LER/DORT - .APRESENTAÇÃO O bancário é, disparado, o profissional que mais sofre com LER/ DORT

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Text of LER/DORT - .APRESENTAÇÃO O bancário é, disparado, o profissional que mais sofre com LER/ DORT

  • LER/DORT

    BUSQUE SEUS DIREITOS!Independente e de luta

  • NDICE

    APRESENTAO

    DEFINIO E ORIGEM

    PREVENO

    JURDICO

    AUXLIO-DOENA

    CAT

    BENEFCIOS

    CONVENO BANCRIA

    O SINDICATO

    PG. 03

    PG. 04

    PG. 05

    PG. 06

    PG. 07

    PG. 08

    PG. 09

    PG. 10

    PG. 11

    02

  • APRESENTAO

    O bancrio , disparado, o profissional que mais sofre com LER/ DORT no Pas. O acmulo de trabalho est diretamente relacionado falta de funcionrios nas agncias. Com isso, as metas que j eram absurdas se tornaram desumanas. A consequncia disso influencia a parte psicolgica e fsica do trabalhador com o aumento do estresse e das leses em decorrncia do servio realizado s pressas.

    Esta cartilha foi elaborada pela diretoria de Sade e Condies de Trabalho com o objetivo claro de mostrar o problema aos bancrios do Rio Grande do Norte, alertar para os perigos da doena e mostrar que existem alternativas tanto para a preveno como para que o trabalhador doente busque seus direitos.

    O Sindicato dos Bancrios do RN est disposio de toda a categoria para esclarecer as dvidas que o bancrio, sindicalizado ou no, tenha sobre a LER/DORT e, desde j, se posiciona ao lado do trabalhador na luta diria contra a explorao capitalista.

    Boa leitura!

    Robrio Paiva e Jos Xavier Diretoria de Sade e Condies de Trabalho

    03

  • DEFINIO E ORIGEM

    LER/DORT significa Leso por Esforo Repetitivo e Distrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. Os dois termos se referem a um conjunto de doenas que atingem msculos, tendes, nervos e articulaes dos membros superiores (dedos, mos, punhos, antebraos e braos) e, eventualmente, membros inferiores e coluna vertebral. Decorrem de sobrecarga do sistema msculo-esqueltico no trabalho, que vai se acumulando ao longo do tempo.

    CausasPorque as empresas tm diminudo seu contingente de trabalhadores, sobrecarregando os que ficam. O ritmo de trabalho aumenta, a presso por produtividade tambm. Aos que trabalham nos setores operacionais, concomitantemente presso contnua e ao trabalho extenuante, sem pausas, restamos movimentos repetitivos, as interminveis horas em posio desconfortvel e a dificuldade at de satisfazer necessidades fisiolgicas.

    As leses so resultado de agressesdirias, que duram meses ou anos. O sistema msculo-esqueltico exigido por tempo prolongado, no tem tempo para se recuperar e acaba se desgastando, causando dor e fadiga no corpo do trabalhador.

    04

  • PREVENO

    A preveno s ocorrer se os fatores lesivos forem enfrentados. Palestras, ginstica laboral ou mudanas de mobilirio no resolvero os problemas se no estiverem integradas a uma poltica da empresa de gesto dos riscos sade. O maior desafio para a preveno resgatar o trabalhador como sujeito, recuperar sua potencialidade intelectual e garantir espao para sua criatividade. Dessa forma, repetitividade, estresse e sobrecarga de certos grupos musculares no poderiam fazer parte do trabalho.

    Para isso, os trabalhadores devem ter como objetivos o controle do ritmo de trabalho; enriquecimento das tarefas, no permitindo a fragmentao do trabalho; definio do perodo da jornada de trabalho em que h esforo repetitivo e do perodo em que ele no esteja presente; eliminao das horas extras; pausas durante o trabalho; adequao do posto de trabalho para evitar posturas incorretas - mobilirio e mquinas devem ser ajustados s caractersticas fsicasindividuais e ambiente com temperatura, rudo e iluminao adequados.

    As LER/DORT so reconhecidas como doenas do trabalho, tanto pelo SUS (Portaria 1339/ GM, 1999) como pelo INSS (anexo II do decreto 3.048/99). Mas as empresas continuam tentando negar sua existncia, frequentemente descaracterizando as leses como ocupacionais. Ento, cabe ao trabalhador, o principal atingido, se organizar para alterar esse quadro.

    Veja como:Fortalecendo as organizaes dos trabalhadores por local de trabalho, seja em forma de

    comisses internas de preveno de acidentes (CIPA) ou outras comisses;Conhecendo a legislao do Ministrio do Trabalho (preveno), do Sistema nico de

    Sade-SUS (preveno e assistncia, incluindo reabilitao) e da Previdncia Social (concesso de benefcios por incapacidade para o trabalho e reabilitao profissional);

    Cobrando do poder pblico a sua atuao na preveno de doenas ocupacionais;Inserindo as questes de sade e segurana no trabalho nas clusulas dos acordos

    coletivos de trabalho;Participando de reunies sobre sade para obter informaes corretas e atualizadas.

    A preveno s ser possvel se houver a convergncia do saber de profissionais com o saber do trabalhador. Nada substitui o conhecimento e a experincia do trabalhador. A contratao de especialistas no propiciar a preveno de doenas: as condies existentes que tm de ser alteradas. E isso s ocorrer se houver acordos e negociaes.

