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  • 1 CENRIO ATUAL DO SETOR DE SANEAMENTO

    A promulgao da Lei Federal n 11.445, de 05/01/2007, que estabelece as diretrizes na-

    cionais para o saneamento bsico, posteriormente regulamentada pelo Decreto n 7.217, de

    21/06/2010, trouxe novos desafios para o setor. O princpio da universalizao do acesso

    aos servios pblicos de saneamento bsico, em especial aos de abastecimento de gua

    e de esgotamento sanitrio, deve ser posto em prtica a partir do planejamento prvio do

    titular dos servios e da regulao. A prestao dos servios pela empresa de saneamento

    deve atender as demandas da sociedade com eficincia, eficcia, qualidade e equilbrio

    econmico-financeiro.

    Na mesma linha da lei nacional, a poltica estadual de saneamento bsico - Lei n 11.172,

    de 01/12/2008, institui como princpio a regionalizao da prestao dos servios em eco-

    nomia de escala, ressaltando-se que a Embasa desempenha papel de prestadora regiona-

    lizada com atendimento em 364 municpios baianos.

    A lei estabeleceu, como um dos seus princpios, o fortalecimento da Embasa de forma a via-

    bilizar o acesso de todos a estes servios de saneamento bsico, imbuindo-a no papel de

    principal executora da referida poltica. A referida lei ainda estabelece que a empresa po-

    der subsidiar tecnicamente os municpios baianos na elaborao de seus Planos Munici-

    pais de Saneamento Bsico - PMSB. Neste sentido, a Embasa vem apoiando os municpios

    baianos na formulao de PMSB mediante sua participao em comits municipais e for-

    necimento de dados e informaes sobre os sistemas operados.

    A Fundao Nacional de Sade - FUNASA e o Conselho Regional de Engenharia e Agro-

    nomia da Bahia - Crea/BA estabeleceram convnio de cooperao tcnica visando a ca-

    pacitao e o assessoramento tcnico para a elaborao de planos municipais de

    saneamento bsico em 50 municpios baianos com menos de 50.000 habitantes. Dos mu-

    nicpios selecionados, a Embasa presta servio em 46 deles. O cronograma do Programa

    Sanear Mais Bahia prev um prazo de 14 meses at a entrega dos PMSB concludos.

    A poltica estadual de saneamento bsico estimula a cooperao federativa para a presta-

    o destes servios pblicos e para sua regulao e fiscalizao por meio de consrcios p-

    blicos e de convnios de cooperao entre entes federados. Em relao prestao dos

    servios de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio, o convnio de cooperao

    pode autorizar que o municpio celebre contrato de programa diretamente com a Embasa.

    Neste sentido, em 2014, foram celebrados 11 convnios de cooperao, totalizando 67 con-

    vnios com municpios baianos.

    Tendo em vista as recentes decises pelo STF no Acrdo da 1842-RJ e seus impactos com

    relao ao regime jurdico-constitucional das regies metropolitanas, especialmente no que

    se refere ao saneamento bsico, a Bahia inovou, em 2014, ao institucionalizar a criao da

    Entidade Metropolitana da Regio Metropolitana de Salvador - EMRMS, dispondo, dentre

    outros aspectos, sobre sua estrutura de governana.

    Trata-se da primeira regio metropolitana institucionalizada aps a publicao do recente

    entendimento do STF que atribuiu vrios novos sentidos que no estavam expressos na

    Constituio Federal relacionados s regies metropolitanas, tais como a compulsoriedade,

    a possibilidade de estabelecimento pela lei complementar estadual de regime especial de

    exerccio de competncias municipais, dentre outros.

    Esta autarquia intergovernamental, com carter deliberativo e normativo, tem por finalidade

    exercer competncias relativas integrao do planejamento e da execuo de funes

    pblicas de interesse comum aos municpios da RMS, onde se inclui o saneamento bsico.

    Sabe-se que municpio do Salvador tem se mostrado contrrio a qualquer ao de integra-

    o no mbito da regio metropolitana. Corrobora-se a resistncia do municpio do Salva-

    dor em integrar a Regio Metropolitana de Salvador no fato deste municpio j ter ingressado

    como amicus curi nos autos da ADI 5155, com o objetivo de atacar a constitucionalidade

    da Lei Complementar Estadual n 41, de 13 de junho de 2014, do Estado da Bahia. Acon-

    tece que a maioria dos municpios da RMS, com a exceo de Salvador e Mata de So

    Joo, ingressaram como amicus curi nos autos da ADI 5155 requerendo a manuteno

    da EMRMS. Neste mesmo sentido ingressou como amicus curi a Associao Brasileira

    das Empresas Estaduais de Saneamento - Aesbe, entidade que representa as principais

    companhias de saneamento do pas.

    Fato que a EMRMS tornou-se modelo para todo o pas, abrindo a perspectiva do atendi-

    mento populao com mais eficincia por meio da instituio de ente com administrao

    centralizada, que planeje as polticas pblicas sobre um territrio definido e que coordene

    a execuo de obras e servios de interesse comum de toda a rea.

    Importantes juristas j se manifestaram a favor da manuteno da EMRMS, bem como a

    Advocacia Geral da Unio - AGU, em parecer datado de 06/11/2014.

    2 PERFIL DA EMPRESA

    A Empresa Baiana de guas e Saneamento S.A. - Embasa, uma sociedade de economia

    mista de capital autorizado, pessoa jurdica de direito privado, tendo como acionista majo-

    ritrio o governo do Estado da Bahia. Presta servios de fornecimento de gua tratada, co-

    leta e tratamento de esgoto sanitrio reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento

    sustentvel, em consonncia com a macro estratgia do governo do estado a universaliza-

    o do acesso ao saneamento.

    Quadro 1 - Composio dos acionistas

    2.1 GOVERNANA CORPORATIVA

    Os rgos de deliberao superior da Embasa, definidos no estatuto social, so a Assem-

    bleia Geral dos Acionistas, o Conselho de Administrao e a Diretoria Executiva. O Conse-

    lho de Administrao a mais alta instncia administrativa, sendo composto por sete

    membros eleitos por um perodo de dois anos, reelegveis. O Conselho Fiscal, rgo com

    atribuies especficas dispostas na Lei das Sociedades Annimas, composto por cinco

    membros efetivos.

    A Diretoria Executiva formada pela Presidncia, trs Diretorias de Operao e Expanso

    (Regio Metropolitana de Salvador, Norte e Sul), Diretoria Tcnica e de Sustentabilidade,

    Diretoria Financeira e Comercial e Diretoria de Gesto Corporativa.

    A estrutura organizacional da Embasa vigente, propicia a dinmica das estratgias e dos

    processos organizacionais, facilitando a integrao entre os processos crticos na gesto da

    empresa e intensificando a regionalizao de suas atividades, para o alcance da eficincia

    operacional.

    Figura 1 - Organograma

    2.2 REA DE ATUAO

    A Embasa, como executora da poltica de saneamento bsico do Estado da Bahia, verten-

    tes abastecimento de gua e esgotamento sanitrio, atua nas prioridades de governo defi-

    nidas dentro do Programa gua para Todos - PAT. Presta servio em 364 municpiosonde atende as aes pactuadas no Plano Municipal de Saneamento Bsico, cujo principal

    objetivo a busca da universalizao dos servios de abastecimento de gua e esgota-

    mento sanitrio de modo sustentvel.

    So operados 417 sistemas de abastecimento de gua, distribudos em 364 dos 417 mu-

    nicpios do Estado (87,29% dos Municpios do Estado), dos quais 117 so sistemas inte-

    grados (atendem diversas localidades pertencentes a um ou mais municpios) e 311 so

    locais. Em relao ao esgotamento sanitrio so operados 118 sistemas que atendem a

    127 localidades, em 94 municpios do Estado.

    Figura 2 - Unidades Regionais da Embasa

    A Embasa descentraliza suas aes por meio das 19 Unidades Regionais sendo 13 Uni-

    dades no interior do Estado e seis Unidades na Regio Metropolitana de Salvador, alm de

    247 Escritrios Locais, responsveis pela operao, manuteno, faturamento e cobrana

    dos servios de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio e interao direta com os

    usurios, comunidade e titulares nos 364 municpios onde a empresa atua.

    3 ESTRATGIAS E VISO DE FUTURO

    Aps os dois primeiros anos de execuo do Planejamento Estratgico 2012-2015, da im-

    plantao do Sistema Integrado de Gesto Empresarial - ERP e da estabilizao da nova

    estrutura organizacional da empresa, o ano de 2014 foi marcado pela adequao do escopo

    de algumas iniciativas com o objetivo de aumentar o nvel de execuo dos projetos. No que

    diz respeito ao alinhamento entre a estratgia e os painis de desempenho setoriais, foram

    realizados treinamentos para a utilizao da metodologia de gerenciamento da execuo

    das iniciativas e de anlise crtica dos resultados.

    Figura 3 - Mapa Estratgico

    medida que os planos operacionais e estratgicos so executados, a empresa monitora

    e atua sobre os problemas, barreiras e os desafios que se impem. Para tanto, foi neces-

    srio exercitar a relao de causa e efeito entre os indicadores estratgicos e operacionais,

    ciente de que esta relao causal o que move a estratgia para a operao da organiza-

    o e permite a materializao dos objetivos estratgicos da Embasa.

    4 O PROGRAMA GUA PARA TODOS - PAT

    O Programa gua para Todos do governo do estado tem como objetivo a universalizao

    do acesso aos servios de abastecimento de gua e de esgotamento sanitrio na Bahia,

    sendo a principal executora de suas aes a Embasa, que, desde 2007, vem ampliando os

    ndices de atendimento populao baiana.

    Nos ltimos anos, a empresa trabalhou de forma a garantir que parte de seus sistemas de

    gua e da estrutura instalada (estaes elevatrias, adutoras, estaes de tratamento de

    gua, reservatrios e redes distribuidoras) passasse a ter condies de atender demanda

    por gua, que aumentou muito devido ao crescimento da ocupao urbana nas reas aten-

    didas pela empresa. Com as extenses da rede distribuidora, nas cidades e at na zona

    rural, foi possvel levar gua de qualidade para a populao no atendida. Principalmente

    na regio do semirido, implantou novos sistemas de abastecimento de gua e tambm

    construiu barragens.

    Considerando as aes de esgotamento sanitrio, a Embasa concluiu as obras de implan-

    tao ou ampliao de sistemas de esgotamento sanitrio (SES) em importantes cidades

    como Salvador, Feira de Santana, Vitria da Conquista, Santo Antnio de Jesus, Barreiras,

    Paulo Afonso, Teixeira de Freitas, Encruzilhada, Mucuri, Jequi, Cachoeira, Muritiba, den-

    tre outras.

    As intervenes do PAT contemplam 1.256 aes em 343 municpios, sendo 501 obras em

    abastecimento de gua, 181 em esgotamento sanitrio, perfurao de 425 poos, elabora-

    o de 145 projetos e quatro aes de desenvolvimento institucional, totalizando cerca de

    R$ 7,58 bilhes em recursos de investimento aplicados ou garantidos. Alm destes, existe

    expectativa de contratao de novos recursos da ordem de R$ 1,03 bilho, alcanando

    cerca de R$ 8,61 bilhes de investimentos no perodo de 2007 a 2015.

    No ano de 2014 foram concludas as obras que representam investimentos de R$ 348,8

    milhes.

