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AULA 03: RECEITA PBLICA LTIMA PARTE Caro amigo(a) estudante! Desejo-lhe bom estudo e uma excelente assimilao do contedo das nossas aulas. Uma dica! Evite ficar com alguma dvida acerca do contedo receita pblica, haja vista que esse assunto bastante exigido em concursos. Procuramos abordar e enfatizar os tpicos que mais visitam as provas de concursos, extrapolando inclusive o contedo editalcio para evitar surpresas. Vamos continuar a assunto receita pblica....! Antes de comear este estudo recomendo que d uma recordada no tpico natureza da receita da aula anterior. Com o intuito de melhor assimilao do contedo e para evitar descontinuidade do aprendizado, farei uma pequena sntese do contedo at ento abordado: Assim, na primeira parte do assunto receita pblica discorremos acerca dos seguintes pontos:A receita pblica encontra-se inserida no contexto do planejamento pblico e a sua incluso na LOA obrigatria princpio da universalidade; Ingressos pblicos so representados por todos os valores arrecadados, abrangendo tanto as receitas oramentrias quanto as extra-oramentrias; Insere-se no conceito de receita pblica somente os ingressos de recursos com carter no devolutivo, a exemplo das receitas oramentrias; Que as receitas extra-oramentrias so consideradas simples entrada de recursos em caixa com carter devolutivo, portanto, em princpio so recursos de terceiros; Receita pblica representada pela arrecadao de recursos que integra ao patrimnio pblico de forma permanente, acrescendo ao seu vulto como elemento novo e positivo; Como classificao doutrinria a receita pblica classificada em receitas originrias e derivadas, sendo as originrias aquelas provenientes do patrimnio pblico, ou seja, aquelas que o Estado aufere atravs de seu patrimnio (bens e direitos) colocados disposio da sociedade mediante cobrana de determinada tarifa; As receitas originrias tambm so denominadas de receitas de economia privada ou de direito privado; Receita pblica derivada aquela que deriva do patrimnio da sociedade. O

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ADMINISTRAO FINANCEIRA E ORAMENTRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO governo exerce a sua competncia ou o poder de tributar os rendimentos ou o patrimnio da populao; Legalmente a receita pblica subdividida em oramentrias e extra-oramentrias; Os ingressos oramentrios so aqueles pertencentes ao ente pblico, arrecadados exclusivamente para aplicao em programas e aes governamentais; Os ingressos extra-oramentrios so aqueles pertencentes a terceiros e so denominados de recursos de terceiros; A receita pblica efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos no foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e no constituem obrigaes correspondentes e, por isso, alteram a situao lquida patrimonial; A receita pblica dividida em duas categorias econmicas: receitas correntes e receitas de capital Que basicamente todas as receitas correntes so efetivas, exceto quanto receita proveniente da dvida ativa; A receita pblica no efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito e, por isso, no alteram a situao lquida patrimonial; Que basicamente todas as receitas de capital so no efetivas; A receita classifica-se quanto a sua natureza da seguinte forma: Categoria Origem Espcie Rubrica Alnea Subalnea X Y Z W TT KK

Que o supervit do oramento corrente, apurado no balano oramentrio, receita extra-oramentria e se constitui em item da recita de capital. Importante para fins de concursos! Que a receita possui classificao oramentria conforme as suas fontes de recursos, sendo: 1 - Recursos do tesouro exerccio corrente; 2 - Recursos de outras fontes - exerccio corrente; 3 - Recursos do tesouro exerccios anteriores; 6 - Recursos de outras fontes - exerccios anteriores; 9 - Recursos condicionados. As receitas correntes causam modificao no patrimnio lquido ou saldo patrimonial, ou seja, so fatos modificativos; As receitas de capital geralmente no causam aumento do patrimnio lquido e, portanto, geram fatos permutativos, sendo denominadas de receitas por mutao patrimonial;

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Depois da sntese do contedo abordado na aula anterior, vamos prosseguir sobre o assunto receita pblica. Observe que paramos no item categoria econmica da receita. Passaremos, ento, ao estudo da origem das receitas correntes e de capital e seus desdobramentos quanto natureza.

1. Origem das receitas correntesPode-se dizer que a origem uma subdiviso das receitas correntes e de capital. A origem refere-se ao detalhamento da classificao econmica das receitas, ou seja, ao detalhamento das receitas correntes e de capital de acordo com a Lei n 4.320/64. Ateno! Atualmente a nomenclatura ORIGEM das receitas. Esse termo foi substitudo pela anterior, que era FONTE. Alguns autores denominam a origem de subcategorias da receita. Assim sendo, o termo subcategoria doutrinrio. Para fins de concurso, o correto ORIGEM das receitas. Essa inovao est no Manual Tcnico de Oramento de 2006 e teve sua ltima atualizao em 24/07/2006.

1.1. Receitas correntesRecordando o conceito de receita corrente: So os ingressos de recursos financeiros oriundos das atividades operacionais, para aplicao em despesas (correntes e de capital), visando a consecuo dos objetivos constantes dos programas e aes de governo. Analisando o conceito acima pode-se observar as receitas correntes podem ser aplicadas em despesas correntes e de capital. Portanto, das receitas correntes arrecadadas pode-se realizar tanto despesas de capital quanto correntes, ou seja, no existe obrigatoriedade de que as receitas correntes devem ser aplicadas em despesas correntes e que as receitas de capital devem ser aplicadas em despesas de capital.

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As receitas correntes so assim denominadas porque no tm suas origens em operaes de crdito, amortizao de emprstimos, financiamentos ou alienao de bens. A Lei n 4.320/64 no completa ao classificar as receitas correntes, entretanto, nova redao foi dada pelo Decreto-lei 1.939/82, ampliando a origem das receitas correntes, classificando-as em:1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 9. Receita tributria; Receita de contribuies; Receita patrimonial; Receita agropecuria; Receita industrial; Receita de servios; Transferncias correntes; Outras receitas correntes.

Ateno! Muito cobrado em concurso! O supervit do oramento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurados no balano oramentrio, no constituir item da receita oramentria (art. 11, 3, da Lei n 4.320/64). Se no receita oramentria, ento receita extra-oramentria. E mais ainda, receita de capital. Sintetizando:Supervit do oramento corrente Apurao Grupo de receita Categoria econmica da receita Finalidade Receitas correntes (-) Despesas correntes Balano oramentrio Extra-oramentria Receita de capital Cobrir o dficit de capital

Como se calcula o supervit do oramento corrente? Vejamos um exemplo:

Balano oramentrio rgo X

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Receitas. Receita corrente prevista Receita corrente arrecadada Receita de capital executada

$ 150.000 200.000 50.000

Despesas. Despesa corrente fixada Despesa corrente executada Despesa de capital executada Receita extraoramentria

$ 150.000 150.000 50.000

Receita corrente arrecadada-----200.000 (-)Despesa corrente executada (150.000) = Supervit corrente------------ 50.000

Receita de capital

Portanto, conforme demonstrado acima, o supervit do oramento corrente receita de capital extra-oramentria. Por que classificar o supervit do oramento corrente como receita de capital? porque geralmente o supervit do oramento corrente utilizado para cobrir o dficit de capital e essa receita (supervit) j foi considerada oramentria no exerccio em que houve o resultado positivo. Conclui-se, portanto, que existem capital. receitas extra-oramentrias de

assim que tem sido cobrado em concurso! Portanto, fique alerta! (CESPE AGE/ES Contador) Consideram-se receitas correntes, entre outras, a tributria, a patrimonial, a de servios e a proveniente do supervit do oramento corrente diferena entre receitas e despesas correntes. Consideram-se receitas de capital as provenientes da realizao de operaes de crdito, da converso de bens e direitos em espcie, de amortizao em emprstimos anteriormente concedidos, entre outras. Resoluo Opo incorreta, o supervit do oramento corrente, conforme visto no exemplo acima uma receita de capital receita extra-oramentria. Todo o enunciado est correto, com exceo de sua parte final.

