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Resumo gratuito organização do mpe-rj

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  • LegislaoInstitucionaldoMinistrioPblicoMPE-RJ(2016)RESUMOESQUEMATIZADO

    Prof.RenanAraujo

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    MATERIAL GRATUITO RESUMO DE ORGANIZAO DO MINISTRIO PBLICO PARA O CONCURSO DO MP-RJ

    (ESQUEMATIZADO).

    SUMRIO1. O MINISTRIO PBLICO NA CF/88 ............................................................. 3

    2. LEI ORGNICA NACIONAL DO MINISTRIO PBLICO (LEI 8.625/93) ......... 8

    2.1. Introduo, autonomia e estrutura do MP ....................................................... 8

    2.2. Dos rgos do MP ...................................................................................... 10

    2.3. Da carreira dos membros do MP .................................................................. 18

    3. LEI ORGNICA DO MPE-RJ (LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 106/03) ....... 25

    3.1. Disposies gerais e Organizao do MPE-RJ ................................................. 26

    3.2. rgos do MPE-RJ ..................................................................................... 29

    3.3. Da carreira dos membros do MPE-RJ ............................................................ 46

    4. RESOLUES DO MPE-RJ ........................................................................... 57

    4.1. Resoluo n 1.678/2011 ........................................................................... 57

    4.2. Resoluo GPGJ n 1.769/2012 ................................................................... 60

    4.3. Resoluc o GPGJ no 1.778/2012 ................................................................... 63

    4.4. Resoluo conjunta GPGJ/CGMP no 11/2012 ................................................. 65

    Ol, meus amigos concurseiros! com muita satisfao que apresento a vocs este material

    totalmente GRATUITO. Trata-se de um resumo esquematizado sobre Organizao do MP para o concurso do MP-RJ, matria ministrada por mim aqui no Estratgia Concursos.

    Neste material vocs encontraro as informaes mais relevantes para fins de prova, de forma objetiva e esquemtica, para facilitar a compreenso. Fique vontade para baixar e compartilhar este arquivo J.

    Mas isso no tudo! Dia 14.04.2016, quinta-feira, s 20h, farei uma REVISO AO VIVO, via Periscope. Caso voc tenha interesse em acompanhar a transmisso, basta me seguir no Periscope (o endereo est abaixo).

    No mais, desejo a todos uma excelente maratona de estudos! Prof. Renan Araujo [email protected]

    PERISCOPE: @profrenanaraujo

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    Se voc quiser conhecer mais do meu trabalho, clique aqui.

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    1. O MINISTRIO PBLICO NA CF/88 Natureza do MP Funo essencial Justia. NO integra o Poder Judicirio, nem qualquer dos outros poderes. Histria O MP j integrou o Judicirio (Constituio de 1967) e o Executivo (Constituio de 1969). Desde a Constituio de 1988 uma Instituio autnoma. Finalidade do MP - O MP tem a funo de DEFENDER OS INTERESSES DA SOCIEDADE, na esfera criminal e nas demais esferas. O MP no defende os interesses do Governo, e sim da SOCIEDADE. Abrangncia do MP MP se divide em MPU e MPEs. O MPU se divide em MPF, MPM, MPT e MPDFT. Assim:

    ABRANGNCIA DO MP e CHEFIA DO MP

    RAMO SUBRAMOS DO MPU CHEFIA

    MPU (PGR)

    MPF PGR

    MPT PGT

    MPM PGJM

    MPDFT PGJDFT

    MPs estaduais PGJ

    MPs junto aos Tribunais de Contas no integram o MP brasileiro.

    RAMOSDOMPURAMOS

    MPBRASILEIRO

    MINISTRIOPBLICO

    MPU

    MPF

    MPM

    MPT

    MPDFTMPE

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    Nomeao do PGR - O Procurador-Geral da Repblica (PGR) nomeado pelo Presidente da Repblica, aps aprovao por maioria absoluta do Senado Federal, dentre membros da carreira, maiores de 35 anos, para mandato de dois anos, permitida a reconduo (necessria nova aprovao pelo Senado). Destituio do PGR Por vontade prpria ou por iniciativa do Presidente da Repblica. Neste ltimo caso, necessria autorizao da maioria absoluta do Senado Federal. Nomeao do PGT e do PGJM - O Procurador-Geral do Trabalho e o Procurador-Geral da Justia Militar, Chefes do MPT e do MPM, respectivamente, so nomeados pelo PGR, dentre membros das respectivas carreiras. Nomeao do PGJDFT - Procurador-Geral de Justia do DF e Territrios NO nomeado pelo PGR! O PGJDFT nomeado pelo PRESIDENTE DA REPBLICA, dentre uma lista trplice encaminhada aps escolha pelos membros do MPDFT. O PGR apenas d posse ao novo PGJDFT. Funes institucionais do MP As funes do MP esto previstas no art. 129 da CF/88. Pode exercer outras funes alm daquelas, desde que compatveis com sua finalidade. VEDAO: absolutamente VEDADO ao MP exercer a representao judicial e a consultoria jurdica de entidades pblicas. Princpios institucionais do MP Os princpios institucionais do MP so a Unidade, a indivisibilidade e a independncia funcional:

    PRINCPIOS INSTITUCIONAIS DO MP

    PRINCPIO SIGNIFICADO OBSERVAES RELEVANTES

    UNIDADE O MP apenas um, embora cada membro seja o prprio MP. Todos os membros do MP formam um s corpo.

    O princpio da Unidade deve ser entendido como Unidade dentro de cada MP (Unidade administrativa). Funcionalmente o MP uma Instituio nica, de forma que nada impede que nada

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    impede que MPs diferentes atuem num mesmo processo, em fases diferentes.

    INDIVISIBILIDADE Os membros do MP (do mesmo ramo) podem se substituir uns aos outros, sem qualquer impedimento. Esse princpio deriva do princpio da unidade, pois tira seu fundamento daquele.

    Quem atua no processo no o promotor, o MP. O membro do MP apenas o meio utilizado para a materializao da vontade do MP.

    INDEPENDNCIA FUNCIONAL

    Este princpio garante que os membros do Ministrio Pbico, no exerccio de suas funes, no se submetem nenhuma hierarquia de ordem ideolgico-jurdica. O membro do MP tem liberdade total para atuar conforme suas ideias jurdicas.

    Em relao atividade administrativa, h hierarquia. A independncia se aplica apenas atividade funcional.

    Garantias dos membros do MP As garantias dos membros do MP so a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de subsdios.

    GARANTIAS DOS MEMBROS DO MP

    GARANTIA SIGNIFICADO OBSERVAES RELEVANTES

    VITALICIEDADE Os membros do MP que j passaram pelo estgio probatrio e so vitalcios s perdem o cargo em razo de sentena judicial transitada em julgado.

    A ao judicial deve ser ajuizada pelo Chefe do MP, para esta especfica finalidade.

    INAMOVIBILIDADE A inamovibilidade impede que o membro do MP seja removido compulsoriamente do

    aplicvel a todos os membros da carreira, sejam eles vitalcios ou no. Exceo: pode ser determinada a remoo

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    seu local de atuao para outro. Visa a dar segurana ao membro no exerccio de suas funes.

    compulsria, por motivo de interesse pblico. Necessria deciso de maioria absoluta do Conselho Superior.

    IRREDUTIBILIDADE DE SUBSDIOS

    Uma garantia financeira conferida aos membros do MP, que no podem ter seus subsdios reduzidos.

    A irredutibilidade apenas nominal, ou seja, no assegura a correo anual do subsdio pela inflao, para evitar a perda de poder aquisitivo. Garante apenas que o valor nominal pago ao membro do MP no sofrer reduo.

    Vedaes constitucionais aos membros do MP Os membros do MP esto sujeitos a vedaes especiais:

    No podem receber honorrios No podem participar de sociedade comercial, exceto como cotista

    ou acionista No podem exercer a advocacia No podem exercer outra funo pblica, exceto uma de magistrio No podem exercer atividade poltico partidria. EXCEO: Admitida

    apenas para os membros que j estavam no MP antes da CF/88 e optaram pelo regime anterior

    EXERCCIO DE ATIVIDADE POLTICO-PARTIDRIA PELOS MEMBROS DO MP

    INGRESSO NA CARREIRA CONSEQUNCIA EXCEO

    MEMBROS QUE J ESTAVAM NO MP ANTES DA CF/88 E OPTARAM PELO REGIME ANTERIOR

    PODEM, Mas devem se licenciar

    No podem se j havia vedao na

    Lei especfica

    MEMBROS QUE ENTRARAM DEPOIS DA CF/88 NO PODEM

    Autonomia do MP a condio de independncia do MP em relao aos Poderes da Repblica:

    Autonomia funcional - Significa que a Instituio est isenta de qualquer influncia externa no exerccio de sua atividade-fim.

    Autonomia administrativa Assegura ao MP a prerrogativa de se autogovernar. Para tanto, pode o MP editar atos relacionados

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    gesto dos seus quadros de pessoal, administrao e aquisio de bens etc. Seus atos possuem auto-executoriedade e eficcia plena (no dependem de autorizao de outro rgo para terem eficcia).

    Autonomia financeira e oramentria Significa que o MP tem a atribuio para elaborar a proposta de sua lei oramentria, bem como para gerir seus prprios recursos, respeitadas as disposies legais.

    CNMP Instituio de mbito nacional, composta por 14 membros, cuja funo o controle da atuao administrativa e financeira do Ministrio Pblico, bem como do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros. Composio:

    PGR Presidente do CNMP 07 membros do MP (04 membros do MPU e 03 membros dos MPs

    estaduais) Um destes ser o Corregedor-Nacional 02 Juzes Um indicado pelo STF e outro pelo STJ 02 advogados Ambos indicados pelo Conselho Federal da OAB 02 cidados de notvel saber jurdico e reputao ilibada Um

    indicado pela Cmara e outro pelo Senado

    COMPOSIO DO CNMP

    MEMBRO INDICAO FUNO ESPECFICA

    NOMEAO

    PGR MEMBRO NATO Preside o CNMP

    TODOS NOMEADOS PELO PRESIDENTE DA REPBLICA, APS APROVAO

    PELO SENADO FEDERAL

    04 membros do MPU1

    01 do MPF 01 do MPM 01 do MPT

    01 do MPDFT

    Um destes ser o Corregedor

    Nacional do MP 03 membros dos MPEs2

    Cada MP escolhe um. Os PGJs de

    todos os MPEs se renem e definem

    os 03 nomes.

