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CÓDIGO PROCESSUAL PENAL

Código Processual Penal

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    2.4.1 - DO INQURITO POLICIAL:ARTIGOS 4. A 23.

    Dispositivos do Cdigo de Processo Penal que tratam doassunto:

    Art. 4 A polcia judiciria ser exercida pelas autoridadespoliciais no territrio de suas respectivas circunscries e ter porm a apurao das infraes penais e da sua autoria.

    Pargrafo nico.A competncia denida neste artigo noexcluir a de autoridades administrativas, a quem por lei sejacometida a mesma funo.

    Art.5 Nos crimes de ao pblica o inqurito policial seriniciado:I-de ofcio;II-mediante requisio da autoridade judiciria ou do

    Ministrio Pblico, ou a requerimento do ofendido ou de quemtiver qualidade para represent-lo.

    1 O requerimento a que se refere o nII conter sempre quepossvel:

    a)a narrao do fato, com todas as circunstncias;b)a individualizao do indiciado ou seus sinais caractersticos

    e as razes de convico ou de presuno de ser ele o autor dainfrao, ou os motivos de impossibilidade de o fazer;

    c)a nomeao das testemunhas, com indicao de sua prossoe residncia.

    2 Do despacho que indeferir o requerimento de abertura deinqurito caber recurso para o chefe de Polcia.

    3 Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento daexistncia de infrao penal em que caiba ao pblica poder,verbalmente ou por escrito, comunic-la autoridade policial, eesta, vericada a procedncia das informaes, mandar instaurarinqurito.

    4 O inqurito, nos crimes em que a ao pblica depender derepresentao, no poder sem ela ser iniciado.

    5 Nos crimes de ao privada, a autoridade policial somentepoder proceder a inqurito a requerimento de quem tenhaqualidade para intent-la.

    Art.6 Logo que tiver conhecimento da prtica da infraopenal, a autoridade policial dever:

    I - dirigir-se ao local, providenciando para que no se alteremo estado e conservao das coisas, at a chegada dos peritoscriminais;

    II - apreender os objetos que tiverem relao com o fato, apsliberados pelos peritos criminais;

    III-colher todas as provas que servirem para o esclarecimentodo fato e suas circunstncias;

    IV-ouvir o ofendido;

    V-ouvir o indiciado, com observncia, no que for aplicvel,do disposto no Captulo III do Ttulo Vll, deste Livro, devendoo respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihetenham ouvido a leitura;

    VI-proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e aacareaes;VII-determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo

    de delito e a quaisquer outras percias;VIII-ordenar a identicao do indiciado pelo processo

    datiloscpico, se possvel, e fazer juntar aos autos sua folha deantecedentes;

    IX-averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto devista individual, familiar e social, sua condio econmica, suaatitude e estado de nimo antes e depois do crime e durante ele, equaisquer outros elementos que contriburem para a apreciao doseu temperamento e carter.

    Art.7Para vericar a possibilidade de haver a infrao sidopraticada de determinado modo, a autoridade policial poderproceder reproduo simulada dos fatos, desde que esta nocontrarie a moralidade ou a ordem pblica.

    Art.8 Havendo priso em agrante, ser observado o dispostono Captulo II do Ttulo IX deste Livro.

    Art.9 Todas as peas do inqurito policial sero, num sprocessado, reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso,rubricadas pela autoridade.

    Art.10.O inqurito dever terminar no prazo de 10 dias,

    se o indiciado tiver sido preso em agrante, ou estiver presopreventivamente, contado o prazo, nesta hiptese, a partir do diaem que se executar a ordem de priso, ou no prazo de 30 dias,quando estiver solto, mediante ana ou sem ela.

    1 A autoridade far minucioso relatrio do que tiver sidoapurado e enviar autos ao juiz competente.

    2 No relatrio poder a autoridade indicar testemunhas queno tiverem sido inquiridas, mencionando o lugar onde possam serencontradas.

    3 Quando o fato for de difcil elucidao, e o indiciadoestiver solto, a autoridade poder requerer ao juiz a devoluo dosautos, para ulteriores diligncias, que sero realizadas no prazo

    marcado pelo juiz.

    Art.11.Os instrumentos do crime, bem como os objetos queinteressarem prova, acompanharo os autos do inqurito.

    Art.12.O inqurito policial acompanhar a denncia ou queixa,sempre que servir de base a uma ou outra.

    Art.13.Incumbir ainda autoridade policial:I-fornecer s autoridades judicirias as informaes necessrias

    instruo e julgamento dos processos;II- realizar as diligncias requisitadas pelo juiz ou pelo

    Ministrio Pblico;

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    III-cumprir os mandados de priso expedidos pelas autoridadesjudicirias;

    IV-representar acerca da priso preventiva.

    Art.14.O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciadopodero requerer qualquer diligncia, que ser realizada, ou no, ajuzo da autoridade.

    Art.15.Se o indiciado for menor, ser-lhe- nomeado curadorpela autoridade policial.

    Art.16.O Ministrio Pblico no poder requerer a devoluodo inqurito autoridade policial, seno para novas diligncias,imprescindveis ao oferecimento da denncia.

    Art.17.A autoridade policial no poder mandar arquivar autosde inqurito.

    Art.18.Depois de ordenado o arquivamento do inquritopela autoridade judiciria, por falta de base para a denncia, aautoridade policial poder proceder a novas pesquisas, se de outrasprovas tiver notcia.

    Art.19.Nos crimes em que no couber ao pblica, os autosdo inqurito sero remetidos ao juzo competente, onde aguardaroa iniciativa do ofendido ou de seu representante legal, ou seroentregues ao requerente, se o pedir, mediante traslado.

    Art.20.A autoridade assegurar no inqurito o sigilo necessrio elucidao do fato ou exigido pelo interesse da sociedade.

    Pargrafo nico.Nos atestados de antecedentes que Iheforem solicitados, a autoridade policial no poder mencionarquaisquer anotaes referentes a instaurao de inqurito contraos requerentes, salvo no caso de existir condenao anterior.

    Art.21.A incomunicabilidade do indiciado depender semprede despacho nos autos e somente ser permitida quando o interesseda sociedade ou a convenincia da investigao o exigir.

    Pargrafo nico. A incomunicabilidade, que no exceder detrs dias, ser decretada por despacho fundamentado do Juiz, a

    requerimento da autoridade policial, ou do rgo do MinistrioPblico, respeitado, em qualquer hiptese, o disposto no artigo 89,inciso III, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n.4.215, de 27 de abril de 1963).

    Art.22.No Distrito Federal e nas comarcas em que houvermais de uma circunscrio policial, a autoridade com exerccioem uma delas poder, nos inquritos a que esteja procedendo,ordenar diligncias em circunscrio de outra, independentementede precatrias ou requisies, e bem assim providenciar, atque comparea a autoridade competente, sobre qualquer fato queocorra em sua presena, noutra circunscrio.

    Art.23.Ao fazer a remessa dos autos do inqurito ao juizcompetente, a autoridade policial ociar ao Instituto deIdenticao e Estatstica, ou repartio congnere, mencionandoo juzo a que tiverem sido distribudos, e os dados relativos

    infrao penal e pessoa do indiciado.

    Conceito. O inqurito policial um procedimentoadministrativo investigatrio, de carter inquisitrio e preparatrio,consistente em um conjunto de diligncias realizadas pela polciainvestigativa para apurao da infrao penal e de sua autoria,presidido pela autoridade policial, a m de que o titular da aopenal possa ingressar em juzo.

    A mesma denio pode ser dada para o termo circunstanciado(ou TC, como usualmente conhecido), que so instaurados emcaso de infraes penais de menor potencial ofensivo, a saber, ascontravenes penais e os crimes com pena mxima no superiora dois anos, cumulada ou no com multa, submetidos ou no a

    procedimento especial.