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Os elaboradores de prova gostam mesmo desse supervit do oramento corrente! Quem est fazendo esse curso no vai errar essa nunca mais, com certeza! (CESPE ACE/TCU 2004) As classificaes econmicas da receita e da despesa compreendem as mesmas categorias: correntes e capital. O supervit do oramento corrente, que resulta do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, constitui item da receita oramentria de capital. Resoluo Repetindo mais uma vez! O supervit do oramento corrente uma receita de capital receita extra-oramentria. Conceituaremos, de forma sinttica, cada uma das origens ou subdivises da receita corrente, tambm denominadas doutrinariamente de subcategorias econmicas: Receita tributria: So os recursos oriundos da competncia de tributar, conforme disposto na Constituio Federal: So os ingressos provenientes da arrecadao de impostos, taxas e contribuies de melhoria, contribuies sociais e emprstimos compulsrios. So receitas privativas das entidades competentes para tributar: Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios. Dentre as receitas tributrias da Unio no constam as contribuies de melhoria e os emprstimos compulsrios, haja vista que atualmente no tem sido efetivamente arrecadado essas receitas. Oramentariamente as receitas divididas em duas espcies: Impostos; Taxas, subdivididas em:

tributrias

da

Unio

so

Taxas pelo exerccio do poder de polcia Taxas pela prestao de servios

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Impostos: espcie de tributo cuja cobrana tem por fato gerador situao independente de qualquer atividade estatal especfica, relativa ao contribuinte. Taxas: so tributos vinculados a uma atuao estatal especfica diretamente dirigida ao contribuinte, podendo ser institudas pela Unio, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municpios no mbito de suas respectivas atribuies. Elas derivam do exerccio do poder de polcia ou da utilizao, efetiva ou potencial, de servios pblicos especficos e divisveis, sendo que o custo da atividade estatal que motivou a sua criao deve estar relacionado sua base de clculo. Taxas pelo exerccio do poder de polcia: a taxa pelo exerccio do poder de polcia decorre do exerccio regular de atividade administrativa fundada nesse poder, entendendo-se como regular o exerccio do poder de polcia quando desempenhado pelo rgo competente nos limites da lei aplicvel, com observncia do processo legal e, tratandose de atividade que a lei tenha como discricionria, sem abuso ou desvio de poder. Taxas pela prestao de servios: neste ttulo so classificadas as taxas pela utilizao, efetiva ou potencial, de servio pblico especfico e divisvel, prestado ao contribuinte ou posto sua disposio. Segundo o art. 79 da Lei n 5.172/66 (Cdigo Tributrio Nacional CTN), os servios pblicos so utilizados pelo contribuinte efetivamente quando por ele usufrudos a qualquer ttulo, ou potencialmente quando, sendo de utilizao compulsria, sejam postos sua disposio mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. O CTN tambm define servios pblicos especficos como aqueles que podem ser destacados em unidades autnomas de interveno, de utilidade ou de necessidade pblica, e divisveis aqueles que so suscetveis de utilizao separadamente por parte de cada um dos seus usurios. Receita de contribuies: Este grupo compreende as contribuies sociais previstas no art. 149 da Constituio Federal, inclusive aquelas destinadas ao financiamento da seguridade social, conforme art. 195.www.pontodosconcursos.com.br

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O art. 149 da CF estabelece que compete exclusivamente Unio instituir contribuies sociais, de interveno no domnio econmico e de interesse das categorias profissionais ou econmicas, como instrumento de interveno nas respectivas reas. Em outras palavras, a receita de contribuies o ingresso proveniente de contribuies sociais, de interveno no domnio econmico e de interesse das categorias profissionais ou econmicas, como instrumento de interveno nas respectivas reas. Mesmo diante da controvrsia doutrinria sobre o tema, oramentariamente suas espcies podem ser definidas da seguinte forma: Espcies de contribuies sociais: Contribuies sociais; Contribuies econmicas. Contribuies sociais: destinadas ao custeio da seguridade social, compreendendo a previdncia social, a sade e a assistncia social. Exemplo: PIS, PASEP, COFINS, CPMF, fundo de combate e erradicao da pobreza etc. Contribuies econmicas ou de interveno no domnio econmico: Neste grupo so classificadas as contribuies de interveno no domnio econmico CIDE. Deriva da contraprestao atuao estatal exercida em favor de determinado grupo ou coletividade, a exemplo da contribuio relativa s atividades de importao ou comercializao de petrleo e seus derivados, gs natural e seus derivados e lcool combustvel, a denominada CIDE combustveis. Outros exemplos de CIDE: Cota-Parte do Adicional ao Frete para Renovao da Marinha Mercante; Contribuio para o Programa de Integrao Nacional PIN. Foi cobrado em concurso!

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(TCE/ES Controlador de Recursos Pblicos/2004) A receita de contribuio tem como uma de suas fontes os recursos oriundos de contribuio de melhoria. Resoluo Opo incorreta. Contribuio de melhoria uma espcie de receita tributria. A espcie de receita a que se refere o comando da questo a receita de contribuies previstas no art. 149 da CF. Receita patrimonial: o ingresso proveniente de rendimentos sobre investimentos do ativo permanente, de aplicaes de disponibilidades em opes de mercado e outros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes. Em outras palavras, so receitas decorrentes da fruio do patrimnio imobilirio e mobilirio do Ente Pblico. So divididas em cinco espcies:Receitas imobilirias; Receitas de valores mobilirios; Receita de concesses e permisses; Compensaes Financeiras; Outras receitas patrimoniais.

As receitas imobilirias so provenientes da utilizao do patrimnio imobilirio do Ente Pblico, na forma de locao, aforamento ou cesso de uso. No caso da Unio, essas receitas obedecem ao disposto no Decreto-Lei no 9.760, de 5 de setembro de 1946, e alteraes posteriores. Exemplo:Aluguis: so receitas provenientes da locao de imvel, na forma de aluguel; Arrendamentos: so receitas provenientes da locao de imvel, na forma de arrendamento, obedecendo a condies especiais e objetivando a explorao de frutos ou prestao de servios;

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ADMINISTRAO FINANCEIRA E ORAMENTRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Laudmios: os laudmios so receitas decorrentes da transferncia do domnio til de imvel da Unio de um foreiro a outro. No se aplicam nos casos de sucesso hereditria; Taxa de ocupao de imveis: Recursos provenientes da taxa de ocupao, devida pelos ocupantes de imveis da Unio, agentes polticos e servidores pblicos federais.

Receitas de valores mobilirios so as decorrentes dos rendimentos de valores mobilirios, tais como juros de ttulos de renda, dividendos e participaes. Esses ttulos de crditos representam parte do capital de empresas e rendem juros ou dividendos. Exemplo:Juros de ttulos de renda: so receitas provenientes de aplicaes no mercado financeiro. Inclui o resultado das aplicaes em ttulos pblicos; Dividendos: so receitas atribudas Unio, ou aos rgos da administrao indireta, provenientes dos resultados das empresas pblicas ou no, conforme a legislao vigente e ainda dos dividendos distribudos pelas sociedades annimas; Participaes: so receitas atribuveis Unio, provenientes societria nos resultados de empresas de capital limitado; da participao

Remunerao de depsitos bancrios: so receita proveniente da aplicao das disponibilidades financeiras dos recursos gerenciados pelos diversos rgos pblicos, autorizados por lei;

Receita de concesses e permisses: so receitas decorrentes da concesso ou permisso ao particular do direito de explorao de servios pblicos, que esto sujeitos ao controle, fiscalizao e regulao do Poder Pblico. Exemplo:Receita de outorga dos servios de telecomunicaes: essas receitas decorrem da outorga pelo Poder Pblico do direito de explorao de servios pblicos de telecomunicaes, incluindo o servio mvel celular e o servio de transporte de sinais de telecomunicaes por satlite; Receita de outorga para explorao dos servios de energia eltrica: uma receita proveniente de outorga de concesso de uso do bem pblico, para explorao de aproveitamento energtico dos cursos de gua; Receita de concesses e permisses explorao de recursos naturais: receita decorrente de atividades de explorao de recursos naturais, exercidas mediante contratos de concesso e/ou permisso.

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Compensaes financeiras: reservado classificao dos recursos decorrentes do art. 20, 1. da CF, o qual dispe: assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios, bem como a rgos da administrao direta da Unio, participao no resultado da explorao de petrleo ou gs natural, de recursos hdricos para fins de gerao de energia eltrica e de outros recursos minerais no respectivo territrio, plataforma continental, mar territorial ou zona econmica exclusiva, ou compensao financeira por essa explorao. Exemplo:Utilizao de Recursos Hdricos Itaipu; Utilizao de Recursos Hdricos Demais Empresas; Explorao de Recursos Minerais; Royalties pela Produo de Petrleo ou Gs Natural em Terra.

Outras receitas patrimoniais: so receitas decorrentes do patrimnio da Unio que no esto enquadradas nos itens de receita anteriores. Exemplo:Rendimentos de depsitos em instituies financeiras; Aluguel de mquinas equipamentos ou veculos, royalties, etc.

