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PROAB 2012.2 ELABORAÇÃO DE PEÇAS PROCESSUAIS - AULA 4 PROAB 2012.2 ELABORAÇÃO DE PEÇAS PROCESSUAIS PROFESSORA: LILIAN DIAS COELHO Aula 4

PROAB 2012.2 ELABORAÇÃO DE PEÇAS PROCESSUAIS - AULA 4 PROAB 2012.2 ELABORAÇÃO DE PEÇAS PROCESSUAIS PROFESSORA: LILIAN DIAS COELHO Aula 4 PROAB 2012.2 ELABORAÇÃO

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  • PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS PROFESSORA: LILIAN DIAS COELHO Aula 4 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS PROFESSORA: LILIAN DIAS COELHO Aula 4
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 OAB - Conselho Federal - Exame de Ordem (Prova Prtico-Profissional de Direito Tributrio No ano de 2006, Augusto, residente em Porto Alegre RS, firmou com a imobiliria Delta, domiciliada em So Paulo SP, contrato de promessa de compra e venda de imvel localizado em loteamento situado em Salvador BA. Conforme o contrato, Augusto deveria pagar o imvel em 30 parcelas mensais. Aps ter pago algumas parcelas, Augusto descobriu que o loteamento estava localizado em terra pblica estadual e que, portanto, a empresa estava praticando crime de grilagem. Em vista disso, suspendeu o pagamento das prestaes, antes mesmo de receber a posse do imvel.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 No ano de 2006, Augusto, residente em Porto Alegre RS, firmou com a imobiliria Delta, domiciliada em So Paulo SP, contrato de promessa de compra e venda de imvel localizado em loteamento situado em Salvador BA. Conforme o contrato, Augusto deveria pagar o imvel em 30 parcelas mensais. Aps ter pago algumas parcelas, Augusto descobriu que o loteamento estava localizado em terra pblica estadual e que, portanto, a empresa estava praticando crime de grilagem. Em vista disso, suspendeu o pagamento das prestaes, antes mesmo de receber a posse do imvel. Por determinao do fisco, a empresa enviou respectiva secretaria municipal de finanas a listagem dos adquirentes.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Em 2008, ao requerer certido negativa de dbito, Augusto foi informado de que devia ao municpio valor de IPTU e taxa de iluminao pblica, relativos ao lote objeto do citado contrato, nos montantes de, respectivamente, R$ 1.000,00 e R$ 200,00. Inconformado, Augusto decidiu procurar escritrio de advocacia para a proposio de ao judicial com a finalidade de obter o cancelamento da dvida e a expedio imediata da certido. Em face da situao hipottica apresentada, na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Augusto, elabore a pea processual que entender cabvel para a defesa dos interesses de seu cliente, abordando, em seu texto, todos os aspectos pertinentes, com base na lei, doutrina e jurisprudncia.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Administrativo) Joo de Tal foi demitido do cargo de fiscal agropecurio federal por ato do ministro da Agricultura, depois de t-lo exercido por 15 anos, sendo que essa era a sua nica fonte de renda, com a qual mantinha mulher e trs filhos menores. O processo administrativo disciplinar do qual resultou a aplicao da pena mxima a Joo no foi bem conduzido, havendo a comisso processante feito a oitiva de algumas testemunhas importantes sem que Joo fosse notificado do fato, no tendo podido, portanto, formular quesitos ou, mesmo, contradit-las.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 A Portaria n. 205/2007, assinada pelo ministro de Estado, foi publicada em 20/11/2007, nela constando que a demisso de Joo ocorrera por ele "ter procedido de forma desidiosa no desempenho de suas funes, causando dano ao Errio e lesando os cofres pblicos. Consta que, por dois anos consecutivos, o servidor em questo chegou a ser premiado pela excelncia no desempenho de suas atividades. Alm disso, chegou ao ltimo nvel da carreira por merecimento e no constava qualquer registro desabonador em sua ficha funcional.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 A conduta irregular da qual foi acusado (negligncia ao fiscalizar grande carga de arroz vinda do sudeste asitico e contaminada por fungo inexistente no Brasil) teria sido verificada nos dias 12 e 13 de maro de 1999, conforme denncia divulgada em reportagem de capa por grande jornal de circulao nacional. Contudo, a comisso de processo administrativo disciplinar (CPAD) s foi constituda, mediante portaria ministerial, em 15 de janeiro de 2005. Considerando a situao hipottica acima, elabore, na qualidade de advogado constitudo por Joo de Tal, com obedincia ao prazo legal, a pea judicial adequada a obter a tutela de urgncia que reverta o ato demissionrio.