    4.1 INVESTIMENTOS NO SEMIRIDO

    Das novas ligaes de gua implantadas pela Embasa, desde o incio do Programa gua

    para Todos, no ano de 2007, mais de 55% se encontram em municpios situados no se-

    mirido baiano. Neste perodo, a Bahia viveu a pior seca dos ltimos 60 anos. A empresa

    concluiu cinco barragens: a de Cristalndia, para atender regio de Brumado; a barra-

    gem de Riacho de Santana; a barragem do Rio Tijuco, para atender aos municpios de Mu-

    lungu do Morro e Souto Soares; a barragem de Serra Preta, para atender s sedes

    municipais de Planalto e Barra do Choa e algumas localidades rurais; a barragem de Lagoa

    do Torta, para atender s sedes dos municpios de Igapor e Matina.

    Figura 4 - Principais adutoras no Semirido

    Alm da construo e ampliao dos sistemas de abastecimento de gua, a Embasa rea-

    lizou diversas aes emergenciais para garantir o abastecimento nos municpios em situa-

    o crtica. Entre as aes, ressalta-se: integrao de sistemas de abastecimento de gua

    com disponibilidade hdrica aos sistemas que se encontravam em colapso, em funo da

    reduo do volume dos mananciais; abastecimento alternativo da populao por meio de

    carros-pipa; e montagem de poos que apresentam gua com qualidade apropriada para

    consumo humano, integrando-os ao sistema distribuidor.

    Entre as obras estruturantes concludas pela Embasa para atender aos municpios locali-

    zados na regio, tm destaque as grandes adutoras, como a do So Francisco e a do Al-

    godo, que utilizam como captao as guas do rio So Francisco, a adutora de Pedras

    Altas e a 1 etapa da ampliao do sistema adutor de Vitria da Conquista (Belo Campo e

    Tremedal) realizada em carter emergencial envolvendo recursos da ordem de R$ 33,2 mi-

    lhes. Destaque tambm para a implantao dos sistemas integrados de abastecimento de

    gua de Pedro Alexandre, que envolveu investimento de R$ 12,3 milhes, de Cafarnaum,

    com investimento de R$ 26,4 milhes; a implantao do sistema de abastecimento de gua

    de Andorinha, com investimento de R$ 13,2 milhes; e a ampliao e melhorias no sistema

    integrado de abastecimento de gua de Serrinha e Conceio do Coit, com investimento

    de R$ 47,7 milhes, servindo a sete municpios (24 localidades) e beneficiando mais de

    300 mil pessoas.

    Maior obra do Programa gua para Todos na Bahia, o sistema adutor do So Francisco foi

    concludo em fevereiro de 2013, sendo executado em trs etapa que, juntas, beneficiaram

    331.291 habitantes, levando a gua para a microrregio de Irec, atendendo aos munic-

    pios de Amrica Dourada, Barra do Mendes, Barro Alto, Cafarnaum, Canarana, Central, Ibi-

    tit, Ibipeba, Irec, Itaguau da Bahia, Joo Dourado, Jussara, Lapo, Presidente Dutra,

    So Gabriel e Uiba. O empreendimento foi a alternativa encontrada para o atendimento

    regio, que sofria com a diminuio continuada dos nveis do lago da barragem de Mirors,

    que abastece a rea desde o ano de 1994. Com investimento de R$ 188 milhes, a obra

    conta com 132 km de extenso. A gua captada em um brao do rio So Francisco, na

    localidade de Nova Iguira, no municpio de Xique-Xique, e tratada na estao de tratamento

    em Rio Verde, no municpio de Itaguau da Bahia. A Estao de Tratamento, capaz de pro-

    duzir 750 litros de gua por segundo, possui trs mdulos de tratamento e permite o rea-

    proveitamento de toda a gua que entra na estao.

    A 1 etapa da Adutora do Algodo foi concluda em outubro de 2012, beneficiando cerca de

    250 mil habitantes das sedes municipais de Guanambi, Malhada, Matina, Iui, Candiba,

    Pinda e Palmas de Monte Alto e das localidades de Mutans (Guanambi), Julio (Malhada),

    Piles (Candiba) e Paje do Vento (Caetit). Com investimento de R$ 135,7 milhes, esta

    etapa, iniciada em abril de 2011, resultado de convnio firmado entre o governo federal,

    atravs da Companhia de Desenvolvimento do Vale do So Francisco e do Parnaba (Co-

    devasf), e o governo do estado, por meio da Embasa.

    A 2 etapa da obra do Sistema adutor da regio de Guanambi - Adutora do Algodo, orada

    em R$ 75 milhes, est dividida em trs fases. A primeira vai beneficiar os habitantes das

    sedes de Caetit, Lagoa de Dentro, Lagoa de Fora e das localidades de Maniau e Morri-

    nhos. Sero cerca de 82 km de adutoras. A segunda fase tem como objetivo principal am-

    pliar o sistema at Ibitira e Lagoa Real, com a implantao de mais 74,5 km de adutora,

    contemplando 32 pequenas localidades, com a construo de 35,4 km de redes de distri-

    buio. Na terceira fase, sero realizadas obras complementares que compreendem obras

    de melhorias nas estruturas de reservao e nos sistemas locais das localidades de Iui,

    Guirap, Paje do Vento, Tanque e Matina.

    A construo da Adutora de Pedras Altas foi mais uma ao estruturante no semirido

    baiano concluda pela Embasa. Com o incio da operao em setembro de 2012, cerca de

    172 mil pessoas foram beneficiadas com a construo da Adutora de Pedras Altas, que in-

    terligou a barragem de Pedras Altas, no municpio de Capim Grosso, ao sistema de abas-

    tecimento de gua do Sisal. A obra, orada em R$ 40,1 milhes e executada pela Embasa,

    com recursos prprios, beneficiou 12 sedes municipais e mais 173 localidades rurais de 21

    municpios da regio do Sisal.

    Na regio do Sisal, a ampliao do sistema integrado de abastecimento de gua de Serri-

    nha-Conceio do Coit aumentou em 50% a oferta de gua nos municpios de Serrinha,

    Conceio do Coit, Biritinga, Lamaro, Teofilndia, Retirolndia, Barrocas e 24 localidades

    rurais. O investimento de R$ 47,4 milhes proporcionou melhoria no abastecimento para

    mais de 88 mil pessoas. Em maro de 2014, a Embasa implantou uma adutora de nove

    quilmetros para levar gua da barragem at a estao de tratamento de Jacobina. Esta

    obra emergencial custou cerca de R$ 6,5 milhes e trouxe maior segurana hdrica aos ha-

    bitantes de Jacobina.

    4.2 INVESTIMENTOS NA BAA DE TODOS OS SANTOS

    O Programa gua para Todos tem uma frente de ao voltada para a despoluio das guas

    CONTINUA

    EMBASA

    EMPRESA BAIANA DE GUAS

    E SANEAMENTO S.A.

    CNPJ: 13.504.675/0001-10

    Capital Autorizado: R$ 5.664.000.000,00

    Capital Integralizado: R$ 3.997.349.273,40

    RELATRIO DA ADMINISTRAO E DEMONSTRAES FINANCEIRAS - 2014MENSAGEM DA DIRETORIA

    O ano de 2014 consolida um ciclo de gesto que levou a questo do saneamento a patama-

    res nunca antes visto na histria da Bahia. Neste ano, o estado e a Embasa, principal exe-

    cutora da poltica de saneamento bsico da Bahia, deram continuidade s aes para mitigar

    os efeitos da mais severa estiagem dos ltimos 60 anos; elevar os ndices de atendimento da

    populao baiana com servios de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio; e man-

    ter a prestao dos servios em nveis de eficincia e qualidade para a populao.

    Com o planejamento das suas aes alinhado s diretrizes do Governo do Estado, lana-

    das em 2007 com o Programa gua para Todos, a empresa assegurou investimentos de

    mais de R$ 7,6 bilhes, para realizao de 1256 aes em 343 municpios, beneficiando 6,6

    milhes de pessoas com abastecimento de gua, sendo 3,6 milhes com a implantao de

    quase um milho de novas ligaes, ampliando o atendimento para 1300 pequenas locali-

    dades rurais. Alm disso, mais trs milhes de baianos foram beneficiados com as obras es-

    truturantes de grandes adutoras e barragens que esto garantindo segurana hdrica na

    mitigao dos efeitos da maior estiagem das ltimas seis dcadas. Alm disso, essas aes

    proporcionassem com que a Bahia, que possui 2/3 de sua rea dentro do semirido nor-

    destino, no tivesse grandes problemas do ponto de vista do abastecimento humano.

    A experincia e estratgia da Embasa permitiram confiana e a tranquilidade para conseguir

    transformar os desafios em novas oportunidades. Esta certeza est fundamentada na capaci-

    dade de trabalho e no comprometimento de nossos colaboradores. Isso se traduz, por parte da

    Embasa, em uma relao tica e transparente na busca contnua pela excelncia e proximidade

    com todos os pblicos: colaboradores, clientes, acionistas, fornecedores e comunidade.

    Os investimentos realizados a partir do ano de 2007 proporcionaram a ampliao do aten-

    dimento para mais de 965 mil novas ligaes de gua e 504 mil novas ligaes de esgoto.

    Esses nmeros expressam um crescimento de 42% e 102% no perodo, respectivamente,

    em relao s ligaes de gua e esgoto. Quanto a este ltimo, alis, importante regis-

    trar que, ao longo dos 43 anos de existncia da Embasa, nos ltimos 8 anos foram execu-

    tadas mais ligaes de esgoto do que em todos os 35 anos anteriores.

    No conjunto das obras estruturantes, merece destaque a construo das seguintes aduto-

    ras: de So Francisco (R$ 188 milhes) e do Algodo (R$ 136 milhes), que transportam

    gua do Rio So Francisco para as regies de Irec e Guanambi; do Catol (R$ 33 mi-

    lhes), obra emergencial para abastecer as barragens de gua Fria I e II, que atendem Vi-

    tria da Conquista; de Pedras Altas (R$ 40 milhes), que interligou a barragem de Pedras

    Altas, em Capim Grosso, ao sistema de abastecimento de gua do Sisal.

    A Embasa tambm concluiu as obras de construo de barragens, como a de Cristalndia,

    na regio de Brumado; de Riacho de Santana, para atender a sede do municpio; do rio Ti-

    juco, na regio de Mulungu do Morro e Souto Soares; de Serra Preta, para atender s sedes

    de Planalto e Barra do Choa; e de Lagoa do Torta, na regio de Igapor e Matina.

    Nesse perodo, alm de barragens e adutoras, foram executadas diversas obras de im-

    plantao de sistemas de abastecimento de gua, como o sistema integrado de abasteci-

    mento de gua - SIAA de Santana, que, alm deste municpio, atende mais quatro cidades

    no oeste baiano; o SIAA de Pedro Alexandre; e o de SIAA de Cafarnaum. Tambm foram

    realizadas, entre outras aes, a ampliao e melhorias do SIAA de Serrinha/Conceio do

    Coit, beneficiando sete municpios, e a ampliao do SIAA de Feira de Santana. Destacam-

    se ainda as obras de duplicao das adutoras principais de gua bruta e tratada e de am-

    pliao da Estao de Tratamento - ETA Principal, em Candeias, para atender a Regio

    Metropolitana de Salvador.

    Dentro dos investimentos previstos no Programa gua para Todos do Governo do Estado,

    foram aplicados, no exerccio de 2014, R$ 510 milhes, dos quais R$ 298 milhes so pro-

    venientes de recursos prprios. As principais obras realizadas pela Embasa nesse ano

    foram: ampliao dos sistemas de abastecimento de gua - SAA de Andorinha (R$ 13,2 mi-

    lhes), Dias Dvila (R$ 9,1 milhes), Planaltino (R$ 2,6 milhes) e a construo dos sis-

    temas de esgotamento sanitrio - SES de So Francisco do Conde (R$ 7,6 milhes), Cruz

    das Almas (R$ 40,5 milhes), Paulo Afonso (R$ 94,8 milhes), Teixeira de Freitas (R$ 76,6

    milhes) e Ipia (R$ 18,7 milhes).

