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Vitrine Lageana Edição 152

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  • VITRINE LAGEANA - LAGEs, SEXTA-FEIRA, 17 dE OUTUBRO de 2014OpinioSadeSegurana Destaque CidadeEducaoEsporte Poltica

    Lages, sexta-feira, 17 de outubro de 2014R$ 2,00

    Ano 04 - Edio 152

    Tempestade de granizo

    Cidade coberta por lonas Comeou a Expolages 2014

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    Um fenmeno de propores nunca vistas antes causou danos em mais de 60% da cidade de Lages. Em coletiva imprensa, autoridades apresentaram o primeiro balano oficial da situao. | Pg (3)

    Maior evento do agronegcio de Santa Catarina segue at domingo, 19. | Pg (11)

    Prejuizoscausadospor granizoTrazem martelinho de ouro Lages. Mais de 20 mil carros foram danificados. | Pg (10)

  • VITRINE LAGEANA - LAGEs, SEXTA-FEIRA, 17 dE OUTUBRO de 2014Opinio1202

    A indstria das indenizaes trabalhistasA cada ano aumenta em importn-cia, para a economia, o resultado dos dissdios, processos trabalhistas e tudo que envolve a Justia do Trabalho. Quer saber o motivo? Nunca na histria desse Pas tivemos tantos processos tra-balhistas. Em 2013, foram 3,6 milhes ou 1,8 mil por hora. O valor pago aos reclamantes tambm foi recorde, R$ 24 bilhes. Um valor suficiente para man-ter 1,5 milho de pessoas empregadas durante todo ano. mais que o pro-grama Bolsa Famlia, a possibilidade de gerar produo e aumentar a capaci-

    dade de crescimento do Pas. Paralelo a esse cenrio, veio o recorde de gasto com seguro desemprego de R$ 44 bilhes. O custo obscuro do trabalho no Bra-sil soma R$ 68 bilhes/ano, o sufi-ciente para manter 4 milhes de pessoas empregadas, produzindo carros, alimen-tos, construindo casas etc. Afinal de con-tas, o que est acontecendo com o Brasil? As empresas contratam, investem em benefcios sociais, treinamento, se adap-tam s regras de segurana, so fiscal-izadas constantemente, nos gabamos de dizer que a taxa de desemprego a mais

    baixa da histria e mesmo assim temos uma avalanche de problemas na Justia do Trabalho, gastos exorbitantes com indenizaes e seguro desemprego e uma gerao de pessoas que no quer trabal-har. Sempre foi assim ou uma tendncia? No Plano Real, o nmero de proces-sos cresce 2,5% ao ano. Mas no h relao entre essa e o PIB. Em vrios anos os processos trabalhistas cresceram a taxas exorbitantes mesmo com a econo-mia indo bem, como em 2003, 2005, 2007, 2009, 2011, 2012 e 2013. Isso mesmo, em sete dos ltimos 11 anos tivemos cresci-mento dos processos bem acima do PIB. Em 2013, a taxa foi de 10,8%, a maior desde 1997, nada menos que um adi-cional de 1,4 mil processos por dia til. No foi sempre assim. Parece haver uma mudana de comportamento na socie-dade brasileira a ponto de se criar uma indstria e um comrcio de processos trabalhistas. At quando iremos e quanto estamos dispostos a gastar para perceber que tem algo errado?

    Igor MoraisAssessor econmico do Simecan

    Nossa Opinio

    Ningum est livre, em nenhum lugar do mundo, de sofrer com as intempries da natureza. Santa Catarina, nas suas mais diver-sas regies contabiliza histri-cos fenmenos naturais, como enchentes ou vendavais. D para imaginar o drama de mil-hares de famlias que j sofre-ram no uma, mas duas ou trs dessas condies climticas. Em Lages e outros municpios do Estado, um fenmeno desses da natureza, na segunda-feira, 13, provocou muitos estragos. Uma forte chuva de granizo e vento deixou muitas famlias sem quase nada, tamanho o estrago. Telhados, vidraas e veculos foram atingidos pelas pedras de gelo, sendo muitas, do tamanho de ovo. Foram pouco mais de 10 minutos, mas suficientes para deixar um rastro de destruio.

    Assustados, muitas pessoas deixaram seus trabalhos para se certificar da extenso dos estragos tambm em suas casas. Em minutos, as lojas de materiais de construo foram invadidas para a compra de lonas e telhas.O fato negativo, comen-tado pelo prefeito Elizeu Mattos, foi o superfatura-mento dos materiais. No bastasse o prejuzo e o sofri-mento dessas famlias atin-gidas, some-se a impiedosa explorao na hora da venda dos materiais. Houve quem triplicasse os valores normais. Em pases desenvolvidos, em ocasies como estas, os lojistas, solidrios, reduzem os preos para no sacrificar ainda mais os atingidos. Por fim, o Governo do Estado e o Municpio foram rpidos e eficientes nas aes de auxlio a quem precisou de socorro.

    Nossa Opinio

    Grimpa

    O assunto gerou bastante polmica quando a Cmara de Vereadores tentou criar um limitador de decibis. Muitos donos dessas lojas especializadas na instalao dos equipamentos no gostaram. O problema no est nas lojas, e sim, nos usurios que cometem abuso com o alto volume dos sons dos carros em qualquer lugar e horrio. como se o mundo fosse s deles. As autoridades se silenciaram. T tudo dominado, pelos lados de quem tem equipamento e usa o som do jeito que quer nas ruas. Ento, algum pode dizer algo?!

