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C NT Entrega essencial EDIÇÃO INFORMATIVA DA CNT LEIA ENTREVISTA COM OS CONSULTORES DAIN DUNSTON, JACKIE E KEVIN FREIBERG TRANSPORTE ATUAL ANO XVII NÚMERO 198 MARÇO 2012 Abastecimento das cidades é prejudicado pela falta de planejamento; logística urbana enfrenta desafios, como o excesso de veículos nas ruas TRANSPORTE ATUAL

Revista CNT Transporte Atual - Março/2012

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Abastecimento das cidades é prejudicado pela falta de planejamento; logística urbana enfrenta desafios, como o excesso de veículos nas ruas.

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  • CNT

    Entrega essencial

    EDIO INFORMATIVADA CNT

    LEIA ENTREVISTA COM OS CONSULTORES DAIN DUNSTON, JACKIE E KEVIN FREIBERG

    T R A N S P O R T E A T U A L

    ANO XVII NMERO 198MARO 2012

    Abastecimento das cidades prejudicado pela falta de planejamento;logstica urbana enfrenta desafios, como o excesso de veculos nas ruas

    T R A N S P O R T E A T U A L

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 20124

    REPORTAGEM DE CAPA

    ANO XVII | NMERO 198 | MARO 2012

    CNTT R A N S P O R T E A T U A L

    CAPA JLIO FERNANDES/CNT

    Consultores falamda inovao nacriao do Nano

    PGINA 8

    ENTREVISTA

    Programa retiraavio abandonadode aeroportos

    PGINA 30

    SUCATA AREA

    Novas propostasde operaodividem opinies

    PGINA 38

    FERROVIRIO

    LEO DIESEL B

    CNT e Sest Senatdivulgam manualsobre cuidados

    PGINA 34

    NORDESTE Regio apresenta grande crescimento econmico, mas estradas precisammelhorar, conforme Pesquisa CNT de Rodovias

    PGINA 22

    A logstica urbana convive com problemas, como o crescimento acelerado das cidades, o excesso de veculose a falta de investimentos em plataformas logsticas eficientes, causando impacto no preo final dos produtos

    Pgina 44

    CONSELHO EDITORIALBernardino Rios PimBruno BatistaEtevaldo Dias Lucimar CoutinhoTereza PantojaVirglio Coelho

    EDITORA RESPONSVEL

    Vanessa Amaral

    [[email protected]]

    EDITOR-EXECUTIVO

    Americo Ventura

    [[email protected]]

    FALE COM A REDAO(61) 3315-7000 [email protected] SAUS, quadra 1 - Bloco J - entradas 10 e 20 Edifcio CNT 10 andar CEP 70070-010 Braslia (DF)

    ESTA REVISTA PODE SER ACESSADA VIA INTERNET:www.cnt.org.br | www.sestsenat.org.br

    ATUALIZAO DE ENDEREO:[email protected]

    Publicao da CNT (Confederao Nacional do Transporte), registrada no Cartrio do

    1 Ofcio de Registro Civil das Pessoas Jurdicas do Distrito Federal sob o nmero 053.

    Tiragem: 40 mil exemplares

    Os conceitos emitidos nos artigos assinados no refletem necessariamente a opinio da CNT Transporte Atual

    EDIO INFORMATIVA DA CNT

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 5

    Sistema em estudopermite calibragemconstante de pneus

    PGINA 64

    TECNOLOGIA

    Alexandre Garcia 6

    Humor 7

    Mais Transporte 12

    Boletins 72

    Debate 78

    Opinio 81

    Cartas 82

    Sees

    RECALL

    Motoristas devematender aos chamadosfeitos pelo fornecedor

    PGINA 60

    SEST SENAT

    Unidades desenvolvemprograma de formaode motoristas

    PGINA 68

    ENERGIA DAS ONDAS UFRJ est frente deprojeto de implantao de usina piloto de produo deenergia a partir das ondas, no porto de Pecm (CE)

    PGINA 54

    A Agncia CNT chegou marcade mil seguidores no Twitter.Para ficar atualizado sobre asprincipais notcias do setor detransporte rodovias, logstica,mobilidade urbana, ferrovias,portos e aeroportos bastaseguir a @agenciacnt.Acompanhe e indiquepara os amigos:http://twitter.com/agenciacnt

    Programa Despoluir Conhea os projetos Acompanhe as notcias sobre

    meio ambiente

    Canal de Notcias Textos, lbuns de fotos, boletins

    de rdio e matrias em vdeosobre o setor de transporte no Brasil e no mundo.

    Escola do Transporte Conferncias, palestras e

    seminrios Cursos de Aperfeioamento Estudos e pesquisas Biblioteca do Transporte

    Sest Senat Educao, Sade, Lazer

    e Cultura Notcias das unidades Conhea o programa de

    Enfrentamento ExploraoSexual de Crianas e Adolescentes

    TWITTER

    CICLO DEPALESTRAS

    O portal disponibiliza todas as ediesda revista CNT Transporte Atual

    E MAIS

    www.cnt.org.br

    O Sest Senat lanou oficialmentea campanha do Ciclo dePalestras 2012. A inteno estimular o debate de temasrelacionados cidadania, educaoprofissional, sade e qualidadede vida entre os trabalhadoresdo transporte. A meta levarinformao a mais de 400 milpessoas em todo o Brasil.Acesse o site www.sestsenat.org.bre conhea os temas escolhidospara a edio deste ano.

    MANUAL SOBREBIODIESELExistem cuidados bsicos com obiodiesel que, se executados demaneira correta, reduzem osndices de emisso de poluentespelos veculos pesados e trazemeconomia ao setor de transporte.Em busca desses benefcios, aCNT e o Sest Senat lanaram ummanual com os principais pro-cedimentos para a preservao da qualidade do combustvel. Pormeio do site da CNT, os interessados podem fazer o download do livroou solicitar a verso impressa. Acesse: www.cnt.org.br

  • raslia (Al) Tenho insistido emque o maior atestado de burriceestratgica de alguns governosfederais foi o abandono da ferro-via num pas de dimenses conti-nentais. Construir rodovias e

    incrementar uma indstria automobilsti-ca nacional no precisaria ter significadodesprezo ferrovia. Hoje pagamos porisso. Na falta de uma navegao de cabo-tagem, concentramos o transporte nocaminho que, a rigor, deveria ser paradistncias mdias e curtas. E o transpor-te de pessoas faz lotar rodovirias eaeroportos, deixando apenas a saudade,para ns, da minha gerao, do trem con-fortvel e seguro.

    Agora, a pesquisa da CNT sobre otransporte ferrovirio resgata algumaesperana, embora o Estado no estejafazendo a sua parte. A iniciativa privada,no perodo entre 1997 e 2010, investiu R$24 bilhes e a Unio apenas R$ 1,3 bilho.Por causa disso, subsistem 355 invasesde faixas de domnio, remanescentes dostempos da RFFSA. H 1.856 passagens denvel urbanas! Dessas, 279 so crticas.As composies quase param ao cruzaresses encontros com outros veculos ouao atravessar reas habitadas at o limi-te da largura dos vages. Esse o retra-

    to de uma falta de ateno herdada dacultura do abandono do trem.

    Mas h esperana. De 1997 at o anopassado dobrou a tonelagem da cargatransportada em geral granis. Osinvestimentos das concessionrias em2011 devem ter beirado os R$ 3 bilhes.Mas ainda perdemos feio para Argentina,Chile e Mxico. Muito ainda precisa serfeito. Muito trilho precisa ganhar lugarno solo brasileiro; ferrovias precisam serduplicadas, renovadas, gargalos, elimina-dos e obviamente o pas poderia acor-dar para o transporte de passageirosinterurbano e interestadual.

    Quando criana, no Rio Grande do Sul,eu acordava de madrugada com o apitodo trem que chegava de Porto Alegre.Uma das distraes era ir estao paraver a chegada do trem paulista e acom-panhar a elegncia dos passageiros quechegavam de So Paulo. Histrias assimdescarrilaram, deixando a desesperanana inteligncia de governos. As rodoviasesto lotadas, as cidades congestionadase sem estacionamento e as estatsticasmostram uma matana sem precedentesno asfalto. O trem continua a ser amelhor soluo para o transporte de car-gas e de passageiros. Que a esperanavolte com os trilhos.

    B

    Muito trilho precisa ganhar lugar no solo brasileiro; ferroviasprecisam ser duplicadas, renovadas e os gargalos, eliminados

    Uma esperanasobre trilhos

    ALEXANDRE GARCIA

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 7

    Duke

  • ENTREVISTA DAIN DUNSTON, JACKIE FREIBERG E KEVIN FREIBERG

    Oprocesso de criao doNano, o carro indianoque ficou famoso porser lanado como

    sendo, talvez, o mais barato domundo, motivou trs norte-ame-ricanos, consultores em gestoempresarial e liderana, a escre-verem um livro sobre a criaodo veculo e a trajetria de RatanTata, presidente da montadoraTata Motors. O carro, anunciadopor US$ 2.500, no est no Brasil.Ainda no se consolidou no mer-cado internacional e recebe crti-cas de algumas pessoas peloaspecto da garantia da seguran-a. Mas o que mais chamou aateno dos escritores JackieFreiberg, Kevin Freiberg e DainDunston foi a inovao e cora-gem de tentar fazer o diferente,algo til e lucrativo. Um carropequeno, com tecnologia debaixo custo, que pode ser uma

    alternativa para a melhoria damobilidade urbana e tambmpara evitar a superlotao emmotocicletas da ndia. O veculotem 3,1 m de comprimento, 1,5 mde largura e 1,6 m de altura. EmNanovation Como um carropequeno pode ensinar o mundoa pensar grande e agir com cora-gem, os autores tentam mos-trar que no importa o ramo deatuao, preciso inovar parano perecer. Leia os principaistrechos da entrevista.

    Por que vocs decidiramescrever um livro sobre atrajetria de Ratan Tata, daTata Motors e do Nano?

    Dain: Corremos atrs de his-trias de pessoas que estofazendo o que outros dizemque no pode ser feito. Ratan um dos maiores pensadoresque conhecemos. um tumul-

    tuador positivo. A inovaogeralmente vem de pessoasque esto procura de se reno-var, reenergizar suas organiza-es e restabelecer vantagemsobre a concorrncia. Elas que-bram as regras, fazem o queparece ridculo, perturbam oequilbrio de indstrias intei-ras. As mudanas que elas pro-curam so projetadas paramelhor servir os clientes, fazercrescer o negcio, expandir alacuna da vantagem competiti-va e mudar o mundo de formapositiva. No se trata de mudarpor causa da mudana. amudana que inspira as pes-soas a expandirem, melhora-rem e fazerem coisas que acha-mos que elas no so capazes.

    O Nano mesmo umsucesso na ndia e por qu?

    Jackie: Depende de como

    voc define sucesso. Se vocestiver falando em termos pura-mente financeiros, ainda nopodemos definir. Mas todos osindicadores so de que ele serum sucesso financeiro. Talvez,s leve mais tempo do que o ori-ginalmente esperado. Emdezembro, a empresa vendeumais de 8.500 unidades. Quandoa planta estiver operando emplena capacidade, produzir 20mil unidades por ms. Assim, atrajetria est se movendo nadireo certa, mas eles tmainda um caminho a percorrer.Usando uma variedade de dife-rentes critrios de sucesso, aresposta direta sua pergunta sim. Com 206.703 reservaspagas integralmente em apenasduas semanas, o lanamento doNano um dos produtos maisbem-sucedidos na histria.Nano significa novas fbricas

    As estratgias de inovao utilizadas pela Tata Motors soempresa que esteja faminta por mudanas e disposta a ques

    Sem medo de POR CYNTHIA CASTRO

  • - CONSULTORES

    uma referncia para qualquertionar o inquestionvel

    em novos lugares. E isso signifi-ca empregos. Empregos signifi-cam aumento do poder de com-pra, uma economia local maisforte e um padro de vida maisalto. H tambm o reconheci-mento da marca.

    O Nano pode ser umaalternativa interessante aose pensar em melhoria damobilidade urbana e nasquestes ambientais? Hestudos que comprovem osganhos?

