A necessidade de decidir se pela verdade - charles haddon spurgeon

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A NECESSIDADEDE DECIDIR-SEPELA VERDADEC. H. SPURGEON

Issuu.com/oEstandarteDeCristoTraduzido do original em InglsThe Need of a Decision for the TruthBy C. H. SpurgeonVia: Spurgeon.orgTraduo por Camila AlmeidaReviso e Capa por William Teixeira1 Edio: Fevereiro de 2015Salvo indicao em contrrio, as citaes bblicas usadas nesta traduo so da verso AlmeidaCorrigida Fiel | ACF Copyright 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bblica Trinitariana do Brasil.

Traduzido e publicado em Portugus pelo website oEstandarteDeCristo.com, sob a licena CreativeCommons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International Public License.

Voc est autorizado e incentivado a reproduzir e/ou distribuir este material em qualquer formato,desde que informe o autor, as fontes originais e o tradutor, e que tambm no altere o seu contedonem o utilize para quaisquer fins comerciais.

Issuu.com/oEstandarteDeCristoA Necessidade De Decidir-se Pela VerdadeUm discurso universitrio, por C. H. Spurgeon.Extrado de A Espada e a Esptula, de maro de 1874.Algumas coisas so verdadeiras e algumas coisas so falsas. Eu considero isso como umaxioma; mas h muitas pessoas que, evidentemente, no acreditam nisso. O princpio vi-gente da poca atual parece ser: Algumas coisas so verdadeiras ou falsas, de acordocom o ponto de vista do qual voc olha para eles. Preto branco e branco preto, de acor-do com as circunstncias, e no importa particularmente como voc os chame. A verdade,evidentemente, verdade, mas seria rude dizer que o oposto uma mentira; no devemosser intolerantes, mas lembrar-nos Quantos homens, tantas mentes. Nossos antepassa-dos eram peculiares sobre a manuteno de marcos; eles tinham fortes noes sobrepontos fixos da doutrina revelada, e foram muito tenazes quanto ao que eles criam ser b-blico; seus campos estavam protegidos por sebes e diques, mas seus filhos arrancaram ascercas, encheram os valados, nivelaram tudo, e lanaram, como o salto de um sapo, as pe-dras de fronteira. A escola do pensamento moderno ri da positividade ridcula dos Reforma-dores e Puritanos; ela est avanando em gloriosa liberalidade, e em pouco tempo anun-ciar uma grande aliana entre o cu e o inferno, ou melhor, uma fuso das duas institui-es sobre termos de concesso mtua, permitindo que a mentira e a verdade residamladoa lado, como o leo com o cordeiro. Ainda assim, por tudo isso, a minha firme convicoantiquada que algumas doutrinas so verdadeiras, e que as declaraes que so diame-tralmente opostas a elas no so verdadeiras; de forma que, quando No o fato, Simest fora de questo e que, quando o Sim pode ser justificado, o No deve ser abando-nado. [...].Temos uma f para pregar, meus irmos, e somos enviados com uma mensagem de Deus.No somos deixados para fabricarmos a mensagem medida que avanamos. Ns nosomos enviados pelo nosso Mestre com este tipo de comisso geral: Como voc pensarem seu corao e inventar em sua cabea enquanto voc marcha, assim pregue. Mante-nha-se informado dos tempos. Seja o que for que as pessoas queiram ouvir, diga isto e elassero salvas. Em verdade, ns no lemos assim. H algo definido na Bblia. Esta no como umpedao de cera a ser moldado nossa vontade, ou umrolo de tecido a ser cortadode acordo com a moda vigente. Seus grandes pensadores evidentemente olham para asEscrituras como uma caixa de letras com a qual eles brincam, e fazem o que eles gostam;ou um frasco de mago, do qual eles podem derramar qualquer coisa que escolherem, doatesmo ao espiritismo. Eu sou muito antiquado para me prostrar e adorar esta teoria. Halgo dito a mim, na Bblia dito a mim seguramente no coloque diante de mim um

