAPA 16 30

LAMI 6 – LAPA 16 30

Sala de impressão – LAPA 5 5

Quadro 22 – Evolução do parque de equipamentos LAMI

Voltados para os professores e estudantes alunos da área de informática existem 2

Laboratórios de Rede, para aulas práticas que envolvam as disciplinas de rede de

computadores.

Quadro 23– Laboratórios de rede

LABORATÓRIO CARACTERÍSTICAS

Micros Estudantes

LAB REDE - Pituaçu 15 30

LAB REDE - Lapa 16 30

Além da infraestrutura existente nos LAMI, existem outros recursos computacionais

disponíveis: equipamentos para serem utilizados em salas de aula; auditórios equipados com

recursos de informática acoplados a sistemas de áudio e vídeo; terminais com acesso à

Equipamento Especificação ATUAL Ano I Ano II Ano III Ano IV Ano V

COMPUTADORES

Desktop, Pentium IV,

Monitor 15", 1GB

RAM

142 150 150 50 0 0

Desktop Core 2 Duo,

Monitor 17", 2 GB

RAM

190 190 190 190 190 190

Desktop I3, Monitor

17", 4 GB RAM - - - 100 150 150

IMPRESSORAS

Laser P&B 8 8 8 8 8 5

Jato de Tinta, colorida 7 7 7 7 7 5

TOTAL

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 137

internet e consulta ao acervo nas Bibliotecas. As secretarias, coordenações e salas de

professores, em cada campus, também são informatizados e possuem acesso à Internet.

Para oferecer suporte e gerenciar os recursos dos LAMI, o Núcleo de Informática

possui postos avançados (NAU – Núcleo de Apoio ao Usuário) em todos os campi.

O parque de equipamentos anualmente é avaliado com o objetivo de identificar a

necessidade de novas aquisições. Os principais motivos que levam às novas aquisições são:

acréscimo de postos de trabalhos com a contratação de novos empregados;

acréscimo de novos laboratórios que necessitam de recursos de informática;

projetos específicos, incluindo os de pesquisa e extensão;

substituição de equipamentos obsoletos ou com desgaste natural pela utilização, conforme

Norma para descarte de equipamentos e acessórios, disponível na Superintendência

Administrativa;

atualização tecnológica necessária à implantação de novas aplicações ou programas de

software.

3.10.5 Relação equipamento/estudante

A tabela abaixo descreve a quantidade de estudantes e microcomputadores por campus

nos LAMI de uso geral. A relação de equipamentos é definida a partir da quantidade de

estudantes e da demanda por recursos de informática associada aos cursos existentes em cada

campus. Por exemplo, cursos mais tecnológicos demandam um maior número de

equipamentos.

Quadro 24 – Relação estudantes/microcomputadores/campus

CAMPUS ESTUDANTES MICROS RELAÇÃO

(alunos/micro)

Federação 4604 54 85,25

Lapa 700 101 6,93

Pituaçu 4.620 142 32,53

TOTAL 9.924 297 33,41

Com relação à infraestrutura de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) que

suporta as atividades acadêmicas e administrativas de forma geral, o crescimento do número

de micros está basicamente associado ao surgimento de projetos específicos, mas o parque de

equipamento existente é renovado periodicamente. Dados históricos mostram que,

anualmente, cerca de 5% do parque são substituídos, devido a atualizações tecnológicas

necessárias ou a substituição de equipamentos com desgaste, de acordo com as premissas

definidas pela Instituição.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 138

Quadro 25 – Evolução dos recursos de informática

TIPO DO

EQUIPAMENTO

2015 ANO I ANO II ANO III ANO IV ANO V

ADM AA ADM AA ADM AA ADM AA ADM AA ADM AA

Servidor 22 5 22 5 22 5 18 5 15 5 10 3

Micros 677 463 600 475 620 500 580 520 575 540 550 560

Sub-Total 699 468 622 480 642 505 598 525 590 545 560 563

Total 1.167 1.102 1.147 1.123 1.155 1.123

Legenda: ADM - número de pontos para uso administrativo; AA - número de pontos para uso

em atividades acadêmicas, incluindo os dos Laboratórios de Informática.

Considerando a reestruturação da Instituição, a quantidade dos micros tende a

estabilizar, com leve tendência de queda, ao longo do período 2016-2020, sendo prevista

apenas a substituição de micros por equipamentos novos. Estão sendo incluídos, já a partir de

2016, equipamentos terminais para utilização pelos professores em sala de aula com vistas

tanto ao apoio da prática pedagógica quanto ao acompanhamento e controle institucional.

Observa-se que o número de equipamentos (servidores físicos) tenderá a ser reduzido

ao longo dos próximos anos, em virtude da adoção de tecnologias que permitem a

consolidação dos equipamentos, reduzindo os custos de manutenção e consumo de energia,

facilitando o gerenciamento.

Os procedimentos de manutenção são divididos em manutenção preventiva e

manutenção corretiva. Na manutenção preventiva, procedimentos de vistoria e checagem são

realizados e componentes que apresentem um comportamento fora do padrão são observados

e se necessários trocados. Além disso, a infraestrutura elétrica e do local onde os

equipamentos estão instalados são verificadas e, se necessário, ajustadas aos requisitos de

operação.

A manutenção corretiva dos equipamentos é feita através de uma ação conjunta entre

os funcionários do Núcleo de Informática e empresas contratadas. Na primeira etapa, os

técnicos da Instituição são responsáveis por identificar a existência de um problema no

equipamento, efetuar a troca de um subconjunto de componentes (memória, hd, cd/dvd, cabos

de energia...) quando for o caso ou acionar o prestador de serviço nas demais ocorrências.

Quando do acionamento de prestadores de serviço de manutenção, os técnicos da Instituição

devem acompanhar a retirada do equipamento, monitorar e acompanhar o conserto do mesmo

e homologar o pleno funcionamento do equipamento quando da devolução do mesmo.

Equipamentos de backup são instalados no local dos equipamentos que foram retirados para

manutenção.

Mediante contratos de suporte e manutenção com os principais fornecedores de

software do mercado, é feita a atualização periódica dos softwares instalados nos

equipamentos. Adicionalmente, através de contrato específico com a Microsoft (Microsoft

DreamSpark) é permitido colocar à disposição dos estudantes do Curso de Informática, as

versões mais recentes de produtos de software para estudo e pesquisa. O portal DreamSpark é

composto por uma série de soluções e materiais de apoio pedagógico como por exemplo Link

(análogo ao skype), Sharepoint, Onedrive (1 TB por aluno), Yammer e email sem custo para

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 139

professores e estudantes. Além de uma lista de softwares, que podem ser baixados pelos

estudantes e professores no laboratório ou em casa.

3.10.6 Inovações tecnológicas significativas

Torna-se quase impossível imaginar ou pensar uma sociedade atual sem a presença e

uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Estas tecnologias trouxeram

consigo uma nova maneira de (re)organizar a atividade humana nas mais diversas áreas do

conhecimento, provocando uma significativa mudança no modo de conhecer do homem

contemporâneo.

Com o advento da Internet, e sua incorporação definitiva nos processos de

comunicação, os ambientes virtuais de aprendizagem se constituíram em modernos espaços

de interação virtual que, ao serem aplicados nos diversos campos das atividades humanas,

possuem a capacidade de provocar mudanças significativas na maneira de ensinar, aprender e

interagir com o conhecimento.

Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) são um dos principais elementos

definidores das novas tecnologias de informação e comunicação educacionais. São ambientes

que oferecem condições para que a interatividade, um conceito chave na comunicação

mediada por computador, possa ser desenvolvida, facilitando assim a comunicação

extraclasse entre professores e estudantes e também entre estudantes, aspectos

imprescindíveis que devem ser considerados em todo processo de ensino-aprendizagem.

A introdução da informática em larga escala em todos os setores da sociedade trouxe

consigo o desafio de se redefinir o papel dos recursos tecnológicos aplicados à educação e a

função do ensino a distância (EaD) nas instituições educativas.

A interação é considerada um dos pré-requisitos fundamentais para a realização da

aprendizagem e ela pode ser ainda mais desenvolvida ao se considerar que em um ambiente

virtual de aprendizagem a mediação tecnológica possibilita ao aluno pesquisar, descobrir e

desenvolver atividades no tempo, ritmo de trabalho e espaço em que se localiza a distância e

até seguindo suas próprias necessidades e interesses, valorizando suas descobertas.

A partir desses pressupostos a Instituição pretende continuar a investir na prática

pedagógica universitária mediada por recursos tecnológicos que possibilitam a criação,

participação e gestão de cursos a distância e, ainda, acompanhar e avaliar o desenvolvimento

da modalidade semipresencial.

Entre as ações para promover o uso da tecnologia nas áreas de pesquisa, conhecimento

e melhoria de resultados de processos existentes encontram-se:

a) Ampliação do canal do aluno, através de aplicação totalmente baseada em tecnologia WEB e

Mobile, os alunos realizam sua matrícula, acadêmica e financeira, através de um Portal

acessado por meio da Internet, ou ainda de dispositivos móveis a exemplo de tablets,

smartphones, etc. dispensando a sua presença física nos campi da Instituição, reduzindo o

tempo gasto e os erros ocorridos no processo anterior, presencial;

b) ampliação dos serviços e produtos (abertura e acompanhamento de requerimentos, registro e

consulta a dados acadêmicos, planejamento de aulas, publicação de livros e trabalhos de

pesquisa, entre outros) disponíveis através da Internet permitindo a toda a comunidade da

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 140

Instituição (professores, alunos e funcionários) uma melhor e mais ágil comunicação,

execução de atividades de forma remota, reduzindo o tempo gasto e eliminando

deslocamentos necessários, inserindo a UCSal no cenário das tecnologias baseadas em

dispositivos móveis e computação na “nuvem”;

c) participação no grupo gestor da Rede Metropolitana de Salvador (Remessa), Rede de

Comunicação de Alta Velocidade em operação desde 2009, utilizando tecnologia gigabit, na

região de Salvador, interligando cerca de 20 instituições de ensino público e privado, e órgãos

de governo, com o objetivo de incrementar a pesquisa e desenvolvimento do conhecimento na

capital do Estado da Bahia. Esse projeto foi patrocinado pela Rede Nacional de Pesquisa

(RNP).

d) Retomada do projeto de implantação de acesso sem fio nos campi de aula permitindo a

comunidade interna acesso rápido à Internet em qualquer local das instalações desses campi,

facilitando o trabalho de pesquisa. Equipamentos de conectividade baseado na tecnologia

sem-fio estão sendo adquiridos;

e) Modernização do Laboratório de Geoprocessamento e atividades de pesquisa nas áreas de

sensoriamento remoto, posicionamento global, modelagem cartográfica e sistemas de

informações geográficas.

