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Questões de Direito Penal e Processual Penal 1 ENUNCIADO. A respeito da aplicação da lei penal, dos princípios da legalidade e da anterioridade e acerca da lei penal no tempo e no espaço, julgue os seguintes itens: 01. (___) - Ocorrendo a hipótese de novatio legis in mellius em relação a determinado crime praticado por uma pessoa definitivamente condenada pelo fato, caberá ao juízo da execução, e não ao juízo da condenação, a aplicação da lei mais benigna. 02. (___) - O princípio da legalidade, que é desdobrado nos princípios da reserva legal e da anterioridade, não se aplica às medidas de segurança, que não possuem natureza de pena, pois a parte geral do Código Penal apenas se refere aos crimes e contravenções penais. 03. (___) - A lei processual penal não se submete ao princípio da retroatividade in mellius, devendo ter incidência imediata sobre todos os processos em andamento, independentemente de o crime haver sido cometido antes ou depois de sua vigência ou de a inovação ser mais benéfica ou prejudicial. ENUNCIADO. Julgue os itens subsequentes, acerca dos atos de improbidade e crimes contra a administração pública: 04. (___) - A contratação de advogado privado, às custas públicas, para a defesa de prefeito em ação civil pública, ainda que haja corpo próprio de advogados do município, não configura ato de improbidade, mas mero ilícito civil, segundo entendimento do STJ. 05. (___) - De acordo com a legislação respectiva, é cabível a transação penal nas ações destinadas a apurar atos de improbidade. 06. (___) - Segundo entendimento do STJ em relação ao crime de peculato, configura bis in idem a aplicação da circunstância agravante de ter o crime sido praticado com violação de dever inerente a cargo. ENUNCIADO. Acerca dos crimes relativos à licitação, julgue os itens que se seguem. 07. (___) - Os crimes definidos na lei de licitações sujeitam os seus autores, quando servidores públicos, à perda de cargo, emprego, função ou mandato eletivo, ainda que o crime não tenha sido consumado. 08. (___) - Não interfere na pena aplicada ao agente o fato de ser ele ocupante de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da administração direta, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista, fundação pública ou em outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo poder público. ENUNCIADO. A respeito de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, julgue os seguintes itens: 09. (___) - O processo e o julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro independem do processo e do julgamento dos crimes antecedentes, ainda que praticados em outro país. 10. (___) - Compete à justiça estadual o processo e o julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro, ainda que o crime antecedente seja de competência da justiça federal, desde que não tenha sido praticado em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. 11. (___) - Nos crimes de lavagem de dinheiro, a pena não poderá ser cumprida inicialmente em regime aberto, mesmo que haja colaboração espontânea do coautor ou partícipe com as autoridades, na prestação de esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria. ENUNCIADO. Julgue os itens a seguir, com base no entendimento do STF: 12. (___) - Considere que, após realização de interceptação telefônica judicialmente autorizada para apurar crime contra a administração pública imputado ao servidor público Mário, a autoridade policial tenha identificado, na fase de inquérito, provas de ilícitos administrativos praticados por outros servidores. Nessa situação hipotética, considerando-se que a interceptação telefônica tenha sido autorizada judicialmente apenas em relação ao servidor Mário, as provas obtidas contra os outros servidores não poderão ser usadas em procedimento administrativo disciplinar.

Questoes de Direito Penal e Processual Penal

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Questes de Direito Penal e Processual PenalENUNCIADO. A respeito da aplicao da lei penal, dos princpios da legalidade e da anterioridade e acerca da lei penal no tempo e no espao, julgue os seguintes itens: 01. (___) - Ocorrendo a hiptese de novatio legis in mellius em relao a determinado crime praticado por uma pessoa definitivamente condenada pelo fato, caber ao juzo da execuo, e no ao juzo da condenao, a aplicao da lei mais benigna. 02. (___) - O princpio da legalidade, que desdobrado nos princpios da reserva legal e da anterioridade, no se aplica s medidas de segurana, que no possuem natureza de pena, pois a parte geral do Cdigo Penal apenas se refere aos crimes e contravenes penais. 03. (___) - A lei processual penal no se submete ao princpio da retroatividade in mellius, devendo ter incidncia imediata sobre todos os processos em andamento, independentemente de o crime haver sido cometido antes ou depois de sua vigncia ou de a inovao ser mais benfica ou prejudicial. ENUNCIADO. Julgue os itens subsequentes, acerca dos atos de improbidade e crimes contra a administrao pblica: 04. (___) - A contratao de advogado privado, s custas pblicas, para a defesa de prefeito em ao civil pblica, ainda que haja corpo prprio de advogados do municpio, no configura ato de improbidade, mas mero ilcito civil, segundo entendimento do STJ. 05. (___) - De acordo com a legislao respectiva, cabvel a transao penal nas aes destinadas a apurar atos de improbidade. 06. (___) - Segundo entendimento do STJ em relao ao crime de peculato, configura bis in idem a aplicao da circunstncia agravante de ter o crime sido praticado com violao de dever inerente a cargo. ENUNCIADO. Acerca dos crimes relativos licitao, julgue os itens que se seguem. 07. (___) - Os crimes definidos na lei de licitaes sujeitam os seus autores, quando servidores pblicos, perda de cargo, emprego, funo ou mandato eletivo, ainda que o crime no tenha sido consumado. 08. (___) - No interfere na pena aplicada ao agente o fato de ser ele ocupante de cargo em comisso ou de funo de confiana em rgo da administrao direta, autarquia, empresa pblica, sociedade de economia mista, fundao pblica ou em outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo poder pblico. ENUNCIADO. A respeito de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, julgue os seguintes itens: 09. (___) - O processo e o julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro independem do processo e do julgamento dos crimes antecedentes, ainda que praticados em outro pas. 10. (___) - Compete justia estadual o processo e o julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro, ainda que o crime antecedente seja de competncia da justia federal, desde que no tenha sido praticado em detrimento de bens, servios ou interesses da Unio, ou de suas entidades autrquicas ou empresas pblicas. 11. (___) - Nos crimes de lavagem de dinheiro, a pena no poder ser cumprida inicialmente em regime aberto, mesmo que haja colaborao espontnea do coautor ou partcipe com as autoridades, na prestao de esclarecimentos que conduzam apurao das infraes penais e de sua autoria. ENUNCIADO. Julgue os itens a seguir, com base no entendimento do STF: 12. (___) - Considere que, aps realizao de interceptao telefnica judicialmente autorizada para apurar crime contra a administrao pblica imputado ao servidor pblico Mrio, a autoridade policial tenha identificado, na fase de inqurito, provas de ilcitos administrativos praticados por outros servidores. Nessa situao hipottica, considerando-se que a interceptao telefnica tenha sido autorizada judicialmente apenas em relao ao servidor Mrio, as provas obtidas contra os outros servidores no podero ser usadas em procedimento administrativo disciplinar.

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Questes de Direito Penal e Processual Penal13. (___) - possvel a prorrogao do prazo de autorizao para a interceptao telefnica, mesmo que sucessiva, especialmente quando se tratar de fato complexo que exija investigao diferenciada e contnua. 14. (___) - Uma vez realizada a interceptao telefnica de forma fundamentada, legal e legtima, as informaes e provas coletadas dessa diligncia podem subsidiar denncia com base em crimes punveis com pena de deteno, desde que estes sejam conexos aos primeiros tipos penais que justificaram a interceptao. ENUNCIADO. Julgue os itens que se seguem acerca da restituio das coisas apreendidas e do perdimento de bens: 15. (___) - A restituio, por constituir ato privativo da autoridade judicial, no poder ser ordenada pela autoridade policial, ainda que no exista dvida quanto ao direito do reclamante. 16. (___) - Mesmo que haja dvida sobre a titularidade do bem apreendido, compete ao juiz criminal decidir sobre o incidente. ENUNCIADO. Considerando o estabelecido no Cdigo de Processo Penal acerca das relaes jurisdicionais com autoridades estrangeiras, julgue os itens a seguir: 17. (___) - As sentenas estrangeiras no sero homologadas nem as cartas rogatrias cumpridas, se contrrias ordem pblica e aos bons costumes. 18. (___) - Independe do pagamento das despesas o andamento de carta rogatria que verse sobre crime de ao penal privada. 19. (___) - Aps a distribuio do requerimento de homologao de sentena estrangeira, o relator mandar citar o interessado para deduzir embargos, os quais somente podero fundar-se em incompetncia do juiz prolator da sentena. ENUNCIADO. Julgue os itens a seguir acerca dos crimes contra a f pblica: 20. (___) - No crime de falsificao de documento pblico, a circunstncia de ser o sujeito ativo funcionrio pblico, independentemente de ter ele se prevalecido do cargo e, com isso, obtido vantagem ou facilidade para a consecuo do crime, um indiferente penal. 21. (___) - De acordo com o STJ, a falsificao nitidamente grosseira de documento afasta o delito de uso de documento falso, haja vista a inaptido para ofender a f pblica. No que se refere a efeitos da condenao e reabilitao, julgue os itens subsequentes. 22. (___) - Nos termos do Cdigo Penal, a perda de cargo, funo pblica ou mandato eletivo ocorrer quando, nos crimes praticados com abuso de poder ou violao de dever para com a administrao pblica, for aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano. 23. (___) - A reabilitao atinge a pena principal aplicada ao condenado, no alcanando os efeitos da condenao. ENUNCIADO. Acerca da extino da punibilidade, julgue os itens a seguir: 24. (___) - Caso a pena de multa seja alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada, aplicam-se a ela os mesmos prazos previstos para as respectivas penas privativas de liberdade. 25. (___) - No caso de concurso de crimes, a extino da punibilidade incidir sobre a pena de cada um deles, isoladamente.

GABARITO: (01) - C / (02) - E / (03) - C / (04) - E / (05) - E / (06) - C / (07) - C / (08) - E / (09) - C / (10) - E / (11) - E / (12) - E / (13) - C / (14) - C / (15) - E / (16) - E / (17) - C / (18) - E / (19) - E / (20) - E / (21) - C / (22) - C / (23) - E / (24) - C / (25) - C

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Questes de Direito Penal e Processual PenalNotas: Questes de Direito Penal e Processual Penal, extradas da prova do concurso para ingresso na Advocacia Geral da Unio - Advogado da Unio, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduada em Direito Tributrio com formao em Magistrio Superior pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. Uma vez deferido pelo juiz o arquivamento do inqurito policial, a pedido do Ministrio Publico, resta vitima, inconformada com tal deciso, a possibilidade de: (A) ajuizar ao penal privada subsidiria da pblica, em razo da inrcia do Ministrio Pblico; (B) impetrar mandado de segurana, apontando o juiz como autoridade coatora; (C) interpor recurso de apelao da deciso, pois esta apreciou o mrito da causa; (D) impetrar mandado de segurana, apontando o Promotor de Justia como autoridade coatora; (E) resignar-se, pois as investigaes s podem ser retomadas se houver notcia de novas provas.

02. A ao penal condenatria pode ser classificada, quanto sua iniciativa, em: (A) pblica incondicionada, pblica condicionada requisio, privada originria, privada subsidiria da pblica e popular; (B) pblica incondicionada, pblica condicionada representao, pblica condicionada queixa-crime, privada originria e privada subsidiria da pblica; (C) pblica incondicionada, pblica condicionada queixa-crime, privada originria, privada subsidiria da pblica e coletiva; (D) pblica incondicionada, pblica condicionada representao, pblica condicionada requisio, privada originria e privada subsidiria da pblica; (E) pblica incondicionada, pblica condicionada queixa-crime, privada originria, privada subsidiria da pblica e popular.