    1 Cada ramo do MPU ter direito de indicar um representante. A escolha se dar na forma do art. 1 da Lei 11.372/06 (formao de lista trplice pelo Colgio de Procuradores e escolha pelo Procurador-Geral do ramo). Aps, o nome escolhido pelo ser encaminhado ao PGR, que o submeter aprovao do Senado Federal. 2 Os membros do MPE so escolhidos por cada um dos MPs estaduais. Os membros formam listam trplice e o PGJ escolhe 01. Aps a escolha, todos os PGJs se renem e decidem quais sero os 03 nomes enviados ao Senado Federal. Isso que consta no art. 2 da Lei 11.372/06.

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    02 Juzes 01 indicado pelo STF

    01 indicado pelo STJ

    02 advogados Ambos indicados pelo Conselho

    Federal da OAB

    02 cidados de notvel saber jurdico e reputao ilibada

    01 indicado pela Cmara do Deputados

    01 indicado pelo Senado Federal

    TOTAL: 14 membros

    _________

    2. LEI ORGNICA NACIONAL DO MINISTRIO PBLICO (LEI 8.625/93)

    2.1. Introduo, autonomia e estrutura do MP ABRANGNCIA DA LONMP As disposies da LONMP so aplicveis ao MP em geral, a todos os ramos do MP. Existem, ainda, as Leis Orgnicas especficas, que se aplicam apenas ao MP respectivo:

    MPU Lei Complementar 75/93 (Inclusive do MPDFT) MPEs Lei Complementar Estadual do respectivo estado

    AUTONOMIA DO MP Autonomia funcional, administrativa e financeira, especialmente destinada a permitir que o MP:

    Pratique atos prprios de gesto Pratique atos relativos situao funcional e administrativa de seus

    membros e servidores Elabore suas folhas de pagamento e expea os competentes

    demonstrativos Adquira bens e contrate servios, efetuando a respectiva

    contabilizao Edite atos de provimento (originrio e derivado) e vacncia Organize seus servios auxiliares Proponha ao Poder Legislativo a criao e extino dos cargos de

    membros e servidores

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    Proponha ao Poder Legislativo o reajuste dos vencimentos dos membros e servidores

    Elaborar sua proposta oramentria ATENO: A autonomia no confere ao MP o poder de criar ou extinguir seus cargos. Tambm no confere ao MP o poder de reajustar os vencimentos de seus membros e servidores. ATENO II: As decises do MP, desde que obedecidas as formalidades legais, tm eficcia plena e executoriedade imediata. Contudo, isso no impede a atuao do Poder Judicirio (necessidade de chancela do Judicirio para a prtica de determinados atos) e do Tribunal de Contas (fiscalizao externa), cada um dentro dos limites de suas funes. ATENO III: O MP envia a proposta oramentria ao Chefe do Executivo, que encaminha ao Poder Legislativo. O MP NO ENVIA A PROPOSTA ORAMENTRIA DIRETAMENTE AO LEGISLATIVO. Assim:

    MP X PROJETOS DE LEI

    PROPOSTA DE CRIAO DE CARGOS

    Envia diretamente ao Poder Legislativo

    PROPOSTA DE REAJUSTE DE

    VENCIMENTOS

    Envia diretamente ao Poder Legislativo

    PROPOSTA ORAMENTRIA

    Envia ao Chefe do Executivo. O Chefe do Executivo encaminha ao Legislativo.

    GESTO DE RECURSOS - Os recursos do MP ser-lhe-o entregues at o dia 20 de cada ms. No tero vinculao a qualquer tipo de despesa, em razo da autonomia do MP. FISCALIZAO CONTBIL (financeira, oramentria, operacional e patrimonial) Realizada por dois rgos:

    Internamente Pelo Sistema de Controle Interno estabelecido em sua Lei Orgnica

    Externamente Pelo Poder Legislativo (com o auxlio do Tribunal de Contas)

    ORGANIZAO DO MP O MP se divide, basicamente, em:

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    rgos de Administrao (incluindo os rgos de Administrao

    Superior) rgos de Execuo rgos auxiliares

    Esquematicamente:

    2.2. Dos rgos do MP PROCURADOR-GERAL DE JUSTIA Chefe mximo do MPE. Exerce a chefia do Ministrio Pblico, representando-o judicial e extrajudicialmente.

    Nomeao Nomeado pelo Governador, dentre os nomes que integram a lista trplice, que formada pelos trs nomes mais votados pelos membros da carreira. Governador pode escolher

    ORGANIZAODOMP(LONMP)

    RGOSDEADMINISTRAO

    rgosdeadministrao

    superior

    Procuradoria-GeraldeJustiaColgiode

    ProcuradoresConselhoSuperior

    doMPCorregedoria-Geral

    doMP

    rgosdeadministrao(propriamente

    ditos)

    ProcuradoriasdeJustia

    PromotoriasdeJustia

    RGOSDEEXECUO

    Procurador-GeraldeJustia

    ConselhoSuperiordoMP

    ProcuradoresdeJustia

    PromotoresdeJustia

    RGOSAUXILIARES

    CentrosdeapoiooperacionalComissodeconcurso

    Centrosdeestudoseaperfeioamento

    funcionalrgosdeapoioadministrativoEstagirios

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    qualquer um deles. Se no o fizer no prazo de 15 dias, ser empossado o mais votado.

    Mandato Dois anos, permitida uma reconduo (mesmo procedimento).

    Destituio do PGJ Pela Assembleia Legislativa (maioria absoluta), no pelo Governador. Quando o pedido de destituio partir do Colgio de Procuradores de Justia, o procedimento s ser submetido votao na Assembleia Legislativa se houver autorizao de pelo menos 1/3 dos membros da Casa.

    PRINCIPAIS ATRIBUIES DO PGJ

    Praticar os atos de gesto do MP Editar atos de provimento e vacncia Encaminhar ao Poder Legislativo os Projetos de Lei do MP Submeter ao Colgio de Procuradores de Justia as propostas de

    criao e extino de cargos do MP Submeter ao Colgio de Procuradores de Justia a proposta

    oramentria do MP Integrar, como membro nato, e presidir o Colgio de Procuradores

    de Justia e o Conselho Superior do MP Designar membro do MP para exercer determinada funo especial Dirimir conflito de atribuio entre membros do MP Encaminhar ao TJ e ao STJ as listas sxtuplas para indicao de

    membro do MP Aplicar sanes disciplinares contra membro do MP

    OBS.: O PGJ pode ser assessorado por Procuradores de Justia ou Promotores da mais elevada entrncia. COLGIO DE PROCURADORES Composto por todos os Procuradores de Justia. Suas principais funes so:

    Opinar sobre matria relevante para o MP Propor ao PGJ a criao de cargos e servios auxiliares, bem como

    modificaes na Lei Orgnica, alm de providncias relacionadas ao desempenho das funes institucionais

    Aprovar a proposta oramentria anual do Ministrio Pblico e os projetos de criao de cargos e servios auxiliares

    Propor ao Poder Legislativo a destituio do Procurador-Geral de Justia, pelo voto de dois teros de seus membros e por iniciativa da maioria absoluta de seus integrantes em caso de abuso de poder

    Eleger o Corregedor-Geral do Ministrio Pblico Destituir o Corregedor-Geral do Ministrio Pblico, pelo voto de dois

    teros de seus membros

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    Julgar recurso contra deciso: (a) de vitaliciamento, ou no, de membro do Ministrio Pblico; (b) condenatria em procedimento administrativo disciplinar; (c) proferida em reclamao sobre o quadro geral de antiguidade; (d) de disponibilidade e remoo de membro do Ministrio Pblico, por motivo de interesse pblico; (e) de recusa promoo por antiguidade do membro mais antigo.

    Decidir sobre pedido de reviso de PAD Deliberar sobre o ajuizamento, ou no, da ao civil para perda do

    cargo de membro vitalcio do MP Rever deciso de arquivamento de IP pelo PGJ, nos casos de sua

    competncia originria OBS.: Quando o nmero de Procuradores de Justia for SUPERIOR A 40 MEMBROS, poder ser criado rgo Especial para o exerccio das atribuies do Colgio. Determinadas atribuies no podem ser exercidas pelo rgo Especial, somente pelo Colgio em sua composio plena. CONSELHO SUPERIOR DO MP rgo Colegiado cujas funes so mais voltadas s decises relativas CARREIRA dos membros do MP (Vitaliciamento, remoo, promoo, autorizao de afastamento de membro, etc.). Ser composto pelo PGJ e pelo Corregedor-Geral, como membros natos, e por outros membros eleitos (cabe Lei especfica a definio desta parte). CORREGEDORIA-GERAL DO MP - rgo cuja atribuio realizar a funo correcional, fiscalizando o desempenho dos membros e servidores do MP, como assiduidade, comprometimento, etc. CORRGEDOR-GERAL DO MP quem conduz os trabalhos da Corregedoria-Geral.

    Eleio Eleito pelo Colgio de Procuradores, dentre os Procuradores de Justia. Mandato de dois anos, permitida uma reconduo (mesmo procedimento).

    Destituio Pelo Colgio de Procuradores, pelo voto de dois teros de seus membros.

    Assessoramento - S poder ser assessorado por Promotores de Justia da mais elevada entrncia, NO POR PROCURADORES DE JUSTIA.

    AUXLIO AO PGJ E AO CORREGEDOR

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    PGJ Procuradores de Justia ou Promotores da mais elevada

    entrncia

    CORREGEDOR-GERAL Somente Promotores de Justia da mais elevada entrncia

    PROCURADORIAS DE JUSTIA rgos de administrao do MP, com cargos de Procurador de Justia e servios auxiliares necessrios ao desempenho das funes.

    Diviso interna dos servios - Ser definida com base em critrios objetivos fixados pelo Colgio de Procuradores. Exceo: poder, contudo, ser realizada de forma consensual pelos prprios Procuradores de Justia que integram a Procuradoria.