f) Implantação da rede social acadêmica institucional denominada campus virtual: O campus

virtual é ambiente digital integrado de rede social e desenvolvimento acadêmico. Para isso,

reunimos de forma inovadora o conceito de rede social-acadêmica, com um ambiente virtual

de aprendizagem e sites institucionais numa mesma plataforma. Nesse novo ambiente digital

da UCSAL, cada estudante, professor e funcionário terá seu perfil exclusivo e completamente

personalizável e com ele poderá adicionar amigos, criar galeria de imagens e interagir com

toda a comunidade acadêmica. Poderá ainda construir seu próprio blog, criar comunidades e

fóruns, além de compartilhar artigos e projetos de pesquisa. Por utilizar a plataforma de

software livre Noosfero, o Campus Virtual da UCSal, oferece um ambiente extremamente

flexível, no qual as funcionalidades são colocadas de forma fácil nas mãos dos usuários,

possibilitando mais autonomia na criação e organização de sites e comunidades virtuais da

UCSAL na internet. Focada na horizontalidade, no compartilhamento de conteúdos e na

liberdade do usuário, o Campus Virtual se torna uma rede de integração, compartilhamento

cientifico e aprendizagem colaborativa entre os alunos, professores, pesquisadores e

funcionários;

g) Implantação da secretaria acadêmica digital SeAD e do modelo de Pasta Digital do Aluno

(PDA) onde todos os documentos serão eletronicamente assinados e armazenados

digitalmente com vistas a reduzir no primeiro momento e posteriormente eliminar a

circulação de papel no que tange aos processos acadêmicos.

3.10.7 Laboratórios específicos

LABORATÓRIO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO MONSENHOR

EUGÊNIO VEIGA (LEV) - O Laboratório de Conservação e Restauração, vinculado ao

curso de História, constitui mais um espaço de Ensino, Pesquisa e Extensão, possibilitando

uma rede de intercâmbios e parcerias, contribuindo para a formação de recursos humanos,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 141

promovendo cursos, oficinas e seminários. A equipe técnica do Lev é composta por técnicos,

professores e estudantes. A UCSal e a Arquidiocese de Salvador assumiram a

responsabilidade da recuperação do acervo da CÚRIA DIOCESANA e criaram o Lev no

campus da Federação.

LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM MEIO AMBIENTE (LEMA) - O Laboratório de

Estudos em Meio Ambiente foi planejado com o objetivo de se constituir num Laboratório de

Pesquisa e Extensão Universitária, visando ainda auxiliar em investigações relacionadas ao

Ensino de Pós-Graduação. Está equipado para desenvolver análises biológicas, químicas,

geoquímicas, microbiológicas, bioquímicas, moleculares e toxicológicas. O LEMA vem,

assim, suprir uma lacuna de espaço de investigação hoje existente, permitindo que as

atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da UCSal estejam melhor embasadas tanto técnica

como cientificamente. Dessa forma, espera-se auxiliar na formação acadêmica dentro dos

mais modernos paradigmas que baseiam a construção de massa crítica, destinada a prover as

necessidades de um mercado de trabalho cada vez mais exigente.

LABORATÓRIO DE GEOTÉCNICA (SOLOS) - O Laboratório de Solos, da Escola de

Engenharia da UCSal, é um espaço indicado para profissionais, estudantes e pesquisadores

que buscam informações técnicas no ramo da Geotecnia. As empresas poderão requisitar a

realização de ensaios específicos para detalhamento de estudo do solo. Os pesquisadores

dispõem de um acervo técnico contendo material didático do curso de Engenharia Civil, teses

e dissertações com estudos mais específicos e de nível mais avançado.

Além desses laboratórios específicos, a UCSal dispõe de laboratórios para

atendimento às demandas dos seus cursos, organizados por áreas de conhecimento, montados

com equipamentos modernos, disponibilizando aos estudantes e professores o acesso às novas

tecnologias.

Na área de Ciências Naturais e da Saúde (Campus de Pituaçu)

Laboratório de Análises Clínicas

Laboratório de Anatomia

Laboratório de Biologia

Laboratório de Bioquímica

Laboratório de Botânica

Laboratório de Fisiologia Animal

Laboratório de Fisiologia Vegetal

Laboratório de Microbiologia

Laboratório de Química

Laboratório de Zoologia

Laboratórios de Técnicas de Enfermagem

Laboratório de Cinesioterapia

Laboratório de Fisioterapia

Laboratório de Mecanoterapia

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 142

Laboratório de Fisiologia do Esforço

Na área de Ciências Exatas e Tecnologia (Campus de Pituaçu)

Laboratório de Física - I e II

Laboratório de Geotecnia

Laboratório de Hidráulica

Laboratório de Topografia

Laboratório de Elétrica e Materiais

Laboratório de Rede – I e II VERIFICAR

Laboratório de Cartografia (Campus da Federação)

Na área de Ciências Humanas

Laboratório de Fotografia (Campus da Lapa)

Laboratório de Rádio (Campus da Lapa)

Estúdio de TV (Campus da Lapa)

Laboratório de Produção Gráfica

Laboratório de Desenho

Laboratório de Pintura

Laboratório de Serigrafia

Laboratório de Xilogravura

Laboratório de Cerâmica

Laboratório de Dança

3.10.8 Biblioteca

O Sistema de Bibliotecas da Universidade é composto por uma Biblioteca Central, duas

bibliotecas setoriais, sendo um Memorial e uma fora da sede. Cada campus da Universidade

possui sua própria biblioteca com acervo especializado nas áreas dos respectivos cursos.

A UCSal tem como política institucionalizar um Sistema de Informação, no qual a

Biblioteca se caracteriza também, como centro cultural. O processamento técnico é

desenvolvido pela equipe de Bibliotecários, que realizam as atividades de: seleção,

catalogação e classificação temática conforme as normas internacionais: Classificação

Decimal Universal (CDU) e o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2), que

determinam a disposição do acervo nas estantes, com a respectiva sinalização, para facilitar o

acesso aos usuários. O uso dos recursos tecnológicos informacionais auxilia na organização e

na disseminação da informação, possibilitando a acessibilidade e a preservação adequada do

acervo para que resistam ao tempo e ao uso.

O Sistema de Bibliotecas UCSal procurou adaptar-se a essa nova realidade tecnológica,

oportunidade em que, em 1991, deu início ao Programa de Modernização das Bibliotecas da

Universidade e, em 1992, além da reestruturação organizacional, todos os serviços do Sistema

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 143

de Bibliotecas foram informatizados, inclusive com a utilização da leitura ótica no

empréstimo e devolução de livros.

Os avanços tecnológicos informacionais permitiram melhor qualidade na relação

Biblioteca e seus usuários. Essas mudanças operadas no status tecnológico das atividades de

armazenamento e transmissão da informação vêm trazendo mutações contínuas também na

relação da informação com seus usuários, com seus intermediários, com o ensino, com a

pesquisa e com a extensão.

O acesso à informação em tempo real prioriza a relação usuário-tempo-informação. O

usuário passa a ser o seu próprio mediador na escolha de informação, o determinador de suas

necessidades, passa a ser o julgador da relevância de suas pesquisas. Essa relação através da

interconectividade reposiciona a relação usuário-espaço-informação.

O atual modelo de sistema integrado possibilita o acesso ao acervo de cada uma das

bibliotecas da UCSal, disponível na web e portal acadêmico, o que garante ampla

disseminação informacional, otimização dos serviços de empréstimos, renovações, reservas,

além de outras opções de atendimento presencial e a distância.

Destacam-se ainda como diretrizes básicas do Sistema de Bibliotecas da UCSal para dar

continuidade a uma política de facilitar aos usuários: professores, estudantes e funcionários, o

acesso à informação, os seguintes pontos:

subsidiar, oferecendo suporte informacional, às atividades de ensino, pesquisa e extensão

desenvolvidas na Instituição;

proporcionar produtos e serviços de informação, com qualidade, a professores,

pesquisadores, alunos e pessoas em geral, que lhes permitam satisfazer, de maneira rápida

e oportuna, suas necessidades de informação;

dar continuidade à democratização do acesso à informação de forma automatizada, para

que a Instituição possa modernizar, racionalizar e otimizar os serviços, visando melhorar o

atendimento ao usuário;

assegurar um sistema de qualidade que veja todos os aspectos mais importantes da

administração de processos internos para que o desempenho de excelência e o serviço de

qualidade sejam o reflexo da filosofia de trabalho e serviço adotados;

proporcionar produtos e serviços que satisfaçam as necessidades e exigências dos clientes,

utilizando, da melhor forma possível, os recursos disponíveis;

atender as necessidades de informação da comunidade universitária em cada uma das áreas

de conhecimento;

colaborar na formação e aperfeiçoamento de profissionais, na área de sua competência;

desenvolver, processar, conservar, e difundir as coleções de acordo com as necessidades de

estudo, docência e investigação em cada uma das áreas de conhecimento;

manter intercâmbio com outras entidades congêneres;

oferecer apoio didático, científico e pedagógico, atendendo à comunidade acadêmica

(docentes, discentes e funcionários/colaboradores) e à comunidade externa;

assegurar o acesso a bases de dados de organizações, em nível nacional e internacional, nas

várias áreas do conhecimento.

As instalações físicas são amplas, confortáveis e adequadas para atender ao número de

usuários dos campi e a comunidade externa. Os ambientes são climatizados, bem iluminados e

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 144

possuem mobiliário adequado. As áreas onde ficam os acervos apresentam condições

adequadas de armazenagem e conservação para os vários tipos de documentos existentes. A

Biblioteca é bem sinalizada, facilitando aos usuários o acesso à informação de forma rápida.

Conta com espaço apropriado com terminais de computadores para pesquisas ao acervo e

bases de dados científicas. E os ambientes das Bibliotecas dos campi apresentam condições de

acessibilidade (rampas de acesso ou elevadores) para pessoas com deficiência.

3.10.9 Acervo por área de conhecimento

O Sistema de Bibliotecas apresenta em seu acervo livros, periódicos, obras de

referência, como dicionários, enciclopédias, manuais técnicos, relatórios, bem como, teses,

dissertações, monografias, projetos experimentais, mapas, recursos multimeios, partituras e

documentos digitais. Sua cobertura temática atende às áreas de ensino, pesquisa e extensão da

Instituição, bem como a formação sociocultural da comunidade acadêmica usuária. Merece

destaque o acervo do Memorial da Universidade, com obras raras dos séculos XVII a XIX e

obras esgotadas com, aproximadamente, 29.872 volumes.