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Jos, cidado estrangeiro, que residira durante trinta anos no Brasil e passara os ltimos trinta anos de sua vida no exterior, sem visitar o Brasil, decidiu retornar a este pas. Aps fixar residncia no Brasil, tomou a iniciativa de rever os conhecidos. Em uma conversa com um de seus mais diletos amigos, este lhe informou que ouvira um rumor de que constaria dos assentamentos do Ministrio X que Jos havia se envolvido em atividade terrorista realizada no territrio brasileiro, trinta e cinco anos atrs. (35 Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Administrativo)
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Jos decidiu averiguar a informao e apresentou uma petio ao Ministrio X, requerendo cpia de todos os documentos de pose do referido ministrio em que constasse o seu nome. Dentro do prazo legal, Jos obteve vrias cpias de documentos. A cpia do processo entregue a Jos apresentava-o inicialmente como suspeito de participar de reunies do grupo subversivo em questo. Porm ao conferir a cpia que lhe foi entregue, Jos percebeu que, alm de faltarem folhas no processo, este continha folhas no numeradas.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Suspeitando de que as folhas faltantes no processo pudessem esconder outro documento em que constasse seu nome, Jos formulou novo pedido no Ministrio X. Dessa vez, novamente dentro do prazo legal, Jos recebeu comunicado de uma deciso que indeferia seu pedido, assinada pelo prprio Ministro da Pasta X, em que este afirmava categoricamente que o peticionrio j recebera as cpias de todos os documentos pertinentes. Incrdulo e inconformado com a deciso Jos procurou os servios de um advogado para tomar a providncia judicial cabvel.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Empresarial) Um sindicato de trabalhadores SINFO , cuja precpua e efetiva atividade a de defender os direitos laborais de seus associados resolveu montar, na luta para aumentar seus parcos rendimentos em sua sede, uma pequena loja temtica para ali vender, to-somente, camisas, bons e bijuterias com sua marca. Para tanto, encomendou a confeco desses produtos Serigrafias Ltda., comprando-os dessa fbrica para, posteriormente, revend-los na referida loja, o que faz regularmente h, pelo menos, dois anos.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 No ano de 2007, porm, as vendas no foram razoveis, o que levou o SINFO a inadimplir dvida no valor de R$ 6.000,00, representada em nota promissria subscrita pelo Sindicato, a qual foi devidamente protestada por falta de pagamento. Dois meses aps esse protesto, a credora, Serigrafias Ltda., resolveu levar sua demanda ao foro judicial. Assim, Serigrafias Ltda. ingressou com pedido de decretao da falncia do SINFO, apresentando documentos que comprovavam as informaes acima mencionadas, quais sejam, a condio empresarial do autor da ao, a existncia da pequena loja na sede do devedor, a atividade de venda de bens, o ttulo de crdito, o inadimplemento da dvida e o referido protesto ordinrio.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 No pedido, Serigrafias Ltda. alegou, quanto legitimidade passiva, que o SINFO, por comprar mercadorias para posteriormente revend-las no mercado com claro intuito de lucro, estaria realizando atos de comrcio de modo habitual, o que caracterizaria sua condio de empresrio, nos termos do art. 966 do CC. Segundo a alegao de Serigrafias Ltda., essa condio estaria agravada por se tratar de empresrio atuando com tipo imprprio de personalidade jurdica associao civil , em evidente exerccio irregular da atividade empresarial. Serigrafias Ltda. alegou, ainda, que o fato jurdico desencadeador da falncia seria o cabal inadimplemento de obrigao lquida, materializada no ttulo de crdito antes mencionado.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Considerando a situao hipottica apresentada, redija, na qualidade de advogado do SINFO, contestao, elencando os argumentos de defesa aptos a impedir a iminente decretao da falncia da entidade sindical em processo que tramita na 1.a Vara de Falncias e Recuperaes Judiciais da Capital.