    PROMOTORIAS DE JUSTIA - So rgos de administrao do MP, com pelo menos um cargo de Promotor de Justia e servios auxiliares necessrios ao desempenho de suas funes.

    Fixao de suas atribuies Proposta do PGJ, aprovada pelo Colgio de Procuradores.

    Modificao das atribuies Proposta do PGJ, aprovada por maioria absoluta do Colgio de Procuradores.

    RGOS DE EXECUO DO MP (SEGUNDO A LONMP) Os rgos de execuo do MP so aqueles que, de uma forma ou de outra, atuam exercendo as funes institucionais do MP (ajuizando aes, arquivando inquritos civis pblicos, etc.). No se trata, aqui, do exerccio de funes de gesto, ou meramente administrativas. So eles:

    PGJ Conselho Superior do Ministrio Pblico Procuradores de Justia Promotores de Justia

    FUNES DOS RGOS DE EXECUO DO MP So diversas as funes dos rgos de execuo do MP, assim resumidas:

    FUNES INSTITUCIONAIS DO MP

    FUNES Ajuizar aes

    Propor ao de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, em face Constituio Estadual. Promover a representao de inconstitucionalidade para efeito de interveno do Estado nos Municpios.

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    Promover, privativamente, a ao penal pblica, na forma da lei. Ajuizar ao civil pblica Ingressar em juzo, de ofcio, para responsabilizar os gestores do dinheiro pblico condenados por tribunais e conselhos de contas.

    Outras manifestaes

    processuais

    Manifestar-se nos processos em que sua presena seja obrigatria por lei e, ainda, sempre que cabvel a interveno, para assegurar o exerccio de suas funes institucionais, no importando a fase ou grau de jurisdio em que se encontrem os processos. Interpor recursos ao STF e ao STJ.

    Participao em rgos estatais e

    fiscalizao

    Exercer a fiscalizao dos estabelecimentos prisionais e dos que abriguem idosos, menores, incapazes ou pessoas portadoras de deficincia. Deliberar sobre a participao em organismos estatais de defesa do meio ambiente, neste compreendido o do trabalho, do consumidor, de poltica penal e penitenciria e outros afetos sua rea de atuao.

    INSTRU- MENTOS

    Poder de requisio

    Requisitar informaes e documentos a entidades privadas, para instruir procedimentos ou processo em que oficie. Requisitar autoridade competente a instaurao de sindicncia ou procedimento administrativo cabvel. Requisitar diligncias investigatrias e a instaurao de inqurito policial e de inqurito policial militar.

    Relacionados ao Inqurito Civil Pblico

    Expedir notificaes para colher depoimento ou esclarecimentos e, em caso de no comparecimento injustificado, requisitar conduo coercitiva. Requisitar informaes, exames periciais e documentos de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como dos rgos e entidades da administrao direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios. Promover inspees e diligncias investigatrias junto s autoridades, rgos e entidades pblicas.

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    Outras funes

    Praticar atos administrativos executrios, de carter preparatrio. Dar publicidade dos procedimentos administrativos no disciplinares que instaurar e das medidas adotadas. Sugerir ao Poder competente a edio de normas e a alterao da legislao em vigor, bem como a adoo de medidas propostas, destinadas preveno e controle da criminalidade. Manifestar-se em qualquer fase dos processos, acolhendo solicitao do juiz, da parte ou por sua iniciativa, quando entender existente interesse em causa que justifique a interveno.

    OBSERVAES RELEVANTES: Quando as notificaes e requisies foram dirigidas ao Governador

    do estado, aos membros do Legislativo estadual ou aos Desembargadores do TJ, esta notificao dever ser encaminhada pelo PGJ!

    Todas as notcias de irregularidades levadas a conhecimento do membro do MP devero ser apreciadas e despachadas em AT 30 DIAS.

    PROCURADOR-GERAL DE JUSTIA - o rgo mximo do MP. nomeado pelo Governador do estado, aps o encaminhamento de lista trplice contendo os nomes dos trs candidatos mais bem votados. O PGJ no precisa necessariamente ser um Procurador de Justia! Qualquer membro do MP pode concorrer. FUNES DO PGJ As funes do PGJ enquanto rgo de execuo no esto relacionadas administrao do MP, mas sua posio de membro da Instituio, que tambm possui funes relacionadas atividade-fim do MP. So elas:

    Representar aos Tribunais locais por inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, em face da Constituio Estadual

    Representar para fins de interveno do Estado no Municpio, com o objetivo de assegurar a observncia de princpios indicados na Constituio Estadual ou prover a execuo de lei, de ordem ou de deciso judicial

    Representar o Ministrio Pblico nas sesses plenrias dos Tribunais Ajuizar ao penal de competncia originria dos Tribunais,

    nela oficiando

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    Oficiar nos processos de competncia originria dos Tribunais, nos limites estabelecidos na Lei Orgnica

    Determinar o arquivamento de representao, notcia de crime, peas de informao, concluso de comisses parlamentares de inqurito ou inqurito policial, nas hipteses de suas atribuies legais

    Zelar pelo efetivo respeito dos poderes pblicos aos direitos assegurados na CF/88 - Somente quando a autoridade reclamada for o Governador do Estado, o Presidente da Assembleia Legislativa ou os Presidentes de Tribunais, bem como quando contra estes, por ato praticado em razo de suas funes, deva ser ajuizada a competente ao.

    Delegar a membro do Ministrio Pblico suas funes de rgo de execuo

    CONSELHO SUPERIOR DO MP - O Conselho Superior do MP , simultaneamente, rgo de execuo e rgo de administrao do MP. Como rgo de execuo possui apenas a funo de rever arquivamento de ICP (inqurito civil pblico). Lembrando que, no caso do arquivamento de Inqurito Policial, a atribuio para reviso do PGJ.

    REVISO DE ARQUIVAMENTO

    INQURITO POLICIAL

    INQURITO CIVIL

    PROCURADOR-GERAL DE JUSTIA

    CONSELHO SUPERIOR DO MP

    PROCURADORES DE JUSTIA E PROMOTORES DE JUSTIA Os Procuradores de Justia e os Promotores de Justia so os rgos de execuo do MP que mais colocam a mo na massa. 99% das funes do MP so exercidas por estes rgos de execuo. Os Procuradores de Justia atuam perante os Tribunais. Os Promotores de Justia atuam perante os Juzes de primeira instncia (e, eventualmente, perante os Tribunais, quando da interposio de recurso ou ajuizamento de HC ou MS). Suas funes podem ser assim sintetizadas:

    FUNES DOS PROMOTORES E PROCURADORES DE JUSTIA

    PROCURADORES DE JUSTIA

    Atuar perante os Tribunais OBS.: No atuam perante

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    a Justia Eleitoral.

    PROMOTORES DE JUSTIA

    Atuar perante os Juzes estaduais de primeira instncia.

    Impetrar habeas-corpus e mandado de segurana e requerer correio parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes.

    Atender a qualquer do povo, tomando as providncias cabveis.

    Oficiar perante Justia Eleitoral de primeira instncia.

    RGOS AUXILIARES DO MP So rgos que no exercem a atividade-fim do MP, mas prestam auxlio ao exerccio da atividade-fim. CENTROS DE APOIO OPERACIONAL - As funes dos Centros de Apoio Operacional so eminentemente integrativas. Tm por finalidade auxiliar os rgos de execuo no desempenho de suas funes, fornecendo material acadmico e interdisciplinar, atravs da integrao entre os diversos rgos de execuo e com os diversos rgos pblicos que atuem na rea especfica. COMISSO DE CONCURSO - A comisso de concurso, diferentemente dos demais rgos do MP, POSSUI CARTER TRANSITRIO. Tem a funo de realizar o processo de seleo de novos membros do MP. Aps a realizao do processo seletivo (Concurso pblico de provas e ttulos), a comisso dissolvida, sendo constituda uma nova comisso quando da realizao do prximo concurso. OBS.: No funo da Comisso de Concurso a realizao de processo seletivo de estagirios e servidores! CENTRO DE ESTUDOS E APERFEIOAMENTO PROFISSIONAL Sua finalidade principal promover o aperfeioamento dos membros e servidores do MP, tanto no que se refere rea do conhecimento especfica da atividade quanto a outras reas correlatas, buscando o aprimoramento do membro ou servidor, profissional e culturalmente, com vistas excelncia no desempenho das funes prprias de cada um. RGOS DE APOIO ADMINISTRATIVO - Os rgos de apoio administrativo compreendem inmeras atividades, indispensveis ao

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    exerccio das funes do MP, como segurana, transporte, cumprimento de notificaes extrajudiciais, etc. No h grande regulamentao na LONMP, ficando tal regulamentao a cargo de Lei de iniciativa do PGJ. ESTAGIRIOS So nomeados pelo PGJ, e a nomeao deve ser precedida de processo seletivo pblico. Devem estar cursando os trs ltimos anos do curso de Direito e no podem permanecer por mais de trs anos no estgio.

    2.3. Da carreira dos membros do MP GARANTIAS DOS MEMBROS DO MP As garantias dos membros do MP so a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de subsdios.

    Vitaliciedade Os membros do MP que j passaram pelo estgio probatrio e so vitalcios s perdem o cargo em razo de sentena judicial transitada em julgado. A ao judicial deve ser ajuizada pelo Chefe do MP, para esta especfica finalidade.

    Inamovibilidade A inamovibilidade impede que o membro do MP seja removido compulsoriamente do seu local de atuao para outro. aplicvel a todos os membros da carreira, sejam eles vitalcios ou no. Visa a dar segurana ao membro no exerccio de suas funes. Exceo: pode ser determinada a remoo compulsria, por motivo de interesse pblico. Necessria deciso de maioria absoluta do Conselho Superior.

    ESTAGIRIOS

    NOMEAOPELOPGJ

    PRECEDIDA DEPROCESSOSELETIVO

    PERODODEESTGIONOSUPERIORA03

    ANOS

    ACADMICOSDEDIREITO

    NECESSARIAMENTEDOS03LTIMOSANOSDOCURSO

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    Irredutibilidade dos subsdios - Uma garantia financeira conferida aos membros do MP, que no podem ter seus subsdios reduzidos. A irredutibilidade apenas nominal, ou seja, no assegura a correo anual do subsdio pela inflao, para evitar a perda de poder aquisitivo. Garante apenas que o valor nominal pago ao membro do MP no sofrer reduo.