Receita agropecuria: o ingresso proveniente da atividade ou da explorao agropecuria de origem vegetal ou animal. Incluem-se nesta classificao as receitas advindas da explorao da agricultura - cultivo do solo, da pecuria - criao, recriao ou engorda de gado e de animais de pequeno porte, e das atividades de beneficiamento ou transformao de produtos agropecurios. Excetuam-se dessa classificao as usinas de acar, fbricas de polpa de madeira, serrarias e unidades industriais com produo licenciada, que so classificadas como industriais. So divididas em trs espcies:Receita da produo vegetal; Receita de produo animal e derivados; Outras receitas agropecurias

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Receita da produo vegetal: so receitas decorrentes de lavouras permanentes, temporrias e espontneas (ou nativas), silvicultura e extrao de produtos vegetais. Receita de produo animal e derivados: so as receitas decorrentes de atividades de explorao econmica de pecuria de grande porte - bovinos, bubalinos, eqinos e outros (inclusive leite, carne e couro); pecuria de mdio porte - ovinos, caprinos, sunos e outros (inclusive l, carne e peles); aves e animais de pequeno porte (inclusive ovos, mel, cera e casulos do bicho da seda); caa e pesca. Outras receitas agropecurias: so receitas decorrentes de atividades de explorao econmica de outros bens agropecurios, tais como venda de sementes, mudas, adubos ou assemelhados, desde que realizadas diretamente pelo produtor. Receita industrial: o ingresso proveniente da atividade industrial de extrao mineral, de transformao, de construo e outras, provenientes das atividades industriais definidas como tal pela Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica IBGE. Receita da indstria de transformao: so receitas das atividades ligadas indstria de transformao, baseadas na classificao da Fundao IBGE. Receita da indstria de construo: so receitas das atividades de construo, reforma, reparao e demolio de prdios, edifcios, obras virias, grandes estruturas e obras de arte, inclusive reforma e restaurao de monumentos. Inclui, tambm, a preparao do terreno e a realizao de obras para explorao de jazidas minerais, a perfurao de poos artesianos e a perfurao, revestimento e acabamento de poos de petrleo e gs natural. Outras receitas industriais: a exemplo da venda de sucatas da produo e outros. Receita de servios: abrange as receitas das atividades caractersticas da prestao de servios, tais como: atividades comerciais, financeiras,

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de transporte, de comunicao, de sade, de armazenagem, servios recreativos e culturais, etc. So divididas em noventa e nove espcies, entre elas:Servios comerciais; Servios financeiros; Servios de transporte; Servios de comunicao; Servios de sade; Servios de processamento de dados; Servios porturios.

Servios comerciais: so receitas das atividades do comrcio varejista e atacadista, ou seja, operaes de revenda de mercadorias para consumo, uso pessoal ou uso domstico, bem como a revenda de mercadorias a comerciantes varejistas, a consumidores industriais, a instituies, profissionais e outros comerciantes atacadistas. Este ttulo abrange tambm os servios auxiliares de comrcio: agentes, corretores e intermedirios de venda de mercadorias base de comisso. No esto includas as receitas oriundas da venda de mercadorias que tenham sofrido processo de transformao no prprio estabelecimento, as quais devero ser classificadas em Receita da Indstria de Transformao. Servios financeiros: receita de atividades financeiras, de seguros e assemelhadas, transferncia de valores, cobranas, servios de cmbio, desconto de ttulos, repasse de emprstimos, prestao de aval e garantias, concesso de crdito, seguros (inclusive resseguro) e operaes de sociedades de capitalizao. Servios de transporte: so receitas provenientes da prestao de servios de transporte. Servios de comunicao: essa receita decorrente de atividades de comunicao: servio postal, de entrega e transporte de volumes e correspondncias; de comunicao telefnica local, interurbana e internacional e de transmisso de dados; de radiodifuso. e de agenciamento de publicidadewww.pontodosconcursos.com.br

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Servios de sade: receita de servios hospitalares em geral, de carter especializado ou no, tais como maternidade, centro de reabilitao, assistncia mdico-odontolgica (inclusive ambulatorial), sade pblica, etc. Servios porturios: essas receitas abrangem os recursos oriundos da explorao dos portos, terminais martimos, atracadouros e ancoradouros, referentes estiva, desestiva, dragagem, atracao, sinalizao, comunicao nutica, docagem, etc. Servios de processamento de dados: receita decorrente de prestao de servios de processamento de dados para terceiros: preparo de programa, anlise de sistemas, digitao, conferncia, etc. Transferncias correntes: o ingresso proveniente de outros rgos ou entidades, referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivados mediante condies preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigncia, desde que o objetivo seja a aplicao em despesas correntes. Em outras palavras, so recursos recebidos de outras pessoas de direito pblico ou privado, independente de contraprestao direta em bens e servios. Podem ocorrer em nvel intragovernamental e intergovernamental e incluem as transferncias de instituies privadas, do exterior e de pessoas. So divididas em nove espcies:Transferncias intergovernamentais, subdivididas em: Transferncias dos estados Outras transferncias dos estados Transferncias dos municpios Outras transferncias dos municpios

Transferncias de instituies privadas; Transferncias do exterior; Transferncias de pessoas; Transferncias de convnios;

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ADMINISTRAO FINANCEIRA E ORAMENTRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Transferncias para o combate fome, subdivididas em: Provenientes do exterior Provenientes de pessoas jurdicas Provenientes de pessoas fsicas Provenientes de depsito no-identificados

Transferncias a consrcios pblicos; Transferncia Intragovernamental; Transferncias Multigovernamentais.

Ateno! Para o ente ou rgo transferidor, a transferncia do recurso classificada como despesa e para o recebedor, uma receita. Transferncia intergovernamental: entre diferentes esferas de governo. so transferncias ocorridas

Despesas realizadas mediante a transferncia de recursos financeiros Unio, Estado/DF e a Municpios; Isso mesmo! Existe transferncia Unio. So Despesas realizadas pelos Estados, Municpios ou pelo Distrito Federal, mediante transferncia de recursos financeiros Unio, inclusive para suas entidades da administrao indireta. Transferncias dos estados: so recursos recebidos pelas demais esferas de governo e respectivas entidades da administrao descentralizada, transferidos pelos Estados. Outras transferncias dos estados: so para atender s suas necessidades de identificao, as demais esferas de governo podero desdobrar esse item, discriminando os recursos transferidos pelos Estados que no estejam especificados. Transferncias dos municpios: so recursos recebidos pelas demais esferas de governo e de suas entidades da administrao descentralizada, transferidos pelos Municpios. Transferncias de instituies privadas: so os recursos de incentivos fiscais (FINOR, FINAM, FUNRES, EDUCAR, Promoo Cultural e promoo do desporto amador), creditados diretamente por pessoaswww.pontodosconcursos.com.br

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jurdicas, em conta de entidades da Administrao Federal Descentralizada. Englobam ainda contribuies e doaes a governos realizados por instituies privadas. Transferncias do exterior: so recursos recebidos de organismos e fundos internacionais, de governos estrangeiros e instituies privadas internacionais. Transferncias de pessoas: compreendem as contribuies e doaes a governos e entidades da administrao descentralizada, realizadas por pessoas fsicas. Transferncias de convnios: so recursos oriundos de convnios firmados, com ou sem contraprestaes de servios, por entidades pblicas de qualquer espcie, ou entre estas e organizaes particulares, para realizao de objetivos de interesse comum dos partcipes, destinados a custear despesas correntes. Transferncias para o combate fome: recursos decorrentes de doaes ao fundo de combate e erradicao da pobreza, conforme disposto no Decreto n 4.564, de 1. de janeiro de 2003. Transferncias a consrcios pblicos: (Portaria Interministerial n 688/05). So despesas realizadas mediante transferncia de recursos financeiros a entidades criadas sob a forma de consrcios pblicos nos termos da Lei no 11.107, de 6 de abril de 2005, objetivando a execuo dos programas e aes dos respectivos entes consorciados. Transferncia intragovernamental: Despesas realizadas mediante a transferncia de recursos financeiros a entidades pertencentes administrao pblica, dentro da mesma esfera de governo; Transferncias multigovernamentais: Despesas realizadas mediante transferncia de recursos financeiros a entidades criadas e mantidas por dois ou mais entes da Federao ou por dois ou mais pases, inclusive o Brasil;

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Importante! O rgo que transfere o recurso empenha, liquida e paga a despesa. O rgo recebedor considera (classifica) como receita sua, no momento em que o repassador liquida a despesa. Assim foi cobrado em concurso! (Analista de Finanas e Controle - AFC - STN 2005) Assinale a opo correta em relao s regras a serem obedecidas pelos entes envolvidos nas transferncias de recursos intergovernamentais (Portaria STN n 447, de 13.09.2002). a) As receitas nas entidades beneficirias das transferncias somente devem ser contabilizadas quando houver o repasse financeiro. b) As receitas devero ser reconhecidas no ente recebedor quando ocorrer a liquidao no repassador, independentemente da transferncia financeira. c) Os entes repassadores devero informar a cada bimestre o montante das transferncias financeiras efetuadas. d) Os Restos a Pagar inscritos pelo repassador no constituem receitas no beneficirio at que ocorra a transferncia financeira. e) O ajuste da receita no ente recebedor obrigatrio somente no final do exerccio. Resoluo a) Incorreta. O reconhecimento da receita, nas entidades beneficirias, ser no momento em que o rgo repassador liquida a despesa. b) Correta. Conforme comentrio da opo a. c) Incorreta. Essa informao dever ocorrer, no mnimo, a cada bimestre, no prazo de at 5 dias teis aps o respectivo encerramento evidenciando a natureza da despesa e o respectivo valor pago e/ou liquidado acumulado at o bimestre em que ocorrer a despesa. d) Incorreta. Ora, se o rgo recebedor considera como receita no momento da sua liquidao realizada pelo transferidor, se no houver o repasse, o recebedor j contabilizou como receita. e) Incorreta. O ajuste dever ser realizado no mnimo bimestralmente. Outras Receitas Correntes: so os ingressos provenientes de outras origens no classificveis nas subcategorias econmicas anteriores.

