Revista Boa Vontade, edição 190

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A Revista Boa Vontade tem por objetivo levar informações por meio de matérias que abordam temas voltados à cultura, educação, política, saúde, meio ambiente, tecnologia, sempre aliados à Espiritualidade como ferramenta de esclarecimento, auxílio, entendimento e compreensão.

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  • 1. BOA VONTADE A REVISTA DA ESPIRITUALIDADE ECUMNICA ANO XXII NO 190 30 DE JUNHO DE 2004Mrio Soares Paz. Ecumenismo: caminho para a Paz.Mrio Soares, Paiva Netto e Pel.EditorialSejamos sempre como namorados!O Capital de Deus Rasgar o vu de sisDestaques ABI: nova diretoria Nilmrio Miranda Ubiratan Diniz de AguiarSade Catarata tem cura Previna- se contra a pneumonia Previna-seEva Wilma e Carlos ZaraPAIVA NETTO: 48 anos na construo da Sociedade Solidria 1 30 de junho de 2004BOA VONTADE

2. Av. Cristiano Machado, 4001 Belo Horizonte - Minas Gerais Brasil - CEP 31910-810Reservas: 55 31 3429-40002BOA VONTADE 30 de junho de 2004 3. PAIVA NETTO AIVA NETTOwww.paivanetto.com.brEDITORIALSejamos sempre como namorados! O Amor estabelece a simpatia. E este o atrativo que no morre, a graa eterna do Esprito. Nem a morte separa os que se amam.Jos de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor, Presidente das Instituies da Boa Vontade.Doze de junho, Dia dos Namorados! Quando a gente ama, as pocas vo passando, e at as marcas do rosto do ser amado tornam-se beleza. igual a um bom vinho. Ele sempre melhor com o decorrer dos anos, desde que no o deixemos azedar. O saudoso Alziro Zarur (1914-1979), poeta, costumava dizer:E, se o Esprito ama pois foi criado imagem e semelhana de Deus , esse Amor permanente. Joo Evangelista ensina, em sua Primeira Epstola, 4:8, que Deus Amor, ao que Zarur assim completa: e nada existe fora desse Amor. Nem o Amor dos namorados.O princpio bsico do Ser O Amor todo o encanto da vida. A vida sem Amor no vale nada.A beleza do Esprito Mas, se Voc namorar uma moa, noivar e casar com ela s por causa da formosura, poder dar-se mal, pois a fascinao exterior passar como o vento. Contudo, se for unir-se porque tem Amor, o encanto fsico poder no mais existir com o tempo; porm, Voc a amar como a amou quando era jovem. Assim tambm pode ocorrer com relao s moas: se for juntar-se ao rapaz apenas porque ele possui um trax avantajado, no futuro aquele fsico murchar. E o seu Amor? Fenecer com ele? Que Amor esse, ento?! No ter passado de um sentimento falso. Mas, se constituir matrimnio com um homem por am-lo verdadeiramente, a felicidade crescer como as rvores seculares, porque o bem-querer ser infinito. A beleza uma coisa primorosa. O Amor, porm, muito maior do que tudo isso. Ele estabelece a simpatia. E este o atrativo que no morre, a graa eterna do Esprito. Nem a morte separa os que se amam. Lembro-me de um belo canto do saudoso Zarur, no seu poema Aos Casais Legionrios:O Amor, acima de tudo, antes de ser carnal, deve provir da Alma. Do contrrio, pode morrer na noite de npcias... Mas, se tiver como alicerce o Esprito e o corao de ambos os amantes, a a lua-de-mel se repetir por toda a vida, apesar das rusgas que sempre ponteiam a convivncia de um casal. Eles sero eternamente namorados. Essas palavras podem ser por demais romnticas numa era de vale-tudo. Talvez... Todavia, trata-se de um triste engano pensar que o sentido do Amor se tenha findado neste planeta. desastroso deixar-se levar pela onda do momento, porque Voc, passada a moda, s vezes demorada, padecer das dores da frustrao que ter negado a sua prpria natureza de criatura de Deus. No o corpo que atrai: / o Esprito que ama.PhotoDiscO essencial que, passados os anos, criados os filhos, vencidas as dores e os empecilhos, vivamos sempre como namorados! 30 de junho de 2004BOA VONTADE 3 4. PAIVA NETTO AIVA NETTOwww.paivanetto.com.brProvavelmente, ento, perceba que o pior sofrimento a ausncia de Amor, uma verdade rejeitada por gente de influncia no mundo, cujo escarmento, l na hora de se entender com o travesseiro, a concluso, aos outros s vezes bem escondida, de que igual a todo mundo: carente de afeto, como o seu corpo de alimento. evidente que lhe falo do Amor que no fonte de enfermidades, porquanto princpio bsico do Ser, fator gerador de vida, que est em toda parte e tudo.melhor os hbitos, os pensamentos e as aes. O Amor vencer sempre, e, por isso, a dor ser motivada a desaparecer de nosso ainda atribulado caminho.Amor fica, desejo passa. Certa vez, aconselhei algum que no se precipitasse no seu namorisco. Bem parecido com o que disse no Congresso Jovem LBV, realizado em 28 de junho de 2003, na capital paulista, Brasil, e de que a turma gostou, pelo que fiquei sabendo. Em determinado momento, falei-lhes: Vocs que so jovens, cuidado quando algum lhes disser: Eu te amo! D-me um sinal, uma prova de amor.... Prestem ateno quando isso lhes for pedido, porque o outro, ou a outra, pode estar apenas afirmando: Eu te desejo!. Depois que o desejo passar, oh!, tudo acabar! E algum poder ficar machucado. No se precipitem, pois! Amor diferente de desejo. Amor fica, desejo acaba.O toque mgico do sininho Quando estamos amando e