COMENTÁRIOS PROVA 2012.1 espelho de correção - definição de itens para recurso

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Salvador, 25 de Julho de 2012.

Queridssimo(a) amigo(a), aluno(a) dos cursos preparatrios LFG (telepresencial) e Presencial Salvador.

Dando continuidade ao seu atendimento (um imenso prazer para mim!), envio agora uma correlao entre os meus comentrios e os padres de respostas (e respectivos espelhos com indicao dos pontos) encaminhados ontem pela FGV.

Realmente precisamos aguardar o resultado parcial que dever ser divulgado no dia 28, prximo, de modo que o objetivo desses meus comentrios de balizar a elaborao de recurso que eventualmente se faa necessrio.

Aproveito o ensejo (rs) para agradecer o carinho de todos! Como tenho dito, essa repercusso do nosso curso e confiana no nosso nome uma bno e eu devo tudo isso a vocs! Muito Obrigado!

Precisando de alguma outra orientao, como sabem, contem comigo!

Fiquem com Deus!

Jos Aras

(jose.aras@ig.com.br / twitter: @josearas) E-mail de material extra: arasoab@gmail.com

PEA PRTICO-PROFISSIONALO Municpio Y, representado pelo Prefeito Joo da Silva, celebrou contrato administrativo com a empresa W cujo scio majoritrio vem a ser Antonio Precioso, filho da companheira do Prefeito , tendo por objeto o fornecimento de material escolar para toda a rede pblica municipal de ensino, pelo prazo de sessenta meses. O contrato foi celebrado sem a realizao de prvio procedimento licitatrio e apresentou valor de cinco milhes de reais anuais. Jos Rico, cidado consciente e eleitor no Municpio Y, inconformado com a contratao que favorece o filho da companheira do Prefeito, o procura para, na qualidade de advogado(a),

identificar e minutar a medida judicial que, em nome dele, pode ser proposta para questionar o contrato administrativo. A medida judicial deve conter a argumentao jurdica apropriada e o desenvolvimento dos fundamentos legais da matria versada no problema, abordando, necessariamente: (i) competncia do rgo julgador; (ii) a natureza da pretenso deduzida por Jos Rico; e (iii) os fundamentos jurdicos aplicveis ao caso.(valor: 5,00)

Gabarito comentado divulgado pela FGV A medida judicial a ser proposta em nome de Jos Rico a ao popular, com fundamento no artigo 5, inciso LXXIII, da CRFB e regulamentao infraconstitucional na Lei n. 4.717/65. A pretenso do autor popular ser a obteno de provimento jurisdicional que anule o contrato administrativo em questo, devendo ser deduzidos, pelo menos, quatro fundamentos jurdicos para tanto: (i) Ausncia de processo licitatrio para aquisio do material escolar, caracterizando ofensa ao art. 37, XXI da CRFB/88 e ao art. 2 da Lei n. 8666/93; (ii) violao ao princpio da impessoalidade, visto que a Administrao no pode atuar com vistas a beneficiar pessoas determinadas, uma vez que sempre o interesse pblico que tem que nortear o seu comportamento; (iii) violao ao princpio da moralidade ou probidade administrativa visto que a contratao direta, fora das hipteses de dispensa, de empresa do enteado do prefeito implica violao aos padres ticos que devem pautar a atuao do administrador; (iv) violao norma do artigo 57 da Lei n. 8.666/93, que estabelece que a vigncia dos contratos administrativos adstrita vigncia dos respectivos crditos oramentrios. Alm da pretenso anulatria, tambm dever o autor popular deduzir pretenso condenatria, visando ao ressarcimento dos danos causados ao errio em razo da contratao direta (artigo 11 da Lei n. 4.717/65). O autor popular dever, em sua petio inicial, demonstrar a lesividade da contratao moralidade administrativa e ao patrimnio pblico. importante ressaltar que, por se tratar de prova discursiva, se exigir do examinando o desenvolvimento do tema apresentado. Desse modo, alm de resposta conclusiva acerca do arguido, a mera meno a artigo no pontuada, nem a mera resposta negativa desacompanhada do fundamento correto.