    Natureza jurdica. A natureza jurdica do inqurito policial,como j dito no item anterior, de procedimento administrativoinvestigatrio. E, se administrativo o procedimento, signicaque no incidem sobre ele as nulidades previstas no Cdigo deProcesso Penal para o processo, nem os princpios do contraditrioe da ampla defesa. Desta maneira, eventuais vcios existentesno inqurito policial no afetam a ao penal a que der origem,salvo na hiptese de provas obtidas por meios ilcitos, bem comoaquelas provas que, excepcionalmente na fase do inqurito, jforam produzidas com observncia do contraditrio e da ampladefesa, como uma produo antecipada de provas,p. ex.

    Finalidade. Visa o inqurito policial apurao do crime e suaautoria, e colheita de elementos de informao do delito no quetange a sua materialidade e seu autor.

    Presidncia do inqurito policial.Ser da autoridade policialde onde se deu a consumao do delito, no exerccio de funes depolcia judiciria.

    Competncia para investigar. A competncia para investigardepende da justia competente para julgar o crime.

    Assim, se o crime de competncia da Justia Militar daUnio, em regra ser instaurado um inqurito policial militar

    (IPM), o qual ser presidido por um encarregado, que um Ocialdas Foras Armadas.

    Se o crime da competncia da Justia Militar Estadual,tambm ser instaurado um inqurito policial militar (IPM), o qualser presidido por um encarregado, que um Ocial da PolciaMilitar ou dos Bombeiros.

    Se o crime da competncia da Justia Federal, a competnciapara investigar ser da Polcia Federal.

    Se o crime da competncia da Justia Eleitoral, tambm serinvestigado pela Polcia Federal, j que a Justia Eleitoral umaJustia da Unio (embora o Tribunal Superior Eleitoral entendaque, nas localidades em que no haja Polcia Federal, a PolciaCivil estar autorizada a investigar).

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    Se o crime da competncia da Justia Estadual, usualmentea investigao feita pela Polcia Civil dos Estados, mas isso noobsta que a Polcia Federal tambm possa investigar, caso o delitotenha grande repercusso nacional ou envolva mais de um Estado.

    Disso infere-se, pois, que as atribuies da Polcia Federal somais amplas que a competncia da Justia Federal.

    Caractersticas do inqurito policial.So elas:A) Pea escrita.Segundo o art. 9, do Cdigo de Processo Penal,

    todas as peas do inqurito policial sero, num s processado,reduzidas a escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pelaautoridade policial. Vale lembrar, contudo, que o fato de ser peaescrita no obsta que sejam os atos produzidos durante tal fasesejam gravados por meio de recurso de udio e/ou vdeo;

    B) Pea dispensvel. Caso o titular da ao penal obtenhaelementos de informao a partir de uma fonte autnoma (ex: a

    representao j contm todos os dados essenciais ao oferecimentoda denncia), poder dispensar a realizao do inqurito policial;C) Pea sigilosa. De acordo com o art. 20, CPP, a autoridade

    assegurar no inqurito o sigilo necessrio elucidao do fatoou exigido pelo interesse da sociedade. Mas, esse sigilo noabsoluto, pois, em verdade, tem acesso aos autos do inqurito ojuiz, o promotor de justia, e a autoridade policial, e, ainda, deacordo com o art. 5, LXIII, CF, com o art. 7, XIV, da Lei n8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil), e coma Smula Vinculante n 14, o advogado tem acesso aos atos jdocumentados nos autos, independentemente de procurao, paraassegurar direito de assistncia do preso e investigado.

    Desta forma, veja-se, o acesso do advogado no amplo e

    irrestrito. Seu acesso apenas s informaes j introduzidas nosautos, mas no em relao s diligncias em andamento.

    Caso o delegado no permita o acesso do advogado aos atosj documentados, cabvel reclamao ao STF para ter acessos informaes (por desrespeito a teor de Smula Vinculante),habeas corpusem nome de seu cliente, ou o meio mais rpido que o mandado de segurana em nome do prprio advogado, j que aprerrogativa violada de ter acesso aos autos dele;

    D) Pea inquisitorial. No inqurito no h contraditrio nemampla defesa. Por tal motivo no autorizado ao juiz, quando dasentena, a se fundar exclusivamente nos elementos de informaocolhidos durante tal fase administrativa para embasar seu decreto

    (art. 155, caput, CPP). Ademais, graas a esta caracterstica, noh uma sequncia pr-ordenada obrigatria de atos a ocorrerna fase do inqurito, tal como ocorre no momento processual,devendo estes ser realizados de acordo com as necessidades queforem surgindo;

    E) Pea indisponvel. O delegado no pode arquivar o inquritopolicial (art. 17, CPP). Quem vai fazer isso a autoridade judicial,mediante requerimento do promotor de justia;

    Formas de instaurao do inqurito policial.Tudo dependerda espcie de ao penal correspondente ao crime perpetrado.Vejamos:

    A) Se o crime a ser averiguado for de ao penal privada

    ou condicionada representao. O inqurito comea porrepresentaoda vtima ou de seu representante legal;

    B) Se o crime a ser averiguado for de ao penal pblica

    condicionada requisio do Ministro da Justia. Neste caso, oato inaugural do inqurito a prpria requisiodo Ministro daJustia;

    C) Se o crime a ser averiguado for de ao penal pblica

    incondicionada. Neste caso, o inqurito pode comear deofcio (quando a autoridade policial, em suas atividades, tomouconhecimento dos fatos. Neste caso, o procedimento inicia-se porportaria);por requisio do juiz ou do Ministrio Pblico(parteda doutrina entende que o ideal que o juiz no requisite para semanter imparcial e manter a essncia do sistema acusatrio. Nestecaso, a pea inaugural a prpria requisio);por requerimento davtima(neste caso, o delegado deve vericar as procedncias das

    informaes, e, em caso de indeferimento ao requerimento, caberecurso inominado dirigido ao Chefe de Polcia. Caso entendapela instaurao de inqurito, o ato inaugural do procedimento aportaria); por delatio criminis (trata-se de notcia oferecida porqualquer do povo ou pela imprensa, de modo que esta no podeser annima (ou inqualicada). Neste caso, a pea inauguraldo procedimento aportaria. Ademais, vale lembrar que, para oSTF, a denncia annima, por si s, no serve para fundamentar ainstaurao de inqurito policial, mas a partir dela o delegado deverealizar diligncias preliminares para apurar a procedncia dasinformaes antes da devida instaurao do inqurito);por auto depriso em agrante(neste caso, a pea inaugural do inqurito oprprio auto de priso em agrante).

    Importncia em saber a forma de instaurao do inquritopolicial.A importncia interessa para ns de anlise de cabimentode habeas corpus, mandado de segurana, e denio de autoridadecoatora. Se for um procedimento instaurado por portaria, p. ex.,signica que a autoridade coatora o delegado de polcia, logo ohabeas corpus endereado ao juiz de primeira instncia. Agora,se for um procedimento instaurado a partir da requisio dopromotor de justia, p. ex., este a autoridade coatora, logo, parauma primeira corrente (minoritria), o habeas corpus endereadoao juiz de primeira instncia, ou, para uma corrente majoritria, ohabeas corpus deve ser encaminhado ao respectivo Tribunal, pois

    o promotor de justia tem foro por prerrogativa de funo.

