PROAB 2012.1 DIREITO CONSTITUCIONAL – AULA 12 PROAB 2012.1 DIREITO CONSTITUCIONAL PROFESSORA: CIBELE FERNANDES DIAS Aula 12 PROAB 2012.1 DIREITO CONSTITUCIONAL

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    1. Impetrante e paciente2. Impetrado: a autoridade coator e o coator3. Ilegalidade e abuso de poder4. Habeas corpus preventivo e repressivo5. Cabimento do Habeas Corpus: Smulas 692, 694 e 695 do Supremo Tribunal Federal6. A punio disciplinar militar (art. 142, par. 2, CF)7. Cancelamento da Smula 690 do STF: Compete originariamente ao STF o julgamento de habeas corpus contra deciso de Turma Recursal de Juizados Especiais.HABEAS CORPUS(5, inc. LXVIII, CF e 647 a 667 do CPP

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    HABEAS DATA (art. 5, inc.LXXII , CF e Lei 9507/97)Cabimento do habeas data:Conceder-se- habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informaes relativas pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de carter pblico; b) para a retificao de dados, quando no se prefira faz-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.

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    HABEAS DATA2. FINALIDADES DO HABEAS DATA (ART. 7, Lei 9507/07)a) TUTELA DA LIBERDADE DE INFORMAO CONSTANTE DE BANCO DE DADOS DE CARTER PBLICO: Acesso a informaes pessoais Retificao de informaes pessoais Anotao nos assentamentos do interessado de contestao ou explicao sobre dado verdadeiro, mas justificvel e que esteja sob pendncia judicial ou amigvel Cabe HABEAS DATA em face da negativa de expedio de certides em reparties pblicas? (art. 5, inc. XXXIV, b, da CF)

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    3. PRESSUPOSTOS PARA A IMPETRAO DO HABEAS DATA:a) A COMPROVAO DA RECUSA DA ENTIDADE (art. 8, Lei 9507/07 e Smula 2, do STJ):Art. 8, pargrafo nico. A petio inicial dever ser instruda com prova:I - da recusa ao acesso s informaes ou do decurso de mais de dez dias sem deciso;II - da recusa em fazer-se a retificao ou do decurso de mais de quinze dias sem deciso; ouIII - da recusa em fazer-se a anotao a que se refere o 2o do art. 4 ou do decurso de mais de quinze dias sem deciso.HABEAS DATA

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    3. PRESSUPOSTOS PARA A IMPETRAO DO HABEAS DATA:b) A COMPROVAO DE PROVA PR-CONSTITUDA: A exigncia de direito lquido e certo A inexistncia de fase de dilao probatria:A intimao do coator para prestar informaes no prazo de dez dias (art. 9o, Lei 9507/97)Oitiva do Ministrio Pblico no prazo de cinco dias (art. 12, Lei 9507/97)Autos conclusos para sentena a ser proferida em cinco dias (art. 12, Lei 9507/97)HABEAS DATA

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    4. LEGITIMIDADE ATIVA:

    O HABEAS DATA UMA AO PERSONALSSIMA

    Exceo: parte legtima para impetrar habeas data o cnjuge sobrevivente na defesa de interesse do falecido. (STJ, 3 Seo, HD 147, Min. Arnaldo Esteves, DJU 28.2.08).

    Pessoa jurdica pode impetrar habeas data?

    H necessidade de advogado para impetrao? HABEAS DATA

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    4. LEGITIMIDADE PASSIVA:

    A diferena entre a AUTORIDADE COATORA e o COATOR:Art. 1, nico, Lei 9507/97: Considera-se de carter pblico todo registro ou banco de dados contendo informaes que sejam ou possam ser transmitidas a terceiros ou que no sejam de uso privativo do rgo ou entidade produtora ou depositria das informaes.HABEAS DATA

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    HABEAS DATA

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    MANDADO DE SEGURANA INDIVIDUAL1. CABIMENTO DO MANDADO DE SEGURANA: a) Subsidiariedade do mandado de segurana b) O direito lquido e certo Smula 625 do STF: Controvrsia sobre matria de direito no impede a concesso do mandado de segurana c) O ato impugnado 1. Ato concreto Smula 266 do STF: No cabe mandado de segurana contra lei em tese.

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    MANDADO DE SEGURANA INDIVIDUAL2. Ato de autoridade Smula 333 do STJ: Cabe mandado de segurana contra ato praticado em licitao promovida por sociedade de economia mista ou empresa pblica. 3. Art. 5, da Lei 12016/09 Smula 429 do STF: A existncia de recurso administrativo com efeito suspensivo no impede o uso do mandado de segurana contra omisso de autoridade.