    Jackie: Fomos atrados paraessa histria, no porque apenas uma histria sobre umcarro ou sobre inovao. umahistria sobre como fazer umnegcio lucrativo enquantoproduz uma diferena.

    Quais exemplos citariam?Jackie: Permite que as

    pessoas que moram na ndiarural se locomovam para ascidades onde existem opor-tunidades de emprego, queos moradores que precisamobter ajuda mdica maisrapidamente possam chegara um hospital, que crianasem reas rurais alcancemuma rede mais ampla em ter-mos de oportunidades edu-cacionais, que pessoas detodas as idades experimen-tem mais cultura filmes,peas de teatro, concertos.Permite tambm que pes-soas nas reas urbanasmanobrem mais facilmenteno trnsito louco das cida-des superlotadas.

    Dain: H um grande nmerode pessoas (100 mil) que mor-rem anualmente sobre duasrodas, somente na ndia. SeRatan Tata puder reduzir esse

    nmero para apenas 5% ou10%, colocando as pessoas noNano, pense nas vidas que serosalvas. Extrapole isso para oBrasil, frica do Sul, Rssia,Mxico e outros pases emdesenvolvimento e voc podever o quo grande o impacto.

    Como vocs veem a acei-tao do Nano no mundo?

    Dain: A Tata Motors j esttransportando Nanos aos pa-ses vizinhos Sri Lanka e Nepal.Eles esto procura de lugarespara construir fbricas paraNano e ACE (seu pequeno cami-nho de grande sucesso) nafrica do Sul e na EuropaOriental. A Tata Motors tambm

    planeja levar o carro para aMalsia.

    Jackie: Globalmente, oNano preenche um espao emque vrias tendncias conver-gem: crescimento explosivo daclasse mdia, desejo por maiorautonomia, entre outros.

    A inovao utilizada nacriao do Nano pode seraplicada por todo tipo deempresa, nas gestes pblicae privada?

    Jackie: Certamente. Essa uma das histrias mais incrveisde inovao e execuo do nossotempo, mas no apenas umahistria para a indstria automo-tiva. Com uma economia global

    FOTOS DIVULGAO

    inovar

  • em crise, os lderes empresariaisesto procura de maneiras defazer mais com menos, ao sediferenciar radicalmente dosseus concorrentes. O caminhopara sair da rotina econmicaque nos encontramos no maiso mesmo. Exige uma declaraode guerra sobre o status quo e aconstruo de uma capacidadeprofunda para ser criativo,mesmo quando voc est sendoconfrontado por limitaes. Aequipe do Nano nos mostrou queas limitaes no tm que serum fator limitante. As estrat-gias de inovao utilizadas pelaTata Motors sero uma refern-cia para qualquer empresa queesteja faminta por mudanas edisposta a questionar o inques-tionvel em sua indstria. Issotrar inspirao para aquelesque esto fartos de: "Voc nopode fazer isso!" ou "Isso nuncavai funcionar.

    O termo Nanovation traz aideia de fazer mais commenos?

    Dain: Sim. Nanovation per-gunta: "O que aconteceria sealgum na nossa indstria sur-gisse com um produto quesuperasse radicalmente onosso e custasse a metade?Nanovation est inflamado pelaousadia da busca de um grandedesafio, de um sonho que pare-ce literalmente impossvel.

    Porque se fosse fcil, algum jteria feito. Nanovation nos con-vida a mudar radicalmente amaneira como pensamos sobreprodutos e servios e sobre asempresas que os criam.

    Muitas empresas no evo-luem devido ao medo de ino-var?

    Kevin: Sim. O medo ogrande inimigo da inovao.Inovao radical quase sem-pre envolve fazer algumacoisa pela primeira vez. Algoque ainda no foi testado ouque ainda desconhecido.Quando voc busca uma ideiacriativa que te leva para almdo que qualquer pessoa pensaque voc seja capaz, o medotenta levar voc a fazer acor-dos com a dvida. Mas se vocvai alm do medo e da dvida,frequentemente vai conseguiralguma coisa que verdadeira-mente nunca foi feita antes. Oproblema que a maioria dosmedos irracional. Mas elenos domina antes que saiba-mos disso. A chave para ven-cer o medo reconhec-lopelo que , enfrent-lo esuper-lo. Quando o fizer, omedo perde o controle e abreespao para a criatividade eos riscos que levam inova-o. Voc tem que encontrar acoragem para arriscar mais eerrar mais rpido.

    Sempre h o risco doerro?

    Kevin: Os inovadores acei-tam o fato de que inovaorequer experimentar. E no sepode experimentar sem come-ter erros. A chave aprenderrapidamente as lies, ir emfrente e fazer o seu melhorpara no repeti-los. Quantomais rpido voc estabelecersuas ideias, mais rpido vocaprende sobre o que funcionae o que no funciona. As pes-soas tm que confiar que nosero excludas, alienadas,ridicularizadas ou punidas pordesafiar o status quo e tentarcoisas novas.

    Como isso ocorre noGrupo Tata?

    Dain: O Grupo Tata d umprmio Ouse Tentar, a cadaano, para novas ideias que no

    NANO Carro criado por empresa de Ratan Tata

    As pessoasinovadorasquebram as

    regras, fazemo que parece

    ridculo,perturbam oequilbrio deindstriasinteiras

  • uma oportunidade para apren-der mais rpido, em vez de umaofensa passvel de punio.

    Como um carro pequenocomo o Nano pode ensinar omundo a pensar grande eagir com coragem, comoest sugerido no nome dolivro?

    Jackie: H uma srie degrandes lies. Vou citar algu-mas estratgias que outrasempresas podem usar paraimpulsionar a inovao. Ouseser radical e revolucionrio. Amaioria das organizaes cautelosa e comedida em rela-o a novas ideias. Questioneo inquestionvel. Desafiesuposies tomadas comocertas sobre o modo comosua indstria funciona, sobreo que seus concorrentes estofazendo, sobre as expectati-

    vas dos seus clientes. Procureo cruzamento das tendnciaspara encontrar oportunidades.

    Kevin: Voc deve convidaras pessoas a mudar o mundo. OTata Nano surgiu do desejo deum homem para tornar a vidamelhor para os outros. As pes-soas que tm seu trabalhocomo algo nobre esto famin-tas por mudana. Elas tm umdirecionamento para ter suces-so, uma vontade de vencer euma paixo profunda em assu-mir riscos e tentar coisas novas.

    No livro, vocs fizeramcomparao entre as inova-es de Ratan Tata e outrascompanhias, como a Apple?

    Jackie: Vemos uma sriede semelhanas entre HerbKelleher, fundador daSouthwest Airlines e RatanTata, por exemplo. Ambos tmdemonstrado uma lideranaincrvel. Ratan e Herb segura-ram firme o sonho "imposs-vel". Lderes pensadores comuma confiana tremenda e,contudo, uma humildadeimpressionante. Ambos cons-truram produtos em torno deuma causa igualitria. ASouthwest foi fundada combase em um sonho de demo-cratizar os cus. O Nano foifundado com base em umsonho para democratizar asestradas. A Southwest tornou

    acessvel para as massas. ONano vai fazer o mesmo.

    Dain: Steve Jobs (cofunda-dor da Apple, multinacionalnorte-americana que projeta ecomercializa produtos eletrni-cos, softwares e computadores)podia ver coisas que os clientesno sabiam que queriam e nosabiam que poderiam ter. UmMac, iPod, iPhone, iTunes ouiPad . E uma vez que ele deuisso aos seus clientes, eles pas-saram a no poder viver maissem isso. Certamente, isso tam-bm poderia ser dito do cami-nho ACE da Tata Motors, e nsachamos que vai ser dito doNano tambm. !

    surgiu como proposta inovadora na ndia

    funcionaram projetos ambi-ciosos que fracassaram devidoa certas questes culturais,deficincias na tecnologia ou,possivelmente, uma incapaci-dade para comercializar aideia. Comemorando as falhasinteligentes, o grupo estessencialmente dizendo: "Nopodemos crescer se no forar-mos os limites. E no podemosforar os limites, sem nos atra-palhar. Ento, no vamos ficarconstrangidos ou intimidadospor nossos fracassos. Vamosexp-los para que possamosaprender com eles". S paraficar claro, vamos definir o fra-casso inteligente. Uma falhainteligente est em manter aviso, valores e inteno estra-tgica, dirigindo a organizao.O fracasso pode se tornar umadas armas estratgicas de umaempresa quando visto como

    No se podeexperimentarsem cometer

    erros. A chave aprender

    rapidamenteas lies

    SERVIONanovationAutores: Jackie Freiberg, KevinFreiberg e Dain Dunstonwww.amazon.comwww.livrariacultura.com.br

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201212

    MAIS TRANSPORTE

    A Ford lanou uma opo de personalizao para o modelo Fiesta RoCamHatch. Trata-se de um kit estilooff-road composto por spoilersdianteiro e traseiro, adesivos laterais e traseiro, saias laterais e rack de alumnio. A montadoratambm oferece a opo de revestimento dos bancos em couro, vendida separadamente.O conjunto Fiesta Storm est

    disponvel para instalao na rede de distribuidores Ford, para os modelos 1.0 ou 1.6, com preo sugerido de R$ 2.913,34, para o kit completo. Os bancos de couro com o logotipo Storm saem por R$ 1.271,39. O rack de alumnio tambm est disponvel para venda, separadamente, por R$ 1.631,53.

    Kit Storm para Fiesta

    A Fenabrave (FederaoNacional da Distribuiode Veculos Automotores)estima que a venda de automveis e veculos comerciais leves apresentecrescimento de 4,5% em2012. um nmero significativo, mesmo comparadocom os anos anteriores,

    disse Flvio AntnioMeneghetti, presidente daentidade. Em 2011, a venda deautomveis e veculos comerciaisleves cresceu 2,9% em comparao a 2010. O nmerofoi menor do que o projetadoinicialmente pela Fenabrave,que previa crescimento de4,2% para o perodo.

    Fenabrave otimista Um grupo de empresrios doagronegcio construiu um aeroporto prximo ao CentroPoltico Administrativo de Cuiab(MT). Com 1.800 metros, a pistatem capacidade para receber atvoos de jatos. Contudo, o localest certificado pela Anac(Agncia Nacional de Aviao Civil)para receber apenas aeronaves que

    podem pousar em terreno semasfalto, durante o dia. Segundo osempresrios, a ideia do aeroportosurgiu da necessidade constantede viagens para o interior do Mato Grosso e pela longadistncia entre o Aeroporto

    Marechal Rondon, em VrzeaGrande, com o centro de deciso poltica daquele Estado.

    Aeroporto para o agronegcio

    A brasileira Assiane Adada, engenheira mecnica, e a francesaanalista de engenharia e desenvolvimento de produto,Valrie Vilatte, vo encarar oitodias de competio, durante a 22edio do Rallye des Gazelles,competio automobilstica 100%feminina. A disputa acontece entreos dias 17 e 31 de maro, perodoem que a dupla deve percorrer

    2.500 quilmetros, tendo comoaliados mapas e bssolas. Assianee Valrie vo se aventurar nasareias do deserto do Saara, noMarrocos, a bordo de um RenaultDuster 4x4. Teremos um treinamento organizado pelaRenault para aprendermos comose conduz um veculo 4x4 naareia, de maneira eficiente e econmica, diz Assiane.

    RENAULT/DIVULGAO

    COMPETIO Rali no Marrocos tem 2.500 km de extenso

    FORD/DIVULGAO

    ESTILO Montadora oferece acessrios off-road

    Dupla feminina em rali

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 13

    A Unidade Mvel de Treinamentoda Vipal, fabricante de produtospara reforma e reparos de pneus e cmaras de ar, percorreu, em 2011, 23.700 quilmetros, qualificando 909 profissionais.Conhecida como Carreta-escola,a unidade realizou 553 treinamentos, capacitando 7.006pessoas em todo o Brasil nos ltimos cinco anos. A expectativa que sejam treinadas em tornode 1.050 pessoas no decorrer de

    2012. O objetivo da carreta levarconhecimento tcnico e tecnolgicoaos profissionais do mercado demanuteno de pneus. O veculo acoplado a uma superfcie que,quando aberta, transforma-se emuma sala de aula de 60 metrosquadrados. A carreta possui climatizao e equipamentoscomo desmontadores, balanceadorese compressores, alm de home-theatercom DVD, projetor multimdia, computador e impressora.