    Notitia criminis. o conhecimento, pela autoridadepolicial, acerca de um fato delituoso que tenha sido praticado. Soas seguintes suas espcies:

    A) Notitia criminis de cognio imediata. Nesta, a autoridadepolicial toma conhecimento do fato por meio de suas atividadescorriqueiras (ex:durante uma investigao qualquer descobre umaossada humana enterrada no quintal de uma casa);

    B) Notitia criminis de cognio mediata. Nesta, a autoridadepolicial toma conhecimento do fato por meio de um expedienteescrito (ex: requisio do Ministrio Pblico; requerimento davtima);

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    C) Notitia criminis de cognio coercitiva. Nesta, aautoridade policial toma conhecimento do fato delituoso porintermdio do auto de priso em agrante.

    Indiciamento. Indiciar atribuir a algum a prtica de umainfrao penal. Trata-se de ato privativo do delegado policial.

    O indiciamento pode ser direto, quando feito na presena doinvestigado, ou indireto, quando este est ausente.

    E o art. 15, da Lei Adjetiva Penal? No mais se aplica o art.15, CPP, segundo o qual lhe deveria ser nomeado curador pelaautoridade policial. Isto porque, antes do atual Cdigo Civil,os indivduos entre dezoito e vinte e um anos eram reputadosrelativamente incapazes, razo pela qual deveriam ser assistidospor curador caso praticassem infrao. Com o Cdigo Civil atual,tanto a maioridade civil como a penal se iniciam aos dezoito anos.

    possvel o desindiciamento? Sim. Consiste na retirada

    da condio de indiciado do agente, por se entender, durante otranscurso das investigaes, que este no tem qualquer relaocom o fato apurado. O desindiciamento pode ocorrer tanto deforma facultativa, pela autoridade policial, quanto mediante ouso de habeas corpus, impetrado com o objetivo de trancar oinqurito policial em relao a algum agente alvo do procedimentoadministrativo investigatrio.

    Prazo para concluso do inqurito policial. De acordo como Cdigo de Processo Penal, em se tratando de indiciado preso,o prazo de dez dias improrrogveis para concluso. J em setratando de indiciado solto, tem-se trinta dias para concluso,admitida prorrogaes a m de se realizar ulteriores e necessrias

    diligncias.Convm lembrar que, na Justia Federal, o prazo de quinze

    dias para acusado preso, admitida duplicao deste prazo (art. 66,da Lei n 5.010/66). J para acusado solto, o prazo ser de trintadias admitidas prorrogaes, seguindo-se a regra geral.

    Tambm, na Lei n 11.343/06 (Lei de Drogas), o prazo de trinta dias para acusado preso, e de noventa dias para acusadosolto. Em ambos os casos pode haver duplicao de prazo.

    Por m, na Lei n 1.551/51 (Lei dos Crimes contra a EconomiaPopular), o prazo, esteja o acusado solto ou preso, ser semprede dez dias.

    E como se d a contagem de tal prazo? Trata-se de prazoprocessual, isto , exclui-se o dia do comeo e inclui-se o dia

    do vencimento, tal como disposto no art. 798, 1, do Cdigo deProcesso Penal.

    Concluso do inqurito policial. De acordo com o art. 10,1, CPP, o inqurito policial concludo com a confeco deum relatrio pela autoridade policial, no qual se deve relatar,minuciosamente, e em carter essencialmente descritivo, oresultado das investigaes. Em seguida, deve o mesmo serenviado autoridade judicial.

    No deve a autoridade policial fazer juzo de valor no relatrio,em regra, com exceo da Lei n 11.343/06 (Lei de Drogas), emcujo art. 52 se exige da autoridade policial juzo de valor quanto

    tipicao do ilcito de trco ou de porte de drogas.

    Por m, convm lembrar que o relatrio pea dispensvel,logo, a sua falta no tornar inqurito invlido.

    Recebimento do inqurito policial pelo rgo do Ministrio

    Pblico. Recebido o inqurito policial, tem o agente do MinistrioPblico as seguintes opes:

    A) Oferecimento de denncia. Ora, se o promotor de justia o titular da ao penal, a ele compete se utilizar dos elementoscolhidos durante a fase persecutria para dar o disparo inicial destaao por intermdio da denncia;

    B) Requerimento de diligncias. Somente quando foremindispensveis;

    C) Promoo de arquivamento. Se entender que o investigadono constitui qualquer infrao penal, ou, ainda que constitua,encontra bice nas mximas sociais que impedem que o processose desenvolva por ateno ao Princpio da Insignicncia,p. ex.,

    o agente ministerial pode solicitar o arquivamento do inqurito autoridade judicial;

    D) Oferecer arguio de incompetncia. Se no for de suacompetncia, o membro do MP suscita a questo, para que aautoridade judicial remeta os autos justia competente;

    E) Suscitar conito de competncia ou de atribuies.Conforme o art. 114, do Cdigo de Processo Penal, o conitode competncia aquele que se estabelece entre dois ou maisrgos jurisdicionais. J o conito de atribuies aquele que seestabelece entre rgos do Ministrio Pblico.

    Arquivamento do inqurito policial. Quem determina o

    arquivamento do inqurito a autoridade judicial, aps solicitaoefetuada pelo membro do Ministrio Pblico. Disso infere-se que,nem a autoridade policial, nem o membro do Ministrio Pblico,nem a autoridade judicial, podem promover o arquivamentode ofcio. Ademais, em caso de ao penal privada, o juiz podepromover o arquivamento caso assim requeira o ofendido.

    Desarquivamento. possvel para casos em que oarquivamento se deu com base em excludente de ilicitude ouausncia de elementos de informao colhidos no inqurito,p. ex.Nestas hipteses, surgindo provas substancialmente novas (que noexistiam poca do arquivamento) ou formalmente novas (que j

    existiam poca dos fatos, mas ainda no eram de conhecimentodas autoridades investigativas), possvel desarquivar o inqurito(Smula n 524, STF, j mencionada).

    Vale frisar, de toda forma, que quem determina odesarquivamento o juiz, mediante requerimento do membro doMinistrio Pblico.

    Trancamento do inqurito policial. Trata-se de medidade natureza excepcional, somente sendo possvel nas hiptesesde atipicidade da conduta, de causa extintiva da punibilidade,e de ausncia de elementos indicirios relativos autoria ematerialidade. Se houver o risco liberdade de locomoo, o meio

    mais adequado de se faz-lo pela via do habeas corpus.

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    Questes de fxao.Vejamos:

    1 Questo: (TCNICO JUDICIRIO - TRF/2 REGIO- 2012 - FCC)O inqurito policial:

    (A)Ser presidido pelo escrivo, sob a orientao do Delegadode Polcia.

    (B)S poder ser iniciado atravs de requisio do MinistrioPblico ou do juiz.

    (C)Ser acompanhado, quando concludo e remetido ao frum,dos instrumentos do crime, bem como dos objetos que interessarem prova.

    (D)Poder ser arquivado pela autoridade policial ou peloMinistrio Pblico quando o fato no constituir crime.

    (E) indispensvel para o oferecimento da denncia, nopodendo o Ministrio Pblico dispens-lo.

    2 Questo: (ANALISTA JUDICIRIO - TRF/2 REGIO- 2012 - FCC)Na dinmica do inqurito policial no se inclui:(A)O reconhecimento de pessoas e coisas.(B)As acareaes.(C)O pedido de priso temporria.(D)A apreenso dos objetos que tiverem relao com o fato,

    aps liberados pelos peritos criminais.(E)A apresentao, atravs de advogado, de defesa preliminar

    por parte do indiciado.

    3 Questo: (INSPETOR DE POLCIA - PC/RJ - 2008- PC/RJ) Um delegado poder deixar de realizar, a seu juzo, aseguinte diligncia:

    (A)Colheita de todas as provas que servirem para oesclarecimento do fato e suas circunstncias.

    (B)Determinao, se for caso, que se proceda a exame de corpode delito e a quaisquer outras percias.