Em maio de 2012, passou a funcionar na UCSal o Centro de Documentação do

Pensamento Brasileiro – CDPB com, aproximadamente, dez mil volumes de obras raras ou

inéditas, nas áreas de Filosofia, Pensamento Político, Sociologia e Antropologia. O CDPB

mantém programa editorial relacionado às citadas áreas do saber como: Bibliografia

Filosófica Brasileira – 1808 a 1985, História das Idéias Filosóficas na Bahia (séculos XVI a

XIX), Dicionário Bibliográfico de Autores Brasileiros, Bibliografia e Estudos Críticos, série

em volumes sobre Silvestre Pinheiro Ferreira (1769/1846), Alceu Amoroso Lima (1893/

1983),Tobias Barreto (1839/1889), Jackson de Figueiredo (1891/1928), Silvio Romero

(1851/1914), Djacir Menezes e Miguel Real.

Merece também destacar como acervo da Universidade, além das teses e

dissertações, os projetos experimentais do Curso de Comunicação Social com Habilitação em

Publicidade e Propaganda, alguns premiados nacionalmente, e as monografias do Curso de

Serviço Social, primeiro a ser oferecido no Estado da Bahia, contemplando estudos inéditos

na área.

Atualmente, o acervo da Universidade é constituído de 366.338 volumes, 8.357

periódicos, 8.653 multimeios. O acervo está disponível para consulta no portal da UCSal

(www.ucsal.br), mediante consulta ao Sistema SAGRES Quiosque, que permite a busca e

localização por autor, título e assunto.

Quadro 26 – Acervo por área de conhecimento

ÁREA TOTAL DE

TÍTULOS

TOTAL DE

EXEMPLARES

CIÊNCIAS AGRÁRIAS 803 1.282

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS 3.586 8.798

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 145

ÁREA TOTAL DE

TÍTULOS

TOTAL DE

EXEMPLARES

CIÊNCIAS DA SAÚDE 14.183 27.868

CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 5.717 18.678

CIÊNCIAS HUMANAS 34.925 76.851

CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS 50.522 120.401

ENGENHARIAS 4.203 6.994

LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES 19.340 46.071

MEMORIAL DOM AVELAR BRANDÃO

VILELA* 27.991 29.872

MULTIDISCIPLINAR 10.458 29.523

TOTAL 171.728 366.338

Fonte: Banco de Dados do Sistema de Bibliotecas/UCSal, out. 2015.

*Acervo estimado - Memorial em fase de organização

A UCSal possui acesso completo ao Portal de Periódicos da CAPES/MEC, o que

visiabiliza de forma significativa o amplo acesso as publicações científicas nacionais e

internacionais. Pela importância das informações contidas nos periódicos, a Biblioteca

desenvolve um trabalho de cadastramento de artigos, onde os mesmos são inseridos na base

de dados e consultados da mesma forma que os livros, ou seja, por autor, título e assunto.

Além dos periódicos, as Bibliotecas possuem revistas e jornais de cultura geral e um acervo

em multimeios que representam informações valiosas para os Cursos. As Bibliotecas mantêm

ainda, assinaturas eletrônicas de serviços especializados para acesso à legislação federal,

jurisprudência dos tribunais, com permanente atualização. O Sistema de Bibliotecas mantém

uma prática de treinamento e incentivo os usuários quanto ao uso de novas fontes de pesquisa

científicas, com destaque para o acesso às principais bases de dados existentes como: Portal

de Periódicos da CAPES, COMUT/IBICT, BDTD/IBICT.

3.10.10 Espaço físico para estudos

As instalações físicas são amplas, confortáveis e adequadas para atender ao número de

usuários dos campi e a comunidade externa. Os ambientes são climatizados, bem iluminados e

possuem mobiliário adequado. As áreas onde ficam os acervos apresentam condições

adequadas de armazenagem e conservação para os vários tipos de documentos existentes. A

Biblioteca é bem sinalizada, facilitando aos usuários o acesso à informação de forma rápida.

As bibliotecas dispõem de salas de leitura, sala de multimídia, computadores ligados à

Internet e WI-FI, espaços para uso dos professores e alunos para as orientações dos trabalhos

acadêmicos, áreas externas equipadas com mesas e cadeiras, como opções alternativas de

espaços agradáveis de leitura.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 146

Os salões de leitura são estruturados da seguinte forma: espaços para estudos individuais,

espaços para estudos em grupo.

Como os usuários têm livre acesso a todas as dependências das bibliotecas, procurou-se

planejar os espaços físicos dos setores, tecnicamente adequados a essa realidade. Todos os

ambientes apresentam condições de acessibilidade (rampas de acesso ou elevadores) e

bebedouros adaptados para pessoas com necessidades especiais.

O acervo de livros para o empréstimo domiciliar é um Setor de grande circulação de

pessoas, funciona em área distante das salas de leitura.

Os espaços que armazenam os livros para empréstimo possuem estantes dupla face, com

prateleiras removíveis, de forma a adequá-las aos tamanhos variados dos livros. Possuem

ainda, estantes expositoras das novas aquisições e móveis específicos para os multimeios.

As instalações para o acervo abrigam, ainda, microcomputadores que podem ser utilizados

para a realização de consultas ao acervo e empréstimos.

Os espaços são climatizados e periodicamente são realizados o controle da umidade do ar.

As Bibliotecas são equipadas com extintores para prevenção e o combate ao incêndio de

acordo com as normas de segurança.

As Bibliotecas funcionam das 7 às 21h30min., de segunda à sexta-feira e aos sábados

das 7 às 12 horas, de modo a garantir o atendimento presencial à comunidade acadêmica da

Universidade.

Quadro 27 – Horário de funcionamento das Bibliotecas

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

DIAS DA SEMANA MANHÃ TARDE NOITE

INÍCIO FIM INÍCIO FIM INÍCIO FIM

Segunda à Sexta-feira 7h - - - - 21h30

Sábado 7h 12h - - - -

Além do atendimento presencial o Sistema de Bibliotecas disponibiliza à comunidade

UCSal serviços pela internet (Ex: consulta aos acervos, reserva de livros, consulta de

empréstimos efetivados e renovações de empréstimos):

Empréstimo domiciliar - a Comunidade UCSal tem direito a empréstimo

domiciliar de três títulos pelo prazo de 7 (sete) dias, podendo ser renovados

presencialmente em qualquer um dos campi.

Reserva - Quando a publicação desejada já estiver emprestada o usuário poderá

reservá-la presencialmente em qualquer um dos campi ou pelo portal UCSal.

Empréstimo Interbiblioteca (Serviço de Malote) - Permite ao usuário ter acesso a

obras das bibliotecas dos outros campi, no prazo de até 48h, sem a necessidade do

seu deslocamento.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 147

Consulta ao acervo - Para o acesso às obras do acervo, os usuários utilizam

terminais para pesquisas na Biblioteca ou pelo portal da UCSal: www.ucsal.br. Em

ambos os casos o acesso pode ser feito por autor, título ou assunto. A comunidade

externa pode realizar leituras, consultas e pesquisas nas bibliotecas.

Rede sem fio Wi-Fi - Todas as bibliotecas da UCSal possuem rede sem fio para

acesso à Internet.

Acesso ao Portal de Periódicos da CAPES – possibilita o acesso ao acervo de

mais de 37 mil títulos com texto completo, 126 bases referenciais, 11 bases

dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias, obras de

referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – BDTD/IBICT/UCSal – disponibiliza

o acesso às teses e dissertações defendidas na UCSal e teses e dissertações

defendidas no País, com textos completos.

COMUT- Programa de Comutação Bibliográfica que permite ao usuário solicitar e

receber cópia de artigos publicados em periódicos técnico-científicos, teses, e

outros documentos disponíveis nas principais bibliotecas do país.

Treinamento para os Alunos - a Biblioteca oferece treinamento aos alunos de

graduação e pós-graduação da UCSal sobre os vários recursos oferecidos pelas

bases de dados disponíveis para pesquisas.

Orientação a Elaboração de Trabalhos Acadêmicos – no site da UCSal, link

Biblioteca a comunidade acadêmica e a comunidade externa encontra o Manual

para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos, para visualização/download de acordo

com as Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);

Elaboração de Ficha Catalográfica - Elaboração de ficha catalográfica para as

produções acadêmicas da UCSal;

Pesquisas Bibliográficas - as equipes de atendimento das bibliotecas estão aptas a

realizar pesquisas bibliográficas, fornecendo aos usuários a relação completa das

disponibilidades do acervo sobre temas, títulos e autores solicitados. A pesquisa

também poderá ser realizada pelo próprio usuário através dos computadores

disponíveis nas áreas de acervos.

Leitura na Biblioteca - As salas de leitura possuem opções para o estudo

individual e estudo em grupo. O serviço é aberto à comunidade UCSal e ao público

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 148

externo. A Biblioteca mantém 01 (um) exemplar para as consultas das obras mais

solicitadas.

Cadastramento no ISBN e ISSN - Os professores e alunos da UCSal, com livros e

revistas a serem editados, podem solicitar o cadastramento para obtenção dos

códigos do ISBN e ISSN, sistema internacional de numeração e identificação de

títulos de livros e periódicos.

Atividades Culturais - o Sistema de Bibliotecas desenvolve um Programa de

Atividades Culturais, realizando, frequentemente, feiras de livros, palestras,

oficinas de arte e exposições.

Atendimento para pessoas com necessidades especiais (PNE) – as Bibliotecas

dispõem de espaços apropriados para este tipo de atendimento, as salas de

multimídia contam com recursos para realização dos trabalhos acadêmicos,

digitação e impressão. Os usuários com necessidades visuais podem utilizar

computadores com o sistema operacional DOSVOX, aplicativo com o uso de

síntese de voz.

3.10.11 Pessoal técnico-administrativo da Biblioteca

O Sistema de Bibliotecas desenvolve semestralmente projetos/atividades de

capacitação profissional para os colaboradores e avaliação dos serviços oferecidos.

Os funcionários alocados nas bibliotecas passam pelo mesmo processo de seleção

adotado para admissão de pessoal, para os diversos setores da Universidade.

A UCSal, a partir do “Programa de Modernização das Bibliotecas”, adotou algumas

medidas que proporcionou melhorias significativas nos recursos humanos alocados nas

bibliotecas, tais como:

desenvolvimento de “Programas de Capacitação Profissional” para bibliotecários e

auxiliares de biblioteca;

contratação de estagiários de biblioteconomia para as atividades de atendimento ao

público;

divisão e distribuição de tarefas e responsabilidades;

avaliação, semestral, dos serviços oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas, com a

participação do pessoal técnico-administrativo e estagiários;

planejamento, semestral, de projetos/atividades, com a participação do pessoal

técnico-administrativo e estagiários.