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Como desdobramento dessa espcie encontram-se as multas e juros de mora, indenizaes e restituies, receita da dvida ativa e receitas diversas.

1.2. Origem das receitas de capitalConceito de receita de capital: So os ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades geralmente no operacionais para aplicao em despesas operacionais (correntes ou de capital), visando cumprir os objetivos traados nos programas e aes de governo. So denominados receita de capital porque so derivados da obteno de recursos mediante a constituio de dvidas, amortizao de emprstimos, financiamentos ou alienao de bens. O 2 do art. 11 da Lei 4.320/64 estabelece quais so as receitas de capital, mencionando-as da seguinte forma: So Receitas de Capital as provenientes da realizao de recursos financeiros oriundos de constituio de dvidas; da converso, em espcie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito pblico ou privado destinados a atender despesas classificveis em Despesas de Capital e, ainda, o supervit do Oramento Corrente. Essas receitas so representadas por mutaes patrimoniais que nada acrescentam ao patrimnio pblico, s ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto , um aumento no sistema financeiro (entrada dos recursos financeiros) e uma baixa no sistema patrimonial (sada do patrimnio trocado pelos recursos financeiros). Recordando, cabe destacar a distino entre receita de capital e receita financeira. O conceito de receita financeira surgiu com a adoo pelo Brasil da metodologia de apurao do resultado primrio, oriundo de acordos com o Fundo Monetrio Internacional - FMI. Desse modo passou-se a denominar como receitas financeiras aquelas receitas que no so levadas em considerao na apurao do resultado

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primrio, como as derivadas de aplicaes no mercado financeiro ou da rolagem e emisso de ttulos pblicos, assim como as provenientes de privatizaes, dentre outras. Resumindo, podemos enumerar as receitas de capital da seguinte forma:Operaes de Crdito constituio de dvidas; Alienaes de Bens converso em espcie, de bens e direitos; Amortizaes de emprstimos recebimento de emprstimos realizados ou concedidos; Transferncias de Capital para atender despesas de capital; Outras Receitas de Capital; e o Supervit do oramento corrente.

Foi cobrado em concurso! (ESAF TFC/2000) A Lei n 4.320, de 17/03/1964, que estatui as normas gerais do Direito Financeiro, classifica as receitas pblicas em receitas correntes e receitas de capital. Indique, entre as opes abaixo, aquela que representa corretamente as receitas de capital. a) Receitas tributrias, receitas dos contribuintes, receitas patrimoniais, transferncias de capital e outras receitas de capital. b) Operaes de crdito, alienao de bens, amortizao de emprstimos, transferncias de capital e outras receitas de capital. c) Operaes de crdito, alienao de bens, receitas patrimoniais, receitas agropecurias e receitas industriais. d) Receitas tributrias, receitas de servios, amortizaes de emprstimos, transferncias de capital e outras receitas de capital. e) Operaes de crdito, receitas tributrias, receitas patrimoniais, transferncias de capital e outras receitas de capital. Resoluo A opo correta a letra B. Esta opo est de acordo com a Lei 4.320/64, onde estabelece quais so as receitas de capital.

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Ateno a essa informao! As receitas de capital so denominadas de receitas por mutao patrimonial, pois geralmente nada acresce ao patrimnio, constituindo simples alteraes compensatrias, exceo alienao de bens por valor superior ao registrado contabilmente. Um bem alienado por valor superior ao registrado na contabilidade, a diferena se constitui em variao, ou seja, um fato contbil modificativo. Exemplo: Um bem registrado na contabilidade por 10 mil e alienado por R$ 15 mil, a diferena (5 mil), uma variao ativa. uma situao semelhante ao ganho de capital considerado pela contabilidade geral. semelhante arrecadao de receitas extra-oramentrias. Na arrecadao das receitas de capital, geralmente os fatos contbeis so permutativos. Exemplo:Receita de (emprstimo). operaes de crdito Registra-se o recebimento do recurso (dinheiro em banco) e de forma concomitante, uma obrigao. Registra-se a sada do bem do ativo e de forma concomitante, a entrada do dinheiro em bancos ou o direito a receber, se for a prazo. Registra-se a entrada do dinheiro em bancos e de forma concomitante, a diminuio do direito a receber.

Receita de alienao de bens.

Receita de recebimento de emprstimos concedidos (amortizao de emprstimos).

Foi cobrado em concurso! Essa questo foi difcil! (CESPE MJ/Perito Criminal Federal/2004) Emprstimo recebido pelo ente pblico constitui receita de capital, do mesmo modo que a amortizao de emprstimo concedido anteriormente pelo ente pblico, enquanto os juros referentes aos emprstimos concedidos pelo ente so receitas correntes. Resoluo 1. Emprstimo recebido pelo ente pblico sinnimo de (realizao de operao de crdito), portanto, uma subcategoria das receitas de capital. 2. A amortizao de emprstimo uma subcategoria das receitas de capital. o recebimento de em emprstimo concedido anteriormente. 3. Quando o devedor paga o emprstimo tomado (amortizao do principal + os juros), o rgo recebedor classifica o principal como

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receita de capital e os juros como receita corrente. Portanto, opo correta. Mais uma questo de concurso! Essa foi bem elaborada e difcil! (CESPE ACE/TCU 2004) Receita oramentria a entrada que acrescida ao patrimnio pblico como elemento novo e positivo, integrando-se a ele sem quaisquer reservas, condies ou correspondncia no passivo. Resoluo A primeira parte da questo est perfeita, entretanto, o termo integrando-se a ele sem quaisquer reservas, condies ou correspondncia no passivo apresenta problemas. Operao de crdito (emprstimo) uma receita de capital oramentria que integra o patrimnio pblico com correspondncia no passivo. No momento da realizao da operao de crdito (receita de capital), de forma concomitante, registra-se uma obrigao no passivo. Obrigao de longo prazo para futuramente resgatar o emprstimo. De acordo com a Lei n 4.320/64 as receitas de capital sero classificadas nos seguintes nveis de subcategorias econmicas, atualmente denominadas de origem: Operaes de crdito: o ingresso proveniente da colocao de ttulos pblicos ou da contratao de emprstimos e financiamentos obtidos junto a entidades estatais, instituies financeiras, fundos, etc. A Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2002, Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, em seu art. 29 define operao de crdito como o compromisso financeiro assumido em razo de mtuo, abertura de crdito, emisso e aceite de ttulo, aquisio financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e servios, arrendamento mercantil e outras operaes assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. A LRF ainda equipara a operao de crdito a assuno, reconhecimento ou a confisso de dvidas pelo ente da Federao. o

A legislao aplicvel matria operaes de crdito envolve uma srie de normativos, os quais buscam disciplinar os critrios a serem observados quando da anlise das operaes de crdito e da concessowww.pontodosconcursos.com.br

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de garantia pela Unio, ressaltando principalmente parmetros bsicos para a avaliao do risco assumido, tais como: limite de endividamento da Unio, previso oramentria, capacidade de pagamento e adimplncia do interessado, suficincia de contragarantias, bem como aderncia do pleito s prioridades de Governo. A Secretaria do Tesouro Nacional o rgo responsvel pela administrao das dvidas pblica interna e externa, tendo por atribuio gerir a dvida pblica mobiliria federal e a dvida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional (Decreto no 1.745, de 13 de dezembro de 1995). So recursos decorrentes principalmente da colocao de ttulos pblicos ou de emprstimos ou financiamentos obtidos junto a entidades estatais ou particulares internas ou externas. So divididas em duas espcies:Operaes de crdito internas; Operaes de crdito externas.

Operaes de crdito internas: Compreendem os recursos decorrentes da colocao no mercado interno de ttulos pblicos, financiamentos ou emprstimos obtidos no pas junto a entidades estatais ou particulares. Operaes de crdito externas: so os recursos decorrentes da colocao, no mercado externo, de ttulos pblicos, ou de emprstimos ou financiamentos obtidos junto a entidades, estatais ou particulares, sediadas no exterior. Alienao de bens: so os recursos provenientes da venda de bens mveis e imveis. o ingresso de recursos provenientes da alienao de componentes do ativo permanente, ou seja, a converso em espcie de bens e direitos. um tipo de receita por mutao patrimonial. Quando h alienao de bens, registra-se a sada do bem do ativo e credita uma receita oramentria. So divididas em quatro espcies:Alienao de bens mveis; Alienao de bens imveis;

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ADMINISTRAO FINANCEIRA E ORAMENTRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Alienao de ttulos mobilirios; Alienao de estoques.

