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  • 5 edio: Revista, ampliada e atualizada2015

    Leonardo de Medeiros GarciaCoordenador da ColeoLuciano L. FigueiredoAdvogado. Scio do Figueiredo & Figueiredo Advocacia e Consultoria. Graduado em Direito pela Universidade Salvador (UNIFACS). Especialista (Ps-Graduado) em Direito do Estado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestre em Direito Privado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor de Direito Civil, atualmente, na Faculdade Baiana de Direito, Escola dos Magistrados da Bahia (EMAB); Associao de Procuradores do Estado da Bahia (APEB); Fundao da Escola Superior do Ministrio Pblico do Estado da Bahia (FESMIP) e Complexo de Ensino Renato Saraiva (CERS). Palestrante. Autor de Artigos Cientficos e Livros Jurdicos.

    [email protected] | www.direitoemfamilia.com.br/ Twitter: @civilfigueiredo

    Roberto Lima FigueiredoProcurador do Estado da Bahia. Advogado e Mestre em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Scio Fundador do Pedreira Franco Advogados Associados. Professor de Direito Civil na Universidade Salvador (UNIFACS). Professor Convidado da Especializao em Direito Civil da Universidade Federal da Bahia, da Especializao em Direito Civil da Faculdade Baiana de Direito, da Escola Superior de Magistrados da Bahia EMAB. Professor Convidado da Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes ESAB/OAB. Professor da Associao de Procuradores do Estado da Bahia APEB. Professor Convidado do Curso Jurdico em Curitiba, Paran. Professor do Complexo de Ensino Renato Saraiva CERS. Palestrante em eventos e seminrios. Autor de Livros e Artigos [email protected] | www.direitoemfamilia.com.br / Twitter: @Roberto_Civil

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    Nota dos autores 5 edio

    Queridos Leitores,Com alegria anunciamos a Quinta Edio de nossa obra mais

    antiga: Parte Geral.

    As melhorias, alm de fruto de nossos esforos, decorrem, prin-cipalmente, da contribuio de vocs. Cada e-mail, pergunta, notcia no facebook, encontros em eventos... cada colocao de vocs so-mou para este resultado final.

    A nova edio vem repleta de novidades. Novos informativos das Casas Judiciais Brasileiras, novos enunciados do Conselho da Justia Federal, novas questes de provas, atualizaes legislativas; enfim: novas ideias.

    Atento ao advento do novel Cdigo de Processo Civil de 2015, a obra mantm a abordagem do Cdigo de Processo Civil de 1973, ainda vigente, mas insere quadros de atualizaes, com importantes comparaes e novas leituras processuais.

    Temos, portanto, uma edio revisada, revista e atualizada. O escopo que sirva, como nas anteriores, ao sucesso de tantos.

    Aproveitem a leitura e vamos juntos!

    Salvador, em 1 de fevereiro de 2015.

    Luciano L. FigueiredoE-mail: [email protected] | Instagram: @lucianolimafigueiredo

    Twitter: @civilfigueiredo | Facebook: Luciano Lima Figueiredo

    Roberto FigueiredoE-mail: [email protected] | Twitter: @civilfigueiredo

    Instagram: @roberto_civil | Facebook: Roberto Figueiredo

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    Coleo sinopses para concursos

    A Coleo Sinopses para Concursos tem por finalidade a prepara- o para concursos pblicos de modo prtico, sistematizado e ob-jetivo.

    Foram separadas as principais matrias constantes nos editais e chamados professores especializados em preparao de concursos a fim de elaborarem, de forma didtica, o material necessrio para a aprovao em concursos.

    Diferentemente de outras sinopses/resumos, preocupamos em apresentar ao leitor o entendimento do STF e do STJ sobre os prin-cipais pontos, alm de abordar temas tratados em manuais e livros mais densos. Assim, ao mesmo tempo em que o leitor encontrar um livro sistematizado e objetivo, tambm ter acesso a temas atu-ais e entendimentos jurisprudenciais.

    Dentro da metodologia que entendemos ser a mais apropriada para a preparao nas provas, demos destaques (em outra cor) s palavras-chaves, de modo a facilitar no somente a visualizao, mas, sobretudo, compreenso do que mais importante dentro de cada matria.