Essas medidas trouxeram resultados positivos e, anualmente, o Sistema de Bibliotecas

proporciona aos servidores e estagiários, treinamentos específicos, com o objetivo de

melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas, assim como, proporcionar o

crescimento pessoal e profissional dos servidores.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 149

Quadro 28 – Quadro de pessoal das Bibliotecas

CARGO FORMAÇÃO

PG G EM EMI

BIBLIOTECÁRIO 01 02

AUXILIAR DE BIBLIOTECA 26

ESTAGIÁRIO DE NÍVEL SUPERIOR (CURSANDO

BIBLIOTECONOMIA) 02

ESTAGIÁRIO NÍVEL MÉDIO INCOMPLETO 15

TOTAL 01 02 26 15

Legenda: PG pós-graduação; G graduação; EM ensino médio completo, EMI ensino médio

incompleto

3.10.12 Formas de atualização e expansão do acervo

Durante todo o decorrer do ano, a Universidade disponibiliza recursos financeiros no

seu orçamento para a atualização permanente das indicações bibliográficas, mas, é no início

do semestre que as aquisições são mais representativas.

A aquisição de obras é realizada levando em consideração as indicações das

bibliografias básicas e complementares, de acordo com os projetos pedagógicos dos cursos da

UCSal. Os Coordenadores e Professores encaminham o formulário padrão de “Solicitações e

Atualização de Obras”.

Os alunos também participam do processo de indicação de material bibliográfico,

através de sugestões encaminhadas ao Sistema de Bibliotecas.

Outra medida adotada para expansão do acervo é o estudo da demanda através do

“Serviço de Reserva de Livros”. Os títulos mais procurados são sempre contemplados na

aquisição de novos exemplares.

As bibliotecas universitárias são um reflexo direto da importância e relevância da

qualidade do ensino, pesquisa e extensão no contexto das instituições. Portanto, qualquer

mudança no currículo gera atualização das indicações bibliográficas que, por isso, estão

contempladas, permanentemente, no processo de aquisição de livros e outros materiais

bibliográficos.

A outra medida adotada para a permanente atualização dos acervos, no âmbito dos

cursos, foi a de inserir, semestralmente, no “Calendário Acadêmico”, a data da entrega, pelos

professores, da Bibliografia adotada para o semestre seguinte.

O Sistema de Bibliotecas, a cada cinco anos, traça uma política de aquisição, expansão

e atualização dos acervos. A cada semestre é feita uma revisão dos quantitativos estabelecidos

procurando adequá-los aos atuais programas e às novas necessidades dos cursos.

3.11 POLITICAS DE PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

Os resultados e as ações das avaliações desenvolvidas pela CPA na UCSal,

materializados nos relatórios de autoavaliação institucional - encaminhados ao MEC/INEP,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 150

cumprindo os prazos estabelecidos e seguindo as diretrizes do SINAES/CONAES -, estão

alimentando os processos de planejamento institucional e setorial da Universidade.

Apesar das dificuldades, a análise dos dados e das informações decorrentes das

avaliações no ano de 2014 resultaram num elenco de dados e informações tanto relacionadas à

própria CPA quanto à gestão acadêmica e administrativa da Universidade. Em relação à CPA

essas informações resultaram na proposição de alguns indicadores que orientarão o

planejamento da CPA para o quinquênio 2016-2020, assim resumidos:

• Conduzir e acompanhar os processos de avaliação da Universidade:

• Realizar a avaliação interna junto à comunidade acadêmica (discente, docente

e técnico administrativo) visando a elaboração do Relatório de Autoavaliação

Institucional, de acordo com os eixos e dimensões estabelecidas pelo Sinaes.

• Acompanhar a Avaliação externa – Autorização, Reconhecimento e

Renovação de Reconhecimento e de Recredenciamento da IES, trabalhos das

Comissões de Especialistas MEC/INEP para os cursos de graduação e

graduação tecnológica.

• Elaborar sínteses dos relatórios das avaliações externas realizadas nos cursos

pelas comissões de avaliadores do MEC, (articulação avaliação interna e

externa).

• Sensibilizar a comunidade acadêmica, através de campanha institucional, sobre

a importância dos resultados das pesquisas avaliativas para a gestão

universitária e desenvolvimento institucional,

• Ampliar a participação da comunidade acadêmica nas pesquisas avaliativas.

• Implementar o Projeto de Autoavaliação nos cursos de graduação com

articulação CPA e Comissão Ampliada de Cursos.

• Divulgar os resultados da Avaliação Institucional por meio de gráficos,

relatórios, cartazes, murais, boletins informativos, Intranet, Internet, reuniões

com docentes e gestores e seminário.

• Aprofundar a investigação do perfil do ingresso realizando-a por curso.

• Implementar o Programa de Perfil do Egresso.

• Manter atualizada a Escuta UCSAL/ Diagnóstico Institucional, a cada dois

anos.

• Orientar os coordenadores de curso em relação aos instrumentos de avaliação

dos cursos de graduação e tecnológicos, no contexto da regulação do MEC.

• Acompanhar os resultados do ENADE, CPC, IGC e trabalhar essas

informações no meio acadêmico com vistas à melhoria dos resultados.

A UCSal, através da Comissão Própria de Avaliação (CPA), busca implementar um

processo avaliativo que gere um conjunto de dados e informações junto às diversas instâncias

da Universidade de modo a qualificar o conhecimento de si mesma. São os seguintes os

objetivos da Avaliação Institucional:

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 151

Objetivos gerais

• Desenvolver um processo contínuo e permanente de conhecimento sobre as

ações da Universidade mediante mecanismos avaliativos internos e externos envolvendo eixos

e dimensões, previstos pelo sistema SINAES para as IES.

• Implantar processos de desenvolvimento de uma cultura de avaliação na

UCSal, que seja instrumento de reflexão, de aperfeiçoamento e de fortalecimento contínuo da

realidade institucional.

• Produzir dados e informações que constituam referencial básico para o

cumprimento das determinações legais dos órgãos do Governo Federal e que subsidiem o

processo interno de planejamento e de gestão.

• Instalar um sistema ágil e transparente de informações e divulgação dos

resultados da avaliação, com suporte nas novas tecnologias de informação, com a participação

e colaboração dos diferentes segmentos da Universidade

Objetivos específicos

• Desenvolver mecanismos de sensibilização junto aos diferentes segmentos

universitários, objetivando desencadear um processo de autocrítica da Instituição que

promova uma melhor qualificação e prestação de serviços à comunidade.

• Manter atualizado o diagnóstico institucional da UCSal visando promover

ajustes no planejamento e na gestão universitária, com ênfase na melhoria do desempenho e

qualificação acadêmico-institucional.

• Conceber e programar estratégias que sejam capazes de articular instrumentos

e procedimentos de planejamento, gestão e avaliação com vistas a melhores resultados

institucionais.

• Realizar Seminários Internos para apresentação da proposta de Autoavaliação

Institucional, para a capacitação de docentes e do segmento técnico-administrativo, com foco

direcionado na sistematização dos resultados das avaliações, assim como das ações

implementadas pela Universidade, em função do processo avaliativo.

O processo de Avaliação Institucional tem sido desenvolvido à luz das diretrizes e

orientações do SINAES – Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior e realizado com

base em dados e informações sistematizadas através de relatos parciais, globais e por

pesquisas junto ao corpo docente, discente e técnico administrativo. Essas experiências de

avaliação institucional vivenciadas pela comunidade acadêmica vêm ampliando a participação

gradativa dos diferentes atores e tem contribuído para fortalecer a cultura da avaliação e do

planejamento na UCSal.

Esse processo de avaliação foi redimensionado a partir de 2014 no âmbito da UCSal,

considerando-se a mudança da gestão universitária implementada pela Universidade nesse

ano.

Esta mudança tem como referência sua trajetória, tradição e existência de mais de 50

anos de serviços educacionais prestados à sociedade baiana, aliada a uma nova perspectiva de

gestão, visando a melhoria da qualidade acadêmica, expansão de novos cursos de graduação e

pós-graduação (lato e stricto-sensu) incremento à pesquisa, reorganização da extensão e

fortalecimento da tecnologia da informação como subsídio das ações pedagógicas

administrativas desenvolvidas pela Instituição.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 152

Nesse contexto, o ano de 2014 pautou-se na realização de uma nova estratégia de

trabalho, baseada num conhecimento sobre as potencialidades e fragilidades institucionais

através da “Escuta UCSal”, um processo que busca compreender as demandas dos diferentes

segmentos universitários, ou seja, docentes, estudantes e funcionários.

O desenvolvimento desse trabalho possibilitou a organização das informações sobre o

funcionamento e a dinâmica institucional, o alinhamento de novas ações para UCSal e o

ordenamento dos indicativos de Linhas de Ação para delineamento do PDI 2016-2020.

Este processo pode ser melhor compreendido a partir da sistematização do conjunto de

ações, tendo como horizonte o Relatório de Autoavaliação Institucional 2014, cujo conteúdo

revela pesquisas, extensão, produções, serviços, avaliação de cursos de graduação e

tecnológico, resultados do Enade e da pós-graduação (Capes), eventos, atividades e ações de

modo geral, representando o “modus operandi” da atual gestão.

Faz-se necessário destacar que a elaboração deste Relatório de Autoavaliação está

ancorada na orientação mais geral estabelecida pela Nota Técnica INEP/DAES/CONAES Nº

065 que destaca a relevância da autoavaliação da IES para a Educação Superior, como uma

importante referência para o planejamento estratégico institucional.

Vale ressaltar que a Nota Técnica INEP/DAES/CONAES Nº065 estabeleceu um

período de transição para as IES se adequarem à proposta prevista neste documento, conforme

orientação indicada para a estrutura do Relatório de Autoavaliação a ser elaborado pelas

instituições anualmente.

Desse modo, torna-se importante registrar que a Universidade, a partir do ano 2014,

organizou o seu Relatório de Autoavaliação baseado num roteiro específico previsto nesta

Nota, cujos elementos principais são: Introdução, Metodologia, Desenvolvimento, Análise

dos dados e das informações e Ações com base na análise.

Este conjunto de elementos proposto no modelo adotado, possibilitou à Universidade

organizar o seu Relatório 2014 e 2015, distribuindo o seu conteúdo em dados e informações

aglutinados nos 5 eixos propostos incorporados às 10 dimensões do Sinaes, configurando um

documento atualizado e qualificado a respeito das potencialidades e fragilidades apresentadas

pela Instituição.

Assim, a configuração apresentada pelos Relatórios de Autoavaliação 2014 e 2015

sugeriu subsídios importantes para o PDI 2016-2020, qualificando a nova gestão, com vista

ao fortalecimento e melhoria da imagem institucional da UCSal.