Alienao de bens mveis: registra-se o valor total da arrecadao da receita de alienao de bens mveis tais como: mercadorias, bens inservveis ou desnecessrios e outros. Alienao de bens imveis: receita proveniente da alienao de bens imveis, de propriedade da Unio. Daqueles vinculados ou incorporados ao Fundo Rotativo Habitacional de Braslia. Alienao de ttulos mobilirios: registra o valor total da receita arrecadada com a alienao de ttulos e valores mobilirios. Alienao de estoques: receita proveniente da venda de estoques pblicos ou privados, em consonncia com a poltica agrcola nacional. Amortizao de emprstimos: o ingresso proveniente da amortizao, ou seja, recebimento de valores referentes a parcelas de emprstimos ou financiamentos concedidos em ttulos ou contratos. Em outras palavras, registra a amortizao de financiamentos ou emprstimos concedidos pela Unio em ttulos e contratos. Por amortizao de emprstimo entende-se o pagamento de emprstimo ou financiamento, em prestaes fixas, sem considerar os juros e correo monetria. O prazo de amortizao o perodo que o devedor tem para pagar o montante financiado, diluindo assim o saldo devedor a ser pago em cada prestao. Financiamento a operao financeira por meio da qual so fornecidos recursos para a execuo de um investimento previamente acordado entre as partes. Pode ser desde a compra de um equipamento, at a implantao de uma nova unidade ou complexo industrial. Os recursos devem obrigatoriamente ser empregados na execuo da finalidade contratada.www.pontodosconcursos.com.br

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Os contratos de emprstimos podem ser de duas espcies: mtuo ou comodato. O mtuo o emprstimo de coisas fungveis - que podem ser substitudas por outras da mesma espcie, qualidade e quantidade. Nesse tipo de contrato o muturio obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gnero, qualidade e quantidade. O comodato o emprstimo gratuito de coisas no fungveis. Transferncias de capital: o ingresso proveniente de outros entes ou entidades referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante condies preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigncia, desde que o objetivo seja a aplicao em despesas de capital. So receitas advindas de pessoas de direito pblico ou privado com a finalidade de atender aos gastos de capital (transferncias que o concedente vincula a um bem de capital). Quanto a essas transferncias valem as mesmas informaes acerca das transferncias correntes. Devendo atentar para o seguinte procedimento: Se o ente transferidor classificar a transferncia como despesa de capital, vinculando-a a um bem de capital, o rgo recebedor deve classificar como receita de capital. Outras receitas de capital: so os ingressos provenientes de outras origens no classificveis nas subcategorias econmicas anteriores. Como desdobramento desse ttulo encontram-se as receitas provenientes de integralizao do capital social, resultado do Banco Central do Brasil, as remuneraes do Tesouro Nacional, os saldos de exerccios anteriores e as outras receitas. Mais duas questes de concursos! (FCC TRF 4/2001 CONTADORIA) uma receita oramentria ser de mutao quando:www.pontodosconcursos.com.br

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a) alterar o saldo patrimonial. b) diminuir o ativo permanente. c) aumentar o ativo permanente. d) afetar o passivo financeiro. e) diminuir o passivo permanente. Resoluo a) Incorreta. O saldo patrimonial no se altera porque o fato contbil permutativo. O saldo patrimonial s se altera quando o fato contbil for modificativo. o que ocorre na arrecadao as receitas correntes, ou seja, essas receitas modificam positivamente o patrimnio. b) Correta. o caso de receitas de capital por alienao de bens. O ativo permanente diminui pela sada do bem. Ateno! Se o bem for do ativo no-permanente, tambm estaria correta. c). Incorreta. Ao contrrio, o ativo permanente diminui. d). Incorreta. Poderia afetar o passivo permanente quando a receita for de operaes de crdito. e) Incorreta. A diminuio do ativo permanente poderia ser atravs do resgate (amortizao) da dvida pblica fundada. Nesse caso seria uma despesa. (CESPE AFCE/TCU 1996) No que concerne classificao da receita pblica, julgue os itens a seguir: (1) as receitas correntes so as que no provm da alienao de um bem de capital ou que no estejam, na lei, definidas como de capital. (2) receitas pblicas que estejam, por ato de poder pblico, vinculadas realizao de despesas correntes so consideradas receitas de capital. (3) as receitas pblicas de capital provm da alienao de bens de capital, da obteno de emprstimos e das amortizaes de emprstimos concedidos. (4) as categorias econmicas das receitas pblicas podem ser distribudas por fontes e subfontes, podendo chegar a um maior detalhamento, dependendo das necessidades de informao do rgo arrecadador. (5) as receitas tributrias so uma das fontes das receitas correntes. Resoluo (1) Certa. o conceito de receitas correntes. A alienao de um bem de capital gera receita de alienao de bens receita de capital.

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(2) Errada. Em princpio, no existe obrigatoriedade de que as receitas correntes devem ser aplicadas em despesas correntes, entretanto, se por ato de poder pblico ou determinao legislativa, algumas receitas correntes estiverem vinculadas realizao de despesas correntes, essas receitas so consideradas correntes. (3) Certa. o conceito de receitas de capital. (4) Essa questo de concurso de 1996. Naquela poca a questo era certa. Atualmente, conforme visto acima, no consta a subfonte entre os nveis da receita. Foi extinta a subfonte. (5). Errada. Receita tributria essencialmente receita corrente, mas no so fontes. Atualmente uma das ORIGENS da receita.

1.3. Estgios ou fases da receitaEstgio da receita oramentria cada passo ou fase que identifica e evidencia o comportamento da receita, facilitando o conhecimento, registro e a gesto dos ingressos de recursos. A receita pblica, desde a sua incluso na proposta oramentria at o seu recolhimento ao caixa nico do Tesouro Nacional passa por fases ou estgios, conforme demonstrado no esquema seguinte:

Previso

Contido na LOA

Lanamento

Inscrio do dbito

Arrecadao Estgios de execuo da receita

Recolhimento

Foi cobrado em concurso! (FCC Tcnico de Oramento/MPU 2007) Os estgios da receita pblica so, em ordem cronolgica, (A) lanamento, previso, recolhimento e arrecadao. (B) lanamento, previso, arrecadao e recolhimento. (C) previso, lanamento, recolhimento e arrecadao.www.pontodosconcursos.com.br

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(D) previso, lanamento, arrecadao e recolhimento. (E) Arrecadao, lanamento, previso e recolhimento. Resoluo Essa questo bem simples e importante apenas para fins de fixao do contedo. Previso, lanamento, arrecadao e recolhimento so os estgios da receita e ocorrem exatamente nessa ordem, sendo que a previso no se configura um estgio de execuo, porm, a doutrina o considera como uma das fases da receita. O estgio da previso da receita encontra-se inserido na LOA e se constitui em previso legal, em especial, na lei n. 4.320/64. Opo correta d. Vejamos agora cada um dos estgios da receita: Previso: chamado normalmente de receita orada, a estimativa de quanto se espera arrecadar durante o exerccio financeiro (art. 51, da lei 4.320/64). Em outras palavras, a estimativa do que se espera arrecadar durante o exerccio, denomina-se projees. Lanamento: consiste no procedimento administrativo onde se verifica a procedncia do crdito fiscal, quem e quando se deve pagar e inscreve a dbito do contribuinte. Geralmente ocorre numa repartio pblica (art. 53, da lei n 4.320/64). Somente passam por esta fase algumas das receitas provenientes de tributos ou derivadas. Ateno! As receitas originrias, no esto sujeitas a lanamento e ingressam diretamente no estgio da arrecadao. Algumas receitas no passam por esse estgio, a exemplo do Imposto de Renda da Pessoa Fsica (IRPF). Ateno! Cuidado porque pode ser exigido no concurso do TCU! O Manual de Procedimentos da Receita Pblica Portaria STN n 303/05

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considera que o estgio do lanamento est dentro da previso, constituindo a sua segunda fase assim: Previso: estimativa de arrecadao da receita, constante da Lei Oramentria Anual LOA, compreendido em fases distintas: 1. A primeira fase consiste na organizao e no estabelecimento da metodologia de elaborao da estimativa; 2. A segunda fase consiste no lanamento, que tratado pela Lei n 4.320/64 nos seus artigos 51 e 53, o assentamento dos dbitos futuros dos contribuintes de impostos diretos, cotas ou contribuies prefixadas ou decorrentes de outras fontes de recursos, efetuados pelos rgos competentes que verificam a procedncia do crdito a natureza da pessoa do contribuinte quer seja fsica ou jurdica e o valor correspondente respectiva estimativa. O lanamento a legalizao da receita pela sua instituio e a respectiva incluso no oramento. No so todas as receitas que passam pelo estgio do lanamento. Na Unio, praticamente no existe esse estgio, ocorrendo geralmente em funo de multas. Quando h lanamento de receitas, o registro contbil ocorre somente no sistema oramentrio, j a sua execuo (arrecadao), existem lanamentos nos sistemas oramentrio e financeiro. Arrecadao: consiste no pagamento, pelo contribuinte, ao agente arrecadador (instituio financeira), do valor do seu dbito (art. 56, da Lei n 4.320/64). Recolhimento: consiste no repasse, pelo agente arrecadador (instituio financeira), do valor arrecadado, para o caixa nico do Tesouro Nacional, mantido no Banco Central do Brasil BACEN. Foi cobrado em concurso (CESPE MJ/Perito Criminal Federal/2004) A arrecadao de todas as receitas da Unio recolhida conta do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S.A. Entretanto, a posio lquida dos recursos do Tesouro