03. Acerca do processo e julgamento dos crimes de trfico e uso indevido de substncias entorpecentes ou que determinem dependncia fsica ou psquica, julgue os itens abaixo. I - Para a lavratura do auto de priso em flagrante, no se faz necessrio laudo de constatao da natureza e da quantidade da droga. II - Os prazos de concluso do inqurito policial podem ser duplicados pelo juiz, ouvido o MP, mediante pedido justificado da autoridade policial. III - Em qualquer fase da persecuo criminal, permitida, mediante autorizao judicial e ouvido o MP, a no-atuao policial sobre os portadores de drogas que se encontrem no territrio brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior nmero de integrantes de operaes de trfico e distribuio, ainda que no haja conhecimento sobre a identificao dos agentes do delito ou de colaboradores. IV - o juiz, na fixao das penas, considerar, com preponderncia sobre as circunstncias judiciais previstas no CP, a natureza e a quantidade da substncia ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. V - O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigao policial e o processo criminal na identificao dos demais co-autores ou partcipes do crime e na recuperao total ou parcial do produto do crime, no caso de condenao, poder ser beneficiado com o perdo judicial. Esto certos apenas os itens: (A) I e II. (B) I e III. (C) II e IV. (D) III e V. (E) IV e V.

04. A parte defensora deve opor, sob pena de precluso, na oportunidade do oferecimento de suas alegaes preliminares, a exceo de: (A) litispendncia;

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Questes de Direito Penal e Processual Penal(B) ilegitimidade da parte; (C) incompetncia relativa do Juzo; (D) coisa julgada; (E) nulidade relativa do processo.

05. A possibilidade de o juiz rejeitar, no todo ou em parte, o laudo pericial e uma consequncia lgica do principio: (A) das provas tarifadas; (B) da intima convico; (C) das provas legais; (D) da persuaso racional do juiz; (E) da independncia do Poder Judicirio.

06. Uma das partes processuais, desejando que um determinado processo de seu interesse deixasse de ser processado por Jlio Csar, tcnico judicirio juramentado conhecido por sua extrema diligncia e presteza, resolve provocar com ele uma discusso, passando a injuri-lo, criando assim um pretexto para arguir a suspeio do referido funcionrio, o que efetivamente feito. A deciso mais correta a ser tomada pelo juiz, ao apreciar essa exceo de suspeio de Jlio Cesar, julg-la: (A) procedente, determinando o processamento do feito por outro tcnico judicirio, pois a ocorrncia da discusso justifica a suspeio alegada; (B) improcedente, pois s uma discusso onde sejam cometidos crimes contra a honra recprocos caracteriza a suspeio do funcionrio; (C) improcedente, porque a suspeio do funcionrio no pode ser reconhecida quando a prpria parte injuriar o funcionrio ou der motivo para cri-Ia; (D) procedente, pois o motivo da discusso irrelevante para efeito de caracterizar a suspeio do funcionrio, que no tem mais iseno de nimo para oficiar no processo; (E) improcedente, pois tanto as partes processuais quanto os funcionrios da justia possuem imunidade por suas palavras e opinies, na discusso da causa.

07. Gustavo, tcnico judicirio juramentado, contraiu emprstimo de vultosa quantia com Flavio, advogado amigo seu desde a poca da faculdade. Um dia, ao folhear os autos de um processo Criminal sob sua responsabilidade, Gustavo percebe que o ru constituiu como defensor justamente Flvio, fato que at ento desconhecia. A providncia mais correta a ser adotada por Gustavo, luz dessa constatao : (A) declarar nos autos a sua suspeio, requerendo ao juiz que determine a distribuio do feito a um outro funcionrio da serventia; (B) prosseguir oficiando no feito normalmente, pois inexiste suspeio de funcionrio da justia, mas to-somente de juzes e membros do Ministrio Pblico; (C) prosseguir oficiando no feito normalmente, porque embora seja possvel, em tese, a suspeio do funcionrio, o fato deste ser devedor de uma das partes no caracteriza suspeio; (D) aguardar a arguio de sua suspeio por uma das partes processuais, porque o funcionrio no pode, por iniciativa prpria, se declarar suspeito; (E) prosseguir oficiando no feito normalmente, haja vista que somente a dvida contrada durante o tramite do processo caracteriza suspeio.

08. No se tratando de crime hediondo, a liberdade provisria SEM arbitramento de fiana deve ser concedida pelo juiz sempre que: (A) o auto de priso em flagrante for nulo; (B) o preso for primrio e de bons antecedentes; (C) a priso em flagrante no puder ser convolada em temporria; (D) no for possvel o arbitramento de fiana; (E) estiverem ausentes os pressupostos e circunstncias autorizadoras da priso preventiva.

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09. Bruno foi denunciado pela prtica de infrao penal, praticada em meados de 1997, sendo a denncia recebida pelo juiz, que determina sua citao pessoal. Frustradas todas as tentativas de localiz-lo, o meirinho certifica estar o denunciado em lugar incerto e no sabido. O magistrado ento determina a citao editalcia de Bruno, que no comparece ao seu interrogatrio. Trs dias aps a data dessa ltima audincia, todavia, o advogado constitudo por Bruno oferece defesa prvia, instruda com procurao outorgada por seu cliente. A providncia mais correta a ser adotada pelo juiz : (A) determinar a suspenso do processo e do prazo prescricional, a produo das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar a priso preventiva do ru; (B) decretar a revelia do ru, determinar o prosseguimento do processo em sua regular tramitao e, se for o caso, decretar a priso preventiva do mesmo; (C) determinar a suspenso do processo, sem prejuzo da fluncia do prazo prescricional, a produo das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar a priso preventiva do ru; (D) decretar a priso preventiva do ru, pois a revelia, por si s, j demonstra estar o mesmo se furtando a aplicao da lei penal; (E) decretar a revelia do ru, determinando a suspenso do prazo prescricional e o prosseguimento do processo em sua regular tramitao e, se for o caso, decretar a priso preventiva do mesmo.

10. Mrio foi condenado pela pratica do crime de furto pela primeira instncia. O Ministrio Pblico no apelou da sentena condenatria. A Defesa, por sua vez, interps apelao, pleiteando a reforma da deciso, por entender insuficientes as provas dos autos para manter a condenao. A 9 Cmara Criminal do TJ/RJ, ao julgar o apelo, decide que, a bem da verdade, as provas indicam a prtica do crime de roubo, eis que a subtrao foi cometida por Mrio mediante o emprego de violncia. Nessa hiptese, a deciso mais acertada : (A) negar-se provimento ao apelo, reformando-se a deciso para condenar Mrio nas penas do crime de roubo; (B) negar-se provimento ao apelo, mantendo-se a condenao pelo crime de furto; (C) determinar-se a abertura de vista ao Procurador de Justia com atribuio junto Cmara, para que ele adite a denncia; (D) declarar-se nulo o processo, determinando-se sua baixa primeira instncia, para que o Promotor de Justia junto ao juzo de primeiro grau adite a denncia; (E) absolver-se o apelante, pela impossibilidade tanto de se considerar elementar do tipo nova no segundo grau de jurisdio quanto de se baixar os autos primeira instncia para esse fim.

11. Sendo um Deputado Federal acusado da prtica de um crime comum, correto afirmar que: (A) desde a expedio do diploma, os membros do Congresso Nacional no podero ser presos, salvo em flagrante de crime afianvel, nem processados criminalmente, sem prvia licena de sua Casa; (B) recebida a denncia contra o Deputado, por crime ocorrido aps a diplomao, o Supremo Tribunal Federal dar cincia Casa respectiva, que, por iniciativa de partido poltico nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poder, at a deciso final, sustar o andamento da ao; (C) desde a expedio do diploma, os membros do Congresso Nacional no podero ser presos, salvo em flagrante de crime inafianvel, nem processados criminalmente, sem previa Iicena de sua Casa; (D) recebida a denncia contra o Deputado, por crime ocorrido aps a diplomao, o Superior Tribunal de Justia dar cincia a Casa respectiva, que, por iniciativa de partido poltico nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poder, at a deciso final, sustar o andamento da ao; (E) desde a data da posse, os membros do Congresso Nacional no podero ser presos, salvo em flagrante de crime afianvel, nem processados criminalmente, sem previa Iicena de sua Casa.

12. Jos Renato foi denunciado pelo Ministrio Pblico, tendo sido a denncia recebida pelo juiz, que determinou a sua citao pessoal para comparecer ao seu interrogatrio. Frustradas todas as tentativas de localiz-lo, o meirinho certifica estar o denunciado em lugar incerto e no sabido. O magistrado ento determina a citao editalcia de Jos Renato, que no comparece para ser devidamente interrogado. Em 1990, o juiz decreta a revelia de Jos Renato, seguindo o processo sua regular tramitao. Aps a prolao da sentena condenatria, chega aos autos um oficio que

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Questes de Direito Penal e Processual Penalprova que Jos Renato esteve preso, desde a poca do recebimento da denncia, naquela mesma unidade da Federao. Essa circunstncia caracteriza: (A) mera irregularidade, sem maiores consequncias; (B) nulidade relativa, cabendo a Defesa demonstrar o prejuzo e argu-la at as alegaes finais, sob pena de precluso; (C) nulidade absoluta, podendo ser arguida ate o transito em julgado da deciso; (D) nulidade relativa, cabendo a Defesa demonstrar o prejuzo e argu-la at as alegaes preliminares, sob pena de precluso; (E) nulidade absoluta, podendo ser arguida aps o trnsito em julgado da deciso.

13. Segundo o Cdigo de Processo Penal, o recurso sempre voluntrio, EXCETO nas hipteses de deciso que: (A) concede reabilitao, habeas corpus na primeira instncia ou habeas corpus de ofcio na segunda instncia; (B) concede habeas corpus de ofcio na primeira ou segunda instncia ou absolve sumariamente o ru no Tribunal do Jri; (C) absolve sumariamente o ru no Tribunal do Jri, concede habeas corpus de oficio na segunda instncia ou concede reabilitao; (D) concede reabilitao, absolve sumariamente o ru no Tribunal do Jri ou concede habeas corpus na primeira instncia; (E) concede ou denega habeas corpus em qualquer instncia, concede reabilitao ou absolve sumariamente o ru no Tribunal do Jri.

14. Com relao priso de natureza administrativa militar, mais correto afirmar ser cabvel a impetrao de habeas corpus: (A) em nenhuma hiptese, por expressa vedao constitucional; (B) nos casos de paciente policial militar ou bombeiro, pois o mesmo no integrante de nenhuma das trs Foras Armadas; (C) em qualquer hiptese, pois o artigo 5, LXVIII, da Constituio da Repblica, no faz qualquer ressalva priso administrativa militar; (D) somente no que diz respeito aos critrios de oportunidade e convenincia da deciso; (E) somente no que tange aos pressupostos legais da deciso.