O atual contexto coloca que o papel desempenhado pela Avaliação Institucional na

atualidade constitui importante ferramenta de gestão, subsidiando o planejamento

participativo e a projeção de novas ações institucionais.

Isto pode ser constatado a partir das ações gestoras realizadas ao longo do ano de 2014

e 2015, bem como o desenvolvimento de estratégias de trabalho capaz de viabilizar o

funcionamento da Instituição.

Para efeito de uma melhor compreensão dos Relatórios de Autoavaliação dos referidos

anos, seguem, de modo resumido, as grandes fases constitutivas deste documento:

Fase 1 - caracterizada pelo Autodiagnostico Institucional materializado pelos

resultados dos questionários, entrevistas e pesquisas realizadas;

Fase 2 - planejamento institucional e de cursos, mediante a reflexão e elaboração dos

PPC, através da proposta de novas diretrizes, ementários e bibliografias de cada curso como

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 153

decorrência das demandas reveladas pelo diagnóstico realizado pela UCSal, tendo previsto

sua continuidade para o ano de 2015 integrado à elaboração final do PPC, PDI, e PPI

Fase 3 – controle, avaliação e acompanhamento, com mecanismos e procedimentos

pensados e detalhados pelas diversas instâncias de gestão.

Este conjunto de aspectos e observações mencionados a respeito da gestão

institucional empreendida pela UCSal, nos anos de 2014 e 2015, pode ser melhor interpretada

mediante os primeiros resultados obtidos pela Universidade nesse período:

Avaliação, pelo MEC, de 4 cursos de graduação com nota 4 no conceito final.

Aprovação pela CAPES do Doutorado de Políticas Sociais e Cidadania.

Criação do setor de Relações Internacionais, responsável pela estruturação de

acordos bilaterais entre pesquisadores e doutores.

Criação do Comitê de Ética da Pós-Graduação.

Ampliação do número de grupos de pesquisa (de 16 grupos para 44 grupos de

pesquisa).

Reclassificação de 16 professores da Pós-Graduação para a classe de Adjunto

IV, no Plano de Cargos e Salários, do ponto de vista da progressão em carreira.

Aprovação para investimento do recurso financeiro/FINEP para o Prédio de

Pesquisa e Pós-Graduação no campus de Pituaçu.

Ampliação do número de estudantes na graduação através da adoção de

algumas medidas (Vestibular Social, Transferência Externa, ampliação na divulgação externa

dos cursos, articulação com escolas de Ensino Médio; etc.).

Implementação da Secretaria Geral de Cursos visando a melhoria do

atendimento aos estudantes e ao público externo.

Expansão de novos cursos de graduação.

Inserção de maior número de docentes em Regime Contratual de Trabalho

Parcial e Integral.

Estudo para alteração das matrizes curriculares de todos os cursos de

graduação.

Mudança na organização e distribuição de disciplinas no Eixo de Formação

Geral.

Realização de Curso de Formação Continuada para Docentes objetivando

contribuir para melhoria do exercício do magistério superior e em decorrência da

aprendizagem.

Realização de Curso de Especialização em Docência do Ensino Superior para

oportunizar aos professores melhoria da titulação, conforme exigência da LDB.

Estabelecimento de novas parcerias e articulações entre a UCSal e entidades

públicas, privadas e ONG visando potencializar a oferta de convênios e serviços disponíveis

para comunidade acadêmica.

Organização do setor de Comunicação no sentido de facilitar o diálogo entre a

Universidade e o público interno e externo.

Criação de Assessoria de Comunicação da Pós-Graduação.

Rearticulação da área de Extensão com a oferta de novos cursos.

Elaboração do Regulamento da Comissão Própria de Avaliação (CPA).

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 154

Estruturação da Comissão de Articulação Cursos (CPA).

Do ponto de vista institucional, o trabalho desenvolvido pela Universidade, nos dois

anos da nova gestão, resultou no estabelecimento de melhoria nos índices de desempenho de

alguns cursos da graduação; ampliação na oferta da pós–graduação, lato e stricto-sensu;

organização do sistema de atendimento aos estudantes; reordenamento do Eixo de Formação

Geral; inserção gradativa da cultura de planejamento e avaliação; estímulo à política de

capacitação docente; requalificação dos serviços administrativos; incorporação de ações para

racionalizar recursos financeiros e captar novas receitas; adoção de medidas e procedimentos

eletrônicos nas áreas pedagógica e administrativa, dentre outros.

3.11.1 Metodologias utilizada no processo de autoavaliação

Considerando-se a trajetória institucional da UCSal de mais de 50 anos de serviços

educacionais prestados à comunidade baiana, há de se destacar a particularidade do ano de

2014, decorrente da mudança de gestão empreendida neste período.

Neste contexto, a proposta de autoavaliação desenvolvida nesse período, se

caracterizou por uma estratégia de ações articuladas pela atual gestão, objetivando um

conhecimento ampliado sobre a Universidade, através do processo intitulado “Escuta

UCSAL”, resultando num Autodiagnostico Institucional.

Iniciou-se, assim, um amplo e detalhado autoconhecimento da UCSal com vistas à

obtenção de dados e informações relevantes e significativas da Instituição. Em face dos

resultados e indicativos de linhas de ação propostas por esse documento e após divulgação e

ampla reflexão sobre necessidades e prioridades, foram realizadas diversas ações no nível da

gestão superior que estão alterando os rumos institucionais.

A metodologia adotada para a construção deste trabalho, nesse contexto de mudanças

de gestão, evidencia um compromisso político da nova UCSal com a abertura de espaços de

participação social no seio da comunidade, ao assumir a gestão participativa como eixo

estruturante de seu trabalho pedagógico, envolvendo todos os segmentos relacionados à

dinâmica pedagógica e administrativa da instituição.

É importante ressaltar que para uma melhor oferta dos instrumentos e a coleta dos seus

dados, foram utilizados recursos tecnológicos e promovidos encontros nos diversos setores

que propiciaram um aprofundamento do conteúdo requerido pelos instrumentos, contribuindo

na clarificação das questões demandadas.

3.11.2 Instrumentos de coleta de dados

Questionários

Para a constituição da base de dados envolvendo aspectos qualitativos e quantitativos

foram aplicados três questionários padronizados para os segmentos estudantes, professores e

técnico-administrativos, com 28, 24 e 19 questões, respectivamente, envolvendo questões

gerais relacionadas à infraestrutura, gestão de ensino, pesquisa e extensão e complementadas

por uma questão aberta onde os respondentes poderiam comentar ou compartilhar sua opinião

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 155

sobre algum tema que julgassem relevante vinculado à Universidade e aos cursos ou

esclarecer algum ponto que não foi possível ser esclarecido nas questões objetivas onde foi

dada a possibilidade de uma única resposta.

Com o objetivo de diversificar os instrumentos de pesquisa e obter maior número de

informações de caráter mais qualitativo foram elaborados mais dois questionários com 10

questões objetivas que foram aplicados aos funcionários da Superintendência Acadêmica e

das Secretarias de Cursos.

Em junho e dezembro daquele ano, teve início uma segunda coleta de informações

com a realização da Pesquisa Discente, quando os estudantes responderam a um questionário

online composto por 7 variáveis relacionadas a aspectos gerais do curso como: organização

didático-pedagógica, corpo docente e infraestrutura.

Entrevistas

Foram realizadas entrevistas com os professores de graduação, por curso e optou-se

pela técnica de entrevistas semiestruturadas, com um roteiro previamente elaborado, onde os

professores responderam a um formulário, explicitando as potencialidades, fragilidades e

sugestões de cada curso. Além dessas respostas, por escrito, houve bastante abertura e

flexibilidade por parte da equipe coordenadora para que os professores pudessem se colocar

livremente.

Estratégia geral de tratamento dos dados

Logo após o período de aplicação dos questionários, começou a ser feita a construção

do banco digital a partir da coleta de dados, mediante o emprego de instrumentos específicos

de um sistema de informática. O Banco Digital de Dados foi implantado no Núcleo de

Informática/UCSAL cujo sistema gerou saída em planilha eletrônica, permitindo a

sistematização dos dados que foram agrupados de acordo com a escala utilizada nos

questionários e foram gerados gráficos, quantificando os principais resultados.

Com relação à parte aberta desses 3 questionários foi realizada a análise do conteúdo e

todos os comentários foram elencados por segmento, numa tabela de respostas com sugestões

e de acordo com eixos e dimensões do Sinaes.

Como a natureza das respostas e os segmentos consultados foram bastante

diversificados e heterogêneos, procedeu-se a uma análise metodológica diferenciada de cada

segmento.

Em relação aos segmentos docente e técnico-administrativo, a partir dos dados

coletados pelo Núcleo de Informática, criou-se uma tabela, de acordo com o questionário

aplicado e foram distribuídas as respostas com a numeração dos respondentes. Como os

respondentes não seguiram a ordem das perguntas formuladas ou não responderam a todas as

questões e havendo frequência de conteúdos que não constavam no questionário, manteve-se

para cada pergunta a frequência das respostas que foram elencadas em outra coluna e, por

último, as respostas foram categorizadas, considerando as dimensões do Sinaes.

Do ponto de vista do segmento estudante, em relação às questões abertas, após a

leitura preliminar do material relativo às respostas mencionadas pelos estudantes e em virtude

da diversidade de problemas, proposições e sugestões, colocadas numa linguagem de senso-

comum, optou-se por se estabelecer, inicialmente, uma pré-codificação dos elementos

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 156

apresentados. Esta pré–codificação possibilitou organizar um conjunto de “insumos”

constantes nas diversas páginas do material produzido pela fala dos estudantes.

Na sequência, mediante o emprego de planilha eletrônica, estes insumos foram

agrupados, também, conforme as dimensões dos Sinaes e em seguida, foram gerados gráficos

e tabelas correspondentes aos elementos agrupados por essas dimensões e realizada análise

específica sobre este material, incorporado aos destaques e indicativos relevantes.

Em relação às entrevistas com o corpo docente, todas as respostas dadas oralmente e

por escrito, foram digitadas, organizadas e sistematizadas, seguindo a ordem das entrevistas.

Foram consideradas todas as respostas dos entrevistados e organizadas numericamente e em

seguida foi extraído o conteúdo das respostas com indicativos de sugestões gerais com base

na frequência de respostas.

Na sequência, foi realizada a análise dos dados e das informações resultantes da

aplicação dos questionários e entrevistas e foram sugeridos indicativos de linha de ação,

gerais e por curso, a serem atendidos, prioritariamente, pela Gestão Superior da Universidade,

considerando a preponderância do conteúdo das respostas.