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Nacional no Banco do Brasil S.A. ser depositada no Banco Central do Brasil, ordem do Tesouro Nacional. Resoluo A conta nica do Tesouro Nacional mantida junto ao Banco Central do Brasil BACEN. O Banco do Brasil apenas operacionaliza essa conta, ou seja, cada unidade oramentria dever manter uma conta neste banco para fins de movimentao de recursos. Opo incorreta. Em princpio, todos os recursos arrecadados, com rarssimas excees, a exemplo das receitas financeiras dos fundos especiais, so recolhidas ao caixa nico do Tesouro Nacional, mantida junto a Banco Central atravs de uma conta matriz com a seguinte codificao: 1.1.1.1.2.01.00 Conta nica do Tesouro Nacional. A partir dessa conta existem as contas filiais, com as seguintes codificaes; 1.1.1.1.2.01.01 Banco Central do Brasil e 1.1.1.1.2.01.02 Banco do Brasil. Observe que na codificao s mudam os dois ltimos dgitos. A Conta nica do Tesouro Nacional no uma conta movimento, mas sim, de acolhimento das disponibilidades de caixa. As outras contas so de movimento e so gerenciadas pela STN e BB. Foi cobrado em concurso (CESPE CNPq/2004) O pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) efetuado por contribuinte em agncia bancria caracteriza o estgio de recolhimento dessa receita. Resoluo Conforme visto no conceito sobre arrecadao de receitas, o pagamento de tributo efetuado por contribuinte em agncia bancria caracteriza o estgio da arrecadao. O estgio do recolhimento ocorre quando a instituio financeira recolhe os recursos arrecadados para a conta nica do Tesouro Nacional. Opo incorreta. Mais uma questo de concurso! (ESAF MPU/2004 - Analista de Controle Interno) Assinale a opo que indica afirmao verdadeira em relao execuo oramentria da receita. a) O registro da fixao de receita contabilizado no sistema financeiro e no sistema oramentrio. b) A contabilizao ocorre somente no registro da realizao da receita.

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c) No lanamento, a contabilizao ocorre somente no sistema oramentrio ao passo que na realizao, a contabilizao afeta tanto o oramentrio como o financeiro. d) O registro contbil da execuo oramentria da receita em nenhuma situao afeta o sistema patrimonial. e) No Plano de Contas nico da Administrao Federal as contas do sistema oramentrio destinadas ao registro da execuo da receita esto localizadas no passivo e as destinadas ao registro da fixao esto localizadas no ativo. Resoluo a) Incorreta. A receita no fixada, e sim, prevista. Na sua previso h registro contbil no sistema de compensao. b) Incorreta. A contabilizao ocorre tambm, se for o caso, no estgio do lanamento, que ainda no arrecadao. Na arrecadao no h dvida de que so registrados lanamentos nos sistemas oramentrio e financeiro. c) Correta. Se for o caso de lanamento de receita, haver registro no sistema oramentrio. Na arrecadao ou realizao da receita ocorrem lanamentos contbeis nos sistemas oramentrio e financeiro. d) Incorreta. Toda receita corrente arrecadada afeta o sistema patrimonial, alterando positivamente o saldo patrimonial, haja vista que ocorre um fato contbil modificativo. Uma receita de aplicao financeira tambm afeta o sistema patrimonial, aumentando o saldo da conta bancos. e) Incorreta. No teria lgica a execuo da receita, algo que positivo, ser registrado no passivo. Mesmo sem conhecer a estrutura do plano de contas, pensando dessa forma o candidato no marcaria esta opo. Um detalhe muito importante acerca da receita pblica a REGRA DE OURO! Bastante cobrado em concurso! Essa regra est prevista na CF e regulamentada na LRF. A regra probe a realizao de operaes de crditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante crditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, inciso III, da CF).

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A LRF estabelece que o montante previsto para as receitas de operaes de crdito no poder ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei oramentria (art. 12, 2, da LRF). A aplicao deste pargrafo 2 foi suspensa por meio de uma Ao Direta de Inconstitucionalidade (ADIN n 2.238). Porm, a aplicabilidade da regra de ouro ainda obrigatria, haja vista que essa previso encontra-se tambm inserida na Constituio Federal (art. 167, inciso III da CF). Embora o Supremo Tribunal Federal - STF tenha deferido, por unanimidade, medida acauteladora pela suspenso da eficcia do 2 do artigo 12 da LRF, ainda persiste a exigncia do inciso III, art. 167, da C.F. Exemplificando a regra de ouro: Lei Oramentria Anual para 2006 em milhares.Receitas Previstas Corrente Tributria Patrimonial De servios De Capital Operaes de crdito Alienao de bens Amortizao de emprstimos Total 5.000 1.000 2.000 23.000 Total 23.000 10.000 1.000 4.000 $ Despesas fixadas Correntes Pessoal e encargos sociais Material de consumo De Capital Investimentos Inverses financeiras Amortizao da dvida 2.000 1.000 2.000 15.000 3.000 $

Comentrios: 1. A regra fala em receitas de operaes de crdito (origem das receitas de capital). Portanto, no so todas as receitas de capital. 2. Quanto s despesas, a regra fala em todas as despesas de capital. 3. A situao hipottica acima demonstra o limite mximo que o rgo poderia realizar de receitas de operaes de crdito ($ 5.000). Isso porque o total das despesas de capital soma $ 5.000. 4. A finalidade dessa regra evitar o endividamento do Estado.

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5. Existe exceo a essa regra. As receitas de operaes de crdito poderiam ser superiores s despesas de capital, desde que fossem autorizadas mediante crditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. Veja como tem sido cobrado em concurso! (ESAF/MPOG Analista de Planejamento e Oramento/2002) No tocante Lei de Responsabilidade Fiscal, identifique a chamada Regra de Ouro. a) A transparncia na gesto fiscal o principal instrumento para o controle social. b) As penalidades alcanam todos os responsveis dos Trs Poderes da Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios, e todo cidado ser parte legtima para denunciar. c) A Lei de Responsabilidade Fiscal importante para o pas, porque representa um enorme avano na forma de administrar os recursos pblicos. d) A contratao de operaes de crdito em cada exerccio fica limitada ao montante da despesa de capital. e) Nenhum ato que provoque aumento da despesa de pessoal, nos Poderes Legislativo e Executivo, poder ser editado nos 180 dias anteriores ao final da legislatura ou mandato dos chefes do Poder Executivo. Resoluo A questo ficou fcil porque no entrou em detalhes, nas excees. O comando da questo pede para identificar apenas o item que se refere regra de ouro. Quem no a conhecia, danou. A opo correta a letra d. Veja novamente o exemplo da regra de ouro acima. Foi cobrado em concurso (TCE/ES Controlador de Recursos Pblicos/2004) A previso da receita ato executado por repartio competente que verifica a procedncia do crdito fiscal e a pessoa que lhe devedora. Resoluo A previso da receita um fato administrativo executado durante a elaborao do oramento. Esse estgio da receita esttico, ou seja, um procedimento. O comando da questo refere-se ao estgio do lanamento da receita. Opo incorreta.www.pontodosconcursos.com.br

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1.4. Para encerrar, mais alguns conceitos extrados do Manual da Receita PblicaAbordaremos alguns conceitos considerados relevantes, inclusive de matria tratada no prprio texto da aula. Receita pblica efetiva: A Receita Pblica Efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos no foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e no constituem obrigaes correspondentes e por isso alteram a situao lquida patrimonial. As receitas pblicas efetivas so aquelas que alteram a situao lquida patrimonial e no constituem obrigaes do governo. Exemplo: todas as receitas correntes, exceto as receitas provenientes de crditos inscritos na dvida ativa. Receita pblica no-efetiva: A Receita Pblica No-Efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito e por isto no alteram a situao lquida patrimonial. A receita pblica no-efetiva aquela no alteram a situao lquida patrimonial e que os ingressos de disponibilidades constituem ou no obrigaes do governo. Exemplo: Todas as receitas de capital (receitas patrimonial) e as receitas extra-oramentrias. por mutao

Quando o governo arrecada receitas de capital, haver extino ou diminuio do ativo ou o registro de uma obrigao. Receitas correntes: So os ingressos de recursos financeiros oriundos das atividades operacionais, para aplicao em despesas correspondentes, tambm em atividades operacionais, correntes ou de capital, visando atingir aos objetivos constantes dos programas e aes de governo. So denominadas de receitas correntes porque no tm

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suas origens em operaes de crdito, amortizao de emprstimos e financiamentos e/ou alienao de componentes do ativo permanente. Elas so derivadas do poder de tributar ou resultantes da venda de produtos ou servios colocados disposio dos usurios. Tm caractersticas intrnsecas de atividades que contribuem para a finalidade fundamental dos rgos e/ou entidades pblicas, quer sejam operacionais ou no operacionais. Receitas de capital: So os ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades operacionais ou no operacionais para aplicao em despesas operacionais, correntes ou de capital, visando ao atingimento dos objetivos traados nos programas e aes de governo. So denominados receita de capital porque so derivados da obteno de recursos mediante a constituio de dvidas, amortizao de emprstimos e financiamentos e/ou alienao de componentes do ativo permanente, constituindo-se em meios para atingir a finalidade fundamental do rgo ou entidade, ou mesmo, atividades no operacionais visando estmulo s atividades operacionais do ente. Dedues da Receita Pblica: No mbito da administrao pblica a deduo de receita utilizada nas seguintes situaes, entre outras:Restituio de tributos recebidos a maior ou indevidamente; Recursos que o ente tenha a competncia de arrecadar, mas que pertencente a outro ente de acordo com a lei vigente; Demonstrar contabilmente a renncia de receita.

