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Revisional Com Contratoo

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ADVOCACIA & CONSULTORIA Jos Wellington Coutinho Campelo OAB/CE 6.441 Francisco Osmidio Brigido Bezerra de Lima OAB/CE 5.091

EXMO(A) SR(A) DR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA.......VARA CVEL DE FORTALEZA (CE).

NESTA PEA NO SE DISCUTE A QUESTO DA LIMITAO DOS JUROS EM 12% AO ANO (Emenda 40) SABEMOS QUE O DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL FOI REVOGADO.

JOSE LEVY DE PAULA MORAES, brasileiro, solteiro, estudante, inscrito no CPF com o n 625.284.753-49 e RG n 97002324086 SSP-CE, residente e domiciliado na Rua: Teodomiro de Castro, n 6588 Bairro: lvaro Wayne, Fortaleza-CE, CEP: 60.336-010, atravs de seus procuradores signatrios, com endereo constante no rodap desta, presena de V. Exa., propor AO DE NULIDADE DE CLUSULAS CONTRATUAIS ABUSIVAS COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA INAUDITA ALTERA PARS, com pedidos sucessivos (declaratrios, constitutivos/ desconstitutivos e condenatrios) pelo rito ordinrio, com pedido de tutela antecipada, em desfavor do BANCO BRADESCO FINANCIAMENTO S.A. pessoa jurdica de direito privado, com sede principal na Cidade de Osasco/SP, Nuc Cidade de Deus, 4 andar Pred Prata Vila Yara, CEP: 06.029-900, inscrito no CNPJ 07.207.996/0001-50, pelos motivos que passamos a aduzir:

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DA JUSTIA GRATUITA A Constituio Federal, em seu art. 5., inciso LXXIV, determina que o Estado prestar assistncia jurdica integral e gratuita aos que comprovarem insuficincia de recursos. A Carta Magna veda, assim, que o acesso do cidado justia seja cerceado por motivo de no suficincia de recursos. Em nosso ordenamento, o diploma legal que regula a assistncia jurdica aos necessitados a Lei n. 1.060, de 5 de fevereiro de 1950 Lei da Justia Gratuita. Nas formas do seu art. 2., pargrafo nico,

considera-se necessitado, para os fins legais, todo aquele cuja situao econmica no lhe permita pagar custa do processo e os honorrios de advogado, sem prejuzo do sustento prprio ou da famlia. E o art. 4. do mesmo diploma legal determina que, paragozar dos benefcios da justia gratuita, basta simples afirmao, na prpria inicial, de que no est em condies de arcar com a custa judicial sem que isso prejudique o sustento de sua famlia, presumindo-se jris tantum a veracidade de tal declarao.

Como se observar no decorrer dessa vestibular, a situao financeira do requerente imerso em dvidas sufocantes oriundas de contratos abusivas expressas notoriamente no poder o mesmo arcar com as custas processuais e os honorrios advocatcios sem que seu sustento e de sua famlia fique prejudicado. exatamente essa afirmao que o autor faz na presente, declarando-se necessitado na forma da Lei 1.060/50 e pleiteando, assim, a justia gratuita. O suplicante, estudante, em razo de fato por cujas consequncias a instituio r responsvel, e, no tendo como arcar com as custas e despesas relativas ao processo sem o comprometimento do seu sustento e famlia. Requer, pois, lhe seja concedido, o benefcio da assistncia judiciria gratuita, para cujo exerccio, como lhe faculta o art. 2 da Lei 1060 de 05/02/1950, indica o advogado Dr. Jos Wellington Coutinho Campelo, inscrito na OAB/CE sob o n. 6.441, o qual assinando a presente, declara aceitar o "munus" em apreo. De plausvel, seno vejamos: standard, Predita splica assaz

Ementa: CIVIL E PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATUIDADE JUDICIRIA. - Para a obteno do benefcio da gratuidade judiciria, necessrio apenas,

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3em princpio, que a parte declare nos autos que no est em condies de arcar com as custas processuais, sendo dispensada a comprovao do estado de pobreza at prova em contrrio. Havendo prova de que a parte no dispe de meios para fazer face s despesas do processo sem prejuzo prprio ou de sua famlia, impe se a concesso do benefcio da Justia gratuita. - Agravo conhecido e provido (AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO 2003.0004.5630-1/0 , 2 CMARA CVEL, Relator(a).: Des. ADEMAR MENDES BEZERRA, DJ EM 06-10-2009) gn