    PRERROGATIVAS DOS MEMBROS DO MP As prerrogativas dos membros do MP so conferidas em razo do cargo que tais pessoas ocupam. Algumas esto relacionadas atuao do membro do MP (prerrogativa de receber intimao pessoal, por exemplo), e outras so conferidas pelo simples fato de o membro ocupar um cargo de tamanha relevncia, no estando relacionada atuao propriamente dita (prerrogativa de ser processado e julgado originariamente pelo Tribunal de Justia de seu Estado, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada exceo de ordem constitucional). As principais prerrogativas dos membros do MP so:

    Ser ouvido em dia e hora previamente ajustados com a autoridade - Assim, no pode um membro do MP ser intimado para ser ouvido como testemunha em um determinado dia e horrio que no tenha sido previamente marcado. Caso o membro do MP receba uma intimao assim, no estar obrigado a comparecer. CUIDADO! O STF decidiu que o membro dever agendar a data para, no mximo, 30 dias aps sua intimao.

    No ser preso, salvo por ordem judicial escrita ou em flagrante de crime inafianvel - Assim, verificando a autoridade policial que houve a prtica de crime afianvel pelo membro do MP, no poder decretar sua priso em flagrante, devendo o mesmo ser liberado e responder ao processo em liberdade.

    Prerrogativa de foro Ser processado e julgado, nos crimes

    comuns e de responsabilidade, pelo TJ local. EXCEO: Crimes de competncia da Justia Eleitoral. Neste caso, sero processados e julgados pelo TRE.

    Ser custodiado ou recolhido priso domiciliar ou sala

    especial de Estado Maior, por ordem e disposio do Tribunal competente, quando sujeito a priso antes do julgamento final Tal prerrogativa s se aplica s prises cautelares, ou seja, no se aplica ao cumprimento de pena propriamente dito.

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    Por sua vez, as principais prerrogativas dos membros do MP no EXERCCIO DA FUNO so:

    No ser indiciado em inqurito policial O indiciamento o ato pelo qual a autoridade policial individualiza e aponta algum como especificamente investigado. Nesse caso, verificando que h possibilidade de prtica de infrao penal por membro do MP, deve ser seguido o disposto no nico do art. 41, remetendo-se os autos ao PGJ, que, a partir da, conduzir a investigao.

    Gozar de inviolabilidade pelas opinies que externar ou pelo teor de suas manifestaes processuais ou procedimentos, nos limites de sua independncia funcional - Assim, se o membro do MP atribuir a algum a prtica de um crime, por exemplo, e esta prtica no ficar comprovada, o membro do MP no responder pelo crime de calnia, pois, caso contrrio, ficaria inviabilizada sua atuao funcional.

    Ingressar e transitar livremente em diversos estabelecimentos, pblicos ou privados Tal prerrogativa abrange o ingresso e trnsito livre: (a) nas salas de sesses de Tribunais, mesmo alm dos limites que separam a parte reservada aos Magistrados; (b) nas salas e dependncias de audincias, secretarias, cartrios, tabelionatos, ofcios da justia, inclusive dos registros pblicos, delegacias de polcia e estabelecimento de internao coletiva; (c) em qualquer recinto pblico ou privado. CUIDADO! Neste ltimo caso, deve ser respeitada a inviolabilidade do domiclio. O STF possui conceito amplo de domiclio, englobando qualquer compartimento habitado no aberto ao pblico, ainda que esteja desocupado no momento.

    Examinar autos de processo e inquritos policiais, ou ainda, autos de priso em flagrante, em qualquer fase que se encontrem, ainda que conclusos autoridade policial ou judiciria, podendo tirar cpias e fazer apontamentos - Esta uma prerrogativa que visa a derrubar quaisquer obstculos que porventura sejam criados ao membro do MP em relao ao acesso aos autos. Sendo de interesse do membro do MP ter acesso aos autos de um processo judicial, por exemplo, e estando eles conclusos ao Juiz, mesmo assim o membro do MP poder ter acesso aos autos.

    DEVERES DOS MEMBROS DO MP Os membros do MP possuem inmeros deveres funcionais, alguns deles aplicveis a qualquer funcionrio pblico. Os principais so:

    O membro do MP deve manter ilibada conduta pblica e particular - Assim, no o deve o membro do MP adotar postura, ainda que em sua vida privada, incompatvel com sua funo, pois a postura do membro do MP reflete, em parte, a imagem da Instituio.

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    O membro do MP deve assistir aos atos processuais - cuidado! O membro do MP no deve comparecer somente aos atos processuais em que sua presena seja obrigatria, mas tambm naqueles em que ela seja conveniente Instituio.

    Acatar as decises dos rgos de administrao superior do MP, no plano administrativo A lei restringe esse dever meramente s questes administrativas, em razo do princpio da Independncia Funcional.

    Indicar os fundamentos jurdicos de seus pronunciamentos processuais Sempre que se manifestar processualmente o membro dever faz-lo de forma fundamentada, inclusive elaborando relatrio em sua manifestao final ou recursal (alegaes finais ou apelao, por exemplo).

    VEDAES APLICVEIS AOS MEMBROS DO MP Os membros do MP esto sujeitos, ainda, a vedaes impostas por Lei, que visam, precipuamente, garantia da lisura da atuao do membro. Podemos sintetiz-las da seguinte forma:

    VEDAES DOS MEMBROS DO MP

    RECEBIMENTO DE

    HONORRIOS OU CUSTAS

    PROCESSUAIS

    O membro do MP no pode receber honorrios por sua atuao funcional, nem quaisquer outras verbas ou vantagens.

    Obs.: Isso no significa que o MP (Instituio) no possa. O MP PODE receber honorrios.

    EXERCCIO DA ADVOCACIA

    O membro do MP no pode advogar. No pode, sequer, estar inscrito na OAB. Seu descumprimento pode gerar, inclusive, o ajuizamento de Ao Civil para perda do cargo do membro do MP.

    Obs.: Podem exercer a advocacia os membros que j estavam no MPU (Exceto MPDFT) antes da CF/88 e que optaram pelo regime anterior.

    PARTICIPAO EM SOCIEDADE EMPRESARIAL

    O membro do MP no pode participar de sociedade empresarial, salvo na qualidade de cotista ou acionista.

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    EXERCCIO DE OUTRA

    FUNO PBLICA

    Os membros do MP no podem exercer qualquer outra funo pblica, ainda que em disponibilidade, salvo uma de magistrio.

    Obs.: Em qualquer caso, sempre ter que haver compatibilidade de horrios. Obs.2: Ainda que o membro do MP esteja em gozo de licena, frias, ou em disponibilidade, permanece a restrio. Obs.3: No constituem acumulao, para estes fins, as atividades exercidas em organismos estatais afetos rea de atuao do Ministrio Pblico, em Centro de Estudo e Aperfeioamento de Ministrio Pblico, em entidades de representao de classe e o exerccio de cargos de confiana na sua administrao e nos rgos auxiliares.

    EXERCCIO DE ATIVIDADE POLTICO-

    PARTIDRIA

    A vedao ao exerccio de atividade poltico-partidria no abrange somente a candidatura a cargo poltico, mas tambm a mera filiao a partido poltico.

    Obs.: Admitida apenas para os membros que j estavam no MP antes da CF/88 e optaram pelo regime anterior (devem se licenciar para tal).

    VENCIMENTOS E VANTAGENS A previso da LONMP, que vai dos arts. 45 a 58, pode ser resumida da seguinte forma:

    Verba de representao Verba de natureza indenizatria concedida a titulares de cargos muito elevados, cuja finalidade custear gastos realizados em razo do cargo.

    Gratificao por funo eleitoral Os membros do MP estadual desempenham a funo eleitoral na 1 instncia. Por esta atividade extra, devem receber gratificao especial, de valor equivalente ao pago aos Juzes eleitorais perante os quais oficiar.

    Frias dos membros do MP Equivalentes aos dias de frias dos membros do Judicirio. Atualmente, as frias dos membros do MP so de 60 dias anuais. O perodo de frias computado como efetivo exerccio, salvo para fins de vitaliciamento.

    Licenas e tempo de servio Todos os dias de afastamento do membro do MP em gozo das licenas previstas no art. 52 da

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    LONMP so computados como de efetivo exerccio, ou seja, como se o membro do MP estivesse, de fato, no exerccio de suas funes. Entretanto, estes dias no so computados para fins de vitaliciamento!

    Perodo de trnsito o perodo em que o membro do MP fica afastado de suas funes para que possa efetivar sua transferncia de uma comarca para outra, em razo de remoo. computado como de efetivo exerccio, salvo para fins de vitaliciamento.

    Direo de entidade de classe O tempo prestado pelo membro do MP como diretor de entidade representativa da classe considerado como de efetivo exerccio, salvo para fins de vitaliciamento.

    Companheira = Cnjuge Todas as disposies referentes ao cnjuge estendem-se companheira (ou companheiro), por fora do disposto no art. 58 da LONMP, em homenagem equiparao da Unio estvel ao casamento, prevista na Constituio.

    INGRESSO NA CARREIRA O ingresso na carreira do MP se d mediante concurso, com as seguintes regras:

    Elaborao pela Procuradoria-Geral de Justia Participao da OAB Concurso de provas e ttulos Abertura obrigatria quando o nmero de cargos vagos atingir 1/5

    dos cargos INICIAIS da carreira

    CONCURSOPBLICOPARAINGRESSONA

    CARREIRA

    ORGANIZADOPELAPGJ

    CONCURSO DEPROVASETTULOS

    PARTICIPAODA OAB

    OBRIGATRIAAABERTURAQUANDOONMERODECARGOS

    VAGOSATINGIR1/5DOSCARGOSINICIAIS

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    REQUISITOS PARA O INGRESSO NA CARREIRA

    Ser brasileiro Nato ou naturalizado. Ser Bacharel em Direito Estar quite com as obrigaes militares Estar quite com a Justia Eleitoral Comprovar prtica jurdica por pelo menos trs aps a

    concluso do curso de Direito Outros requisitos previstos na Lei Complementar respectiva

    PROMOO DOS MEMBROS DO MP A promoo modalidade de ascenso funcional. Pode se dar por antiguidade ou merecimento. A cada vaga que surgir, ser aplicado, alternadamente, cada critrio.

