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ARGAN, Giulio Carlo. História da Arte Italiana 1 / da Antigüidade a Ducio. São Paulo. Cosac & Naify, 1998. BENEVOLO, Leonardo. As Origens da Arquitetura. Lisboa: Edições 70, 2002. GOMBRICH, F. H. A História da Arte. 16 ed. Lisboa: LTC, 1998. HAUSER, Arnold. História Social da Literatura e da Arte. V 1. 3 ed. São Paulo. Mestre Jou, 1982. JANSON, H. W. História Geral da Arte. São Paulo. Martins Fontes, 1993. LOMMEL, Andreas, A Arte Pré-histórica e Primitiva. O mundo da Arte. Livraria José Olympio Editora/ Editora Expressão e Cultura. Rio de Janeiro. 1966. RIKWERT, Joseph. A Casa de Adão no Paraíso. São Paulo, Pesrspectiva, 2003. Arte e Arquitetura Pré-histórica e Primitiva BIBLIOGRAFIA Bisão. 15000 a 1000 a.C. Altamira, Espanaha.

04 Arte Pre-historica

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A arte na pré história e as primeiras civilizações.

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  • ARGAN, Giulio Carlo. Histria da Arte Italiana 1 / da Antigidade a Ducio. So Paulo. Cosac & Naify, 1998.

    BENEVOLO, Leonardo. As Origens da Arquitetura. Lisboa: Edies 70, 2002.

    GOMBRICH, F. H. A Histria da Arte. 16 ed. Lisboa: LTC, 1998.

    HAUSER, Arnold. Histria Social da Literatura e da Arte. V 1. 3 ed. So Paulo. Mestre Jou, 1982.

    JANSON, H. W. Histria Geral da Arte. So Paulo. Martins Fontes, 1993.

    LOMMEL, Andreas, A Arte Pr-histrica e Primitiva. O mundo da Arte. Livraria Jos Olympio Editora/ Editora Expresso e Cultura. Rio de Janeiro. 1966.

    RIKWERT, Joseph. A Casa de Ado no Paraso. So Paulo, Pesrspectiva, 2003.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    BIBLIOGRAFIA

    Biso. 15000 a 1000 a.C.

    Altamira, Espanaha.

  • O animal apenas utiliza a Natureza, nela produzindo modificaes

    somente por sua presena; o homem a submete, pondo-a a servio de

    seus fins determinados, imprimindo-lhe as modificaes que julga

    necessrias, isto , domina a Natureza. E esta a diferena essencial e

    decisiva entre o homem e os demais animais; e, por outro lado, o

    trabalho que determina esta diferena

    F. Engels

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

  • PALEOLTICO INFERIOR

    aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.;

    primeiros homindios (250.000 a.C.);

    caa e coleta; controle do fogo;

    instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos:

    facas, machados.

    PALEOLTICO SUPERIOR

    Aproximadamente 30.000 a. C.

    instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra:

    machado, arco e flecha, lanador de dardos, anzol e

    linha; e desenvolvimento da pintura e da escultura.

    - Neoltico

    instrumentos de pedra polida, enxada e tear;

    incio do cultivo dos campos;

    artesanato: cermica e tecidos;

    construo de pedra; e

    primeiros arquitetos do mundo.

    - Idade dos Metais

    aparecimento de metalurgia;

    aparecimento das cidades;

    inveno da roda;

    inveno da escrita; e

    arado de bois. Stios pr-histricos europeus

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    ETAPAS PR-HISTRICAS

  • O homem e o seu ambiente formam-se

    juntos, no longo inverno do Paleoltico

    A capacidade de interagir com o ambiente e

    de modific-lo de algum modo em seu

    proveito prpria do homem. Depende das

    transformaes anatmicas e fisiolgicas do

    organismo humano, e contribui para orientar

    essas transformaes. Torna-se assim um

    fator constituinte da condio humana.

    Podem-se apontar trs aspectos transpostos

    no perodo Paleoltico (de 2.700.000 a 10.000

    a.C.):

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • A capacidade de colocar a si prprio e aos objetos

    exteriores num espao unitrio.

    A conscincia de si e do mundo circunstante a centelha,

    escondida no crebro humano, que impossvel situar num

    tempo exato. O seu carter universal torna possvel

    simultaneamente a compreenso reflexa das situaes

    reais, presentes ou passadas, e a simulao de situaes

    ainda no existentes.

    Funda a atividade projetual, o circuito entre a realidade

    existente e a imaginada. A arquitetura o conjunto das

    intenes e das intervenes sobre o ambiente fsico, que

    tendem a formar um sistema em virtude de sua durao no

    tempo.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

    Cabanas pr-histricas segundo Caramuel

  • A capacidade de colocar num suporte fsico as

    imagens de qualquer objeto visvel.