    Mesmo em condies adversas, a experincia da Embasa reafirma a convico de que

    possvel alavancar o seu crescimento em bases sustentveis. Como parte integrante e ativa

    do esforo iniciado no ano de 2007, a empresa se modernizou continuamente e est se

    preparando para os novos tempos.

    O ndice de Eficincia Operacional - IEO obtido no ano de 2014 (1,384) superou a meta es-

    tabelecida pela Agncia Reguladora de Saneamento Bsico do Estado da Bahia - Agersa

    (1,310) e representa o principal direcionador da perspectiva financeira. A Embasa encerrou

    o exerccio com a receita operacional lquida de servios de R$ 2,05 bilhes, indicando a

    continuidade do seu crescimento econmico. O EBITDA alcanou, no perodo, o valor de R$

    438,8 milhes, o que corresponde a 2,4% de aumento em relao a 2013 e a margem

    EBITDA atingiu o patamar de 21,4%.

    Neste ano, pela primeira vez em sua histria, mesmo tendo investido com recursos pr-

    prios, em mdia, 6,6 vezes mais do que perodo anterior, a Embasa reverteu prejuzos acu-

    mulados histricos. Em 2006 apresentava mais de R$ 1 bilho de resultado negativo e, em

    2014, alcanou lucros acumulados positivos de R$ 46,9 milhes. O resultado do exerccio

    apresentou um lucro de R$ 63,3 milhes.

    Dentre os mais importantes reconhecimentos obtidos no perodo, destaca-se o Trofu

    Transparncia promovido pela Associao Nacional dos Executivos de Finanas, Admi-

    nistrao e Contabilidade - Anefac, em parceria com a Fundao Instituto de Pesquisa Con-

    tbeis, Atuariais e Financeiras - Fipecafi e com a Serasa Experian, pelo quarto ano

    consecutivo, no mbito das empresas de capital fechado. Trata-se de uma das premiaes

    mais valorizadas pelo mercado de investidores e pelos executivos de finanas, administra-

    o e contabilidade do pas, onde so avaliadas, de forma rigorosa, as prticas de trans-

    parncia nas informaes contbeis. A Embasa tambm foi eleita pela segunda vez a

    empresa do ano pela Revista saneamento ambiental, obtendo a melhor pontuao entre

    as companhias de saneamento do pas.

    Agradecemos ao Governo do Estado, municpios titulares dos servios, Conselhos de Ad-

    ministrao e Fiscal, Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia - Sedur,

    Casa Civil do Governo do Estado, Agersa, e especialmente aos colaboradores da Embasa

    pelo empenho e comprometimento demonstrados e que permitiram o crescimento susten-

    tvel e fortalecimento da empresa.

    ORDINRIAS % PREFERENCIAIS % TOTAL %Estado da Bahia 365.378.282 99,99% 197.370.778 99,09% 562.749.060 99,67%Sociedade de PrevidnciaComplementar da Dataprev 0 0,00% 488.708 0,25% 488.708 0,09%Particulares pessoa jurdica 0 0,00% 31.294 0,02% 31.294 0,01%Unio 33.333 0,01% 336.939 0,17% 370.272 0,07%Municpios 0 0,00% 275.016 0,14% 275.016 0,05%Dnocs Departamento Nacionalde Obras Contra a Seca 0 0,00% 116.878 0,06% 116.878 0,02%Particulares pessoa fsica 117 0,00% 195.112 0,10% 195.229 0,03%Outros rgos federais 0 0,00% 57.035 0,03% 57.035 0,01%Em tesouraria 0 0,00% 313.863 0,16% 313.863 0,06%

    TOTAL 365.411.732 100% 199.185.623 100% 564.597.355 100%

    ACIONISTASQUANTIDADE DE AES

    CAPITAL SUBSCRITO E INTEGRALIZADO: 3.997milhes de reais. Atualizada conforme AGO/AGE 05/05/2014VALOR NOMINAL POR AO: R$ 7,08

    Assembleia Geral

    Conselho Fiscal

    Conselho de Administrao

    Presidncia

    Diretoria deOperao e

    Expanso RMS

    Diretoria de Operao e

    Expanso Norte

    Diretoria Operao e

    Expanso Sul

    DiretoriaFinanceira eComercial

    Diretoria deGesto

    Corporativa

    DiretoriaTcnica e de

    Sustentabilidade

    Gabinete da Presidncia

    Jurdica

    Unidade de Auditoria Interna

    Unidades de Licitaes e Contratos

    Unidade de Comunicao Social

    Ouvidoria

    Superintendncia Jurdica

    Superintendncia de Assuntos Regulatrios

    Superintendncia de Empreendimentos

    Unidade de Planejamento e Gesto

    ESTRUTURA ORGANIZACIONAL GERAL

    JJJJJJJJJJJJ

    IIIIIIIIIIIII

    KKKKKKKKKKKKKKKKHHHHHHHHHHHH

    NNNNNNNNNNNNGGGGGGGGGGGGGG

    PPPPPPPPPCCCCCCCCCCCCCCC

    BBBBBBBBBBBBB

    LLL

    AAAAAAAAAAAAAAAAA

    MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMO

    EEEEEEEEEEE DDDDDDDDDDDDDD

    FFFFFFFFFFFFFFFFFFF 01 1918

    1514

    3121

    02

    3209

    2022

    30

    23

    0116

    2712

    05

    15

    11

    24

    0225

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    08

    211820

    0403

    0722 2314

    19

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    1328

    2629

    27 05

    11

    2521

    09

    22

    1520

    32

    17

    2904

    1031

    1403 131202 37

    35

    18

    01

    282634

    0816

    3319

    07360624

    3830

    17

    1103

    03

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    24 20

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    2210091917

    1204 21

    1502

    08

    13

    18 06 07

    15

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    0720

    12

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    01

    08 14

    10

    13

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    16

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    14

    2004

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    08 09

    2117

    1811

    0113

    10

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    0305

    07

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    2205

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    04

    0735

    3308

    0221

    2011

    1909

    3127 12

    36

    13

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    19

    36

    14

    12 1617

    18

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    13

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    08

    0331

    0902 0727

    153218

    0516

    29 2030 26

    041128

    2512 172322

    12

    2403

    17

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    102109 16

    15

    20 05

    19 07

    02

    1904

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    051707

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    2502

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    10

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    1721

    2305

    12

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    22

    04

    2016

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    1524

    0503

    04

    18

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    19

    1604

    11

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    0712

    26

    01

    0102

    03

    0503

    06 0204 01 02

    03

    17

    052325

    0308

    2806 24

    29

    27

    ALAGOINHAS

    BARREIRAS

    CAETIT

    CAMAARI

    CANDEIAS

    FEIRA DE SANTANA

    IREC

    ITABERABA

    ITABUNA

    ITAMARAJU

    JEQUI

    PAULO AFONSO

    SANTO ANTNIO DE JESUS

    SENHOR DO BONFIM

    UMB/UMF/UMJ/UML

    VITRIA DA CONQUISTA

    32

    20

    24

    03

    06

    38

    23

    24

    26

    21

    32

    09

    36

    29

    03

    36

    UNIDADES REGIONAIS

    Laboratrio Central

    Laboratrios Regionais

  • da Baa de Todos os Santos - BTS, por meio da ampliao e implantao de sistemas de

    esgotamento sanitrio nos municpios que se encontram no entorno da baa ou em sua

    rea de influncia, como o caso dos municpios situados na bacia hidrogrfica do rio Pa-

    raguau.

    As obras de esgotamento sanitrio, nos municpios de Muritiba, Madre de Deus, So Flix,

    So Francisco do Conde, Cruz das Almas, Itaparica e na Ilha de Bom Jesus dos Passos

    (Salvador) j foram concludas. Nos municpios de Candeias, Santo Amaro, Cachoeira, Ma-

    ragogipe, Simes Filho, Vera Cruz e na Ilha dos Frades (Salvador) as obras esto em an-

    damento.

    O investimento de R$ 275,7 milhes e vai contribuir para a despoluio das guas da

    Baa de Todos os Santos, considerada a maior do Brasil e a segunda maior do mundo. A re-

    gio da baa acolhe 13 municpios em seu entorno.

    4.3 INVESTIMENTOS EM SALVADOR

    O Sistema Integrado de Abastecimento de gua de Salvador atende capital baiana e aos

    municpios de Lauro de Freitas, Simes Filho, Candeias, So Francisco do Conde, Madre

    de Deus, Santo Amaro, Saubara e aos Parques Industriais da Braskem, Polo Logstico de

    Camaari, Petrobrs e CIA Norte.

    A integrao da infraestrutura de abastecimento para atender a esses municpios neces-

    sria porque boa parte dos pontos de captao de gua para tratamento e distribuio en-

    contra-se fora do permetro de Salvador.

    Desde 2007 a Embasa vem desenvolvendo aes de melhoria e ampliao da infraestru-

    tura do sistema integrado de abastecimento de Salvador e, at 2015, sero investidos R$

    334 milhes. Desse total, cerca de R$ 266 milhes so destinados a aes estruturantes,

    com destaque para a ampliao de capacidade de aduo da ETA Principal / duplicao da

    adutora de gua tratada, com obras em andamento e investimento de R$ 62,9 milhes.

    No ano de 2014, a Embasa realizou o entroncamento das novas adutoras de gua bruta e

    de gua tratada, que foram duplicadas, ao sistema integrado de abastecimento de gua de

    Salvador. Com isso, houve um incremento na oferta de gua da ordem de 30% na capital

    baiana, beneficiando principalmente a regio dos subrbios rodovirio e ferrovirio, regula-

    rizando o fornecimento de gua nessas reas criticas.

    Alm da duplicao de trechos das duas adutoras, foi realizada a ampliao da estao de

    tratamento de gua - ETA Principal, localizada no municpio de Candeias. Os trs em-

    preendimentos contaram com investimentos da ordem de R$ 75 milhes, provenientes do

    Programa de Acelerao do Crescimento - PAC/Saneamento e da prpria Embasa. Os 6 km

    de adutora de gua bruta, com quase dois metros de dimetro, aduzem gua da barragem

    Joanes II para a ETA Principal.

    Ao todo, esto previstos investimentos de mais de R$ 1,5 bilho na capital baiana, sendo

    R$ 405 milhes em obras de melhorias no sistema de abastecimento de gua e mais R$

    772 milhes em esgotamento sanitrio. Entre dezembro de 2006 e dezembro de 2014 a

    empresa executou mais de 128 mil ligaes de gua e 213 mil ligaes de esgoto na cidade

    do Salvador.

    Enquanto o Sistema de Salvador e Regio Metropolitana registra atualmente a demanda

    mdia de gua bruta de 10,7 m/s, a capacidade hdrica disponvel prevista nos mananciais

    de superfcie de 19,8m/s. As captaes de gua dos Rios Ipitanga e Joanes j utilizam

    todas as suas capacidades disponveis viveis, ao passo que no Rio Jacupe, atualmente,

    so utilizados apenas 3,00m/s, captados atravs do seu afluente, o Rio Jacumirim, na

    transposio de gua do Jacupe para o Joanes.

    Em 2014, a Embasa concluiu o projeto bsico para o aproveitamento integral do potencial

    hdrico do Rio Jacupe, atravs da ampliao do Sistema Adutor Jacumirim/Joanes, pre-

    vendo reforo de mais 2,8m/s, em 1 Etapa, ampliando-se o horizonte de atendimento das

    populaes beneficiadas at o ano de 2040, cuja demanda mdia prevista em projeto cor-

    responde a 13,6 m3/s (demanda mxima diria de 16,3 m3/s). Para a 2 Etapa do Projeto,

    podero ser explorados at 8 m/s do Rio Jacupe,

    Para o reforo de produo de gua bruta do Sistema Integrado de Abastecimento de gua

    de Salvador, tem-se ainda a alternativa da construo da Barragem de Itapecerica e im-

    plantao de canal para transposio Barragem de Itapecerica - Barragem de Santa Helena,

    com aproveitamento do potencial hdrico do Rio Pojuca, cuja capacidade de regularizao

    estimada corresponde a 12 m/s.