15. Assinale a opo correta luz do entendimento do STF acerca das nulidades no processo penal. (A) A coisa julgada material que recobre sentena condenatria por delito de quadrilha ou bando no obsta, por si s, a que se reconhea, em habeas corpus, a atipicidade da conduta e a consequente nulidade da condenao, se um dos supostos membros foi definitivamente absolvido em outro processo. (B) Se o advogado constitudo do ru, embora devidamente intimado, deixa de apresentar alegaes finais, o juiz pode proferir sentena condenatria, sem necessidade de designar defensor pblico ou dativo para suprir a falta, sem que haja qualquer espcie de nulidade. (C) nula a deciso de pronncia que contem excesso de linguagem, ainda que os jurados no tenham tido acesso a ela, pois no h necessidade de comprovao de prejuzo concreto. (D) No direito processual penal, diferentemente do que ocorre no processo civil, absoluta a nulidade decorrente da inobservncia da competncia penal por preveno. (E) No rito do juizado especial criminal, o comparecimento do acusado a audincia preliminar sem o acompanhamento de advogado, ainda que tenha o ru recusado a proposta de transao penal, e causa de nulidade absoluta, que independe da demonstrao de prejuzo.

GABARITO: (01) - E / (02) - D / (03) - C / (04) - C / (05) - D / (06) - C / (07) - A / (08) - E / (09) - B / (10) - E / (11) - B / (12) - E / (13) - D / (14) - E / (15) - A

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Questes de Direito Penal e Processual PenalNotas: Questes de Direito Processual Penal, extradas do SIMULADO 2009, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduada em Direito Tributrio com formao em Magistrio Superior - FMS pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. No direito penal entende-se como ingerncia: (A) o comportamento anterior que cria o risco da ocorrncia do resultado, gerando o dever de agir, que torna a omisso penalmente relevante; (B) a participao de menor importncia, que importa em causa de diminuio de pena; (C) o arrependimento que, nos crimes sem violncia ou grave ameaa a pessoa, motiva o agente a reparar o dano ou restituir a coisa at o recebimento da denuncia ou da queixa; (D) a utilizao de agente sem culpabilidade para a realizao de um crime, importando em autoria mediata; (E) a obedincia por subalterno a ordem no manifestamente ilegal emanada de superior hierrquico.

02. A ocultao de valores provenientes de sua execuo representa a prtica de "lavagem de dinheiro" no seguinte crime: (A) concusso; (B) roubo; (C) extorso; (D) homicdio mediante paga; (E) latrocnio.

03. So normas penais no incriminadoras, EXCETO: (A) "No excluem a imputabilidade penal: I - a emoo ou a paixo" (art. 28, I, do Cdigo Penal); (B) "O resultado, de que depende a existncia do crime, somente imputvel quem Ihe deu causa" (art. 13 do Cdigo Penal); (C) "Diz-se o crime: (...) II - tentado, quando iniciada a execuo, no se consuma por circunstncias alheias vontade do agente" (art. 14, II, do Cdigo Penal); (D) "Pelo resultado que agrava especialmente a pena, s responde o agente que o houver causado ao menos culposamente" (art. 19 do Cdigo Penal); (E) "Se o agente for inimputvel, o juiz determinar a sua internao (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punvel com deteno, poder o juiz submet-lo a tratamento ambulatorial" (art. 97 do Cdigo Penal).

04. Considerando a parte geral do direito penal, julgue os seguintes itens. I - Nos crimes de tendncia intensificada, o tipo penal requer o nimo de realizar a prpria conduta tpica legalmente prevista, sem necessidade de transcender tal conduta, como ocorre nos delitos de inteno. Em outras palavras, no se exige que o autor do crime deseje um resultado ulterior ao previsto no tipo penal, mas, apenas, que confira a ao tpica um sentido subjetivo no previsto expressamente no tipo, mas deduzvel da natureza do delito. Cita-se, como exemplo, o propsito de ofender, nos crimes contra a honra. II - Subdividem-se os crimes de perigo em crimes de perigo concreto e crimes de perigo abstrato, diferenciando-se um do outro porque naqueles h a necessidade da demonstrao da situao de risco sofrida pelo bem jurdico penal protegido, o que somente pode ser reconhecvel por uma valorao subjetiva da probabilidade de supervenincia de um dano. Por outro lado, no crime de perigo abstrato, h uma presuno legal do perigo, que, por isso, no precisa ser provado. III - No CP, adota-se, em relao ao concurso de agentes, a teoria monstica ou unitria, segundo a qual, aquele que, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas na medida de sua culpabilidade; no referido cdigo, adota-se, ainda, o conceito restritivo de autor, entendido como aquele que realiza a conduta tpica descrita na lei, praticando o ncleo do tipo. IV - Franz Von Liszt estabeleceu distino entre ilicitude formal e material, asseverando que formalmente antijurdico todo comportamento humano que viola a norma penal, ao passo que substancialmente antijurdico o comportamento humano que fere o interesse social tutelado pela prpria norma.

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Questes de Direito Penal e Processual PenalV - A supervenincia de causa relativamente independente exclui a imputao quando, por si s, tenha produzido o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os tenha praticado. A quantidade de itens certos e iguais a: (A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (E) 5.

05. Segundo a redao do artigo 18, I, do Cdigo Penal ("Diz-se o crime: I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo"), possvel concluir que foi adotada: (A) a teoria do assentimento; (B) a teoria da representao; (C) as teorias do assentimento e da representao; (D) as teorias do assentimento e da vontade; (E) as teorias da representao e da vontade.

06. Em uma loja de roupas femininas, Fulana pede para experimentar uma blusa e, enquanto distrai a vendedora, desviando a sua ateno para outra cliente, guarda a pea em sua bolsa, fugindo em seguida. Trata-se da hiptese de: (A) furto qualificado mediante destreza; (B) furto qualificado mediante fraude; (C) apropriao indbita; (D) estelionato; (E) fraude ao comercio.

07. Depois de pronunciado por homicdio consumado e tentativa de homicdio conexos, Tcio condenado a dois anos de deteno (art. 121, 3, do Cdigo Penal), porque foi reconhecido excesso na Legtima Defesa, e a um ano de deteno, j que foi desclassificada a tentativa para o crime de leses corporais (art. 129 do Cdigo Penal). O corru Mvio apela da deciso alegando a extino da punibilidade do crime de leses corporais, j que, ao contrrio do que se verificou com Tcio, somente foi pronunciado em grau de recurso imediatamente aps o decurso de quatro anos do recebimento da denncia. Assim, correto afirmar que: (A) ocorreu a prescrio do crime de leses corporais para ambos os agentes, porque o beneficio merece interpretao extensiva; (B) no ocorreu a prescrio, porque a interrupo da prescrio ocorrida com a pronncia de Tcio produz efeito relativamente ao outro participante do crime; (C) ocorreu a prescrio do crime de leses corporais apenas para Mvio porque, quando Tcio foi pronunciado, interrompeu-se em relao ao mesmo o lapso prescricional; (D) no ocorreu a prescrio, porque seu prazo se suspendeu quando houve a pronncia de um dos agentes; (E) ocorreu a prescrio em ambos os crimes e para ambos os agentes porque, havendo coautoria e conexo de crimes, a prescrio atinge todos os fatos.

08. A respeito dos crimes contra a ordem tributria, assinale a opo correta com base na jurisprudncia do STF: (A) Independentemente da representao fiscal para fins penais, se o MP dispuser, por outros meios, de elementos que Ihe permitam comprovar a definitividade da constituio do crdito tributrio, ele pode, ento, de modo legtimo, fazer instaurar os pertinentes atos de persecuo penal por delitos contra a ordem tributria. (B) O cancelamento do credito tributrio por deciso definitiva do Conselho de Contribuintes, apos o lanamento fiscal prvio, no influencia a ao penal em curso por delito de sonegao fiscal, dada a independncia das instncias penal e administrativa.

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Questes de Direito Penal e Processual Penal(C) Havendo conexo entre os crimes de sonegao tributria e falsidade ideolgica, ainda que esta no tenha sido perpetrada em documento exclusivamente destinado a pratica do primeiro crime, aplica-se o principio da consuno, devendo o agente responder unicamente pelo crime contra a ordem tributria. (D) Enquanto no efetivado o lanamento definitivo do dbito tributrio, no h justa causa para a ao penal, o que no influi no lapso prescricional penal, que no se suspende. (E) A impetrao de mandado de segurana, apos o lanamento definitivo do credito tributrio, impede o inicio da ao penal.

09. A prtica de fato definido como crime por obedincia ordem ilegal de superior hierrquico: (A) no exclui a culpabilidade, j que ilegal a ordem; (B) exclui a culpabilidade, se no manifestamente ilegal a ordem; (C) exclui a ilicitude, por estrito cumprimento de dever legal; (D) exclui o dolo, porque no h potencial conhecimento da licitude do fato; (E) exclui o nexo causal, por irrelevncia da condio antecedente.

10. Quando conduzia veiculo automotor, sem culpa, Fulano atropela um pedestre, deixando de prestar-lhe socorro, constituindo tal conduta, em tese, a prtica de: (A) omisso de socorro, prevista no artigo 135 do Cdigo Penal; (B) leso corporal culposa, com o aumento de pena previsto no artigo 129, pargrafo 7, do Cdigo Penal; (C) expor a vida de outrem a perigo, previsto no artigo 132, do Cdigo Penal; (D) omisso de socorro, prevista no artigo 304, da Lei n 9.503/97; (E) leso corporal culposa na conduo de veculo automotor, com o aumento de pena previsto no artigo 303, pargrafo nico, da Lei n 9.503/97.

11. Ainda com relao ao direito penal, julgue os seguintes itens. I - A lei de proteo vitimas e testemunhas (delao premiada) prev benefcios ao indiciado que colaborar voluntariamente com a investigao policial e o processo criminal na identificao dos demais coautores ou participes do crime, na localizao da vtima com vida e na recuperao total ou parcial do produto do crime. Tais benefcios, similares ao instituto do 'plea bargaining' do direito norte-americano, no interferem na pena aplicada, mas no processo e podem ser oferecidos pelo MP. II - No crime de gesto fraudulenta, a condio pessoal de controlador, administrador, diretor ou gerente de instituio financeira, por ser elementar do crime, comunica-se ao participe. Trata-se de crime habitual imprprio ou acidentalmente habitual, segundo o STF, isto e, no qual uma nica ao tem relevncia para configurar o tipo, no constituindo pluralidade de crimes a repetio de atos. III - Critica-se, na doutrina, a lei que dispe acerca dos crimes organizados, sob o argumento de que tal norma teria desrespeitado o principio da taxatividade e da reserva legal, por no conter a definio de crime organizado, de forma que a lei de combate ao crime organizado somente poderia ser aplicada aos crimes de quadrilha ou bando e de associao criminosa, j previstos em lei. A Conveno das Naes Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, todavia, conceitua grupo criminoso organizado como o grupo estruturado de trs ou mais pessoas, existente ha algum tempo e atuando concertadamente com o propsito de cometer uma ou mais infraes graves ou enunciadas na citada conveno, com a inteno de obter, direta ou indiretamente, um benefcios econmico ou outro beneficio material. IV - O STF consolidou o entendimento de que no se aplica o princpio da insignificncia aos crimes contra o meio ambiente, considerando que tal espcie delitiva aambarca bens jurdicos supraindividuais, relativos aos direitos humanos fundamentais de terceira dimenso, isto , que tem como titular no somente o individuo, mas grupos humanos no individualizados ou a prpria humanidade, assentando-se sob o ideal de fraternidade. V - A vigente legislao acerca dos crimes de trafico ilcito de entorpecentes e drogas afins no previu a causa de aumento relativo a associao eventual para a prtica de delitos nela previstos, diferentemente do que previa a revogada legislao anterior, constituindo-se aquela, assim, em 'novatio legis in meilius', de forma que, aos agentes que tenham cometido crime sob a gide da lei revogada, no se aplica a causa de aumento, em obedincia ao principio da retroatividade da lei penal mais benfica, constitucionalmente previsto. A quantidade de itens certos igual a:

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Questes de Direito Penal e Processual Penal(A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (E) 5.

