A bíblia provada e comprovada charles haddon spurgeon

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    30-Jul-2015

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<p> 1. C. H. Spurgeon 2. 3A Bblia Provadae ComprovadaN 2048Sermo pregado na manh de Domingo, 5 de Maio de 1889Por Charles Haddon Spurgeon,No Tabernculo Metropolitano, Newington, Londres.As palavras do SENHOR so palavras puras,como prata refinada em fornalha de barro,purificada sete vezes. Salmo 12:6Nesse Salmo, nosso texto contrastado com o malda poca. O Salmista se queixa porque se acabaramos piedosos porque desapareceram os fiis dentre osfilhos dos homens. Era uma grande aflio para ele,e o salmista no encontrou consolo exceto nas pala-vrasdo Senhor. Que importa que os homens falhem?A Palavra de Deus permanece! Que alvio abando-nara areia da controvrsia para ir aos verdes pas-tosda revelao! Tal pessoa sente o que No sentiu,quando, fechado na arca, j no viu mais a morte edesolao que reinava fora. Viva em comunho comwww. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r 3. 4www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r a Palavra de Deus, e ento, ainda que no tenha ami-goscristos, no lhe faltar companhia.E mais, o versculo apresenta ainda um contras-temaior com as palavras dos inquos quando se re-belamcontra Deus e oprimem Seu povo. Eles diziam:Por nossa lngua prevaleceremos nossos lbios sonossos quem senhor de ns? Jactavam-se, tira-nizavame ameaavam. O Salmista se afastou da vozdo jactancioso e acudiu s palavras do Senhor. Viu apromessa, o preceito, e a doutrina da verdade pura, eesses o consolaram, enquanto os demais falavam pu-ravaidade cada um com seu vizinho. Ele no tinhatantas palavras do Senhor como as que possumosagora: porm, aquilo que ele tinha feito seu por meioda meditao, o valorizava acima do ouro mais valio-so.Na boa companhia daqueles que tinham faladosob a direo divina, era capaz de suportar as amea-asdos que o rodeavam.Assim, querido amigo, se em algum momento lhe cor-respondeestar em um lugar onde as verdades que vo-ctanto ama so desprezadas, regresse aos profetase aos apstolos, escute atravs deles o que o SenhorDeus falar. As vozes da terra esto repletas de fal-sidade,mas a palavra do cu limpssima. H umaboa lio prtica na posio do texto aprendam-nabem. Faam da Palavra de Deus sua companhia di-ria,e ento, qualquer coisa que pudesse prejudic-los 4. 5na falsa doutrina da momento no os conduzir a umabatimento muito profundo; pois as palavras do Se-nhorsustentaro o esprito.Olhando o texto, no lhes impacta como que, emuma maravilhosa condescendncia, Jeov, o Infinito,decida utilizar palavras? Em Sua sabedoria, Ele esta-beleceuessa maneira de comunicao de uns com osoutros porm, quanto a Ele mesmo, que O espri-topuro e ilimitado, comprimir Seus gloriosos pensa-mentosem um estreito canal de som, ouvido e nervo?Deve a mente eterna usar palavras humanas? O glo-riosoJeov falou mundos. Os cus e terra foram ex-pressesde Seus lbios. Quanto a Ele, parece maisde acordo com Sua natureza falar tempestades e tro-vesdo que inclinar-se s humildes vogais e conso-antesde uma criatura do p. Ele se comunicar ver-dadeiramentecom o homem prpria maneira do ho-mem?Sim, O condescendente a falar-nos utilizandowww. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b rpalavras!Ns bendizemos ao Senhor pela inspirao verbal,da qual podemos dizer: Guardei as palavras de suaboca mais do que minha comida. No conheo ne-nhumaoutra inspirao, nem sou capaz de conceberalguma outra que possa ser de verdadeiro servio pa-rans. Necessitamos de uma revelao clara sobre aque possamos exercitar a f. Se o Senhor houvera fa-ladopor um mtodo cujo significado fosse infalvel, 5. 