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1500 leia algumas paginas

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  • Frederico Amado Procurador Federal/INSS.

    Mestre em Planejamento Ambiental pela Universidade Catlica do Salvador UCSAL. Especialista em Direito do Estado pelo Instituto de Educao Superior Unyahna Salvador IESUS.

    Professor de Direito Ambiental e Previdencirio do Complexo de Ensino Renato Saraiva (curso pela internet www.renatosaraiva.com.br).

    Coordenador da ps-graduao on-line em Direito e Processo Previdencirio e dos cursos de prtica previdenciria do Complexo de Ensino Renato Saraiva.

    Pgina pessoal: www.fredericoamado.com.brE-mail: [email protected] | Twitter: @FredericoAmado

    20156 edio: reformulada, e atualizada

    CURSO DE DIREITO E

    PROCESSOPREVIDENCIRIO

    Inclui:

    Anlise global da seguridade social Regime Geral de Previdncia Social Aes revisionais de benefcios Processo administrativo e judicial

    previdencirio Regimes Prprios de Previdncia

    Social (regras gerais) Regime Prprio da Unio (Lei

    8.112/90) Previdncia dos militares da Unio Previdncia complementar dos

    servidores federais Previdncia complementar privada Principais crimes previdencirios

    Conforme:

    Instruo Normativa INSS 77, de 21/01/2015 (estabelece a inter-pretao do INSS sobre o Plano de Benefcios em 806 artigos, revogando a IN 45/2010)

    Portaria MPS/MF 13, de 09.01.2015, que reajustou os valores da Previdncia Social para 2015

    Medida Provisria 664, de 30/12/2014 (reforma previdenciria: penso por morte no RGPS e RPPS federal, auxlio-recluso, apo-sentadoria por invalidez e auxlio-doena)

    Medida Provisria 665, de 30/12/2014 (alterou as regras do seguro-desemprego)

    Lei 13.063, de 30/12/2014 (alterou o artigo 101 da Lei 8.213/91) Principal jurisprudncia do STF, STJ, TST, TNU e TRFs at o fi nal de

    2014 Regimento Interno do INSS (Decreto 7.556/2011) Regimento Interno do CRPS (Portaria MPS 548/2011) Instruo Normativa 971/2009, da Receita Federal do Brasil (custeio) Smulas da Advocacia-Geral da Unio Smulas do Conselho de Recursos da Previdncia Social Smulas do Frum Nacional dos Juizados Federais

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    Benefcios e servios previdencirios em espcie

    9. PENSO POR MORTERegulamentao bsica: artigos 74/79, da Lei 8.213/91; artigos 105/115, do RPS

    (Decreto 3.048/99).Cdigos de concesso: 93 Penso por morte por acidente do trabalho e 21 Penso

    por morte previdenciria.A penso por morte um benefcio previdencirio dos dependentes dos segurados,

    assim consideradas as pessoas listadas no artigo 16, da Lei 8.213/91, devendo a condio de dependente ser aferida no momento do bito do instituidor, e no em outro marco, pois com o falecimento que nasce o direito.

    Todos os segurados podero instituir penso por morte se deixarem dependentes, sen-do que o benefcio independia de carncia at o advento da Medida Provisria 664, de 30/12/2014.

    Desde ento, o artigo 25 da Lei 8.213/91 passou a exigir carncia de 24 recolhimen-tos mensais para a concesso da penso por morte como regra geral, salvo nas excees a serem vistas.

    Excepcionalmente, a penso por morte somente dispensar a carncia apenas em duas situaes:

    A) Quando o segurado falecido estava em gozo de auxlio-doena ou aposentadoria por invalidez;

    B) Quando a morte do segurado decorreu de acidente de trabalho (tpico, por equi-parao ou no caso das doenas ocupacionais).

    Nos termos do artigo 5, inciso III, da MP 664/2014, as alteraes perpetradas na ca-rncia da penso por morte somente possuem vigncia a partir do primeiro dia do terceiro ms subseqente data de publicao desta Medida Provisria, ou seja, somente se aplica aos bitos perpetrados a partir de 01 de maro de 2015.

    A exigncia de carncia para a penso por morte como regra geral (24 contribuies mensais) busca reduzir os enormes impactos deste benefcio na Previdncia Social brasilei-ra, assim como impedir filiaes beira da morte apenas com o objetivo de gerar a penso por morte.

    Vale relembrar que os dependentes da classe I (artigo 16, da Lei 8.213/91) so pre-ferenciais e possuem presuno absoluta de dependncia econmica: o cnjuge, a com-panheira, o companheiro e o filho no emancipado, de qualquer condio, menor de 21 (vinte e um) anos ou invlido ou que tenha deficincia intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente.

    No regime previdencirio anterior Lei 8.213/91, apenas o marido invlido era de-pendente de sua esposa e tinha o direito de perceber a penso por morte. Para bitos ocorridos a partir de 05 de abril de 1991, devida a penso por morte ao companheiro e ao cnjuge do sexo masculino, desde que atendidos os requisitos legais119.

    119. Artigo 368, da Instruo Normativa INSS 77/2015.

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    Frederico Amado

    No entanto, para o Supremo Tribunal Federal, a previso constitucional que estendeu a penso por morte aos homens possui aplicabilidade imediata, independendo de regula-mentao, j surtindo efeitos para os bitos ocorridos a partir da sua promulgao em 05 de outubro de 1988.