    Quadros sinticos, tabelas comparativas, esquemas e grficos so uma constante da coleo, aumentando a compreenso e a memorizao do leitor.

    Contemplamos tambm questes das principais organizadoras de concursos do pas, como forma de mostrar ao leitor como o assunto foi cobrado em provas. Atualmente, essa casadinha fun-damental: conhecimento sistematizado da matria e como foi a sua abordagem nos concursos.

    Esperamos que goste de mais esta inovao que a Editora Jus-podivm apresenta.

  • 18

    LUCIANO FIGUEIREDO E ROBERTO FIGUEIREDO

    Nosso objetivo sempre o mesmo: otimizar o estudo para que voc consiga a aprovao desejada.

    Bons estudos!

    Leonardo de Medeiros [email protected]

    www.leonardogarcia.com.br

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    Guia de leitura da Coleo

    A Coleo foi elaborada com a metodologia que entendemos ser a mais apropriada para a preparao de concursos.

    Neste contexto, a Coleo contempla:

    DOUTRINA OTIMIZADA PARA CONCURSOS

    Alm de cada autor abordar, de maneira sistematizada, os assuntos triviais sobre cada matria, so contemplados temas atuais, de suma importncia para uma boa preparao para as provas.

    Os concursos, ao conceituarem os direitos da personalidade, o fazem com base em uma noo relacional, criando ligaes com os direitos e garantias fundamentais e a dignidade da pessoa humana.

    ENTENDIMENTOS DO STF E STJ SOBRE OS PRINCIPAIS PONTOS

    `` Como decidiu o STF? Cite-se o emblemtico caso decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinrio n. 201.819-RJ, publicado em 11.10.2005, que deter-minou a reintegrao de associado excludo do quadro daquela pessoa jurdica, em direito defesa e contraditrio como comprovao forense da eficcia horizontal destes direitos fundamentais. Em outras oportu-nidades o Supremo Tribunal Federal prestigiou os direitos da personali-dade e a teoria irradiante, como se infere nos Recursos Extraordinrios 160.222-8, 158.215-4, 161.243-6.

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    LuCIANO FIGuEIREDO E ROBERTO FIGuEIREDO

    PALAVRAS-CHAVES EM OUTRA COR

    As palavras mais importantes (palavras-chaves) so colocadas em outra cor para que o leitor consiga visualiz-las e memoriz-las mais facilmente.

    Os elementos genricos de validade esto disciplinados no artigo 104 do Cdigo Civil. Tal artigo, somado a outras disposies codificadas, adjetivam os elementos da existncia, conferindo va-lidade. Assim, para o negcio ser vlido: a) o agente da existncia h de ser capaz e legitimado; b) a forma da existncia h de ser prescrita ou no defesa em lei; c) o objeto da existncia h de ser lcito, possvel, determinado ou determinvel; d) a vontade da existncia h de ser livre e desembaraada, no sendo admi-tidos defeitos na sua manifestao, sendo o que se denomina de consentimento vlido.

    QUADROS, TABELAS COMPARATIVAS, ESQUEMAS E DESENHOS

    Com esta tcnica, o leitor sintetiza e memoriza mais facilmente os principais assuntos tratados no livro.

    Decursodo Tempo

    PotestadeInrcia

    do TitularDECADNCIA

    QUESTES DE CONCURSOS NO DECORRER DO TEXTO

    `` Atravs da seo Como esse assunto foi cobrado em concurso? apresentado ao leitor como as principais organizadoras de concurso do pas cobram o assunto nas provas.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?No concurso de Juiz do Trabalho da 9 Regio/2009, foi considerada incorreta a seguinte alternativa: O ordenamento jurdico brasileiro no admite lei de vigncia temporria, permanecendo o vigor at que outra a modifique ou revogue.