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Civil) Em 05/1/2007, Antnio adquiriu de Joo o veculo VW Gol, ano/modelo 2006, placa XX 0000, pelo valor de R$ 20.000,00, tendo efetuado o pagamento da compra vista. No ms seguinte aquisio, Antnio efetuou a transferncia do veculo junto ao DETRAN de sua cidade, tendo pago, alm da respectiva taxa, multas por violao s normas de trnsito, no valor de R$ 2.000,00. No dia 29/11/2007, o veculo foi apreendido por ordem do delegado de polcia, por ter sido objeto de furto na cidade de So Paulo.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Todas as tentativas para soluo amigvel quanto ao ressarcimento restaram frustradas, notadamente em virtude de Joo ter transferido sua residncia para o Rio de Janeiro, no endereo constante da consulta feita junto ao rgo estadual de trnsito. Diante da situao hipottica apresentada, proponha, na qualidade de advogado constitudo por Antnio, a medida judicial que entender cabvel para a proteo dos interesses de seu cliente, abordando todos os aspectos de direito material e processual pertinentes e atentando para todos os requisitos legais exigveis.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (35 Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Civil) Mrcia, vendedora domiciliada na cidade de So Paulo SP, alega ter engravidado aps relacionamento amoroso exclusivo com Pedro, representante de vendas de empresa sediada em Porto Alegre RS. Em 5/10/2002, nasceu Joo, filho de Mrcia. Pedro manteve o referido relacionamento com Mrcia at o quinto ms da gravidez, custeou despesas da criana em algumas oportunidades, alm de ter proporcionado ajuda financeira eventual e estado, tambm, nas trs primeiras festas de aniversrio de Joo, tendo sido, inclusive, fotografado, nessas ocasies, com o menino, seu suposto filho, no colo.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 No entanto, Pedro se nega a reconhecer a paternidade ao argumento de que tem dvidas acerca da fidelidade da me, j que ele chegava a ficar um ms sem ir a So Paulo durante o relacionamento que tivera com Mrcia. Sabe-se, ainda, acerca de Pedro, que seu o salrio bruto, com as comisses recebidas, chega a R$ 5.000,00 mensais, bem como que arca com o sustento de uma filha, estudante de 22 anos, e que no tem domiclio fixo em razo de sua profisso demandar deslocamentos constantes entre So Paulo SP, Rio de Janeiro RJ e Porto Alegre RS. Mrcia, que j esgotou as possibilidades de manter entendimento com Pedro, ganha, no presente momento, cerca de dois salrios mnimos. As despesas mensais de Joo totalizam R$ 1.000,00.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Diante da situao hipottica apresentada, redija, na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Mrcia, a ao judicial que seja adequada aos interesses de Joo, abordando todos os aspectos de direitos material e processual pertinentes.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (36 Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Civil) Mauro, pedreiro, domiciliado em Salvador BA, caminhava por uma rua de Recife PE quando foi atingido por um aparelho de ar-condicionado manejado, de forma imprudente, por Paulo, comerciante e proprietrio de um armarinho. Encaminhado a um hospital particular, Mauro faleceu aps estar internado por um dia. Sua famlia, profundamente abalada pela perda trgica do parente, deslocou-se at Recife PE e transportou o corpo para Salvador BA, local do sepultamento.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 O falecido deixou viva e um filho menor impbere. Sabe-se, ainda, que Mauro tinha 35 anos de idade, era responsvel pelo sustento da famlia e conseguia obter renda mdia mensal de R$ 800,00 como pedreiro. Sabe-se, tambm, que os gastos hospitalares somaram R$ 3.000,00 e os gastos com transporte do corpo e funeral somaram R$2.000,00. Aps o laudo da percia tcnica apontar como causa da morte o traumatismo craniano decorrente da queda do aparelho de ar-condicionado e o inqurito policial indiciar Paulo como autor de homicdio culposo, a viva e o filho procuraram um advogado para buscar em juzo o direito indenizao pelos danos decorrentes da morte de Mauro.