    (C)Oitiva do indiciado.(D)Oitiva do ofendido.(E)Diligncia que for requerida pelo ofendido.

    4 Questo: (TCNICO JUDICIRIO - TRE/PR - 2012 -FCC)O inqurito policial:

    (A)Poder ser instaurado mesmo se no houver nenhumasuspeita quanto autoria do delito.

    (B)No poder ser instaurado por requisio do MinistrioPblico.

    (C)S poder ser instaurado para apurar crimes de ao pblica.(D)Pode ser arquivado pelo Delegado Geral de Polcia.(E)Poder ser iniciado nos crimes de ao penal pblica

    condicionada sem a representao do ofendido.

    5 Questo: (EXAME DE ORDEM UNIFICADO 2 - OAB- 2011 - FGV)Tendo em vista o enunciado da smula vinculanten. 14 do Supremo Tribunal Federal, quanto ao sigilo do inquritopolicial, correto armar que a autoridade policial poder negarao advogado:

    (A)A vista dos autos, sempre que entender pertinente.

    (B)A vista dos autos, somente quando o suspeito tiver sidoindiciado formalmente.

    (C)Do indiciado que esteja atuando com procurao o acessoaos depoimentos prestados pelas vtimas, se entender pertinente.

    (D)O acesso aos elementos de prova que ainda no tenhamsido documentados no procedimento investigatrio.

    6 Questo: (OFICIAL DA POLCIA MILITAR - PM/MG- 2011 - FUMARC)O Inqurito Policial providncia de ordeminvestigativa essencial para a apurao efetiva dos crimes emespcies ocorridos no Brasil. A competncia para sua instauraoe para o exerccio da investigao vinculada e exercida porautoridades policiais de carreira. Tambm, sobre o inquritopolicial, importante saber que:

    (A)O requisitante da instaurao de inqurito policial porcrime de ao pblica poder recorrer ao chefe de polcia, acerca

    do contido no despacho de indeferimento de sua instaurao.(B)As autoridades pblicas que tomarem conhecimentode crimes de ao pblica devem instaurar de ofcio o devidoInqurito Policial.

    (C)O princpio da Indisponibilidade garante que, nos crimes deao pblica presumido o interesse de qualquer pessoa que tomarconhecimento do delito pode verbalmente ou por escrito requerera instaurao de Inqurito ao Delegado de Polcia, que obrigadoa instaurar o procedimento investigativo.

    (D) lcito s partes envolvidas requererem providnciasinvestigatrias no curso do inqurito, bem como a produode percias, provas, inquirio de testemunhas e apreenso dedocumentos.

    7 Questo: (TCNICO JUDICIRIO AUXILIAR - TJ/SC - 2011 - TJ/SC)Assinale a alternativa correta de acordo com oCdigo Processual Penal:

    (A)O arquivamento do inqurito policial de competnciaexclusiva da autoridade policial.

    (B)Estando o ru preso, o Ministrio Pblico tem prazo de10 (dez) dias para oferecer a denncia, a contar da data que fornoticado da priso.

    (C)Se o ru estiver fora do territrio da jurisdio do juizprocessante, sua citao deve ser feita por carta rogatria.

    (D) ordinrio o procedimento quando o processo tem por

    objeto crime a que for cominada sano mxima igual ou superiora 04 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.

    (E)A intimao do defensor nomeado deve ser realizada pormeio de publicao no rgo ocial da Comarca.

    8 Questo: (EXAME DE ORDEM UNIFICADO 1 - OAB- 2011 - FGV)Acerca das disposies contidas na Lei Processualsobre o Inqurito Policial, assinale a alternativa correta:

    (A)Nos crimes de ao privada, a autoridade policial poderproceder a inqurito a requerimento de qualquer pessoa do povoque tiver conhecimento da existncia de infrao penal.

    (B)Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de

    inqurito caber recurso para o tribunal competente.

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    (C)Para vericar a possibilidade de haver a infrao sidopraticada de determinado modo, a autoridade policial poderproceder reproduo simulada dos fatos, desde que esta nocontrarie a moralidade ou a ordem pblica.

    (D)A autoridade policial poder mandar arquivar autos deinqurito.

    9 Questo: (OFICIAL DE JUSTIA - TJ/RJ - 2008 -CESPE) Julgue os itens a seguir, relativos ao inqurito policial.

    I. Se a ao penal for de iniciativa privada, o inqurito serinstaurado a requerimento da vtima ou de seu representante legal.

    II. Como o inqurito policial procedimento administrativo,dever a autoridade policial garantir o contraditrio e a ampladefesa, com os meios e recursos a ela inerentes, sob pena de havernulidade na ao penal subsequente.

    III. O inqurito policial pode ser arquivado, de ofcio, pelo juiz,

    por membro do Ministrio Pblico ou pelo delegado de polcia,desde que que comprovado que o indiciado agiu acobertado porcausa excludente da antijuridicidade ou da culpabilidade.

    IV. Uma vez relatado o inqurito policial, o MinistrioPblico no poder requerer a devoluo dos autos autoridadepolicial, ainda que entenda serem necessrias novas diligncias,imprescindveis ao oferecimento da denncia. Nesse caso, deveroferecer a denncia desde j, requerendo ao juiz que as provassejam produzidas no curso da instruo processual.

    V. De acordo com o Cdigo de Processo Penal (CPP), aautoridade policial poder decretar a incomunicabilidade doindiciado, pelo prazo mximo de trs dias.

    A quantidade de itens certos igual a:

    (A)1.(B)2.(C)3.(D)4.(E)5.

    10 Questo: (OFICIAL DE JUSTIA - TJ/SC - 2009 - TJ/SC) Sobre inqurito policial, observe as proposies abaixo eresponda quais so as incorretas:

    I.O inqurito policial pode ser iniciado de ofcio pela autoridadepolicial nos crimes de ao penal pblica, seja ela incondicionadaou condicionada.

    II.Se entender necessrio, pode a autoridade policial proceder reproduo simulada dos fatos, desde que esta no contrarie amoralidade e a ordem pblica.

    III.O inqurito dever terminar no prazo de cinco dias se oindiciado tiver sido preso em agrante.

    IV. O inqurito policial dever acompanhar a denncia ouqueixa.

    (A)As assertivas I, III e IV esto incorretas.(B)As assertivas Ie III esto incorretas.(C)As assertivas I, II e III esto incorretas.(D)Todas as assertivas esto incorretas.(E)Todas as assertivas esto corretas.

    Gabarito.Vejamos:

    1 Questo:Alternativa C2 Questo:Alternativa E

    3 Questo:Alternativa E4 Questo:Alternativa A5 Questo:Alternativa D6 Questo: Alternativa D7 Questo: Alternativa D8 Questo:Alternativa C9 Questo:Alternativa A10 Questo:Alternativa A

    2.4.2.- DO EXAME DO CORPO DE DELITO,

    E DAS PERCIAS EM GERAL:ARTIGOS 155 A 184.

    2.4.3.- DOS INDCIOS: ARTIGO 239.

    Dispositivos do Cdigo de Processo Penal pertinentes ao tema:

    Art.155. O juiz formar sua convico pela livre apreciaoda prova produzida em contraditrio judicial, no podendofundamentar sua deciso exclusivamente nos elementosinformativos colhidos na investigao, ressalvadas as provascautelares, no repetveis e antecipadas.

    Pargrafo nico. Somente quanto ao estado das pessoas seroobservadas as restries estabelecidas na lei civil.