    05

  • Especialista em Direito Previdencirio, o advogado Oderley Benedicto compe a equipe responsvel pela assessoria jurdica do Sindicato dos Bancrios do Rio Grande do Norte. A convite da nossa redao, ele conta como o bancrio deve proceder diante dos primeiros sintomas de LER/DORT. E se depois das explicaes abaixo voc ainda tiver alguma dvida sobre o tema, pode procurar Oderley nos plantes das teras e quintas-feiras, sempre das 17h s 19h, na sede do Sindicato (av. Deodoro da Fonseca, 419, Petrpolis - Natal-RN). Confira as dicas:

    Assim que o bancrio comear a sentir dores nos membros superiores e achar que o problema est relacionado s doenas ocupacionais ligadas ao excesso de trabalho, deve, em primeiro lugar, procurar um mdico particular para ter certeza de que as dificuldades tm mesmo a ver com a atividade bancria. A dica parece bvia. No entanto, em pleno sculo 21, ainda comum trabalhadores se recusarem a procurar ajuda mdica por fazer pouco caso das prprias dores. Como todo doente precisa cuidar da sade, o bancrio adoecido deve se afastar do Banco para realizar o tratamento, j que, nas doenas ocupacionais, o local de trabalho tem influencia direta no problema. Longe da agncia por causa da LER/DORT, o funcionrio tem direito a alguns benefcios. Um o auxlio-doena; o outro a emisso da CAT (Comunicao por Acidente de Trabalho) pelo Banco.

    De acordo com o advogado Oderley Benedicto, a realidade atual dos segurados do INSS o indeferimento da maioria dos pedidos de benefcio mesmo quando a doena atestada por diversos mdicos que no fazem parte do quadro do INSS. A atitude do rgo acaba obrigando o trabalhador a procurar o Judicirio para garantir seus direitos.

    importante tambm que o bancrio se desvincule da velha cultura criada pelas grandes empresas, especialmente os Bancos, de que bancrio doente trabalhador preguioso. Para evitar esse tipo de assdio moral nas agncias fundamental que, aos primeiros sintomas de LER/DORT, o funcionrio procure ajuda mdica e faa uma consulta jurdica para prevenir maiores desgastes at conseguir o benefcio previdencirio.

    Isso porque o jogo de empurra do Banco para o INSS, e vice-versa, provoca no bancrio doente a sensao de desespero e de falta de esperana, situao que implica, muitas vezes, demisses injustas e arbitrrias quando, na verdade, o trabalhador doente ou com LER/DORT tem o direito estabilidade provisria durante o perodo em que estiver incapacitado para o trabalho.

    JURDICO

    SENTIU DOR, PARE!

    06

  • 1) Como j foi dito l em cima, ir ao mdico no importante, FUNDAMENTAL! Voc pode procurar tanto um mdico particular ou um mdico disponibilizado atravs de convnio pelo prprio Banco. A escolha sua. Explique ao especialista o que vem sentindo, quando as dores comearam e o que voc acha que pode ter provocado. Lembre-se de descrever com detalhes seu local de trabalho e as condies que o Banco oferece para que os funcionrios consigam desempenhar o servio.

    2) Caso a LER/DORT seja diagnosticada, hora de procurar a agncia mais prxima do INSS. Voc pode agendar uma visita pelo telefone ou ir pessoalmente ao local mais perto de onde mora ou trabalha. Para passar pela percia de um mdico do INSS, o bancrio adoecido deve levar os laudos emitidos pelo mdico particular que diagnosticou a LER/DORT e documentos pessoais, como R.G e CPF.

    3) Se o mdico do INSS confirmar a doena diagnosticada pelo primeiro especialista, voc deve levar os laudos para que o Banco confirme seu afastamento e comece a pagar o auxlio-doena durante o tempo em que estiver sob tratamento. Caso contrrio, se o INSS negar que a doena esteja relacionada ao trabalho, voc tem 30 dias para pedir a reconsiderao do rgo. E se achar que um ms muito tempo, pode procurar a assessoria jurdica do Sindicato para entrar com uma ao na Justia pedindo nova percia ao INSS.

    Uma coisa a luta para receber o auxlio-doena, benefcio previsto nos acordos coletivos assinados todos os anos pela categoria e os banqueiros. Outra luta para que o Banco emita a CAT (Comunicao por Acidente de Trabalho).

    AUXLIO-DOENA

    Do auxlio-doena

    07

  • A CAT deve ser emitida no primeiro dia til aps o diagnstico mdico, ou seja, aps a concluso de que o trabalhador ou pode ser portador de doena profissional ou do trabalho. A no notificao de doena do trabalho constitui crime (art. 269 do Cdigo Penal combinado com art. 169 da CLT). Na recusa da emisso da CAT pela empresa, podem emit-la o mdico que assistiu o trabalhador, qualquer autoridade pblica, o Sindicato ou o prprio trabalhador. A CAT emitida em seis vias, sendo que uma delas deve ser entregue ao prprio trabalhador e outra encaminhada ao Sindicato.

    1) Se o seu mdico particular atestar que a doena decorrente de LER/DORT, voc deve informar ao Banco que, diante do laudo, deve emitir imediatamente uma CAT. No entanto, caso o Banco se recuse, como ocorre na maioria das vezes, o Sindicato tem o direito de emitir o documento em