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Em face da situao hipottica apresentada, redija, na qualidade de advogado (a) procurado (a) pela famlia de Mauro, a petio inicial da ao judicial adequada ao caso, abordando todos os aspectos de direito material e processual pertinentes.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (36 Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Empresarial) Um representante legal de cooperativa de crdito, com sede e principal estabelecimento localizados no Distrito Federal, voltada precipuamente para a realizao de mtuo aos seus associados, acaba de saber que o gerente de sucursal localizada em outro estado foi legalmente intimado, h uma semana, por deciso prolatada pelo juzo da cidade de Imaginrio, em que se decretou a falncia da cooperativa em questo. No caso, um empresrio credor de uma duplicata inadimplida no valor total de R$ 11.000,00 requereu, aps realizar o protesto ordinrio do ttulo de crdito, a falncia do devedor, em processo que correu sem defesa oferecida pela mencionada pessoa jurdica.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Na deciso, afirma-se que a atividade habitual de emprstimo de dinheiro a juros constitui situao mercantil clssica, sendo, portanto, evidente a natureza empresarial do devedor, e que, em razo da ausncia de interesse do ru em adimplir o crdito ou sequer se defender, patente est a sua insolvncia presumida. Em face da situao hipottica apresentada, na qualidade de advogado(a) contratado(a) pelo representante legal da mencionada cooperativa de crdito, redija a medida processual cabvel para impugnar a deciso proferida.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (Exame de Ordem OAB/RJ 2 Fase Pea Profissional Tributrio) Em determinado municpio, foi publicada, em julho de 2006, uma lei que isentava de IPTU "os portadores de dificuldade de locomoo decorrente de deficincia nos membros inferiores" (in verbis). Aps ser notificado, em janeiro de 2007, para pagar o IPTU de 2007, Aderaldo, portador de cegueira congnita, ajuizou ao contra o municpio, na qual pedia que fosse declarada a inexistncia da relao jurdico-tributria referente ao IPTU, com a desconstituio daquele lanamento tributrio. Na ao,
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Aderaldo alegou que, por analogia, enquadrava-se na mesma categoria dos "portadores de dificuldade de locomoo" citados na mencionada lei, uma vez que, segundo ele, os cegos tambm tm dificuldade de se locomover, muitas vezes, maior do que a dos deficientes motores. Aderaldo aproveitou a ao, tambm, para pedir o direito de no pagar a contribuio de iluminao pblica, que cobrada juntamente com as contas de energia eltrica. Apresentou como razes para tal pedido:
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 a)que as notificaes de pagamento que tem recebido no foram expedidas pela prefeitura, como exigiria o Cdigo Tributrio Nacional; b)que, no seu caso, no ocorreria o fato gerador da obrigao tributria, visto que, sendo ele cego e sendo o fato gerador de tal tributo uma situao de fato, aplicar-se-ia, no caso, a regra do caput e a do inciso I do art. 116 do CTN, que rezam:
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 "Salvo disposio de lei em contrrio, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: I tratando-se de situao de fato, desde o momento em que se verifiquem as circunstncias materiais necessrias a que produza os efeitos que normalmente lhe so prprios;". Conforme argumentao apresentada por Aderaldo, a definio do fato gerador da iluminao pblica exige que o contribuinte se enquadre no conceito de receptador dessa iluminao, o que no ocorreria com ele.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Na qualidade de advogado da prefeitura e considerando a situao hipottica acima, redija uma contestao ao proposta por Aderaldo. Obs.: todos os dados no-disponveis, sejam eles sobre Aderaldo, sobre o municpio ou qualquer outro que seja necessrio especificar no texto, devem ser seguidos de reticncias (como, por exemplo, domiciliado..., CNPJ...); no exame de sua pea sero consideradas a tcnica profissional e a argumentao material sobre os trs pontos levantados por Aderaldo.