    Art.156. A prova da alegao incumbir a quem a zer, sendo,porm, facultado ao juiz de ofcio:

    I- ordenar, mesmo antes de iniciada a ao penal, a produoantecipada de provas consideradas urgentes e relevantes,observando a necessidade, adequao e proporcionalidade damedida;

    II-determinar, no curso da instruo, ou antes de proferirsentena, a realizao de diligncias para dirimir dvida sobre

    ponto relevante.

    Art.157. So inadmissveis, devendo ser desentranhadasdo processo, as provas ilcitas, assim entendidas as obtidas emviolao a normas constitucionais ou legais.

    1 So tambm inadmissveis as provas derivadas das ilcitas,salvo quando no evidenciado o nexo de causalidade entre umas eoutras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonteindependente das primeiras.

    2 Considera-se fonte independente aquela que por si s,seguindo os trmites tpicos e de praxe, prprios da investigaoou instruo criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto daprova.

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    CDIGO PROCESSUAL PENAL

    3 Preclusa a deciso de desentranhamento da prova declaradainadmissvel, esta ser inutilizada por deciso judicial, facultados partes acompanhar o incidente.

    Art.158.Quando a infrao deixar vestgios, ser indispensvel

    o exame de corpo de delito, direto ou indireto, no podendo supri-lo a consso do acusado.

    Art.159. O exame de corpo de delito e outras percias serorealizados por perito ocial, portador de diploma de curso superior.

    1 Na falta de perito ocial, o exame ser realizado por 2(duas) pessoas idneas, portadoras de diploma de curso superiorpreferencialmente na rea especca, dentre as que tiveremhabilitao tcnica relacionada com a natureza do exame.

    2 Os peritos no ociais prestaro o compromisso de bem eelmente desempenhar o encargo.

    3 Sero facultadas ao Ministrio Pblico, ao assistente de

    acusao, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulao dequesitos e indicao de assistente tcnico.4O assistente tcnico atuar a partir de sua admisso pelo

    juiz e aps a concluso dos exames e elaborao do laudo pelosperitos ociais, sendo as partes intimadas desta deciso.

    5 Durante o curso do processo judicial, permitido s partes,quanto percia:

    I - requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova oupara responderem a quesitos, desde que o mandado de intimao eos quesitos ou questes a serem esclarecidas sejam encaminhadoscom antecedncia mnima de 10 (dez) dias, podendo apresentar asrespostas em laudo complementar;

    II - indicar assistentes tcnicos que podero apresentar

    pareceres em prazo a ser xado pelo juiz ou ser inquiridos emaudincia.6 Havendo requerimento das partes, o material probatrio

    que serviu de base percia ser disponibilizado no ambiente dorgo ocial, que manter sempre sua guarda, e na presena deperito ocial, para exame pelos assistentes, salvo se for impossvela sua conservao.

    7 Tratando-se de percia complexa que abranja mais de umarea de conhecimento especializado, poder-se- designar a atuaode mais de um perito ocial, e a parte indicar mais de um assistentetcnico.

    Art. 160. Os peritos elaboraro o laudo pericial, onde

    descrevero minuciosamente o que examinarem, e responderoaos quesitos formulados.Pargrafo nico.O laudo pericial ser elaborado no prazo

    mximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casosexcepcionais, a requerimento dos peritos.

    Art.161.O exame de corpo de delito poder ser feito emqualquer dia e a qualquer hora.

    Art.162.A autpsia ser feita pelo menos seis horas depoisdo bito, salvo se os peritos, pela evidncia dos sinais de morte,julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararono auto.

    Pargrafo nico.Nos casos de morte violenta, bastar o simplesexame externo do cadver, quando no houver infrao penalque apurar, ou quando as leses externas permitirem precisar acausa da morte e no houver necessidade de exame interno para a

    vericao de alguma circunstncia relevante.

    Art.163.Em caso de exumao para exame cadavrico, aautoridade providenciar para que, em dia e hora previamentemarcados, se realize a diligncia, da qual se lavrar autocircunstanciado.

    Pargrafo nico.O administrador de cemitrio pblico ouparticular indicar o lugar da sepultura, sob pena de desobedincia.No caso de recusa ou de falta de quem indique a sepultura, oude encontrar-se o cadver em lugar no destinado a inumaes, aautoridade proceder s pesquisas necessrias, o que tudo constardo auto.

    Art. 164. Os cadveres sero sempre fotografados na posioem que forem encontrados, bem como, na medida do possvel,todas as leses externas e vestgios deixados no local do crime.

    Art.165.Para representar as leses encontradas no cadver,os peritos, quando possvel, juntaro ao laudo do exame provasfotogrcas, esquemas ou desenhos, devidamente rubricados.

    Art.166.Havendo dvida sobre a identidade do cadverexumado, proceder-se- ao reconhecimento pelo Instituto deIdenticao e Estatstica ou repartio congnere ou pelainquirio de testemunhas, lavrando-se auto de reconhecimento ede identidade, no qual se descrever o cadver, com todos os sinaise indicaes.

    Pargrafo nico.Em qualquer caso, sero arrecadados eautenticados todos os objetos encontrados, que possam ser teispara a identicao do cadver.

    Art.167.No sendo possvel o exame de corpo de delito, porhaverem desaparecido os vestgios, a prova testemunhal podersuprir-lhe a falta.

    Art.168.Em caso de leses corporais, se o primeiro exame

    pericial tiver sido incompleto, proceder-se- a exame complementarpor determinao da autoridade policial ou judiciria, de ofcio, oua requerimento do Ministrio Pblico, do ofendido ou do acusado,ou de seu defensor.

    1 No exame complementar, os peritos tero presente oauto de corpo de delito, a m de suprir-lhe a decincia ouretic-lo.

    2 Se o exame tiver por m precisar a classicao dodelito no art.129, 1o, I, do Cdigo Penal, dever ser feito logoque decorra o prazo de 30 dias, contado da data do crime.

    3 A falta de exame complementar poder ser suprida pelaprova testemunhal.

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    Art.169.Para o efeito de exame do local onde houver sidopraticada a infrao, a autoridade providenciar imediatamentepara que no se altere o estado das coisas at a chegada dos peritos,que podero instruir seus laudos com fotograas, desenhos ou

    esquemas elucidativos.Pargrafo nico.Os peritos registraro, no laudo, as alteraes

    do estado das coisas e discutiro, no relatrio, as conseqnciasdessas alteraes na dinmica dos fatos.

    Art.170.Nas percias de laboratrio, os peritos guardaromaterial suciente para a eventualidade de nova percia.Sempre que conveniente, os laudos sero ilustrados com provasfotogrcas, ou microfotogrcas, desenhos ou esquemas.

    Art.171.Nos crimes cometidos com destruio ou rompimentode obstculo a subtrao da coisa, ou por meio de escalada, os

    peritos, alm de descrever os vestgios, indicaro com queinstrumentos, por que meios e em que poca presumem ter sido ofato praticado.

    Art.172.Proceder-se-, quando necessrio, avaliao decoisas destrudas, deterioradas ou que constituam produto docrime.

    Pargrafo nico.Se impossvel a avaliao direta, os peritosprocedero avaliao por meio dos elementos existentes nosautos e dos que resultarem de diligncias.

    Art.173.No caso de incndio, os peritos vericaro a causa e olugar em que houver comeado, o perigo que dele tiver resultado

    para a vida ou para o patrimnio alheio, a extenso do dano e oseu valor e as demais circunstncias que interessarem elucidaodo fato.