6www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r mas Suas palavras fossem questionveis, no tera-mossido edificados, mas antes confundidos, pois cer-tamente uma tarefa rdua extrair o verdadeiro sen-tidode palavras ambguas. Teramos sempre o temorde que o profeta ou o apstolo no nos tivesse dado,depois de tudo, o sentido divino da coisa: fcil ou-vire repetir palavras, porm, no fcil expressar oque outro quer dizer, com palavras prprias perfeita-menteindependentes: o significado se evapora comfacilidade. Porm, ns cremos que os homens santosde outrora, ainda que usassem sua prpria lingua-gem,eram guiados pelo Esprito Santo para usar pa-lavrasque tambm eram palavras de Deus. O Esp-ritodivino operava de tal forma no esprito do escri-torinspirado, que ele escrevia as palavras do Senhor,portanto, apreciava cada uma delas. Para ns todaPalavra de Deus pura, e tambm cheia de nutriopara a alma. No s de po viver o homem, mas detoda palavra que sai da boca de Deus. (Mateus 4:4)Ns podemos declarar de todo corao com o Salmis-ta,eu disse que observaria as tuas palavras. (Salmos119:57)Nosso condescendente Deus se agrada tanto de secomunicar conosco com palavras, que se dignou emchamar a Seu Unignito de O Verbo (Joo 1:1) E oVerbo foi feito carne, e habitou entre ns. (Joo 1:14)O Senhor usa palavras, no com repugnncia, massim com prazer, e Ele quer que ns as tenhamos tam- 6. 7bm em alto conceito, como foi dito a Israel por meiode Moiss Portanto, colocarei essas minhas palavrasem vosso corao e em vossa alma. (Deuteronmio11:18)Cremos que temos as palavras de Deus preserva-daspara ns nas Escrituras. Estamos sumamenteagradecidos de que isso seja assim. Se no tivsse-mosas palavras do Senhor assim registradas, tera-moso sentimento que vivamos em um tempo mau,pois nem voz nem orculo se escutam hoje. Repitoque teramos cado em dias maus se as palavras queDeus falou desde tempos antigos no tivessem sidoregistradas sob Sua superviso. Com esse Livro dian-tede ns, o que o Senhor falou faz dois mil anos, vir-tualmenteo fala agora: pois Ele no retirar Suaspalavras (Isaas 31:2). Sua palavra permanece parasempre, pois foi falada, no para uma ocasio, massim para todas as eras. A Palavra do Senhor to afi-nadacom a vida e a frescura eterna, que ela mui-tovocal e poderosa no corao do santo de hoje co-mofoi para o ouvido de Abrao quando a escutou emCana ou para a mente de Moiss no deserto ouquando Davi a cantava acompanhado de sua harpa.Dou graas a Deus porque muitos de ns sabemos oque ouvir a palavra divina falada de novo em nossasalmas! Pelo Esprito Santo, as palavras da Escrituravem a ns com uma inspirao presente: o Livro nosomente foi inspirado, inspirado. Esse Livro maiswww. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r 7. 8www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r que tinta e papel; ele fala conosco. Acaso no foi es-saa promessa: Falaro contigo quando despertes?Abrimos o Livro com essa orao, Fala Senhor,porque teu servo ouve, e frequentemente o fechamoscom esse sentimento: Eis-me aqui, para que me hschamado? Sentimos como se a promessa no tivessesido feita em tempos antigos, antes que ela est sen-doagora mesmo pronunciada pela primeira vez des-dea glria excelsa. O Senhor fez que a Santa Escritu-rafosse Sua palavra direta para nosso corao e pa-ranossa conscincia. No digo isso por todos, pormposso falar com certeza de muitas pessoas aqui pre-sentes.Que o Esprito Santo lhes fale outra vez nes-semomento!Ao tratar de explicar meu texto, consideraremostrs pontos. Primeiro, a qualidade das palavras deDeus: As palavras do SENHOR so palavras puras em segundo, as provas das palavras de Deus: Comoprata refinada em forno de terra, purificada sete ve-zes e depois, em terceiro lugar, as demandas des-saspalavras derivadas de sua limpeza e de todas asprovas que elas experimentaram. Esprito eterno, aju-da-me a falar corretamente no consoante a Tua pr-priapalavra, e ajuda-nos a sentir corretamente en-quantoescutamos.I. Primeiro, queridos amigos, considerem A QUA- 8. 