vamos ao encontro da pessoa que de forma indelvel tocou a nossa sensibilidade, o jbilo contagia-nos: Como est feliz o meu corao! E toca um sininho encantado l dentro: Dim! Dim! Dim! Dim!. Dispara o peito da gente!Sexo e corao No nos seria to agradvel ouvi-lo tocar, em toda a existncia, sempre que a virmos e nela, mesmo quando distantes, pensarmos? assim que temos de ser. Dessa forma, o sexo algo lindo, maravilhoso, e dura por toda a vida. Sexo se faz com o corao.Amor: o alimento do Esprito. O organismo precisa de vitaminas, de alimento material. Diziam os antigos, com muito acerto, que saco vazio no se pe de p. Com o Esprito assim tambm ocorre. S que a iguaria da Alma o Amor, um patrimnio de Deus que Ele generosamente reparte com Seus filhos. Hoje se confunde Amor com sexo. Sexo bom, mas sem Amor igual a fedor, ou pior, ameaa de doena venrea transmissvel. Quem ama no vai buscar distrao l fora, pondo em perigo a quem nele confia.S poderemos fortalecer o mundo se fizermos o mesmo com a unio conjugal, familiar. No existe Humanidade firme ou segura se a famlia no estiver totalmente preservada. Dr. Bezerra de MenezesMudar os hbitos muito oportuna, aqui, a palavra sempre inspirada do Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), constante do seu livro Reflexes sobre Jesus e Suas Leis (Editora Elevao), na psicografia do Sensitivo Legionrio Francisco de Assis Periotto: Nas fases de profundo sofrimento em que o Esprito suplica ao Redentor piedade e sustentao, fontes invisveis derramam a gua torrencial do Amor de Deus sobre nossa existncia terrestre. Contudo, a incomensurvel fora que nos reporta do Santssimo solicita nossa renovao. Mudar para4BOA VONTADE 30 de junho de 2004Coragem firmada em Deus Se amamos de verdade, at para a luta comum nos tornamos mais fortes. Nada ensombrece o nosso destino. Pelo contrrio, robustece dentro de ns aquilo que possumos de mais valioso, que a coragem sustentada em Deus, aquela em que se devem alicerar as outras boas qualidades humanas e espirituais. Por isso o Amor o inesgotvel combustvel dos que tm e vivem um grande e verdadeiro ideal. Quando o desafio aparecer no caminho dos casais, a reflexo mais apropriada seria: Ora, ns nos unimos por qu?! Porque nos amvamos! Ento, continuemonos amando e venamos o mal que porventura nos queira separar. E, aqui, valho-me de mais um luminoso ensinamento do dignssimo Dr. Bezerra: S poderemos fortalecer o mundo se fizermos o mesmo com a unio conjugal, familiar. No existe Humanidade firme ou segura se a famlia no estiver totalmente preservada. Eis a! Casal unido aquele que vive integrado no Pai Celestial, cuja face o Amor. Portanto, quanto mais amamos, mais Ele se manifesta em ns, porque o Amor no velho nem novo. eterno, porque Deus. E, se Voc no cr que exista um Poder Supremo atento s suas dificuldades, lembre-se de que os bons sentimentos so a sustentao de sua vida, de tal forma que esteja em paz consigo mesma ou consigo mesmo. O essencial que, passados os anos, criados os filhos, vencidas as dores e os empecilhos, vivamos sempre como namorados! 5. 30 de junho de 2004BOA VONTADE 5 6. ndice Editorial ................................................... 3 Atualidade ............................................... 7 Abrindo o corao ................................... 8 Ecumenismo ............................................. 10 Viver Melhor ......................................... 13 Vida Plena ............................................... 14 Melhor Idade ........................................... 17 TBV e ParlaMundi .................................... 18 Frum Mundial Esprito e Cincia ............ 20 O Capital de Deus .................................... 22 Bolo com Pudim ....................................... 26 Soldadinhos de Deus ............................... 27 Ao Jovem LBV Especial ......................... 28 Legio da Boa Vontade ........................... 32 Cursos ...................................................... 38 Comunicao ............................................ 39 Pedagogia do Cidado Ecumnico ........... 42VONTADE BOA VONTADE Diretor responsvel: Francisco de Assis Periotto (RMT n 19.229/RJ) Editora: Dbora Verdan (RMT no 27870) Supervisor de texto: Paulo Alziro Schnor Produo editorial: Equipe Elevao Projeto grfico: Equipe Elevao Reviso: Equipe Elevao Fotos da capa: Arquivo pessoal da atriz e Joo Preda BOA VONTADE uma publicao quinzenal das IBVs, editada pela Editora Elevao. Endereo para correspondncia: R. Doraci, 90 Bom Retiro CEP 01134-050 So Paulo/SP Tel.: (11) 3358-6868 Caixa Postal 13.833-9 CEP 01216-970 Internet: www.boavontade.com A revista BOA VONTADE no se responsabiliza por conceitos emitidos em seus artigos assinados.6BOA VONTADE 30 de junho de 2004OPINIOEconomia, Solidariedade e Respeito. (Paulo Azor, economista) Economia acadmica afirma: Os problemas econmicos no existiriam se pudesse ser produzida uma quantidade infinita de cada bem e se os desejos humanos pudessem ser plenamente satisfeitos. Na realidade, porm, h escassez dos servios disponveis (trabalho, terra e capital, este entendido como mquinas, matrias-primas, etc.). Isso provoca a escassez de bens econmicos, ou seja, d