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comentario biblico-1 tessalonicenses (moody)

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1 tessalonicenses

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  • 1. 1 TESSALONICENSESIntroduoEsbooCaptulo 1 Captulo 2 Captulo 3 Captulo 4 Captulo 5INTRODUOOcasio em que foi escrita. A igreja em Tessalnica era fruto dasegunda viagem missionria de Paulo (Atos 17:1-9). Milagrosamentelibertado da cadeia de Filipos, Paulo e seus companheiros, Silas eTimteo, seguiram lentamente para o sul e ento para o oeste ao longoda grande estrada romana at Tessalnica, centro comercial e capital daMacednia. Ali, apesar da oposio pertinaz, organizaram a segundaigreja europia. Importunado pelos judeus em Tessalnica e Beria (Atos17:10-15), Paulo fugiu para Atenas, onde a preocupao com o bem-estarespiritual dos crentes de Tessalnica, instigaram-no, com algumsacrifcio pessoal, a enviar Timteo para sustentar a igreja nas ondas deperseguio (I Ts. 3:1-3). Timteo juntou-se novamente a Paulo emCorinto com a boa notcia de que a semente do Evangelho cara em boaterra. Ento Paulo escreveu I Tessalonicenses para elogiar seus fiisirmos pela sua inabalvel dedicao a Cristo e de uns para com osoutros e para encoraj-los a progredirem mais no amor e na santidade.Data e Lugar. Graas inclinao de Lucas pelos detalheshistricos, as datas destas cartas podem ser fixadas com razovel certeza.A referncia que Lucas faz a Glio, procnsul da Acaia, em relao viagem de Paulo a Corinto (Atos 18:12), foi esclarecida pela descobertaem Delfos de uma inscrio que data do proconsulado de Glio dentrodo reino do imperador Cludio. A inscrio parece indicar que Gliotomou posse do seu posto no vero de 51 A.D. Uma vez que Lucasparece sugerir que Paulo ficou em Corinto cerca de dezoito meses antesde Glio subir ao poder (Atos 18:11), o apstolo provavelmente chegou

2. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 2em Corinto no comeo do ano 50 A.D. No muito tempo depois disso,Silas e Timteo voltaram da Macednia com a notcia que Paulomenciona escrevendo I Tessalonicenses (Atos 18:5; I Ts. 3:1-6),provavelmente em meados do ano 50 A.D. Alguns meses mais tardeseguiu-se II Tessalonicenses, em resposta notcia de que algunsproblemas no trilham sido ainda resolvidos.Desenvolvimento das Idias. Os trs primeiros captulos sopessoais e reflexivos. Paulo se lembra da calorosa acolhida que oscrentes macednios deram ao Evangelho e os faz lembrar das difceiscircunstncias nas quais ele lhes levou a palavra de Deus. Suapreocupao vital foi evidenciada pela prontido em separar-se deTimteo, seu companheiro necessrio, a fim de fortalecer a igrejaoprimida.O relatrio positivo de Timteo aliviou o peso no corao doapstolo e despertou uma srie de exortaes prticas. Cnscio dastentaes que espreitavam os crentes em meio a uma cultura pag, oapstolo os advertiu sobre a ameaa da impureza sexual e os perigos dasdiscrdias e rixas. Os ensinamentos de Paulo sobre a volta de Cristo,enquanto estivera em Tessalnica, gerara dois problemas especficos:falta de trabalho sistemtico vista da 1mhlente vinda de Cristo e medoque os crentes mortos fossem privados dos direitos da participao nasglrias desse grande evento. Com caracterstica integridade Pauloenfrenta esses problemas, admoestando diligncia e fazendo umadramtica descrio dos papis dos santos vivos e mortos na vinda deCristo. O livro termina (cap. 5) com um desafio a que estejam alertas ecom alguns conselhos prticos relativos s atitudes crists e donsespirituais.Importncia. A data precoce destas epstolas permite-nos dar umaolhada na estrutura no complicada da igreja primitiva. No havianenhuma organizao complexa; a cola que mantinha os crentes unidosera a f comum, o amor e a esperana. Uma liderana no oficial surgiradentro da igreja, mas os cristos sentiam-se desesperadamente 3. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 3dependentes do crculo apostlico. Em poucos livros do NovoTestamento encontra-se mais forte testemunho desse poder doEvangelho que levou os pagos a se aproximarem de Deus, afastando-osdos dolos, manteve seu amor desperto em meio s lutas, e os ancorou naesperana apesar dos incessantes assaltos da perseguio.Nestas cartas Paulo revela a sua alma mais do que o seu assunto.Aqui o pulsar do amoroso corao do apstolo tornou-se audvel. Ele secompara a uma meiga pajem (I Ts. 2:7), a um pai severo (2:11) e a umrfo sem lar (no grego de 2:17). Ele se mostra disposto a gastar e a sergasto pela expanso do Evangelho. Paulo, o homem, que se nosapresenta, meigo em sua fora, amoroso em suas exortaes, intrpidoem sua coragem, sincero em suas motivaes - um homem (como CarlSandburg disse de Abraham Lincoln) "de ao e veludo, duro como arocha e macio como o nevoeiro que se esvai".Os ensinamentos escatolgicos destas cartas realam suaimportncia. Em nenhum outro lugar o apstolo trata to detalhadamentea seqncia dos acontecimentos da segunda vinda de Cristo e o papelque os crentes vo desempenhar no advento. Mais ainda, s em IITessalonicenses 2 Paulo faz aluso encarnao do mal que seapresentar como Deus no fim da histria o Anticristo.ESBOOI. Introduo. 1:1 .A. Autor.B. Destinatrios.C. Bno.II. Reflexes pessoais. 1:2 3:13.A. Paulo elogia a igreja. 1:2-10.1. Pela recepo que deu ao Evangelho. 1:2-5a.2. Pelo testemunho que deu ao mundo. 1:5b-10.B. Como Paulo organizou a igreja. 2:1-16.1. Pureza dos motivos do apstolo. 2:1-6. 4. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 42. Extenso do sacrifcio do apstolo. 2:7, 8.3. Integridade da conduta do apstolo. 2:9-12.4. Fidedignidade da mensagem do apstolo. 2:13.5. Resultado da mensagem do apstolo: perseguio. 2:14-16.C. Timteo encoraja a igreja. 2:17 3:3.1. A preocupao de Paulo. 2:17 3:5.2. O bom relatrio de Timteo. 3:6-10.3. A orao de Paulo. 3:11-13.III. Exortaes prticas. 4:1 5:22.A. Abstenham-se da imoralidade. 4:1-8.B. Amem-se uns aos outros. 4:9, 10.C. Cuidem de seus prprios negcios. 4:11, 12.D. Confortem-se mutuamente com a esperana da SegundaVinda. 4:13-18.E. Vivam como filhos do dia. 5:1-11.F. Abstenham-se do mal; adotem o bem. 5:12-22.1 . Em relao aos outros. 5:12-15.2. Nas atitudes bsicas. 5:16-22.IV. Concluso. 5:23 -28.A. Orao final. 5:23, 24.B. Pedido de orao. 5:25.C. Saudao final. 5:26.D. Ordem para leitura da carta. 5:27.E. Bno. 5:28.COMENTRIO1 Tessalonicenses 1I. Introduo. 1:1.A. Autor. Paulo no precisava defender seu apostolado, to firmeera sua amizade com as igrejas da Macednia. Silvano (Silas), quesubstitura Barnab na segunda viagem missionria (Atos 15:39,40), e 5. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 5Timteo, que se juntara ao grupo em Listra (Atos 16:1-3), somencionados porque eram seus companheiros na organizao da igreja(Atos 17:1-9) e estavam em Corinto por ocasio da composio daepstola. Timteo, embora subordinado aos outros, era provavelmenteespecialmente querido dos tessalonicenses por causa de sua misso (I Ts.3:1-10). A meno dos companheiros de Paulo serve mais para apoiar aautoridade do apstolo do que para dividi-la.B. Destinatrios.A maneira de se dirigir igreja, etc., sem paralelos (todavia cons.Gl. 1:2). A nfase parece dada assemblia local mais do que igrejauniversal, pois est localizada em qualquer lugar.De Deus nosso Pai (E.R.C.) mostra o novo relacionamento entre oscrentes e Deus.C. Bno.A caracterstica saudao de Paulo, graa e paz, combina assaudaes grega e hebraica enriquecidas com significado teolgico. Oato do favor no merecido de Deus em Cristo (graa) traz na sua esteiracompleto bem-estar espiritual (paz).II. Reflexes Pessoais. 