12. O mdico est autorizado a praticar o aborto com conhecimento da gestante ou de seu representante legal (artigo 128, inciso II, do Cdigo Penal), quando a gestante for vitima de estupro: (A) aps convencido de que tal circunstncia tenha ocorrido; (B) aps o registro do fato na Delegacia de Polcia; (C) aps o oferecimento da Denncia contra o autor do fato; (D) aps a condenao do autor do fato; (E) aps a condenao transitada em julgado em face do autor do fato.

13. A respeito da tentativa, correto afirmar que: (A) A tentativa imperfeita pode tambm ser denominada tentativa branca; (B) A consumao no pode ser obtida por razes alheias ou no vontade do agente; (C) Pode ocorrer nos crimes habituais; (D) O cdigo penal adota a teoria objetiva moderada ou temperada no que concerne a punibilidade na tentativa; (E) No pode ocorrer nos crimes complexos.

14. Durante revista pessoal em Beltrano, policiais encontram, em sua carteira, uma via de sua Certido de Nascimento que, quando levada a percia, foi constatado tratar-se de "documento falso". Nesse caso, tal conduta se amolda a figura tpica de: (A) Uso de documento falso; (B) Falsificao de documento particular; (C) Falsificao de documento pblico; (D) Falsa identidade; (E) A conduta atpica.

15. No que concerne ao estado de necessidade, correto afirmar que: (A) O cdigo penal adota a teoria diferenciadora, sendo todo estado de necessidade justificante; (B) No ha distino entre estado de necessidade justificante e estado de necessidade exculpante; (C) O cdigo penal adota a teoria unitria, sendo todo estado de necessidade exculpante; (D) No estado de necessidade exculpante, o bem jurdico preservado sempre ser de maior valor do que o bem jurdico sacrificado; (E) Para distinguir estado de necessidade exculpante e estado de necessidade justificante, preciso ponderar bens jurdicos depois de confront-los.

GABARITO: (01) - A / (02) - A / (03) - C / (04) - E / (05) - D / (06) - B / (07) - B / (08) - A / (09) - B / (10) - D / (11) - C / (12) - A / (13) - D / (14) - E / (15) - E Notas: Questes de Direito Penal, extradas do SIMULADO 2009, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro EMERJ, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduada em Direito Tributrio com formao em Magistrio Superior - FMS pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

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Questes de Direito Penal e Processual Penal01. Marque a alternativa incorreta: a) O inqurito policial mero procedimento administrativo de investigao inquisitorial, sem contraditrio, de modo que no h direito do advogado do investigado ao acesso irrestrito aos autos do inqurito onde foi decretado sigilo imprescindvel s investigaes, pois prevalece o interesse pblico sobre o privado. b) No caso de absolvio sumria, interposto o recurso cabvel, permitido ao Juiz rever essa deciso podendo retific-la integralmente. c) relativa a nulidade decorrente da inobservncia da regra de competncia penal por preveno. d) H abuso do direito de acusar, impondo anulao da denncia e trancamento do processo penal, sempre que a pea acusatria imputa a prtica de crime de autoria coletiva sem a descrio minuciosa e individualizada da conduta de cada um dos agentes.

02. Com relao s prises processuais, assinale a alternativa incorreta: a) O decreto de priso do ru solto, feito na sentena condenatria recorrvel ou na deciso de pronncia, depende do reconhecimento, nessas ocasies, de situaes que justificariam a priso preventiva. b) possvel a priso em flagrante, pela autoridade ou por qualquer do povo, do agente de crime de ao privada ou pblica condicionada a representao, mas a lavratura do respectivo auto e o recolhimento do peso dependem de manifestao de vontade da vtima ou de quem possa representar. c) O decreto de priso preventiva deve ser adequadamente motivado, podendo a medida encontrar justificativa exclusiva; na abstrata gravidade do crime, no clamor popular decorrente da repercusso do fatos na revelia do acusado, ou ainda na ocorrncia de fuga para evitar o flagrante. d) A priso temporria s possvel no caso de crimes taxativamente indicados na lei, aliada a necessidade da constrio para a realizao de investigaes policiais, ou ento ao fato do indiciado no ter residncia fixa ou no esclarecer sua identidade; terminado o prazo de custdia o detido dever ser imediatamente posto em liberdade independentemente de pronunciamento judicial.

03. Avalie as proposies seguintes e indique a alternativa correta: a) Proferindo deciso de impronuncia quanto ao crime doloso contra a vida, o Juiz deve decidir sobre o mrito dos crimes conexos fazendo-o por sentena em apartado, j que a impronuncia deciso terminativa processual. b) juridicamente possvel pedido (ao) de reviso criminal para desconstituir sentena proferida em julgamento realizado pelo Tribunal do Jri, buscando 'judicium rescisorium' que venha substituir aquela deciso pela que for proferida pelo tribunal de 2 instncia. c) A pronncia e o acrdo que a confirmar no permanecem como causas interruptivas da prescrio na forma do artigo 117, II e III, do Cdigo de Processo Penal, quando o veredicto do conselho de sentena desclassifica o fato para delito no includo na sua competncia. d) A pronuncia juzo de prelibao, em que o magistrado admite a probabilidade das imputaes feitas ao ru, de modo que tambm deve decidir sobre ocorrncia de concurso de crimes e crime continuado, bem como sobre atenuantes, agravantes e causas de aumento ou diminuio da pena.

04. Em matria recursal pode-se afirmar que: a) Das decises proferidas pelas Turmas Recursais, no mbito do Juizado Especial Criminal, cabem recurso especial e recurso extraordinrio. b) O agravo em execuo no tem efeito suspensivo, mas tem efeito regressivo. c) Da deciso que nega seguimento ao recurso especial e ao recurso extraordinrio caber carta testemunhvel. d) Cabe apelao do Ministrio Pblico mesmo que a sentena tenha sido proferida nos exatos termos do pedido de condenao formulado pelo 'parquet' nas alegaes finais.

05. Assinale a alternativa em que todas as assertivas esto corretas: a) Na reviso criminal a dvida no beneficia o peticionrio - A deciso denegatria de habeas corpus no impede que a mesma questo seja rediscutida em sede de recurso - Transitada em julgado sentena de mrito absolutria proferida por

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Questes de Direito Penal e Processual PenalJuiz absolutamente incompetente, no h instrumento para arguir essa nulidade - Decreta-se a revelia e abre-se prazo para o oferecimento da defesa prvia, quando ru citado por edital no comparece ao interrogatrio sem justo motivo, mas constitui advogado em seu favor. b) No cabem 'habeas corpus' e reviso criminal depois de estarem extintas as penas privativas de liberdade - No havendo ru preso, o uso do rito comum ordinrio em lugar do rito sumrio que seria cabvel no caso, no enseja nulidade - Quando o ru citado por edital e no comparece ao interrogatrio, nem constitui defensor, suspende-se o curso do processo e do prazo prescricional, podendo ser produzidas provas urgentes - Uma dos motivos legais para justificar o desaforamento do processo para outra comarca ou subseo judiciria, mais prximas, a certeza sobre a parcialidade do Jri. c) A sentena denegatria de 'habeas corpus' submete-se ao reexame necessrio - A quebra de sigilo de dados telefnicos, ainda que no configure hiptese de interceptao, no prescinde de autorizao judicial - A perempo aplica-se a todas as aes penais privadas - Na ao penal de execuo vigora o princpio da inrcia (ne procedat judex ex officio), de modo que a execuo do titulo condenatrio sempre depende da iniciativa do Ministrio Pblico. d) No se incluem na atividade privativa do advogado o ajuizamento de 'habeas corpus', da reviso e do mandado de segurana em matria criminal. No procedimento dos Juizados Especiais Criminais o recurso a ser manejado contra a rejeio da denncia a apelao - O que gera nulidade a falta de intimao para oferecimento de contrariedade ao libelo, e no a falta de seu oferecimento - O desaforamento, quando solicitado pelo prprio Juiz ao Tribunal de 2 instncia, prescinde de audincia da defesa porque essa medida sempre adotada no interesse do acusado.

06. Assinale a afirmao FALSA: a) da Justia Federal a competncia para o processo e julgamento de crimes cometidos a bordo de embarcaes que sejam de grande calado, mas no h restries quando o delito perpetrado em aeronaves. b) Tramitando na Justia Federal processo referente a crimes conexos de competncia federal e estadual, se o Juiz Federal proferir sentena absolutria com referncia ao delito de sua competncia originria, transfere-se a Justia Estadual a competncia para a infrao remanescente e cujo julgamento a ela caberia. c) Desaparece a prerrogativa de foro privilegiado quando cessa o exerccio da funo, devendo o processo ainda no julgado ser remetido ao juzo comum. d) A Justia Militar da Unio tem competncia para julgar tambm os civis, quando praticam - ainda que isoladamente delitos contra as instalaes militares.

07. Pode-se afirmar que: a) O reconhecimento da coisa julgada s possvel quando alegada por meio de exceo, sendo que a rejeio da mesma pode ser contrastada atravs do recurso em sentido estrito. b) A habilitao do assistente de acusao possvel at antes de ser proferida a sentena, e o mesmo ter direito a repetio dos atos probatrios realizados antes de seu ingresso. c) A sentena condenatria ainda no transitada em julgado obstculo para a avocatria, no juzo de competncia prevalente, dos processos referentes a crimes conexos. d) No possvel a progresso de regime de cumprimento da pena imposta ao ru que se acha preso preventivamente, antes do trnsito em julgado da sentena que o condenou.

08. Nos termos da Lei n 9.613, de 3 de maro de 1998: a) A interdio do exerccio do cargo ou funo pblica de qualquer natureza pode ser imposta pelo Juiz como pena acessria, pelo tempo correspondente pena privativa de liberdade aplicada. b) A denncia ser instruda com provas da ocorrncia e autoria do crime antecedente, embora sem prejudicialidade com o efetivo julgamento desse delito anterior. c) nus do ru demonstrar a licitude da origem dos seus bens que foram apreendidos ou sequestrados como sendo objeto dos crimes previstas nessa lei, para obter a liberao dos mesmos. d) A competncia da Justia Federal quando o crime antecedente for praticado em detrimento de autarquias e empresas pblicas.

09. Transitada em julgado a condenao, a supervenincia de lei nova mais benigna que favorece o condenado:

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Questes de Direito Penal e Processual Penala) Deve ser aplicada atravs de reviso criminal interposta perante o tribunal. b) Deve ser aplicada pelo prprio juzo da condenao. c) Deve ser aplicada em sede de habeas corpus interposto perante o Superior Tribunal de Justia. d) Deve ser aplicada no juzo da execuo penal.