    A funo dessas imagens pode apenas ser conjecturada,

    mas secundria. O que conta a possibilidade de

    captar a forma de uma realidade passada, e de passar

    de uma forma imaginada a uma nova realidade ainda

    no existente.

    A partir desse momento, as evolues do pensamento

    concentram-se no ambiente fsico, tornando-se

    operantes no presente e no futuro.

    Nasce o projeto como ainda hoje o compreendemos,

    composto de uma gama de instrumentos, desde as

    incises na pedra at as modulaes magnticas

    contidas nos computadores de hoje.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

    Incises de espirais provenientes de Grange, Irlanda: 2000 a.C.

  • A capacidade de denotar simbolicamente, e de

    indicar aos outros, os objetos de todos os tipos.

    A representao simblica tem um papel fundamental

    na difuso da realizao de projetos. A possibilidade

    de representar um objeto complexo atravs de apenas

    uma parte das suas caractersticas, e de estabelecer a

    relao das caractersticas pr-selecionadas com o

    objeto completo, cria a economia mental do

    pensamento e da capacidade de ao humana. A

    linguagem e, posteriormente, a escrita so patrimnio

    da coletividade e podem ser transmitidos no espao e

    no tempo.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Caverna: Lascaux, Frana (15.000 a 10.000 a.C)

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Paleoltico Superior - a principal

    caracterstica dos desenhos da Idade da

    Pedra Lascada o naturalismo. O

    artista pintava os seres, um animal, por

    exemplo, do modo como o via de uma

    determinada perspectiva, reproduzindo

    a natureza tal qual sua vista captava.

    Os artistas do Paleoltico Superior

    realizaram tambm trabalhos em

    escultura. Mas, tanto na pintura quanto

    na escultura, nota-se a ausncia de

    figuras masculinas. Predominam figuras

    femininas, com a cabea surgindo como

    prolongamento do pescoo, seios

    volumosos, ventre saltado e grandes

    ndegas.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Atualmente, a explicao mais

    aceita que essa arte era

    realizada por caadores, e que

    fazia parte do processo de magia

    por meio do qual procurava-se

    interferir na captura de animais,

    ou seja, o pintor-caador do

    Paleoltico supunha ter poder

    sobre o animal desde que

    possusse a sua imagem.

    Acreditava que poderia matar o

    animal verdadeiro desde que o

    representasse ferido

    mortalmente num desenho.

    Utilizavam as pinturas rupestres,

    isto , feitas em rochedos e

    paredes de cavernas. O homem

    deste perodo era nmade.

    Cavalo: Lascaux, Frana (15.000 a 10.000 a.C)

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • As grandes marcas coloridas do interior

    e em volta do contorno dos cavalos

    selvagens visavam provavelmente a

    aumentar a fertilidade dos animais.

    Os aborgenes australianos ainda fazem

    incises rupestres formadas por uma

    aglomerao de pontos, ou as fazem em

    pedras sob pinturas rupestres, com o

    intuito de "destruir o poder espiritual

    da pedra".

    No se sabe qual seria o significado das

    impresses em negativo de mos

    humanas, mas quase certamente

    estavam ligadas aos ritos propiciat6rios

    da caa.

    Cavalos. 20.000 a.C.

    Pintura rupestre. 3,40 m (Peach-Merle, Frana)

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Apesar da escala diminuta, a sucesso

    dessas figuras ao longo da parede

    rochosa produz impresso das mais

    realistas.

    As cavernas de Altamira contm as

    obras-primas do estilo da Era Glacial, e

    o efeito de fora slida obtido atravs

    de traos despojados e de cores

    impressionistas antecipa as tcnicas de

    muitos pintores do sc. XX.

    Biso. 12.000 a.C. Pintura rupestre. Comp. 80 cm. Altamira, Espanha.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Esta cena vvida e sangrenta pode ser

    explicada atravs de lendas

    xamanistas que sobreviveram na

    Sibria at tempos recentes. Dois

    xams rivais travam combate, um

    disfarado em biso e o outro com

    uma cabea de ave.

    A vara encimada por uma figura de

    ave indica que o "esprito-guia" do

    xam prostrado apareceu em forma

    de ave.

    Uma lana parece ter perfurado o

    flanco do biso, cujas entranhas

    brotam da ferida.

    Homem com mscara de cabea de ave atacado por um biso ferido. 15.000-10.000 a.C. Pintura rupestre. Alt., 1,40 m. Lascaux, Frana.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Essa vigorosa imagem uma das mais antigas esculturas

    em pedra do nu feminino da histria da arte.