    Sala de aula sobre rodas

    A Ferroeste anunciou investimentosna compra de locomotivas prprias.A aquisio de cinco novas mquinas,autorizada pelo governo paranaense,vai dobrar a capacidade de traoda concessionria. Sero investidosR$ 8 milhes, com recursos do FDE(Fundo de DesenvolvimentoEconmico) do Paran. De acordocom o diretor-presidente da

    Ferroeste, Maurcio Querino Theodoro,a previso que as locomotivascomecem a rodar no segundosemestre de 2012. Elas sero adquiridaspor meio de licitao. Hoje, cadalocomotiva traciona oito vages. Asnovas podero tracionar entre 14 e18 vages cada uma, o que significaatender a um nmero bem maior de clientes, diz Theodoro.

    Capacidade dobrada

    VIPAL/DIVULGAO

    RESULTADOS Carreta percorre mais de 23 mil km

    O Setcepe (Sindicato dasEmpresas de Transporte de Cargade Pernambuco) firmou convniocom a Petrobras para a criaode uma loja virtual para venda deprodutos como graxa, leos lubrificantes e demais componentesda fabricante nacional. As empresasassociadas ao Setcepe vo teracesso aos produtos com preos

    diferenciados. necessrio comprovar a associao com aentidade, feita por meio da cartade filiao. O convnio tambmpermite que pessoas fsicas proprietrias de caminhestenham acesso parceria. Para tanto, preciso que sejam associadas ao sindicato,em uma categoria especial.

    Preos diferenciados

    A Iveco comemora a marca de33.500 veculos vendidos em 2011em toda a Amrica Latina. A montadora terminou o ano estabelecendo novos recordes devendas tambm no Brasil. Foramcomercializados no atacado 22.700caminhes e nibus no mercadobrasileiro, nmero 28% acima das17.800 unidades de 2010.

    No mercado latino-americano, osmais de 33 mil veculos vendidos representaram um volume 30%superior ao resultado de 2010, com 25.800 unidades. A Iveco est otimista de que manter a tendnciapositiva com a nova gerao decaminhes que ser lanada esteano, disse Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America.

    IVECO/DIVULGAO

    MERCADO Iveco registra alta de 30% em vendas

    Mais de 33 mil vendidos

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201214

    MAIS TRANSPORTE

    Qualidade e produtividade nos transportesLivro traz conceitos, tcnicas einformaes referentes qualidadee produtividade no transporte decargas e passageirosDe: Almir Mattar Valente eoutros, Ed. Cengage Learning,256 pgs., R$ 38,90

    Gesto de Estoques naCadeia de LogsticaIntegrada: Supply ChainEdio traz dois novos captulos:gesto e inovao como umaestratgia logsticaDe: Hong Yuh Ching, Ed. Atlas256 pgs., R$ 57

    Logstica e Transporte deCargas no Brasil: Produtividadee Eficincia no Sculo XXIApresenta uma coletnea de estudos desenvolvidos sobre otransporte de cargas no BrasilDe: Peter F. Wanke, Ed. Atlas,200 pgs., R$ 43

    Comandantes, copilotos, comissrios de bordo, gerentes, supervisores e agentes de aeroportosda Gol Linhas Areas tiveram seus uniformes remodelados. Criadas pela estilista Kiki Bedouret,as roupas ficaram mais jovens e despojadas e comearam a ser usadas no incio de 2012.

    Roupa nova no ar

    GOL/DIVULGAO

    Recorde de desembarque O Ministrio do Turismo divulgoubalano sobre os aeroportos brasileiros. Foram 79.049.171desembarques em 2011. O nmero representa um recordee 15,8% maior que os68.258.268 desembarquesdomsticos registrados em 2010.O balano mostra ainda que oms de dezembro de 2011 teve

    7.039.826 chegadas, contra6.499.031 no mesmo perodo doano anterior. Os aeroportos commaior nmero de desembarquesdomsticos no ano passadoforam os de Guarulhos (8,8milhes); Congonhas (8,3milhes); Braslia (7,2 milhes);Galeo (5,3 milhes); e SantosDumont (4,2 milhes). O ministrio

    apresentou tambm dados sobreos voos internacionais, querepresentaram 9.005.165 desembarques no Brasil no ano passado. Isso significa altade 13,95% em relao s7.902.531 chegadas de 2010. omais alto nmero registradodesde o ano 2000, quando teve incio a srie histrica.

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 15

    HAMBURG SD/DIVULGAO

    AZUL/DIVULGAO

    AMPLIAO Companhia aguarda autorizao

    A Azul Linhas Areas solicitou autorizao da Anac (Agncia Nacional deAviao Civil) para operar em Montes Claros, no Norte deMinas. A meta da companhia ligar o municpio a Belo Horizonte em trs frequncias dirias.

    As operaes da Azul em MinasGerais atendem atualmentetrs cidades: Belo Horizonte,Uberaba e Juiz de Fora. A previso de que as operaes a partir de MontesClaros se iniciem em 15 demaro. Os voos sero realizadoscom turbolices ATR-72.

    Nova base para a Azul

    A Hamburg Sd e a MSC vo reestruturar suas operaesentre o Mar Mediterrneo e aCosta Leste da Amrica doSul. Os servios dos doisoperadores martimos serounidos formando uma opera-o nica, que ser realizada

    por oito navios com capacidadepara 5.900 TEUs, sendo umda Hamburg Sd e os outrossete da MSC. O novo servio vai permitir umacobertura mais abrangentedos portos na Amrica doSul e se conectar s rotas

    da Hamburg Sd do leste doMediterrneo e meio oeste,por meio do porto deTangier, entre a Espanha e oMarrocos. De acordo com aassessoria da Hamburg Sd,a nova rotao ser a seguinte: Valncia - Gioia

    Tauro - Livorno - Genoa Fos - Barcelona - Valncia -Suape - Rio de Janeiro -Santos - Buenos Aires Montevidu - Rio Grande -Navegantes - Itapo - Santos- Rio de Janeiro - Suape Tangier - Valncia.

    Hamburg Sd e MSC unem servios

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201216

    MAIS TRANSPORTE

    FORD/DIVULGAO

    SADE Indicao do possvel ndice de alergia ao ar-condicionado

    A Ford firmou parceria com aMicrosoft, envolvendotambm as empresasHealthrageous e BlueMetalArchitects para pesquisartecnologias que ajudem aspessoas a cuidar da sade edo bem-estar enquanto estono carro. Segundo a assessoriada montadora, o objetivo propor solues mveis como conceito "carro saudvel",que abre possibilidades deconexo aos servios desade a bordo, por meio do

    dispositivo SYNC, disponvelem vrios modelos da marca.A proposta do sistema monitorar a sade do motorista e gerar alertas emtempo real, usando os dadosobtidos pelos sensores doveculo e registros de arquivo.O condutor tambm podeinformar detalhes importantesde sua sade, como a quantidade de copos de guaconsumidos durante o dia, ou os remdios que tomou,usando comandos de voz.

    Ford e Microsoft firmam parceria NOVIDADE

    AToyota lanou nomercado brasileiroa linha 2012 da pica-

    pe Hilux e do utilitrioesportivo SW4. Os veculoscontam agora com motori-zao 2.7 VVT-i Flex Fuel16V, desenvolvida pelamontadora japonesa espe-cialmente para as reven-das do Brasil. A Hilux FlexFuel 2012 est disposioem duas verses: SR cabi-ne dupla com trao 4 x 2

    e transmisso automticade quatro velocidades, e atop de linha, SRV cabinedupla 4 x 4, tambm comtransmisso automticade quatro velocidades. AToyota afirma que a Hilux,com a introduo das con-figuraes, torna-se anica picape mdia Flexcom motor quatro cilin-dros e transmisso auto-mtica disponvel no mer-cado nacional.

    Toyota lana linha 2012

    INOVAO A linha 2012 traz novas configuraes de motorizao

    TOYOTA/DIVULGAO

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 17

    SRGIO COELHO/CODESP/DIVULGAO

    O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambientee dos Recursos NaturaisRenovveis) autorizou aCodesp (Companhia Docas do Estado de So Paulo) aretomar a dragagem de

    aprofundamento do canal de navegao do porto de Santos. A Licena de Instalao para a dragagem de manutenotambm foi emitida pela entidade ambiental,

    com validade at 23 dedezembro deste ano, abrangendo os trechos 2, do entreposto de pesca Torre Grande, e 3, da TorreGrande ao Armazm 5. Deacordo com a Codesp,

    restam apenas 5% de servios para concluso do aprofundamento do canal para 15 metros. A previso de que o trabalho seja concludo em meados de maio.

    Obras de dragagem retomadas

    A reformadora Thom Pneus, comsede no municpio de Trs de Maio(RS), recebeu o Registro deDeclarao de Conformidade doFornecedor do Inmetro, com aincluso dos processos de reformade pneu de carga. Esse mtodo deadequao dos reformadores aosrequisitos do Inmetro traz umasrie de benefcios ao mercado dereforma de pneus e ao segmentode transporte. Caminhoneiros e

    frotistas passam a contar com um padro cada vez melhor nareforma de pneus, por meio deprodutos e servios que garantemmaior vida til do componente,com mais desempenho e segurana. Os reformadores depneus de carga de todo o Brasiltm at novembro deste ano paraobterem o registro no Inmetro,conforme determina a portaria n 444 da instituio.

    Reformadora obtm registro O administrador OsvaldoCastro Jnior assumiua diretoria geral daGolden Cargo, empresaespecializada nogerenciamento e naoperao da cadeialogstica de mercadoriasespeciais. O executivoatuou por 20 anos nosetor de transporte elogstica. Ele assume o

    posto at ento ocupado porMauri Mendes, que passa acomandar a diretoria comercialda companhia. Castro Jniorvai dar continuidade aosprincipais projetos emandamento, como a ampliaoe a inaugurao de novasunidades em localidadesestratgicas, alm darenovao e da ampliaoda frota da Golden Cargo.

    Golden Cargo tem novo diretor

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201218

    MAIS TRANSPORTE

    PRMIO DESTAQUE

    A17 edio do PrmioDestaque, realizado pelaFetransportes (Federao

    das Empresas de Transportes doEstado do Esprito Santo) e peloSest Senat capixaba, homena-geou 12 trabalhadores deempresas de transporte dasregies da Grande Vitria, Nortee Sul daquele Estado.

    O Prmio Destaque Trabalhador do Transporte eLogstica do Esprito Santo divi-dido em trs festas regionais.Nesta edio, a premiao paraos vencedores da regio Norteaconteceu no Sest Senat deColatina; para os campees daregio Sul, a festa foi na unidadedo Sest Senat de Camilo Cola, emCachoeiro do Itapemirim. Para osdestaques da Grande Vitria, acelebrao foi realizada no SestSenat de Cariacica.

    A escolha dos vencedores feita por um jri composto por 18formadores de opinio do EspritoSanto, que avaliam critrios comocursos de qualificao feitospelos profissionais, tempo de ser-vio no setor de transportes e naempresa, alm de trabalhossociais com a participao doscolaboradores.

    O prmio foi disputado por 65

    profissionais de 37 empresas detransportes, em duas categorias:Motorista e Transporte &Logstica. Quinze colaboradoresdisputaram o prmio na regioNorte, 13 na regio Sul e 37 naregio da Grande Vitria.

    Pela regio Norte, a vencedorado ano na categoria Transporte &Logstica foi Marly da Silva Lima,agente de vendas da guiaBranca. Na categoria Motorista, o

    vencedor foi Dejair MoreiraCoelho, colega de empresa deMarly. Agentil Maria Neto, daPretti Barra de So Francisco, foio vice-campeo da categoria.

    uma felicidade imensa verque a empresa nos valoriza e nospermite crescer. Estou feliz eemocionada, disse Marly, ao seranunciada como vencedora. Seucolega de empresa, Dejair MoreiraCoelho, destacou o nvel profis-

    sional dos concorrentes. Todaessa emoo , principalmente,por ter sido o vencedor diante detanta gente boa na disputa.Qualquer colaborador se sentevalorizado ao ser indicado a umprmio como o Destaque.