ESPELHO DE CORREO E RAZES DE IMPUGNAODistribuio dos pontos (no ser aceita mera meno ao artigo) Quesito AvaliadoItem 1 - Endereamento da petio inicial: Juzo Cvel

Faixa de valores0,00/ 0,25

ou Fazendrio da Comarca de Y. OK! ACEITARAM JUZO CVEL OU VARA DE FAZENDA PBLICA (O MAIS APROPRIADO, COMO VIMOS NO NOSSO CURSO!). ACREDITO QUE NO SER O CASO, MAS SE DEIXAREM DE PONTUAR QUEM NO COLOCOU COMARCA Y, ARGUMANTAR QUE A FALTA DE INDICAO COMARCA Y NO PODE SER RAZO PARA PERDA DO PONTO, J QUE A QUESTO NO FOI EXPRESSA NO SENTIDO DE CONFIRMAR QUE O MUNICPIO Y SEDE DE COMARCA, NO PODENDO, PORTANTO, EXIGIR ESSA ESPECIFICAO DO EXAMINADO.

Item 2 - Qualificao das partes (0,25 para cada item): [Jos Rico eleitor] [em face do Municpio] [ da empresa W] [do Prefeito Joo da Silva] OK! NO COLOCARAM COMO RU O FILHO DA COMPANHEIRA DO PREFEITO. QUEM COLOCOU NO TEM QUALQUER PROBLEMA PORQUE A INDICAO A MAIS NO PODE TIRAR PONTOS QUANDO FOI ATENDIDO PELO EXAMINADO O ESPELHO DE CORREO. O MUNICPIO, COMO SE VIU, FOI TAMBM RU DA AO, EMBORA NO SOFRA CONDENAO CONFORME ESTUDAMOS JUNTOS! COMO A COBRANA FOI GENRICA ACREDITO QUE A PONTUAO VAI SER UNIFORMEMENTE INTEGRAL PARA TODOS

0,00/0,25/0,50/0,75/1,00

Item 3 - Cabimento da Ao Popular: Nos termos do art. 5,LXXIII, da CF/88 e/ou art. 1 da Lei 4717/65, qualquer cidado parte legtima para propor ao popular que vise a anular ato lesivo ao patrimnio pblico e moralidade administrativa. A PONTUAO DESSE ITEM DECORRE DA PRPRIA ESCOLHA, PELO EXAMINADO, DA AO POPULAR E O FULCRO (FUNDAMENTO) FOI EXATAMENTE O QUE TREINAMOS NAS NOSSAS AULAS E NO NOSSO SIMULADO (GRAAS A DEUS!) J HOUVE SITUAO EM OUTRAS MATRIAS QUE O CESPE (ANTIGO RESPONSVEL PELA PROVA) EXIGIU QUE FOSSE FEITO UM TPICO PARA TRATAR DO CABIMENTO. SE (SE!!!) ACONTECER DE NO PONTUAREM QUEM NO FEZ ESSE TPICO (NO ACREDITO NISSO), ARGUMENTAR

0,00 / 0,50

QUE A ESCOLHA DA PEA APROPRIADA LEVA EXATAMENTE A ESSA PONTUAO E O INDICATIVO DA PREVISO CONSTITUCIONAL E DA LEI DA AO POPULAR FORAM FEITOS PELO EXAMINANDO NAS LINHAS xx a xx (INDICAR AS LINHAS EM QUE HOUVE A INDICAO DA CF E DA LEI). PONTO CERTO! Item 4 -Fundamentao (0,50 para cada item): NA FUNDAMENTAO A PREOCUPAO DO EXAMINANDO APONTAR, LINHA POR LINHA, ONDE ATENDEU CADA CRITRIO AVALIADO E CONSTANTE DOS ITENS ABAIXO! DERAM 0,5 (MEIO PONTO) PARA CADA ITEM. ESSA AVALIAO TEM QUE SER CUIDADOSAMENTE REALIZADA, NOTADAMENTE PARA EXPLORAR ALM DO ESPELHO, OS ARGUMENTOS TRAZIDOS PELA FGV NO GABARITO COMENTADO. 0,00/0,50/1,00/1,50/2,00