    Antiguidade Deve ser promovido o membro mais antigo na entrncia. O Conselho Superior do MP somente poder recusar o membro do Ministrio Pblico mais antigo pelo voto de dois teros de seus integrantes.

    Merecimento Apurado segundo critrios objetivos (participao em atividades institucionais no obrigatrias, concluso de curso de mestrado, Doutorado, etc.). O Conselho Superior elabora lista com trs nomes promoo por merecimento, e envia ao PGJ, que escolhe um deles. Obs.: S pode ser promovido por merecimento o Promotor de Justia que estiver h pelo menos dois anos na respectiva entrncia ou categoria e que figure na primeira quinta parte da lista de antiguidade. Obs.2: obrigatria a promoo do Promotor que figurar trs vezes consecutivas ou cinco alternadas na lista de promoo por merecimento.

    REMOO DOS MEMBROS DO MP Aqui o membro do MP passa a exercer suas funes em outra Promotoria ou Procuradoria, de igual entrncia e categoria, ou seja, no h ascenso funcional. Pode ser:

    Remoo a pedido - Deve haver vaga, sendo disponibilizada aos membros da carreira atravs de edital e, em caso de mais de um membro do MP optar pela vaga, ser utilizado o critrio de antiguidade para a concesso da remoo.

    Remoo por permuta - quando dois Promotores de igual entrncia ou categoria pretendem trocar de comarca, passando um a atuar na comarca em que o outro se encontra. Deve ser formulada por pedido subscrito por ambos. Sendo deferida, os

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    Promotores permutados no podero requerer nova remoo por permuta pelo prazo de dois anos. A remoo por permuta no confere direito a ajuda de custo.

    Remoo por interesse pblico - S pode ser determinada pelo Conselho Superior do MP, pelo voto da maioria absoluta de seus membros.

    RETORNO DO MEMBRO DO MP ATIVIDADE

    Reintegrao - o retorno do membro do MP afastado, e decorre de sentena judicial transitada em julgado. No caso de haver reintegrao, o membro do MP faz jus a todos os direitos a que teria caso estivesse em efetivo exerccio no perodo do afastamento.

    Reverso o retorno atividade do membro do MP que estava aposentado. Pode ser dar de diversas maneiras, como, por exemplo, a supervenincia de capacidade laborativa, no caso de membro do MP aposentado por invalidez.

    Aproveitamento o retorno atividade do membro do MP que se encontrava em disponibilidade.

    _________

    3. LEI ORGNICA DO MPE-RJ (LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 106/03)

    FORMASDEREMOO

    APEDIDOOCORREQUANDOSURGE

    VAGA.AVAGAOFERECIDAEOMEMBRO

    SECANDIDATA

    PORPERMUTA

    NOHVAGA.CONTUDO,DOIS(OUMAIS)MEMBROS

    PRETENDEM"TROCARDELUGAR"

    PORINTERESSEPBLICO

    EXIGEVOTODAMAIORIAABSOLUTADOS

    MEMBROSDOCONSELHOSUPERIORDOMP

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    3.1. Disposies gerais e Organizao do MPE-RJ DA AUTONOMIA DO MPE-RJ

    ATRIBUIES DO MP DECORRENTES DE SUA AUTONOMIA

    PRTICA DE ATOS DE GESTO

    Praticar atos prprios de gesto; Praticar atos e decidir sobre a situao

    funcional e administrativa do pessoal, ativo e inativo, de carreira e dos servios auxiliares, organizados em quadros prprios;

    Elaborar suas folhas de pagamento e expedir os competentes demonstrativos;

    Adquirir bens e contratar servios, efetuando a respectiva contabilizao;

    Compor seus rgos de administrao e organizar suas secretarias, reparties administrativas e servios auxiliares das Procuradorias de Justia e Promotorias de Justia;

    Proporcionar servios de assistncia mdico-hospitalar aos membros da Instituio, ativos e inativos, e aos seus dependentes, assim entendida como o conjunto de atividades relacionadas preservao ou recuperao da sade, abrangendo servios profissionais mdicos, paramdicos, farmacuticos e odontolgicos, facultada a terceirizao da atividade ou a indenizao dos valores gastos, na forma disciplinada em resoluo do Procurador-Geral de Justia;

    Licitar obras, servios e compras, empenhando as respectivas despesas, a qualquer tempo, em sistemas governamentais de que faa parte;

    Compor frota prpria de veculos oficiais, a serem adquiridos ou locados;

    Elaborar sistema prprio de registro de preos e aderir a registros de preos de outras entidades pblicas, de qualquer esfera federativa, desde que garantidas as mesmas condies de fornecimento ou prestao licitadas;

    Implementar programas decorrentes de normas constitucionais asseguradoras de direitos sociais;

    OBS.: O inciso XI do art. 2 faz meno expressa apenas aos MEMBROS (Promotores e Procuradores) da Instituio. Os servidores tambm possuem direito a tal benefcio, mas no est previsto expressamente aqui.

    ATOS DE GESTO DE PESSOAL

    Prover, em carter originrio ou mediante promoo e demais formas de provimento

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    derivado, os cargos a que se referem os incisos anteriores;

    Editar atos de aposentadoria, exonerao e outros que importem em vacncia de cargos da carreira ou dos servios auxiliares, e atos de disponibilidade de membros do Ministrio Pblico e de seus servidores;

    INICIATIVA LEGISLATIVA

    Propor ao Poder Legislativo a criao e extino de seus cargos e a fixao e o reajuste dos vencimentos dos seus membros;

    Propor ao Poder Legislativo a criao e extino dos cargos de seus servios auxiliares, bem como a fixao e o reajuste dos vencimentos dos seus servidores;

    COMPETNCIA NORMATIVA

    Elaborar seus regimentos internos; Disciplinar a prestao de servio

    pblico voluntrio e gratuito, sem reconhecimento de vnculo empregatcio, para fins de apoio a atividades institucionais, facultada a concesso de auxlio transporte e alimentao;

    RESIDUAL Exercer outras competncias dela decorrentes.

    OBS.: As decises tomadas pelo MP, quando no LEGTIMO exerccio de sua autonomia, tm AUTO-EXECUTORIEDADE e EFICCIA PLENA. OBS.2: Isso no afasta a competncia do Poder Judicirio (para apreciao da legalidade e, em determinados casos, para autorizar a prtica do ato, como na hiptese de perda do cargo de membro vitalcio), do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas (para fins de fiscalizao de tais atos).

    PROPOSTA ORAMENTRIA O MP envia, por meio do PGJ, ao Governador do Estado. O Governador repassa ao Poder Legislativo. A proposta deve respeitar os limites estabelecidos na LDO. Os recursos do MP:

    Os recursos correspondentes s dotaes oramentrias prprias e globais do MP (inclusive os crditos suplementares e especiais), sero entregues at o dia 20 de cada ms (na frao de 1/12).

    Os recursos prprios (aqueles no provenientes do Tesouro Estadual, como as verbas honorrias dos processos em que o MP saiu vencedor) sero utilizados em programas vinculados s finalidades da Instituio, vedada outra destinao.

    FISCALIZAO CONTBIL, FINANCEIRA, ORAMENTRIA E PATRIMONIAL DO MP Tal fiscalizao exercida em duas frentes:

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    FISCALIZAO EXTERNA = Poder Legislativo (com auxlio do TCE).

    FISCALIZAO INTERNA = SISTEMA DE CONTROLE INTERNO.

    FISCALEX PODERLEX FISCALIN - SISTEMIN

    ORGANIZAO DO MPE-RJ - O MP-RJ possui quatro espcies de rgos, so eles:

    RGOS DE ADMINISTRAO SUPERIOR; RGOS DE ADMINISTRAO; RGOS DE EXECUO; RGOS AUXILIARES

    Em termos grficos, podemos assim estabelecer:

    Vejamos em termos grficos:

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    OBS.: Existem determinados rgos que so, ao mesmo tempo, rgos de ADMINISTRAO SUPERIOR e rgos de EXECUO DO MP. So eles o COLGIO DE PROCURADORES DE JUSTIA e o CONSELHO SUPERIOR DO MP. Isto se d porque estes rgos possuem funes hbridas, ora atuam como parte da Administrao Superior, ora atuam na execuo das atividades da Instituio.

    3.2. rgos do MPE-RJ PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIA o rgo mximo do MPE-RJ, e tem como chefe o PGJ.

    PGJ - O PGJ nomeado pelo Chefe do Executivo (O Governador do estado, nesse caso), dentre os MEMBROS DA CARREIRA (Ou seja, Promotores e Procuradores de Justia), com mais de 02 ANOS no MP,

    ORGANIZAODOMPE-RJ(LCE106-03)

    RGOSDEADMINISTRAO

    rgosdeadministrao

    superior

    Procuradoria-GeraldeJustiaColgiode

    ProcuradoresConselhoSuperiordo

    MPCorregedoria-Geral

    doMP

    rgosdeadministrao(propriamente

    ditos)

    ProcuradoriasdeJustia

    PromotoriasdeJustia

    RGOSDEEXECUO

    Procurador-GeraldeJustia

    ColgiodeProcuradores**

    ConselhoSuperiordoMP

    ProcuradoresdeJustia

    PromotoresdeJustiaGrupos

    especializadosdeatuaofuncional**

    RGOSAUXILIARES

    Centrosdeapoiooperacional

    Centrosregionaisdeapoioadministrativoeinstitucional**Comissodeconcurso

    Centrosdeestudoseaperfeioamento

    funcionalrgosdeapoioadministrativoEstagirios

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    integrantes de lista trplice, para mandato de DOIS ANOS, permitida UMA reconduo (devendo ser refeito o mesmo procedimento).