    Atualmente, em Salvador, a Embasa dispe de um sistema de esgotamento sanitrio que

    possui uma rede coletora de 3.678 km de extenso, com 483 mil ligaes. Por meio do Pro-

    grama gua para Todos, a empresa vem desenvolvendo aes que, at 2015, envolvem re-

    cursos da ordem de R$ 1,5 bilho, em investimentos voltados ampliao do sistema de

    esgotamento sanitrio da cidade, incluindo R$ 661,4 milhes referentes ao Emissrio da

    Boca do Rio, a maior obra de esgotamento sanitrio dos ltimos 25 anos na cidade.

    A obra do referido emissrio submarino da Boca do Rio consistiu na ampliao e adapta-

    o da Estao Elevatria existente, denominada Elevatria do Saboeiro, localizada nas

    imediaes da Estao de Tratamento de gua da Bolandeira, para reverter, com uma

    vazo de 1,2 m/s, os esgotos do subsistema Jaguaribe, coletados entre a Orla e a Avenida

    Paralela das bacias existentes do Saboeiro, Baixo Pituau, Alto Pituau, Baixo Jaguaribe,

    Mangabeira, Flamengo e Itapu.

    As frentes de trabalho esto atuando no aumento do nmero de ligaes em imveis si-

    tuados nas 28 bacias sanitrias j existentes em Salvador e na construo de trs novas

    bacias sanitrias (Trobogy, guas Claras e Cambunas). Com relao ao adensamento, a

    Embasa investir, at 2015, R$ 238,8 milhes em novas ligaes. J a implantao das

    trs novas bacias sanitrias de Salvador, no valor de R$ 124,5 milhes, vai beneficiar mais

    de 300 mil pessoas que moram em bairros densamente povoados como guas Claras, Ca-

    jazeiras, Sete de Abril, So Marcos, Trobogy e Canabrava. Depois de coletados, os efluen-

    tes destas novas bacias sero conduzidos at a estao de condicionamento prvio do

    novo emissrio da Boca do Rio.

    4. 4 INVESTIMENTOS COM RECURSOS DO FUNCEP

    Uma iniciativa que est reforando a atuao da Embasa nas pequenas comunidades de

    baixa renda o termo de cooperao tcnica e financeira que a empresa assinou, em maro

    de 2014, com a Casa Civil do governo do Estado e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano

    - SEDUR. Com recursos na ordem de R$ 50,1 milhes, provenientes do Fundo Estadual

    de Combate e Erradicao da Pobreza - FUNCEP, o termo prev o fornecimento de gua

    a 133 localidades de 43 municpios, a maioria localizada no semirido baiano.

    Est prevista a execuo de 988,8 Km de rede distribuidora, 19 mil ligaes domiciliares,

    que beneficiaro cerca de 65 mil habitantes, sendo que 70% dos moradores esto inscritos

    no Cadnico. Por isso, e considerando as caractersticas de suas moradias, grande parte

    deles preenche os requisitos para ser beneficiado pela tarifa social da Embasa, voltada para

    pessoas de baixa renda. Alm disso, segundo o termo de cooperao, os moradores be-

    neficiados estaro isentos do pagamento da ligao do imvel rede publica de abasteci-

    mento de gua.

    As obras foram licitadas, contratadas e tiveram as ordens de servio emitidas a partir de

    junho/2014. As obras em andamento totalizaram um desembolso at dezembro de 2014 de

    R$13,5 milhes.

    5 DESEMPENHO EMPRESARIAL

    Em 2014, foram implantadas no estado da Bahia 133,4 mil novas ligaes de gua e 91,8

    mil novas ligaes de esgoto. Considerando o perodo de 2007 a 2014, foram executadas

    965,6 mil ligaes de gua e 504,9 mil ligaes de esgoto, o que equivale a mais de 1,07

    milho de imveis conectados rede de gua e mais de 626 mil ligados rede de esgoto.

    No perodo, verificou-se que houve acrscimo de 42% no nmero de ligaes de gua e

    mais de 102% em ligaes de esgoto. Quanto a este quesito, registrou-se que ao longo dos

    43 anos de existncia da Embasa, nos ltimos oito anos foram executadas mais ligaes

    de esgoto do que em todos os 35 anos anteriores.

    So atendidas com abastecimento de gua cerca de 3,63 milhes de residncias, destas,

    aproximadamente 1,37 milho so servidas com esgotamento sanitrio.

    Como reflexo da melhora na gesto dos processos de operao, foi reduzido em 19,52% o

    ndice de perdas por ligao, fruto de um esforo contnuo da empresa, como, por exem-

    plo, o emprstimo, obtido em 2009 junto ao BNDES para agilizar a renovao do Parque Hi-

    dromtrico da Embasa. Esse projeto foi concludo em 2014.

    O desempenho global da empresa pode ser avaliado adotando-se o conjunto de indicado-

    res agrupados, conforme descrio a seguir:

    5.1 ACORDO DE MELHORIA DE DESEMPENHO - AMD

    Para garantir a sustentabilidade financeira de seus processos objetivo de todas as orga-

    nizaes compromissadas em promover melhorias no atendimento das demandas da so-

    ciedade, as quais se refletem nos indicadores que medem estes efeitos.

    Em maio de 2008, a Embasa e a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, vinculada

    ao Ministrio das Cidades, com intervenincia da Caixa Econmica Federal e do BNDES,

    assinaram um Acordo de Melhoria de Desempenho - AMD, que definiu metas de desem-

    penho institucional at 2013. O objetivo do acordo foi fomentar a eficincia, a eficcia e a

    qualidade na prestao dos servios de saneamento bsico. Em 22 de agosto de 2012, foi

    assinado o segundo aditivo desse acordo, o qual contm metas de desempenho at o ano

    de 2016. Dos resultados alcanados no referido acordo ressalta-se no aspecto financeiro,

    o indicador ndice de suficincia de caixa e no aspecto operacional, os indicadores: ndice

    de perdas de faturamento, ndice de hidrometrao, ndice de macromedio e ndice de

    produtividade de pessoal total, entre os quais este ltimo superou a estimativa do acordo.

    Quadro 2 - Indicadores definidos no Acordo de Melhoria de Desempenho - Ministrio das

    Cidades - AMD

    Fonte: Acordo de melhoria de desempenho n 1263/2012 - 2 Aditivo

    5.2 INDICADORES DO PLANEJAMENTO ESTRATGICO

    A Embasa utiliza a metodologia do Balanced Scored Card - BSC para a concepo, exe-

    cuo e monitoramento da estratgia. Para viabilizar o controle dos objetivos estratgicos

    do Planejamento Estratgico 2012-2015 foram definidos indicadores e metas que possibi-

    litaram mensurar e indicar se os objetivos estratgicos esto sendo atingidos.

    Os indicadores permitem analisar se as aes estruturantes definidas no planejamento

    esto gerando os resultados esperados, assim como repensar formas de melhoria contnua

    dos processos organizacionais, sendo importantes fontes de informao para o processo de

    tomada de deciso.

    Vale destacar que as metas dos indicadores estratgicos representam um pacto com os

    gestores e empregados responsveis de cada rea da Embasa.

    Quadro 3 - Indicadores de Avaliao do Planejamento Estratgico

    * Indicador calculado com referncia ao valor acumulado nos 12 meses.

    As metas de atendimento de gua e esgoto e acrscimos de ligaes sero reavaliadas

    para os prximos exerccios, adotando-se como principal norteador as metas do Plano Na-

    cional de Saneamento Bsico - Plansab, para o Estado da Bahia, no que se refere a uni-

    versalizao do atendimento, o que dever ajustar o planejamento futuro de ligaes

    incrementais, de modo a garantir a universalizao do atendimento.

    5.3 INDICADORES DE AVALIAO DA AGERSA

    Conforme determina a Lei 11.445/2007, a Agersa no exerccio da funo de regulao tem

    como um dos objetivos definir tarifas que assegurem tanto o equilbrio econmico e finan-

    ceiro dos contratos como a modicidade tarifria, mediante mecanismos que induzam a efi-

    cincia e eficcia dos servios.

    Consubstanciado em estudo que objetivava atingir metas de universalizao dos servios

    de gua e esgoto, foi concedido a Embasa, em 2011, um incremento real de tarifa de 7,45%

    para ser aplicado nos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014, chamada de parcela da reviso ex-

    traordinria.

    A concesso da parcela integral da reviso extraordinria de 2011, qual seja 7,45%, esteve

    sujeita aplicao de ndice redutor. Os valores realizados dos indicadores abaixo listados

    foram comparados s suas respectivas metas anuais, obtendo-se os percentuais de de-

    sempenho que, atravs da ponderao estabelecida, condicionou o clculo do ndice redutor

    aplicado na parcela remanescente anual da reviso extraordinria prevista (Resoluo Co-

    resab 001/2012).

    Quadro 4 - Indicadores pactuados com a Agncia Reguladora

    Em 2014, atravs de resoluo do ente regulador, foi concedido a Embasa um reajuste ta-

    rifrio de 4,67% (ndice de Reajuste Tarifrio - IRT) mais 5,33% referente a quarta e ltima

    parcela da reviso extraordinria de 2011, perfazendo um quantum de 10,00%. Em razo

    dos efeitos da seca que continuaram a assolar o Estado durante este ano, esse reajuste foi

    minimizado ao patamar de 7,80%.

    5.4.1 Fiscalizaes realizadas pela Agersa

    A Agersa atua no sentido de garantir a qualidade e a continuidade na prestao dos servi-

    os pblicos de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio, em cumprimento aos ter-

    mos estabelecidos na Lei Federal 11.445/2007, na Lei Estadual 11.172/2008 e na Lei

    Estadual 12.602/2012.

    Nesse contexto compreende-se a importncia de realizar fiscalizaes nos sistemas ope-

    rados pela Embasa. Em 2014 foram 70 municpios fiscalizados, com posterior encaminha-

    mento de Relatrios Agersa, que apresentam as aes corretivas a serem adotadas em

    cada situao.

    6 DESEMPENHO ECONMICO-FINANCEIRO

    6.1 INDICADORES ECONMICO-FINANCEIROS

    As anlises que se seguem, excetuando aquelas relativas ao resultado do exerccio, sero

    conduzidas desconsiderando os efeitos da receita e custos de construo, concentrando-

    se exclusivamente nas receitas e gastos oriundos da prestao dos servios de abasteci-

    mento de gua e esgotamento sanitrio. A receita e os custos de construo, introduzidos nas

    demonstraes financeiras da Embasa desde 2009, por fora de pronunciamentos do Comit

    de Pronunciamentos Contbeis - CPC tm um impacto lquido de pequena monta no resul-

    tado final, conforme mostrado na tabela a seguir, mas a Administrao entende que no se

    coadunam com a anlise histrica do desempenho econmico-financeiro da entidade.

    Quadro 5 - Receita e custos de Construo

    As demonstraes financeiras da empresa indicam a continuidade do crescimento da receita

    bruta, assim como da receita lquida.