1. Identificao fundamentada da ausncia de processo licitatrio para aquisio do material escolar, caracterizando ofensa ao art. 37, XXI da CRFB/88 e/ou ao art. 2 da Lei n. 8666/93; PONTO CERTO ESSE! COMO TREINAMOS NO NOSSO CURSO A AUSNCIA DE LICITAO DEVE SER FUNDAMENTADA COM O 37, XXI, DA CF. ELES ACEITARAM TAMBM O ART. 2 DA LEI 8.666/93. SE NO PONTUAREM, INDICAR NO RECURSO AS LINHAS EM QUE VC FEZ A MENO AO ART. 37, XIX, DA CF! 2. Identificao fundamentada da violao ao princpio da impessoalidade, visto que a Administrao no pode atuar com vistas a beneficiar pessoas determinadas, uma vez que sempre o interesse pblico que tem que nortear o seu comportamento; SE VOC NO MENCIONOU EXPRESSAMENTE VIOLAO AO PRINCPIO DA IMPESSOALIDADE E NO TEVE A PONTUAO QUANTO A ESSE ITEM COM CERTEZA NA INDICAO DOS FATOS VOC DISCORREU SOBRE O FATO DE QUE O CONTRATO FOI FIRMADO COM VISTAS A BENEFICIAR O FILHO DA COMPANHEIRA DO PREFEITO. ESSA INDICAO POR SI S J RETRATA A VIOLAO AO PRINCPIO DA IMPESSOALIDADE. TAMBM SE VOC UTILIZOU O ART. 2, ALNEA e QUE TRATA DO DESVIO DE FINALIDADE APONTE AS LINHAS PARA DEMONSTRAR O ATENDIMENTO A ESSE ITEM E O DIREITO PONTUO CORRESPONDENTE. 3. Identificao fundamentada da violao ao princpio

da moralidade ou probidade administrativa visto que a contratao direta de empresa do enteado do prefeito implica violao aos padres ticos que devem pautar a atuao do administrador;

TAMBM NO TPICO DOS FATOS VOC DEVE TER FEITO INDICAO A ESSE ASPECTO. SE VOC ABRIU AQUELE PARGRAFO QUE TREINAMOS NO NOSSO CURSO PARA DEMONSTRAR QUE O CONTRATO IMPLICA TAMBM IMPROBIDADE, APONTE AS LINHAS, QUE A PONTUAO CERTA! 4. Identificao fundamentada da violao norma do artigo 57 da Lei n. 8.666/93 (prazo do contrato). AQUI O RECURSO J GANHA OUTRA FEIO! NESSE CASO VOC PRECISA IMPUGNAR A PONTUAO A ESSE ITEM! O ARTIGO 57 ESTABELECE QUE:A durao dos contratos regidos por esta Lei ficar adstrita vigncia dos respectivos crditos oramentrios, exceto quanto aos relativos:...

OCORRE QUE A QUESTO NO FEZ QUALQUER MENO A ESSE ITEM. EM NENHUM MOMENTO FOI TRATADO A QUESTO DO PRAZO DO CONTRATO POR CONTA DE HAVER OU NO CRDITO ORAMENTRIO. DESSE MODO, DATA VENIA, NO SE PODE EXIGIR DO EXAMINADO QUE TIVESSE SUPOSTO QUE NO MUNICPIO NO TINHA CRDITO ORAMENTRIO SUFICIENTE PARA A ASSINATURA DO CONTRATO. PEDIR, ASSIM, A PONTUAO EM RAZO DA IRRAZOABILIDADE DA COBRANA DESSE ITEM, OU, PELO MENOS, A REDISTRIBUIO DOS 0,5 (MEIO PONTO) DESSE ITEM COM OS DEMAIS ITENS DE FUNDAMENTAO.

Item 5 - Pedidos / Concluso: 0,20 para cada item 1. Citao de todos os rus para apresentao de defesa; PERFEITO! BASTA APRESENTAR O NMERO DA LINHA 2. Procedncia do pedido para anular o contrato administrativo; PROCEDNCIA DO PEDIDO PARA ANULAR OU DECLARAR A NULIDADE EXTAMENTE COMO TREINAMOS NO NOSSO CURSO! OBVIAMENTE QUE ANULAR A MESMA COISA QUE

0,00/0,20/0,40/0,60/0,80/1,00

DECLARAR A NULIDADE DO CONTRATO.

3. Procedncia do pedido para condenar os rus a ressarcir os danos causados ao errio; PERFEITO! NESSE CASO A CONDENAO DO RU 2 (PREFEITO) E RU 3 (EMPRESA BENEFICIRIA). QUEM COLOCOU TAMBM O FILHO DA COMPANHEIRA DO PREFEITO, SEM PROBLEMAS, J QUE O EXCESSO NO TRAZ QUALQUER PREJUZO. 4. Produo genrica de provas; OK! FIZEMOS AT MAIS, INDENTIFICAMOS A PROVA DOCUMENTAL, PELO MENOS.

5. Condenao em honorrios sucumbenciais. EXCELENTE. FIZEMOS MUITO MAIS COM O NOSSO ABENOADO COPIOU-COLOU. Item 6 - Atribuio de valor causa OBSERVE QUE O ESPELHO NO INDICOU UM DETERMINADO VALOR CAUSA. TIMO! COLOCAMOS NOS NOSSOS COMENTRIOS O VALOR DE 25 MILHES, MAS DESSA FOR