Restituio de receitas pblicas: A Restituio de receitas arrecadadas em exerccios anteriores poder ser feita de duas maneiras: 1. mediante deduo da receita arrecadada no exerccio corrente, quando no houver descontinuidade de arrecadao da respectiva origem ou natureza de receita; 2. mediante apropriao de despesa oramentria para os casos de restituies de receitas e que no so mais arrecadadas a partir do exerccio da restituio, devendo neste caso fixar dotao para pagamento dessas restituies na Lei Oramentria Anual.

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A restituio de receitas recebidas no exerccio dever ser feita sempre por deduo da respectiva natureza de receita. Destinao da receita pblica: a destinao de receita pblica, para fins de aplicao, dividida em ordinria e vinculada. Destinao vinculada: o processo de vinculao de fonte na aplicao de recursos em atendimento s finalidades especficas estabelecidas pela legislao vigente. Destinao ordinria: o processo de alocao livre de fonte parcial ou totalmente no vinculada, aplicao de recursos para atender s finalidades gerais do ente. Ateno! As destinaes esto divididas ainda em destinaes primrias ou no-primrias, conceito importante na elaborao do Demonstrativo do Resultado Primrio, parte integrante do Relatrio Resumido da Execuo Oramentria, institudo pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Destinao primria: a fonte primria ou vinculada derivada de natureza de receita que no tenha caractersticas de endividamento ou de desmobilizao. Destinao no-primria: a fonte vinculada derivada de natureza de receita que tenha caractersticas de endividamento ou de desmobilizao. Um desses dispositivos o pargrafo nico do art. 8 e o art. 50, da LRF, transcritos abaixo: Art. 8 - Pargrafo nico. Os recursos legalmente vinculados a finalidade especfica sero utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculao, ainda que em exerccio diverso daquele em que ocorrer o ingresso. Art. 50 - Alm de obedecer s demais normas de contabilidade pblica, a escriturao das contas pblicas observar as seguintes:

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I - a disponibilidade de caixa constar de registro prprio, de modo que os recursos vinculados a rgo, fundo ou despesa obrigatria fiquem identificados e escriturados de forma individualizada; Receita compartilhada: Receita oramentria pertencente a mais de um Beneficirio independente da forma de arrecadao e distribuio. Receita vinculada: a receita arrecadada com destinao especfica estabelecida em dispositivos legais. A vinculao da receita torna a programao financeira menos flexvel, deixando parte dos recursos disponveis apenas a uma destinao certa. Renncia de receita: a no arrecadao de receita em funo da concesso de isenes, anistias ou subsdios. Deve-se atentar, na renncia de receita, ao disposto pela Lei n 101/2000 Lei de Responsabilidade Fiscal art. 14, que determina critrios a serem observados quanto a este fato. Ainda existem outros conceitos importantes para fins de concurso. que consideramos no muito

Para concluir com chave de ouro, mais uma questo: (ESAF AFC/CGU 2006) No que diz respeito receita pblica, indique a opo falsa. a) A Lei n. 4.320/64 classifica receita pblica em oramentria e extraoramentria, sendo que esta apresenta valores que no constam do oramento. b) A receita oramentria divide-se em dois grupos: correntes e de capital. c) As receitas correntes compreendem as receitas tributrias, de contribuies, patrimoniais, agropecurias, industriais, de servios, de alienao de bens, de transferncias e outras. d) A receita pblica definida como os recursos auferidos na gesto, que sero computados na apurao do resultado financeiro e econmico do exerccio. e) A receita extra-oramentria no pertence ao Estado, possuindo carter de extemporaneidade ou de transitoriedade nos oramentos.

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Resoluo O comando da questo pede a opo falsa. a) Incorreta. simplesmente isso mesmo que a Lei n 4.320/64 classifica a receita pblica. Em oramentria e extra-oramentria, sendo que a receita extra-oramentria no constam na lei oramentria. b) Incorreta. Os grupos que se fala nessa opo so as categorias econmicas da receita! Ah! Cuidado! No fique procurando chifre em cabea de cavalo na hora da prova. O termo grupo no tem nada demais. c) Correta. At que comeou bem, mas alienao de bens receita de capital. d) Incorreta. Todas as receitas pblicas oramentrias e extraoramentrias sero computados na apurao dos resultados financeiro e econmico do exerccio. e) Incorreta. A receita extra-oramentria realmente no pertence ao Estado e possui carter de extemporaneidade ou de transitoriedade durante a execuo do oramento. O termo transitoriedade nos oramentos nos oramentos quer dizer execuo oramentria.

2. Questes de concursos (com resoluo)1. (CESPE 2004 Contador - Agncia de Defesa Agropecuria do Estado do Par) De acordo com a classificao por categorias econmicas, so receitas correntes as receitas tributrias, de contribuies, patrimonial, agropecuria, industrial, de servios e ainda as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito pblico ou privado, quando destinadas a atender despesas classificveis em despesas correntes. Resoluo As receitas so classificadas em duas categorias econmicas: receitas correntes e receitas de capital. As receitas (corrente e de capital), segundo sua natureza so classificadas em: Categoria econmica Origem Espcie Rubrica X Y Z W

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Alnea Subalnea Segundo a codificadas; sua

TT KK origem as receitas esto assim classificadas e

Essa a classificao atual.

Receitas Correntes 1. Receita tributria; 2. Receita de contribuies; 3. Receita patrimonial; 4. Receita agropecuria; 5. Receita industrial; 6. Receita de servios; 7. Transferncias correntes; 9. Outras receitas correntes. Receitas de Capital 1. Operaes de crdito; 2. Alienao de bens; 3. Amortizao de emprstimos; 4. Transferncias de capital; 5. Outras receitas de capital. Assim sendo, a opo est corretssima. 2. (CESPE 2004 Contador - Agncia de Defesa Agropecuria do Estado do Par) Com base no art. 2. da Lei n. 4.320/1964, so consideradas fontes de receitas todas as representadas pelas contas analticas em que se subdividem as receitas correntes e as receitas de capitais, no sendo consideradas as fontes representadas pelas contas sintticas. Resoluo As fontes de receitas so uma classificao parte e no se inclui na classificao segundo a natureza. Oramentariamente existe a necessidade de classificar conforme a destinao legal dos recursos arrecadados. a receita

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Assim sendo, foi institudo pelo Governo Federal um mecanismo denominado fontes de recursos. As fontes de recursos constituem-se de determinados agrupamentos de naturezas de receitas, atendendo a uma determinada regra de destinao legal, e servem para indicar como so financiadas as despesas oramentrias. Entende-se por fonte de recursos a origem ou a procedncia dos recursos que devem ser gastos com uma determinada finalidade. necessrio, portanto, individualizar esses recursos de modo a evidenciar sua aplicao segundo a determinao legal. Portanto, as atuais fontes de recursos so: 1 - Recursos do tesouro exerccio corrente; 2 - Recursos de outras fontes - exerccio corrente; 3 - Recursos do tesouro exerccios anteriores; 6 - Recursos de outras fontes - exerccios anteriores; 9 - Recursos condicionados. A questo est incorreta porque menciona que so consideradas fontes de receitas todas as representadas pelas contas analticas em que se subdividem as receitas correntes e as receitas de capitais, no sendo consideradas as fontes representadas pelas contas sintticas. As fontes consideradas sintticas so sim consideradas. Essa a classificao correta. As contas analticas so representadas a partir da origem. 3. (CESPE 2004 Contador - TERRACAP) Considere que uma agncia bancria receba o pagamento, relativo ao IPVA, de um contribuinte e posteriormente transfira o valor recebido para o caixa do tesouro estadual. Nessa situao, a referida transferncia caracteriza o estgio da receita denominado arrecadao. Resoluo A questo est incorreta porque o seu enunciado se refere aos estgios da arrecadao (momento que o contribuinte paga o tributo) e do recolhimento (quando a banco recolhe a arrecadao ao tesouro). O estgio da receita apresentado na situao o do recolhimento.