    Formao da lista trplice para escolha do PGJ - Mediante voto PESSOAL, OBRIGATRIO, PLURINOMINAL (Cada votante escolhe at trs candidatos) e SECRETO. Podem votar TODOS os membros ATIVOS da carreira. So eleitos os trs mais votados. Em caso de empate, prevalece o mais antigo na carreira, ou, sendo igual a antiguidade, o mais idoso.

    poca para realizao das eleies - Entre 60 e 30 dias antes do trmino de cada mandato.

    Vedado o voto por procurao Permitido o voto pela via postal - Somente para os membros

    lotados ou em exerccio fora da capital. Deve ser recebido no protocolo da Procuradoria-Geral de Justia at o encerramento da votao.

    Regulamentao do processo Cabe ao rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia.

    Envio ao Governador e nomeao do PGJ - Uma vez formada a lista, enviada ao Governador, no 15 dia anterior ao trmino do mandato em curso, e este deve proceder nomeao de qualquer um deles, no prazo de 15 dias, contados da data do recebimento da lista. Caso o Governador no proceda nomeao, ser automaticamente investido no cargo o mais votado.

    Hipteses de inelegibilidade para o cargo de PGJ Embora, a princpio, todos os membros ativos estejam aptos, alguns sero considerados inelegveis:

    INELEGIBILIDADE

    Membro que se afastou do cargo, nos seis meses anteriores eleio, em qualquer das hipteses do art. 104 (exercer a presidncia de associao de classe, etc.).

    Membro que no apresentou declarao de regularidade dos servios afetos a seu cargo na data da inscrio.

    Membro que tenha sofrido, em carter definitivo, sano disciplinar de suspenso nos doze meses anteriores ao trmino do prazo de inscrio.

    Membro que estiver afastado do exerccio do cargo para desempenho de funo junto associao de classe ou que estejam na Presidncia de entidades privadas vinculadas ao Ministrio Pblico, salvo se desincompatibilizarem-se at 60 (sessenta) dias anteriores data da eleio.

    Membro que estiver inscrito ou integrar as listas para a composio dos Tribunais estaduais, do STJ e do Tribunal de Contas do estado).

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    Desincompatibilizao para concorrer ao cargo de PGJ - obrigatria a desincompatibilizao, mediante afastamento, pelo menos 60 dias antes da data da eleio, para aqueles que ocuparem:

    Cargo eletivo nos rgos de administrao do Ministrio Pblico Cargo na Administrao Superior do Ministrio Pblico Qualquer outro cargo ou funo de confiana

    PGJ concorrendo reeleio deve se desincompatibilizar?

    Sim. Quem o substitui? Nesse caso, ser substitudo pelo membro do

    CSMPRJ mais antigo na classe, (por fora do art. 20, pargrafo primeiro, II da LCE 106/03).

    Vacncia do cargo de PGJ - Nesse caso, o cargo ser exercido interinamente pelo Procurador de Justia mais antigo na classe. Nos 15 dias subsequentes, dever ser convocada nova eleio para elaborao de nova lista trplice. Destituio do PGJ - Em caso de abuso de poder, conduta incompatvel ou grave omisso nos deveres do cargo. Procedimento para destituio Em resumo:

    O CPJ d incio ao procedimento, por iniciativa de maioria absoluta dos seus integrantes.

    Aps isso, o CPJ d incio ao processo para julgar se o caso de encaminhar a proposta de destituio Assembleia Legislativa. Para que seja aprovado o encaminhamento da proposta necessrio o voto de 2/3 dos membros do CPJ.

    Em sendo aprovada, a proposta de destituio ser encaminhada Assembleia Legislativa.

    A assembleia legislativa poder autorizar, ou no, o incio do processo de destituio. Para autorizar basta que 1/3 dos membros da Assembleia Legislativa autorize.

    Sendo autorizada, a Assembleia d incio votao para a destituio, que s poder ocorrer pelo voto da maioria absoluta de seus membros (art. 128, 4 da Constituio).

    Funes do PGJ - Quanto s funes administrativas do PGJ, o PGJ possui, basicamente, a funo de atuar em nome do MP, praticando os atos prprios de gesto da Instituio e exercendo:

    A representao interna da Instituio;

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    A representao EXTERNA da Instituio; Designar membros do MP para diversas funes; Propor Assembleia Legislativa os Projetos de Lei de interesse

    do MP; Realizar administrao de pessoal (provendo cargos, nomeando,

    exonerando, concedendo aposentadoria, etc.); Impor sanes disciplinares aos membros do MP. Outras funes elencadas no art. 11 da LCE

    Subprocuradores-Gerais de Justia - At 05, com funes de substituio e auxlio, a serem definidas em Resoluo. Assessores - O PGJ poder ter em seu Gabinete, no exerccio de cargos e funes de confiana, Procuradores de Justia e Promotores de Justia vitalcios, por ele designados. Impedimento - o PGJ e os Subprocuradores-Gerais no podero concorrer s listas sxtuplas para a composio do TJ e do STJ, durante o perodo em que ocuparem os cargos. OBS.: O PGJ fica impedido de compor tais listas at os 12 meses seguintes ao trmino do mandato. COLGIO DE PROCURADORES DE JUSTIA Trata-se de um rgo da Administrao Superior, mas que tambm rgo de execuo do MP. Composio - Integrado por TODOS os PROCURADORES DE JUSTIA em exerccio, e presidido pelo PGJ. Atribuies O CPJ possui diversas atribuies. Existem alguns macetes para tentar ENTENDER as funes do Colgio:

    Possui funo OPINATIVA sobre os rumos da Instituio; Atua como uma espcie de Conselho de Notveis, reunindo s

    os tops da carreira (os Procuradores de Justia), motivo pelo qual ser responsvel por analisar (na qualidade de rgo colegiado) matrias de alta relevncia institucional;

    O Colgio pode desempenhar ainda OUTRAS funes que venham a ser previstas em Lei, o que significa que este rol de atribuies ABERTO, ou seja, no um rol taxativo.

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    rgo Especial do CPJ Trata-se de um rgo fracionrio do CPJ, a quem a Lei atribui a tarefa de exercer algumas das atribuies destinadas ao CPJ (no todas!) Composio O OECPJ composto da seguinte forma:

    Total de 22 membros. 10 Procuradores de Justia mais antigos na classe. 10 Procuradores de Justia eleitos pelo prprio Colgio de Procuradores, para mandato de DOIS anos, permitida a reeleio. Alm do PGJ e do Corregedor.

    OBS.: Todos os demais Procuradores de Justia sero considerados SUPLENTES (desde que j no sejam membros do rgo Especial), na ordem DECRESCENTE de votao.

    CUIDADO MASTER! Isto s se aplica s hipteses de substituio dos membros ELEITOS. Os membros NATOS (Aqueles 10 que so os mais antigos) so substitudos (nas mesmas hipteses) pelos que lhes seguirem na ordem de antiguidade. CUIDADO HIPER MASTER BLASTER! Se um membro do rgo Especial (eleito ou nato) se torna Corregedor ou PGJ, ele passa a integrar o rgo Especial NESTA QUALIDADE, o que faz com que surja uma VAGA (dentre os eleitos ou dentre os natos, a depender do caso), devendo ser suprida por um suplente.

    Presena nas reunies do OECPJ - A presena nas reunies obrigatria. Caso haja falta a mais de TRS reunies consecutivas ou CINCO ALTERNADAS (injustificada), no perodo de 12 meses, haver punio:

    O membro perder o mandato automaticamente, e ser convocado o suplente.

    No caso de membro NATO, ser suspenso por 12 meses, assegurada a ampla defesa.

    Atribuies do OECPJ So diversas, previstas no art. 19 da LCE. Eis as mais relevantes: Possui funo disciplinar, JULGANDO RECURSOS, bem como

    desempenhando algumas outras atividades na funo disciplinar,

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    como autorizar o PGJ a ajuizar ao civil para a perda do cargo de membro do MP no caso de ser esta a punio cabvel (Veja a importncia da deciso. O Colgio no ter que autorizar, por exemplo, a aplicao de advertncia).

    D posse aos seus prprios membros, bem como ao PGJ e ao Corregedor (mais uma vez, vejam a importncia da atribuio).

    Aprova INMERAS atividades decorrentes de AUTONOMIA DO MP (Como a proposta de criao de cargos, proposta de alterao da atribuio de rgo de execuo, proposta de projetos de lei de iniciativa do MP, etc.).

    Regulamentar TODAS as eleies previstas na LCE. CONSELHO SUPERIOR DO MPE-RJ O CSMP tambm rgo da Adm. Superior, sendo, ainda, rgo de execuo, semelhana do que ocorre com o Colgio de Procuradores de Justia. Composio - composto por 10 membros, da seguinte forma:

    PGJ quem preside o rgo Corregedor-Geral do MP 08 Procuradores de Justia eleitos (04 eleitos pelo Colgio

    de Procuradores de Justia e 04 eleitos pelos Promotores de Justia)

    Alteraes recentes (Lei Complementar 166/2015) OBS.1: Antigamente o PGJ era substitudo, em suas faltas, pelo Subprocurador que indicasse, e este NO TINHA DIREITO A VOTO. Atualmente, a substituio ficou da seguinte forma:

    Faltas, frias e licenas Subprocurador-Geral de Justia indicado pelo PGJ. Impedimento, suspeio, afastamento e vacncia Membro do Conselho Superior mais antigo na classe.

    OBS.2: Na redao original do 3 do art. 20 (estabelecida pela LC 159/2014), havia uma ressalva deliberao pelas Turmas do Conselho. Estava previsto que necessariamente deveriam ser apreciadas pelo Colegiado em sua composio plena (no poderiam ser apreciadas pelas Turmas) as seguintes matrias:

    Matrias de atribuio originria do PGJ Improbidade administrativa

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    CONTUDO, a LC 166/2015 alterou a redao do 3 do art. 20 (como vocs podem ver na transcrio). Atualmente no h mais esta restrio! Eleies para o CSMP - A votao obrigatria, secreta e plurinominal. Como acontece no Colgio (em relao aos eleitos), os que se seguirem na ordem de votao sero os suplentes, na respectiva ordem. Mandato Dois anos, permitida uma reconduo. Inelegibilidade - So inelegveis os Procuradores de Justia que estiverem afastados da carreira at 60 (sessenta) dias antes da data da eleio. Impedimento - Enquanto durar o mandato o membro no poder ocupar os seguintes cargos:

    Subprocurador-Geral de Justia Subcorregedor-Geral do Ministrio Pblico Chefe de Gabinete Secretrio-Geral

    Decises do CSMP Como regra, maioria absoluta. Sempre motivadas. Publicidade Em regra, sero pblicas, exceto:

    Quando houver sigilo imposto por lei Por deliberao de seus membros, Nas hipteses dos arts. 66, 2 e 139 da LCE (processo disciplinar e

    anlise de assentamentos funcionais para fins de promoo por merecimento).