Todo este material serviu de referencial básico para elaboração do Relatório de

Autoavaliação Institucional 2014 e para esse PDI 2016-2020, a partir do segundo semestre de

2015, assim como para a revisão do Estatuto da Universidade também realizada neste mesmo

período.

3.11.3 Formas de participação da comunidade acadêmica

Historicamente, UCSal tem se incorporado ao processo de Avaliação Institucional ao

longo da sua trajetória e, de forma mais específica, a partir de 2004 articulada ao Sistema

Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, objetivando assegurar sua inserção

continua nos processos avaliativos previstos na legislação educacional vigente.

Nesse contexto, a partir de 2014, a nova Reitoria da UCSAL, através da Comissão

Própria de Avaliação (CPA), implementou melhorias para construir, de forma colaborativa,

um conhecimento organizacional da sua realidade, através da participação dos diferentes

segmentos da comunidade acadêmica na elaboração e sistematização do Diagnóstico

Institucional 2014. Este documento possibilitou um conhecimento atualizado das

potencialidades e fragilidades da Universidade, subsidiando a elaboração de um novo Projeto

de Avaliação Institucional para o período 2014-2015, assim como o Relatório de

Autoavaliação Institucional 2014. O atual modelo de Avaliação Institucional adotado pela

Universidade pauta-se em estratégias de planejamento e gestão educacional com o objetivo de

melhoria do desempenho acadêmico e institucional da Universidade.

A avaliação institucional na UCSAL tem sido desenvolvida como um processo

contínuo e permanente, mediante ações colaborativas com os diferentes segmentos da

Universidade. Esse processo tem sido ressignificado ao longo da sua trajetória institucional,

através da construção de diferentes ações e propostas nas áreas de Graduação, Pós-Graduação,

Extensão e Pesquisa, objetivando assegurar um Projeto Pedagógico Institucional capaz de

responder à sua vocação e missão, com suas características e peculiaridades próprias.

Nesse percurso institucional tem havido uma rica diversidade de experiências e ações

significativas envolvendo mecanismos avaliativos no âmbito da Universidade, os quais tem

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 157

contribuído para um conhecimento melhor organizado e sistemático da UCSal sobre

diferentes perspectivas e dimensões.

O resultado desse trabalho está representado pela ampliação do seu universo de

atuação, oferta de maior número de cursos de graduação tradicional, graduação tecnológica,

extensão, pós-graduação (lato e stricto-sensu), além do aumento da pesquisa e da produção

acadêmica, sobretudo com a elaboração de diferentes documentos representativos da vida

institucional.

Assim, ao longo de diferentes períodos históricos a Avaliação Institucional tem

contribuído para subsidiar a elaboração desses documentos representativos, necessários para

estabelecer a direção estratégica da UCSal nas áreas de ensino, pesquisa e extensão,

assegurando o seu funcionamento conforme a legislação educacional vigente.

A partir de 2014, a Instituição experimenta um novo momento histórico, enfatizando

os processos avaliativos como referência para melhoria do desempenho acadêmico. Para isso,

a Universidade elaborou novos documentos institucionais buscando assegurar o cumprimento

da sua missão e as exigências e desafios do novo contexto educacional.

Este movimento interno, desenvolvido pela atual gestão da Universidade, tem

destacado a importância da Avaliação Institucional como instrumento de planejamento e

gestão da Universidade e seu significado para fortalecimento da sua imagem e melhoria no

desempenho acadêmico administrativo.

No período 2014-2015, a CPA realizou uma série de ações com vistas a ampliar o

canal de interlocução com os diversos setores através de um processo contínuo e

sistematizado de busca de informações relevantes da Universidade e de seus cursos. Nesse

contexto a CPA desenvolveu as seguintes ações no período 2014-2015:

• Aplicação de questionários e entrevistas junto a toda comunidade UCSal, nos

primeiros meses da nova gestão, denominada ESCUTA UCSal.

• Elaboração do documento Diagnóstico Institucional 2014/Escuta UCSal.

• Aplicação de pesquisa avaliativa discente em dois momentos, durante a

matrícula para os períodos 2014.1 e 2014.2 e posterior sistematização dos dados.

• Elaboração do Regimento da CPA e Projeto de Avaliação Institucional.

• Acompanhamento e participação nas visitas da Comissão Especialista do MEC

para fins de:

• Autorização do CST Marketing/ Vitória da Conquista – janeiro/2014.

• Reconhecimento do CST de Análise e Desenvolvimento de Sistemas -

abril/2014.

• Renovação de Reconhecimento do Curso de Letras - novembro/2014.

• Renovação de Reconhecimento do Curso de Letras com Inglês -

novembro/2014.

• Elaboração e encaminhamento do Relatório de Autoavaliação Institucional

2013, para o MEC/INEP, no mês de março de 2014.

• Sensibilização da comunidade UCSAL e divulgação dos resultados da

avaliação da CPA na SEMOC.

• Realização e apresentação de roteiro de avaliação aos Coordenadores de Curso

e NDE, Superintendências e Coordenações em geral para subsidiar a elaboração do Relatório

de Autoavaliação 2014.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 158

• Participação da CPA em seminário de avaliação Institucional na Universidade

Federal da Bahia com a presença do MEC/INEP/CONAES.

• Apresentação do processo de Avaliação da UCSAL, articulada ao

Planejamento, na ANPAE.

• Elaboração e encaminhamento do Relatório de Autoavaliação Institucional

2014, para o MEC/INEP, no mês de março de 2015.

Para o ciclo de planejamento relativo ao período 2016-2020, há objetivos gerais que

precisam ser repensados pela Administração Central, para atenderem às reivindicações e

anseios gerais da comunidade acadêmica revelados pelas pesquisas avaliativas e assim, a

Universidade possa atingir níveis cada vez mais elevados de excelência nas áreas do ensino,

pesquisa e extensão. Embora muitos desses objetivos institucionais já começaram a ser

desenvolvidos em 2014, no contexto da nova gestão da Universidade, eles ainda precisam ser

considerados para os próximos anos, por representarem eixos estruturantes do trabalho da

Universidade e que têm uma ação de longo alcance, como apresentado neste documento, nas

seções dedicadas às políticas institucionais.

3.12 POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AOS ESTUDANTES

As políticas de atendimento aos estudantes da UCSal foram definidas a partir dos processos

de avaliação coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio

2016-2020, divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações

então realizada:

• Melhoria do atendimento aos estudantes através dos setores que lidam

diretamente com o estudante (Secretaria Geral de Cursos, o Núcleo de Apoio

Psicopedagógico ao Estudante, Setor Financeiro, Programa de Atendimento ao

Estudante).

• Implementação do Programa de Atendimento ao Estudante Egresso.

A UCSal vem aprimorando as condições de atendimento aos estudantes no que tange a

agilidade, eficiência e disponibilidade dos seus serviços. Buscando garantir o apoio necessário

à formação plena, como também, assegurar o acesso, a permanência e conclusão, em especial,

para aqueles que apresentam as maiores dificuldades. Nessa perspectiva, a UCSal

destaca/destacou, para o período deste PDI (2016-2020) os seguintes programas:

3.12.1 Programa de apoio pedagógico e financeiro (bolsas)

A finalidade principal do Programa de Apoio ao Estudante da UCSal é a promoção do

sucesso escolar, por meio da implementação de projetos orientados nesse sentido, tendo como

prioridade o atendimento, resposta e acompanhamento de solicitações dos mesmos.

As diretrizes básicas da política de apoio ao estudante são:

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 159

Criar mecanismos voltados para possibilitar o sucesso escolar do estudante e

sua integração na comunidade;

Criar condições para que membros do corpo estudante possam desenvolver

formas de pensamento e de comportamento para o trabalho intelectual

independente;

Apoiar os estudantes por meio de programas de intercâmbio, nacional e

internacional, de atividades culturais e de atividades desportivas;

Proporcionar ao estudante de graduação oportunidade de engajar-se em

projetos de pesquisa e extensão que possibilitem o aprofundamento nas várias

áreas do conhecimento e o desenvolvimento de atitudes e habilidades

favoráveis à sua formação acadêmica e profissional;

Proporcionar oportunidades de participação em programas de melhoria das

condições de vida da sociedade e no processo geral do desenvolvimento;

Apoiar as entidades representativas do Movimento Estudantil.

Por sua vez, Centro de Atendimento à Comunidade UCSAL – PLENUS – CEAC

oferece variado apoio ao estudante em face das suas competências para acolher, avaliar,

orientar, encaminhar e monitorar todos os usuários e casos até ele enviados, de maneira

documentada, respeitando os dispositivos ético, legais e regimentais, até seu desfecho ou

encerramento; analisar, acolher e emitir devolutivas dos casos que até eles tenham chegado,

garantindo efetivo encaminhamento e monitoramento de todos até suas células-fim, que

deverão, na medida do necessário e cabível, informar os resultados e encaminhamentos à rede

interna ou externa à UCSal; definir as atribuições e competências dos profissionais atuantes,

garantindo assim oxigenação e viabilidade junto ao atendimento das demandas concernentes a

seu escopo; definir, juntamente com seus membros, as entidades parceiras que manterão

contato e cooperação com o PLENUS-CEAC, de maneira a garantir que os encaminhamentos

de média e longa duração sejam efetivos e resolutivos; informar às coordenações de curso,

sempre que legalmente e eticamente necessário, da forma mais cuidadosa e sigilosa possível,

a presença de estudantes que necessitem de atenção pedagógica diferenciada, pessoas com

deficiência e/ou outras condições previstas em lei; documentar, gerir e protocolar todas as

informações necessárias ao bom atendimento dos usuários; cumprir e fazer cumprir as normas

e exigências para a realização dos atendimentos, supervisões e suportes de natureza técnica

variada que sejam necessárias aos usuários do PLENUS-CEAC; observar a legislação

pertinente no planejamento e desenvolvimento de atenção a pessoas com deficiência

vinculadas a UCSAL, na melhor forma da lei; acolher, analisar e tomar providências sobre

questões técnicas e éticas referentes às situações que lhes sejam encaminhadas e

compreendidas como de sua competência; organizar, semestralmente, plano de estratégia,

divulgação e visibilidade de suas atribuições e serviços junto à comunidade UCSal; divulgar,

a cada semestre, relatório de suas atividades de assistência, gestão e monitoramento que lhes

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 160

foram cabíveis; encaminhar, ao setor responsável da UCSal, demandas administrativas e

técnicas que lhes sejam inerentes.

O Centro de Atendimento à Comunidade UCSAL – PLENUS – CEAC é composto por

equipe multiprofissional, disposta em diferentes níveis de atenção e acompanhamento à

comunidade multicampi, respeitando os princípios éticos e bioéticos relativos a todas as

profissões envolvidas em suas atividades.