    As concepes clssicas da beleza humana ideal no

    tm validade para explicar sua significao e

    peculiaridades; da mesma forma, seu naturalismo

    inabalvel no pode ser equacionado como fidelidade

    natureza, pois a cabea e as mos so apenas

    esboadas.

    A carnao flcida e os seios cados representam um

    tipo generalizado de nutriz e enfatizam a fertilidade.

    Tal como nas estatuetas de marfim das "Vnus" de

    WilIendorf e outras, o artista julgou sem importncia os

    detalhes pessoais do rosto e das mos.

    O chifre (cheio de sangue) est ligado aos mitos da

    "senhora dos animais", uma deusa que tem ascendncia

    sobre os animais e os conduz aos caadores.

    A "Vnus de Laussel", c. 15.000-10.000 a.C. Relevo rupestre. Alt., 46 cm. Muse d'Aquitaine, Bordeaux.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • O fim do perodo glacial de Wurm, que assinala a

    passagem do Plistoceno ao Holoceno, h cerca de

    10.000 anos, transforma o ambiente geogrfico

    em todos os continentes j povoados pelo

    homem.

    Os bancos de gelo recuam em direo aos polos,

    as florestas desenvolvem-se na mesma direo, as

    estepes e os desertos aumentam nas latitudes

    inferiores.

    Com a fuso dos gelos, o nvel dos mares sobe at

    130 metros, e mais da vigsima parte das terras

    emersas ficam debaixo de gua, mudando a

    geografia do planeta (dentro desta faixa de

    profundidade encontram-se alguns artefatos de

    difcil interpretao).

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    Incises de espirais provenientes de Grange, Irlanda: 2000 a.C.

  • Em algumas reas da faixa intermdia, entre a

    floresta e os desertos, o homem aprende a

    fixar-se e a modificar o territrio de maneira

    estvel, cultivando plantas e criando animais.

    Toma-se possvel um forte aumento da

    populao, e alteram-se de modo decisivo as

    relaes dimensionais entre o homem e o

    ambiente: se um caador-recoletor precisa de

    10 quilmetros quadrados de territrio, a um

    agricultor-criador basta meio quilmetro

    quadrado de terreno seco e um dcimo de

    quilmetro quadrado de terreno irrigado.

    A nova cultura caracterizada por estas

    inovaes, mas sem escrita e com a populao

    espalhada por aglomerados de pequenas

    dimenses, chamada neoltica, em oposio

    paleoltica.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    Vale nos arredores de Mnfis

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    A medida da importncia deste perodo dada por

    algumas aquisies fundamentais, determinantes

    mesmo para todo o futuro: a seleo das plantas e dos

    animais domsticos, que constituem a bagagem

    duradoura da existncia humana, a inveno das

    principais indstrias, a cermica, a carpintaria, a

    tecelagem, os incios da metalurgia, e, juntamente com

    estas, o empenho tecnolgico destinado a modificar

    progressivamente o cenrio terrestre.

    A sua distribuio no tempo varia consideravelmente

    nas diversas regies da Terra. No Mdio Oriente e no

    Mediterrneo oriental pode situar-se entre os milnios

    IX e IV a.C., quando aparecem as primeiras cidades e os

    primeiros documentos escritos.

    Kalaa Sghria (Tunsia)

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    Assim, num espao de tempo muito breve, ocorre um

    extraordinrio esforo fsico e mental, que introduz na

    vida do homem os produtos e os espaos projetados

    por ele mesmo, em alternativa aos espaos e aos

    ambientes naturais.

    No longo perodo do Paleoltico, o homem adapta a

    sua vida ao ambiente, propagando-se assim a toda a

    superfcie terrestre.

    A partir do Neoltico, o homem adapta o ambiente

    sua vida, ocupando-se com intervenes a longo e a

    longussimo prazo, e comeando a transformar a

    Terra.Vila dos trabalhadores Deir el-Medina (Egito)

    1500 1000 a.C.

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    Dependemos ainda das enormes descobertas que assinalaram aquela

    que se chama, sem de fato exagerar, a revoluo neoltica: a

    agricultura, a criao de gado, a cermica, a tecelagem. A todas

    estas artes da civilizao h oito ou dez mil anos que nos temos

    limitado a introduzir apenas aperfeioamentos.

    O advento da agricultura, que ocorre independentemente em quase

    todas as sociedades humanas, levado em conta nesta nossa

    exposio pelas suas consequncias gerais na relao entre o homem

    e o ambiente. No existem ainda explicaes fiveis acerca das

    causas externas e internas deste acontecimento.

