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  • FICHA TCNICA

    COORDENAO:Flvio Ojidos (FREPESP), Joo Rizzieri, (FREPESP), Luciana Lopes Simes (WWF-Brasil)

    PESQUISA E REDAO: Vivianne Amaral

    REVISO:Liane Ucha

    DIAGRAMAO: Aristides Pires

    FOTOLITOS E IMPRESSO:ACQUA Grfica

    AGRADECIMENTOS:

    pela colaborao no contedo do documento, os nossos agradecimentos a:

    Denise Oliveira (WWF-Brasil); Enderson Marinho (Federao das Reservas Ecolgicas Particulares doEstado de So Paulo); Erika Guimares (Aliana para a Conservao da Mata Atlntica); FernandoVeiga (The Nature Conservancy); Luiz Paulo Pinto e Mnica Fonseca (Conservao Internacional);

    Oswaldo Jos Bruno (Fundao Florestal do Estado de So Paulo).

    So Paulo - 2008

  • Diante da crise ambiental contempornea, o conceito de conservaoda biodiversidade assume inegvel importncia e tem seu reco-nhecimento formalizado globalmente com a Conveno sobre Di-versidade Biolgica (CDB). A Conveno foi assinada por 168pases e ratificada por 188, incluindo o Brasil, durante a Conferncia

    das Naes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ou Rio 92), sendovalidada pelo Congresso Nacional em 1994.

    Entre as estratgias para conservao da biodiversidade e implantao daCDB destaca-se a criao e implementao de reas Protegidas ou Unidadesde Conservao da Natureza (UCs), como so conhecidas no Brasil. So ini-ciativas de conservao in situ, e caracterizam-se como reas institudas peloPoder Pblico para a proteo da fauna, flora, microorganismos, corpos de gua,solo, clima, paisagens e todos os processos ecolgicos pertinentes aos ecossistemas.

    Sob a denominao de Unidade de Conservao encontramos diversas cate-gorias de manejo (uso), modalidades e formas de proteo natureza, como:parques, estaes ecolgicas, reservas biolgicas, reservas extrativistas, reas deproteo ambiental entre outras, que esto descritas no Sistema Nacional deUnidades de Conservao da Natureza (SNUC) pela Lei n 9.985/00 .

    A lei sugere que os estados e os municpios tambm criem os seus Sistemasde Unidades de Conservao, contribuindo assim para o cumprimento dasmetas e objetivos relativos proteo da diversidade biolgica em mbitonacional e internacional.

    Procurando compatibilizar a conservao com o uso econmico das reas,algumas destas categorias de Unidades de Conservao permitem coleta e uso,comercial ou no, de uma parte de seus recursos naturais (uso direto) e so clas-sificadas como Unidades de Conservao de Uso Sustentvel. J nas Uni-dades de Conservao de Proteo Integral (uso indireto), cujo objetivo preservar a natureza, no se admite a explorao dos seus recursos naturais.

    Informaes sobre a implantao da Conveno no Brasil disponveis em http://www.cdb.gov.br/impl_CDB

    Disponvel em http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9985.htm

    Diversidade Biolgica:a variedade deorganismos vivosde todas as origens.

    Recurso Gentico:material genticode valor real oupotencial de origemvegetal, animal emicrobiana.

    RESERVA PARTICULAR DO PATRIMNIO NATURAL - RPPNINICIATIVA CIDAD PARA A PROTEO DA NATUREZA

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    Conservao in situ:

    as espcies so preservadas

    em seu ambiente natural,

    como por exemplo, em

    reservas biolgicas e

    parques nacionais

    e estaduais.

    Conservao ex situ:

    as espcies so conservadas

    fora de seu habitat natural,

    em jardins zoolgicos e

    botnicos, bancos de

    germoplasma e de

    embries naturais.

  • RESERVA PARTICULAR DO PATRIMNIO NATURAL - RPPNINICIATIVA CIDAD PARA A PROTEO DA NATUREZA

    AA CCOONNTTRRIIBBUUIIOO DDAA IINNIICCIIAATTIIVVAA PPRRIIVVAADDAA PPAARRAA AA CCOONNSSEERRVVAAOO DDAA BBIIOODDIIVVEERRSSIIDDAADDEE

    O Sistema Nacional de Unidades de Conservao prev categorias que aten-dem aos diversos objetivos da conservao e s diferentes demandas da so -ciedade. Entre elas, destaca-se a modalidade Reserva Particular do Pa tri -mnio Natural (RPPN).

    A participao da iniciativa privada na conservao da natureza uma prti-ca comum em muitos pases. Diversas naes tm desenvolvido programas deincentivo criao de reas particulares protegidas para a conservao da diver-sidade biolgica, seja com a proteo de ecossistemas ainda no protegidos, sejapara a ampliao da rea das UCs pblicas j existentes, ou para a criao dezonas-tampo no entorno delas, assegurando sua proteo.

    Na frica do Sul, o Programa do Patrimnio Natural e o dos Stios de Im -portncia para Conservao so exemplos bem-sucedidos de complementaodo sistema pblico de reas protegidas com a criao de reservas privadas. NosEstados Unidos, as organizaes no-governamentais so responsveis por 3,3milhes de hectares de reas protegidas, que equivalem a 9% da rea do Sistemade Parques Nacionais e cerca de 9 mil proprietrios de terras associaram-se aoU.S. Fish and Wildlife Service para a criao de reservas particulares.