    Segundo Coelho, quem sesente valorizado trabalha commais vontade. Isso reflete demaneira positiva na prestao deservio.

    Reconhecimento aos colaboradores do Esprito Santo

    VENCEDORES DA REGIO NORTE

    FOTOS FETRANSPORTES/DIVULGAO

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 19

    Na regio Sul, os vencedoresda categoria Transporte &Logstica foram der da SilvaAnholeti, da TransportadoraJolivan, e Mrcia Valria BarcelosMatias, da Costa Sul Transportes eTurismo. Na categoria Motorista,os campees foram FranciscoAntnio Oliveira, da Viao FlechaBranca, e Joaquim Souza doNascimento, da Vix Logstica.

    Quando anunciaram meunome passou um filme na minhacabea. Lembrei do meu primeirodia na empresa. Foi na Jolivanque conquistei meu primeiroemprego, afirmou Anholeti.Oliveira se define como um pro-fissional realizado. Foi ummomento nico. Trabalho com amaior felicidade do mundo eestou sempre em busca do aper-feioamento. Acabei sendorecompensado.

    A cerimnia que consagrouos campees da Grande Vitriacontou com mais de 600 pes-soas. Estreante no PrmioDestaque, o campeo da catego-ria Transporte & Logstica, LuizPereira Garcia, da Viao GrandeVitria, diz que est preparado.Sei que terei novas obrigaesprofissionais e pessoais. Estousupermotivado.

    A empresa tambm se desta-cou na categoria Motorista, com avitria de Amlio AugustoFrancisco Lima. Queria muitovencer e reconheo o meu valor. uma conquista mpar para qual-quer profissional, disse.

    Na oportunidade, os empres-

    rios Joo Luiz Pretti e PauloRoberto Ribeiro de Abreu recebe-ram a Medalha do MritoEmpresarial Fetransportes.

    Para Luiz Wagner Chieppe,presidente da Fetransportes,o aumento constante de can-didatos ao Prmio Destaque

    motivo de orgulho para osetor. Isso demonstra que osegmento de transportescapixaba est unido em ummesmo propsito, o da valori-zao do capital humano,componente mais importantede nossas empresas.

    VENCEDORES DA GRANDE VITRIA

    VENCEDORES DA REGIO SUL

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201220

    MAIS TRANSPORTE

    RECONHECIMENTO

    Pouco antes de concluirseu mandato de dire-tor-geral da Antaq

    (Agncia Nacional deTransportes Aquavirios),Fernando Fialho foi homena-geado, no dia 17 de fevereiro,por seu trabalho frente daagncia. O evento, promovidopela CNT (ConfederaoNacional do Transporte), pelaFenamar (Federao Nacionaldas Agncias de NavegaoMartima) e pela Fenavega(Federao Nacional dasEmpresas de NavegaoMartima, Fluvial, Lacustre ede Trfego Porturio), reuniurepresentantes das entidadese do governo federal.

    O vice-presidente da seode transporte aquavirio, ferro-virio e areo da CNT, MetonSoares, enalteceu os esforosdespendidos pelo diretor-geral.Ele merece essa homenagempela presteza com a qual exer-ceu o cargo, com honra e digni-dade. Embora no sendo fciladministrar, soube enfrentar osproblemas que se apresentarama cada dia, lembrou MetonSoares, que tambm presiden-te da Fenavega.

    O ministro dos Transportes,

    Paulo Srgio Passos, citou quali-dades de Fialho. Sua absolutaserenidade ao tratar os assuntostraz um atributo que funda-mental no homem pblico: acapacidade de reunir, somar eouvir, elogiou o ministro, queressaltou a importncia de suaatuao para o setor aquavirio,rea que vem influenciando dire-tamente o crescimento econmi-co do pas.

    Lenidas Cristino, ministro daSecretaria de Portos, tambmteceu elogios a Fialho. Voc vaifazer muita falta na agncia. Apresidente Dilma est acompa-

    nhando de perto o nosso cami-nhar, disse, lembrando que ainiciativa privada tem papel fun-damental para o desenvolvimen-to do Brasil. Por isso as ativida-des feitas em conjunto comempresrios do setor foram topositivas em seu mandato frente da Antaq.

    Emocionado, Fernando Fialhoagradeceu e fez questo desalientar que o comprometimen-to e o empenho de todos dosetor e de sua equipe na Antaqproporcionaram as condiesideais para realizar um bom tra-balho. Considero que uma das

    grandes conquistas foi a reinser-o da navegao interior, antescriticada e vista como prejudicialao meio ambiente. Passamos adiscutir esse tema com muitatcnica, com abordagem social,e principalmente com aborda-gem ambiental, modificando aforma como o transporte hidro-virio visto no pas, lembrou.

    O engenheiro foi nomeadopara a diretoria da agncia, pelaprimeira vez, em julho de 2006.Em seu lugar, assumiu interina-mente o atual diretor da agncia,Tiago Lima.

    (Aerton Guimares)

    JLIO FERNANDES/CNT

    Fernando Fialho recebe homenagem do setor aquavirio

    ANTAQ Fernando Fialho deixou o cargo de diretor-geral da agncia

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201222

    ocorrncias, correspondendo a66,2% dos pontos crticos cons-tatados durante a coleta dedados feita in loco.

    A Pesquisa CNT de Rodoviasavalia as condies das estradaspavimentadas, pblicas e conces-sionadas, sob os aspectos depavimentao, sinalizao e geo-metria viria. Do total dos trechosavaliados no Nordeste, 63,2%apresentaram algum tipo de defi-cincia nessas variveis, sendoclassificados como regular, ruimou pssimo.

    Na avaliao do estado geral,Sergipe apresentou o maiorpercentual de rodovias classifi-cadas como pssimas (27,8%),

    Conforme o Banco doNordeste, a previso para 2012 que o PIB (Produto Interno Bruto)da regio cresa 4,9%, enquantoo crescimento no Brasil deve serde 3,7%. No ltimo dado oficial, de2009, o Nordeste teve participa-o de 13,5% no PIB nacional. E osinvestimentos, pblicos e priva-dos, aumentam a cada ano.

    At 2019, os nove Estados -Alagoas, Bahia, Cear, Maranho,Paraba, Piau, Pernambuco, RioGrande do Norte e Sergipe -devem receber em torno de R$140 bilhes. As estimativas so doEtene (Escritrio Tcnico deEstudos Econmicos doNordeste), um setor do Banco do

    Com uma rea que repre-senta cerca de um quin-to do territrio nacional,o Nordeste tem apresen-

    tado nos ltimos anos um cresci-mento maior que a mdia doBrasil. Mas para acompanhar esseritmo, fundamental que osEstados e municpios tenhamrodovias em boas condies detrfego, entre outros aspectosrelevantes. A partir desta edio,a revista CNT Transporte Atualpublica uma srie de reportagenssobre as diferentes regies dopas, associando as necessidadese o perfil de cada uma delas aosresultados da Pesquisa CNT deRodovias 2011.

    Nordeste. Entretanto, os nmerosda ltima Pesquisa CNT deRodovias, divulgada em outubrode 2011 pela ConfederaoNacional do Transporte, mostramque ainda h um longo caminho aser percorrido nessa rota dodesenvolvimento.

    Em relao aos pontos crti-cos, como buracos de grandesdimenses e quedas de barrei-ras, a regio registrou 80 ocor-rncias, o que representa 36,5%do total dos registros do pas. Amaior concentrao no interior,com destaque para os Estados doCear, Maranho e Piau (75%). Eos buracos de grandes dimen-ses representam a maioria das

    Regio cresce mais que a mdia nacional; Pesquisa CNT deRodovias aponta que 63,2% dos trechos tm problema

    POR CYNTHIA CASTRO

    Na rota dodesenvolvimento

    RODOVIAS DO BRASIL - NORDESTE

  • PESQUISA CNT PE-177 teve sinalizao e geometria classificadas como pssimas

    PERNAMBUCO Petroqumica est sendo instalada no Complexo Industrial Porturio de Suape

    SUAP

    E/DI

    VULG

    AO

    PESQUISA CNT DE RODOVIAS

  • CEAR/BR-020

    AVALIAO DAS RODOVIASVeja o resultado da Pesquisa CNT de Rodovias 2011 em relao aos Estados do Nordeste

    ESTADO GERAL (EM %)

    PAVIMENTO (EM %)

    SINALIZAO (EM %)

    GEOMETRIA (EM %)

    timo Bom Regular Ruim Pssimo

    seguido da Paraba (21,6%). ORio Grande do Norte concentraa maioria das rodovias classifi-cadas como timas (6,3%). Aoanalisar o pavimento da regio,a metade dos trechos apresen-tou algum tipo de problema. Emrelao sinalizao e geome-tria, esses percentuais comdeficincias foram de 69,5% e81%, respectivamente.

    Ao considerar os dados cons-

  • cerca de 60% das movimenta-es de cargas.

    Viana considera que noNordeste essa dependncia ainda maior. Temos uma relaomais desfavorvel porque oNordeste depende mais dasrodovias do que o restante doBrasil, especialmente pela faltade ferrovias. Ento, as estradasprecisam ter as mnimas condi-es de trfego para no termos

    aumentos excessivos dos custoslogsticos, afirma.

    Ele cita tambm que alm danecessidade de melhorar o pavi-mento, sinalizao e geometria, preciso ainda aumentar a malhano Nordeste. Principalmente nocerrado nordestino. No oeste daBahia, sul do Piau e sul doMaranho, h vrios trechos ondedeveriam ser implementadasrodovias federais. Mas funda-

    mental tambm o investimento namalha ferroviria, considera.

    De qualquer forma, mesmoquando as ferrovias estiveremmais avanadas na regio, Vianaconsidera que o modo rodoviriocontinuar sendo um elementofundamental para o desenvolvi-mento do Nordeste. Segundo ele,ainda que o transporte de minrioe de gros migre para as ferro-vias, os bens de consumo deverocontinuar sendo transportadospelas estradas.

    Atualmente, o Estado dePernambuco o que apresenta omaior crescimento econmico noNordeste, especialmente devidoaos empreendimentos no comple-xo de Suape. Pelos dados daPesquisa CNT de Rodovias 2011,55% da extenso avaliada emPernambuco tm a superfcie des-

    tatados pela Pesquisa CNT deRodovias, o gerente da Centralde Informaes Econmicas,Sociais e Tecnolgicas do Bancodo Nordeste, o engenheiro civil edoutor em administraoFernando Viana, avalia que aregio est mal posicionada nocenrio rodovirio brasileiro. Elelembra que o pas tem umadependncia do transporterodovirio, que corresponde a

    RIO GRANDE DO NORTE/RN 117 Ausncia de acostamento compromete a segurana

    PIAU 67,2% das faixas centrais tm pintura visvelPavimento em ms condies traz riscos

    PESQUISA CNT DE RODOVIAS

    PESQUISA CNT DE RODOVIAS PESQUISA CNT DE RODOVIAS

    Buracossomam

    66,2%dos pontos

    crticos

  • gastada. E em 18,8% dos trechos,foram constatados remendos,trincas na malha, afundamentos,ondulaes ou buracos.

    O gerente da Central deInformaes Econmicas, Sociaise Tecnolgicas do Banco doNordeste destaca que somente noComplexo Industrial e Porturiode Suape, na regio de Cabo deSanto Agostinho, h hoje 70 milpessoas empregadas diretamen-te. Na refinaria da Petrobras, queest em construo, so 38 miloperrios. Diariamente, cerca de

    1.500 nibus chegam e saemdesse complexo. Se no tiverrodovias em boas condies, osprejuzos so enormes, diz Viana.

    Duplicao e concessesA Pesquisa CNT de Rodovias

    tambm apontou alguns pontospositivos em relao ao Nordeste.De 2010 para 2011, cresceu 17,7% aextenso de rodovias com pistadupla. A maior concentraoocorreu no litoral e nos acessosdo interior a capitais litorneas como na Bahia (ligando Feira de

    Santana a Salvador), emPernambuco (ligando Caruaru aRecife) e na Paraba (ligandoCampina Grande a Joo Pessoa).Mas mesmo com esse crescimen-to, as rodovias de pista simples demo dupla representam o tipo derodovia predominante na regio,variando de 83% (na Paraba) a99,6% (no Piau).