    A inovao da agricultura no produz vantagens imediatas. Em

    comparao com o caador-recoletor, o agricultor dedica tanto ou

    mais tempo ao trabalho. M. D. Sahlins (em ge de pierre, ge

    d'abondance, 1976) calcula que o tempo mnimo necessrio para o

    trabalho agrcola de trs horas e meia por dia, e que o tempo para

    a caa varia entre trs e cinco horas por dia. O agricultor dispe de

    menos carne na dieta, tem menos segurana quanto disponibilidade

    de alimentos no caso de uma m colheita e est dependente, para a

    sua sobrevivncia, de fatores climticos externos e insondveis.

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    O homem, agora, pode considerar-se numa posio

    diferente e dominante em relao s outras criaturas:

    seleciona as espcies adequadas cultura e criao,

    prepara os terrenos atravs do desmatamento,

    transforma com mtodo e constncia o mundo

    inanimado da paisagem, a forma dos lugares.

    Nasce a tarefa aventureira de forar a natureza, o

    que no campo religioso considerado umas vezes um

    ttulo de superioridade e outras uma transgresso a

    expiar.

    O trabalho agrcola e a criao pressupem uma

    capacidade de previso que vai para alm da vida de

    um simples indivduo. Exigem projetos de longa

    durao, cujos efeitos se manifestaro muito tempo

    depois.

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    A vida das comunidades que sobrevivem com a caa e a

    recolha , necessariamente, mais tctica do que

    estratgica, feita de decises rpidas.

    A economia agrcola e de criao de animais requer

    previses estratgicas e prospectivas de longo e de

    longussimo prazo (existem estdios intermdios entre as

    duas opes, porque os processos de seleo e de

    domesticao se desenrolam ao longo de grandes perodos

    de tempo).

    Mas a aquisio das prospectivas de longa durao

    provoca uma alterao psicolgica definitiva, comporta

    novas noes sobre a hereditariedade, sobre a sucesso,

    sobre a distino entre propriedades privadas e coletivas.

  • Vaso pintado. Terceiro milnio a.C. terracota. Serra dAlto, Matera, Itlia.

    Alt., 15,5 cm. Museo Nazionale, Matera.

    PALEOLTICO SUPERIOR

    NEOLTICO - a fixao do homem da Idade da Pedra Polida,

    garantida pelo cultivo da terra e pela manuteno de manadas,

    ocasionou um aumento rpido da populao e o

    desenvolvimento das primeiras instituies, como famlia e a

    diviso do trabalho. Assim, o homem do Neoltico desenvolveu a

    tcnica de tecer panos, de fabricar cermicas e construiu as

    primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do

    mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo atravs do atrito e deu

    incio ao trabalho com metais.

    Todas essas conquistas tcnicas tiveram um forte reflexo na

    arte. O homem, que se tornara um campons, no precisava

    mais ter os sentidos apurados do caador do Paleoltico, e o seu

    poder de observao foi substitudo pela abstrao e

    racionalizao. Como conseqncia surge um estilo

    simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que

    sugerem do que reproduzem os seres. Os prprios temas da arte

    mudaram: comearam as representaes da vida coletiva.

    Alm de desenhos e pinturas, o artista do Neoltico produziu

    uma cermica que revela sua preocupao com a beleza e no

    apenas com a utilidade do objeto, tambm esculturas de metal.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • O vaso neoltico chins

    (conhecido como cermica Pan

    Xan) j era decorado com uma

    variante da espiral, cujo original

    pertence s primitivas culturas

    agrcolas da Rssia Ocidental, c.

    3.000 a.C.

    (embora alguns estudiosos

    chineses relutem em admitir

    quaisquer fontes "estrangeiras"

    para sua arte).

    Jarro pintado de Ning-Ting-Hsien, Kansu, China, segundo milnio antes de Cristo. Cermica. Alt., 35 cm. Museum fr Vlkerkunde, Munique.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • As descobertas desses

    tpicos machados de pedra

    polida e de seo oval

    permitem traar as

    migraes dos primitivos

    agricultores no Sudeste

    Asitico e na Oceania.

    Os machados cerimoniais

    olmecas constituem prova

    da forte influncia dessas

    culturas na Amrica

    Central.

    Machados olmecas de EI Mangal, Estado de Vera Cruz, Mxico. 1.500.