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    LEI DE INTRODuO S NORmAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB

    C a p t u l o I

    Lei de Introduo s Normas do Direito Brasileiro LINDBSumrio: 1. Noes introdutrias e funes da LINDB 2. Vigncia normativa: 2.1. Princpio da Continui-dade ou Permanncia; 2.2. Repristinao 3. Obri-gatoriedade das normas 4. Integrao normativa: 4.1. Analogia; 4.2. Costumes; 4.3. Princpios Gerais do Direito 5. Interpretao normativa 6. Aplica-o da lei no tempo ou direito intertemporal: 6.1. Direito Adquirido; 6.2. Coisa julgada; 6.3. Ato Jurdi-co Perfeito 7. Eficcia da Lei no espao ou direito espacial: 7.1. Estatuto Pessoal; 7.2. Sucesso do Es-trangeiro; 7.3. Bens; 7.4. Obrigaes Internacionais; 7.5. Pessoas Jurdicas Internacionais; 7.6. Compe-tncia e meios Probatrios; 7.7. Sentenas estran-geiras, cartas rogatrias, divrcios e laudos peri-ciais estrangeiros podem ser cumpridos no Brasil?

    1. NOES INTRODUTRIAS E FUNES DA LINDB

    Inicialmente, uma importante informao preliminar. A antiga Lei de Introduo ao Cdigo Civil (LICC) mudou de nome, especifica-mente no dia 30.12.10, atravs da Lei n 12.376, passando a denomi-nar-se de Lei de Introduo s Normas do Direito Brasileiro (LINDB).

    A mudana veio em boa hora, ao passo que consiste em norma jurdica autnoma, independente, no sendo um mero apndice do Cdigo Civil (CC). Sua aplicabilidade, portanto, estende-se a todo o direito, sendo universal, ressalvada as normas especficas de cada ramo autnomo. Tecnicamente, que fique claro, foi essa a nica mu-dana produzida pela Lei 12.376/10, restando intocveis os demais artigos do Decreto-Lei 4.657/42.

    Destarte, justamente por conta de sua autonomia que a LINDB, datada de 1942, continua vigendo, mesmo em face da publicao no novel diploma civilista em 2002, o qual no teve o condo de revog--la. Frise-se: a LINDB no integra, de forma dogmtica, a Parte Geral do Cdigo Civil, apesar de, em regra, ser tratada no volume das diversas obras dedicadas ao Direito Civil, como aqui tambm soe acontecer.

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    LUCIANO FIGUEIREDO E ROBERTO FIGUEIREDO

    Diferentemente das outras normas, cujo objeto o compor-tamento humano, a LINDB cinge a sua anlise na prpria norma, dedicando-se ao tratamento da aplicao das leis no tempo e no espao, sua compreenso e vigncia. Nessa linha de pensamento, muitos denominam a LINDB de um cdigo de normas, cdigo sobre as normas, norma de sobredireito ou Lex legum.

    Passado os olhos nesse diploma normativo, o qual contm 19 artigos, verifica-se a sua estrutura e funes, as quais ficam repre-sentadas da seguinte forma:

    Vigncia Normativa (Art. 1 e 2)

    Obrigatoriedade Geral e Abstrata das Normas ou do Ordena-mento Jurdico

    (Art. 3)

    Integrao Normativa ou Colmatao de Lacunas (Art. 4)

    Interpretao das Normas ou Funo Social das Normas (Art. 5)

    Aplicao das Normas no Tempo ou Direito Intertemporal (Art. 6)

    Aplicao da Lei no Espao, Direito Espacial ou Direito Inter-nacional

    (Art. 7 a 19)

    Aps verificarmos quais as funes da LINDB, passamos as nos debruar sobre o seu aprofundamento, tratando-as de forma apar-tada. Dessa forma, confere-se a esta sinopse viso sistemtica com mtodo de abordagem dedicado s provas concursais.

    2. VIGNCIA NORMATIVA

    O devido processo legislativo tema inerente ao estudo do Direi-to Constitucional, tendo disciplina nos arts. 59 e seguintes da Constitui-o Federal (CF). Decerto, tratando-se este trabalho de uma sinopse na seara do Direito Civil, buscar-se- em Constitucional to somente os conceitos basilares para o desenvolvimento deste tema privado.

    Assim, aps a elaborao das normas com casa iniciadora, revisora, quorum de aprovao, parecer das respectivas comisses, sano ou at mesmo recusa a norma ser promulgada.

    A promulgao o ato capaz de configurar a existncia e vali-dade s normas, consistindo em sua autenticao pelo ordenamen-to jurdico nacional. Assim, afirmar que uma norma vlida significa

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    LEI DE INTRODuO S NORmAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB

    identific-la como compatvel com o ordenamento jurdico nacional. Por outro vis, declar-la como invlida o mesmo que consider-la como inconstitucional ou ilegal.