    O estudo da CNT apontouainda um aumento considervelda extenso de rodovias conces-sionadas, de quase cinco vezesmais em relao ao ano de 2010,

    passando de 194 km para 943 km.As concesses do Nordeste estoconcentradas no Estado da Bahia,sendo 627 km de concesso derodovias federais (BRs 116 e 324,que ligam Salvador ao Estado deMinas Gerais) e 316 km em rodo-vias estaduais.

    Mas essas mudanas consta-das pelo levantamento daConfederao Nacional doTransporte ainda no so sufi-cientes para acompanhar o ritmode crescimento. O gerente doSetor de Estudos e Pesquisas e

    MA-006 Estado geral, pavimento, sinalizao e geome

    SERGIPE/SE-220 Estado tem 58,7% das rodovias pesquisa

    Mais risco de assaltosPASSAGEIROS

    As dificuldades encontra-das em algumas rodoviasprejudicam tambm o trans-porte de passageiros. Na BR-110, entre o Rio Grande doNorte e a Paraba, as condi-es do asfalto esto ruinsem alguns trechos, obrigan-do os motoristas a dirigiremem baixa velocidade.

    Com isso, comum ocor-rerem inmeros assaltosnessa rodovia, alerta o presi-dente da Fetronor (Federaodas Empresas de Transportede Passageiros do Nordeste),Eudo Laranjeiras. A Fetronorabrange os Estados deAlagoas, Paraba, Pernambucoe Rio Grande do Norte.

    Segundo Eudo, nos lti-mos anos, tem havidomelhoras em rodovias daregio, com a duplicaode alguns trechos. Mas eleafirma que ainda precisomelhorar muito. Na

    Paraba, ele cita a necessi-dade de melhorias na PB-325 e na PB-087. A BR-316,em Alagoas, tambm preci-sa de mais conservao esinalizao, e a BR-232, emPernambuco, entre outrasrodovias, precisam deatenco, conforme o presi-dente da Fetronor.

    O assessor tcnico daFederao das Indstrias doEstado da Bahia, RicardoMenezes Kawabe, tambmcobra melhorias nas rodoviasda regio. Ele comenta que otraado de muitas estradas antigo, e houve aumento sig-nificativo do transporte decargas e de pessoas. Hoje ovolume de trfego bemmaior. A maioria de nossasrodovias de pista simples.H uma boa expectativa comalgumas concesses queesto sendo feitas para a ini-ciativa privada, diz.

  • Avaliao do Etene, do Banco doNordeste, o economistaWellington Damasceno, faz ques-to de ressaltar que os investi-mentos na regio devem aumen-tar e, com isso, a necessidade demelhores rodovias.

    Ele destaca que, desde 2002, aparticipao do Nordeste no PIBbrasileiro era de aproximadamen-te 13%. E, em 2009, passou para13,5%. Neste ano, o PIB doNordeste deve ficar em torno deR$ 500 bilhes. O setor de servi-os corresponde a 69%, indstria

    com 23% e agricultura com 8%.Essa onda de investimentos noNordeste, pblicos e privados,vem se consolidando, na rea desiderurgia, refinarias, duplicaode BRs. E no podemos esquecerque a Copa do Mundo tambmtrar grandes investimentos. ONordeste tem quatro cidades-sede: Fortaleza, Natal, Recife eSalvador, lembra.

    O movimento em alguns por-tos outro termmetro do desen-volvimento da economia daregio. No Complexo Industrial

    Porturio de Suape houve umaumento de 25% na movimenta-o de cargas em 2011. Conformeo balano divulgado pelo porto,somente no ano passado passa-ram por Suape 11,2 milhes detoneladas de cargas. Em relao acontineres, houve um aumentode 33,3%. No porto de Pecmtambm tem sido registrado umaumento na movimentao.

    O gerente de estudos do Bancodo Nordeste destaca que em 2011a regio gerou 329 mil novos pos-tos de trabalho formal. Mas ape-

    sar de todos os dados positivos,ele faz questo de ressaltar que arenda per capita da regio aindarepresenta a metade da mdia dorestante do Brasil. Alm daimportncia do resgate social, ho desafio de que os investimentospossam ajudar a superar esseproblema, diz Damasceno.

    O presidente da ABTC(Associao Brasileira deLogstica e Transporte de Carga),Newton Gibson, afirma que aatrao de investimentos temgrande importncia para oNordeste, pois est garantindoque um nmero maior de pes-soas estejam empregadas. Issoacarreta um maior aumento derenda per capita e consequente-mente um desenvolvimento naarrecadao dos Estados. Valeressaltar que o aumento do sal-rio- mnimo ajuda esses fatoresde crescimento, avalia NewtonGibson, que tambm presiden-

    tria esto pssimos INDSTRIA Regio atrai investimentos, como o Polo Petroqumico de Camaari, na Bahia

    PARABA BR-230 teve pavimento classificado como timodas com problemas

    JOO ALVAREZ/SISTEMA FIEB/DIVULGAOPESQUISA CNT DE RODOVIAS

    PESQUISA CNT DE RODOVIASPESQUISA CNT DE RODOVIAS

    IMPORTNCIA

    Complexo Industrial e Porturiodo Pecm, no Cear

    Distrito Industrial Maracana,no Cear

    Indstria cimenteira no Cear eSergipe

    Complexo Industrial e Porturiode Suape, em Pernambuco

    Complexo porturio de Salvadore Aratu, na Bahia

    Distrito Industrial de Camaari,na Bahia

    Regies produtoras de gros,como o oeste da Bahia, sul doPiau e sul do Maranho

    Regies produtoras de frutas,nos Estados de Pernambuco,Bahia, Rio Grande do Norte eCear

    Minerao no Maranho, Bahiae Pernambuco

    Turismo em todos os Estados

    Algumas atividades quedependem das rodovias

  • O Nordeste a bola da vez noO doutor em economia

    Ccero Pricles de Carvalho,professor do Programa deMestrado em EconomiaAplicada da Ufal (UniversidadeFederal de Alagoas), faz umaanlise dos investimentos e damudana do perfil do Nordestenos ltimos anos. Ele refora aideia de que a populao estconsumindo mais, os investi-mentos esto aumentando, masainda falta infraestrutura paraacompanhar o crescimento.

    Qual a anlise o senhor fazdo Nordeste hoje?

    O Nordeste vem crescendoa taxas maiores que a mdianacional. Isso um grandediferencial para a regio.Tradicionalmente no eraassim. O Nordeste a bola davez no Brasil. Isso se mostra,por exemplo, no aumento doconsumo. Existe uma pesquisado IBGE (Instituto Brasileirode Geografia e Estatstica)que cobre o varejo nacional.Mostra que em todos osmeses, desde 2004, as taxasde consumo nordestinas sopositivas. E a expectativa paraos prximos anos de manu-teno do ritmo de cresci-mento do PIB (Produto InternoBruto). A regio est atraindoinmeros investimentos. EmAlagoas e Pernambuco noesto conseguindo contratarmo de obra para corte dacana-de-acar, porque a

    construo civil levou todomundo.

    E falta infraestruturapara contribuir para o cres-cimento?

    Para que esse crescimentotenha uma garantia de futuro, necessrio haver infraestru-tura viria, aeroporturia, deenergia. A situao das rodo-vias no Nordeste preocupan-te. Apenas 13% so asfaltadas.Isso representa um atrasomonumental. O Nordeste temum tamanho gigantesco,representa cerca de 19% doterritrio brasileiro. Tem umapopulao maior do que asoma dos parceiros doMercosul Argentina, Uruguaie Paraguai. E no temos umarede alternativa ao transporterodovirio. A ferroviaTransnordestina ser muitopositiva, mas ainda no estpronta. A hidrovia do SoFrancisco outro projeto.Precisa melhorar a cabota-gem. Um ponto positivo quea maioria das estradas nor-destinas federal, e issoajuda a atrair recursos.

    Quais exemplos o senhorcitaria de onde h maiornecessidade de um transpor-te eficiente?

    A economia brasileira estcom muito foco nas exporta-es. Estados como Bahia,Maranho e Piau ampliaram a

    te da Fetracan (Federao dasEmpresas de Transporte deCargas do Nordeste) e vice-presi-dente da CNT.

    Segundo ele, deve ser compro-misso do poder pblico devolvero que direito dos cidados: umainfraestrutura mnima bsica paraa convivncia da sociedade.Newton Gibson destaca que paraque o Nordeste possa continuarexpandindo suas atividades eco-nmicas e mostrando o potencialda regio, fundamental que hajatodo o empenho necessrio paraque as rodovias estejam em boascondies de trafegabilidade.

    Os Estados esto preocupa-dos em manter os investimentosque esto sendo aportados.Porm, ainda falta muito a seraplicado, principalmente emmanuteno, sinalizao e fisca-lizao, diz Gibson. Ele alertaque alm de prejudicar o desen-volvimento da economia, mscondies rodovirias trazem oaumento do ndice de acidentes. preciso investir e melhorar asestradas para aumentar tam-bm a segurana. E sem infraes-trutura para o setor de transpor-te, no h condies de nenhumlugar crescer.

    ALAGOAS BR-101 tem estado geral regular

    BAHIA BR-020 classificada como boa

    FOTOS PESQUISA CNT DE RODOVIAS

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 29

    Brasilrea de plantao de soja,milho e outros cereais. Precisade via de escoamento. Para asreas de minerao noMaranho, Bahia e Pernambuco,precisa melhorar as vias, j queno temos ainda ferrovias paraatender essa demanda. O polode fruticultura irrigada preci-sa de estrada. O Nordeste pro-duz muita uva. Os polos indus-triais que j existem estocrescendo, como Camaari,Suape, Pecm. Os portos estoaumentando a movimentao.Para tudo, necessrio trans-porte virio de qualidade, comentrega rpida, baixo custo.Alm disso, o Nordeste umpolo turstico importantssi-mo, e temos competidoresfortes, como o Caribe. Semestradas, levamos uma des-vantagem brutal.

    A vocao econmica pre-dominante da regio estmudando de perfil?

    De 1970 para 2012, oNordeste inverteu a pirmidepopulacional. Antes, 70% esta-vam no campo e 30% na cida-de. Hoje, cerca de 80% dapopulao est vivendo nasreas urbanas. Isso quer dizerque os setores de servio,comrcio e indstria tm umpeso maior do que a agrope-curia. Mudou a pirmide popu-lacional e o perfil da economiaem todos os Estados. Todas asgrandes redes comerciais do

    Sul e do Sudeste vieram para oNordeste, para aproveitar oboom do consumo. O nmerode shoppings cresceu.

    Como o senhor caracterizao momento da indstria?

    Estamos registrando umenorme desenvolvimento.Temos o polo petroqumicoimportantssimo de Camaari,na Bahia. O setor sucroalcoolei-ro importante, em Alagoas,Pernambuco, Paraba. A inds-tria do petrleo est presenteem vrios Estados nordestinosque produzem o petrleo Bahia, Sergipe, Rio Grande doNorte, Cear, Alagoas. OMaranho uma provnciamineral, produz tudo - ferro,alumnio. O Estado grandeexportador de minrio.Pernambuco criou boas condi-es de crescimento, de infraes-trutura. O Porto de Suape foiconstrudo no final dos anos 70e vem recebendo investimentos.Recebeu estaleiros. O estaleiroAtlntico Sul j est funcionan-do e outros dois esto sendoimplantados. H duas indstriasautomobilsticas em implanta-o. Tambm est sendoimplantada uma refinaria depetrleo.

    Qual o peso da atividadeturstica para a economia?

    A atividade turstica nor-destina limitada ao litoral.Recebe muita gente do Sul e

    do Sudeste do pas, mas aindatem um turismo estrangeirobaixo, quando consideramoso enorme potencial. O turismocresceu nos ltimos anos,mas continua longe de ser umelemento determinante naeconomia nordestina. OCaribe um grande concor-rente. E dentro do setor deservios, o turismo no tem omesmo peso que em locaiscomo Cancn e Aruba, noCaribe, onde a atividade determinante na economia. Arede hoteleira ainda peque-na. A infraestrutura viriatambm ineficiente, e osaeroportos precisam deinvestimentos.

    O senhor acredita que aCopa de 2014 vai ajudar defato o turismo do Nordeste?