    A receita operacional bruta de servios atingiu 2,246 bilhes de reais, 7,8% superior ao

    2,082 bilhes alcanado em 2013. A receita operacional lquida de servios alcanou 2,050

    bilhes de reais, 8,0% acima do 1,898 bilho de reais registrado no exerccio anterior. Con-

    triburam para esse resultado o incremento de 2,88% no volume faturado de gua e 6,85%

    no volume faturado de esgoto, totalizando um aumento global de 4,03%, resultante do fa-

    turamento das novas ligaes executadas no perodo (135 mil de gua e 94 mil de esgoto)

    e de aes visando aumentar o nvel e a eficincia da hidrometrao, alm dos incremen-

    tos tarifrios mdios de 9,80% e 7,80%, com vigncia, respectivamente, a partir dos meses

    de junho/2013 e junho/2014, e que se refletiram no faturamento dos meses subsequentes.

    No grfico a seguir, mostrando a evoluo da receita operacional bruta e lquida de servi-

    os, os valores da receita operacional lquida de servios dos anos de 2008 a 2010 foram

    ajustados, para refletir um novo critrio de demonstrao do crdito presumido do ICMS a

    que a empresa tem direito. Anteriormente includo na rubrica Outras receitas (despesas)

    operacionais, passou a figurar em Impostos sobre vendas.

    digno de registro o fato de, por fora da Lei Estadual n 12.811, de 13 de maio de 2013,

    ter deixado de haver incidncia de ICMS sobre o fornecimento de gua canalizada.

    Um fato importante ocorrido em 2014 foi a alterao na forma de contabilizao do Contrato

    de Concesso Administrativa do Emissrio da Boca do Rio (modalidade PPP). As parcelas

    das contraprestaes referentes locao de ativo deixaram de ser computadas como

    custo operacional e passaram a ser reconhecidas no ativo intangvel, afetando a srie his-

    trica a partir de 2011 de alguns componentes das demonstraes de resultados e dos ba-

    lanos patrimoniais e dos respectivos indicadores. Todos os valores histricos apresentados

    neste relatrio j refletem o novo procedimento.

    Os custos dos servios apresentaram um incremento de 8,9%, motivado pelos seguintes fa-

    tores principais:

    a) O reajuste salarial de 7,00% a partir de maio/2014;

    b) O impacto do programa de demisses iniciado em 2013 (Programa de desligamento

    dirigido de Aposentados);

    c) O aumento acentuado de gastos com produtos qumicos para tratamento de gua,

    energia eltrica e servios de terceiros.

    Para fins de apresentao grfica da evoluo dos custos dos servios ao longo de um pe-

    rodo maior, so apresentados tanto seus valores totais quanto sem a depreciao do imo-

    bilizado e a amortizao do intangvel, com o intuito de retirar o impacto da reavaliao do

    ativo imobilizado ocorrida a partir de setembro de 2006, com efeito pleno em 2007.

    CONTINUA

    CONTINUAO

    EMBASA

    EMPRESA BAIANA DE GUAS

    E SANEAMENTO S.A.

    CNPJ: 13.504.675/0001-10

    Capital Autorizado: R$ 5.664.000.000,00

    Capital Integralizado: R$ 3.997.349.273,40

    Economias Residenciais de gua

    2.562.393

    3.631.069

    1.000.000

    1.500.000

    2.000.000

    2.500.000

    3.000.000

    3.500.000

    4.000.000

    4.500.000

    2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    1.068.676 residncias bene ciadasno perodo 2006-2014

    2.304.972 2.407.721

    2.513.663 2.618.309

    2.748.699 2.877.747

    3.006.182 3.135.151

    3.270.569

    2.000.000 2.200.000 2.400.000 2.600.000 2.800.000 3.000.000 3.200.000

    2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    494.973 537.907 582.027

    632.158 682.041

    748.784 825.060

    908.059 999.878

    200.000 300.000 400.000 500.000 600.000 700.000 800.000 900.000

    1.000.000

    2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Ligaes Existentes de Esgoto

    Ligaes Existentes de gua

    ndice de Perdas por Ligao (I/dia/lig)

    341,84

    317,87

    305,51 298,70

    296,70

    273,40 270,70

    274,50

    282,60

    275,1

    250,00

    260,00

    270,00

    280,00

    290,00

    300,00

    310,00

    320,00

    330,00

    340,00

    350,00

    2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Evoluo da Receita Operacional de Servios

    (milhes de R$)

    Fiscalizaes realizadas pela Agersa

    Economias Residenciais de Esgoto

    740.840

    1.367.612

    0

    200.000

    400.000

    600.000

    800.000

    1.000.000

    1.200.000

    1.400.000

    2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    626.772 residncias bene ciadas no perodo 2006-2014

    Meta Resultado Meta Resultado

    1 Indicador de suficincia de caixa

    % 115,0 117,4 115,0 119,7

    2 ndice de evaso de receitas

    % 5,0 7,7 5,0 9,6

    3 Dias de faturamento comprometidos com contas a receber

    Dia 90 96 90 100

    4 ndices de perdas por ligao

    l/(dia. lig.) 250,0 282,4 250,0 275,0

    5 ndice de perdas de faturamento

    % 25,0 26,3 25,0 25,1

    6 ndices de hidrometrao

    % 94,4 96,4 95,0 97,0

    7 ndice de macromedio % 95,0 98,5 95,0 97,1

    Ligaes

    ./empregado250 411

    2013 2014

    372

    Financeiro

    UnidadeAspecto Item Indicador Sentido

    Operacional

    8

    ndice de produtividade de pessoal total (equivalente)

    250

    Tema do Planejamento Estratgico 2012-2015 INDICADOR Meta 2013 2013 Meta 2014 2014

    Atendimento de gua na rea de atuao* (%)

    76,50 86,15 77,29 87,54

    Atendimento de esgoto na rea de atuao* (%)

    31,39 31,20 33,78 32,97

    Acrscimo de ligaes de gua(un)

    125.000 130.981 125.000 135.078

    Acrscimo de ligaes de esgoto (un)

    107.949 82.999 122.000 93.899

    ndice de eficincia operacional

    1,335 1,346 1,369 1,384

    ndice de eficincia empresarial acrescido de investimentos

    0,98 1,00 0,99 0,97

    ndice de eficincia empresarial

    1,14 1,15 1,12 1,12

    ndice de reduo do saldo de contas a receber

    -15,73 -13,10 13,11 14,36

    ndice de arrecadao (%)

    91,00 88,53 90,00 86,44

    Receita Operacional ( x 1000. 000)

    2.102,29 2.082,41 2.276,16 2.245,74

    Dex por faturamento 0,74 0,73 0,76 0,69

    guas no faturadas (%) 25,00 26,30 25,00 25,10

    ndice de perdas por ligao * l /(dia.lig)

    250,00 282,60 250,00 275,10

    Equilbrio Econmico Financeiro

    Ampliao do atendimento

    RESULTADOS DOS INDICADORES

    Meta 75 74

    Realizado 70 70

    Meta29,10 26,90

    Realizado 26,52 26,17

    Meta72,10 71,30

    Realizado73,24 75,07

    Meta1,300 1,290

    Realizado 1,346 1,254

    Meta

    255,0 260,0

    Realizado 282,4 274,9

    Meta98,00 98,00

    Realizado98,48 98,75

    Meta 93,5 93,0

    Realizado96,4 95,4

    Meta115.000 110.000

    Realizado130.981 128.435

    Meta 96.000 90.000

    Realizado 82.999 76.276

    Meta 432.000 422.000

    Realizado 533.941 673.325

    Indicadores Frmulas Unidade

    Satisfao dos usurios

    ndice atendimento de gua

    %

    Pesquisa externa (mdia ponderada dos fatores de satisfao)

    %

    ndice de esgotamento Sanitrio

    Qtde de novas ligaes de esgoto implantadas un

    Acrscimo de Ligaes de gua

    -

    Perdas por Ligao l/dia/lig

    Eficincia Operacional

    2012 (apurado em 2013)

    2013 (apuradoem 2014)

    Qtde de novas ligaes de gua implantadas - Qtde de ligaes existentes excludas un

    %

    Recursos prprios + Recursos externos onerosos e no onerosos

    R$ mil

    Conformidade da gua Distribuda

    %

    Hidrometrao %

    Investimentos realizados

    Acrscimo de Ligaes de Esgoto

    Valor arrecadado (R$)

    Gastos desembolsveis com recursos prprios (R$)

    Volume de gua disponibilizado p/ dia - volume de gua consumido por dia

    Qtde de ligaes

    x 100

    Qtde de ligaes ativas de gua * micromedidas

    Qtde total de ligaes ativas de gua* x 100

    x 100

    x 100

    N de economias residenciais urbanas e rurais atendidas com esgoto na rea de atuao

    N total de domiclios urbanos e rurais

    N de economias residenciais urbanas e rurais atendidas com gua na rea de atuao

    N total de domiclios urbanos e rurais na rea de atuao

    Mdia ponderada do percentual das amostras que atendem ao padro definido na Portaria

    2914/2011 do Ministrio da Sade

    0 10 20 30 40 50 60 70

    2012 2013 2014

    Qua

    nda

    de d

    e m

    unic

    pio

    s

    Ano

    8

    44

    70

    DISCRIMINAO 2014 2013 2012 2011 2010 2009Receita de Construo 528.218 549.582 639.392 397.085 645.191 453.567 Custos de Construo (528.218) (543.700) (632.234) (393.001) (636.758) (447.507) Receita de Construo Lquida 0 5.882 7.158 4.084 8.433 6.060

    443,

    3

    538,

    6

    628,

    6

    734,

    7

    837,

    1

    952,

    4

    1.09

    4,0

    1.26

    0,7

    1.45

    2,2

    1.66

    7,2

    1.90

    7,4

    2.08

    2,4

    2.24

    5,7

    407,

    6

    501,

    3

    573,

    9

    666,

    5

    760,

    3

    861,

    1

    1020

    ,6

    1.17

    8,8

    1.36

    0,0

    1.52

    7,7

    1.73

    7,2

    1.89

    8,5

    2.05

    0,3

    0,0

    500,0

    1000,0

    1500,0

    2000,0

    2500,0

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Receita Operacional Bruta de Servios Receita Operacional Lquida de Servios

  • A margem bruta ajustada (relao entre o lucro bruto e a receita operacional lquida, sem

    considerar a receita e custos de construo) foi mantida em nvel similar aos dois ltimos

    exerccios anteriores, com ligeira tendncia decrescente.

    Quanto s despesas comerciais, houve um aumento significativo (15,1%) em relao a

    2013, devido ao incremento das perdas por inadimplncia (19,2%). Excluindo-as do total,

    o resultado uma reduo de 1,9% nas despesas comerciais.

    Para fins de visualizao grfica do comportamento das despesas comerciais durante

    um perodo mais longo, interessante destacar a enorme influncia das perdas por ina-

    dimplncia, a includas as provises para devedores duvidosos e perdas no recebi-

    mento de crdito, lquidas da reverso de provises e da recuperao de perdas no

    faturamento.

    O grfico abaixo mostra a evoluo do percentual de perdas por inadimplncia em rela-

    o receita operacional lquida dos servios (isto , sem considerar a receita de cons-

    truo).

    As despesas administrativas cresceram 5,2% em relao ao exerccio anterior.

    Observando-se seu comportamento em perodo mais longo, cabe ressaltar a participao

    da depreciao - j comentada no trecho sobre os custos dos servios, tendo a influncia

    da reavaliao do ativo imobilizado - e, mais significativamente, das provises para ques-

    tes judiciais, o que justifica a apresentao da evoluo das despesas administrativas tam-

    bm sem a influncia desses dois itens.

    Desconsiderando a depreciao e as provises para questes judiciais, observa-se uma

    relativa estabilidade das despesas administrativas, a partir de 2012. Os principais fatores

    responsveis pelo seu acentuado crescimento de 2009 a 2011 foram:

    a) A implantao em 2009 do Plano de Cargos, Salrios e Carreiras, homologado pelo

    Ministrio do Trabalho;

    b) A contratao de concursados a partir de 2010;

    c) O incio de pagamento em 2010 da remunerao regulatria ao rgo regulador do

    saneamento bsico.