    Atribuies do CSMP - Vamos s dicas para entender as atribuies do CSMP (Ver art. 22 da LCE):

    Diferentemente do Colgio, o CSMP (apesar de tambm ser um rgo Colegiado da Adm. Superior) no tem por finalidade a definio dos rumos da Instituio. O CSMP tem um vis mais interno, tratando de questes como promoo, remoo, questes disciplinares, etc.

    Estas atribuies no excluem outras que possam, eventualmente, ser estabelecidas em Lei.

    O inciso XIII se refere s listas sxtuplas para compor o TJ e o STJ.

    Alm destas, o Conselho Superior possui a atribuio para apreciar ato do PGJ que designa membro para exercer as funes afetas a outro membro.

    CORREGEDORIA-GERAL DO MPE-RJ

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    Responsvel por ORIENTAR e FISCALIZAR as atividades e a conduta dos membros do MP. Sobre o Corregedor-Geral:

    Deve ser um Procurador de Justia Eleio pelo Colgio de Procuradores de Justia Mandato de dois anos Permite-se UMA reconduo, devendo ser observado o

    mesmo procedimento Uma vez eleito, empossado perante o rgo Especial

    Colgio de Procuradores de Justia. Quanto s hipteses de inelegibilidade e substituio em razo

    de vacncia, aplicam-se as mesmas regras previstas para o cargo de PGJ.

    Substituio do Corregedor: Faltas, frias e licenas Pelo Subcorregedor-Geral

    que indicar. Impedimento, suspeio, afastamento e vacncia

    Pelo membro ELEITO do rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia mais antigo na classe.

    Assessoramento (a) 02 Procuradores de Justia, que exercero

    as funes de Subcorregedor-Geral; (b) no mnimo 04 Promotores de Justia vitalcios, indicados por ele (Corregedor) e nomeados pelo PGJ. OBS.: Caso o PGJ se recuse a designar os Promotores de Justia, o Corregedor poder submeter a indicao deliberao do rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia.

    Destituio - Em caso de abuso de poder, conduta incompatvel ou

    grave omisso dos deveres do cargo: Deve haver representao do PGJ ou da maioria absoluta dos

    integrantes do Colgio para que o procedimento de destituio se inicie e possa ser deliberado.

    Deciso final pelo voto de 2/3 dos membros do Colgio de Procuradores de Justia.

    Assegura-se, em qualquer caso, a ampla defesa. Atribuies da Corregedoria-Geral e do Corregedor-Geral Basicamente, so funes de fiscalizao da atividade funcional e da conduta dos membros. As principais so:

    Atividades de fiscalizao da rotina funcional nas Promotorias de Justia.

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    Atividades de fiscalizao da rotina funcional nas Procuradorias de Justia, encaminhando relatrio RESERVADO ao OE do Colgio de Procuradores de Justia.

    Instaurar e presidir sindicncia para apurar falta funcional de membro do MP.

    Instaurar Processo Administrativo Disciplinar. Avaliar a conduta funcional dos membros do MP (no o mrito

    dos atos, propriamente ditos), bem como da rotina das Promotorias, expedindo recomendaes, etc.

    Em resumo: Zelar pelo bom andamento dos trabalhos no MP.

    RGOS DE ADMINISTRAO DO MPE-RJ So Unidades administrativas, nas quais se encontram cargos de Promotor ou Procurador de Justia, alm de servios auxiliares.

    Dividem-se em: Procuradorias de Justia Promotorias de Justia

    Procuradorias de Justia rgos nos quais h cargos de Procuradores de Justia e seus servios auxiliares. Disposies importantes:

    Institudas por ato do ato do PGJ, com aprovao prvia do rgo Especial do Colgio de Procuradores de Justia.

    O ato de instituio deve indicar quantos cargos de Procurador de Justia haver nela, dentre outras disposies.

    Dividem-se em cveis, criminais e especializadas possvel que a distribuio interna de trabalho seja realizada

    mediante consenso entre os Procuradores Promotorias de Justia Semelhantes s Procuradorias de Justia, s que para atuao em primeira instncia. Disposies importantes:

    Compostas por UM OU MAIS cargos de Promotor de Justia + servios auxiliares

    Podem ser cumulativas ou gerais, judiciais, extrajudiciais ou especializadas

    A alterao de atribuio das Promotorias ou dos cargos de Promotor de Justia que a integram depende de proposta do PGJ e de aprovao pela MAIORIA ABSOLUTA do rgo Especial do Colgio de Procuradores. NO atinge os inquritos, procedimentos administrativos e processos em curso. EXCEO: Salvo se o Promotor concordar.

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    PGJ pode designar determinado Promotor para atuar em processo de atribuio originria de outro Promotor, com a concordncia deste.

    A diviso de trabalho nas Promotorias ser realizada de forma que se obtenha a distribuio equitativa dos processos (por Resoluo do PGJ).

    RGOS DE EXECUO DO MPE-RJ So aqueles encarregados de exercer a atividade-fim da Instituio. Funes dos rgos de execuo As funes dos rgos de execuo do MPE-RJ, na verdade, so as prprias funes do MPE-RJ. Podem ser sintetizadas da seguinte forma:

    FUNES DOS RGOS DE EXECUO DO MPE-RJ

    PROMOVER AES ABSTRATAS

    Propor ao de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, face Constituio Estadual.

    Promover a representao de inconstitucionalidade para efeito de interveno do Estado em Municpios.

    PROMOVER AES COLETIVAS

    Promover o inqurito civil e propor a ao civil pblica, na forma da Lei

    Promover outras aes, inclusive o mandado de injuno, sempre que a falta de norma regulamentadora torne invivel o exerccio dos direitos e liberdades previstos na Constituio Estadual e das prerrogativas inerentes cidadania, quando difusos, coletivos ou individuais indisponveis os interesses a serem protegidos

    FISCALIZAR DETERMINADAS ENTIDADES PRIVADAS

    Velar pela regularidade de todos os atos e atividades, direta ou indiretamente relacionados s fundaes sob sua fiscalizao, devendo, adotando diversas medidas para tal, que sero disciplinadas em resoluo do Procurador-Geral de Justia.

    Fiscalizar a regularidade de todos os atos e atividades, direta ou indiretamente relacionados s organizaes sociais, s organizaes da sociedade civil de interesse pblico e s demais instituies de natureza similar, que recebam tal qualificao no mbito estadual ou municipal na forma prevista em resoluo do Procurador-Geral de Justia, cabendo, entre outras medidas, promover, sempre que necessrio, a realizao de auditorias, estudos atuariais e tcnicos, e percias, correndo as despesas por conta da entidade fiscalizada.

    Promover a dissoluo compulsria de associaes, sempre que a lei autorizar tal medida e o interesse pblico o exigir.

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    ATUAR NA SEARA CRIMINAL

    Promover, privativamente, a ao penal pblica, na forma da Lei.

    Exercer o controle externo da atividade policial.

    Obs.: MP atua tambm na ao penal privada, na qualidade de fiscal da Lei.

    DEFENDER A ORDEM JURDICA, O REGIME DEMOCRTICO, OS INTERESSES SOCIAIS E OS INTERESSES INDIVIDUAIS INDISPONVEIS

    Adotar todas as medidas necessrias defesa, dentre outros, dos seguintes bens, fundamentos e princpios: a) a soberania e a representatividade popular; b) os direitos polticos; c) os objetivos fundamentais do Estado e dos Municpios; d) a independncia e a harmonia dos Poderes do Estado e dos Municpios; e) a autonomia do Estado e dos Municpios; f) as vedaes impostas ao Estado e aos Municpios; g) a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficincia, relativas administrao pblica direta ou indireta, de qualquer dos Poderes; h) o sistema tributrio, as limitaes ao poder de tributar, a repartio do poder impositivo e das receitas tributrias e os direitos do contribuinte; i) a gesto responsvel das finanas pblicas; j) a seguridade social, a educao, a cultura, o desporto, a cincia, a tecnologia e a comunicao social; k) a probidade administrativa; l) a manifestao de pensamento, de criao, de expresso ou de informao; m) a ordem econmica, financeira e social.

    Intervir em qualquer caso em que seja arguida a inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo.

    Sugerir ao poder competente a edio de normas e a alterao da legislao em vigor.

    Expedir recomendaes para a melhoria dos servios pblicos e de relevncia pblica, bem como ao respeito aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover.

    Fiscalizar estabelecimentos prisionais, bem como aqueles que abriguem idosos, crianas, adolescentes, incapazes ou pessoas portadoras de deficincia.

    Exercer a defesa dos direitos do cidado assegurados na CF/88 e na CE.

    Deliberar sobre a participao em organismos estatais afetos s suas reas de atuao.

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    Aplicar medidas protetivas s crianas e aos adolescentes, bem como aos respectivos responsveis, sempre que necessrio.

    Exercer a fiscalizao de todos os atos referentes ao Registro Pblico, sendo previamente cientificado de todas as inspees e correies realizadas pelo poder competente.

    OUTRAS ATIVIDADES

    Ingressar em juzo para responsabilizar agentes que tenham praticado atos de improbidade e gestores do dinheiro pblico condenados por Tribunais e Conselhos de Contas.

    Fiscalizar a aplicao de verbas pblicas destinadas s instituies assistenciais e educacionais.

    Comunicar ao TJ, ao Conselho da Magistratura e ao Corregedor-Geral de Justia, conforme o caso, a prtica de faltas disciplinares por Magistrados, serventurios e outros auxiliares da Justia, bem como o atraso injustificado no processamento de processo.