10. Indique a alternativa CORRETA: a) possvel o cumprimento no Brasil de pena privativa de liberdade imposta em Estado estrangeiro, desde que a condenao seja homologada pelo Superior Tribunal de Justia, executando-se a sentena homologada atravs de carta de ordem encaminhada ao juzo competente da Justia Federal. b) Encontrando-se o ru preso, a citao pessoal s e exigvel se estiver recolhido em cadeia ou presdio da mesma unidade federativa em que o Juiz exerce sua jurisdio permitida a citao editalcia quando recolhido em crcere de outro local da Federao. c) Em sede de Juizado Especial Criminal, informado pelo princpio da "oportunidade regrada", o magistrado dispe da prerrogativa de, ao proferir deciso homologatria, alterar os termos da transao oferecida pelo Ministrio Pblico ainda que aceita pelo autuado. d) No h impedimento do representante do Ministrio Pblico para o oferecimento da denncia se participou da investigao criminal sobre o fato.

GABARITO: (01) - D / (02) - C / (03) - B / (04) - B / (05) - A / (06) - B / (07) - C / (08) - C / (09) - D / (10) - D Notas: Questes de Direito Processual Penal, extradas do 14 Concurso Pblico para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto, do Tribunal Regional Federal da 3 Regio, aplicada aos 09 de maro de 2008, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduada em Direito Tributrio com formao em Magistrio Superior - FMS pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. Com relao ao crime continuado, assinale a alternativa INCORRETA: a. possvel o reconhecimento da ocorrncia de crime continuado em sede de 'habeas corpus' para fins de unificao das penas impostas em diversos processos com trnsito em julgado, caso em que caber ao tribunal proceder ao clculo da reprimenda unificada. b. O percentual de acrscimo decorrente da continuidade depender do numero de infraes praticadas. c. Apesar da adoo pela teoria objetiva, a jurisprudncia entende inadmissvel reconhecimento de crime continuado sem que se verifique no agente o nimo de praticar as condutas sucessivas em continuao. d. A priso do agente, interrompendo sua atividade delinquencial, impede que se reconhea continuidade delitiva entre crimes por ele praticados antes e depois de sua deteno.

02. Assinale a alternativa correta: a. Em nosso Direito Penal no h qualquer espao para o emprego de interpretao analgica no mbito de normas incriminadoras ou sancionatrias porque isso significaria a extenso do contedo tpico casustico. b. A redao atual do Cdigo Penal adotou, quanto s medidas de segurana, o critrio vicariante; a finalidade da medida , constatada parcialmente a culpabilidade, castigar de forma mais branda o inimputvel (a este aplicando internao em manicmio pelo mnimo de 3 anos) e o semi-imputvel (sujeitando-o a tratamento ambulatorial, que cessa se percia medica feita somente aps um ano atestar a ausncia de periculosidade). Em qualquer caso, possvel a aplicao provisria da medida de segurana no curso do processo. c. No possvel invocar legtima defesa diante da agresso oriunda de inimputvel, mas cabvel legitima defesa contra ato praticado em estrito cumprimento do dever legal. Ser invocvel a legtima defesa somente se estiver presente estrita proporcionalidade entre a repulsa e a agresso sofrida, e apenas se a agresso for inevitvel por qualquer outra forma (commodus discessus). d. Quem no reincidente primrio. Uma condenao transitada em julgado no pode ser usada como "mau antecedente" para exasperar a pena base e na sequncia tambm para servir como a agravante genrica referente

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Questes de Direito Penal e Processual Penalreincidncia, a qual no se comunica aos concorrentes. O estigma da reincidncia - cuja nica prova admissvel a certido cartorria de trnsito em julgado da condenao anterior - limitado no tempo.

03. Assinale a alternativa incorreta: a. O aditamento denncia ser causa interruptiva da prescrio se contiver um novo fato delituoso, mas exclusivamente com relao a este. b. Como consequncia do inciso XL, do artigo 5, da Constituio Federal, nos casos de crime permanente e de continuidade delitiva deve sempre ser observada a regra 'tempus regit actum' de modo a favorecer o agente impedindose a incidncia de lei penal mais gravosa que passa a viger antes do fim da permanncia ou da continuidade. c. A reparao voluntria do dano ou restituio da coisa, antes do recebimento da pela acusatria, em todo e qualquer crime no executado com violncia ou grave ameaa a pessoa, causa obrigatria de reduo de pena que se estende em favor de concorrentes. d. O crime de no recolhimento tempestivo em favor da Previdncia Social de contribuio descontada dos salrios dos segurados empregados, ou dos pagamentos feitos a terceiros, norma penal em branco e delito omissivo prprio, punido a ttulo de dolo genrico.

04. Indique qual das proposies seguintes NO INTEIRAMENTE VERDADEIRA: a. Em tema de concurso de agentes: conforme a teoria do domnio do fato, o mandante do crime e o chamado "autor intelectual" so considerados autores; j para a teoria-objetivo-formal eles seriam partcipes. Em face da teoria monista, o crime um s para autores e partcipes, mas no caso de participao o desvio subjetivo de conduta influenciar na tipificao da conduta do partcipe. No existe concurso de agentes em caso de "autoria mediata" de conivncia e nos delitos plurissubjetivos. b. Em face do discurso do artigo 18, da Lei n 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (importar, exportar, favorecer a entrada ou a sada do territrio nacional a qualquer ttulo, de arma de fogo, acessrio ou munio, sem autorizao da autoridade competente...) pode-se dizer que: a ilicitude ocorre ainda que se trate de arma, acessrio ou munio de uso permitido no Brasil; ocorre o crime ainda que o agente introduza uma s arma de fogo e sem intuito de comercializao; a introduo ou exportao de artefatos explosivos no caracteriza o crime; trata-se de crime instantneo, que se consuma quando o sujeito ativo transpe a zona alfandegria ou, valendo-se da clandestinidade, ultrapassa a fronteira; no ocorrer o delito se o agente estiver transitando pelo territrio nacional. c. O chamado crime de terrorismo encontra-se tipificado em nosso Direito no artigo 20, da Lei n 7.170, de 14 de dezembro de 1983, constituindo-se de prticas que seriam infraes de direito comum que ganham uma considerao especial como "atos terroristas" em virtude das motivaes de seus agentes, tratando-se de delito de concurso necessrio por envolver apenas membros de organizaes polticas. Trata-se de infrao imprescritvel e a ao penal depende de requisio do Ministro da Justia; a competncia para o processo e julgamento e da Justia Federal de 1 instncia, com recurso para o Supremo Tribunal Federal. d. O princpio da insignificncia extralegal e difere do principio da adequao social; no se relaciona com as infraes de menor potencial ofensivo. Tem sido acolhido pelo Superior Tribunal de Justia, que o aplica levando em conta no apenas a "bagatela" da leso, mas tambm circunstncias do fato e condies pessoais do agente.

05. Considere a Lei n 11.343, de 23 de agosto de 2006 e as proposies seguintes; depois, indique a alternativa correta: I - Inexiste a previso de obrigatrio trmite sigiloso do inqurito e do processo referentes a crime previsto nessa lei, mas caso haja expresso decreto de segredo de justia a violao dele ser punida na forma do artigo 325, do Cdigo Penal, que por sua vez um crime prprio. II - O financiamento para o trfico (financiar ou custear a prtica de qualquer dos crimes previstos nos artigos 33, 'caput', e pargrafo 1, e 34, desta lei) tratado no artigo 36 conduta que perante a legislao anterior no podia sofrer qualquer punio. Trata-se de delito habitual e caso a prtica do trfico efetivamente ocorra haver concurso material de infraes, pois o financiador tambm responder pelos crimes de associao para o trfico e pela prpria traficncia (arts. 33, caput, e pargrafo 1, e 34). A propsito, se o financiador remeter a quantia do exterior em benefcio do trfico executado a partir do territrio nacional, em virtude de a ao ter ocorrido no estrangeiro o financiador no ficar sujeito jurisdio brasileira. III - Nos delitos capitulados no caput e no pargrafo 1, do artigo 33 faculdade do Juiz reduzir a pena um sexto a dois teros desde que, cumulativamente, o agente seja primrio e sem antecedentes, no integre organizao criminosa e

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Questes de Direito Penal e Processual Penaltampouco se dedique a quaisquer outras atividades criminosas; a pena assim obtida no pode ser substituda por restries de direitos e deve ser cumprida em regime inicialmente fechado sendo que o livramento condicional exige o cumprimento de dois teros da pena, mas vedado ao reincidente especfico. IV - A partir de 8 de outubro de 2006 todos os processos versando sobre trfico internacional de drogas em trmite na Justia Estadual devem ser remetidos Justia Federal, desprezando-se a regra da 'perpetuatio jurisdictionis' at porque as normas processuais tm aplicao imediata. V - O artigo 37 (colaborar, como informante, com grupo, organizao, ou associao destinados a prtica de qualquer dos crimes previstos nos artigos 33, 'caput', e pargrafo 1, e 34) tipifica somente a conduta do informante eventual, ou seja, aquele que contribui apenas eventualmente com os destinatrios da informao, tratando-se, portanto, de exceo pluralista ao artigo 29, do Cdigo Penal e de delito subsidirio em relao ao delito de associao para o trfico (artigo 35) pois se o fornecimento de informaes for estvel o agente estar envolvido em 'societas sceleris' com os destinatrios das informaes. VI - Acordos celebrados entre os acusados e a Polcia e o Ministrio Pblico, envolvendo "delao premiada" de que trata o artigo 41, nos quais os primeiros colaboram para a identificao de concorrentes e na recuperao ainda que parcial da droga ou do dinheiro obtido com a venda da substncia, vinculam o Juiz a conceder o perdo judicial ou a reduo de pena. a. As proposies I, III e VI so verdadeiras. b. As proposies I e II so verdadeiras. c. As proposies III e V so falsas. d. As proposies IV e V so verdadeiras.

06. Marque a alternativa INCORRETA: a. Diante do texto do art. 10 da Lei n 9.296 de 24 de julho de 1996 (constitui crime realizar interceptao de comunicaes telefnicas, de informtica ou telemtica, ou quebrar segredo de justia, sem autorizao judicial ou com objetivos no autorizados em lei. Pena: recluso de 2 a 4 anos, e multa) a primeira figura traduz um crime comum e a segunda um crime prprio. Em qualquer dos dois casos admite-se tentativa. A gravao telefnica feita por um dos interlocutores revelia do outro no configura o delito e o resultado dela pode servir como prova. b. Organizao criminosa um grupo de no mnimo trs pessoas, unidas h algum tempo no propsito comum de praticar infraes graves para obter benefcio econmico ou moral; ocultada ou dissimulada a origem ou a propriedade dos valores provenientes, mesmo que indiretamente, da ao de organizao criminosa, sero eles objetos materiais de crime de lavagem de ativos. c. Quando praticado por "grupo de extermnio" o homicdio assume forma qualificada; mas essa qualificadora s poder ser reconhecida se admitida pelos jurados atravs de quesito especfico, a partir do que ser necessrio formular quesito obrigatrio para que o conselho de sentena decida se a pena ser ou no cumprida em regime integralmente fechado por se tratar de delito considerado hediondo. d. O crime de trfico internacional de pessoas, cujo objeto jurdico a moralidade sexual j que cobe a prostituio, pode ter como sujeitos passivos mulheres e homens; se a infrao se consuma e a vtima entra ou sai do territrio nacional e efetivamente exerce a prostituio, isso mero exaurimento do delito; a ao penal de iniciativa pblica incondicionada e o processo e de competncia da Justia Federal.