FATOS JURIDICAMENTE RELEVANTES A instituio r firmou com o autor Contrato de Financiamento Direto ao Consumidor, para aquisio de um veculo automotor, Marca VW/GOL 1.0, PLACA NUQ-9779-CE, ANO 2011/2011, COR CINZA, CHASSI 9BWAA05U0BT222946, RENAVAM 283022817, da importncia de R$ 34.900,00 em 60 prestaes de R$ 937,97 perfazendo o total absurdo de R$ 56.278,20 Ocorre Excelncia que, referida avena, ressumbra eivada de clusulas abusivas, desde a taxa anual de juros cobrada, assim como a forma de clculo capitalizada, consoante se v da Planilha Financeira em anexo, atestando cobrana de juros anuais discrepante do pactuado ao ms, ou seja, ao invs de se aplicar a taxa anual de 22,08% (juros simples) vem o Banco de aplicar a taxa anual de 24,45% (juros sobre juros/anatocismo), causando ponderveis prejuzos, aumentando consideravelmente o seu saldo devedor. Vejamos como abordou tema idntico o sbio desembargador FERNANDO LUIZ XIMENES ROCHA, nos autos da apelao n. 97985-80.2007.8.06.0001/1: Sucede que os flios no comprovam a existncia de clusula especfica prevendo a cobrana do encargo financeiro em tela (fls. 50- 50v), muito embora esta se verifique na prtica, porquanto taxa de juros mensais de 2,06% no corresponde a taxa anual de 24,72% (resultado da multiplicao da taxa mensal por 12 meses), mas sim percentual superior, equivalente a 27,72% ao ano (fl. 20).gn

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Outra, a cumulao da comisso de permanncia com correo monetria, juros remuneratrios e de mora, multa, honorrios e demais encargos moratrios previstos no contrato (clusula 7) so abusivos e ilegais, vedados pelo ordenamento jurdico ptrio. Todavia, a interpretao do aludido Contrato deve ser feita luz do Direito moderno, encontrando-se a soluo no atual Cdigo de Defesa do Consumidor, que assim dispe: "Captulo VI - Da proteo contratual SEO II - Das clusulas abusivas 1 Presume-se exagerada, entre outros casos, a vontade que: I - ofende os princpios fundamentais do sistema jurdico a que pertence; II - restringe direito ou obrigaes fundamentais inerentes natureza do contrato, de tal modo a ameaar seu objeto ou equilbrio contratual; III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e contedo do contrato, o interesse das partes e outras circunstncias peculiares ao caso. 2 A nulidade de uma clusula contratual abusiva no invalida o contrato, exceto quando de sua ausncia, apesar dos esforos de integrao, decorrer nus excessivo a qualquer das partes. (sublinhei) De igual forma, j preceitua o Novo Cdigo Civil Ptrio em seu art. 122, in verbis: "So lcitas, em geral, todas as condies, no contrrias a lei, a ordem publica ou aos bons costumes. Entre as condies defesas se incluem as que privarem de todo o efeito o negcio jurdico, ou o sujeitarem ao arbtrio de uma das partes." Apontadas s normas legais que serviro de fundamento para a anulao de clusulas consideradas abusivas, desnecessria se torna a anlise dos contratos firmados serem de adeso, uma vez que para invocar a proteo contratual que a lei outorga basta a ocorrncia de "nus excessivo a qualquer das partes", no havendo no Cdigo de Defesa do Consumidor exigncia quanto ao tipo de contrato celebrado.

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Insurgimos em relao aos seguintes aspectos contratuais: cobrana abusiva e capitalizao de juros; cobrana abusiva de multa contratual; utilizao de expresses com falta de clareza nos contratos ferindo o disposto no art. 46 do CDC. Aderiram em tais contratos, taxas de juros capitalizados a cada perodo de trinta dias, alm de acrescidos em caso de mora, de juros moratrios de 1% a.m. e da famigerada comisso de permanncia "a taxa do mercado do dia do pagamento. (em aberto) No previu o contrato qualquer ndice de cobrana de encargos, para o caso de inadimplemento, deixando em aberto e de FORMA UNILATERAL o percentual a ser cobrado. Tpico, portanto, o contrato como sendo de adeso, sujeito, assim s regras bsicas do CDC, bem como a moderna doutrina da relatividade dos contratos, que afasta a dureza do princpio do pacta sunt servanda, dando lugar a formao da teoria da boa-f objetiva e da preservao da comutatividade dos laos contratuais. Diante de tais arbitrariedades, alarmou-se ao analisar a evoluo do respectivo financiamento, defrontando-se com os seguintes aspectos, assim escalonados: a) capitalizao com periodicidade mensal de juros; b) correo monetria cumulada com comisso de permanncia; c) juros moratrios e remuneratrios sem previso contratual Tais ilegalidades so consequncias exclusivas da conduta prfida e abusiva do requerido, conforme se constata. Todavia, infrutferas foram as tentativas para que se efetuasse a reviso dos valores, bem como o modo pelo qual cobrado a Correo Monetria cumulada com Comisso de Permanncia, sendo que tal reviso deveria ser feita desde o incio do financiamento.

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Das tentativas de acordo extrajudiciais o requerente conseguiu obter apenas respostas dbias e evasivas da parte adversa, em nada surtindo efeito, acarretando ao mesmo uma verdadeira penalidade, visto que, atualmente, encontra-se impossibilitada de saldar a dvida caracterizando-se como inadimplente; razo nica, que o levou a atrasar o pagamento do encargo mensal, cujos valores vinham desembolsando ilimitadamente. Efetuado Recalculo (de acordo com planilha elaborada) constatou o autor da presente que, os valores devidos, se revisados consoante os parmetros legais, que probem a ABUSIVIDADE DE CERTAS CLAUSULAS CONTRATUAIS, perfazem a quan

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