    Art.174.No exame para o reconhecimento de escritos, porcomparao de letra, observar-se- o seguinte:

    I-a pessoa a quem se atribua ou se possa atribuir o escrito serintimada para o ato, se for encontrada;

    II-para a comparao, podero servir quaisquer documentosque a dita pessoa reconhecer ou j tiverem sido judicialmentereconhecidos como de seu punho, ou sobre cuja autenticidade nohouver dvida;

    III-a autoridade, quando necessrio, requisitar, para o exame,os documentos que existirem em arquivos ou estabelecimentospblicos, ou nestes realizar a diligncia, se da no puderem serretirados;

    IV-quando no houver escritos para a comparao ou foreminsucientes os exibidos, a autoridade mandar que a pessoaescreva o que Ihe for ditado. Se estiver ausente a pessoa, mas emlugar certo, esta ltima diligncia poder ser feita por precatria,em que se consignaro as palavras que a pessoa ser intimada aescrever.

    Art.175.Sero sujeitos a exame os instrumentos empregadospara a prtica da infrao, a m de se Ihes vericar a natureza e a

    ecincia.

    Art.176.A autoridade e as partes podero formular quesitos ato ato da diligncia.

    Art.177.No exame por precatria, a nomeao dos peritos

    far-se- no juzo deprecado. Havendo, porm, no caso de aoprivada, acordo das partes, essa nomeao poder ser feita pelojuiz deprecante.

    Pargrafo nico.Os quesitos do juiz e das partes serotranscritos na precatria.

    Art.178.No caso do art.159, o exame ser requisitado pelaautoridade ao diretor da repartio, juntando-se ao processo olaudo assinado pelos peritos.

    Art.179.No caso do 1do art.159, o escrivo lavrar o autorespectivo, que ser assinado pelos peritos e, se presente ao exame,tambm pela autoridade.

    Pargrafo nico.No caso do art.160, pargrafo nico, o laudo,que poder ser datilografado, ser subscrito e rubricado em suasfolhas por todos os peritos.

    Art.180.Se houver divergncia entre os peritos, seroconsignadas no auto do exame as declaraes e respostas deum e de outro, ou cada um redigir separadamente o seu laudo,e a autoridade nomear um terceiro; se este divergir de ambos,a autoridade poder mandar proceder a novo exame por outrosperitos.

    Art. 181. No caso de inobservncia de formalidades, ou no casode omisses, obscuridades ou contradies, a autoridade judiciria

    mandar suprir a formalidade, complementar ou esclarecer olaudo.

    Pargrafo nico.A autoridade poder tambm ordenar que seproceda a novo exame, por outros peritos, se julgar conveniente.

    Art.182.O juiz no car adstrito ao laudo, podendo aceit-loou rejeit-lo, no todo ou em parte.

    Art.183.Nos crimes em que no couber ao pblica, observar-se- o disposto no art.19.

    Art.184.Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou aautoridade policial negar a percia requerida pelas partes, quando

    no for necessria ao esclarecimento da verdade.

    Art.239.Considera-se indcio a circunstncia conhecida eprovada, que, tendo relao com o fato, autorize, por induo,concluir-se a existncia de outra ou outras circunstncias.

    Exame do corpo de delito e percias em geral. Quando ainfrao deixar vestgios (o chamado delito no-transeunte),o exame de corpo de delito se torna indispensvel, no podendosupri-lo a consso do acusado. Vale lembrar, contudo, queno sendo possvel o exame de corpo de delito, por haveremdesaparecido os vestgios, a prova testemunhal poder suprir-lhe

    a falta (art. 167, CPP).

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    A) Conceito. Em primeiro lugar, h se observar que o corpo dedelito o conjunto de vestgios materiais deixados pela infraopenal. Por isso o nome exame do corpo de delito. Corpo,contudo, no diz respeito apenas a um ser humano sem vida, mas

    a tudo que possa estar envolvido com o delito, como um o decabelo, uma mancha, uma planta, uma janela quebrada, uma portaarrombada etc.

    Em segundo lugar, logo ao tratar deste meio de prova espcie,ca claro que a consso do acusado, antes considerada a rainhadas provas, hoje no mais possui esse status, haja vista umaampla gama de vcios que podem macul-la, como a coao e aassuno de culpa meramente para livrar algum de um processo-crime;

    B) Corpo de delito direto e indireto. Tambm, o exame decorpo de delito pode ser direto, quando realizado de maneiraimediata sobre o alvo ou sobre os instrumentos do crime, ou

    indireto, quando realizado sobre o alvo, instrumentos ou agentesque no tiveram conexo precpua com o crime, mas de algumaforma estiverem a ele interligados (ex.: o raciocnio dedutivo feitopor um perito a partir da declarao de uma testemunha). Valelembrar que o exame indireto somente deve ser realizado caso noseja possvel a realizao do exame direto;

    C) Perito. Os exames de corpo de delito, bem como outraspercias, sero realizados por perito ocial, portador de diplomade curso superior. No exame por carta precatria, a nomeao dosperitos se far no juzo deprecado (havendo, contudo, ao penalprivada, a nomeao poder ser feita pelo juiz deprecante) (art.177, caput, CPP).

    Basta um perito? Sim. Isso inovao trazida pela Lei n

    11.690/2008, a qual levou revogao tcita da Smula n 361, doSupremo Tribunal Federal. Antes, exigiam-se dois peritos.

    Todavia, na falta de perito ocial, o exame ser realizado porduas pessoas idneas, portadoras de diploma de curso superiorpreferencialmente na rea especca, dentre as que tiveremhabilitao tcnica relacionada com a natureza do exame. Nestecaso, os peritos no-ociais prestaro o compromisso de bem eelmente desempenhar o encargo;

    D) Formulao de quesitos pelo Ministrio Pblico, assistente

    de acusao, ofendido, querelante, e acusado. Podem, o MinistrioPblico, o assistente de acusao, o ofendido, o querelante, e oacusado, formular quesitos e indicar assistente tcnico. Eis oteor do previsto no segundo pargrafo, do art. 159, do Cdigo de

    Processo Penal;E) Laudo pericial. O laudo pericial ser elaborado no prazo

    mximo de dez dias, podendo este prazo ser prorrogado emcasos excepcionais a requerimento dos peritos. No laudo pericial,os peritos descrevero minuciosamente o que examinarem, erespondero aos eventuais quesitos formulados. Ademais, o examede corpo de delito poder ser feito em qualquer dia, e em qualquerhora;

    F) Percia complexa. Tratando-se de percia complexa,isto , aquela que abranja mais de uma rea de conhecimentoespecializado, ser possvel designar a atuao de mais de umperito ocial, bem como parte ser facultada a indicao de mais

    de um assistente tcnico;

    G) Autpsia. A autpsia ser feita no cadver pelo menos seishoras aps o bito, salvo se os peritos, pela evidncia dos sinaisde morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o quedevero declarar no auto (art. 162, caput, CPP). No caso de morte

    violenta, bastar o simples exame externo do cadver, quando nohouver infrao penal que apurar ou quando as leses externaspermitirem precisar a causa da morte e no houver necessidade deexame interno para a vericao de alguma circunstncia relevante(art. 162, pargrafo nico, CPP);

    H) Exumao de cadver. Em caso de exumao de cadver, aautoridade providenciar que, em dia e hora previamente marcados,se realize a diligncia, da qual se lavrar auto circunstanciado(art. 163, caput, CPP). Neste caso, o administrador do cemitriopblico/particular indicar o lugar da sepultura, sob pena dedesobedincia. Agora, havendo dvida sobre a identidade docadver exumado, se proceder ao reconhecimento pelo Instituto

    de Identicao e Estatstica ou repartio congnere ou pelainquirio de testemunhas, lavrando-se auto de reconhecimento ede identidade, no qual se descrever o cadver, com todos os sinaise indicaes (art. 166, CPP);