    O Paraguai (com seu Programa Nacional de Reservas Naturais Privadas), aColmbia (com a Rede Nacional de Reservas da Sociedade Civil), a Argentina(com legislaes especficas em cada provncia) so alguns dos exemplos latino-americanos de adoo da estratgia de parceria entre os sistemas pblicos dereas protegidas e a iniciativa privada. Destaca-se a experincia da Costa Rica,com mais de 110 reservas privadas, protegendo mais de 60 mil hectares de flo-restas primrias. Em pases como Costa Rica e Belize, em sua maioria as reser-vas particulares so geradoras de empregos por meio da explorao da atividadeturstica, contribuindo para o desenvolvimento local e para o envolvimento dascomunidades na conservao (Costa, 2006).

    A RPPN uma Unidade de

    Conservao criada em

    rea particular, por ato

    voluntrio do

    proprietrio, que grava

    a totalidade ou parte de

    sua propriedade com

    perpetuidade com o

    objetivo de conservao.

    No h perda dos direitos

    de propriedade e a gesto

    da rea, incluindo seu

    manejo (uso) e proteo,

    realizada pelo

    proprietrio.

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  • RESERVA PARTICULAR DO PATRIMNIO NATURAL - RPPNINICIATIVA CIDAD PARA A PROTEO DA NATUREZA

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    HHIISSTTRRIICCOO EE EEVVOOLLUUOO DDAA LLEEGGIISSLLAAOO PPAARRAA RRPPPPNN NNOO BBRRAASSIILL EE NNOO EESSTTAADDOO DDEE SSOO PPAAUULLOO

    1934 - Florestas Protetoras: a Lei Florestal destinou espaos naturais para proteo por ini-ciativa dos proprietrios rurais.

    1977 - Refgios Particulares de Animais Nativos: Portaria IBDF (Instituto Brasileiro deDesenvolvimento Florestal) n 327 determinou o reconhecimento de terras privadas, ondea caa foi proibida.

    1988 - Reservas Particulares de Fauna e Flora: a Portaria IBDF n 277, proibiu a caa eamparou os interesses conservacionistas dos proprietrios rurais.

    1990 - Reserva Particular do Patrimnio Natural: o Decreto Federa l n 98.914 cria oconceito de RPPN e suas principais normas.

    1996 - Decreto Federal n 1.922: estabelece a possibilidade de reconhecimento da RPPNpelos rgos ambientais estaduais e determina seu carter perptuo.

    2000 - Lei n 9.985: d RPPN o status de Unidade de Conservao e cria o SistemaNacional de Unidades de Conservao da Natureza (SNUC).

    2002 - Decreto Federal n 4.340: regulamenta a Lei do SNUC.

    2006 - Decreto Federal n 5.746: atualiza os procedimentos para a criao e reconheci-mento da RPPN.

    2006 - Decreto Estadual n 51.150: dispe sobre o reconhecimento das RPPNs no mbitodo Estado de So Paulo e institui o Programa Estadual de Apoio s ReservasParticulares do Patrimnio Natural.

    2007 - Instruo Normativa IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos NaturaisRenovveis) n 145: estabelece critrios e procedimentos administrativos referentes cria o de Reserva Particular do Patrimnio Natural (RPPN).

    2007 - a Portaria Normativa FF/DE n 037: ordena os procedimentos para o reconheci-mento das Reservas Particulares do Patrimnio Natural (RPPNs) no Estado de So Paulo.

  • RESERVA PARTICULAR DO PATRIMNIO NATURAL - RPPNINICIATIVA CIDAD PARA A PROTEO DA NATUREZA

    No Brasil, a existncia de propriedades particulares destinadas conservaoambiental j existia expressamente desde o antigo Cdigo Florestal de 1934, quereconhecia espaos naturais para a proteo, chamados Florestas Protetoras,cria dos por iniciativa do proprietrio rural.

    Em 2000, com o estabelecimento do Sistema Nacional de Unidades deConservao (SNUC) as Reservas Particulares de Patrimnio Natural foramreconhecidas como Unidades de Conservao.

    Atualmente, o Brasil, primeiro pas da Amrica Latina a incluir as reservasprivadas no seu sistema oficial de reas protegidas, possui mais de 750 RPPNs,abrangendo um total aproximado de 580 mil hectares que protegem reas repre-sentativas de todos os biomas brasileiros.

    AA IIMMPPOORRTTNNCCIIAA DDAASS RREESSEERRVVAASS PPAARRTTIICCUULLAARREESS DDOO PPAATTRRIIMMNNIIOO NNAATTUURRAALL

    As RPPNs assumem grande importncia diante do cenrio atual de dificul-dades econmicas e polticas para a criao de Unidades de Conservao pbli-cas. Alternativas como a criao de reservas particulares assumem cada vez maisrelevncia como estratgia de conservao in situ da biodiversidade ao possibi -litarem o aumento das reas sob regime de proteo, desonerando o PoderPblico das indenizaes e gastos com a gesto das reas.

    ALGUNS FATORES DA IMPORTNCIA DAS RPPNS:

    Contribuem para uma rpida ampliao das reas protegidas no pas, semnus para o Poder Pblico;

    Possibilitam a participao da iniciativa privada no esforo nacional deconservao;

    So aliadas na proteo do entorno de UCs pblicas;Apresentam ndices positivos na relao custo/benefcio para a sociedade e

    o Poder Pblico;

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    Uso Sustentvel ou

    Proteo Integral?

    Embora classificadas como

    unidades de Uso

    Sustentvel (uso direto)

    pela lei do SNUC,

    as RPPNs poderiam ser

    consideradas como de

    Proteo Integral "de fato"

    (uso indireto),

    uma vez que o inciso