    Quatro capitais nordestinasesto envolvidas Salvador, Recife,Natal e Fortaleza. Essas cidadesvo receber muito investimentopara poder capacitar e diminuir osdficits. A Copa vai ajudar, sim,essas cidades. Vai mexer comsaneamento, transporte. H umaexpectativa boa de que a Copaajude esses municpios. O empre-srio que quiser montar hotel noNordeste, por exemplo, vai esco-lher uma dessas cidades-sede. Ohotel vai para a cidade e com elevai o setor que vende para o turis-ta. H todo tipo de desdobramento,mobiliza a construo civil. !

    ECONOMIA Professor diz que populao est consumindo mais

    ARQUIVO PESSOAL

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201230

    AEROVIRIO

    Um ano aps o lanamen-to do programa EspaoLivre Aeroporto, desen-volvido pelo CNJ

    (Conselho Nacional de Justia), 44aeronaves de grande porte aindaocupam espaos nobres nosprincipais aeroportos brasileiros.

    So locais que poderiam sertransformados em hangares,ptios de manobras ou at mesmoem reas de embarque e desem-barque, mas que acabaram ocupa-dos por avies abandonadosdesde o final dos anos 90 porempresas areas falidas ou emrecuperao judicial, como a Vasp,a VarigLog e a Transbrasil.

    Liberaode espao

    Programa do CNJ retira aeronaves abandonadas e libera espao para

    a ampliao dos aeroportos

    POR LIVIA CEREZOLI

    O Espao Livre Aeroporto uma parceria do CNJ com a SAC(Secretaria de Aviao Civil), aInfraero (Empresa Brasileira deInfraestrutura Aeroporturia), aAnac (Agncia Nacional deAviao Civil), o TCU (Tribunal deContas da Unio), a ProcuradoriaGeral da Repblica, o MinistrioPblico de So Paulo e o Tribunalde Justia de So Paulo.

    O programa foi iniciado emfevereiro de 2011, mas as oito pri-meiras aeronaves s comearam aser retiradas dos aeroportos deCongonhas, em So Paulo (SP), e doGaleo, no Rio de Janeiro (RJ),entre dezembro de 2011 e janeiro

    deste ano. No incio de fevereiro,um Boeing 737-200 pertencente aVasp, foi leiloado inteiro por R$ 133mil para preservar a memria dacompanhia. No ano passado,avies do mesmo modelo, masainda em uso, foram vendidos porR$ 350 mil na Argentina. A previsoera de que at o final deste mesmoms, outros quatro Boeings, queainda permaneciam emCongonhas, tambm seriam des-montados e removidos.

    De acordo com Marlos Melek,juiz auxiliar da CorregedoriaNacional de Justia e presidenteda Comisso Executiva do progra-ma Espao Livre Aeroporto, foi BRASLIA

    CONGONHAS

  • CNJ/

    DIVU

    LGA

    O

    Para preservar a memria da Transbrasil, pelo menos um Boeing da companhia deve ser leiloado inteiro para museus ou colecionadores

    Retirada de aeronaves abandonadas vai liberar espao de 170 mil m2 que deve ser utilizado para a construo de hangares e pista de manobra

    JLI

    O FE

    RNAN

    DES/

    CNT

  • outras taxas que as companhiasareas, que deixaram de voar,devem desde o incio dos proces-sos de falncia. O valor aproximadodesse dbito de R$ 1.000 poraeronave/dia, em valores atuais.

    Essa foi a maneira mais efi-ciente que encontramos para solu-cionar de maneira rpida o proble-ma de Congonhas. Em seis meses provvel que a Infraero recupereesse valor com a exploraocomercial da rea liberada, garan-te Melek, do CNJ.

    Segundo o juiz, novos acordoscomo esse devem ser estabeleci-dos para a recuperao de outras

    preciso primeiro criar um modelode gesto judicial para depois ini-ciar o processo de desmonte eremoo das sucatas. Esse pri-meiro ano trabalhamos basica-mente nesse modelo. Agora ele jest pronto e a execuo sermais rpida, garante.

    A rea liberada em Congonhas de aproximadamente 170 mil m2,o que representa 10% de todo ostio aeroporturio. No local,segundo Maral Goulart, superin-tendente de gesto operacional daInfraero, devem ser construdoshangares e pistas de manobra eacesso a eles. Sem citar valores, ele

    afirma que em aeroportos comdemanda alta, como o caso deCongonhas, a arrecadao que j bastante significativa pode serainda maior depois da liberaodos espaos ocupados pelas aero-naves. No temos ainda o clculo,mas j se sabe que o aproveita-mento dessas reas vai trazermelhorias e at mesmo mais recur-sos para os aeroportos. Em mdia,o aluguel mensal de um hangarchega a custar R$ 500 mil.

    Mas para poder contabilizaresses ganhos futuros, a Infraeroteve que abrir mo de receber astarifas de permanncia em solo e

    reas, como o caso de Manaus(AM). Por l, as obras de amplia-o do aeroporto Eduardo Gomespodem at ser paralisadas se asduas aeronaves da Vasp noforem retiradas at o incio demaro. No queremos que ogoverno perdoe dvidas deempresrios, mas apenas impedirque o pas seja refm de proces-sos judiciais que se arrastam aolongo dos anos, afirma Melek.Nos casos em que no houveracordo com a Infraero para operdo da dvida, o juiz afirmaque as aeronaves podero serretiradas mediante autorizao

    RECICLAGEM Alumnio, metal, borracha e

    Avies viram panelasDESCARTE

    Depois de desmontadas, asaeronaves no tm outra utili-zao seno o reaproveita-mento dos materiais comomatria-prima para outrosprodutos. E o destino de equi-pamentos to modernos e quesempre mexeram com o imagi-nrio de tantas pessoas novai muito alm de solas desapatos e panelas.

    Com valor inferior ao daslatinhas de refrigerante e cer-veja, o alumnio aeronuticoretirado das aeronaves spode ser aproveitado para afabricao de panelas, gra-des, esquadrias e estantes.Segundo Marlos Melek, juizauxiliar da CorregedoriaNacional de Justia e presi-dente da Comisso Executivado programa Espao LivreAeroporto, por ser muito velhoe j estar oxidado, o processode reciclagem se torna difcil eo material perde o valorcomercial.

    A borracha dos pneustambm tem pouco valor,

    justamente pelo desgastecausado pelo uso e pelotempo de abandono, e acabasendo transformada em solade sapato. O metal trans-formado em vigas de cons-truo civil.

    No aeroporto deCongonhas, em So Paulo,toda a sucata retirada dasaeronaves desmontadas foileiloada no incio de feverei-ro. Eram mais de 80 milpeas, entre parafusos, asas,turbinas, mesas de refeio,parafusos aeronuticos earruelas de vedao. Osavies foram cortados com autilizao de mquinas e aspeas poderiam ser escolhi-das pelos interessados noprprio aeroporto.

    No Rio de Janeiro, no aero-porto do Galeo, as aeronavesforam vendidas inteiras parasucateiros que trabalham nodesmonte manual. O materialrecolhido deve ser vendidopara indstrias de plstico,metal e alumnio.

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 33

    do juiz da ao ou at mesmo doMinistrio Pblico Federal.

    Maro tambm o prazo pre-visto para o incio da retirada dosseis avies abandonados noAeroporto Internacional JuscelinoKubitschek, em Braslia (DF). Sotrs Boeigns 767-200 daTransbrasil e trs Boeings 737-200da Vasp que ocupam uma reaincluda no projeto de amplia-o do aeroporto. Outros aero-portos como Salvador (BA) eCampinas (SP) tambm tmaeronaves ocupando espaosnecessrios para aumentar acapacidade de operao.

    Depois de iniciada, a desmonta-gem de cada um dos avies deveacontecer em at dez dias. Cadasucata vale aproximadamente R$30 mil e o valor arrecadado com avenda deve ser utilizado para qui-tar as dvidas das companhias.Segundo Melek, a ideia inicial doprograma Espao Livre Aeroportoera tentar recuperar as aeronavese at mesmo fazer com que elasvoltassem a voar, mas laudos daAnac revelaram que a grandemaioria delas j havia parado comdeficincias. Em mdia, a vida tilde um avio de grande porte de60 mil ciclos de pressurizao (pro-

    cedimento de fechar as portas,voar e abrir as portas novamente).Mas as aeronaves da Vasp jtinham completado 90 mil. Issoimpediu qualquer tipo de reapro-veitamento do material que nofosse a destinao para sucata,explica o juiz.

    Alm das aeronaves que fazemparte da massa falida das empre-sas, outras 300 de menor portetambm ocupam espao nos aero-portos do pas. A maioria delas foiapreendida em operaes de com-bate ao trfico de drogas e agoraest sendo entregue aos tribunaisde justia dos Estados.

    Batizadas como Espao Livre Ie Espao Livre II, as aeronavesCesna 206, apreendida em SoPaulo, e Seneca II, apreendida emGois, j fazem parte do patrim-nio do Poder Judicirio doAmazonas e de Mato Grosso, res-pectivamente. Outras duasdevem ser entregues at o finalde maro para os tribunais deMato Grosso do Sul e do Par.

    Esses avies tm aumentado apresena do Judicirio em algu-mas localidades. Alm de seremutilizadas em operaes, elastransportam juzes e desembarga-dores, conta Melek. !

    plstico so aproveitados pela indstria

    CNJ/DIVULGAO

    SUCATAS EM AEROPORTOS Manaus: 6

    Salvador: 3

    Recife: 2

    So Lus: 1

    Braslia: 6

    Rio de Janeiro/Galeo: 13**

    Campinas/Viracopos: 7

    So Paulo/Guarulhos: 7

    Porto Alegre: 1***

    Fonte: CNJ

    So Paulo/Congonhas: 9*Belo

    Horizonte: 1

    * 4 j foram desmontados, 1 foi leiloado inteiro em fevereiro e 4 tinham desmonte previsto para fevereiro

    ** 4 Boeings 727-700 da VarigLog j tiveram o desmonte iniciado*** Desmonte j iniciado

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201234

    Na medida em que as aesforem incorporadas s rotinasdos transportadores, commelhor gesto dos combustveise aperfeioamento do sistemade armazenamento, haverreduo de custos e efetivosganhos ambientais, devido aomelhor desempenho dos vecu-los, menor desgaste dos moto-res e melhor eficincia energti-ca. Em relao ao uso dos vecu-los, por exemplo, necessrioefetuar a limpeza ou troca dotanque em veculos antigos, poiso leo diesel B pode trazerimpurezas ao motor.

    Oleo diesel B, comer-cializado atualmenteno Brasil, consiste emuma mistura do diesel

    com um percentual de 5% debiodiesel, sendo conhecido tam-bm como B5. Essa adio debiodiesel proporciona benef-cios ambientais e estratgicospara o pas. Mas para que taisresultados sejam alcanados, necessrio adotar alguns proce-dimentos aps a produo docombustvel. Cuidados no trans-porte, no recebimento, no arma-zenamento e tambm em rela-o ao uso so fundamentaispara que a eficincia do leodiesel B seja percebida.

    E para orientar o setor de trans-porte de cargas e de passageirossobre como proceder, a CNT e oSest Senat lanaram em fevereiro omanual Procedimentos para aPreservao da Qualidade do leoDiesel B. O documento, elaboradono mbito do Despoluir ProgramaAmbiental do Transporte, pode serconsultado na ntegra no sitewww.cnt.org.br. Quem quiser a ver-so impressa deve fazer uma solici-tao no endereo eletrnico.

    A gua um dos principaiscontaminantes do leo diesel B.Conforme algumas especifica-es da ANP (Agncia Nacionaldo Petrleo, Gs Natural eBiocombustveis), logo quandosai das usinas, se o caminhotanque estiver em condiesimprprias, o combustvelpoder ser contaminado e ter ondice de umidade elevado.Tambm importante que ostanques de armazenagem querecebero o combustvel este-jam totalmente limpos.

    No Brasil, desde 2010, oleo diesel comercializado

    com a adio de 5% de biodie-sel. Na cidade do Rio deJaneiro, por exemplo, h tes-tes com o B20 (20%). Emjaneiro de 2008, ocorreu a pri-meira adio do biocombust-vel no pas, com o percentualde 2% (B2). Em julho de 2009,passou para B4 (4%) e, emjaneiro de 2010, para 5%.