    I) Fotografa dos cadveres. Os cadveres sero semprefotografados na posio em que forem encontrados, bem como, namedida do possvel, todas as leses externas e vestgios deixadosno local do crime (art. 164, CPP). Para representar as lesesencontradas no cadver, os peritos, quando possvel, juntaro aolaudo do exame provas fotogrcas, esquemas ou desenhos, todosdevidamente rubricados (art. 165, CPP);

    J) Crimes cometidos com destruio/rompimento de obstculo

    subtrao da coisa. Nos crimes cometidos com destruio ou

    rompimento de obstculo a subtrao da coisa, ou por meio deescalada, os peritos, alm de descrever os vestgios, indicaro comque instrumentos, por quais meios e em que poca presumem tersido o fato praticado (art. 171, CPP);

    K) Material guardado em laboratrio para nova percia. Naspercias de laboratrio, os peritos guardaro material sucientepara a eventualidade de nova percia. Ademais, sempre queconveniente, os laudos sero ilustrados com provas fotogrcas,provas microfotogrcas, desenhos ou esquemas (art. 170, CPP);

    L) Incndio. No caso de incndio, os peritos vericaro acausa e o lugar em que houver comeado, o perigo que dele tiverresultado para a vida ou para o patrimnio alheio, a extenso do

    dano e o seu valor e as demais circunstncias que interessarem elucidao do fato (art. 173, CPP);

    M) Exame para reconhecimento de escritos. Deve-se observar,de acordo com o art. 174, da Lei Adjetiva, o seguinte: a pessoa aquem se atribua ou se possa atribuir o escrito ser intimada para oato (se for encontrada) (inciso I); para a comparao, podero servirquaisquer documentos que a dita pessoa reconhecer ou j tiveremsido judicialmente reconhecidos como de seu punho, ou sobre cujaautenticidade no houver dvida (inciso II); a autoridade, quandonecessrio, requisitar, para o exame, os documentos que existiremem arquivos ou estabelecimentos pblicos, ou nestes realizar adiligncia, se da no puderem ser retirados (inciso III); quando

    no houver escritos para a comparao ou forem insucientes os

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    CDIGO PROCESSUAL PENAL

    exibidos, a autoridade mandar que a pessoa escreva o que lhe forditado, valendo lembrar que, se estiver ausente a pessoa, mas emlugar certo, esta ltima diligncia poder ser feita por precatria,em que se consignaro as palavras que a pessoa ser intimada a

    escrever (inciso IV);N) Adstrio do juiz ao laudo. O juiz no ca adstrito ao laudo,

    podendo rejeit-lo no todo ou em parte (art. 182, CPP).

    Indcios. De acordo com o art. 239, do Cdigo de Processo,considera-se indcio a circunstncia conhecida e provada que,tendo relao com o fato, autorize, por induo, concluir-se aexistncia de outra ou outras circunstncias.

    Um indcio, isoladamente considerado, no pode dar ensejoa decreto condenatrio ou absolutrio imprprio. Seja por seuenfoque de prova indireta, seja por seu enfoque de provasemi-plena, o valor persuasivo deste meio de prova, quando

    isoladamente considerado, bastante pequeno.Um indcio somente passa a ganhar fora se eles forem plurais(ex.: X acusado de matar Y. H indcios de que X estavacom Y na hora do crime; h indcios de que X pretendia sevingar de Y; h indcios de que Y temia ser morto por X),ou, ainda que isolados, se estiverem em consonncia com outromeio de prova capaz de desempenhar maior papel na convicodo juiz (ex.: X est sendo acusado de matar Y com uma arma,e a testemunha Z viu o assassinato. Ainda que X negue oassassinato, h indcios de que X pretendia se vingar de Yexatamente na noite do crime. Esse indcio, ainda que nico, agecom carga probatria qualicada a ensejar a culpa de X, graasao auxlio desempenhado pela prova testemunhal).

    Questes de fxao.Vejamos:

    1 Questo: (INSPETOR DE POLCIA CIVIL - PC/CE -2012 - CESPE) Julgue o prximo item: O exame pericial deverser realizado por dois peritos ociais, conforme recente reforma doCdigo de Processo Penal (CPP).

    2 Questo: (INSPETOR DE POLCIA - PC/MG - 2011 -PC/MG)Sobre a prova pericial incorretoarmar:

    (A)O exame de corpo de delito dever ser assinado por 2 (dois)peritos ociais, portadores de diploma de curso superior.

    (B)O exame de corpo de delito poder ser realizado qualquerdia e horrio, inclusive aos domingos.

    (C)A autpsia ser realizada, em regra, 6 (seis) horas aps obito.

    (D)Nas percias de laboratrio, os peritos guardaro materialsuciente para a eventualidade de nova percia.

    3 Questo: (ANALISTA - MPE/MS - 2011 - MPE/MS) Quanto ao direito processual penal, analise os itens abaixo:

    I. Provas ilcitas so aquelas produzidas com violao dasnormas processuais colocadas em funo de interesses atinentes lgica e nalidade do processo.

    II. No Processo Penal ptrio, por fora da Constituio Federal,

    adota-se, acerca das provas, o princpio da ntima convico ou daprova livre, exceo que se faz ao Tribunal do Jri.

    III. Os indcios so admitidos como elementos de convico eintegram o sistema de articulao de provas, pois autorizam, por

    induo, concluir-se a existncia de circunstncias relacionadas aodelito.

    IV. Como regra geral, no deve a autoridade policial procederao indiciamento do investigado se este j se identicou civilmente.

    V. A caracterizao do agrante presumido prescinde daperseguio ao agente logo depois da infrao.

    Assinale a alternativacorreta:(A)Somente as alternativas I e III esto corretas.(B)Somente as alternativas I e II esto incorretas.(C)Somente as alternativas III e V esto corretas.(D)Somente as alternativas II e IV esto incorretas.(E)Somente as alternativas I e V esto corretas.

    4 Questo: (ANALISTA ADMINISTRATIVO -FUNDAO CASA - 2010 - VUNESP) Analise as seguintesassertivas, no que concerne ao tratamento que o Cdigo deProcesso Penal dispensa aoexame decorpo de delito:

    I. Ser indispensvel, quando a infrao deixar vestgios, masa consso do acusado poder supri-lo.

    II. Sero facultadas ao Ministrio Pblico, ao assistente deacusao, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulao dequesitos e a indicao de assistente tcnico.

    III. Deve ser realizado, exclusivamente, por perito portador dediploma de curso superior.

    correto o que se arma em:

    (A)II, apenas.(B)III, apenas.(C)I e II, apenas.(D)II e III, apenas.(E)Todas as assertivas.

    5 Questo: (ANALISTA - TJ/DFT - 2011 - TJ/DFT) Doexame de corpo de delito. Corpo de delito e Percias em geral.Exigncia. Modalidades. Assim:

    (A)Quando a infrao deixar vestgios ser indispensvel oexame de corpo de delito, direto ou indireto; porm, se no forrealizado, essa omisso no produz efeito quando a sentenacondenatria no levou em considerao o elemento de fato cujacomprovao teria que ser feita pericialmente.

    (B)Embora o corpo de delito se comprove atravs da percia,cujo laudo deve registrar a existncia e a realidade do prprio delitoe o exame de corpo de delito seja um auto em que se descrevemas observaes dos peritos, as duas expresses constituem simplesvariao vocabular, que no se confundem, porque cuidam domesmo objeto.

    (C)Mesmo sendo possvel a realizao do exame direto, oexame de corpo de delito indireto pode ser admitido.

    (D)No processo penal no admissvel a realizao de exame

    pericial por um s perito ocial.

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    CDIGO PROCESSUAL PENAL

    Gabarito. Vejamos:

    1 Questo: A armao est errada2 Questo: Alternativa A

    3 Questo: Alternativa C4 Questo: Alternativa D5 Questo: AlternativaA

    2.4.4.- DOS FUNCIONRIOS DAJUSTIA: ARTIGO 274.