Além disso, a UCSal vem implementando uma série de reformulações desde janeiro

de 2014, de forma a melhorar os processos internos, com o objetivo de equacionar questões de

ordem pedagógica, patrimonial e financeira, inclusive mediante reestruturações setoriais.

Dentre as reformulações diretamente relacionadas a estes setores, destacam-se:

I. Implantação, em julho de 2014, da Secretaria Geral de Cursos (SGC),

distribuída nos campi, com instalações modernas e funcionários devidamente capacitados. A

SGC, órgão executivo de apoio à regulação acadêmica da Universidade, recebe, processa,

registra, controla e emite informações sobre a vida acadêmica dos estudantes, desde o

momento de seu ingresso até a conclusão do curso. A implantação da SGC representou um

importante avanço para a melhoria do atendimento ao estudante, inclusive com a reelaboração

e da padronização dos processos relativos às demandas acadêmicas.

II. Monitoramento e acompanhamento das receitas, despesas e cobranças com

vistas à identificação tempestiva e redução da inadimplência.

III. Alteração da localização física do setor financeiro (campus Federação) e setor

de cobrança (campus Pituaçu), que antes estavam situados no campus da Palma, para facilitar

o acesso do e ao estudante, mediante contato direto entre os mesmos.

A SGC presta serviços de registro e controle acadêmico, emissão e registro de

diplomas, gestão e guarda de toda a documentação de estudantes ativos e inativos através do

Centro de Documentação (Cedoc), matrículas de calouros, veteranos, transferência externa

(TE) e matrícula especial (ME), matrículas dos cursos de extensão, atendimentos em geral e

específicos aos estudantes e egressos, atendimento aos demais públicos interessados no

desenvolvimento da Universidade Católica (sociedade), apoio aos demais setores

institucionais oferecendo informações acadêmicas, atendimento financeiro, dentre outras

funções.

A SGC está assim estruturada:

Núcleo de Atendimento aos Discentes (Nad) - trata-se de um canal prioritário de

comunicação dos estudantes com a Comunidade Acadêmica, oferecendo atendimento às

demandas dos estudantes e egressos, prestando informações e elucidando dúvidas, emissão e

entrega dos documentos solicitados, recebimento e arquivamento de documentos que são

enviados ao Cedoc;

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 161

Núcleo de Assistência às Coordenações (Nac) - oferece suporte aos coordenadores e

professores em suas mais variadas demandas, às atividades acadêmicas e aos processos,

trabalhando em sintonia com o Núcleo de Atendimento aos Discentes. É responsável por

acompanhar e lançar grande parte dos dados que permitem a vida acadêmica dos cursos. Os

funcionários que atuam nos Nac não fazem atendimento direto aos estudantes, todavia as

demandas e processos encaminhados pelos Nad são, pelos Nac, acompanhados e

encaminhados.

Setor de Diplomas - responsável pela expedição e registro de diplomas.

Em relação aos programas de apoio financeiro, a UCSal tem como política oferecer

apoio social direto aos estudantes mais carentes, onde o seu acompanhamento e avaliação fica

por conta do Programa de Apoio ao Estudante (PAE) e a operacionalização de diversos

benefícios está a cargo do setor financeiro, tais como bolsa UCSal e o PROUNI, além do

processo de operacionalização e acompanhamento da Bolsa Empregado, Bolsa Monitoria e

FIES, e dos descontos em geral.

A programação e oferta do sistema de bolsas visa propiciar ao estudante condições

básicas para a continuidade da vida acadêmica. A concessão de bolsas requer, portanto, uma

análise acurada da situação socioeconômica do estudante e do seu desempenho acadêmico,

para que a correlação existente entre o desempenho exitoso e a ausência de condições

financeiras para permanecer na Universidade seja o critério de referência para a concessão do

benefício.

São diretrizes principais do programa de bolsas:

a) Viabilizar o acesso e a permanência do estudante para a busca da excelência

nos cursos de graduação e atendimento às disposições legais pertinentes;

b) Estimular a participação estudante nos programas de pesquisa e extensão;

c) Contribuir para a elevação e manutenção dos padrões institucionais de

qualidade almejados pelos processos de auto avaliação e de avaliação externa;

d) Favorecer a dedicação dos estudantes enquanto requisito importante para a

qualidade do ensino e da pesquisa e condição para a formação continuada;

e) Desenvolver os programas de bolsas, conforme modalidades:

Bolsa de Demanda Social: concedida ao estudante ou candidato que demonstra

carência financeira. O benefício é concedido através do Processo Seletivo do

Programa Universidade para Todos (PROUNI), do Programa Educa Mais

Brasil, Instituto Educar e também através de programas realizados pela própria

Universidade, o Bolsa UCSal;

Bolsa Iniciação Científica: concedida a estudantes da graduação matriculados

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 162

em cursos da Instituição;

Bolsa Ex-Estudante: desconto concedido a estudantes de graduação e de pós-

graduação que pretendam fazer outros cursos, para incentivar a educação

continuada e atingir a fidelização do alunado;

Fundo de Financiamento ao Estudo do Ensino Superior (Fies) - criado pelo

Governo Federal para financiar os estudos de estudantes com poucos recursos;

Bolsa Estágio: concedida a estudantes da graduação visando apoiar projetos de

ensino, pesquisa e extensão;

Bolsa de Pesquisa: Auxílio concedido pelas agências financiadoras de pesquisa

(Capes, CNPq e Fapesb) aos estudantes e pós-estudantes de mestrado e de

doutorado para desenvolvimento de atividades acadêmicas de pesquisas.

Diante das diversas modalidades de descontos, a UCSal está em processo de

elaboração de uma Política de Descontos e Benefícios, objetivando padronizar e a

disponibilizar, no Portal da UCSal, todas e quaisquer informações relacionadas. A

Universidade já adota o sistema de desconto por pontualidade para a mensalidade do mês.

A UCSal também vem mantendo tratativas com os setores privados, objetivando

oferecer alternativas de financiamentos estudantis, com condições similares de carência, juros

e amortização, permitindo com isso que o estudante possa dar continuidade aos seus estudos.

No segundo semestre de 2015, foi firmada parceria com o FUNDAPLUB, tendo em vista

programas para crédito universitário, buscando oferecer uma outra alternativa de

financiamento estudantil à comunidade UCSal.

3.12.2 Estímulo à permanência (programa de nivelamento, atendimento

psicopedagógico)

Oficinas de Aprendizagem

A política de nivelamento, como parte da política institucional, visa elevar a qualidade

do desempenho de todos os estudantes. As ações embasadas nessa política auxiliam os

estudantes na superação das lacunas marcadas na formação escolar durante o período da

educação básica, naquilo que estas venham a ser impedimento ao pleno desenvolvimento do

estudante durante o curso superior, ou mesmo criem dificuldades acentuadas para a eficácia

do trabalho docente e, mais grave ainda, levem os estudantes com maior nível de dificuldades

ao desestímulo e à desistência do curso.

Neste caminho, foram criados já cursos de extensão de nivelamento em EAD de

gramática, interpretação de texto, matemática pré-cálculo, anatomia e fisiologia. A

continuidade desse programa está prevista no plano de metas 2016-2020.

É possível implementar uma série de ações no sentido de reduzir dificuldades

específicas dos estudantes, podendo-se, apenas para citar algumas, pensar em: reforço de

conceitos em cursos preparatórios, organização de material didático, orientação acadêmica,

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 163

monitoria atuante, aperfeiçoamento pedagógico dos docentes e conteúdos programáticos etc.

Os colegiados da Instituição poderão aprovar a adoção de disciplinas de nivelamento com ou

sem adaptação, para o atendimento das necessidades específicas do corpo estudante

ingressante.

As diretrizes básicas da política de apoio ao estudante são:

atendimento realizado por estudantes que estejam no exercício da monitoria da

disciplina em que foi identificada a defasagem escolar;

estudo individual ou em grupo nas instalações da Biblioteca, em salas

específicas para isto, com material elaborado por docentes.

criação e implementação, via Internet, de um programa de capacitação e

nivelamento dos conteúdos de ensino médio que sejam básicos e essenciais à

aprendizagem dos conteúdos curriculares do curso escolhido pelo estudante;

atendimento extraclasse aos estudantes, realizado pelos professores com

horário reservado para tal finalidade e que estejam no exercício da docência em

regime de empo integral ou parcial.

Uso de recursos à distância (AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem) para

interação e contribuição no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes.

Intercâmbio

Os contatos com outras instituições, inclusive internacionais propiciam, de forma

estratégica, novas soluções e serviços de alta qualidade, complementares ao aprendizado,

além de contribuir na formação de profissionais competentes para atuar num ambiente

multicultural e globalizado.

Considerando as principais tendências mundiais, uma nova fase de geração e difusão

do conhecimento e de intercâmbio se inicia, não apenas como força motriz inerente à

Universidade, mas também como necessidade de gerar uma unidade capaz de permitir uma

nova etapa de reconhecimento social no contexto do mundo da globalização. Por conseguinte,

os programas de intercâmbio são importantes porque ajudam a completar a maturidade

intelectual e pessoal do estudante.

As diretrizes básicas da política de intercâmbios da UCSal são:

incentivar o intercâmbio de experiências acadêmicas e culturais entre a

Universidade e organizações diversas;

firmar parcerias com estabelecimentos de ensino, agências de intercâmbio,

órgãos empresariais e governamentais para permitir o desenvolvimento de

atividades acadêmicas, viagens de estudos, palestras, cursos de língua

estrangeira e de especialização, estágios e atividades de pesquisa relacionados

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 164

as diferentes áreas do conhecimento desenvolvidas na Universidade;

fomentar o estabelecimento de programas de cooperação técnica, científica e

cultural, em nível nacional e internacional;

possibilitar condições à comunidade universitária de conviver e conhecer a

diversidade cultural propiciando uma formação cosmopolita, vivenciando,

pessoalmente, que a heterogeneidade pode resultar em um valor em si mesma,

ampliando o ponto de vista cultural e étnico;

criar condições para que os estudantes dos diferentes cursos, beneficiários

prioritários de muitas das iniciativas de intercâmbio universitário, tenham

acesso às vantagens decorrentes do trabalho desenvolvido (estágios, cursos, ou

outras atividades de índole formativa).

Iniciação Científica

A UCSal vem dando continuidade a ações iniciadas em 2014, de estímulo à pesquisa,

formação de grupos de iniciação científica e inserção de estudantes em programas de

iniciação científica. Além disso, estimula os estudantes a participarem de programas externos

de iniciação científica, a exemplo do CNPq e Fapesb. A UCSal que a inserção do estudante no

mundo da pesquisa é fundamental para a sua formação e, também, um dos elementos que

contribuem para a continuidade dos estudos assim como a permanência dos mesmos na

Universidade.