    A invalidade normativa pode decorrer de uma questo formal, quando referente a vcio no seu devido processo legislativo de cria-o, ou material, no momento em que o problema reside na matria tratada pela norma, a qual no era de sua alada ou competncia.

    A no observncia do quorum de trs quintos, em cada casa do Congresso Nacional, para aprovao de emenda constitucional, tor-na-a invlida por vcio de forma, pois a afronta foi ao seu devido processo legislativo (art. 60, 2 da CF/88). Caso, porm, elaborada por um Estado membro, observando todo o seu devido processo legislativo, mas tenha no seu contedo tema que de competn-cia exclusiva da unio (art. 22 da CF/88), estar-se- diante de uma invalidade material.

    Todavia, a promulgao no tem o condo de gerar eficcia ou vigncia normativa. Quando tal obrigatoriedade acontece?

    com a publicao ato que se segue promulgao no devido processo legislativo que se torna factvel norma adquirir obriga-toriedade ou coercibilidade. Ainda assim, tal vigncia, de forma con-comitante publicao, no a regra, sendo possvel to somente para normas de pequena repercusso (art. 8 da Lei Complementar 95/98 modificada pela Lei Complementar 107/2001). Isso porque o legislador nacional entende necessrio que a lei, em regra, possua um tempo mnimo de divulgao e amadurecimento, intervalo esse no qual a norma j existente, vlida, mas ainda desprovida de vigor. Tal lapso temporal denomina-se de vacatio legis.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?A banca organizadora CESPE, em prova realizada para o provimento do cargo de Promotor de Justia do MPE-AC, ano de 2014, julgou INCORRETA a seguinte assertiva: A vigncia da lei coincide necessariamente com a data de sua publicao no Dirio Oficial.

    Do aludido no pargrafo anterior, infere-se de forma crista-lina que a necessidade da vacatio legis no se impe s normas

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    LUCIANO FIGUEIREDO E ROBERTO FIGUEIREDO

    de pequena repercusso, porquanto desprovidas de maiores consequn cias sociais. Certo, porm, que apesar do comando legislativo geral impondo a vacatio legis s normas, excepciona-das as de pequena repercusso, na prtica legislativa verifica-se uma srie de comandos legislativos, de repercusso social mpar, com ordem de vigncia na data da sua publicao. Isso porque o conceito de grande ou pequena repercusso vago. Apenas a ttulo ilustrativo, remete-se Lei 11.441/2007, responsvel por descortinar no ordenamento jurdico nacional, a possibilidade de inventrio, partilha e divrcio extrajudicial, desde que todos os envolvidos sejam maiores e capazes, haja consenso e presena de advogado. Ora, apesar de ser uma norma com imensa reper-cusso social, no s pelos numerosos divrcios no pas princi-palmente aps a Emenda Constitucional 66/10, que no mais exige a necessidade de qualquer prazo , mas tambm por ser o pro-cesso de inventrio e partilha obrigatrio (art. 989 do CPC), fora ordenada no seu corpo a vigncia imediata.

    `` Importante!O art. 989 do CPC vigente foi suprimido pelo novo CPC (NCPC), que abole a possibilidade do magistrado instaurar, de ofcio, processo de inven-trio e partilha. A eliminao desta possibilidade veio em boa hora. O procedimento de instaurao do processo de inventrio e partilha sem a provocao da parte sempre sofreu crtica dos civilistas e dos pro - cessualistas, sendo de legalidade e constitucionalidade duvidosas, notadamente porque viola a o princpio da inrcia da jurisdio. Res-tabelece o NCPC a regra segundo a qual o juiz somente dever pres-tar tutela jurisdicional se provocado pela parte e nos exatos limites objetivos da lide.

    mas, que fique claro: para provas concursais objetivas a va-catio legis imposio, sendo apenas possvel o seu afastamento, excepcionalmente, no que tange s normas de baixa repercusso social.

    Tal vacatio legis, na dico do artigo primeiro da LINDB, em regra ser de 45 (quarenta e cinco) dias para o territrio nacional e 3 (trs) meses para o estrangeiro.