07. Considere os enunciados seguintes e assinale a resposta CORRETA: I - O concurso formal imperfeito, que s possvel nos crimes dolosos e envolve tanto o dolo direto quanto o eventual, provoca a somatria das penas cominadas. II - Os fatos tratados no artigo 1, incisos I a V, da Lei n 8.137 de 27 de dezembro de 1990, considerados sonegao fiscal, configuram crimes materiais; assim, a tipicidade se condiciona ao exaurimento de processo administrativo onde seja reconhecido o critrio tributrio de modo definitivo, sob o aspecto da exigibilidade e do valor. III - Entende-se ser impossvel em sede de furto qualificado a aplicao da majorante decorrente do cometimento do delito durante o "repouso noturno", mas nada impede que essa situao seja considerada na 1 fase da dosimetria da pena como circunstncia judicial nos termos do artigo 59, do Cdigo Penal. IV - A Lei n 10.826 de 22 de dezembro de 2003 prepondera sobre o Cdigo Penal, de modo que a arma de fogo que apreendida como objeto material de crime ou como instrumento da prtica delituosa, desde que no mais interesse a persecuo e que esteja juntado aos autos o laudo pericial a respeito dela, deve ser encaminhada ao Exrcito para ser

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Questes de Direito Penal e Processual Penaldestruda, independentemente da condenao definitiva do agente, mas ressalvado o direito da vtima e de terceiro de boa-f, V - Quem repele injusta agresso que est sofrendo usando moderadamente do meio de que dispunha na ocasio - arma de fogo de uso permitido que vinha portando ilegalmente - no se livra de responder pelo crime de porte ilegal de arma (artigo 14, 'caput' do Estatuto do Desarmamento). a. Somente o enunciado III verdadeiro. b. Somente os enunciados I, III e V so verdadeiros. c. O enunciado IV falso. d. Todos os enunciados so verdadeiros.

08. Assinale a alternativa em que as duas proposies esto certas: a. O crime do artigo 97, da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993 (admitir licitao ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarado inidneo) s ocorre se a inidoneidade foi anteriormente declarada, pela administrao pblica, como sanso pela inexecuo de contrato - Dispensar ou inexigir licitao fora das hipteses legais ou sem observar as formalidades necessrias dispensa ou inexigibilidade do certame (artigo 89, da Lei n8.666 de 21 de junho de 1993) conduta impunvel sob a forma culposa, b. O crime de concusso se distingue da corrupo passiva, pois no.primeiro o agente fez uma exigncia indevida, enquanto que no segundo ele solicita ou recebe uma vantagem indevida. A revogao do complemento da norma penal em branco, porque altera a estrutura tpica, sempre retroagir para beneficiar o acusado. c. O funcionrio pblico que facilita a prtica de contrabando ou descaminho, transgredindo dever funcional de reprimir essas prticas, punido como partcipe do delito do artigo 334, do Cdigo Penal, mas no inibe a agravante da "violao de dever inerente a cargo" (artigo 61, II, "g", do Cdigo Penal) - Distinguem-se o crime progressivo da progresso criminosa, pois no primeiro o dolo, mais abrangente, nico, enquanto que na segunda ocorre um crescendo na violao de bem jurdico com alterao do dolo. d. Privada a vitima de sua liberdade, consuma-se o delito de extorso mediante sequestro, nada importando para isso que os agentes no tenham obtido o proveito patrimonial pretendido - A figura tpica do artigo 205, do Cdigo Penal (exercer atividade, de que esta impedido por deciso administrativa) apenada com deteno de 3 meses a 2 anos ou multa, est implicitamente revogada pelo artigo 5, XIII, da Constituio Federal, que assegurou ser livre o exerccio de qualquer trabalho, ofcio ou profisso.

09. Com relao aos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei n 7.492, de 16 de junho de 1986) analise as proposies abaixo e assinale a alternativa CORRETA: I - Aquele que divulga, propala informao que sabe ser falsa sobe instituio financeira, pratica o crime do artigo 3, da Lei n 7.492/86 mesmo que a instituio no sofra prejuzo material ou moral. II - O crime de gesto fraudulenta ou gesto temerria de instituio financeira (artigo 4 e seu pargrafo, da Lei n 7.492/86), considerado crime prprio cuja configurao exige habitualidade, infrao de perigo, pois atenta contra a credibilidade do sistema financeiro. III - O chamado crime de "caixa dois" (artigo 11: manter ou movimentar recurso ou valor paralelamente a contabilidade exigida pela legislao) apresenta-se como tipo de norma penal em branco, delito subsidirio, prprio e admite tentativa. IV - A conduta descrita no 'caput' do artigo 22, da Lei n 7.492/86 (efetuar operao de cmbio no autorizada, com o fim de promover evaso de divisas do Pais) configura crime comum e o aperfeioamento do delito no pressupe a sada fsica do numerrio, mas admite tentativa. a. A proposio III no inteiramente verdadeira. b. Todas as proposies so inteiramente verdadeiras. c. As proposies I e II no so verdadeiras. d. Apenas a proposio IV verdadeira.

10. Marque a alternativa CORRETA:

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Questes de Direito Penal e Processual Penala. Para o finalismo o dolo e a potencial conscincia da ilicitude da conduta representam a mesma realidade como elemento necessrio para o juzo de desvalor da ao ou omisso.. b. Mesmo aps a reforma penal de 1984, a "intensidade do dolo" mantm-se como circunstncia capaz de provocar maior dosagem de pena, j que relevante para o Juiz avaliar o grau de reprovao social da conduta. c. atpico o comportamento praticado debaixo de irresistvel coao fsica, respondendo o coator pelo fato na condio de autor imediato em concurso com a coao. d. O tipo do injusto culposo e considerado "tipo fechado" porque a lei taxativamente prev as modalidades de culpa (imprudncia, impercia e negligncia), sendo ao menos uma delas o ncleo do tipo.

GABARITO: (01) - A / (02) - D / (03) - B / (04) - C / (05) - D / (06) - C / (07) - D / (08) - A / (09) - A / (10) - C Notas: Questes de Direito Penal, extradas do 14 Concurso Pblico para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto, do Tribunal Regional Federal da 3 Regio, aplicada aos 09 de maro de 2008, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduada em Direito Tributrio com formao em Magistrio Superior - FMS pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. Antnio, ru primrio, sofreu condenao j transitada em julgado pela prtica do crime previsto no art. 273 do CP, consistente na falsificao de produto destinado a fins teraputicos, praticado em janeiro de 2009. Em face dessa situao hipottica e com base na legislao e na jurisprudncia aplicveis ao caso, assinale a opo correta: A) Antnio cometeu crime hediondo, mas poder progredir de regime de pena privativa de liberdade aps o cumprimento de um sexto da pena, caso ostente bom comportamento carcerrio comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional. B) Antnio cometeu crime hediondo, de forma que s poder progredir de regime de pena privativa de liberdade aps o cumprimento de dois quintos da pena, caso atendidos os demais requisitos legais. C) Antnio cometeu crime hediondo e, portanto, no poder progredir de regime. D) Antnio no cometeu crime hediondo e poder progredir de regime de pena privativa de liberdade aps o cumprimento de um sexto da pena, caso ostente bom comportamento carcerrio comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional, mediante deciso fundamentada precedida de manifestao do MP e do defensor.

02. Em relao classificao das infraes penais, assinale a opo correta: A) Crimes hediondos so os previstos como tal na lei especfica, e crimes assemelhados a hediondos so todos aqueles delitos que, embora no estejam previstos como tal na lei, causem repulsa social, por sua gravidade e crueldade. B) Crime prprio sinnimo de crime de mo prpria. C) Crime unissubsistente o que se consuma com a simples criao do perigo para o bem jurdico protegido, sem produzir dano efetivo. D) No crime comissivo por omisso, o agente responde pelo resultado, e no, pela simples omisso, uma vez que esta o meio pelo qual o agente produz o resultado.

03. De acordo com o art. 14, inciso II, do CP, diz-se tentado o crime quando, iniciada a execuo, este no se consuma por circunstncias alheias vontade do agente. Em relao ao instituto da tentativa (conatus) no ordenamento jurdico brasileiro, assinale a opo correta: A) A tentativa determina a reduo da pena, obrigatoriamente, em dois teros. B) As contravenes penais no admitem punio por tentativa. C) O crime de homicdio no admite tentativa branca. D) Considera-se perfeita ou acabada a tentativa quando o agente atinge a vtima, vindo a lesion-la.

04. Com relao ao dolo e culpa, assinale a opo correta: A) A conduta culposa poder ser punida ainda que sem previso expressa na lei.

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Questes de Direito Penal e Processual PenalB) Caracteriza-se a culpa consciente caso o agente preveja e aceite o resultado de delito, embora imagine que sua habilidade possa impedir a ocorrncia do evento lesivo previsto. C) Caracteriza-se a culpa prpria quando o agente, por erro de tipo inescusvel, supe estar diante de uma causa de justificao que lhe permite praticar, licitamente, o fato tpico. D) Considere que determinado agente, com inteno homicida, dispare tiros de pistola contra um desafeto e, acreditando ter atingido seu objetivo, jogue o suposto cadver em um lago. Nessa situao hipottica, caso se constate posteriormente que a vtima estava viva ao ser atirada no lago, tendo a morte ocorrido por afogamento, fica caracterizado o dolo geral do agente, devendo este responder por homicdio consumado.

05. Em cada uma das opes a seguir, apresentada uma situao hipottica seguida de uma assertiva a respeito de penas. Assinale a opo em que a assertiva est de acordo com o que dispe o CP: A) Jlio foi definitivamente condenado pena privativa de liberdade em regime fechado e passou a trabalhar no presdio. Nessa situao, embora o trabalho de Jlio seja remunerado, ele no ter direito aos benefcios da previdncia social. B) Roberto, durante o trmite de processo por crime de roubo, ficou preso provisoriamente em razo de priso preventiva decretada pelo juiz para a garantia da ordem pblica. Nessa situao, caso o juiz imponha a Roberto, na sentena definitiva, medida de segurana, e no pena privativa de liberdade, o tempo de priso provisria no ser computado na medida de segurana. C) Paulo foi definitivamente condenado pena privativa de liberdade em regime fechado. Nessa situao, Paulo dever, necessariamente, ser submetido ao exame criminolgico para a obteno da progresso de regime. D) Tlio, funcionrio pblico, praticou crime de peculato doloso, vindo a ser definitivamente condenado pena privativa de liberdade. Nessa situao, a progresso do regime de cumprimento de sua pena ficar condicionada reparao do dano que causou ou devoluo do produto do crime, com os acrscimos legais.

06. A respeito do crime de omisso de socorro, assinale a opo Correta: A) O crime de omisso de socorro admitido na forma tentada. B) impossvel ocorrer participao, em sentido estrito, em crime de omisso de socorro. C) A omisso de socorro classifica-se como crime omissivo prprio e instantneo. D) A criana abandonada pelos pais no pode ser sujeito passivo de ato de omisso de socorro praticado por terceiros.