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    2. LEGIMITIDADE ATIVA: o titular do direito lquido e certo (exceo: art. 3, da Lei 12016/09)3. A PESSOA JURDICA INTERESSADA (art. 7, inc. II, da Lei 12106/09)4. A AUTORIDADE COATORA: Art. 6, 3, Lei 12016/09: Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual emane a ordem para a sua prtica. As informaes e a legitimidade recursal da autoridade coatora (artigos 7, inc. I e 14, 2, Lei 12016/09MANDADO DE SEGURANA INDIVIDUAL (art. 5, inc. LXIX, CF e Lei 12016/09)

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    MANDADO DE SEGURANA INDIVIDUAL5. A LIMINAR: Art. 7, III, Lei 12016/09 2 No ser concedida medida liminar que tenha por objeto a compensao de crditos tributrios, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificao ou equiparao de servidores pblicos e a concesso de aumento ou a extenso de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.6. SENTENA (art. 14, da Lei 12016/09): O duplo grau de jurisdio: (i) sentena concessiva e (ii) deciso proferida por juiz de primeiro grau.

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    MANDADO DE SEGURANA INDIVIDUAL7. PRAZO DECADENCIAL (art. 23, da Lei 12016/09): Smula 632 do STF: constitucional lei que fixa o prazo de decadncia para a impetrao do mandado de segurana. Smula 430 do STF: Pedido de reconsiderao na via administrativa no interrompe o prazo para o mandado de segurana.8. MANDADO DE SEGURANA DE COMPETNCIA ORIGINRIA DOS TRIBUNAIS: Smula 624 do STF: No compete ao STF conhecer originariamente de mandado de segurana contra atos de outros Tribunais. No mesmo sentido: Smula 41, do STJ

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    MANDADO DE SEGURANA COLETIVO1. PREVISO CONSTITUCIONAL DO MANDADO DE SEGURANA COLETIVO: Art. 5, inc. LXX, CF: O mandado de segurana coletivo pode ser impetrado por:partido poltico com representao no Congresso Nacional;b) organizao sindical, entidade de classe ou associao legalmente constituda e em funcionamento h pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.

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    2. A LEGITIMIDADE ATIVA NO MANDADO DE SEGURANA COLETIVO: Art. 21. Lei 12016/09 - O mandado de segurana coletivo pode ser impetrado por partido poltico com representao no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legtimos relativos a seus integrantes ou finalidade partidria, ou por organizao sindical, entidade de classe ou associao legalmente constituda e em funcionamento h, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos lquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes s suas finalidades, dispensada, para tanto, autorizao especial. MANDADO DE SEGURANA COLETIVO

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    2. A LEGITIMIDADE ATIVA NO MANDADO DE SEGURANA COLETIVO:Pargrafo nico. Os direitos protegidos pelo mandado de segurana coletivo podem ser: I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza indivisvel, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrria por uma relao jurdica bsica; II - individuais homogneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de origem comum e da atividade ou situao especfica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. MANDADO DE SEGURANA COLETIVO

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    2. A LEGITIMIDADE ATIVA NO MANDADO DE SEGURANA COLETIVO: Smula 629, do STF: A impetrao do mandado de segurana coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorizao destes. Smula 630 do STF: A entidade de classe tem legitimao para o mandado de segurana ainda quando a pretenso veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria.MANDADO DE SEGURANA COLETIVO

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    MANDADO DE INJUNO 1. PREVISO CONSTITUCIONAL DO MANDADO DE INJUNO: Art. 5, inc. LXXI: conceder-se- o mandado de injuno sempre que a falta de norma regulamentadora torne invivel o exerccio dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes nacionalidade, soberania e cidadania.

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    2. ALCANCE E FINALIDADE:

    A proteo dos direitos fundamentais previstos em normas constitucionais de eficcia limitada

    A sndrome da inefetividade da Constituio e a inconstitucionalidade por omissoMANDADO DE INJUNO

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    3. EFEITOS DA DECISO CONCESSIVA: A jurisprudncia minimalista: equiparao do mandado de injuno com a ao direta de inconstitucionalidade por omisso A teoria concretista: a ordem judicial possibilita o exerccio do direito obstado pela inexistncia de norma regulamentadora A virada da jurisprudncia: (i) Aposentadoria especial dos servidores pblicos (art. 40, par. 4, CF MI 721/DF e 758/DF), (ii) Direito de greve dos servidores pblicos civis (MI coletivo 670/ES, 708/DF e 712/PA)MANDADO DE INJUNO

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    AO POPULAR(art. 5, inc. LXXIII e Lei 4717/65, CF)1. A AO POPULAR: Qualquer cidado parte legtima para propor ao popular que vise anular ato lesivo ao patrimnio pblico ou de entidade de que o Estado participe, moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimnio histrico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada m-f, isento de custas judiciais e do nus da sucumbncia.

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    2. LEGITIMIDADE ATIVA: CIDADO:PESSOA FSICA: Smula 365 do STF - Pessoa jurdica no tem legitimidade para propor ao popular.BRASILEIRO OU PORTUGUS EQUIPARADOPLENO EXERCCIO DOS DIREITOS POLTICOS (art. 15, CF)Ministrio Pblico pode ajuizar ao popular?AO POPULAR(art. 5, inc. LXXIII e Lei 4717/65, CF)

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    3. BENS JURDICOS PROTEGIDOS PELA AO POPULAR:

    Patrimnio pblico Patrimnio de entidade que o Estado participe Meio ambiente Moralidade administrativa Patrimnio histrico e culturalAO POPULAR(ar

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