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    LEI DE INTRODuO S NORmAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB

    `` Ateno!O prazo geral para a vigncia no exterior de 3 (trs) meses, e no 90 (noventa) dias, pois a forma de contagem do prazo em meses e dias diferenciada.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?(MPT 14 concurso) Complete com a opo CORRETA. Nos Estados es-trangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia ____________ depois de oficialmente publicada. a) 2 meses; b) 3 meses; c) 4 meses; d) 5 meses; e) no respondida. O item correto a letra b, 3 meses.Ainda sobre a vacatio legis da lei brasileira nos estados estrangeiros, no concurso para Advogado da Fundao CASA/2011 foi considerada correta a alternativa que afirmava que nos Estados Estrangeiros, a obrigatorie-dade da lei brasileira, quando admitida, se inicia trs meses depois de oficialmente publicada..

    Destarte, fala-se de um prazo geral ao passo que o prprio art. 1 da LINDB aduz a possibilidade da norma autodeclarar sua data de vigncia. Explica-se: o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias para o territrio nacional e 3 (trs) meses para o estrangeiro apenas ter aplicabilidade caso a norma, no seu corpo, no remeta a outro pra-zo. plenamente possvel, portanto, que uma norma veicule prazo diverso, a exemplo do Cdigo Civil, o qual trouxe no seu art. 2.044 o prazo de vacatio de um ano. Recorda-se, porm, que para a vign-cia no ato da publicao, alm da autodeclarao, mister tratar-se de norma de pequena repercusso.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?(FCC Promotor de Justia PE/2014) Publicada uma lei considerada de ordem pblica, se, du rante o perodo de sua vacatio, realizar-se neg-cio jurdico que por ela foi proibido, ele sera) inexistente, por contrariar a ordem pblica.b) anulvel, por configurar dolo bilateral.c) nulo, por fraudar lei imperativa.d) vlido, porque a lei nova ainda no est em vigor.e) ineficaz, por caracterizar abuso do direito.Gabarito: D

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    LuCIANO FIGuEIREDO E ROBERTO FIGuEIREDO

    Assim, apenas para organizar as ideias no tempo, verifica-se no devido processo legislativo:

    Elaborao Promulgao(Existncia)(Validade)

    VACCATION LEGIS

    Publicao(Vigncia?)

    Apenas para normas de pequena repercusso

    com autodelcarao.

    Vigncia(Obrigatoriedade)(Coercibilidade)

    VACATIO LEGIS

    Brasil:45 Dias

    Estrangeiro:3 meses

    Autodeclarao: Prazo definido na prpria lei.

    Outrossim, a LC 95/98, no seu art. 8, modificado pela LC 107/2001, estabelece uma forma diferenciada de contagem do prazo de vaca-tio legis, que diversa daquela utilizada nos prazos de direito ma-terial cvel (art. 132 do CC) e nos processuais (art. 184 do CPC), os quais excluem o dia da publicao e incluem o ltimo dia do prazo. Assim, para contagem do prazo da vacatio legis dever-se- incluir o dia da publicao e o dia da consumao do prazo, entrando a lei em vigor na data subsequente, ainda que este seja um feriado ou dia sem expediente forense.

    `` Importante!O art. 184 do CPC vigente tem como correspondente o art. 224 no novo CPC (NCPC) malgrado a manuteno da regra geral de contagem, com a excluso do primeiro dia e a incluso do ltimo, o NCPC veicula algu-mas novidades. H uma disciplina detalhada sobre o encerramento do expediente forense antes do hor rio normal, ou mesmo quando iniciado depois do hor rio normal. Neste caso, o NCPC alinha-se a jurisprud ncia do STJ para considerar prorrogado o prazo. Tambm considera prorroga-do o prazo para o caso de indisponibilidade da comunica o eletr nica. Tal ocorrer , por exemplo, para situa es em que o sistema eletr nico da Justi a estiver fora do ar.