GABARITO: (01) - B / (02) - D / (03) - B / (04) - D / (05) - D / (06) - C Notas: Questes de Direito Penal, extradas do Exame 2009.2 da OAB/SP, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduanda em Direito Tributrio pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. Sobre o crime, CORRETO afirmar que: a) Para Teoria Clssica o crime um fato tpico e antijurdico. b) Para Teoria Finalista o crime um fato tpico, antijurdico e culpvel. c) De acordo com o resultado, os crimes materiais so aqueles em relao aos quais a lei descreve uma ao e um resultado, consumando-se no momento da ao, independentemente do resultado. d) Crimes de mo prpria so aqueles que s podem ser cometidos por determinada categoria de pessoas e admitem coautoria. e) Crime falho ocorre quando o agente percorre todo o iter criminis, mas no consegue consumar o delito.

02. Nos termos do Cdigo Penal Brasileiro, CORRETO afirmar que: a) Em nenhuma hiptese so sujeitos lei brasileira os crimes cometidos no estrangeiro, que devero assim submeter-se lei do lugar onde foram cometidos.

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Questes de Direito Penal e Processual Penalb) A pena cumprida no estrangeiro, mesmo quando se trate do mesmo crime, no ser aproveitada para efeitos de atenuao da pena imposta no Brasil. c) Quanto ao lugar, considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ao ou omisso, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. d) A sentena estrangeira no produz conseqncia alguma na aplicao da lei brasileira, no podendo ser homologada no Brasil em nenhuma hiptese. e) As regras do Cdigo Penal no se aplicam, em nenhuma hiptese, aos fatos incriminados por lei especial.

03. Assinale a alternativa INCORRETA: a) No chamado crime de atentado a tentativa equiparada ao crime consumado, havendo aplicao da teoria subjetiva. b) A lei penal brasileira faz distino entre a tentativa perfeita e a tentativa imperfeita, sendo expressamente prevista a diminuio da aplicao da pena em abstrato no caso da tentativa perfeita. c) No caso de tentativa qualificada o agente responde apenas pelos atos anteriores execuo do crime. d) Os crimes omissivos imprprios ou comissivos por omisso admitem tentativa. e) Nos casos de crime continuado no admissvel a tentativa no todo que o compe.

04. So tipificadas como crimes contra a organizao do trabalho as seguintes condutas, EXCETO: a) Manter vigilncia ostensiva no local de trabalho ou se apoderar de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de ret-lo no local de trabalho. b) Constranger algum, mediante violncia ou grave ameaa, a exercer ou no exercer arte, ofcio, profisso ou indstria, ou a trabalhar ou no trabalhar durante certo perodo ou em determinados dias. c) Participar de suspenso ou abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupo de obra pblica ou servio de interesse coletivo. d) Exercer atividade de que est impedido por deciso administrativa. e) Impedir algum de se desligar de servios de qualquer natureza, mediante coao ou por meio da reteno de seus documentos pessoais ou contratuais.

GABARITO: (01) - E / (02) - C / (03) - B / (04) - A Notas: Questes de Direito Penal - 1 e 2 Partes, extradas do X Concurso Pblico Para Provimento de Cargo de Juiz do Trabalho Substituto, do Tribunal Regional do Trabalho da 24 Regio - Mato Grosso do Sul, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduanda em Direito Tributrio pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. Ana e Bruna desentenderam-se em uma festividade na cidade onde moram e Ana, sem inteno de matar, mas apenas de lesionar, atingiu levemente, com uma faca, o brao esquerdo de Bruna, a qual, ao ser conduzida ao hospital para tratar o ferimento, foi vtima de acidente de automvel, vindo a falecer exclusivamente em razo de traumatismo craniano. Acerca dessa situao hipottica, correto afirmar, luz do CP, que Ana: A) no deve responder por delito algum, uma vez que no deu causa morte de Bruna. B) deve responder apenas pelo delito de leso corporal. C) deve responder pelo delito de homicdio consumado. D) deve responder pelo delito de homicdio na modalidade tentada.

02. Acerca dos crimes contra a honra, assinale a opo correta: A) No constituem injria ou difamao punvel a ofensa no excessiva praticada em juzo, na discusso da causa, pela parte ou por seu advogado e a opinio da crtica literria sem inteno de injuriar ou difamar. B) Em regra, a persecuo criminal nos crimes contra a honra processa-se mediante ao pblica condicionada representao da pessoa ofendida.

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Questes de Direito Penal e Processual PenalC) Caracterizado o crime contra a honra de servidor pblico, em razo do exerccio de suas funes, a ao penal ser pblica incondicionada. D) O CP prev, para os crimes de calnia, de difamao e de injria, o instituto da exceo da verdade, que consiste na possibilidade de o acusado comprovar a veracidade de suas alegaes, para a excluso do elemento objetivo do tipo.

03. Acerca dos crimes contra o patrimnio, assinale a opo correta: A) O crime de latrocnio s se consuma quando o agente, aps matar a vtima, realiza a subtrao dos bens visados no incio da ao criminosa. B) O crime de extorso consumado quando o agente, mediante violncia ou grave ameaa, obtm, efetivamente, vantagem econmica indevida, constrangendo a vtima a fazer alguma coisa ou a tolerar que ela seja feita. C) Quem falsifica determinado documento exclusivamente para o fim de praticar um nico estelionato no responder pelos dois delitos, mas apenas pelo crime contra o patrimnio. D) O crime de apropriao indbita de contribuio previdenciria delito material, exigindo-se, para a consumao, o fim especfico de apropriar-se da coisa para si (animus rem sibi habendi).

04. Com relao finalidade das sanes penais, assinale a opo correta: A) Segundo entendimento doutrinrio balizador das normas aplicveis espcie, as teorias tidas por absolutas advogam a tese da aplicao das penas para a preveno de futuros delitos. B) As teorias tidas por relativas advogam a tese da retribuio do crime, justificada por seu intrnseco valor axiolgico, que possui, em si, seu prprio fundamento. C) O ordenamento jurdico brasileiro no reconheceu somente a funo de retribuio da pena, sendo certo que a denominada teoria mista ou unificadora da pena a mais adequada ao regime adotado pelo CP. D) As medidas de segurana tm finalidade essencialmente retributiva.

05. Em relao s causas de excluso de ilicitude, assinale a opo incorreta: A) Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que no provocou por sua vontade nem podia de outro modo evitar, direito prprio ou alheio, cujo sacrifcio, nas circunstncias, no era razovel exigir-se. B) Considera-se causa supralegal de excluso de ilicitude a inexigibilidade de conduta diversa. C) Um bombeiro em servio no pode alegar estado de necessidade para eximir-se de seu ofcio, visto que tem o dever legal de enfrentar o perigo. D) Entende-se em legtima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessrios, repele injusta agresso, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

06. Constitui conduta criminosa: A) deixar o pai de prover, sem justa causa, a instruo primria do filho em idade escolar. B) cometer adultrio. C) emitir cheque pr-datado, sabendo-o sem proviso de fundos. D) destruir culposamente a vidraa de prdio pertencente ao departamento de polcia civil.

07. Acerca dos institutos da desistncia voluntria, do arrependimento eficaz e do arrependimento posterior, assinale a opo correta: A) O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execuo ou impede que o resultado se produza responder pelo crime consumado com causa de reduo de pena de um a dois teros. B) A desistncia voluntria e o arrependimento eficaz, espcies de tentativa abandonada ou qualificada, passam por trs fases: o incio da execuo, a no consumao e a interferncia da vontade do prprio agente. C) Crimes de mera conduta e formais comportam arrependimento eficaz, uma vez que, encerrada a execuo, o resultado naturalstico pode ser evitado.

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Questes de Direito Penal e Processual PenalD) A natureza jurdica do arrependimento posterior a de causa geradora de atipicidade absoluta da conduta, que provoca a adequao tpica indireta, de forma que o autor no responde pela tentativa, mas pelos atos at ento praticados.

08. Jaime foi denunciado pela prtica de crime poltico perante a 12. Vara Criminal Federal do DF. Acolhida a pretenso acusatria e condenado o ru, a deciso condenatria foi publicada no Dirio da Justia. Nessa situao hipottica, considerando-se que no h fundamento para a interposio de habeas corpus e que no h ambiguidade, omisso, contradio ou obscuridade na sentena condenatria, contra esta cabe: A) recurso ordinrio constitucional diretamente ao STF. B) recurso ordinrio constitucional diretamente ao STJ. C) recurso de apelao ao Tribunal Regional Federal da Primeira Regio. D) pedido de reviso criminal ao prprio juzo sentenciante.

09. Em relao ao inqurito policial, assinale a opo incorreta: A) Caso as informaes obtidas por outros meios sejam suficientes para sustentar a inicial acusatria, o inqurito policial torna-se dispensvel. B) O MP no poder requerer a devoluo do inqurito autoridade policial, seno para que sejam realizadas novas diligncias, dado que imprescindveis ao oferecimento da denncia. C) Nas hipteses de ao penal pblica, condicionada ou incondicionada, a autoridade policial dever instaurar, de ofcio, o inqurito, sem que seja necessria a provocao ou a representao. D) A autoridade policial no poder mandar arquivar autos de inqurito, uma vez que tal arquivamento de competncia da autoridade judicial.

10. Acerca do significado dos princpios limitadores do poder punitivo estatal, assinale a opo correta: A) Segundo o princpio da culpabilidade, o direito penal deve limitar-se a punir as aes mais graves praticadas contra os bens jurdicos mais importantes, ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela ordem jurdica. B) De acordo com o princpio da fragmentariedade, o poder punitivo estatal no pode aplicar sanes que atinjam a dignidade da pessoa humana ou que lesionem a constituio fsico-psquica dos condenados por sentena transitada em julgado. C) Segundo o princpio da ofensividade, no direito penal somente se consideram tpicas as condutas que tenham certa relevncia social, pois as consideradas socialmente adequadas no podem constituir delitos e, por isso, no se revestem de tipicidade. D) O princpio da interveno mnima, que estabelece a atuao do direito penal como ultima ratio, orienta e limita o poder incriminador do Estado, preconizando que a criminalizao de uma conduta s se legitima se constituir meio necessrio para a proteo de determinado bem jurdico.

11. Acerca de excees, assinale a opo correta: A) Podem ser opostas excees de suspeio, incompetncia de juzo, litispendncia, ilegitimidade de parte e coisa julgada e, caso a parte oponha mais de uma, dever faz-lo em uma s petio ou articulado. B) Tratando-se da exceo de incompetncia do juzo, uma vez aceita a declinatria, o feito deve ser remetido ao juzo competente, onde dever ser declarada a nulidade absoluta dos atos anteriores, no se admitindo a ratificao. C) A exceo de incompetncia do juzo, que no pode ser oposta verbalmente, deve ser apresentada, no prazo de defesa, pela parte interessada. D) A parte interessada pode opor suspeio s autoridades policiais nos atos do inqurito, devendo faz-lo na primeira oportunidade em que tiver vista dos autos.