    Na Alemanha, que o maiorprodutor de biodiesel domundo, os postos comerciali-zam o B100, ou seja, 100% debiodiesel. Na Itlia, so vendi-dos o B5 e o B25. E nos EstadosUnidos, o mais comum o B20.

    CNT e Sest Senat lanam manual sobre procedimentos para garantir benefcios ambientais

    e econmicos pelo uso do combustvelPOR CYNTHIA CASTRO

    Cuidados paraa eficincia

    LEO DIESEL B

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 35

    FOTOS CNT/DIVULGAO

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201236

    Alguns Estados tm o B2, e oB100 ainda pouco utilizado.

    O documento da CNT tam-bm aborda a histria do bio-diesel. Atualmente, o Brasil o segundo produtor mundial.O clima favorvel, a disponibi-lidade de terras para agricul-tura e a diversidade de olea-ginosas credenciam o paspara ser o maior fornecedormundial de biodiesel, confor-

    me aponta o documento daCNT e do Sest Senat.

    O biodiesel pode ser produ-zido a partir de diversas fon-tes, como girassol, algodo,canola, andiroba, buriti, entrevrias outras. No Brasil, 85%da produo proveniente dasoja. Segundo dados da ANP,em 2011, a produo nacionalfoi de 2,4 bilhes de litros docombustvel. Na Alemanha, que

    ocupa a primeira posio doranking, o combustvel pro-duzido a partir da canola, e oano de 2010 foi fechado com2,6 bilhes de litros.

    De acordo com as especifica-es da ANP, o leo diesel clas-sificado como A ou B. O leo die-sel A aquele que est isento debiodiesel, produzido a partirdo petrleo e provoca maispoluio. Esse combustvel rece-

    VEJA ALGUMAS DICAS PARA PRESERVAR O LEO DIESEL B1 TransporteO leo diesel B deve sair da usina com um mximo de 500 (ppm) partes por milho de volume de gua dissolvida. Se o combustvel entrar em contato com a umidade, esse ndice aumenta O tanque do caminho, trem, balsa ou navio

    precisa estar totalmente limpo, na parte externa e interna

    Se o tanque foi utilizado para o transporte de gasolina ou lcool, a limpeza deve ser feita com muito cuidado

    Se j tiver sido usado para o transporte de leo vegetal, solvente e lubrificante, o leo diesel B no poder ser transportado

    O tanque deve ser mantido o mais cheio possvel, visando eliminar bolses de ar

    2 Recebimento preciso redobrar os cuidados no ato do recebimento,antes da descarga do combustvel nos tanques de armazenagem Se possvel, o caminho deve ser estacionado em uma

    rampa com inclinao para o lado dos bocais do descarregamento

    O veculo precisa ficar parado pelo menos cinco minutos antes de iniciar a operao de descarga. Assim, impurezas so depositadas no fundo

    Inspeo visual no combustvel importante no momento do recebimento. Cumprir recomendao da ANP

    Os tanques devem ser checados, antes da descarga do combustvel, para verificar se esto isentos de gua

    3 ArmazenamentoO leo diesel B incompatvel com cobre, chumbo, cdmio, estanho, titnio,zinco, aos revestidos, bronze, lates,ligas metlicas que contm esses metais e aos galvanizados Recomenda-se tanques de dupla

    camada de ao carbono, ao inox ou alumnio

    O leo diesel B deve ficar armazenadopor no mximo 30 dias

    Os tanques devem ser mantidos cheios o mximo possvel para reduzir a presena de oxignio e vapor dgua

    O Brasilutiliza o

    leo diesel

    B5desde 2010

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 37

    beu o nome em homenagem aoengenheiro mecnico alemoRudolf Christian Karl Diesel(1858 1913) e apesar de ser pro-duzido, o mesmo no maiscomercializado.

    DespoluirO programa Despoluir, desen-

    volvido desde julho de 2007,acompanha e apoia iniciativasvoltadas evoluo da qualida-

    de do diesel e busca disseminarinformaes ambientais dosetor. O presidente da CNT e doSest Senat, senador ClsioAndrade, refora que a propostado documento lanado em feve-reiro aprimorar as prticas dosetor, adotando formas maiscorretas e eficientes de manu-seio do leo diesel B.

    Clsio Andrade disse aindaque as informaes serviro

    como um guia no apenas paraos tcnicos responsveis pelacoordenao e pela manutenode frotas, como tambm paratodos os profissionais ligados gesto das empresas. A preocu-pao com a qualidade do dieselvendido no Brasil e o nvel deemisso de poluentes da ativi-dade transportadora so doistemas fundamentais na pautada CNT e do Sest Senat. !

    Fonte: Manual Procedimentos para a Preservao da Qualidade do leo Diesel B, disponvel na ntegra em www.cnt.org.br.

    4 DrenagemComo a gua um dos principais contaminantes do leo diesel B, uma rotina rigorosa de drenagem primordial Os tanques com mais de 100 mil litros devem ser

    drenados entre duas e trs vezes por semana, respeitando tambm o repouso de 30 a 60 minutos para a decantao

    Mas, independentemente, da capacidade, no momento da drenagem, o tanque no pode estar em operao (em processo de recebimento ou transferncia de combustvel para o consumo)

    5 Uso nos veculosAlguns procedimentos so fundamentais para se obter um bom desempenho energtico do leo diesel B, dos motores e de seus sistemas de queima, minimizando custos e emisses de poluentes Encher o tanque dos veculos ao final de cada turno de

    trabalho, quando o equipamento costuma ficar algumas horas parado. Assim, evita que a umidade do ar se condense, contaminando o produto

    necessrio eliminar todo e qualquer vazamento queaparea no sistema de combustvel, essa prtica evita odesperdcio e minimiza os riscos de incndios

    Se o veculo tiver que ficar parado por muitos dias, aovoltar a operar, troque os filtros de combustvel e reabastea com leo diesel B novo

    SERVIOManual Procedimentos para aPreservao da Qualidade doleo Diesel BDisponvel: www.cnt.org.br

    Em 2010,Brasil

    produziu

    2,4 bide litros

    de biodiesel

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201238

    Um novo marco regulat-rio para o modal ferro-virio vem sendo discu-tido entre a ANTT

    (Agncia Nacional de TransportesTerrestres), os operadores e asempresas do setor. As novas pro-postas de explorao envolvem asduas ferrovias que vm sendoconstrudas pela Valec. A mudan-a prope que a administrao e amanuteno da malha sejamseparadas da operao ferrovi-

    ria. Nesse modelo, chamado desegregado, ou de ferrovia aberta,uma determinada empresa geren-cia o trecho e diferentes operado-res prestam servios aos usuriosnos respectivos intervalos. Asregras dividem opinies e, ao quetudo indica, as definies aindavo levar algum tempo paraserem estabelecidas.

    As futuras ferrovias so aNorte-Sul, que vai de Belm (PA)at Anpolis (GO), e a Fiol (Ferrovia

    de Integrao Oeste-Leste), queligar Ilhus (BA) a Figueirpolis(TO). Com exceo do trecho daNorte-Sul, entre Aailndia (MA) ePalmas (TO), j explorado pelaVale, que adquiriu o direito de sub-concesso em 2007, com investi-mento de, aproximadamente, R$1,5 bilho, todo o restante da novamalha, que compreende asdemais extenses da Norte-Sul e atotalidade da Fiol, ser envolvidonas novas regras de explorao.

    A Valec, por meio de suaassessoria de imprensa, infor-ma que as obras da FerroviaNorte-Sul devem ser conclu-das entre 2012 e 2014. O tre-cho entre Palmas, Uruau (GO)e Anpolis, com extenso de855 km, tem previso de serterminado ainda este ano. Jentre Anpolis e Estrela-dOeste (SP), com 681 km, em2014.

    A expectativa que as obras daFiol se estendam at 2015, confor-me a Valec. Entre Ilhus e Caetit(BA), as intervenes do trecho de537 km devem terminar em 2014.Entre Caetit, Barreiras e SoDesidrio (BA), intervalo que com-preende 485 km, as obras seroconcludas em 2015. O trecho entreBarreiras, So Desidrio eFigueirpolis, de 505 km, aindaest em fase de estudo de projetose sem previso de ser concludo.

    A Fiol est orada em R$7,43 bilhes. J os investimen-tos da Norte-Sul podem chegara R$ 6 bilhes.

    De acordo com a ANTT, asnovas resolues tratam dodireito do usurio, fixam metaspor trechos para as ferrovias eregulamentam a maneira comouma concessionria poder

    Futuroincerto

    POR LETICIA SIMES

    FERROVIAS

    Proposta de separar a administraoe a manuteno da malha da operao

    ferroviria divide opinies

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 39

    entrar na malha da outra, opera-o conhecida no setor comodireito de passagem.

    O que a autarquia prope parao direito de passagem a cobran-a de pedgio. A agncia pretendefixar critrios para o clculo dovalor da taxa e, tambm, como aoperao vai funcionar.

    O economista Josef Barat,especialista em transporte elogstica, afirma que o novomodelo se assemelha generi-

    camente ao do setor eltrico, medida que institui a figura dogerenciador da malha. Isso sig-nifica regular os direitos de pas-sagem e o trfego mtuo comregras bem claras a serem esta-belecidas. A proposta apresentaa grande vantagem de oferecerum gerenciamento que trans-cende os interesses especficosdos operadores da malha e inte-gra a operao ferroviria deforma mais ampla.

    Segundo ele, o fato de o novomarco envolver as ferrovias emconstruo, que vo apresentarpadres tecnolgicos maismodernos, faz o modelo ser perti-nente realidade do modal ferro-virio brasileiro. H previses deimportantes fluxos de granis aserem escoados pelas ferrovias,em distncias longas, com boaschances de sucesso. No poss-vel apontar se a proposta se apli-caria s malhas j existentes, mas,

    em princpio, a ideia de se ter umgerenciador privado do sistema muito boa.

    A ANTT, por meio de sua asses-soria, afirma que ainda no hnada resolvido quanto ao novomarco regulatrio e, por isso, noconfirma quais empresas jdemonstraram interesse emexplorar as duas futuras ferrovias.

    A autarquia ratifica que omodelo proposto no vai atra-palhar o fluxo atual da malha,

    NORTE-SUL Obras em trecho da ferrovia j explorada pela Vale, em Colina (TO)

    VALE/DIVULGAO

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201240

    na linha e o trecho sendo adminis-trado por um terceiro, a questotcnica pode ter prejuzo.

    Vilaa diz que a propostagera maior grau de complexi-dade operao ferroviria.Se tiver um trem quebrado, dedeterminada empresa, vaicomplicar a passagem deoutros carros de companhiasdistintas. Com o modelo atual,o operador tem seu centro decontrole e consegue gerirmelhor situaes do tipo, poispode redirecionar suas aes.Ocorrncias assim, no modelo

    pois haver uma adaptaopara a resoluo que est sendoprojetada. Ainda de acordo coma agncia, no h previso paraque as discusses sejam con-cludas.

    A ANTF (Associao Nacionaldos Transportadores Ferrovirios)no concorda com as novasregras. Rodrigo Vilaa, diretor-executivo da entidade, afirma queos operadores no querem abrirmo de operar e gerir a malha.No existe caso de xito paraesse tipo de gesto ferroviria nomundo. Com mais de um agente

    CUSTO

    Operao tambm visa passageirosMODELO

    O novo marco regulatrioproposto pela ANTT, apesarde ainda no ter estabeleci-do e oficializado as normas,pretende adotar na novamalha tanto o transporte decargas como de passagei-ros, em trechos ainda aserem definidos.

    A agncia, por meio desua assessoria, informa queas concessionrias queexploram a malha atualpodem, eventualmente, deci-dir migrar para o novo mode-lo, explorando o transportede passageiros. A ANTT estu-da a possibilidade dessemodo de operao para asfuturas ferrovias desde 2009,com base no modelo adota-do na Europa, que liga gran-des metrpoles.

    A previso que os trenspossam circular a uma velo-cidade de at 200 km/h nanova malha. De acordo coma autarquia, a operao detrens de passageiros vaidepender da demanda deusurios e do interesse deoperadores.