    No grfico a seguir mostrada a evoluo do percentual de despesa com provises para

    questes judiciais em relao receita operacional lquida dos servios (isto , sem consi-

    derar a receita de construo).

    O resultado do exerccio apresentou um lucro de R$ 63,3 milhes, inferior em 34,3% (R$

    33,0 milhes) aos R$ 96,3 milhes do exerccio anterior (valor reclassificado), principal-

    mente pela influncia do item "Imposto de renda e CSLL" (devido exausto da compen-

    sao de prejuzos fiscais), conforme mostrado na tabela seguinte.

    Quadro 6 - Despesas

    O LAJIDA (ou EBITDA, na sigla em ingls), indicador que representa o resultado operacio-

    nal antes das despesas financeiras lquidas, dos impostos sobre o lucro, das depreciaes

    e amortizaes, refletindo a gerao operacional de caixa, alcanou no perodo o valor de

    438,8 milhes de reais, apresentando um acrscimo de 2,4% em relao ao exerccio an-

    terior (428,4 milhes de reais), tendo a margem EBITDA (relao entre o EBITDA e a receita

    operacional lquida) passado de 22,6% para 21,4%. Conforme j registrado, o EBITDA e a

    margem EBITDA esto sendo apresentados desconsiderando os efeitos da receita e cus-

    tos de construo.

    A tabela e os grficos a seguir mostram a evoluo desse indicador nos ltimos anos.

    Quadro 7 - Evoluo do EBITDA

    Os ndices de endividamento da Embasa continuam em patamares confortveis, a despeito

    dos novos financiamentos contratados com a Caixa Econmica Federal e o Banco Nacio-

    nal de Desenvolvimento Econmico e Social - BNDES.

    Na tabela representativa da evoluo do endividamento, foi acrescentado Dvida One-

    rosa o Passivo Financeiro a Pagar - PPP (de curto e longo prazos), decorrente da altera-

    o na forma de contabilizao do Contrato de Concesso Administrativa do Emissrio da

    Boca do Rio, j mencionada. Isso influenciou os valores dos indicadores, em relao aos

    anteriormente informados, de 2011 a 2013.

    Quadro 8 - Evoluo do endividamento

    O exerccio de 2014 foi encerrado com um patrimnio lquido de R$ 5,0 bilhes (R$ 4,9 bi-

    lhes em 2013).

    Pela primeira vez em sua histria, a Embasa reverteu prejuzos acumulados histricos. Em

    2006 apresentava mais de R$ 1 bilho de resultado negativo e, em 2014, alcanou lucros

    acumulados de R$ 46,9 milhes.

    Quadro 9 - Lucro/Prejuzo

    O ndice de Eficincia Operacional - IEO o princi-

    pal indicador utilizado no Planejamento Estratgico

    da Embasa e reflete os resultados da perspectiva fi-

    nanceira. Ele a relao entre as entradas de re-

    cursos (oriundos da prestao de servios de gua

    e esgoto, dos rendimentos de aplicaes financeiras

    e do ressarcimento de despesas) e os gastos de-

    sembolsveis com recursos prprios (exceto inves-

    timentos, servio da dvida de financiamentos,

    programa de participao nos resultados, incentivo

    aposentadoria e pagamentos relativos a questes c-

    veis), apurados pelo fluxo de caixa mensal.

    A partir do exerccio de 2012, como contrapartida da

    reviso tarifria extraordinria, as metas para esse indicador passaram a ser fixadas pela

    atual Agncia Reguladora de Saneamento da Bahia - Agersa, antiga Coresab, vlidas para

    o perodo 2011 - 2014. A Agersa estipulou em 1,310 a meta para 2014, mas a prpria Em-

    basa, em reviso oramentria efetuada em setembro/2014, fixou internamente uma meta

    superior, de 1,369.

    Conforme pode ser observado no grfico a seguir, a meta foi superada em 2014, uma vez

    que o IEO atingiu 1,384.

    Quadro 10 - Evoluo dos componentes do IEO - Previsto/Realizado

    6.2 INVESTIMENTOS REALIZADOS

    Os investimentos no exerccio de 2014 alcanaram o montante de R$510 milhes. Deste

    valor, 58% foram oriundos de recursos prprios e 42% financiados atravs de recursos ex-

    ternos. Os valores investidos nos sistemas de abastecimento de gua e esgotamento sa-

    nitrio neste ano excedem em 22% a mdia de investimentos realizados nos ltimos 14

    anos (2001-2014).

    Analisando os ltimos 6 anos desta gesto com o mesmo intervalo de tempo da gesto ante-

    rior, percebe-se que perodo de 2001-2006 apresentou R$292 milhes de investimento mdio

    anual, enquanto que o perodo de 2009-2014 a mdia de investimentos alcanou o patamar

    de R$631 milhes, ou seja, um incremento de 116%. Os investimentos realizados com recur-

    sos prprios da Embasa no perodo de 2009 a 2014 (R$ 1,987 bilho) foi 6,6 vezes mais se

    comparados com os investimentos realizados no perodo de 2001 a 2006 (R$ 300 milhes).

    perceptvel a evoluo dos investimentos nos ltimos seis anos (2009-2014) conforme

    apresenta o grfico a seguir:

    1 Investimentos apurados pelo regime de caixa e no incluem despesas capitalizveis e juros definanciamento no perodo de carncia.

    Os investimentos realizados pela Embasa so provenientes de recursos prprios e tercei-

    ros, sendo que estes envolvem capital oneroso e no oneroso. Em geral, os recursos one-

    rosos so captados atravs dos agentes financeiros Caixa Econmica Federal - CEF e

    Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social - BNDES, enquanto que os re-

    cursos no onerosos so oriundos principalmente do Programa de Acelerao do Cresci-

    mento - PAC atravs do Oramento Geral da Unio - OGU.

    Os valores investidos neste ano foram aplicados em obras de implantao, ampliao e

    melhoria de sistemas de abastecimento de gua (sistemas de produo, tratamento e dis-

    tribuio de gua) e de esgotamento sanitrio (coleta, transporte, tratamento e disposio

    final dos efluentes), assim como aes de educao ambiental que acompanharam a exe-

    cuo das obras.

    6.3 RECURSOS ASSEGURADOS

    Durante o perodo de 2007 a 2014, foram assegurados mais de R$7,6 bilhes para reali-

    zao de obras destinadas a aes de abastecimento de gua - SAA, esgotamento sanit-

    rio - SES e desenvolvimento institucional - DI.

    Durante este perodo, 415 obras foram concludas e 112 esto em andamento com previ-

    so de trmino em 2015. Do universo de 527 obras, 80% refere-se a SAA, 19% SES e 1%

    esto ligadas a DI. Alm destes empreendimentos, destaca-se 425 perfuraes de poos

    e 145 projetos elaborados.

    Estes investimentos foram realizados atravs de recursos prprios e tambm recursos oriun-

    dos do Oramento Geral da Unio - OGU atravs dos ministrios das Cidades, da Integra-

    o Nacional (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e do Parnaba

    - Codevasf), do Ministrio da Sade (Fundao Nacional de Sade - Funasa), alm de fi-

    nanciamento da Caixa - FGTS, do BNDES (Fundo de Amparo ao Trabalho - FAT e Finan-

    ciamento de Mquinas e Equipamentos - Finame) e do Estado.

    6.4 ORAMENTO DE INVESTIMENTOS 2015

    A previso oramentria de investimento para o exerccio de 2015 totaliza o montante de

    R$ 926 milhes, valor aprovado pelo Conselho de Administrao da Embasa em dezembro

    de 2014. Os valores so provenientes de recursos prprios incluindo contrapartida da Em-

    basa (19,07%), do Oramento Geral da Unio (OGU e Funasa, 34,08%), e os 46,85% res-

    tantes provm de repasses do governo do Estado e de financiamentos ou convnios

    contrados diretamente pela Embasa. Esses recursos sero aplicados na elaborao de

    projetos de obras de gua e esgoto, na implantao e/ou ampliao dos sistemas de es-

    gotamento sanitrio e abastecimento de gua, na perfurao de poos para abastecimento

    de gua e no desenvolvimento institucional da empresa.

    Quadro 11 - Investimentos por fonte de recurso

    CONTINUA

    CONTINUAO

    EMBASA

    EMPRESA BAIANA DE GUAS

    E SANEAMENTO S.A.

    CNPJ: 13.504.675/0001-10

    Capital Autorizado: R$ 5.664.000.000,00

    Capital Integralizado: R$ 3.997.349.273,40

    90,9

    105,

    3

    98,8

    96,7

    131,

    1

    140,

    0

    245,

    8

    238,

    8

    215,

    8

    333,

    1

    356,

    3

    337,

    0

    354,

    5

    75,3

    75,4

    85,6

    88,1

    101,

    9

    101,

    1

    94,5

    146,

    5

    188,

    6

    228,

    4

    239,

    0

    237,

    0

    238,

    8

    0,0 50,0

    100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 350,0 400,0

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Despesas Administra vas Despesas Administra vas exceto Depreciao e Provises / Perdas

    Evoluo das Taxas de Crescimento

    das Despesas Administrativas

    -40,0%

    -20,0%

    0,0%

    20,0%

    40,0%

    60,0%

    80,0%

    100,0%

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    Despesas Administra vas Despesas Administra vas exceto Depreciao e Provises

    Evoluo do % Provises / ROL

    0,0%

    2,0%

    4,0%

    6,0%

    8,0%

    10,0%

    12,0%

    14,0%

    16,0%

    1998 2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    % Provises / ROL

    Evoluo das Taxas de Crescimento das

    Despesas Comerciais

    -40,0%

    -20,0%

    0,0%

    20,0%

    40,0%

    60,0%

    80,0%

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    Despesas Comerciais Despesas Comerciais exceto Perdas por Inadimplncia

    Evoluo do % Perdas por Inadimplncia / ROL

    0,0%

    5,0%

    10,0%

    15,0%

    20,0%

    25,0%

    1998 2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    % Perdas por Inadimplncia / ROL

    Evoluo das Despesas Administrativas

    (milhes de R$)

    Evoluo do Resultado Lquido

    (milhes de R$)

    -398,9

    154,2

    26,8 77,4 53,2 47,9

    -144,1

    338,0

    162,1

    86,5

    147,8 96,3

    63,3

    -500,0

    -400,0

    -300,0

    -200,0

    -100,0

    0,0

    100,0

    200,0

    300,0

    400,0

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    EBITDA (R$ x 1.000)

    0

    50.000

    100.000

    150.000

    200.000

    250.000

    300.000

    350.000

    400.000

    450.000

    500.000

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    Evoluo das Despesas Comerciais

    (milhes de R$)

    55

    ,5

    66

    ,0

    67

    ,2

    68

    ,7

    81

    ,8

    95

    ,7 12

    6,2

    97

    ,2

    16

    0,5

    16

    3,2

    14

    0,0

    17

    9,0

    20

    6,0

    29

    ,4

    34

    ,0

    27

    ,7

    31

    ,4

    40

    ,3

    32

    ,4

    34

    ,5

    37

    ,3

    43

    ,3

    41

    ,1

    36

    ,5

    35

    ,2

    34

    ,5

    0,0

    50,0

    100,0

    150,0

    200,0

    250,0

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Despesas Comerciais Despesas Comerciais exceto Perdas por Inadimplncia

    Margem EBITDA

    0,0%

    5,0%

    10,0%

    15,0%

    20,0%

    25,0%

    30,0%

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    Investimentos - Valores em R$ milhes - Indexados pelo IPCA