    Diopsita-jadeta. Comp., 28,2 cm. e 21,5 cm. Coleo Robert Woods Bliss, National Gallery of Art, Washington.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    AS ORIGENS DA ARQUITETURA

  • Os barcos constituem um tema freqente na arte indonsia, possuindo um duplo sentido. Representam a migrao dos ancestrais da tribo atravs do mar; e, como se referem a fatos antepassados, simbolizam tambm o "mundo dos espritos". O motivo da espiral est presente em todo o desenho.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    Motivo de barcos em tecido da Regio de Kre, Sumatra meridional, sc. XX. Algodo. Comp. 2,80 m. Museum fr Vkerkunde..

  • Esta magnfica figura naturalstica no estilo das ilhas do

    Almirantado mostra tpicos aspectos locais nos cabelos

    aparados da mulher, na posio da boca aberta e nos lobos

    auriculares aumentados segundo o costume tribal.

    Contudo, raro encontrar-se uma figura olhando para trs

    sobre o ombro. As decoraes podem representar pintura

    sobre o corpo ou tatuagens. A quase imperceptvel flexo das

    pernas indica que se trata de uma figura ancestral.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    Figura ancestral das ilhas do Almirantado, Melansia. Comeo do sc. XX. Madeira. AIt., 60 cm. Museum fr Vlkefkunde, Munique.

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    Cavea de um negro (provavelmente um rei). Nigria sc. XII- XIV. Bronze. AIt., 36 cm. Museu do Homem, Londres.

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    Mscara ritual. Nova Guin. Bronze. AIt., 152,4cm. Madeira, casca de rvore e fibra vegetal.

    Museu do Homem, Londres.

  • Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

    A ocupao contnua de um lugar tem como conseqncia

    imediata a construo de moradias e a delimitao dos

    espaos de uso. Deixa de ser indispensvel concentrar e

    comprimir tudo o necessrio para o desenvolvimento das

    atividades humanas nas dimenses e no peso da bagagem

    transportvel de um indivduo.

    A programao dos excedentes permite: uma maior

    densidade de populao, maiores aglomerados de indivduos,

    o uso de tecnologias mais complexas e pesadas, a

    disponibilidade de artefatos fixos e no transportveis,

    sistemas sociais mais complexos e o reconhecimento de

    hierarquias.

    Juntamente com tudo isto aparece a arquitetura em sentido

    prprio, ou seja, a capacidade de conhecer e modelar o

    territrio habitado. Tem interesse descrever de modo geral

    os seus resultados e definir as suas caractersticas

    fundamentais, que provm do patrimnio gentico unitrio

    da famlia humana, posto prova numa ampla variedade de

    paisagens terrestres.

    Stio: Passo di Corvo, Itlia (4.500 a 4.000 a.C)

  • Fileira de menires. Terceiro milnio a.C. terracota. Morbirhan, Frana.

    1099 pedras alongadas dispostas em 13 fileiras.

    As construes mais difundidas so as pedras

    isoladas, erguidas na vertical, que se

    chamam menires, e as estruturas trilticas

    simples chamadas dlmens, em que dois

    pedestais sustentam uma laje de cobertura,

    tambm coberta de terra.

    Estas estruturas elementares, de todas as

    dimenses, que se encontram em todos os

    lugares habitados da Terra e formam

    conjuntos variados, baseiam-se na

    experincia universal da fora da gravidade,

    que se exerce permanentemente em todos os

    aspectos da vida humana, tendo

    condicionado substancialmente a forma do

    corpo humano e de todos os outros rgos.

    Por vezes, os menires assumem a forma de

    estrelas antropomrficas, tornando explcita

    a associao entre essas construes e o

    corpo humano.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

  • O Santurio de Stonehenge, no sul da Inglaterra,

    pode ser considerado uma das primeiras obras da

    arquitetura que a Histria registra. Ele apresenta

    um enorme crculo de pedras erguidas a intervalos

    regulares, que sustentam traves horizontais

    rodeando outros dois crculos interiores. No centro

    do ltimo est um bloco semelhante a um altar.

    O conjunto est orientado para o ponto do

    horizonte onde nasce o Sol no dia do solstcio de

    vero, indcio de que se destinava s prticas

    rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras

    eram colocadas umas sobre as outras sem a unio

    de nenhuma argamassa.

    Em Stonehenge, cada uma das pedras importantes

    acha-se alinhada com pelo menos uma outra,

    apontando para alguma posio extrema do Sol ou

    da Lua.

    Vista area de Stonehenge. Entre 1.900 e 1.600 a.C.

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA

  • Casa primitiva

    Interior de uma habitao neoltica

    Arte e Arquitetura Pr-histrica e Primitiva

    A FIXAO E A TOMADA DE POSSE DO TERRITRIO, NA PRIMAVERA NEOLTICA