3.12.3 Organização estudantil (espaço para participação e convivência estudantil)

A UCSal entende que a organização estudantil é de suma importância no processo

educacional, pois é um dos pilares de sustentação do debate político e propicia o

desenvolvimento do senso crítico dos jovens, para o desenvolvimento da consciência cidadã e

para a renovação das ideias no ambiente educacional.

Assim sendo, assegura a livre organização e participação dos estudantes em Centros

Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e Diretórios Centrais de Estudantes, que têm como

finalidade representar os interesses e expressar os pleitos estudantis.

Por outro lado, entende que é de competência exclusiva dos estudantes a definição das

formas e critérios de organização e funcionamento dos seus órgãos de representação nos

termos dos estatutos elaborados e aprovados em assembleia, com participação da maioria dos

estudantes, sem qualquer tipo de intervenção da Instituição.

A UCSal assegura, também, o espaço para instalação dos órgãos de representação

estudantil, bem como garante a livre divulgação de informativos e publicações das entidades

estudantis.

3.12.4 Acompanhamento dos egressos

A UCSal, por meio do Núcleo de Acompanhamento ao Egresso (NAE), tem como

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 165

objetivo estreitar o relacionamento entre a Instituição e seus ex-estudantes, de graduação e

pós-graduação, desencadeando ações de aproximação, contato direto e permanente, por meio

de todas as formas de comunicação possíveis e viáveis, incluindo um espaço on-line.

Um dos compromissos em relação aos egressos dos cursos da Instituição é divulgar

informações técnico-científicas, eventos promovidos por órgãos diversos (congressos,

jornadas, cursos de atualização etc.), atividades de formação continuada, pós-graduação, além

de outras notícias de interesse dos ex-estudantes.

O NAE pode organizar jornadas e congressos sobre temas emergentes, de forma a

manter o ex-estudante atualizado com os progressos ocorridos no seu campo de atuação.

As diretrizes básicas da política de acompanhamento do egresso são:

Conhecer o nível de satisfação dos egressos com a formação acadêmica adquirida;

Estimular e desenvolver a formação de um núcleo de profissionais recém-formados

que tenham sintonia com o ideário da Universidade;

Levantar e analisar trajetórias profissionais;

Incentivar a educação continuada reservando vagas para egressos nos cursos de pós-

graduação da Instituição.

Identificar a educação continuada reservando vagas para egressos nos cursos de pós-

graduação da Instituição;

Promover eventos destinados exclusivamente a egressos;

Divulgar concursos e ofertas de emprego nas respectivas áreas de atuação dos

egressos;

Enviar periodicamente informes sobre atividades acadêmicas que viabilizem o

aperfeiçoamento profissional, a exemplo da oferta de cursos de extensão, de

especialização, mestrado e doutorado oferecidos.

A UCSal vem dando continuidade às ações iniciadas em 2014, a fim de assegurar o

vínculo entre os egressos e Universidade, a exemplo da publicação dos melhores trabalhos de

conclusão de curso (TCC), com ganhos de benefícios para egressos, a saber, concessão de

descontos em cursos de pós-graduação na Universidade.

Além disso, a UCSal reconhece a qualidade dos seus cursos a partir do momento em

que é uma prática a contratação de funcionários egressos, seja para atividade docente, seja

para atividade administrativa.

3.13 POLÍTICAS DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA

As políticas de sustentabilidade financeira da UCSal foram definidas a partir dos processos de

avaliação coordenados pela CPA, constituindo grandes linhas de ações para o quinquênio

2016-2020, divididas por dimensão, a partir dos objetivos e da análise de dados e informações

então realizada:

• Implementação de ações institucionais e por curso, com vistas à ampliação da

captação de estudantes novos.

• Criação de fontes alternativas de captação de recursos.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 166

• Adequação da alocação de recursos para manutenção das instalações e

atualização de equipamentos e materiais às políticas do PDI, PPC e relatórios

de avaliação externa.

O planejamento econômico-financeiro para o quinquênio de 2016-2020 foi elaborado

com o objetivo de determinar a sustentabilidade econômico-financeira da Universidade

Católica do Salvador - UCSal. Tem como base o orçamento institucional implantado no ano

de 2015, fruto da consolidação dos planejamentos de cada área da instituição, que serão

traduzidos em números e representam a expectativa e necessidades das áreas acadêmica e

administrativa da Universidade.

O grande desafio é compatibilizar o orçamento com as demandas de desenvolvimento

da Instituição, que será alcançada pela participação das unidades na elaboração da proposta

orçamentária e pelo criterioso acompanhamento da realização dos custos/despesas.

Os resultados positivos em 2014 e 2015, embora modestos, demonstram para o

quinquênio a necessidade de continuar buscando o equilíbrio econômico-financeiro entre

fontes de recursos e os seus elementos de despesa, garantindo a sustentação das atividades de

ensino, pesquisa e extensão da Instituição.

Para tanto, foram traçadas as principais diretrizes para o setor econômico-financeiro-

administrativo, que abrangem o patrimônio administrado pela Instituição, a administração de

pessoal e os projetos de desenvolvimento, as quais estão expressas da seguinte forma:

• Adotar práticas de acompanhamento do orçamento da Instituição,

confrontando o orçado com o realizado;

• implantar política de captação de estudantes, através de ação integrada dos

núcleos acadêmico, marketing e financeiro;

• melhorar a política para permanência de estudantes, com controle rigoroso da

evasão escolar;

• reestruturar as políticas de crédito e cobrança, visando contribuir para redução

dos atrasos no pagamento de mensalidades e nos índices de inadimplência;

• continuar o processo de redução de gastos, readequando a sua estrutura a

realidade atual;

• monitorar as políticas de concessão de bolsas de estudos com o fluxo de caixa

da instituição, visando o atendimento da legislação da filantropia, permitindo a

manutenção da imunidade tributária da instituição;

• implementar o sistema de custos, que permita análise e controle efetivo da

margem de contribuição de cada curso, avaliando , semestralmente, quais

cursos devem ser mantidos, reduzidos ou encerrados.

• reestruturar e reduzir o endividamento bancário, através de renegociações de

alguns empréstimos existentes, pactuando taxas mais atrativas e alongando os

prazos de amortizações.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 167

3.13.1 Estratégia de gestão econômico-financeira

O planejamento econômico-financeiro para o quinquênio 2016–2020 da UCSal foi

elaborado a partir dos seguintes dados:

• desempenho econômico-financeiro da Instituição nos três últimos anos;

• análise do comportamento da inflação nos três últimos anos;

• análise dos preços dos serviços educacionais nas IES da Região;

• levantamento dos custos operacionais e dos investimentos necessários ao cumprimento

do plano de expansão, interiorização, melhoria e consolidação do Ensino (Cursos,

Graduação e Pós-Graduação), da Pesquisa e da Extensão, com ênfase para os seguintes

aspectos:

• contratação e capacitação dos recursos humanos (professores e pessoal não-

docente), além da implementação dos planos de carreira docente e de cargos e

salários;

• ampliação e melhoria do acervo da biblioteca;

• ampliação e atualização tecnológica de equipamentos e aparelhos para os

laboratórios e serviços técnicos, incluindo recursos de computação e

informática;

• ampliação reforma e readaptação da infraestrutura física e de apoio;

• melhorias da infraestrutura das salas de aula com implantação dos recursos

tecnológicos – caderneta eletrônica – datashow – terminais – cabeamento para

rede de computadores e climatização;

• implementação e consolidação do processo de avaliação institucional;

• adaptação da infraestrutura física aos requisitos de acessibilidade das Pessoas

portadoras de necessidades especiais e atendimento às normas de

biossegurança.

3.13.2 Previsão orçamentária e cronograma de execução

O Quadro 29, a seguir, apresenta, de forma simplificada, uma projeção de

sustentabilidade financeira da UCSal, para o período da vigência do PDI.

Quadro 29 – Projeção de sustentabilidade financeira 2016-2020

DEMONSTRATIVO DA PROJEÇÃO DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA

(Valores expressos em milhares de reais - R$ mil)

2016 2017 2018 2019 2020

RECEITA BRUTA DAS ATIVIDADES 124.359 131.074 137.628 143.821 150.293

DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA

(26.194)

(27.596) (28.976)

(30.296)

(31.677)

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 168

DEMONSTRATIVO DA PROJEÇÃO DE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA

(Valores expressos em milhares de reais - R$ mil)

2016 2017 2018 2019 2020

RECEITA LÍQUIDA DAS ATIVIDADES

98.165 103.478 108.652 113.525

118.616

CUSTOS/DESPESAS (85.766)

(90.397) (94.917)

(99.189)

(103.652)

SUPERÁVIT DAS ATIVIDADES ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO

12.399 13.081 13.735 14.336

14.964

RESULTADO FINANCEIRO (8.403)

(8.857) (9.300)

(9.719)

(10.156)

SUPERÁVIT DO PERÍODO 3.996 4.223 4.435 4.618 4.808

(PREMISSA) IPCA (IBGE) - % aa. 6,900% 5,400% 5,000% 4,500% 4,500%

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 169

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao conduzir e concluir este Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para o

quinquênio 2016 – 2020 da UCSal temos a certeza da consolidação de um processo

participativo e integrado que envolveu a avaliação interna, através das investigações

realizadas pela CPA, a avaliação externa, através do sistema de avaliação do MEC, e o

planejamento institucional compartilhado que contou com a colaborações dos diversos atores

envolvidos no fazer educativo desta universidade.

Necessitará de um acompanhamento constante e de reformulações ao longo de sua

implementação obedecendo a um processo cíclico de autoavaliação, reflexão, autoconsciência

institucional e de planejamento, conduzindo e coordenando ações direcionadas de acordo com

propósitos definidos em sua missão, nos seus objetivos e em sua visão de futuro, numa busca

continua de um melhor posicionamento estratégico institucional.

Caberá ainda, diante das diretrizes gerais aqui concebidas, aprofundar as ações a serem

adotadas pelos diversos setores de apoio institucional, como também, nas Pró-reitorias e

coordenações de cursos através de seus planejamentos específicos visando assegurar a

sustentabilidade e a obtenção dos objetivos e metas delineados.

Por fim, entendemos que o PDI deve ser considerado como uma trilha a ser seguida

não podendo se transformar em trilho, não devendo servir para enrijecer a instituição, mas

concebido como documento de balizamento de uma gestão estratégica em busca da realização

de sua Missão, num cenário conturbado, incerto e complexo do mundo contemporâneo.

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PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL – PDI 2016-2020 170

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o 9.394, de 20 de dezembro de 1996;

revoga as Leis nos

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