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    LEI DE INTRODuO S NORmAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB

    ` C`omo esse assunto foi cobrado em concurso?(FCC - 2014 - TRT - 16 REGIO/MA - Analista Judicirio - rea Judiciria)uma lei foi elaborada, promulgada e publicada. Por no conter disposi-o em contrrio, entrar em vigor 45 dias depois de oficialmente pu-blicada, data que cair no dia 18 de abril, feriado (sexta-feira da paixo de Cristo); dia 19 de abril sbado; dia 20 de abril domingo; dia 21 de abril feriado (Tiradentes). Essa lei entrar em vigor no dia

    a) 19 de abril.

    b) 21 de abril.

    c) 20 de abril.

    d) 22 de abril.

    e) 18 de abril.

    Resposta: e

    Ademais, o mesmo art. 8 da LC 95/98, dito acima, afirma que quando a norma autodeclarar o seu prazo de vacatio legis dever faz-lo em dias, e no em meses ou anos. Trata-se de mais um co-mando legislativo nem sempre respeitado no Brasil.

    No particular, interessante anotar uma falha tcnica do Cdigo Civil de 2002. O que fazer com o art. 2.044 do CC, o qual fora publica-do em 11.01.2002 aps a vigncia da LC 107/2001 e desrespeitou a forma de contagem do prazo, pois culminou um prazo de vacatio de 1 (um) ano?

    O entendimento majoritrio segundo a doutrina de mario Luiz Delgado, maria Helena Diniz e Flvio Tartuce, bem como a jurispru-dncia do STJ (Vide REsp 698.195/DF. Rel. min. Jorge Scartezzini. 4 Tur-ma. Julgado em 04.05.2006. DJ 29.05.2006. p. 254) e notcia oblqua do Enunciado 164 do Conselho da Justia Federal tem como data do incio da vigncia do Cdigo Civil o dia 11.01.2003. Fundamenta-se a tese na contagem na forma do art. 8 da LC 95/98, com a incluso do dia da publicao (11.01.2002) e do ltimo dia do prazo (10.01.2003), ganhando a norma vigncia na data subsequente 11.01.2003, contan-do o prazo em dias.

    No se olvida da existncia de entendimentos divergentes, a ser utilizados apenas em provas subjetivas e que passam a ser enunciados. Zeno Veloso defende uma simples contagem do prazo

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    LUCIANO FIGUEIREDO E ROBERTO FIGUEIREDO

    em ano, como determinado no art. 2.044 do CC, afirmando a vigncia desse diploma em 12.01.2003: dia posterior ao fechamento de um ano da sua publicao (11.01.2002). H ainda, como noticia mrio Luiz Delgado, quem adote a tese da ilegalidade do art. 2.044 do CC em face do art. 8 da LC 95/98, sufragando o entendimento da conse-guinte aplicao do prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, consignado na regra geral do art. 1 da LINDB, defendendo uma vigncia inicial datada de 25.02.2002.

    Voltando-se LINDB, costumam questionar as provas concursais: o que fazer quando a norma corrigida no curso da vacatio legis?

    Havendo norma corretiva, ordena o art. 1 da LINDB que a norma dever ser novamente publicada, tendo novo prazo de vacatio legis reiniciado do zero. Infere-se, portanto, ser hiptese de interrupo do prazo, ao revs de suspenso. Diga-se que se essa correo foi parcial, sendo republicado apenas um trecho da norma, somente este ter nova vacatio, e no toda a norma. Que reste claro: nova vacatio apenas para aquilo que fora republicado. Seria uma hipte-se mpar de uma norma fracionada em diversas vacatios. Segue-se, no particular, o posicionamento de maria Helena Diniz.

    Tal norma corretiva, porm, apenas far-se- necessria se o erro for relevante, entendendo-se como tal o equvoco substancial capaz de ocasionar divergncia de interpretao. Entrementes, em sendo o erro irrelevante, possvel o prprio ajuste por mecanis-mos de interpretao.

    Caso, porm, a aludida modificao ocorra aps a finalizao da vacatio legis e incio da vigncia, apenas poder se dar mediante lei nova (art. 1 da LINDB), com novo processo legislativo (elaborao, publicao e vigncia), novo nmero e nova vacatio.