    - Base: Dez/2014

    47 51 24 51 61 66 44 35

    277

    383

    223

    474

    332 298

    366 344

    256 164 176 146

    91 140

    277

    432

    360

    282

    235 212

    413 395

    280

    215 237

    212

    135 175

    554

    815

    583

    756

    567

    510

    2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Recursos Externos

    Recursos Prprios

    Evoluo dos Custos dos Servios

    (milhes de R$)

    30

    4,6

    35

    5,8

    42

    9,9

    48

    3,8

    56

    8,4

    68

    8,1

    72

    5,7

    81

    9,5

    88

    8,2

    94

    4,9

    1.1

    04

    ,7

    1.2

    13

    ,9

    1.3

    21

    ,4

    21

    9,6

    26

    6,9

    32

    3,7

    35

    6,1

    41

    5,1

    45

    6,6

    49

    7,7

    56

    7,6

    61

    5,2

    70

    8,5

    85

    3,4

    94

    7,7

    1.0

    51

    ,0

    0,0

    200,0

    400,0

    600,0

    800,0

    1000,0

    1200,0

    1400,0

    2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    Custos dos Servios Custos dos Servios exceto Depreciao e Amor zao

    Evoluo da Taxas de Crescimento dos Custos dos Servios

    0,0%

    5,0%

    10,0%

    15,0%

    20,0%

    25,0%

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    Custos dos Servios Custos dos Servios exceto Depreciao e Amor zao

    Evoluo da Margem Bruta Ajustada

    0,0%

    5,0%

    10,0%

    15,0%

    20,0%

    25,0%

    30,0%

    35,0%

    40,0%

    45,0%

    2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016

    em milhes de reais

    Resultado antes das receitas (despesas) financeiras 162,8 164,1 (1,4)Receitas (Despesas) Financeiras Lquidas (11,7) (8,2) (3,5)IR e CSLL (87,8) (59,6) (28,2)Total 63,3 96,3 (33,1)

    2014 2013 Variao

    2014 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001EBITDA (R$ x 1.000) 438.786 428.435 383.581 328.576 377.654 321.107 125.289 180.163 138.524 131.013 95.255 68.691 47.385 10.355% de Acrscimo 2,4% 11,7% 16,7% -13,0% 17,6% 156,3% -30,5% 30,1% 5,7% 37,5% 38,7% 45,0% 357,6%Margem EBITDA 21,4% 22,6% 22,1% 21,5% 27,8% 27,2% 12,3% 20,9% 18,2% 19,7% 16,6% 13,7% 11,6% 2,8%

    2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014Dvida Onerosa / EBITDA (x)EVOLUO DO ENDIVIDAMENTO

    64,75 20,17 11,56 7,17 4,12 3,15 1,87 3,49 1,10 1,03 1,69 2,04 2,17 2,24Dvida Lquida (milhares de R$) 632.066 934.428 761.575 651.457 483.270 413.584 241.334 224.079 141.249 342.043 690.987 932.246 987.526 1.077.402Dvida Lquida / EBITDA (x) 61,04 19,72 11,09 6,84 3,69 2,99 1,34 1,79 0,44 0,91 2,10 2,43 2,30 2,46Dvida Curto Prazo / Dvida Total (%) 18,2% 6,5% 8,6% 11,6% 12,7% 11,0% 8,5% 8,7% 8,2% 7,3% 9,7% 8,7% 9,5% 11,3%Passivo Total / Ativo Total (%) 43,3% 54,7% 48,8% 40,4% 35,0% 31,6% 29,1% 30,2% 24,3% 24,7% 29,2% 29,5% 30,6% 31,3%

    Lucro/(Prejuzo do exerccio)

    Lucro/(Prejuzo acumulado)

    Valor Valor2014 63.257 46.896 2013 96.315 (75.299) 2012 147.754 (206.936) 2011 86.460 (367.380) 2010 162.050 (457.902) 2009 338.020 (629.057) 2008 (144.101) (993.285) 2007 47.874 (905.580) 2006 53.204 (1.031.510)

    Ano

    Evoluo do IEO

    1,180 1,190 1,192

    1,236

    1,283

    1,222

    1,280 1,290

    1,335

    1,369

    1,120 1,122

    1,154 1,173

    1,214 1,241 1,231

    1,263

    1,224

    1,254

    1,346

    1,384

    1

    1,05

    1,1

    1,15

    1,2

    1,25

    1,3

    1,35

    1,4

    2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

    META REALIZADO

    R$ %

    FATURAMENTO DE GUA E ESGOTO 2.297.321.534 2.290.718.394 (6.603.140) -0,29%ENTRADAS DE RECURSOS 2.146.901.917 2.112.929.675 (33.972.242) -1,58%SADAS DE RECURSOS 1.568.465.276 1.527.223.336 (41.241.940) -2,63%

    IEO ( = Entradas de Recursos / Sadas de Recursos ) 1,369 1,384

    EFICINCIA DA ARRECADAO DE CONTAS DE GUA E ESGOTO 92,00% 90,35%

    VOLUME FATURADO DE GUA E ESGOTO (m3) 710.818.612 703.247.193 (7.571.419) -1,07%

    TARIFA MDIA DE GUA E ESGOTO (R$ / m3) 3,055 3,072 0,017 0,57%

    Questes Judiciais Trabalhistas 38.371.913 34.479.323 -3.892.590 -10,14%

    DISCRIMINAO2014

    Previsto Realizado Realizado X Previsto

    Fonte de Recursos Valor Percentual

    Recurso prprio + contrapartidada EMBASA 176.591 19,07%

    Oramento Geral da Unio 315.630 34,08%

    Outros 433.921 46,85%

    Total 926.142 100%

    Repasse Governo federal 315.630 34,08%

    Recursos Prprios 176.590 19,07%

    Repasse Governo do Estado 5.001 0,54%

    PROSANEAMENTO 3.976 0,43%

    ROYALTIES 25 0,00%

    Contrapartida Tesouro1 1.000 0,11%

    Financiamento EMBASA + Convnios 418.978 45,24%

    BNDES/DI 0 0,00%

    BNDES/PAC 192.133 20,75%

    FGTS/CEF 129.826 14,02%

    CEF/FINAME 5.172 0,56%

    Convnio CODEVASF 61.828 6,68%

    FUNCEP 30.019 3,24%

    Outros Convnios 9.943 1,07%

    TOTAL 926.142 100%

    FUNCEP: Fundo Estadual de Combate e Erradicao da Pobreza

    1 Prprio do Tesouro recursos ordinrios de contrapartida de convnios e operaes de crditos

    CEF: Caixa Econmica Federal

    BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social

    DI: Desenvolvimento institucional

    PAC: Programa de Acelerao do Crescimento

    FGTS: Fundo de Garantia por Tempo de Servio

    FINAME: Financiamento de mquinas e equipamentos

  • 7 GESTO DE PESSOAS

    Ao final do exerccio de 2014 o corpo de empregados efetivos da Embasa era composto por

    5.035 empregados, subordinados s disposies da Consolidao das Leis Trabalhistas -

    CLT e outras normas que regulam determinadas profisses. Em 2014 foram finalizadas as

    convocaes do concurso 2009, totalizando em mais de 2.600 contrataes ao longo dos

    04 anos de validade do concurso.

    A lotao dos empregados descentralizada, consoante se nota no quadro a seguir.

    Quadro 12 - Nmero de empregados

    7.1 AVALIAO DE DESEMPENHO POR COMPETNCIA

    Com o objetivo de subsidiar o sistema de gesto de pessoas, foi implantada em setembro

    de 2014 a Avaliao de Desempenho com foco em Competncias para os empregados da

    Embasa, possibilitando, assim, alinhar com transparncia, justia e meritocracia o desen-

    volvimento dos empregados aos objetivos estratgicos da Empresa, buscando melhorias na

    qualidade dos servios prestados sociedade. O processo consistiu na autoavaliao e

    avaliao do gestor envolvendo 4.509 empregados, tendo o resultado da avaliao subsi-

    diado o plano de desenvolvimento do empregado e, tambm, a promoo por mrito pre-

    vista no PCSC.

    Essa ferramenta de gesto possibilita aos empregados uma anlise e reflexo sobre o seu

    desempenho e comportamento no local de trabalho. Para a implantao, a Embasa prepa-

    rou seus empregados para que todos tivessem uma melhor percepo sobre o processo,

    e que o mesmo ocorresse de forma tranquila, com mnimo de impacto no clima organiza-

    cional. Foram realizadas vrias turmas de sensibilizao e 586 gestores participaram de

    capacitao para desenvolvimento de lderes. Alm disso, foram disponibilizadas videoau-

    las, guia de orientao e cartazes abordando sobre a Avaliao de Desempenho por Com-

    petncia.

    Destacam-se os seguintes reconhecimentos externos no exerccio:

    REVISTA EXAME - MELHORES E MAIORES

    REVISTA VALOR 1000

    REVISTA MELHORES DA DINHEIRO

    CONTINUA

    CONTINUAO

    EMBASA

    EMPRESA BAIANA DE GUAS

    E SANEAMENTO S.A.

    CNPJ: 13.504.675/0001-10

    Capital Autorizado: R$ 5.664.000.000,00

    Capital Integralizado: R$ 3.997.349.273,40

    REVISTA SANEAMENTO AMBIENTAL

    TROFU TRANSPARNCIA - ANEFAC/ FIPECAFI/ SERASA EXPERIAN

    1 - Base de ClculoReceita lquida (RL)Resultado operacional (RO)Folha de pagamento bruta (FPB)2 - Indicadores Sociais Internos Valor (mil) % sobre FPB % sobre RL Valor (mil) % sobre FPB % sobre RLAlimentao 33.489 8,52% 1,30% 29.862 7,86% 1,22%Encargos sociais compulsrios 120.712 30,73% 4,68% 121.747 32,05% 4,97%Previdncia privada 15.274 3,89% 0,59% 14.459 3,81% 0,59%Sade 40.315 10,26% 1,56% 33.367 8,79% 1,36%Segurana e sade no trabalho 3.503 0,89% 0,14% 2.563 0,67% 0,10%Educao 629 0,16% 0,02% 619 0,16% 0,03%Cultura 63 0,02% 0,00% 15 0,00% 0,00%Capacitao e desenvolvimento profissional 540 0,14% 0,02% 528 0,14% 0,02%Assistencia Social 13.140 3,34% 0,51% 10.462 2,75% 0,43%Participao nos lucros ou resultados 17.742 4,52% 0,69% 28.534 7,51% 1,17%Outros 2.736 0,70% 0,11% 2.703 0,71% 0,11%Total - Indicadores sociais internos 249.386 63,48% 9,67% 246.386 64,87% 10,06%3 - Indicadores Sociais Externos Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RLEducao 0 0,00% 0,00% 0 0,00% 0,00%Cultura 350 0,55% 0,01% 315 0,33% 0,01%Sade e saneamento 0 0,00% 0,00% 2 0,00% 0,00%Esporte 133 0,21% 0,01% 159 0,17% 0,01%Combate fome e segurana alimentar 0 0,00% 0,00% 0 0,00% 0,00%Outros 6.753 10,68% 0,26% 7.185 7,46% 0,29%Eventos tcnicos sociais externos 278 0,44% 0,01% 3.576 3,71% 0,15%Total das contribuies para a sociedade 7.514 11,88% 0,29% 8.097 8,41% 0,33%Tributos (excludos encargos sociais) 308.202 487,22% 11,95% 295.254 306,55% 12,06%Total - Indicadores sociais externos 315.716 499,10% 12,24% 303.351 314,96% 12,39%4 - Indicadores Ambientais Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RLInvestimentos relacionados com a produo/ operao da empresa 2.173 3,44% 0,08% 1.842 1,91% 0,08%Investimentos em programas e/ou projetos externos 2.706 4,28% 0,10% 2.319 2,41% 0,09%Total dos investimentos em meio ambiente 4.879 7,71% 0,19% 4.161 4,32% 0,17%Quanto ao estabelecimento de metas anuais para minimizar resduos, o consumo em geral na produo/ operao e aumentar a eficcia na utilizao de recursos naturais, a empresa5 - Indicadores do Corpo Funcional 2014 2013N de empregados(as) ao final do perodoN de admisses durante o perodoN de empregados(as) terceirizados(as)N de estagirios(as)N de empregados(as) acima de 45 anosN de mulheres que trabalham na empresa% de cargos de chefia ocupados por mulheresN de negros(as) que trabalham na empresa% de cargos de chefia ocupados por negros(as)N de pessoas com deficincia ou necessidades especiais6 - Informaes relevantes quanto ao exerccio da cidadania empresarialRelao entre a maior e a menor remunerao na empresaNmero total de acidentes de trabalhoOs projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela empresa foram definidos por:

    ( ) direo ( X) direo e gerncias

    ( ) todos(as) empregados(as)

    ( ) direo (X) direo e gerncias

    ( ) todos(as) empregados(as)

    Os pradres de segurana e salubridade no ambiente de trabalho foram definidos por:

    ( ) direo e gerncias

    (X) todos(as) empregados(as)

    ( ) todos(as) + Cipa

    ( ) direo e gerncias

    (X) todos(as) empregados(as)

    ( ) todos(as) + Cipa

    Quanto liberdade sindical, ao direito de negociao coletiva e representao interna dos(as) trabalhadores(as), a empresa:

    ( ) no se envolve

    (X) segue as normas da OIT

    ( ) incentiva e segue a OIT

    ( ) no se envolver

    (X) seguir as normas da OIT

    ( ) incentivar e seguir a OIT

    A previdncia privada contempla:( ) direo ( ) direo e

    gerncias(X) todos(as)

    empregados(as)( ) direo ( ) direo e

    gerncias( X ) todos(as)

    empregados(as)

    A participao dos lucros ou resultados contempla:( ) direo ( ) direo e

    gerncias(X) todos(as)

    empregados(as)( ) direo ( ) direo e

    gerncias(X) todos(as)

    empregados(as)Na seleo dos fornecedores, os mesmos padres ticos e de responsabilidade social e ambiental adotados pela empresa:

    ( ) no so considerados

    (X) so sugeridos ( ) so exigidos ( ) no sero considerados

    (X) sero sugeridos

    ( ) sero exigidos

    Quanto participao de empregados(as) em programas de trabalho voluntrio, a empresa:

    ( ) no se envolve

    ( X) apia ( ) organiza e incentiva

    ( ) no se envolver

    (X) apoiar ( ) organizar e incentivar

    Valor adicionado total a distribuir (em mil R$):

    Distribuio do Valor Adicionado (DVA):7 - Outras Informaes

    2014 Valor (Mil reais) 2013 Valor (Mil reais)

    62Metas 2015

    31

    4.871

    11,8

    36,11 % governo 42,46 % colaboradores(as) ___% acionistas 15,30 % terceiros 6,13 %

    Em 2013: 1.011.56133,02% governo 42,54% colaboradores(as) ___% acionistas 14,92 % terceiros 9,52% retido

    2.578.53263.257

    392.845

    ( ) no possui metas ( ) cumpre de 51 a 75% ( ) cumpre de 0 a 50% (x) cumpre de 76 a 100%

    1.30228,73%

    762

    2.448.05496.315

    379.819

    2.451144

    ( ) no possui metas ( ) cumpre de 51 a 75% ( ) cumpre de 0 a 50% (x) cumpre de 76 a 100%

    Em 2014: 1.028.490

    2014 Valor (Mil reais)

    2.3751.344

    29,46%844

    9,62%

    5.035432

    55

    60

    5.459

    9,36%

    1935.364

    BALANO SOCIAL ANUAL 2014

    8 RECONHECIMENTOS EXTERNOS - 2014

    EMPREGADOS PRPRIOS

    2010 2011 2012 2013 2014 %

    Capital e RMS 2.479 2.810 2.847 2.707 2.637 52,37 Regio Norte 762 950 1.202 1.175 1.095 21,75 Regio Sul 720 921 1.058 989 1.303 25,88 TOTAL 3.961 4.681 5.107 4.871 5.035 100,00

    1 do saneamento do N/NE

    e 4 do Brasil

    16 maior prestadora

    de servios

    25 entre as 50 maiores

    estatais do Brasil

    1 em saneamento do N/NE

    10 maior empresa

    do Nordeste

    4 maior empresa do pas no

    setor gua e saneamento

    4 colocada em governana

    corporativa

    Eleita em 2014, pelo segundo

    ano, a EMPRESA DO ANO NO

    SANEAMENTO AMBIENTAL

    5 em receita operacional lquida

    6 em investimentos realizados

    3 em investimentos programados

    Umas das mais transparentes do

    Brasil categoria capital fechado

    Laureada pelo 4 ano

    consecutivo

    Transparncia e qualidade das

    informaes financeiras e contbeis

  • 1 Contexto operacional

    A Empresa Baiana de guas e Saneamento S.A. Embasa (ou Companhia), socie-

    dade de economia mista com sede localizada Avenida 4, n 420, Centro Adminis-

    trativo da Bahia - CAB, Salvador, Bahia, constituda pela Lei Estadual n 2.929/71,

    vinculada Secretaria de Desenvolvimento Urbano, tem como objetivo executar a po-

    ltica de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio no estado da Bahia. A Com-

    panhia opera os servios de abastecimento de gua em 364 municpios, sendo 361

    sedes municipais, e opera os servios de esgotamento sanitrio em 92 municpios,

    sendo 84 sedes municipais.

    Contratos de concesso foram firmados entre a Embasa e os municpios onde foram

    pactuados os termos que regem a relao comercial entre as partes durante o prazo

    estabelecido da concesso. Do total de municpios atendidos, ainda esto em vigor

    os contratos de concesso em 298 deles. Seis municpios j possuem contratos de

    programa, 53 encontram-se com seus respectivos contratos de concesso venci-

    dos, 1 tem vencimento com prazo indeterminado e 6 so operados pela Embasa

    sem delegao.

    J foram assinados 67 convnios de cooperao entre o Governo do Estado e Munic-

    pios, autorizando a gesto associada para a delegao da prestao e da regulao e

    fiscalizao dos servios de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio. Destes

    municpios, 34 esto com os contratos de concesso vencidos.

    Em caso de retomada, pelos municpios, dos servios de abastecimento e esgotamento

    sanitrio, a Companhia dever ser indenizada, em moeda corrente, por fora contratual

    e legal, no valor correspondente aos investimentos realizados e no amortizados, de

    modo a no ocorrerem perdas.

    O contrato de concesso do municpio de Salvador, em consonncia com o art. 42 da

    Lei de Concesses, n 8.987, de 13/02/1995, considerado precrio. A Companhia j

    havia negociado com a gesto municipal anterior os termos do contrato de programa,

    faltando apenas a sua assinatura. No entanto, a atual gesto reabriu a negociao para

    elaborao do novo contrato de programa. Tendo em vista os contratos do PAC, assi-

    nados, com recursos do Oramento Geral da Unio - OGU, para execuo de obras no

    municpio de Salvador, totalizando R$ 434 milhes e os projetos que esto em anlise

    pleiteando novos recursos do OGU e, considerando que a Lei Nacional de Saneamento

    Bsico LNSB e os manuais do Ministrio das Cidades, que tratam do acesso aos re-

    cursos no onerosos da Unio, vedam o acesso a esses recursos caso a concesso

    seja realizada de forma onerosa, a Companhia entende que o contrato de programa a

    ser assinado com o municpio dever ser no oneroso, de modo a evitar a suspenso

    dos desembolsos dos recursos dos contratos em andamento, no cabendo, portanto,

    qualquer provisionamento para sua assinatura. Em 2014, o municpio de Salvador foi

    responsvel por 40,68% da receita operacional bruta da Companhia. No exerccio de

    2008, o municpio assinou, na condio de interveniente, juntamente com o Governo do

    Estado da Bahia e a Embasa, diversos instrumentos contratuais para realizao de

    obras do Programa de Acelerao do Crescimento - PAC e do Sistema de Disposio

    Ocenica do Jaguaribe. Em 22 de dezembro de 2009, o municpio de Salvador e o es-

    tado da Bahia, com a intervenincia da Embasa, assinaram convnio de cooperao

    entre entes federados, para negociar os termos de contrato de programa a ser cele-

    brado entre o municpio e a Embasa. O Plano Municipal de Saneamento Bsico Ser-

    vios de Abastecimento de gua e Esgotamento Sanitrio foi aprovado atravs da Lei

    n 7.981 de 31 de maio de 2011 que, alm de aprovar o plano, autoriza o Municpio a

    celebrar contrato de programa com a Embasa, institui o Fundo Municipal de Sanea-

    mento Bsico, ratifica o Convnio de Cooperao e d outras providncias.

    Aps longo processo de discusses, em 14 de maio de 2012 foi encaminhada Prefei-

    tura minuta do contrato de programa com prazo de vigncia de 30 anos e contemplando

    as alteraes sugeridas. Com a eleio do novo prefeito em 2013, mais questionamen-

    tos foram feitos acerca da minuta de contrato e o documento aguarda aprovao para

    que seja submetido consulta e audincia pblicas e posterior assinatura.

    Outro aspecto que merece ser citado foi a deciso, no ano de 2013, do Supremo Tribu-

    nal Federal (STF) referente a Ao Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) n 1.842 (178)

    que trata da Regio Metropolitana do Rio de Janeiro, pela qual a titularidade dos servios

    pblicos de saneamento bsico pode ser compartilhada pelo Estado e pelos municpios

    que a integram. O acrdo reconhece o poder concedente e a titularidade do servio ao

    colegiado formado pelos municpios e pelo estado federado, que estabelecer as regras

    para o planejamento integrado, a regulao conjunta e a prestao dos servios.

    CONTINUA

    CONTINUAO

    EMBASA

    EMPRESA BAIANA DE GUAS

    E SANEAMENTO S.A.

    CNPJ: 13.504.675/0001-10

    Capital Autorizado: R$ 5.664.000.000,00

    Capital Integralizado: R$ 3.997.349.273,40

    NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES FINANCEIRAS EXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013(em milhares de Reais)

    DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA - MTODO INDIRETOEXERCCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013

    (Em milhares de Reais)

    2014 2013 Reapresentado*

    Fluxo de caixa das atividades operacionaisResultado do exerccio 63.257 96.315

    Ajustes porAmortizao e depreciao 276.004 270.178Variaes monetrias e cambiais e juros de ativos e passivos 29.390 23.675Resultado na venda/baixa de ativo imobilizado 302 101Incentivo fiscal ICMS (9.788) (33.548)Imposto de renda e contribuio social diferidos (35.404) (35.480)Proviso para contingncias, lquido 39.079 48.083Proviso para reduo ao valor recupervel de contas a receber de clientes, lquido 30.403 24.314Proviso para participao de empregados - PPR 17.741 28.534Perdas nos processos judiciais 60.255 32.297Receita lquida de construo - (5.882)

    471.239 448.587

    (Aumentos) redues nos ativos e aumentos (redues) nos passivos

    Contas a receber de clientes (19.271) (8.113)Estoques 7.164 (1.658)Impostos a recuperar 813 11.849Outras contas a receber (1.205) (5.100)Depsitos judiciais/Despesas antecipadas-seguro garantia (133.107) (53.604)Fornecedores e empreiteiros 7.332 18.462Impostos, taxas e contribuies a recolher 87.426 63.107Salrios e frias a pagar 1.947 1.861Passivo