Issuu.com/oEstandarteDeCristomas e um talvez, e um se, e um pode ser, e cinquenta mil suspeitas por trs disso,de modo a ser realmente a extenso e resumo disso, de maneira a no ser assim de modoalgum; mas revele-me como verdade infalvel, que deve ser crida, o oposto disso erromortal, e vem do pai da mentira.Acreditando, portanto, que h tal coisa como verdade, e tal coisa como falsidade, que hverdades na Bblia, e que o evangelho consiste em algo definitivo, que deve ser crido peloshomens, isso nos faz ser decididos quanto ao que ns ensinamos, e a ensin-lo de formadecidida. Temos de lidar comos homens que estaro perdidos ou salvos, e eles certamenteno sero salvos pela doutrina errnea. Temos de lidar com Deus, de quem somos servos,e Ele no ser honrado por nossas falsidades pregadas; nem Ele nos dar uma recompen-sa, e dir: Muito bem, servo bom e fiel, tu mutilaste o evangelho to judiciosamente quantoqualquer homem que j viveu diante de ti. Ns estamos em uma posio muito solene, eo nosso esprito deve ser o do antigo Micaas, que disse: Vive o Senhor que o que o Senhorme disser isso falarei (1 Reis 22:14). Nem mais nem menos do que a Palavra de Deus so-mos chamados a declarar, mas somos obrigados a anunciar em um esprito que permitaque os filhos dos homens saibam que, seja o que for que eles pensem sobre isso, ns cre-mos em Deus, e no seremos abalados em nossa confiana nEle.Em que devemos ser categricos, irmos? Bem, h senhores enrgicos que imaginam queno h princpios fixos para seguir. Talvez algumas doutrinas, disse um para mim, talvezalgumas doutrinas sejam consideradas como estabelecidas. Isso , talvez, constatado queh um Deus, mas algum no deve dogmatizar sobre sua personalidade: muitas coisas po-dem ser ditas pelo pantesmo. Tais homens rastejam no ministrio, mas eles geralmenteso astutos o suficiente para esconderem a liberalidade de suas mentes sob a fraseologiaCrist, agindo, assim, em coerncia com os seus princpios, pois a sua regra fundamental que a verdade no possui nenhuma consequncia.Quanto a ns, quanto a mim, de qualquer maneira, estou certo de que h um Deus, e euquero preg-lO como um homem que est absolutamente seguro. Ele o Criador do cu eda terra, o Mestre da providncia, e o Senhor da graa: que o Seu nome seja bendito paratodo o sempre! Ns no teremos perguntas e debates quanto a Ele.Estamos igualmente certos que o livro que se chama a Bblia a Sua palavra, e inspi-rada; no inspirada no sentido emque Shakespeare, Milton e Dryden podemser inspirados,mas em um sentido infinitamente mais elevado; de modo que, desde que tenhamos o exatotexto, ns consideramos as prprias palavras como sendo infalveis. Ns cremos que tudoestabelecido no livro que vem de Deus deve ser aceito por ns como Seu seguro teste-munho, e nada menos do que isso. Deus me livre que sejamos enredados por essas vrias

Issuu.com/oEstandarteDeCristointerpretaes do modo de inspirao, que equivalem a pouco mais do que rejeit-lo. Olivro uma produo Divina; ele perfeito, e a ltima instncia de recurso, o juiz, queencerra a disputa. Eu, mais cedo suporia blasfemar contra o meu Criador do que questionara infalibilidade de Sua palavra.Tambm temos certeza a respeito da doutrina da Santssima Trindade. No podemos expli-car como o Pai, o Filho e o Esprito podem ser cada um distinto e perfeito em Si mesmo, eainda que estes trs so um, de modo que h um s Deus; contudo ns verdadeiramentecremos, e queremos preg-lO, sem nos importarmos com o Unitrio, Sociniano, Sabeliano,ou qualquer outro erro. Ns manteremos esta doutrina firme para sempre, pela graa deDeus.E, irmos, no haver nenhum som incerto em ns quanto doutrina da expiao. Ns nopodemos deixar o sangue fora de nosso ministrio, ou a vida dele se dissolver; pois pode-mos dizer do nosso ministrio: O sangue a vida do mesmo. A eficaz substituio deCristo; o sacrifcio vicrio de Cristo, em nome de Seu povo, que vivamos por meio dEle. Is-so ns anunciaremos at morrermos.Nem podemos vacilar em nossa mente por um momento sobre o grande e glorioso Espritode Deus; o fato de Sua existncia, Sua personalidade, e o poder de Suas obras; a necessi-dade de Suas influncias, a certeza de que nenhum homem regenerado, exceto por Ele;que nascemos de novo pelo Esprito de Deus e que o Esprito habita nos crentes, e o au-tor de todo o bem em si, o santificador e preservador deles, sem o Qual eles no podem fa-zer nenhuma coisa boa que seja. Ns no devemos hesitar em absoluto quanto a pregaressa verdade.A necessidade absoluta do novo nascimento tambm uma certeza. Ns descemos coma demonstrao quando tocamos nesse ponto. Jamais envenenaremos o nosso povo coma noo de que uma reforma moral ser suficiente, mas vamos repetidas vezes dizer-lhe:Necessrio vos nascer de novo [Joo 3:7]. Ns no entramos na condio do ministroescocs, que quando o velho John Macdonald pregou sua congregao um sermo aospecadores comentou: Bem, Sr. Macdonald, este foi um bom sermo que voc pregou, mas muito inoportuno, pois eu no conheo uma nica pessoa no-regenerada em minha con-gregao. Pobre alma, com toda probabilidade, ele mesmo no era regenerado. No, nsno ousamos lisonjear nossos ouvintes, mas temos que continuar a dizer-lhes que elesnascem pecadores, e devem nascer de novo e serem santos, ou eles nunca vero a facede Deus em aceitao.Ns no hesitaremos sobre o tremendo mal do pecado. Falaremos sobre esse assunto tan-

Issuu.com/oEstandarteDeCristoto com pesar como categoricamente; e, apesar de alguns homens mui sbios levantaremquestes difceis sobre o inferno, no devemos hesitar ao declarar os terrores do Senhor,e o fato de que o Senhor disse: E iro estes para o tormento eterno, mas os justos para avida eterna [Mateus 25:46].Nem ns nunca produziremos um som incerto quanto gloriosa verdade de que a salvao totalmente pela graa. Se alguma vez ns mesmos somos salvos, sabemos que somentea graa soberana o fez, e ns reconhecemos que deve ser o mesmo com os outros. Nsdeclararemos Graa! Graa! Graa! com toda a nossa fora, vivendo e morrendo.Ns seremos muito decididos, tambm, quanto justificao pela f, pois a salvao: Novem das obras, para que ningum se glorie [Efsios 2:9]. Viva olhando para o Crucificadoser a nossa mensagem. A confiana no Redentor, esta ser a graa salvadora pela qualoraremos ao Senhor que implante em todos os coraes dos nosso