    Questo interessante como proceder em relao vacatio da-quelas normas parcialmente vetadas pelo Poder Executivo, e pos-teriormente promulgadas pelo legislativo por recusa do veto. Consi-derando o carter suspensivo do veto, aliado segurana jurdica, coaduna-se aqui com o posicionamento de Arnoldo Wald, defenden-do-se a ideia de diferenciados prazos de vacatio: um iniciado da sano presidencial para aquilo que fora aprovado e o outro da promulgao do legislativo quando da recusa do veto. Seria mais uma hiptese mpar de uma norma fracionada em diversas vacatios.

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    LEI DE INTRODuO S NORmAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB

    No particular, como bem pontua Carlos Roberto Gonalves, no se olvida da existncia de opinies em contrrio.

    Por fim, lembre-se que a vacatio no se aplica aos regulamen-tos e decretos administrativos, cuja obrigatoriedade dar-se- desde a publicao, salvo disposio em contrrio, no alterando a data da lei a que se referem. Com efeito, recorde-se que a ausncia de norma regulamentadora hodiernamente remediada com o manda-do de injuno.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?No concurso de Promotor/PB/2010 foi considerada incorreta a seguinte proposio: A obrigatoriedade do decreto se inicia trinta dias depois de oficialmente publicado, salvo disposio em contrrio.

    Para provas mais aprofundadas, importante noticiar que Trcio Sampaio Ferraz Jr. traa importantes distines conceituais em seus estudos sobre a teoria geral do direito. Assim, o referido autor faz tnue distino entre vigncia e vigor, sendo aquela (vigncia) o perodo de validade da norma (questo meramente temporal), e o vigor a sua real produo de efeitos (questo de efetiva eficcia), sendo impossvel as pessoas se esquivarem do imprio da norma. Logo, afirma Carlos Roberto Gonalves, que vigncia se relaciona ao tempo de durao, ao passo que o vigor diz respeito fora vincu-lante da norma.

    Nessa senda, possvel afirmar que o CC/16 no mais possui vi-gncia. Entrementes, nas hipteses de ultra-atividade normativa ele tem vigor, como ser visto no tpico posterior.

    Por eficcia, lembram Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona, enten-de-se a aptido genrica de uma norma produzir efeitos. Essa efi-ccia pode ser:

    a) social: produo concreta de efeitos;

    b) tcnica: j tem a possibilidade de produzir efeitos, mas no necessariamente os produz, por haver ausncia de aceitao social (ineficcia social). Exemplifica-se com a norma soteropoli-tana que exige atendimento bancrio em no mximo 15 (quinze) minutos: norma vigendo, porm, desprovida de eficcia social;

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    LUCIANO FIGUEIREDO E ROBERTO FIGUEIREDO

    c) funo de bloqueio: o objeto da norma bloquear a ocorrncia de certas condutas, como as que vedam comportamentos sob pena de punio;

    d) funo de programa: so as normas programticas, as quais ob-jetivam atingir um determinado programa do legislador;

    e) funo de resguardo: normas que visam assegurar uma conduta desejada.

    Nesse cenrio, para concretizao da eficcia, a norma pode se configurar como uma norma de:

    a) eficcia plena: funo eficacial imediatamente concretizada;

    b) eficcia limitada: h necessidade de outra norma para realiza-o da eficcia completa;

    c) eficcia contida: inicialmente com eficcia plena, mas sendo pos-svel a posterior restrio de tal fator de eficcia.

    No particular, relembra-se, como dito alhures, que no escopo deste trabalho uma ampla reviso de temas constitucionais, mas sim o seu recorte para anlises das questes civilistas. Com efeito, em vista s referncias de direito constitucional, o futuro aprovado ter acesso a variaes da aludida classificao.

    Verificada a vacatio e seus desdobramentos, pergunta-se: uma vez vigente, at quando a norma produzir os seus efeitos?

    Para resposta a essa indagao, mister a visita ao princpio da continuidade.

    2.1. Princpio da Continuidade ou Permanncia

    uma vez vigente, submete-se a lei, em regra, ao princpio da continuidade ou permanncia, explica-se: produzir os seus efeitos at que outra norma a torne, total ou parcialmente, ineficaz, atravs do mecanismo da revogao (art. 2 da LINDB).

    Como posto, a noo de continuidade uma regra, sendo pos-svel elencar, ao menos, duas espcimes legislativas que no se sub-metem a tal preceito, quais sejam: leis temporrias e circunstan-ciais, as quais caducam.