1:2 3:13.A. Paulo Elogia a Igreja. 1:2-10.A. Paulo Elogia a Igreja. 1:2-10. A narrativa da recepo que ostessalonicenses deram ao Evangelho evoca uma orao de gratido doapstolo. O Esprito que comprovou a eleio de Deus pelo seu poderconvincente, tambm capacitou os tessalonicenses a enfrentarem aaflio com tal firmeza e alegria que a notcia de sua dinmicaconverso, sua robustez no servio e esperana vibrante tinham-seespalhado rapidamente por toda a rea do Mediterrneo. 6. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 61) Pela Recepo que Deu ao Evangelho. 1:2-5a.2. Damos. . . graas. O ns oculto provavelmente editorial,referindo-se apenas a Paulo, como em 3:1. Sempre. Sempre que orava,agradecia a Deus por todos eles. No havia nenhum grupo desleal peloqual no pudesse dar graas.3. Sem cessar provavelmente pertence a mencionando-vos em 1:2.Aqui, como em 5:17, a palavra adialeiptos significa "sem cessar". Emum papiro no bblico, descreve a persistncia incmoda de uma tosse. Oprimeiro motivo para a constante ao de graas de Paulo a lembranada f, amor, e esperana dos tessalonicenses. Esta a primeira menoque Paulo faz destas trs graas (cons. 5:8; Rm. 5:2-5; e especialmente ICo. 13:13).A ordem lgica e cronolgica: a f se relaciona com o passado; oamor, com o presente; a esperana, com o futuro.Operosidade da vossa f a f tem produzido boas obras;abnegao do vosso amor o amor os levou a se afadigarem uns pelosoutros; firmeza da vossa esperana esperana na segunda vinda deCristo produz uma atitude corajosa, mesmo na perseguio. Diante donosso Deus e Pai poderia possivelmente se limitar ltima frase, firmezada vossa esperana, mas pode tambm se referir s outras qualidades daigreja, a qual estava cnscia e sentia a presena de Deus (cons. 2:19; 3:9,13).4. Um segundo motivo para ao de graas a certeza que oapstolo tinha na eleio dos tessalonicenses. A unidade de Paulo comesta igreja gentia est comprovada na freqente repetio da palavrairmos. A eleio brota do amor de Deus (cons. Ef. 1:4, 5). Os crentesso chamados de amados de Deus; a frase de Deus pertencendo mais aamados do que eleio, como na E.R.C. Observe os antecedentes noV.T.: os gentios se juntaram a Israel como objetos do amor eletivo deDeus.5a. A prova de sua eleio era o fato de que o Esprito introduziu oEvangelho nos seus coraes. Nosso evangelho revela o compromisso 7. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 7pessoal de Paulo com o seu evangelho. No meras palavras, ele contmseu prprio poder divinamente concedido (cons. Rm. 1:16; I Co. 2:4).Pregado pelos homens, ele ratificado pelo Esprito Santo. Esta divinauno fazia o Evangelho ser recebido em plena convico, isto , comtoda certeza de que era a palavra de Deus.2) Pelo Testemunho que Deu ao Mundo. 1: 5b-10.5b. Nosso procedimento. Os apstolos praticavam o quepregavam. O Esprito Santo mudara suas vidas; suas vidas reforavamsua mensagem.6. Imitadores. Aceitando o Evangelho apesar da muita tribulao,os novos crentes seguiram a trilha dos apstolos e seu Mestre.Tribulao no pode amortecer a verdadeira alegria do Esprito (Jo.16:33; Atos 16:23-25; Gl. 5:22; Hb. 12:2; I Pe. 2:19-21). Tribulao, serefere as incessantes presses s quais um crente pode ser exposto emum mundo que se ope a Cristo.7. Desse modo, esta igreja se tornou um modelo (o singular preferido ao plural), um padro ou exemplo para os crentes naMacednia e Acaia, as provncias do norte e sul, representando toda aGrcia.8. Repercutiu. Como uma trombeta ou o ribombar de um trovo.Palavra do Senhor tem um sabor proftico do V.T. e aponta para aautoridade divina por trs da mensagem. Por toda parte. Provavelmenteuma hiprbole, mas a localizao estratgica de Tessalnica facilitava asnotcias se espalharem ampla e rapidamente. Possivelmente Priscila eqila trouxeram essas notcias de Roma a Corinto (Atos 18:2). Vossaf, isto , a notcia de vossa f. Esta sentena deveria terminar depois depor toda parte, mas Paulo avana rapidamente para sublinhar suadeclarao. Ele se deleitou em espalhar a notcia, pois os tessalonicenseseram sua alegria (2:19). Mas onde quer que fosse, as notcias j o trilhamprecedido. 8. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 89. Eles mesmos. Provavelmente pessoas em geral, onde quer quePaulo fosse. Nosso ingresso. Tanto a recepo de boas vindas concedidaaos apstolos quanto o sucesso de sua misso. Como deixando osdolos, vos convertestes a Deus indica como a converso deles foicompleta e a natureza predominantemente gentia da igreja. Paraservirdes, em completa sujeio como escravos, o Deus vivo (no dolossem vida) e verdadeiro (no deuses falsos, que eram imitaes).10. E para aguardardes (anamenein) implica em espera paciente econfiante pela vinda. Seu Filho. A nica referncia direta filiao deCristo em I e li Tessalonicenses, que destacam mais Seu Senhorio. ARessurreio era o preldio da volta de Cristo, e a garantia do poder deDeus para libertar aqueles que so Seus e julgar aqueles que no so(Atos 17:31). Livra, tempo presente, estando o particpio (ruomenon)aqui no infinito salvando. Ira. A ira de Deus como em I Ts. 2:16 e Rm.3:5; 5:9; 9:22; 13:5. Aguardardes e vindoura indicam claramente quePaulo se referia ao juzo final de Deus. Essa ira a retribuio de Deusao pecado. Embora o perodo final da tribulao seja um perodo de ira, aira de Deus no ser ento exaurida; pois a prpria vinda de Cristo seruma exibio da ira contra as naes perversas e incrdulas (Mt. 24:30;Ap. 19:11-15).1 Tessalonicenses 2B. Como Paulo Organizou a Igreja. 2:1-16.Paulo relembra as dificuldades por ocasio de sua visita e aintegridade de suas motivaes e conduta. Sem dvida ele foideliberadamente refutando as acusaes dos judeus, que usavamqualquer alavanca emocional possvel para forar os recm-convertidos adescerem da Tocha de sua confisso crist.1) A Pureza dos Motivos do Apstolo. 2:1-6.1. Vs, irmos. Paulo apela para a inquestionvel realidade de suaprpria (deles) experincia e para a intimidade do seu relacionamento 9. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 9com eles. Estada (eisodos) a mesma palavra de 1:9. Paulo convoca oscrentes a afirmarem pessoalmente o que outros tinham dito a respeitodeles. No se tornou infrutfera. O tempo perfeito do verbo gregotomou mostra que os resultados do ministrio de Paulo ainda estavam emefeito. Ele usa uma declarao sem muita nfase. Sua misso foi tudo,menos infrutfera.2. Mas. A palavra em grego forte, sublinhando o sucesso da visitaapesar dos maus tratos fsicos (maltratados) e mentais (ultrajados)sofridos em Filipos (Atos 16:19-40). Tivemos ousada. Este verbo noN.T. quase sempre refere-se pregao aberta e destemida (por exemplo,Atos 13:46; 18:26). A confiana dos evangelistas estava enraizada emnosso Deus, a fonte de sua coragem, poder e mensagem. A oposioperseguia o rastro deles, de modo que em Tessalnica, como em Filipos,o Evangelho foi pregado em meio de muita luta. Esta expresso fazpensar em competies atlticas onde o combate competitivo (luta)precedia cada prmio.3. A nossa exortao sugere a insistncia da pregao de Paulo.Engano. Falsos mestres so enganadores e enganados (II Tm. 3:13), masPaulo no era nenhum dos dois. Em um mundo onde a religio erafreqentemente colocada ao lado da imoralidade, ele se manteve livre daimpureza. Assim como o Mestre foi sincero (I Pe. 2:22), tambm oservo no faria uso de uma atmosfera de falsidade (em contraste com oengano) para engodar seguidores incautos.4. Aprovados por Deus. Testado e aprovado por Deus. Asinceridade de Paulo (Mt. 6:22) baseava-se na premissa dupla de que eracomissionado por Deus e que somente Deus poderia provar o seucorao e examinar seus motivos mais ntimos (I Co. 4:4).Coraes na linguagem bblica a sede no tanto das emoes,mas sim da vontade e do intelecto, o centro da deciso moral. Paulorefuta a acusao dos judeus de que ele estivesse pregando umamensagem "fcil", para agradar aos homens, removendo-lhes o jugo daLei (veja Gl. 1:10). 10. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 105. Linguagem de bajulao, equipamento padro dos demagogosem todos os setores, no encontrava lugar no arsenal de Paulo. Comotambm ele no escondia intuitos gananciosos sob o manto do falsoaltrusmo. Seus ouvintes podiam dar testemunho da ausncia debajulao e Deus disto testemunha que a avareza no estavaescondida sob o manto do altrusmo.6. Paulo no ambicionava nem o ganho material nem a glria oulouvor dos homens, mesmo embora sendo um apstolo, enviado em suasmisses por Cristo, ele tinha direito tanto ajuda financeira quanto aorespeito pessoal (I Co. 9: 1-14; Gl. 6:6; e outras). Pesados (E.R.C.), isto, insistindo em ser sustentado pela igreja.2) A Extenso do Sacrifcio do Apstolo. 2:7,8.7. Todavia. Um notvel contraste. Dceis (epioi). Muitos eexcelentes manuscritos rezam criancinhas (nepioi), a idia sendo quePaulo, longe de ser arrogante, tornou-se realmente uma criana, falandoem linguagem infantil para se comunicar com a igreja infante. Seja qualfor a traduo preferida, Paulo, em lugar de ser um peso, colocou-se disposio deles. Qual ama. Antes, uma me que acalenta. Acaricia,amorosa e meigamente, os seus prprios filhos. Paulo mantinha umrelacionamento duplo com seus convertidos: diante de Deus eles eramirmos (I Ts. 1:4; 2:1; e outras); eram, entretanto, seus filhos (cons.2:11), os quais ele tinha introduzido na vida da f e dos quais sentia-seobrigado a cuidar.8. Querendo-vos muito. Uma palavra que s foi usada aqui emtodo o N.T., indicando calorosa afeio e saudade. Os apstolos estavamprontos a (bem que gostariam de) partilhar suas prprias vidas, porcausa do amor que sentiam plos recm-convertidos (cons. Jo. 3:16).3) A Integridade na Conduta do Apstolo. 2:9-12.9. Labor e fadiga encontram seus pares em II Ts. 3:8 e II Co.11:27. Noite e dia. Provavelmente Paulo comeava a fazer tendas (Atos 11. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 1118:3) antes do raiar do dia a fim de que lhe sobrasse tempo para pregar.Pesados (E.R.C.) a mesma palavra de 2:6, onerosos. Tanto ostessalonicenses, que podiam julgar as atitudes de Paulo, e Deus, quepodia testar seus motivos (2:4), eram testemunhas da conduta sem jacado apstolo. Piedosa, e justa destaca as qualidades positivas da vida dePaulo diante de Deus e os homens. A primeira (hosios) provavelmente serefere pureza religiosa; a ltima (dikaios) integridade moral.Irrepreensivelmente declara a mesma coisa negativamente. Que credes.S os fiis podem julgar os fiis. O veredito dos incrdulosfreqentemente demasiado tendencioso para ser levado em conta.11. Em outra analogia extraordinria (cons. 2:7) Paulo se compara aum pai, encarregado no de acalentar seus filhos, mas de educ-los. Trsverbos resumem este ministrio: exortvamos (E.R.C.) (cons. 2:3),convocando-os ao decisiva; consolvamos (E.R.C) (cons. 5:14; Jo.11:19,31) Paulo era compassivamente compreensivo de suasdificuldades; instruamos, lembrando-os da solene natureza da obrigaocrist (cons. "testificar" em Ef. 4:17).12. Este conselho paternal tinha um alvo: encorajar ostessalonicenses a viverem (vos conduzsseis, E.R.C.) dignamente diantede Deus (cons. Ef. 4:1). Os melhores manuscritos do que vos chama emvez de que vos chamou. O chamado de Deus confronta os homenscontinuamente.O reino tem aspectos presente e futuro. a soberania ativa de Deussobre aqueles que se Lhe submetem; essa submisso, entretanto, no to completa nem to extensiva quanto ser no futuro. O tomescatolgico da epstola e a ntima ligao entre reino e glria (ligados,em grego, por um artigo definido) indicam o aspecto futuro (como em ICo. 6:9; 15:50; Gl. 5:21; II Ts. 1:5; II Tm. 4:1,18) mais do que opresente (como em Rm. 14:17; I Co. 4: 20; Cl. 1:13). Glria e futuro(cons. Rm. 5:2; 8:18), referindo-se plena revelao do cartermajestoso de Deus. 12. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 124) A Integridade da Mensagem do Apstolo. 2:13.Ao de graas semelhante veja em 1:2. Duas palavras foramtraduzidas para recebido: a primeira (paralambano) significa aceitarformal e externamente; a ltima (dechomai), receber de boa vontade einternamente, dar boas vindas. A mensagem do apstolo era a palavrade Deus (repetida por causa da nfase) no de homens. Compare com odestaque dado a evangelho de Deus (2:2, 8, 9).A qual, com efeito est operando eficazmente em vs. O verboprovavelmente deveria ser entendido na voz passiva posto a operar.Deus a fonte do poder; a palavra o seu instrumento (cons. Rm. 1:16;Hb. 4:12; Tg. 1:21; I Pe. 1:23).5) O Resultado da Mensagem do Apstolo: Perseguio. 2:14-16.14. Imitadores, como em 1:6. As igrejas de Deus estavamgeograficamente na Judia e espiritualmente em Jesus Cristo. Aimitao consistia em eles sofrerem, o mesmo (as mesmas coisas) deseus vizinhos como os judeus cristos sofriam dos seus vizinhos.Patrcios (membros da mesma tribo) foi usado aqui mais no sentidolocal do que no sentido tnico; provavelmente pagos e judeusperseguiram a igreja em Tessalnica.15. Paulo culpa seus patrcios com um vigor incomum em suascartas; eles mataram Aquele que era o Senhor, soberano da criao e dahistria, e Jesus, o Salvador humano, seu igual (a ordem das palavras emgrego do destaque aos dois nomes; cons. Atos 2:36); eles mataram ouperseguiram os profetas (profetas pode ser aceito como o objeto dequalquer um dos verbos, mas parece que de preferncia ele se liga maiscom perseguido; cons. Mt. 5:12); eles perseguiram ou expulsaram osapstolos (ns). Talvez Paulo estivesse se lembrando da parbola de Mc.12: l e segs. No agradam a Deus. Uma vigorosa declaraosignificando "desagradar". (Cons. I Ts. 3:2). Adversrios de todos oshomens. Opondo-se ao Evangelho os judeus trabalhavam contra o bemda humanidade, que precisa de salvao to desesperadamente. 13. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 1316. Enchendo, etc., refere-se ao propsito soberano de Deus queoperou nas vidas dos perseguidores judeus. Perseverando em suarejeio de Cristo e aumentando a sua oposio, eles amontoaram pecadosobre pecado. As palavras lembram Gn. 15:16. Especialmentepertinentes so as palavras de Cristo em Mt. 23: 31,32. Ira. Veja notasobre I Ts. 1:10. Sobreveio enfatiza a totalidade e certeza do juzo. A irapara eles era inescapvel. (Cons. Rm. 1:24,26,28).C. Timteo Encoraja a Igreja. 2:17 3:13.Paulo explica sua ausncia involuntria e os motivos da misso deTimteo. Grato pelo relatrio de Timteo, ele ora a Deus que faa aigreja continuar florescendo.1) A Preocupao de Paulo. 2:17 3:5.17. Orfanatos por breve tempo de vossa presena. Literalmente,rfo, destitudo, refletindo o lao amoroso que existia entre Paulo e aigreja. Compare com II Co. 11:28, onde o escritor enumera entre suaspreocupaes a preocupao com todas as igrejas. Com tanto maisempenho diligenciamos e com grande desejo so fortes tentativas dePaulo de dar a entender seus fortes anseios de comunho. Ele at usa apitoresca palavra desejo, epithymia, a qual no N.T. d a idia desensualidade e cobia.18. Eu, Paulo destaca sua preocupao pessoal. No somente umavez, mas duas , literalmente, tanto na primeira como na segunda vez,significando "repetidamente". Satans nos barrou. Este ttulo destaca opapel do diabo como adversrio de Deus e Seu povo. Como Paulo foiimpedido? Por doena (II Co. 12:7; Gl. 4:13) ou pela oposio emAtenas que tornou impossvel a sua partida (I Ts. 3:1)? Alguns achamque o impedimento foi a promessa extorquida de Jasom e outros quePaulo no retornaria (Atos 17:9). Crendo firmemente na soberania deDeus, o apstolo nunca desprezou a realidade do mal, especialmente napessoa de Satans (I Ts. 3:5; II Co. 4:4; Ef. 2:2; 6:12). 14. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 1419. A ligao emocional de Paulo com os tessalonicenses era quaseexuberante. No sois vs? Isto parece ser um parntesis dentro dapergunta principal: "Qual a nossa esperana . .. diante de ... ?" Coroa.Uma aluso coroa de louros concedida aos vitoriosos nos jogos ou aosservidores pblicos que se distinguiam. A esperana de Paulo, a suaalegria, e a nica razo de glria era o pensamento das almas quepoderia apresentar a Cristo (cons. II Co. 1:14; 11:2; Fp. 2:16). Vinda(parousia) originalmente significa "presena" ou "chegada", mas maistarde tomou um sentido tcnico referindo-se visita de um rei ouautoridade. Os escritores do Novo Testamento freqentemente usam apalavra em relao segunda vinda de Cristo (I Ts. 2:19; 3:13; 4:15; IITs. 2:l; Tg. 5:7,8; II Pe. l: 16; I Jo. 2:28; e outras).20. O escritor assevera duplamente que os tessalonicenses sabem aresposta de sua pergunta. Realmente tem um sentido confirmatrio "verdadeiramente". Vs enftico; s vs.1 Tessalonicenses 33:1. No podendo suportar mais. Ele no suportava mais atenso da separao. Embora Paulo use ns aqui, como atravs de ambasas epstolas, parece provvel que o ns editorial. Vs parece confirm-lo.2. Nosso irmo. Timteo era filho de Paulo na f (I Tm. 1:2); maspor causa desta misso, Paulo destaca sua colaborao, no dependncia(cons. II Co. 1:1; Cl. 1:1; Fm. 1:1). Provas documentais indicam queministro de Deus, e nosso cooperador (E.R.C.) uma expanso de umadeclarao original: ministro de Deus ou cooperador de Deus. Aprimeira tem um pouco mais de aceitao, enquanto a ltima maissurpreendente (embora encontrada em I Co. 3:9) e menos passvel deser uma correo feita por algum escriba. Em ambos os casos Paulodestaca a idoneidade para realizar a sua misso.A preocupao atravs destas epstolas o bem-estar espiritual maisdo que o fsico dos crentes. O propsito de Timteo era confirmar 15. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 15(fortalecer) e exortar (encorajar) em benefcio de (como Milliganobserva, para promoo de) vossa f, a qual aqui ativa a experinciados crentes.3. O propsito de Timteo foi explicado melhor: evitar que fossemseduzidos plos judeus, que poderiam aproveitar-se da oportunidadeoferecida pela aflio, para tentar seduzir os crentes, afastando-os de suaf. Inquiete (sainesthai) provavelmente retm algo do seu significadooriginal, ou seja, abanar o rabo, e, portanto, "enganar" ou "adular".(Arndt, entretanto, prefere comover) Aflies fazem parte da experinciacrist (Jo. 16:33; Atos 14:22). Observe o ns. Paulo, que sofreu mais doque devia, incluiu-se aqui com os crentes sofredores.4. Um elemento essencial da mensagem do apstolo aostessalonicenses foi o sofrimento redentor de Cristo (Atos 17:3). A igrejanasceu do sofrimento (Atos 17:6). Paulo trazia as marcas do vergonhosotratamento que lhe impuseram em Filipos quando evangelizou ostessalonicenses. Por isso, o sofrimento no devia apanh-los de surpresa.Predissemos. O tempo imperfeito indica que Paulo os lembravarepetidamente.5. Compare 3:1. Indagar. Descobrir. F. Veja observao sobre3:2. Tentador mostra o aspecto sedutor da obra de Satans. O diabotentou usar as dificuldades fsicas de Cristo para derrot-loespiritualmente (Mt. 4:3), e ele fazia o mesmo com os tessalonicenses. Overbo provasse est no indicativo aoristo e mostra que o tentador j estoperando, enquanto o verbo ser est no subjuntivo, jogando dvidassobre o sucesso de Satans.2) O Bom Relatrio de Timteo. 3:6-10.Depois de recapitular a angstia que a igreja tinha passado, Pauloexpressa seu completo alvio diante da chegada de Timteo.6. Agora, porm, com o regresso expe o contraste entre a passadapreocupao de Paulo e sua atual confiana, e indica que Timteoacabou de chegar (cons. Atos 18:5). Boas notcias. A raiz grega significa 16. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 16"evangelizar" e sugere que o relatrio de Timteo foi virtualmente um"evangelho'' para a alma ansiosa de Paulo. As boas novas eram trs: 1) af estava firme fora a principal preocupao de Paulo (I Ts. 3:5,7); 2) oamor era constante apesar das provaes que poderiam ter desgastadoa disposio deles; 3) a lembrana que tinham dos apstolos era sempreboa apesar da reprovao e perseguio que a visita dos evangelistasproduzira.7. Consolados, isto , encorajados (cons. 3:2). O quinho de Paulono fora fcil, mesmo enquanto aguardava notcias da Macednia. Aperseguio em Filipos, Tessalnica e Beria fora seguida de solido eindiferena em Atenas (3:1; Atos 17:32-34). Em Corinto recebera umaoposio to obstinada que precisou ser divinamente confortado (Atos18: 6-10). No foi por menos que fala de aflio (E.R.C.) (pressesasfixiantes) e tribulao (sofrimento sobre-humano.8. Vivemos. Nova vitalidade entrara no seu corpo descado porcausa das boas novas sobre a f dos tessalonicenses e o sustentouenquanto escrevia (agora). Isto diminuiria, entretanto, de intensidade seos crentes tessalonicenses no permanecessem firmados no seurelacionamento com o Senhor. A forma verbal parece indicar que Pauloesperava confiante-mente que permanecessem firmes.9. Paulo no se atribua o mrito pela ortodoxia ou crescimento daigreja. Fora Deus que dera o crescimento (I Co. 3:7). Ele no se sentiavaidoso mas grato (cons. I Ts. 1:2 e segs.; 2:13 e segs.), regozijando-se(cons. 5:18) diante do nosso Deus, por ter Ele tornado possvel essaalegria.10. As notcias que Timteo trouxe aliviaram a preocupao dePaulo mas no diminuram o desejo de v-los (cons. 2:17,18; 3:6), umdesejo provocado plos fortes laos emocionais (vos ver pessoalmente)e pela necessidade de preencher as lacunas na f deles. Reparar asdeficincias (katartizo) significa preparar uma coisa para o seu usopleno e prprio. 17. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 173) A Orao de Paulo. 3:11-13.11. O mesmo. O destino de Paulo estava controlado por Deus. Ottulo completo de Cristo acentua a Sua majestade. Ele est intimamenteassociado a Deus como o recipiente da orao e como o co-sujeito doverbo dirijam, a forma singular do qual (kateuthynai) junge os doissujeitos Deus e Jesus intimamente.12. O Senhor, isto , Cristo.Faa crescer ... no amor. Cons. Fp. 1:9. O amor tem a capacidadede crescer indefinidamente. Ele aumenta de intensidade para com umindivduo e expande-se para abraar os outros. O amor cristo emprimeiro lugar dirigido aos crentes (uns para com os outros) e depoisestende-se como o amor de Deus para com todos. Este amor s pode serproduzido pelo Esprito de Deus (Cl. 1:8; Gl. 5:22). Mais do quesentimentalismo ou sentimentos afetuosos. O amor cristo o desejoaltrusta de proporcionar o bem-estar total dos outros. Como tambm ofazemos. O amor de Deus j se refletira nas palavras e atos de bondadedo apstolo.13. Observe a conexo entre amor e santidade. Se o amor a leicrist (Gl. 5:14), ento a santidade (separao para Deus) pode sermedida principalmente pelo amor. O egosmo corrompe esta santidade;por isso Paulo ora no sentido dos tessalonicenses poderem viver emamor e serem imaculados (isentos de culpa) na santidade diante dapresena de nosso Deus, O qual, sendo completamente santo, o nicojuiz adequado para a santidade. Deus julga no como um crtico brutal,mas como Pai amoroso. O tempo do acerto de contas a vinda(parousia; cons. I Ts. 2:19) de Cristo.Santos, literalmente. Provavelmente inclui os santos anjos etambm os crentes mortos revestidos de corpos "no feitos por mos" (IICo. 5:1), a espera da ressurreio de seus corpos terrestres. Em relao aoutras figuras pitorescas da vinda de Cristo com todo o seu squitocelestial veja (Mt. 24:30,31 e Ap. 19: 11-14). Os antecedentes no V.T. se 18. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 18encontram em Zc. 14:5. De acordo com Ap. 19-20 esta gloriosa vindaprepara o caminho para o reino milenial.III. Exortaes Prticas. 4:1 5:22.Paulo no seria fiel sua vocao pastoral nem sua preocupaopaternal se no aproveitasse cada oportunidade para dar instruoespiritual. Para cumprir a lei do amor ele tinha de dizer coisasindispensveis. O relatrio de Timteo foi principalmente encoraja-dor,mas sem dvida inclua certas perguntas que Paulo apressou-se aesclarecer.1 Tessalonicenses 4A. Abstenha-se da Imoralidade. 4:1-8.Nenhuma tentao enfrentada pela igreja primitiva era maisvexativa do que a da imoralidade. A proclamao do Conclio deJerusalm alistou a fornicao entre as proibies cerimoniais feitas aoscrentes gentios, to amplamente aceita era esta prtica entre os pagos(Atos 15:29). Paulo apresenta suas razes da maneira mais vigorosapossvel fundamentando a moralidade na vontade e vocao de Deus ena natureza do Esprito Santo que habita os crentes.1. Finalmente. A palavra marca uma transio importante noassunto e sugere que a concluso da carta se aproxima. Vos rogamos.Pedimos. Exortamos forte (cons. 2:11 e 3:2). Andar iguala-se a viver,como em 2:12. A essncia da ordem de Paulo que os tessalonicensesdeviam continuar fazendo o que faziam, mas mais intensamente.Progredindo. Veja 3:12 e 4:10, "crescer", com referncia a outros usosde perisseuo.2. O ministrio de Paulo inclua instrues ticas como tambmevangelismo. Instrues (ordens militares) que estavam selados com aautoridade de Jesus que o Senhor, o exaltado soberano de toda a vida. 19. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 193. Depois de uma palavra geral de estmulo, na qual ele tambmestabelece sua autoridade, o apstolo ataca o problema que tem frente prostituio. Ele comea positivamente: Deus ordena e capacita a vossasantificao. Em contraste com 3:13, onde a santidade (hagiosyne) foiconsiderada como um estado, aqui a santificao (hagismos) considerada uni processo o ato de ser santificado, separado para oservio de Deus. Que vos abstenhais. Mantenham-se completamenteseparados da.4. Amplificao de abstenhais, etc. O significado de vaso (E.R.C.) difcil de entender. Muitos comentadores e tradutores (Moffatt, porexemplo) interpretam vaso (E.R.C.) como "esposa", apelando para certocostume judeu, de acordo com o qual unta esposa comparada a umvaso. Milligan, Morris, Phillips, e outros entendem que vaso (E.R.C.) "corpo", segundo a analogia de II Co. 4:7. Esta traduo parece aprefervel porque evita o baixo conceito do papel da mulher nocasamento, implcito na primeira interpretao. Se vaso significa"corpo", ktasthai pode significar possuir (como a E.R.A e certos papirosdo) mais do que o freqente adquirir.5. A santificao e a honra com a qual o crente se controlacontrasta diretamente com a lascvia, etc. Em I Co. 7:2, 3, 9 Paulomostra que o casamento d oportunidade ao controle das paixes e no asua vazo desenfreada. Desejo de lascvia. Implica no desejopropositado de se entregar aos baixos instintos sexuais. A definio degentios feita por Paulo clssica que no conhecem a Deus. No um autocontrole superior que separa o cristo do pago, mas umaamizade ntima com Deus (cons. Sl. 79:6; Jr. 10:25). Osias e Jeremias,ambos destacam a essencialidade do conhecimento de Deus (Os. 4:6;6:6; Jr. 4:22), envolvendo amor e obedincia. a essncia da salvao(Jo. 17:3).6. O significado social da castidade. Ningum ofenda nemdefraude, isto , ningum ultrapasse os limites de decncia humana eregulamentos sociais. Ningum se aproveite do seu irmo. No apenas 20. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 20seu irmo em Cristo mas seu prximo tambm. Esta matria. Nonegcio ou neste negcio. O artigo definido no grego liga estadeclarao com o sujeito deste pargrafo pureza sexual. Nesteversculo Paulo d uma ilustrao prtica tanto da lei do amor quanto daconexo existente entre o amor e a santidade que foi destacada em 3:12,13. O dia do juzo lana sua extensa sombra sobre toda a vida. O Senhor. . . o vingador, que providenciar que toda a justia seja feita.7. A nfase est sobre chamou (cons. 2:12). A salvao tempropsito, e a impureza, poluio moral, no o seu propsito. Pauloaqui reitera o pensamento de 4:3. A vontade de Deus estabelece que ocrente deveria viver em santificao (hagiasmos). Este o processo(cons. 4: 3) mais do que o estado de estar santificado (cons. 3:13).8. Rejeita (desprezar, tratar como indigno) a ordem de buscar apureza infringir urna lei divina; pois Deus colocou o Esprito Santodentro do crente para faz-lo santo. A nfase est sobre santo: "No foipor nada que o Esprito que Deus nos deu chamado de Esprito Santo"(Phillips). Aqueles a quem Ele habita so convocados a refletir a Suasantidade. Que nos deu (E.R.C.) deveria ser que ... vos d (E.R.A.), deacordo com os melhores manuscritos. A declarao claramente pessoal.B. Amem-se Uns aos Outros. 