    O engenheiro mecnicoVicente Daniel Vaz da Silva,especialista em ferrovias,afirma que a nova rota parao transporte de passageiros

    deve ter sua gesto com-pensada com a quantidadede paradas e tempo emcada parada. Um trem dire-to entre metrpoles, de cen-tro a centro, em um sistemade compra de bilhetes nahora, reduz o tempo total daviagem. Velocidades acimade 120 km/h j requeremnvel tecnolgico mais altoe, consequentemente, cus-tos de implantao e opera-cional maiores.

    De acordo com Silva, ogoverno deve fornecer asestaes e a eletrificaodas vias. A concesso seriamais atrativa, a negociaomenor e o custo para osusurios mais em conta.

    Segundo a ANTT, o debatesobre o transporte de passa-geiros nas ferrovias Norte-Sule Fiol (Ferrovia de IntegraoOeste-Leste) ainda est emcurso. A agncia ratifica que onovo modelo entrar em vigorcom a alterao doRegulamento do TransporteFerrovirio, em anlise noMinistrio dos Transportes ena Casa Civil, e que, na condi-o de rgo regulador que ,aguarda a definio do queser decidido pelo governopara iniciar suas aes.

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 41

    Baldez, presidente da Anut(Associao Nacional dosUsurios do Transporte deCarga), apoia as propostas daANTT para as novas ferrovias.O modelo abre concorrnciano setor e isso positivo paraqualquer atividade econmica.

    Para Baldez, com a entrada deoutros operadores e com as ferro-vias em pleno funcionamento, omodal ferrovirio tende a crescer.A oferta de transporte seraumentada, com novas conces-ses para os trechos que seroconcludos. Ser um avano consi-

    proposto, vo causar umasrie de problemas.

    O dirigente faz uma pondera-o ao analisar a maior competiti-vidade que as novas regraspodem representar para o setor,com mais empresas operandouma mesma malha. Esse oponto a ser avaliado com maisdedicao. H um entendimentode que a abertura dos trechos daNorte-Sul e da Fiol incentive a con-corrncia. A questo precisa sermais bem dialogada entre as auto-ridades e os agentes do modal.

    Luiz Henrique Teixeira

    dervel para o setor e para a eco-nomia nacional.

    Mesmo com a ANTT nodivulgando os possveis interes-sados em explorar as futurasmalhas, Baldez acredita queempresas ligadas aos setoresde minerao e de gros jesto atentas para negociarsuas respectivas participaes.As ferrovias ainda esto sendoconstrudas e podem ter suaconcluso atrasada. O usuriotambm aguarda por defini-es. O setor est em compassode espera.

    O engenheiro mecnicoVicente Daniel Vaz da Silva,especialista em ferrovias, anali-sa de modo positivo o controleda malha feito por uma empre-sa independente. Assim comoum banco executa vrias moda-lidades de aplicaes, um rgogestor pode, com regras plane-jadas, firmes, independentes eduradouras, proporcionar umaoperao equilibrada entre aobteno de receitas, o servio,a comunidade e o desenvolvi-mento regional.

    Na viso de Silva, a possvelconcorrncia que poder surgircom o novo marco regulatriono deve privilegiar apenas alucratividade. Ela deve ter focono benefcio das comunidades. Omodal precisa visualizar a comu-nidade e a funo social. Desse

    modo, haver um estmulo efi-cincia, tendo em vista que maisde uma operadora vai prestar omesmo servio.

    Ele aponta como principaisvantagens do modelo a reduono tempo de transporte, a concor-rncia entre os operadores e odesenvolvimento regional peloescoamento da produo local.

    O especialista afirma quealguns aspectos devem ser maisbem discutidos, a fim de evitarque haja na gesto das futurasmalhas influncia poltica e ociosi-dade da via pelo direito de passa-gem, empenhado para uma ououtra operadora.

    Barat destaca que o xito domodelo est ancorado na compe-tncia e na capacidade de aplica-o de deliberaes por parte dogerenciador privado. Para geriras futuras malhas ser precisoindependncia na tomada de deci-ses, alm de capacidade tcnicae de credibilidade.

    Para ele, o modelo mais ade-quado realidade do modal, comas duas ferrovias em operao,deve ter regras claras quanto regulao dos problemas relacio-nados com os direitos de passa-gem e ao trfego mtuo. Asregras devem oferecer espaopara que os operadores possamter o suporte de um gerenciadorque racionalize o uso das infraes-truturas ferrovirias. !

    A Fiol (Ferrovia de Integrao Oeste-Leste) est orada em R$ 7,43 bilhes

    VALEC/DIVULGAO

  • REPORTAGEM DE CAPA

    (Des) AbasteciFalta de planejamento causa impacto direto na dis

  • JLIO FERNANDES/CNT

    mento urbano?tribuio de mercadorias nas cidades brasileiras

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201246

    Andando entre asgndolas dos super-mercados, escolhen-do peas de vestu-

    rios, livros ou CDs em lojas decentros de compras, oumesmo pedindo um simplescafezinho no balco da pada-ria da esquina do trabalho,consumidores de todo o pasno imaginam o processo queest por trs da entrega des-ses produtos em seus pontosde venda.

    A cadeia da logstica urba-na ampla e envolve aesque vo desde a compra damatria-prima at a distri-buio final da mercadoriacom eficincia, segurana ebaixo custo. Porm, a falta deplanejamento urbano temimpedido que esse ciclo sejacompleto, principalmentenas grandes cidades brasilei-ras, o que pode impactar, deforma negativa, diretamenteno crescimento econmicodo pas.

    Um comrcio sem produtos sinal de prejuzo. E, diantedessa realidade, encontraruma soluo econmica esocialmente vivel para todos

    os atores envolvidos no pro-cesso no tarefa fcil. A dis-tribuio urbana de mercado-rias esbarra em problemascomo o crescimento desorde-nado das cidades, o excessode veculos nas ruas e a faltade uma infraestrutura ade-quada.

    O crescente trfego deveculos nas ruas das cidades um dos principais proble-

    mas porque dificulta a circu-lao dos produtos e faz comque o custo operacional sejacada vez mais elevado, dizLeise Kelli de Oliveira, doutoraem Engenharia de Produo eprofessora adjunta doDepartamento de Engenhariade Transportes e Geotecnia daUFMG (Universidade Federalde Minas Gerais).

    Segundo dados do

    DESRESPEITO Em Braslia, carros de passeio ignoram as placas de sinalizao e ocupam as

    POR LIVIA CEREZOLI

    O crescente trfego de veculos naslogstica urbana, pois dificulta a circulaLEISE KELLI DE OLIVEIRA, PROFESSORA DA UFMG

    Carrosocupam

    45%das vagaspara carga

    em BH

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 47

    es nos sistemas de carga edescarga e uma reviso nasregras das restries de cami-nhes nas regies centrais dascidades brasileiras.

    De acordo com ela, proibiro caminho de circular, comoj acontece em mais de 20municpios, at funciona emalguns momentos, mas nopode ser a soluo definitiva. preciso criar mecanismosmais eficientes para a entre-ga de mercadorias.

    Uma das principais solu-es apresentadas por elaseria a construo de centrosde distribuio integradalocalizados prximos s rodo-vias que do acesso s cida-des. Cada empresa entregariaos seus produtos no mesmolocal, e as cargas para o abas-tecimento dos pontos devarejo seriam consolidadasem um nico veculo.

    Os estabelecimentos rece-beriam produtos todos os diasem menores quantidades.Acreditamos que dessa manei-ra seja possvel reduzir em,aproximadamente, 50% o flu xoatual de veculos de carga emBelo Horizonte, sem prejudicaro comrcio nem o transporta-dor, por exemplo, diz Leise.

    Denatran (DepartamentoNacional de Trnsito), a frotanacional de veculos cresceu137,34% entre 2000 e 2011,passando de 29,7 milhespara 70,5 milhes.Levantamento da Anfavea(Associao Nacional dosFabricantes de VeculosAutomotores) mostra quesomente em 2011, 3,633milhes de novos veculos

    foram licenciados e passa-ram a circular.

    Leise, que tambm umadas coordenadoras do CLUB(Centro de Logstica UrbanaBrasileiro) grupo formadopor pesquisadores, represen-tantes de rgos pblicos eoperadores logsticos para dis-cutir o assunto defende umnovo conceito na aplicao dalogstica urbana, com altera-

    JLIO FERNANDES/CNT

    CRESCIMENTO ACELERADOVeculos em circulao no pas

    EVOLUO DA FROTA TOTAL2000 29.722.9502001 31.912.8292002 34.284.9672003 36.658.5012004 39.240.8752005 42.071.9612006 45.372.6402007 49.644.0252008 54.506.6612009 59.361.6422010 64.817.9742011 70.543.535

    VECULOS LICENCIADOS POR ANO2000 1.489.4812001 1.601.2822002 1.478.6212003 1.428.6102004 1.578.7752005 1.714.6442006 1.927.7382007 2.462.7282008 2.820.3502009 3.141.2402010 3.515.0642011 3.633.248

    Fonte: Denatran, Anfavea

    vagas destinadas aos veculos de carga

    cidades brasileiras um dos principais problemas da o dos produtos e faz o custo operacional aumentar

    Faltaconhecer

    melhor comoas cidades soabastecidasFLVIO BENATTI, PRESIDENTE DA FETCESP

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 201248

    CONTROLE A restrio ao trnsito de caminhes

    Pedro Moreira, presidenteda Abralog (AssociaoBrasileira de Logstica), com-partilha a opinio de Leise.No descartamos a necessi-dade de se restringir o trnsi-to de veculos de uma formageral, mas preciso que adeciso seja planejada e ade-quada s realidades do gover-no, dos varejistas e dos trans-portadores, afirma. De acor-

    Questo ambiental preocupaPOLUIO

    A falta de planejamentoadequado para a distribui-o de mercadorias nos cen-tros urbanos interfere tam-bm nos nveis de poluioda cidade. De acordo comPaulo Saldiva, mdico pato-logista, professor titular doDepartamento de Patologiada Faculdade de Medicina daUSP (Universidade de SoPaulo), aproximadamente7.000 pessoas morrem porano na capital paulista devi-do aos elevados ndices depoluio.

    A cada duas horas queum motorista fica no trn-sito, exposto a toda aquelafumaa, corresponde a umcigarro fumado. Podeparecer pouco, mas paraquem j tem algum proble-

    ma de sade pode serfatal.

    Segundo ele, para evitarproblemas desse tipo pre-ciso reavaliar as priorida-des da utilizao das viasurbanas. Saldiva defende areduo do nmero de ve-culos em circulao, princi-palmente os de uso indivi-dual. Para o professor, arestrio imposta aos cami-nhes de maior porte emalgumas cidades no trazuma soluo muito efetivano controle da poluio.Trocar um caminho gran-de por vrios menores atpode melhorar o trfego,mas os nveis de poluioacabam ficando at piores,porque a eficincia opera-cional menor.

    No ltimoano, a frotade carga edescarga

    dobrou emCuritiba

    GILBERTO CAMARGO, AGNCIA CURITIBA

  • CNT TRANSPORTE ATUAL MARO 2012 49

    OSLAIM BRITO

    cresce a cada dia na capital paulista

    do com ele, proibir o trfegode caminhes obriga asempresas a aumentarem aquantidade de veculos meno-res em circulao, mas geracusto e no alivia o trnsitonos grandes centros.

    Dados da Abralog apontamque o custo logstico poderepresentar entre 8% e 20%do faturamento das empre-sas, dependendo do tipo de

    produto transportado. Issogera aumento no preo fecha-do das mercadorias porque ovalor acaba sendo repassadoao consumidor final.

    Na capital paulista, segun-do Flvio Benatti, presidenteda Fetcesp (Federao dasEmpresas de Transporte deCarga do Estado de SoPaulo), a construo dessescentros de distribuio noRodoanel , como previa o pro-jeto original, perdeu espaopara a especulao imobili-ria. Esses locais nunca foramprioridade para o transportede cargas e a consequnciadisso so empresas menosprodutivas. O Rodoanel uma obra viria que circundaa Regio Metropolitana deSo Paulo, interligando seterodovias. A construo teveincio em 1998, chegando aofinal com aproximadamente176 km de extenso, dos qu