9LIDADE DAS PALAVRAS DE DEUS: As palavras doSENHOR so palavras puras.Desse enunciado eu deduzo, primeiro, a uniformi-dadedo seu carter. No se faz nenhuma exceo anenhuma das palavras de Deus, mas todas elas sodescritas como palavras puras. No todas so domesmo carter algumas so para ensino, outras sopara consolao, e outras para correo porm, to-dasso de um carter uniforme de tal maneira quetodas so palavras puras.Eu concebo que um mau hbito ter prefernciasem relao Sagrada Escritura. Devemos preservaresse volume como um todo. Aqueles que se deleitamcom textos doutrinrios, mas omitem a considera-ode passagens prticas, pecam contra a Escritura.Se ns pregamos doutrina, eles clamam: Que doce!Querem escutar sobre o amor eterno, a graa imereci-dae o propsito divino; e me alegra que assim o quei-ram.A tais pessoas digo: comam da grossura e be-bamda doura; e se alegrem porque h ossos bucosplenos de medula nesse Livro. Porm, recordem queos homens de Deus, em tempos antigos, se deleita-vamgrandemente nos mandamentos do Senhor. Sen-tiammuito respeito pelos preceitos de Jeov, e ama-vamSua lei. Se algum d as costas e recusa a ou-virsobre os deveres e as ordenanas, temo que noame a Palavra de Deus em sua plenitude. Quem nowww. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r 9. 10www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r a ama em sua amplitude, no a ama em sua totalida-de.Por outro lado, os que se deleitam com a pregaode deveres, mas no do importncia s doutrinas dagraa, esto igualmente equivocados. Eles dizem: va-leua pena escutar esse sermo, pois tem a ver com avida diria. Agrada-me muito que pensem assim, po-rm,se, ao mesmo tempo, rejeitam outros ensinos doSenhor, vocs possuem srias falhas. Jesus disse: Oque de Deus, ouve as palavras de Deus. Temo que,se consideram que uma poro das palavras do Se-nhorso indignas de sua considerao, vocs no sode Deus. Amados irmos, ns valorizamos as pala-vrasdo Senhor em toda sua extenso. No deixamosde lado as histrias, como tampouco as promessas.Vou ler as histrias de Teu amor,E guardar Tuas leis vista,Entanto irei recorrer todas as promessasCom um deleite sempre repleto de frescor.Sobretudo, no caia na semiblasfmia de algunsque consideram o Novo Testamento grandemente su-periorao Antigo. No desejaria errar afirmando queno Antigo Testamento encontraro maiores barras deouro que no Novo, pois dessa maneira cairia eu mes-mono mal que condeno porm, isso direi: os doisTestamentos so de igual autoridade, e projetam talluz um ao outro, que no poderamos passar por ci-made nenhum dos dois. Portanto, o que Deus juntou, 10. 11no separe o homem. Em todo o Livro, desde Gnesisat o Apocalipse, encontram-se as palavras de Jeove elas sempre sero palavras puras.Tampouco, correto que algum diga: Assim falouo prprio Cristo; porm tal e tal ensino de Paulo.No, no de Paulo; se ele est registrado aqui nes-seLivro, do Esprito Santo. Seja que o Esprito te-nhafalado por Isaas, Jeremias, Joo, Tiago ou Pau-lo,a autoridade sempre a mesma. Mesmo no relati-voa Jesus Cristo nosso Senhor, isso certo pois Elemesmo diz de Si: A palavra que ouviram no minha,mas sim do Pai que me enviou. Nesse assunto, Ele secoloca no mesmo nvel de outros que atuaram como aboca de Deus. Alm disso, Jesus diz: Porque eu nofalei por minha prpria conta; o Pai que me enviou, Eleme deu mandamento de o que hei de dizer, e do que heide falar. Ns aceitamos as palavras dos apstolos co-mopalavras do Senhor, recordando o que Joo disse:Ns somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos;aquele que no de Deus no nos ouve. Nisto co-nhecemoso esprito da verdade e o esprito do erro. (1Joo 4:6) Assim, um juzo solene pronunciado so-breos que querem colocar o Esprito de Jesus contrao Esprito que habitou nos apstolos. As palavras doSenhor no se vem afetadas em seu valor pelo meioatravs das quais elas vieram. Toda verdade revelada da mesma qualidade, ainda quando algumas das su-aspores no possuem o mesmo peso metlico.www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r 11. 