    2.4.5.- DOS PERITOS E INTRPRETES:ARTIGOS 275 A 281.

    Dispositivos pertinentes do CPP:

    Art.274.As prescries sobre suspeio dos juzes estendem-se aos serventurios e funcionrios da justia, no que Ihes foraplicvel.

    Art.275.O perito, ainda quando no ocial, estar sujeito disciplina judiciria.

    Art.276.As partes no interviro na nomeao do perito.

    Art.277.O perito nomeado pela autoridade ser obrigado aaceitar o encargo, sob pena de multa de cem a quinhentos mil-ris,salvo escusa atendvel.

    Pargrafo nico.Incorrer na mesma multa o perito que, semjusta causa, provada imediatamente:

    a) deixar de acudir intimao ou ao chamado da autoridade;b) no comparecer no dia e local designados para o exame;c) no der o laudo, ou concorrer para que a percia no seja

    feita, nos prazos estabelecidos.

    Art.278.No caso de no-comparecimento do perito, sem justacausa, a autoridade poder determinar a sua conduo.

    Art.279.No podero ser peritos:I-os que estiverem sujeitos interdio de direito mencionada

    nos ns. I e IV do art. 69 do Cdigo Penal;II-os que tiverem prestado depoimento no processo ou opinado

    anteriormente sobre o objeto da percia;III-os analfabetos e os menores de 21 anos.

    Art.280. extensivo aos peritos, no que Ihes for aplicvel, odisposto sobre suspeio dos juzes.

    Art.281.Os intrpretes so, para todos os efeitos, equiparados

    aos peritos.

    Funcionrios do Poder Judicirio. So os servidores dajustia, isto , escreventes, ociais de justia, diretores, etc., aservio do Poder Judicirio.

    De acordo com o art. 274, CPP, as prescries sobre suspeio

    dos juzes estendem-se aos serventurios e funcionrios da justia,no que lhes for aplicvel.

    Peritos e intrpretes. So os auxiliares do juzo, isto ,agentes que, embora no servidores da justia propriamente ditos,fornecem esclarecimentos e conhecimentos especcos acerca dedeterminados temas quando consultados.

    Os peritos e intrpretes, ainda quando no-ociais, estosujeitos disciplina judiciria, e as partes no interviro em suanomeao. Em contrapartida, o perito/intrprete no poder sefurtar de seu ofcio de forma injusticvel, sob pena de multa, e, sefor o caso, conduo coercitiva (tambm incorrero em multa se

    deixarem de atender intimao ou a chamado de autoridade, seno comparecerem no dia e local designados para o exame, ou seno derem o laudo ou concorrerem para que a percia no seja feitanos prazos estabelecidos).

    Ademais, de acordo com o art. 279, do Cdigo de Processo,no podero ser peritos os que estiverem sujeitos interdiode direito mencionada no art. 47, I (proibio de exerccio decargo, funo ou atividade pblica) e II (proibio do exercciode prosso, atividade ou ofcio que dependam de habilitaoespecial, de licena ou autorizao do poder pblico), do CdigoPenal (inciso I); os que tiverem prestado depoimento no processoou opinado anteriormente sobre o objeto da percia (inciso II);

    bem como os analfabetos e menores de vinte e um anos (incisoIII).

    Por m, h se lembrar que extensivo aos peritos e intrpretes,no que lhes for aplicvel, o disposto sobre suspeio de juzes(art. 280, CPP).

    Questes de fxao.Vejamos:

    1 Questo: (TCNICO JUDICIRIO - TRF/2 REGIO -2012 - FCC)A respeito dos auxiliares da justia, considere:

    I. As partes podero intervir na nomeao de peritos, indicandonomes para o exerccio dessa funo.

    II. No podero ser peritos os que tiverem prestado depoimentono processo.

    III. No podero ser peritos os que tiverem opinadoanteriormente sobre o objeto da percia.

    IV. Os intrpretes so, para todos os efeitos, equiparados aosperitos.

    Est correto o que consta somente em:(A)II e IV.(B)I, II e IV.(C)I e III.(D)II, III e IV.

    (E)II e III.

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    2 Questo: (OFICIAL DE JUSTIA - TJ/PE - 2012 - FCC)Considere:

    I. Juiz.II. Acusado.

    III. Advogado.IV. Perito.V. Testemunha.No integram a relao processual, dentre outras, as pessoas

    indicadas apenas em:(A)I, II e III.(B)I, II e IV.(C)III, IV e V.(D)I e III.(E)IV e V.

    3 Questo: (TCNICO JUDICIRIO - TJ/PE - 2012

    - FCC) O termo de concluso, o cumprimento do mandado decitao e a certido, so, respectivamente, atos processuaispraticados pelos auxiliares da justia de:

    (A)Documentao, movimentao e execuo.(B)Execuo, documentao e movimentao.(C)Movimentao, execuo e documentao.(D)Execuo, movimentao e documentao.(E)Documentao, execuo e movimentao.

    Gabarito. Vejamos:

    1 Questo: Alternativa D2 Questo: Alternativa C3 Questo: Alternativa C

    2.4.6.- DAS INCOMPATIBILIDADES EIMPEDIMENTOS: ARTIGO 112

    Dispositivo do Cdigo de Processo Penal exigido:

    Art.112.O juiz, o rgo do Ministrio Pblico, os serventuriosou funcionrios de justia e os peritos ou intrpretes abster-se-o de servir no processo, quando houver incompatibilidade ouimpedimento legal, que declararo nos autos. Se no se der aabsteno, a incompatibilidade ou impedimento poder ser arguidopelas partes, seguindo-se o processo estabelecido para a exceode suspeio.

    Incompatibilidades e impedimentos. De acordo como art. 112, da Lei Adjetiva Penal, o juiz, o rgo do MinistrioPblico, os serventurios ou funcionrios de justia, e os peritos

    ou intrpretes se abstero de servir no processo, quando houver

    incompatibilidade ou impedimento legal que declararo nos autos.Se no der a absteno, a incompatibilidade ou impedimento poderser arguida pelas partes,seguindo-se o processo estabelecido paraa exceo de suspeio.

    Da deciso que julgar a exceo de incompatibilidade ouimpedimento no cabe recurso algum.

    Questo de fxao.Vejamos:

    1 Questo: (ANALISTA - MPE/CE - 2011 - FCC) O Cdigode Processo Penal prev as seguintes espcies de excees:

    (A)Impedimento; suspeio; incompetncia de juzo;litispendncia e coisa julgada.

    (B)Incompetncia de juzo; litispendncia; ilegitimidade departe e coisa julgada.

    (C)Suspeio; incompetncia de juzo; litispendncia e coisa

    julgada.(D)Impedimento; suspeio; incompetncia de juzo;

    litispendncia; ilegitimidade de parte; coisa julgada e da verdade.(E)Suspeio; incompetncia de juzo; litispendncia;

    ilegitimidade de parte e coisa julgada.

    Gabarito.Vejamos:

    1 Questo:Alternativa E

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal. 17. ed. SoPaulo: Saraiva, 2010.

    GRECO FILHO, Vicente. Manual de processo penal. 7. ed.So Paulo: Saraiva, 2009.

    NUCCI, Guilherme de Souza. Cdigo de processo penalcomentado. 9. ed. So Paulo: RT, 2009.

    TVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso dedireito processual penal. 4. ed. Salvador: JusPODIUM, 2010.

    TOURINHO FILHO, Fernando da Costa.Manual de processopenal. 5. ed. So Paulo: Saraiva, 2003.

    VADE MECUM SARAIVA. 13. ed. So Paulo: Saraiva, 2012.

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