12. Acerca do procedimento relativo aos crimes de menor potencial ofensivo, previsto na Lei n. 9.099/1995, assinale a opo correta:

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Questes de Direito Penal e Processual PenalA) A reparao dos danos sofridos pela vtima no objetivo do processo perante o juizado especial criminal, devendo ser objeto de ao de indenizao por eventuais danos materiais e morais sofridos, perante a vara cvel ou o juizado especial cvel competente. B) No sendo encontrado o acusado, para ser citado pessoalmente, e havendo certido do oficial de justia afirmando que o ru se encontra em local incerto e no sabido, o juiz do juizado especial criminal dever proceder citao por edital, ouvido previamente o MP. C) Na audincia preliminar, o ofendido ter a oportunidade de exercer o direito de representao verbal nas aes penais pblicas condicionadas e, caso no o faa, ocorrer a decadncia do direito. D) Tratando-se de crime de ao penal pblica incondicionada, no sendo o caso de arquivamento, o MP poder propor a aplicao imediata de pena de multa, a qual, se for a nica aplicvel, poder ser reduzida, pelo juiz, at a metade.

13. A respeito do questionrio utilizado no tribunal do jri, assinale a opo correta: A) O juiz-presidente no deve formular quesitos sobre causas de diminuio de pena alegadas pela defesa, visto tratar-se de matria atinente fixao da pena, que incumbe ao juiz presidente, e no, aos jurados. B) Havendo mais de um crime ou mais de um acusado, os quesitos devem ser formulados em srie nica, dividida em captulos conforme o crime ou o acusado. C) Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradio com outra ou outras j apresentadas, o juiz-presidente dever, de imediato, declarar a nulidade da sesso de julgamento, designando outra para o primeiro dia desimpedido. D) Se, pela resposta apresentada a um dos quesitos, o juiz presidente verificar que ficam prejudicados os seguintes, assim o declarar, dando por finda a votao.

14. Acerca da substituio da pena privativa de liberdade, assinale a opo incorreta: A) As penas restritivas de direitos so autnomas e substituem as penas privativas de liberdade, podendo ser aplicadas em casos de crimes cometidos com grave ameaa, desde que no tenha havido violncia contra a pessoa. B) Se o condenado for reincidente, o juiz poder aplicar a substituio, desde que, em face de condenao anterior, a medida seja socialmente recomendvel e a reincidncia no se tenha operado em virtude da prtica do mesmo crime. C) A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrio imposta. D) A pena de multa descumprida no pode ser convertida em priso.

15. Com relao s disposies do ECA acerca da colocao da criana e do adolescente em famlia substituta, assinale a opo correta: A) A colocao da criana em famlia substituta, na modalidade de adoo, constitui medida excepcional, preferindo-se que ela seja criada e educada no seio saudvel de sua famlia natural. B) A guarda destina-se a regularizar a posse de fato e, uma vez deferida pelo juiz, no pode ser posteriormente revogada. C) Somente a adoo constitui forma de colocao da criana em famlia substituta. D) O guardio no pode incluir a criana que esteja sob sua guarda como beneficiria de seu sistema previdencirio visto que a guarda no confere criana condio de dependente do guardio.

16. Acerca da medida socioeducativa de internao, prevista no ECA, assinale a opo correta: A) Comprovada a autoria e materialidade de ato infracional considerado hediondo, tal como o trfico de entorpecentes, ao adolescente infrator deve, necessariamente, ser aplicada medida socioeducativa de internao. B) O adolescente que atinge os 18 anos de idade deve ser compulsoriamente liberado da medida socioeducativa de internao em razo do alcance da maioridade penal. C) No processo para apurao de ato infracional de adolescente, no se exige defesa tcnica por advogado. D) A medida socioeducativa de internao no comporta prazo determinado, devendo sua manuteno ser reavaliada, mediante deciso fundamentada, no mximo a cada 6 meses.

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Questes de Direito Penal e Processual PenalGABARITO: (01) - B / (02) - A / (03) - C / (04) - C / (05) - B / (06) - A / (07) - B / (08) - A / (09) - C / (10) - D / (11) - A / (12) - D / (13) - D / (14) - A / (15) - A / (16) - D Notas: Questes de Direito Penal e Processual Penal, extradas do Exame 2009.1 da OAB/SP, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduanda em Direito Tributrio pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

1. Sobre a aplicao da lei penal, considere: I. A lei excepcional ou temporria no se aplica ao fato praticado durante sua vigncia, se decorrido o perodo de sua durao ou cessadas as circunstncias que a determinaram. II. Considera-se praticado o crime no momento da ao ou omisso, ainda que outro seja o momento do resultado. III. A lei brasileira no se aplica aos crimes contra o patrimnio ou a f pblica da Unio, do Distrito Federal, de Estado, de Territrio, de Municpio, de empresa pblica, sociedade de economia mista, autarquia ou fundao instituda pelo Poder Pblico, se praticados no estrangeiro. IV. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ao ou omisso, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. V. Aplica-se a lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, aos crimes contra a administrao pblica praticados por qualquer pessoa. Est correto o que se afirma APENAS em: (A) I e III. (B) I e V. (C) II e III. (D) II e IV. (E) III, IV e V.

2. No crime complexo, a ao penal : (A) Pblica incondicionada, se qualquer dos crimes componentes do tipo deva ser apurado por iniciativa do Ministrio Pblico. (B) Pblica condicionada, mesmo que qualquer dos crimes componentes do tipo deva ser apurado por iniciativa do Ministrio Pblico, desde que em relao a outro ou outros a sua ao dependa de representao. (C) Pblica incondicionada em relao aos crimes componentes do tipo que so dessa natureza e privada ou pblica condicionada em relao a outro ou outros que sejam de iniciativa privada ou sujeito a representao. (D) Pblica ou privada, dependendo de acordo entre o Ministrio Pblico e o ofendido ou seu representante legal. (E) Privada, se um dos crimes componentes do tipo for dessa natureza, mesmo que outro ou outros devam ser apurados por iniciativa do Ministrio Pblico.

03. Joo, tesoureiro de rgo pblico, agindo em concurso com Jos e em proveito deste, que no funcionrio pblico, mas que sabe que Joo o , desvia certa quantia em dinheiro, de que tem a posse em razo do cargo. Por essa conduta: (A) Jos no responde por crime nenhum, j que foi Joo quem desviou o dinheiro. (B) Joo responde por peculato e Jos por apropriao indbita. (C) Joo e Jos respondem pelo crime de peculato. (D) Joo no responde por crime porque o dinheiro foi todo entregue para Jos, que quem deve ser processado. (E) Joo e Jos respondem pelo crime de peculato, mas este tem a pena reduzida pela metade, porque foi Joo quem desviou o dinheiro.

04. Nos termos da Lei no 9.613, de 03 de maro de 1998, INCORRETO afirmar que:

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Questes de Direito Penal e Processual Penal(A) So punveis os fatos nela previstos como crime, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime antecedente. (B) Os crimes nela disciplinados so insuscetveis de fiana e liberdade provisria. (C) O processo e julgamento dos crimes nela previstos obedecem s disposies relativas ao procedimento comum dos crimes punidos com recluso, da competncia do juiz singular. (D) O juiz determinar a liberao dos bens, direitos e valores apreendidos ou seqestrados quando comprovada a licitude de sua origem. (E) Em caso de sentena condenatria, o ru no poder em nenhuma hiptese, apelar em liberdade.

05. Quanto queixa-crime correto afirmar que: (A) A mulher casada no poder exercer o direito de queixa sem consentimento do marido, salvo quando estiver dele separada ou quando a queixa for contra ele, sendo que se o marido recusar o consentimento, o juiz poder supri-lo. (B) O prazo para o aditamento da queixa ser de 3 dias, contado da data em que o rgo do Ministrio Pblico receber os autos, e, se este no se pronunciar dentro do trduo, entender-se- que no tem o que aditar, prosseguindo-se nos demais termos do processo. (C) A queixa, ainda quando a ao penal for privativa do ofendido, no poder ser aditada pelo Ministrio Pblico. (D) A queixa contra qualquer dos autores do crime no obrigar ao processo de todos. (E) No caso de morte do ofendido, o direito de oferecer queixa passar, sucessivamente, ao ascendente, ao descendente e ao cnjuge, salvo quando declarado ausente por deciso judicial, hiptese em que se declarar extinta a punibilidade do autor.

06. Quanto aos recursos em geral, dispe o Cdigo de Processo Penal, dentre outras hipteses, que: (A) No caso de concurso de agentes, a deciso do recurso interposto por um dos rus, se fundado em motivo de carter exclusivamente pessoal, aproveitar aos outros. (B) Excetuando-se dentre outros o da sentena que denegar habeas corpus, hiptese em que dever ser interposto, de ofcio, pelo juiz, os recursos sero voluntrios. (C) Salvo a hiptese de m-f, a parte no ser prejudicada pela interposio de um recurso por outro e se o juiz, desde logo, reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte, mandar process-lo de acordo com o rito do recurso cabvel. (D) A qualquer tempo, o Ministrio Pblico poder desistir de recurso que haja interposto. (E) Interposto por termo o recurso, o escrivo, sob pena de suspenso por 05 a 60 dias, far conclusos os autos ao juiz, at o quinto dia seguinte ao ltimo do prazo.

GABARITO: (01) - D / (02) - A / (03) - C / (04) - E / (05) - B / (06) - C Notas: Questes de Direito Penal e Processual Penal, extradas do concurso para Analista Judicirio - rea Judiciria, do Tribunal Regional Federal - TRF da 3 Regio, selecionadas por Paula Camila de Lima, Advogada, Ps-graduanda em Direito Tributrio pela Unisul/LFG, Bauru/SP.

01. Em processo por crime contra a honra, figurando como ofendido juiz de direito, foi oposta e admitida a exceo da verdade. Nessa hiptese, o julgamento dessa exceo caber ao: (A) Juzo por onde corre a respectiva ao penal, se se tratar de difamao e/ou calnia. (B) Juzo por onde corre a respectiva ao penal, se se tratar de calnia. (C) Tribunal de Justia, se se tratar de difamao e/ou calnia. (D) Tribunal de Justia, se se tratar de calnia.

02. Em tema de reviso criminal, correto afirmar que:

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Questes de Direito Penal e Processual Penal(A) se vier a ocorrer o falecimento da pessoa cuja condenao tiver de ser revista, dever ser julgada extinta a punibilidade, com subsequente arquivamento dos autos. (B) o pedido pode ser ajuizado pelo Ministrio Pblico em favor do condenado. (C) para requerer reviso criminal, o condenado obrigado a recolher-se priso, caso ainda no tenha cumprido a pena. (D) o pedido pode ser ajuizado pelo cnjuge suprstite no caso de falecimento do condenado.

03. No caso de depoimento de testemunha ouvida por meio de carta precatria, assinale a alternativa correta. (A) A competncia para a ao penal por crime de falso testemunho do Juzo deprecado. (B) A competncia para a ao penal por crime de falso testemunho do Juzo deprecante. (C) A competncia para a ao penal por crime de falso testemunho concorrente, do Juzo deprecante ou do Juzo deprecado. (D) A competncia para a ao penal por crime de falso testemunho definida pelo interesse do titular da ao penal.

04. Nos crimes de falso testemunho em que a testemunha seja ouvida por meio de carta precatria, correto afirmar que o reconhecimento da possvel existncia desse crime: (A) insere-se na competncia exclusiva do Juzo deprecado. (B) no depende de pronunciamento do Juzo deprecante. (C) depende de pronunciamento do Juzo deprecante. (D) insere-se na competncia concorrente do Juzo deprecado e do Juzo deprecante.

05. Durante os debates, em plenrio do Jri, correto afirmar que: (A) as partes sempre podero fazer referncia a qualquer notcia divulgada por rgo de imprensa, independentemente de prvia formalidade. (B) as partes podero fazer refer