4:9, 10.Uma segunda tentao acossava a igreja primitiva partidarismo efixas mesquinhas. A situao em Corinto exemplifica a luta dos crentesprimitivos contra seu ambiente pago II Co. 3:1 e segs.). O cristianismobrotou em uma terra e cultura onde os laos tribais eram fortes e asociedade era mais comunitria que individualista. O mesmo noacontecia com a cultura greco-romana; por isso a constante nfase quePaulo d ao amor.9. Amor fraternal (philadelphia) o amor tribal, o amor entre osmembros de uma famlia. Para os crentes primitivos, aceitar Cristomuitas vezes significava cortar laos familiares. Mas os cristos seligavam a uma nova famlia, pois passavam a ser filhos de Deus, e 21. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 21irmos de todos os crentes. Por Deus instrudos. Pelo exemplo bondosode Deus (Jo. 3:16) e pelo Esprito, que derrama o amor de Deus emnossos coraes (Rm. 5:5).10. Os extensivos (todos os irmos por toda Macednia) atos deamor (cons. 1:3) dos tessalonicenses eram prova de que tinhamaprendido bem a lio do amor de Deus. Mas no havia lugar para acomplacncia. Paulo insiste com ternura (irmos) a que aumentem cadavez mais o seu amor (cons. 3:12; 4:9, 10).C. Cuidem de Seus Prprios Negcios. 4:11,12.Esta seo deveria ser intimamente ligada com a anterior, poisdiligncia altrusta uma manifestao do amor fraternal cristo.11. Diligenciardes. Philotimeomai originalmente significa serambicioso, mas no N.T. (cons. Rm. 15:20; II Co. 5:9) significa "lutaravidamente", "aspirar". A clusula pitoresca: lutai avidamente paraviverdes quietos. Deviam lutar por mais dois alvos: cuidar, etc. (cuidarde sua prpria vida) e trabalhar, etc. Ao que parece alguns crentes eramintrometidos e preguiosos. A esperana da iminente Segunda Vindatransformara-se em desculpa para a ociosidade (cons. II Ts. 3:11). Osgregos desprezavam o trabalho manual, e Paulo ensinara aostessalonicenses por palavra (o Senhor fora carpinteiro) e por exemplo (oapstolo era fazedor de tendas) que a doutrina crist da criao implicana doutrina crist da vocao: Deus fez todas as coisas boas; portanto, ohomem pode executar as mais servis tarefas tendo conscincia que estem contato com o trabalho manual de Deus; conseqentemente, podeexecut-las para a glria de Deus.12. O propsito duplo do trabalho diligente: viver apropriada edecorosamente (dignidade) diante dos no-cristos (para com os de fora,aqueles que esto fora dos limites da salvao); desfrutar da liberdadeque a independncia financeira pessoal concede. Sua diligncia realariaseu testemunho junto aos de fora; sua "honrada independncia" (Phillips) 22. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 22ajud-los-ia a cumprir a lei do amor, no vivendo s custas de outroscrentes.D. Confortem-se Mutuamente com a Esperana da SegundaVinda. 4:13-18.Entre os problemas trazidos por Timteo que despertaram a atenode Paulo estava o papel dos crentes mortos no segundo advento deCristo. Nos comentrios de Paulo, a nfase parece ter sido sobre aiminncia da volta. Mas a perseguio e as aflies ao que parececeifaram algumas vidas. O que seda desses? Os mortos seriam privadosde participar desse Grande Evento? Pelo contrrio, diz Paulo, elesparticiparo plenamente das glrias daquele dia. A morte e ressurreiode Cristo so a garantia disso. Essas confortadoras palavras de Paulo notinham a inteno de dar um quadro sistemtico dos ltimosacontecimentos, mas foram provocadas pelo problema imediato.13. No queremos, etc. Compare com Rm. 1:13; 11: 25; I Co. 10:1;12:1; II Co. 1: 8, onde, como aqui, a declarao introduz um novo eimportante assunto. Em cada exemplo usou-se o vocativo irmos paraacrescentar uma nota de ternura. Dormem. Estar "morto em Cristo"(4:16) estar dormindo, pois Cristo com a Sua morte e ressurreio(4:14) arrancou o aguilho da morte. Nenhuma aluso ao "sono dasalmas" est envolvido. Paulo tinha em mente os corpos dos crentesmortos. Os demais, os que esto fora de Cristo (cons. 4:12). No tmesperana. Este poderia muito bem ser o epitfio dos incrdulos.Esperana refere-se Segunda Vinda, com todas as bnos inerentes.Tristeza e solido so os companheiros inescapveis da morte, mas doramarga e desespero no tinham lugar nas emoes de um crenteenlutado, porque ele sabe de antemo o captulo final do enredo dahistria.14. Se cremos. "E ns realmente cremos" a idia transmitida pelaconstruo grega. Jesus morreu. "Dormiu" no vai bem aqui. Cristotomou o clice da morte at o fim para que pudesse triunfar sobre ela 23. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 23(Hb. 2:14,15). E ressuscitou. Seu triunfo assegura o nosso (cons. I Ts.1:10). Deus aqui enftico. Ele que ressuscitou Jesus o Avalista eAgente de nossa ressurreio. Os que dormem so os que dormem porcausa de Jesus, pois a idia que atravs dEle a morte transformou-seem sono. Em sua companhia. Paulo responde a pergunta principal: Oscrentes mortos no perdero a parousia; Deus providenciar queacompanhem Cristo na Sua volta triunfal (3:13).15. Por palavra, etc., d autoridade s declaraes de Paulo (cons.I Co. 7:10). A fonte da palavra no certa. Entre as possveis: 1) Mt.24:30, 31 e passagens paralelas; 2) algum pronunciamento de Cristo queno foi registrado (cons. Atos 20:35); 3) uma revelao especial doSenhor (cons. II Co. 12:1; Gl. 1:12, 16; 2:2). Ns os vivos. Paulo destacafreqentemente a iminncia da volta de Cristo (I Co. 7:29; Fp. 4:51.Como todos os crentes, ele esperava viver para participar doacontecimento (I Co. 16:22; Ap. 22:20). Sem declarar que Cristo viriadurante a sua vida, parece que ele aceitava essa possibilidade (cons. I Co.15:51 e segs.). De modo algum precederemos. De modo nenhum noiremos primeiro.16. O fato muito importante que o Segundo Advento centraliza-sena atividade do Senhor mesmo. As frases concisas desenvolvem oseguinte drama: 1) com alarido (E.R.C.), uma convocao como a deum oficial aos seus soldados, provavelmente dada pelo Senhor; 2)ouvida a voz do arcanjo, pode ser uma explicao do alarido; tanto vozcomo arcanjo so indefinidos no grego, e a idia provavelmente deuma voz como a de um arcanjo, conforme sugere Milligan; 3) ressoadaa trombeta de Deus, uma trombeta dedicada ao servio de Deus(Milligan); em I Co. 15:52 Paulo menciona duas vezes uma trombeta emconexo com a Segunda Vinda (cons. Joel 2: 1; Is. 27:13; Zc. 9:14 noV.T.). Estas trs frases transmitem o esplendor da cena e a majestosaautoridade do Senhor. Os mortos em Cristo. Os corpos dos crentesmortos. Primeiro. Os crentes mortos precedero os vivos. 24. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 2417. Ns os vivos, os que ficarmos. Veja 4:15. Seremosarrebatados. Levados para cima sbita e poderosamente. Juntamentecom eles. Os membros do corpo de Cristo sero reunidos uns com osoutros e Sua magna Cabea. Entre nuvens aumenta o mistrio e odrama do acontecimento (cons. Mt. 24:30; Atos 1:9; Ap. 1:7). Nos ares.A preeminncia absoluta de Cristo est sublinhada pelo uso que faz dahabitao dos espritos do mal (Ef. 2:2; 6:12) para este encontro. Com oSenhor. O centro da passagem comunho sem fim com Cristo. Onde?Todo o squito subir ao cu ou voltar terra? Qualquer resposta dadadepender da total interpretao da escatologia do N.T. que for adotada.Os pr-tribulacionistas situam a ascenso com a subseqente volta terra. Os ps-tribulacionistas defendem 6que a descida terra se seguira esta reunio.18. Para uma igreja que lutava por manter-se dentro de umasociedade que, na melhor das hipteses, era incauta, e na pior, hostil,estas palavras eram realmente confortadoras. Devemos notar que Paulono discute aqui a relao do Arrebatamento com a Tribulao.1 Tessalonicenses 5E. Vivam como Filhos do Dia. 5:1-11.A discusso dos participantes da parousia leva a perguntas sobre otempo e os sinais da parousia. Em resposta Paulo alerta os crentes aestarem constantemente preparados. Vigilncia e sobriedade so asatitudes prprias, enquanto a f, o amor e a esperana so o arsenal docristo.1. Paulo sem dvida transmitiu pessoalmente estas importantespalavras de Cristo aos tessalonicenses: "Mas aquele dia e hora ningumsabe . . . " (Mc. 13:32,33). Nada necessita ou precisa ser dito sobre otempo da Segunda Vinda. Tempos (kronon, perodo de tempo) significaos perodos cronolgicos que vo se passar antes da Segunda Vinda;enquanto pocas (kairon, tipo ou qualidade de tempo) refere-se aos 25. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 25acontecimentos significativos, as ricas oportunidades que transpiramdurante essas pocas (cons. Atos 1:7).2. Vs mesmos estais inteirados com preciso. Paulocuidadosamente informara os crentes que preparo constante eraobrigao do cristo. O dia do Senhor deve ser visto em comparaocom o seu antecedente do V.T. O termo era corrente em Israel antes doperodo de Ams, mas era aplicado apenas ao juzo de Deus contra osgentios. Numa passagem pitoresca, no diferente de I Ts. 5:2-4, Amscorrige esta interpretao errnea, fazendo ver que um Deus justo julga opecado onde quer que o encontre at mesmo em Israel (Ams 5:18-20).Cons. Joel 1:15; 2:1, 2, 31, 32; Sf. 1:14 e segs. O dia o tempo da justainterveno de Deus na histria, quando Ele cobrar a justa dvida dahumanidade. Em II Ts. 2:2 e segs. esse dia est relacionado com agrande apostasia e a revelao do Anticristo, isto , o perodo daTribulao. Ladro, etc. faz lembrar Mt. 24:43 e Lc. 12:39. A figuradescreve a qualidade inesperada do acontecimento.3. O fato de pois no se encontrar nos melhores manuscritos indicaque este versculo deve ser intimamente ligado ao precedente. (Eles)andarem dizendo, isto , os incrdulos.Paz e segurana faz vir mente passagens do V.T. tais comoAms 5:18, 19; Mq. 3: 5-11 ; Ez. 13: 10, as quais descrevem um falsosentimento de paz e segurana.Destruio. Ser objeto da justa ira de Deus ser completa eirremediavelmente destrudo, talvez pela separao de Deus (lI Ts. 1:9).Como vem a dor do parto. Esta comparao freqente no V.T.(Is. 13:8; Os. 13:13; Jr. 4:31) e nos Evangelhos (Mt. 24:8; Mc. 13:8).No dor, mas a subitaneidade e inexorabilidade do dia que Paulo estdestacando. Uma vez comeado o trabalho de parto, no h meios defaz-lo parar.4. Mas, vs, irmos, enfatiza o forte contraste entre os crentes e osincrdulos. Trevas mais do que ignorncia; a separao moral e 26. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 26espiritual do incrdulo de Deus (cons. Jo. 3:19,20; II Co. 6:14; Ef. 5:8;Cl. 1:12, 13).5. Tendo declarado o que os crentes no so, Paulo volta-se para oque eles so, e acrescenta todos para tomar a declarao mais inclusiva.Ser filho da luz ser caracterizado pela luz. Lucas 16:8 e Ef. 5:8 contmexemplos desta expresso idiomtica semita. Deus, a fonte da luz, chamado de "o Pai das luzes" (Tg. 1:17). Filhos do dia, alm de tornar aenfatizar a frase precedente, faz tambm lembrar o dia do Senhor. Oscrentes so filhos desse dia porque participam da Sua glria e triunfo.6. Pois. Uma vez que somos filhos do dia. Durmamos. Nofisicamente mas moral e espiritualmente, como em Mc. 13:36; Ef. 5:14.Os demais. Cons. I Ts. 4: 13. Vigiemos faz lembrar as injunes deCristo acerca de Sua vinda em Mt. 24:42; 25:13, etc. Despertamentofsico e mental o que est implcito. Sejamos sbrios (cons. II Tm. 4:5;I Pe. 1:13; 4:7; 5:8) fala no tanto da ausncia de bebedeiras como dargida disciplina de toda uma vida bem equilibrada.7. Dormir e beber so hbitos que geralmente se executam noite.Portanto, no tm lugar na vida dos filhos do dia. No h nenhumanecessidade de interpretarmos esta passagem figuradamente.8. Ns, porm, . . . (em contraste com os "demais") sejamossbrios. A sobriedade deve ser um hbito para o crente, uma vez que elepertence ao dia. Freqentemente Paulo fala de equipamento espiritual emtermos de armadura (cons. II Co. 6:7; 10:4; Ef. 6:13 e segs.; no V.T., Is.59:17). A trindade das virtudes (cons. I Ts. 1:3) protege o crente dacomplacncia e desespero que caracterizam os filhos da noite.Esperana da salvao a expectativa ansiosa de ser libertado da irafinal de Deus (1:10) e ser destinado glria e comunho com Deuseternamente.9. O motivo dessa esperana (5:8) que Deus destinou os crentespara isso e no para a ira (cons. 1:10). Destinou (etheto), embora sem alimitao de "predestinou" (Rm. 8:29 e segs.), atribui contudo a salvaoao "propsito direto e ao de Deus" (Milligan). Alcanar implica em 27. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 27que o crente deve reagir ativamente. A salvao est disposiomediante (por meio de) nosso Senhor Jesus Cristo. O ttulo completotransmite a majestade de Jesus, o Messias.10. A salvao inclui, alm do livramento da ira (1:10; 5:9),concesso de vida e promessa de comunho eterna. O custo desse legadono deve ser aceito sem a devida considerao, como nos faz lembrar oque morreu por ns. Vigiemos e durmamos so figuras de "viver" e"morrer". A morte triunfante de Cristo perfurou a linha antes espessaentre a vida e a morte (4:14, 15; cons. tambm a promessa de Cristo emJo. 11:25, 26).11. Edificai-vos, uma expresso favorita de Paulo para a"promoo do crescimento e maturidade espirituais" (cons. I Co. 3:9 esegs.; 14:4; Ef. 2:21 e segs.). Esta metfora e a da armadura (I Ts. 5:8)so lembretes de que Paulo, um cidado de "uma cidade que no medocre", extraa suas figuras de linguagem principalmente do cenriourbano e no do rural. Como tambm estais fazendo. O tato de Paulocombinou uma vigorosa exortao com um fervoroso elogio.F. Abstenham-se do Mal; Adotem o Bem. 5:12-22.Paulo termina sua carta com breves exortaes sobre atitudessociais, pessoais e espirituais.1) Em Relao aos Outros. 5:12-15.A seguir, o apstolo apresenta alguns poucos princpios em relaoa seus lderes espirituais, outros cristos, os fracos e desamparados, etodos os homens.12. Acateis aqui deve significar "reconheais o valor de","aprecieis". Trabalham. Cons. 1:3; 2:9. Dirigir uma igreja aflita, queluta, poucas vezes tem-se comprovado ser fcil. Entre vs. O termo quefoi usado aqui, ao que parece, no tcnico, mas refere-se a um tipo,geral e informal de liderana. Entretanto, provvel que os ancios(presbteros) sejam os referidos (cons. Atos 20:17; 21:18; I Tm. 5:17, 28. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 2819). No Senhor mostra que Paulo est falando de autoridade espiritual, aqual envolve admoestao ou advertncia, especialmente onde estejaenvolvida conduta repreensvel (cons. I Ts. 5:14; II Ts. 3:15).13. Amor fornece a estrutura e o contexto para essa alta estima; porcausa do trabalho que realizam fornece o motivo. A tarefa de sustentare fortalecer os crentes digna de respeito em si mesma. Vivei em paz.Aviltar a liderana ou criticar a autoridade semear a discrdia. O bem-estarda comunidade crist (uns com os outros) depende da cooperaocordial dos seguidores com os lderes.14. Dirigida aos lderes da igreja e aos espiritualmenteamadurecidos. Admoesteis. Cons. "admoestam" em 5:12. Insubmissos.Fora de ordem. Uma palavra militar descrevendo soldados que desertamdas fileiras. Essa desordem provavelmente se refere neglignciaproposital dos deveres cristos, incluindo o dever de trabalhar (4:11,12;II Ts. 3:6-15). Os desanimados. Tmidos, isto , os que se desesperamdiante das circunstncias adversas. Amparais os fracos. Dar uma ajudaqueles que so espiritualmente frgeis (cons. Rm. 14:1; I Co. 8:9, 11).Sejais longnimos para com todos. Isto resume a atitude bsicaque deve prevalecer quando algum procura ajudar os desordeiros, os depouco nimo os irmos fracos (cons. .Ef. 4:2), e assim reflete a prpriaatitude de Deus (Rm. 2:4; 9:22; I Pe. 3:20).15. Carter vingativo e represlia no deve se alojar dentro damorada da f, pois o Mestre o probe claramente (Mt. 5:43 e segs.).Segui. Persegui, ide aps. O bem. No sentido bom, til, proveitoso.Para com todos inclui os incrdulos (cons. I Pe. 2:17).2) Em Relao s Atitudes Bsicas. 5:16-22.Por meio de declaraes em "staccato", Paulo aplica suasexortaes finais.16. A alegria crist no amortecida por aflies ou quaisqueroutras circunstncias adversas, porque est enraizada no relacionamentoinexpugnvel da pessoa com Deus (cons. Fp. 2:18; 3:1; 4:4). Na verdade, 29. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 29a alegria prospera na tribulao quando um crente discerne o propsitoglorioso de Deus (Rm. 5:3-5; Tg. 1:2 e segs.). Essa alegria no geradapelo ego mas fruto do Esprito (Gl. 5:22).17. A orao tanto atitude como atividade. A atitude de devoo aDeus pode ser sem cessar (cons. coment. sobre 1:3), mesmo que aatividade no for sem cessar. Paulo exemplifica a ordem dada, pois suascartas so perfumadas com a fragrncia da orao.18. Em tudo. Todas as circunstncias, at mesmo as dificuldades eaflies. Esta, embora singular, parece encampar os trs mandamentosde 5:16,17, 18. A vontade de Deus inclui alegria constante, orao semcessar e ao de graas ilimitada, atitudes que so necessrias e possveisem Cristo Jesus.19. A construo em grego sugere a seguinte traduo: Parem deextinguir o Esprito. Apagueis descreve apropriadamente o impedimentodo Esprito, cuja natureza tem sido comparada ao fogo (Mt. 3:11; Atos2:3, 4). luz de 5:20, este versculo parece indicar que alguns crentesprecavidos puseram em dvida o uso dos dons espirituais na igreja. Estasituao seria oposta a de I Co. 12-14, onde encontramos um zelo nogracioso em superar uns aos outros no exerccio dos dons espirituais. possvel, entretanto, que a declarao de Paulo aqui seja generalizada,proibindo-os de interromper a operao refinadora e convincente doEsprito em suas vidas (cons. Ef. 4:30).20. Em I Co. 14:1 os crentes so instados a buscar o dom daprofecia, pronunciamentos pblicos de profundas verdades orientadospelo Esprito. Este dom pode ter sido abusado; mas o abuso no impedeo uso. O elemento preditivo nas profecias bblicas jamais deveria sersuperenfatizado ou desprezado. A tarefa do profeta contar o que Deuslhe disse, inclusive o que vai acontecer. Com referncia ao ministrioproftico no N.T., veja I Co. 12:28 e Ef. 2:20; 3:5; 4:11.21. Julgai todas as coisas refere-se em primeiro lugar aospronunciamentos que pretendem ser profecias. No devem ser aceitascom credulidade mas devem ser testadas por revelaes mais objetivas e 30. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 30especialmente pelas pedras-de-toque do Senhorio de Cristo (I Co. 12:3) eda encarnao (I Jo. 4:1-3). Que bom, isto , coisa genuna, nofalsificada.22. A ordem negativa de Paulo esta na realidade: Abstenham-se detoda espcie de mal. Eidos (forma) foi freqentemente usado nospapiros no perodo greco-romano para indicar "classe", "sorte", "tipo".Tem-se observado muitas vezes que, enquanto "o bem" no versculo 21est no singular, o mal, segundo o texto, tem muitas e diferentes formas.O fraseado lembra J 1:1, 8; 2:3.IV. Concluso. 5:23-28.A. Orao Final. 5:23, 24.Paulo envolve todas as suas exortaes em uma orao pelasantificao, e assegura os crentes que um Deus fiel atend-la-.23. O mesmo Deus da paz o prprio Deus, nico concessor dapaz, um ttulo divino caracteristicamente paulino (cons. Rm. 15:33;16:20; II Co. 13:11; Fp. 4:9; II Ts. 3:16). Embora a submisso eobedincia humanas sejam necessrias, a santificao uma operaoessencialmente divina (cons. Rm. 15:16; Ef. 5:26). Tudo (holoteleis)implica que nenhuma parte est faltando; o todo da pessoa deve serconservado irrepreensvel. Esprito, alma, e corpo no deveriaprovavelmente ser interpretado como uma anlise final da natureza dohomem. As trs palavras so usadas para indicar o ser completo, "seja olado imortal, pessoal ou fsico" de uma pessoa (Milligan). Paulo ora paraque sejam conservados (guardados) do juzo vinda de Cristo.24. Fiel o que s pode se referir a Deus (cons. I Co. 1:9; 10:13; IICo. 1:18; II Ts. 3:3; II Tm. 2:13 ; Hb. 10:23; 11:11). A nica garantiaque qualquer crente ter de um relatrio digno no juzo final afidelidade divina. Sua chamada carrega em si o complemento bemsucedido dos seus propsitos (Rm. 8:30; Fp. 1:6). 31. 1 Tessalonicenses (Comentrio Bblico Moody) 31B. Pedido de Orao. 5:25.Um meigo pedido nivelando que Paulo dependia dos seus irmosem Cristo (cons. Rm. 15:30; Ef. 6:19; Cl. 4:3 e segs.; II Ts. 3:1 e segs.C. Saudao Final. 5:26.Uma concluso adequada para uma carta cheia de expresses deafeio. Paulo inclui todos os irmos, at mesmo aqueles que causaramproblemas. Osculo santo. Seu carter era completamente divorciado doaspecto sensual. Uma pura prova de profunda emoo de amor cristo,esse tipo de beijo permaneceu um costume cristo at que o abuso e a minterpretao dos pagos levou a sua prtica ao fim. Para outrasreferncias do N.T. ao sculo santo, veja Rm. 16:16; I Co. 16:20; II Co.13:12; tambm I Pe. 5:14 ("beijo de amor").D. Ordem para Leitura da Carta. 5:27.(Eu) Conjuro-vos. Eu lhes suplico, sob juramento. Paulo queriacertificar-se de que a carta seria lida diante de todos os irmos (santosno se encontra nos melhores manuscritos). A linguagem firme, emuda do eu para ns, reforando a ordem. Paulo talvez antecipassealgum faccionismo que poderia usar fraudulentamente a sua carta (cons.II Ts. 2:2). Mas parece mais provvel que a sua urgente necessidade decomunho forou-o a certificar-se de que ningum ficaria de fora.E. Bno. 5:28.Paulo termina como comeou com uma orao invocando agraa, isto , o contnuo favor de Cristo. Observe que o apstolo enfatizaa majestade de Cristo, mencionando seu ttulo completo Senhor JesusCristo. O amm (E.R.C.) e a subscrio mencionando Atenas como sefosse o local onde escreveu a carta, foram omitidos nos melhoresmanuscritos.