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4. (CESPE Perito Criminal Federal 1997) Quanto categoria econmica, a receita pblica oramentria pode ser classificada em receitas correntes e de capital. A respeito dessa receitas, julgue os itens seguintes. 1 So exemplos de receitas correntes: impostos, aluguis de mquinas, equipamentos ou veculos, dividendos, servios de comercializao de produtos agropecurios e receita da dvida ativa notributria. 2 A receita corrente tributria composta de impostos, taxas, contribuies sociais, contribuies econmicas e contribuies de melhoria. 3 Juros de emprstimos uma receita corrente de servios resultante das taxas de juros aplicadas a emprstimos concedidos, diferenciandose dos juros classificados na receita corrente patrimonial, por se tratar de receita operacional das instituies financeiras. 4 A venda de bens mveis uma receita pblica oramentria, representando uma caracterstica das receitas de capital, mas tambm pode ser encontrada entre as receitas correntes. 5 As operaes de crdito e a amortizao de emprstimos so itens da receita pblica oramentria de capital, e em ambas as transaes o governo assume a posio de devedor. Resoluo 1. Correta. Todos os exemplos apresentados so receitas correntes. Ateno! Dividendos um exemplo de receita patrimonial receita de valores mobilirios dividendos. 2. Correta. Acho que essa ningum tem dvida! So as espcies de tributos. 3. Errada. Juros de emprstimos realmente uma receita corrente de servios resultante das taxas de juros aplicadas a emprstimos concedidos, porm, no diferencia dos juros classificados na receita corrente patrimonial. 4. Errada. A venda de bens mveis uma receita pblica oramentria de capital, jamais poder ser corrente. 5.Errada. Na amortizao de emprstimos o governo assume a posio de credor, ou seja, um emprstimo concedido pelo governo e quewww.pontodosconcursos.com.br

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agora est sendo amortizado pelo devedor. As operaes de crdito realmente o governo assume a posio de devedor. 5. (FCC TRT 11 Regio Analista Judicirio Contabilidade 2005) No oramento aprovado por lei no foi prevista a cobrana da Receita da Dvida Ativa No-Tributria e de outras Receitas. Em sendo arrecadada essa receita referente a exerccios anteriores, esta dever se lanada como (A) (B) (C) (D) (E) Receita extra-oramentria. Receita patrimonial da dvida ativa. Outras receitas. Receitas diversas. Receita da dvida ativa no tributria.

Resoluo Essa situao apresenta um exemplo tpico de receita da dvida ativa no-tributria. Ateno! Mesmo que essa receita no esteja prevista na LOA ela oramentria (incorpora definitivamente ao patrimnio pblico). A opo correta a letra e. 6. (FCC Tcnico de Oramento/MPU 2007) Trata-se de um receita derivada: (A) receitas de aluguis de imveis de propriedade do ente pblico. (B) dividendos recebidos de empresas estatais. (C) receitas de atividades industriais promovidas pelo ente pblico. (D) receitas de contribuies sociais. (E) doaes recebidas pelo ente pblico. Resoluo Observe que todas as receitas apresentadas nas opes, exceto as receitas de contribuies sociais, so receitas originrias. As receitas pblicas originrias so aquelas provenientes do patrimnio pblico, ou seja, so receitas arrecadadas atravs do patrimnio administrativo (bens e direitos) colocados disposio da sociedade mediante cobrana de determinado preo. As receitas pblicas derivadas, como o prprio nome diz deriva do patrimnio da sociedade. O governo exerce a sua competncia ou o poder de tributar os rendimentos ou o patrimnio da populao.www.pontodosconcursos.com.br

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Opo correta d. 7. (FCC Auditor TCE/CE 2006) Quanto origem, as receitas pblicas se classificam em originria, derivada a transferida, segundo classificao doutrinria. So espcies de receitas originrias, derivada e transferida, respectivamente. (A) receita estadual produto do administrativa. IPI, reparao de guerra e multa

(B) Multa administrativa, imposto e receita municipal produto do IPVA. (C) Tarifa, taxa e receita estadual produto do IR. (D) receita municipal do IR, multa administrativa e laudmio. (E) Contribuio de melhoria, prescrio aquisitiva e herana vacante. Resoluo Resumidamente podemos mencionar que: Receitas provenientes de tributos (impostos, taxas, contribuies de melhoria, contribuies econmicas e sociais e emprstimos compulsrios) so derivadas; Multa sempre receita no tributria e tem carter penal, portanto, receita derivada; Receita originria proveniente do patrimnio pblico disposio da sociedade. Opo correta c. 8. (FCC Auditor TCE/CE 2006) So exemplos de receitas extraoramentrias: (A) As receitas agropecurias e industriais. (B) Os depsitos judiciais oriundos do contencioso fiscal. (C) As amortizaes de pblicos. emprstimos concedidos a outros entes

(D) Os ingressos decorrentes da alienao de bens mveis e imveis. (E) As entradas relativas s contribuies de interveno no domnio econmico. Resoluo a) Incorreta. As receitas correntes oramentrias. agropecurias e industriais so receitas

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b) Correta. Depsitos judiciais so representados por uma determinada quantia depositada em bancos para fins prosseguimento de recurso administrativo ou judicial. Esse valor se constitui em receita extraoramentria porque o processo ainda no foi decidido. Caso a administrao perca a ao, dever restituir ao contribuinte o valor depositado a seu favor, caso contrrio, a quantia depositada ser convertida em pagamento do tributo em disputa e a receita passa a ser classificada como oramentria. c) Incorreta. As amortizaes de emprstimos concedidos a outros entes pblicos so receitas oramentrias de capital para a entidade credora, ou seja, para quem est recebendo o valor emprestado. d) Incorreta. Os ingressos decorrentes da alienao de bens mveis e imveis so receitas oramentrias de capital. e) Incorreta. Contribuies de interveno no domnio econmico So receitas oramentrias correntes. 9. (FCC Auditor TCM/CE 2006) A expresso crdito pblico NO significa: a) Operaes em que o estado contrai dvida pblica. b) Dvida pblica flutuante ou fundada. c) Receitas pblicas originrias e derivadas. d) Emprstimos pblicos internos e externos e) Operaes em que o estado toma dinheiro. Resoluo A expresso crdito pblico significa dizer que o Estado possui crdito perante as instituies internacionais e nacionais, outros pases ou internamente. Em outras palavras, significa credibilidade que o estado possui para adquirir emprstimos. Assim, receitas pblicas originrias e derivadas no so obtidas mediante emprstimos, mas sim atravs de gerao de receitas dentro do estado Seria o mesmo que dizer: o estado brasileiro possui crdito ou credibilidade internacional para contrair emprstimos, ou seja, possui capacidade para tomar e pagar emprstimos. Opo correta c. 10. (CESPE TRE/PA Analista Judicirio Contabilidade 2005) De modo geral, receita pblica qualquer entrada de recursos feita aos

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cofres pblicos, seja por arrecadao decorrente de leis e contratos ou como depositrio de valores que no pertencem administrao pblica. Com referncia receita pblica, julgue os itens que se seguem. I classificada como receita derivada aquela proveniente de bens pertencentes ao patrimnio do Estado em que os recursos financeiros so obtidos mediante a cobrana de um valor pela venda de bens ou pela prestao de servio. II Os recursos recebidos de laudmios so classificados como receitas patrimoniais. III Denomina-se previso o ato realizado pela repartio a quem compete verificar tanto a procedncia do crdito fiscal como a pessoa que lhe devedora e inscrever o dbito desta. IV Recursos oriundos de alienao de bens provocam variao ativa oramentria por meio da receita e, tambm, uma mutao passiva oramentria pela reduo do ativo. V As operaes de crdito por antecipao de receita so classificadas como receitas oramentrias sob rubricas prprias. Esto certos apenas os itens A I e II. B I e III. C II e IV. D III e V. E IV e V. Resoluo I. Incorreta. Receita derivada NO proveniente de bens pertencentes ao patrimnio do Estado, ou seja, no so receitas arrecadadas mediante a obteno de recursos financeiros obtidos da cobrana de valores pela venda de bens ou pela prestao de servio. II. Correta. Laudmio um valor exigido pelo poder pblico. Esse valor correspondente a cinco por cento do valor atualizado do domnio pleno do terreno da Unio e das benfeitorias nele existentes e ser calculado pelo prprio alienante. Portanto, essa arrecadao uma receita corrente patrimonial. III. Incorreta. Previso de receita um ato administrativo de incluso, na LOA, das receitas serem arrecadadas no ano subseqente. O enunciado dessa opo se refere ao lanamento de receita.

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IV. Correta. Recursos oriundos de alienao de bens (receitas de capital) provocam variao ativa oramentria por meio da receita e, tambm, uma mutao passiva oramentria pela reduo do ativo (sada do bem). V. Incorreta. As operaes de crdito por antecipao de receita - AROs so classificadas como receitas extra-oramentrias. Concluso: opo correta c. Prezado concursando! Por hoje s. Obrigado pela ateno bom estudo.

Um forte abrao!

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