12www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r Guiando-nos pelo texto, observamos a pureza daspalavras do Senhor: as palavras do Senhor so pala-vraspuras. No comrcio existem diferentes tipos deprata, como vocs sabem: prata impura e prata livrede metais inferiores. A Palavra de Deus prata semescria; como prata que foi purificada sete vezes emum crisol de terra no forno, at ter sido despojadade toda partcula sem valor: prata absolutamentelimpa. Jesus disse: Tua palavra a verdade. (Joo17) verdade revestida de bondade, sem mescla demal. Os mandamentos do Senhor so justos e retos.Temos ouvido ocasionalmente alguns oponentes quecensuram certas expresses toscas utilizadas na tra-duoque possumos do Antigo Testamento1, porm,a rudeza dos tradutores no deve ser atribuda ao Es-pritoSanto, mas sim ao fato de que a fora do idiomaingls mudou, e algumas expresses que eram mui-toutilizadas em um determinado perodo se converte-rammuito grosseiras em outros perodos. No entanto,irei afirmar isso: que jamais conheci uma s pessoa aquem as palavras de Deus, por si mesmas, lhe sugeri-ramalgo mau. Escutei que se disseram muitas coisasterrveis, mas nunca me encontrei com nenhum ca-soem que algum tenha sido conduzido a pecar poruma passagem da Escritura. As perverses so pos-sveise provveis; porm, o Livro mesmo eminen-tementepuro. Detalham-se atos de crassa criminali-1 Referncia a King James Version (N.R) 12. 13dade, mas eles no deixam na mente uma impressoque a lesione. A mais triste histria da Santa Escritu-ra um farol, e jamais uma armadilha. Esse o Livromais limpo, mais claro e mais puro que existe entreos homens, e no deve ser listado juntamente com osfabulosos registros que passam por livros santos. Elevem de Deus e cada palavra nele limpa.A Bblia tambm um livro puro no sentido de ver-dade,sendo sem mistura de erro. No duvido em di-zerque creio que no h nenhum erro no original dasSagradas Escrituras, do princpio ao fim. Pode exis-tir,e h, erros nas tradues, pois os tradutores noso inspirados; mas, inclusive nos fatos histricos olivro est correto. A dvida foi lanada sobre elas aquie ali, e algumas vezes com grande demonstrao derazo: dvida que foi impossvel de responder por al-gumtempo, porm to somente deem suficiente es-pao,e suficiente investigao, e as pedras sepulta-dasna terra gritaro para confirmar cada letra da Es-critura.Velhos manuscritos, moedas e inscries, es-todo lado do Livro, e contra ele no h nada, somen-teteorias e o fato de que muitos eventos na histriano possuem outro registro fora do que a prpria B-blianos mostra. O Livro esteve recentemente no fornoda crtica, mas muito desse forno se esfriou devido aque mesma critica foi depreciada. As palavras do Se-nhorso palavras puras: no h nenhum erro de ne-nhumtipo em toda sua extenso. Essas palavras pro-www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r 13. 14www. p r o j e t o s p u r g e o n . c o m . b r vm Daquele que no pode cometer erros, e que nopode ter o desejo de enganar Suas criaturas.Se eu no cresse na infabilidade do Livro, prefeririano contar com ele. Se eu fosse julgar o Livro, ele noseria meu juiz. Se eu fosse cirand-lo, como o mon-tede gros a ser sacudido, e fizesse isso de um ladoe somente aceitasse aquilo outro, de conformidade ameu prprio juzo, ento eu no teria nenhum guia,somente se eu fosse o suficientemente arrogante pa-raconfiar em meu prprio corao. A nova teoria2 ne-gainfabilidade s palavras de Deus, mas ela prati-camentea conced...</p>