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 (OAB - Conselho Federal - Exame de Ordem 2/2009 (Prova Prtico-Profissional de Direito Empresarial): Amin e Carla so scios da A&C Engenharia Ltda., pessoa jurdica que, em 26/11/2008, teve falncia decretada pela Vara de Falncias e Concordatas do Distrito Federal, tendo o juzo competente fixado o termo legal da falncia em 20/11/2007. Pedro, administrador judicial da massa falida da A&C Engenharia Ltda., tomou conhecimento que Amin, poca em que este praticava atos concernentes administrao da sociedade, transferira, em 5/12/2007, a ttulo gratuito, um automvel, de propriedade da sociedade empresria, a sua irm, Fabiana, o que causou prejuzos massa falida.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Em face dos referidos fatos, Pedro decidiu promover medida judicial visando revogao da doao praticada por Amin, com o objetivo de preservar os interesses da sociedade e dos credores. Considerando a situao hipottica apresentada, na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Pedro, redija a medida judicial cabvel para a referida revogao, com fundamento na matria de direito aplicvel ao caso, apresentando todos os requisitos legais pertinentes.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 PROVA OAB 2009.2 ADMINISTRATIVO A administrao pblica local desencadeou procedimento licitatrio, na modalidade de tomada de preos, tendo por objeto a construo de uma ponte de 28 metros. Na fase de habilitao, a comisso de licitao considerou a empresa X inabilitada, sob o fundamento de que a documentao apresentada seria insuficiente para comprovar sua capacidade tcnico-operacional, dada a exigncia de experincia anterior em construo de obras que, somadas, alcanassem 500 metros lineares de pontes ou viadutos.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Inconformada com a incompatibilidade existente, nas normas do edital, entre o objeto da licitao e a exigncia relativa experincia, a empresa ajuizou ao cautelar, com pedido de liminar, com a finalidade de suspender a deciso que ensejou sua inabilitao e de participar das demais fases do certame, mormente por ter apresentado certido de acervo tcnico e atestado de acervo tcnico, emitidos por rgos oficiais, comprovando a experincia na construo de ponte com extenso de 100 metros. O juzo monocrtico deferiu a liminar postulada, permitindo a participao da empresa nas demais fases, entendimento confirmado no julgamento de mrito da ao cautelar.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 No prazo legal, a empresa ajuizou a ao principal sob o rito ordinrio, visando obteno de provimento jurisdicional que declarasse a nulidade da deciso administrativa que a inabilitara para o certame. O poder pblico apresentou contestao, ressaltando a necessidade de observncia do princpio da vinculao ao instrumento convocatrio e a afronta ao princpio da igualdade de tratamento entre os licitantes, sob o argumento de que eventual provimento que declarasse a nulidade da deciso administrativa privilegiaria a empresa autora em detrimento das demais, por permitir sua participao, no obstante a ausncia de comprovao de sua capacidade tcnica.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 A autoridade julgadora julgou improcedente o pedido, destacando, para tanto, que a empresa no comprovara sua capacidade tcnica para a realizao da obra licitada e que, no obstante a Lei n. 8.666/1993 tenha permitido a substituio dos certificados de registros cadastrais por documentos necessrios sua obteno, a documentao apresentada pela autora no teria comprovado sua capacidade tcnica para a obteno do certificado relativo experincia exigida no edital.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Ao afastar a pretenso, aduziu, tambm, que eventual provimento jurisdicional em sentido contrrio implicaria afronta ao princpio da isonomia e desrespeito ao edital. Segundo a autoridade, o acolhimento da pretenso significaria, desse modo, afronta ao princpio da vinculao ao instrumento convocatrio, previsto nos arts. 3. e 41 da Lei n. 8.666/1993, bem como ao disposto no art. 22, 2., do mesmo diploma legal, j que a empresa licitante teria deixado de apresentar documentao expressamente prevista no edital que rege o certame.
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  • RESPONSABILIDADE CIVIL AULA 1 PROAB 2012.2 ELABORAO DE PEAS PROCESSUAIS - AULA 4 Considerando a situao hipottica acima apresentada, na qualidade de advogado(a) constitudo(a) pela empresa inabilitada, redija a pea processual cabvel, apresentando as questes de direito processual e de direito material indispensveis defesa dos interesses de sua cliente.