8 criminologia o conceito de crime - ftc - itabuna

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  • 1. CRIMINOLOGIAProfessor Ms. Urbano Flix Pugliese O CRIME E A CRIMINOLOGIA - TEORIZAES

2. Qual o conceito de crime para acriminologia? Para o Direito Penal o crime o fato tpico,ilcito e culpvel. Mas, para a criminologia, quando umaconduta dever ser tida como criminosa? Quais condutas humanas so graves aoponto de terem de ser controladas comviolncia? Os crimes so os mesmos em todos ospases? 3. Crime famoso: Falsificao, corrupo, adulterao ou alterao deproduto destinado a fins teraputicos ou medicinaisArt. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterarproduto destinado a fins teraputicos ou medicinais:Pena - recluso, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa. 1 - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende,expe venda, tem em depsito para vender ou, dequalquer forma, distribui ou entrega a consumo oproduto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado. 1-A - Incluem-se entre os produtos a que se refereeste artigo os medicamentos, as matrias-primas, osinsumos farmacuticos, os cosmticos, os saneantes eos de uso em diagnstico. 4. Vejam isso: Homicdio Art 121. Matar alguem: Pena -recluso, de seis a vinte anos. Homicdio culposo 3 Se o homicdio culposo: Pena - deteno,de um a trs anos. Disparo de arma de fogo Art. 15. Disparar armade fogo ou acionar munio em lugar habitadoou em suas adjacncias, em via pblica ou emdireo a ela, desde que essa conduta no tenhacomo finalidade a prtica de outro crime: Pena recluso, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.Pargrafo nico. O crime previsto neste artigo inafianvel. 5. LEI N 7.643, DE 18 DE DEZEMBRO DE 198 Art. 1 Fica proibida a pesca,ou qualquer forma demolestamento intencional, detoda espcie de cetceo nasguasjurisdicionaisbrasileiras. 6. Algumas propostas definitrias decrime no conceito criminolgico: 1) Incidncia massiva do fato tido comocriminoso na populao; 2) Incidncia aflitiva do fato tido comocriminoso; 3) Persistncia espao-temporal do fato tidocomo criminoso; e 4) Inequvoco consenso a respeito daetiologia do fato tido como criminoso e dequais tcnicas de interveno seriam maiseficazes no controle social. 7. Para os clssicos (Beccaria, Pessina,Carrara): O crime era um ente jurdico naturale o criminoso escolhia cometer osfatoslivremente (livre-arbtrioamplo e irrestrito) crenafundamentada na teoria docontrato social (Rousseau). O crime um fato individual frente aodireito natural contido na norma. 8. Para os positivistas: O crime era cometido por contade um determinismo(antropolgico, biolgico,psicolgico,sociolgico,gentico) no qual o ser humanono poderia resistir em hiptesealguma. Era algo natural que noprecisava estar contido nanorma. 9. Csar Lombroso: O crime uma patologia individualdeterminada pela formao antropolgicados seres humanos.Enrico Ferri: O crime comportamento natural ocorridocom conta de uma complexidade deinfluncias(sociais, individuais epsicolgicas). 10. Rafael Garfalo: Uma leso daquela parte do sentidomoral, que consiste nos sentimentosaltrustas fundamentais (piedade eprobidade) segundo o padro mdio emque se encontram as raas humanassuperiores, cuja medida necessriapara a adaptao do indivduo sociedade. 11. Para os correcionalistas: Os criminosos so seres humanosdbeis de vontade e portanto, nose dirigem eficazmente. Dessaforma, o Estado deve atuar deforma piedosa e pedaggica.(Dorado Montero) 12. Para os marxistas: O Estado, com o seu prprio comportamentofuncional, cria os comportamentos tidoscomo criminosos por algum motivo e,consequentemente, os criminosos. O Estadoteria toda a responsabilidade pelo crime. Oscriminosos so vtimas inocentes. 13. Teorias do consenso e do conflito: Para algumas pessoas os crimes so escolhasde comportamentos consensuadamentetidos como ruins. Para outras pessoas o conflito da sociedadeque gera os comportamentos tidos comoruins como especficos de atuao comviolncia atravs do Direito Penal. 14. A escola de Chicago: Os crimes so ecologicamente determinados(problema social), por conta do crescimentodas cidades. Os hbitos dos seres humanosmudam com a forma de expanso dascidades. Conceitos de desorganizao social ereas de delinquncia (bolses de misria). Para controlar os comportamentoscriminosos deve-se mudar a cidade. 15. A escola de Chicago: 16. Teoria da associao diferencial: Gabriel Tarde (1843-1904) = Todo criminosoprecisa aprender a ser criminoso. Teoria daimitao. Edwin Sutherland (1883-1950) = O serhumano aprende a conduta criminosa eassocia-se a ela. No h uma desviao, masuma coadunao com o comportamento tidocomo delituoso. Os valores sociais dominantesensinam o crime a ser realizado. A pessoa fazo delito quando os aspectos favorveissuperam os desfavorveis. O ato comunicativo muito importante. 17. Teoria da anomia: mile Durkheim = H uma conscinciacoletiva.Quandono houver umasolidariedade entre as pessoas haver umaausncia capaz de gerar o crime. Os crimesso normais em toda sociedade humana.Criminoso aquele que deixou de obedecers leis do Estado. Robert King Merton = Algumas pessoas noobedecem aos ditames sociais (por razesindividuais ou culturais). 18. Teoria da anomia: Robert King Merton = H vrias formas deadaptao aos ditames culturais de umasociedade: 1) Conformidade (Obedece aos ditames sociais); 2) Ritualstica (Segue as normas por conta datradio); 3) Retraimento (Renuncia aos ditames pessoais esociais); 4) Inovao (Simula o sucesso por meios ilegais);e 5) Rebelio (Refuta os padres vigente e elencanovos). 19. Subcultura delinquente: Albert Cohen: Delinquent boys = Associedades tenderiam a indicar comocriminosos os atos nos quaisdeterminadas pessoas se coadunariamem torno de um determinadocomportamento cultural. Modo de vidadiferenciado que se incorpora personalidade. 20. Subcultura delinquente: 21. Labelling aproach: Teoria da rotulao social, etiquetagem,interacionista ou reao social: o crime uma criao do poder dominante. Noexiste como algo natural. O criminoso estigmatizado como violador por algumquerer de poder e controle social.Ambos so meras questes deetiquetas. S tem funo definitorial. 22. Teoria crtica: Influncia da Escola de Frankfurt.Georg Rusche e Otto Kirchheimer(Punio e estrutura social) = ocrime e o criminoso vivem para umafuno na sociedade (capitalista oude outra forma de Estado).