    No foi nenhum e nem dois que reclamaram da explorao de vrias lojas de materiais de con-struo em Lages, na venda superfaturada de lonas e telhas, em funo dos estragos da chuva de granizo ocorrida na segunda-feira (13), tarde. A orientao para que os consumidores pegassem as Notas Fiscais e depois fazer a anlise do valor cobrado. Em pases desenvolvidos, os comerciantes reduzem os preos para no onerar ainda mais as vtimas de fenmenos assim. Aqui, em Lages e no Brasil, sobram aproveitadores, pessoas sem...Preosabsurdos

    ...

    Acimada mdia ?SomautomotivoPor mais que os dirigentes do trnsito de Lages, e a se inclui a Polcia Militar, faam todo o esforo para coibir os abusos de velocidade, no h como conscientizar os moos das motocicletas. Em algumas vias, a velocidade mxima de 60 Km/h, boa para se transitar. Os carros, a maioria, seguem os limites, porm, motos parecem ter uma legislao diferenciada, que lhes d o direito de andar a entre 80 e 100 km/h, com ultrapassagens em qualquer lado, e em zig e zag entre os veculos. Nada os faz mudar de comportamento!

  • VITRINE LAGEANA - LAGEs, SEXTA-FEIRA, 17 dE OUTUBRO de 201403DESTAQUE

    Vrias aes ajudam na recuperao de Lages

    Dez municpios da Amures foram atingidos pela chuva

    Balano da atual situao apresentado imprensa durante coletiva

    Temporal tambm atingiu Bom Jardim da Serra

    Mais de 60% casas da cidade foram atingidas pela chuva de pedra

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    A chuva de granizo em Lages, ocorrida na ltima segunda-feira (13), foi devastadora. Poucos lembram de uma ocor-rncia parecida com essa, nos ltimos 40 anos. Mais de 60% da cidade foi atingida pela chuva de pedras. Para apre-sentar um panorama mais atualizado da situao, as for-as representativas que atuam diretamente em todas as fren-tes de trabalho, comandadas pelo prefeito Elizeu Mattos, e o secretrio estadual da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, a imprensa foi convocada para coletiva na Secretaria de Meio Ambiente, na tarde desta quarta-feira (15). O clculo preliminar dos prejuzos est prximo dos R$ 40 milhes, sendo R$ 8 milhes, somente no patrimnio municipal.Setor da EducaoO prefeito Elizeu mostrou-se bastante agradecido forte

    participao do Governo do Estado, com atuao direta do governador Raimundo Colombo, e do Governo Federal. Nas suas colocaes, a preocu-pao com todos os setores atingidos. Preliminarmente, na educao, ressaltou que das 75 creches, 57 voltaram a funcio-nar nesta quinta-feira, e at a prxima segunda (21), outras 15 tem previso de retorno. Alm disso, 27 escolas munici-pais, tambm foram liberadas nesta quinta-feira (16). Trs delas, no h nem previso de quando voltaro a ser utiliza-das. Entre creches e escolas, cerca de 2 mil e 200 crianas esto sem espao para estudar.

    Segundo levantamento real-izado nas 18 prefeituras da regio dez municpios da Amures foram atingidos pela forte chuva dessa segunda-feira (13). A Associao dos Municpios da Regio Serrana Amures tam-bm sofreu perdas com a chuva de granizo. Toda a cobertura foi danificada, e os carros estacio-nados no ptio da associao. Um mutiro foi organizado, o trabalho de recuperao est acontecendo durante toda

    tera-feira (14) e as atividades na associao no foram sus-pensas. Os funcionrios ajuda-ram na recuperao e o atendi-mento j est normalizado.Nos municpios do interior os danos foram muitos. Estru-turas de moradias, galpes, de acomodao de animais e plantaes foram destrudas. Bom Retiro e Painel j aciona-ram a Defesa Civil. Em Ponte Alta e Rio Rufino cerca de 60% da populao registrou perdas.

    Famlias tambm foram atingi-das em So Joaquim, So Jos do Cerrito e Urupema. Em Capo Alto e Urubici est sendo realizado levantamento dos danos. Apesar de toda destru-io no interior, o municpio de Lages foi o mais atingido. Alm das residncias, o temporal atin-giu escolas, unidades de sade, veculos e rvores. O prejuzo total causado pelo temporal ainda no pode ser dimensio-nado com preciso.

    Poderamos reformar as esco-las rapidamente se tivessem empresas especializadas e mo de obra disponvel na regio, salientou o prefeito.Setor da SadeNo campo da sade, a questo bastante sria. O Pronto Socorro

    Tito Bianchini ficou totalmente inutilizado e s ficar pronto para uso, dentro de aproxima-

    damente 30 dias. Porm, a par-ceria com o ambulatrio do 10 Batalho de Infantaria e os Hos-pitais esto suprindo os atendi-mentos. A Policlnica, embora coberta com lonas presta aten-dimento normal. A Farmcia Popular tambm. J a sede da Secretaria de Sade, opera com 50% da capacidade. Problema tambm nas unidades do Caa e Tiro e do Universitrio. Estas devem voltar a funcionar dentre

    de 15 ou 20 dias. Quanto a Cen-tral de Atendimento que deveria ser inaugurada em novembro, ter que ser totalmente refeita.Atuao das equipesO trabalho est organizado com a diviso 07 grandes gru-pos, subdivididos em 13 equi-pes, q