    Outrossim, a Suprema Corte entende ser invlida aps a atual Constituio a exign-cia da invalidez para que o homem receba a penso por morte da mulher por violao ao Princpio da Isonomia:

    Agravo regimental no recurso extraordinrio. Previdencirio. Penso por morte. Cn-juge varo. Demonstrao de invalidez. Princpio da isonomia. Aplicabilidade imediata do Regime Geral de Previdncia Social. Precedentes. 1. A regra isonmica aplicada ao Regime Prprio de Previdncia Social tambm se estende ao Regime Geral de Previdn-cia Social. 2. O art. 201, inciso V, da Constituio Federal, que equiparou homens e mulheres para efeito de penso por morte, tem aplicabilidade imediata e independe de fonte de custeio. 3. A Lei n 8.213/91 apenas fixou o termo inicial para a aferio do benefcio de penso por morte. 4. Agravo regimental no provido (RE 415861 AgR, de 19/06/2012).

    Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINRIO. PRE-VIDENCIRIO. PENSO POR MORTE. CONCESSO AO CNJUGE VARO. BITO DA SEGURADA ANTERIOR AO ADVENTO DA LEI N. 8.213/91. EXI-GNCIA DE DEMONSTRAO DE INVALIDEZ. VIOLAO AO PRINCPIO DA ISONOMIA. ARTIGO 201, INCISO V, DA CONSTITUIO FEDERAL. AUTOAPLICABILIDADE. 1. O Princpio da Isonomia resta violado por lei que exige do marido, para fins de recebimento de penso por morte da segurada, a comprovao de estado de invalidez (Plenrio desta Corte no julgamento do RE n. 385.397-AgR, Relator o Ministro Seplveda Pertence, DJe 6.9.2007). A regra ison-mica aplicada ao Regime Prprio de Previdncia Social tem aplicabilidade ao Regime Geral (RE n. 352.744-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, 2 Turma, DJe de 18.4.11; RE n. 585.620-AgR, Relator o Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, 1 Turma, Dje de 11.5.11; RE n. 573.813-AgR, Relatora a Ministra CRMEN LCIA, 1 Turma, DJe de 17.3.11; AI n. 561.788-AgR, Relatora a Ministra CRMEN LCIA, 1 Turma, DJe de 22.3.11; RE 207.282, Relator o Ministro CEZAR PELUSO, 2 Turma, DJ 19.03.2010; entre outros). 2. Os bitos de segurados ocorridos entre o advento da Constituio de 1988 e a Lei 8.213/91 regem-se, direta e imediatamente, pelo disposto no artigo 201, inciso V, da Constituio Federal, que, sem recepcionar a parte discriminatria da legislao anterior, equiparou homens e mulheres para efeito de penso por morte. 3. Agravo regimental no provido (RE 607907 AgR, de 21/06/2011).

    Tambm sero dependentes preferenciais o parceiro homoafetivo e o ex-cnjuge ou companheiro(a) que perceba alimentos, assim como os equiparados a filho (enteado e tutelado), estes dois sem presuno de dependncia econmica.

    O cnjuge separado de fato apenas far jus penso por morte se demonstrar a depen-dncia econmica, inclusive em concorrncia com eventual companheiro (a).

    De acordo com o Regulamento da Previdncia Social e o entendimento do INSS, a penso por morte somente ser devida ao filho e ao irmo cuja invalidez tenha ocorrido antes da emancipao ou de completar a idade de vinte e um anos, desde que reconhecida

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    Benefcios e servios previdencirios em espcie

    ou comprovada, pela percia mdica do INSS, a continuidade da invalidez at a data do bito do segurado.

    Entretanto, em 11 de outubro de 2010, em reunio em Recife, ao julgar incidente de uniformizao no processo 2005.71.95.001467-0, a TNU decidiu que o maior de 21 anos invlido continua como dependente do segurado, mesmo sendo a invalidez posterior maioridade previdenciria, mas com presuno relativa de dependncia econmica, cabendo ao INSS desconstitu-la, como foi feito no processo em questo.

    O mesmo entendimento foi adotado pela TNU no dia 02.12.2010 no julgamento do processo 2007.71.95.020545-9:

    Esta TNU j enfrentou questo semelhante, reconhecendo a condio legal de de-pendente de segurado de filho maior que se torna invlido antes da morte de seus pais, ainda que tenha firmado a necessidade de prova da dependncia econmica, cuja na-tureza da presuno seria alterada no particular, conforme pedido de uniformizao n 2008.40.00.707069-2,julgado na sesso de 11 de outubro de 2010.

    No entanto, necessrio que a invalidez tenha se perpetrado antes do bito do segu-rado, sob pena de indeferimento da penso por morte, pois neste dia que ser aferida a condio de dependente. Nesse sentido, a TNU:

    TNU reafirma entendimento sobre concesso de penso por morte a filho maior que fica invlido

    Data da notcia: 17/02/2014 12:30

    Corpo do texto:

    A Turma Nacional de Uniformizao dos Juizados Especiais Federais (TNU), na sesso realizada em Fortaleza, nesta sexta-feira (14/02), reafirmou entendimento de que filho maior invlido s tem direito a penso se a invalidez for anterior morte do instituidor do benefcio.

    No caso em julgamento, a autora do pedido de uniformizao perdeu o pai em 13.3.1995, sendo a esposa constituda como beneficiria da penso pela morte dele. E foi assim at 19.12.2009, quando a me tambm faleceu. O problema q