    Comunicar OAB a prtica de faltas cometidas pelos nela inscritos.

    Instrumentos disposio do MPE-RJ para o exerccio de suas funes Diversos so os instrumentos de que dispe o MP para o exerccio de suas funes, conforme estabelece o art. 35 da LCE 106/03. De forma resumida:

    INSTRUMENTOS DISPOSIO DO MPE-RJ

    Poder de requisio e notificao

    Requisitar informaes, exames, percias e documentos de autoridades e outros rgos federais, estaduais e municipais, e das entidades da administrao direta, indireta ou fundacional de qualquer dos poderes da Unio, dos Estados, do DF e dos Municpios e das entidades sem fins lucrativos que recebam verbas pblicas ou incentivos fiscais ou creditcios.

    Promover inspees e diligncias investigatrias junto s autoridades, rgos e entidades anteriormente referidos.

    Requisitar informaes e documentos a entidades privadas, para instruir procedimentos ou processos em que atue (no h previso de requisio de exames e percias aqui).

    Requisitar diligncias investigatrias e a instaurao de inqurito policial e de inqurito policial-militar, podendo acompanh-los.

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    Requisitar informaes quando o inqurito policial no for encerrado em trinta dias, tratando-se de indiciado solto mediante fiana ou sem ela

    Solicitar da Administrao Pblica os servios temporrios de servidores civis ou policiais militares e os meios materiais necessrios consecuo de suas atividades.

    Expedir notificaes para colher depoimentos ou esclarecimentos e, em caso de no comparecimento injustificado, requisitar conduo coercitiva, inclusive pela Polcia Civil ou Militar, sem prejuzo do processo por crime de desobedincia, ressalvadas as prerrogativas previstas em lei.

    Acesso a informaes e bancos de dados

    Ter acesso incondicional a procedimento instaurado no mbito da Administrao direta e indireta de todos os rgos ou Poderes, ainda que em curso, e a qualquer banco de dados de carter pblico ou relativo a servio de relevncia pblica.

    Representar ao rgo jurisdicional competente para quebra de sigilo (ex. Interceptao das comunicaes telefnicas), nas hipteses em que a ordem judicial seja exigida pela Constituio da Repblica, sempre que tal se fizer necessrio instruo de inqurito policial, investigao cvel ou criminal realizada pelo Ministrio Pblico, bem como instruo processual.

    Outros instrumentos

    Fiscalizar e requisitar ao Conselho Tutelar a realizao de diligncias.

    Receber diretamente da Polcia Judiciria o inqurito policial, tratando-se de infrao de ao penal pblica. OBS.: Tal previso foi considerada inconstitucional.

    Sugerir ao poder competente a edio de normas e a alterao da legislao em vigor, bem assim a adoo de medidas ou propostas destinadas preveno e combate criminalidade.

    Praticar atos administrativos executrios, de carter preparatrio.

    Manifestar-se em qualquer fase dos processos, quando entender existente interesse em causa que justifique a interveno.

    Manifestar-se em autos administrativos ou judiciais por meio de cota.

    Atestar a miserabilidade de qualquer pessoa para fins de recebimento de benefcio junto aos Poderes Constitudos e aos seus delegatrios, nas hipteses legais. OBS.: Tal atribuio s faz sentido nas

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    localidades em que no haja sede da Defensoria Pblica.

    As notificaes e requisies sero encaminhadas pelo PGJ quando se destinarem:

    Ao Governador do Estado Aos Ministros de Estado Aos os membros do Poder Legislativo Federal e Estadual Aos Ministros do STF e dos Tribunais Superiores Aos membros dos Tribunais Federais e Estaduais, aos membros do

    MP junto aos referidos Tribunais Aos membros dos Tribunais de Contas

    Sero cumpridas gratuitamente as requisies feitas pelo MP s autoridades, rgos e entidades pblicas.

    A falta ao trabalho, em virtude de atendimento a notificao ou requisio do MP, no autoriza desconto no salrio, sendo considerada efetivo exerccio, para todos os efeitos, bastando comprovao escrita do membro do Ministrio Pblico.

    Informaes de carter sigiloso S podero ser requisitadas para instruir procedimentos em curso, de atribuio do requisitante, que dever indicar o nmero do procedimento e, se for o caso, o motivo da requisio.

    Providncias que o MP deve adotar no exerccio de suas funes Ao MP so conferidas determinadas atribuies, bem como instrumentos para que tais atribuies sejam realizadas. Diante disso, a Lei prev que o MP, por meio de seus rgos de execuo, deve adotar as providncias necessrias para exercer suas atribuies. So elas:

    Receber notcias de irregularidades, peties ou reclamaes e dar-lhes andamento, no prazo de 30 (trinta) dias, realizando as diligncias pertinentes, encaminhando-lhes a soluo adequada. OBS.: Tais manifestaes devem ser recebidas ainda que sejam realizadas de forma ORAL.

    Promover audincias pblicas e emitir relatrios Zelar pela celeridade e racionalizao dos procedimentos

    administrativos. Comunicar ao titular do direito violado a sua opinio conclusiva nos

    autos de procedimento de polcia judiciria (inqurito policial) ou nas peas de informao

    FUNES DO PGJ COMO RGO DE EXECUO - O PGJ possui diversas funes na qualidade de rgo de execuo do MP. Todas elas so ligadas atividade-fim do MP, e no parte de gesto da Instituio. As principais so:

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    Representar aos Tribunais locais por inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, em face da Constituio Estadual

    Ajuizar mandado de injuno Representar para fins de interveno do Estado no Municpio, com o

    objetivo de assegurar a observncia de princpios indicados na Constituio Estadual ou prover a execuo de lei, de ordem ou de deciso judicial

    Representar o Ministrio Pblico: No Plenrio do TJ No rgo Especial do TJ No Conselho da Magistratura do TJ No Plenrio do TCE

    Ajuizar ao penal de competncia originria dos Tribunais,

    nela oficiando Ajuizar ao civil para perda do cargo de membro vitalcio do

    MPE-RJ Determinar o arquivamento de representao, notcia de crime,

    peas de informao, concluso de comisses parlamentares de inqurito ou inqurito policial, nas hipteses de suas atribuies legais

    Zelar pelo efetivo respeito dos poderes pblicos aos direitos assegurados na CF/88 - Somente quando a autoridade reclamada for o Governador do Estado, o Presidente da Assembleia Legislativa ou os Presidentes de Tribunais, bem como quando contra estes, por ato praticado em razo de suas funes, deva ser ajuizada a competente ao.

    Designar administrador provisrio para as fundaes de direito privado sempre que inexistir administrador regularmente investido e tal se fizer necessrio - Desde que no tenham sido criadas por lei e no sejam mantidas pelo Poder Pblico.

    Delegar a membro do Ministrio Pblico suas funes de rgo de execuo

    FUNES DO COLGIO DE PROCURADORES DE JUSTIA COMO RGO DE EXECUO O CPJ possui apenas UMA atribuio como rgo de execuo do MP: Rever deciso de arquivamento de IP e peas de informao

    determinada pelo PGJ nos casos de sua competncia originria.

    FUNES DO CONSELHO SUPERIOR DO MP COMO RGO DE EXECUO - So poucas as funes do CSMPRJ como rgo de execuo:

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    Julgar recursos interpostos contra atos dos Promotores com atribuio em matria de fundaes.

    Julgar o pedido de desarquivamento (por provocao de rgo do Ministrio Pblico) de inqurito civil, peas de informao ou procedimento preparatrio de inqurito civil.

    Rever deciso de arquivamento de inqurito civil, peas de informao e procedimento preparatrio a inqurito civil.

    Rever deciso de indeferimento de representao de instaurao de inqurito civil.

    CUIDADO! O CSMPRJ rev decises de arquivamento de inqurito CIVIL, no inqurito policial. PROCURADORES DE JUSTIA So os membros do MPE-RJ que atuam na segunda instncia. Atuam perante (exceto nos casos de atribuio do PGJ): O TJ O TCE

    OBS.: A interposio de recurso ao STF e ao STJ atribuio conferida, concorrentemente, ao PGJ e ao Procurador de Justia que atua no respectivo processo. PROMOTORES DE JUSTIA So os membros do MPE-RJ que atuam na primeira instncia. Principais funes: Impetrar HC, mandado de segurana e oferecer reclamao, inclusive

    perante os Tribunais competentes. Atender a qualquer do povo, tomando as providncias cabveis. Oficiar perante a Justia Eleitoral de primeiro grau Exercer outras funes do MPE-RJ na primeira instncia

    CUIDADO! Os Promotores podem atuar, excepcionalmente, nas Procuradorias de Justia (ou seja, na segunda instncia), para suprir eventual ausncia de Procurador de Justia (Deve haver solicitao da Procuradoria, indicao do CSMPRJ e designao pelo PGJ).

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    RGOS E SERVIOS AUXILIARES CENTROS DE APOIO OPERACIONAL Tm por finalidade

    estimular a integrao entre os diversos rgos de execuo, interagir com rgos externos que desempenhem funes correlacionadas com as atividades do MP, bem como outras funes inerentes sua natureza (vedado o exerccio de qualquer atividade de rgos de execuo, bem como a expedio de atos normativos a estes dirigidos).

    CENTROS REGIONAIS DE APOIO ADMINISTRATIVO E INSTITUCIONAL Tem como finalidade estimular a integrao entre rgos de execuo que atuem na respectiva regio, bem como promover o intercmbio de informaes entre os Centros de apoio Operacional e os rgos de execuo que atuem na regio, alm de organizar eventos culturais propostos pela Procuradoria-Geral de Justia.

    COMISSO DE CONCURSO Possui natureza TRANSITRIA e rgo incumbido de realizar a seleo de candidatos ao ingresso na carreira do MP. Composta pelo PGJ (que a preside) e integrada por Procuradores de Justia (a LCE no diz quantos).

    CENTRO DE ESTUDOS E APERFEIOAMENTO FUNCIONAL Busca o aprimoramento profissional e cultural dos membros da Instituio, de seus auxiliares e funcionrios, alm da melhor execuo dos servios e racionalizao de materiais (Em resumo: OTIMIZAR A ATUAO DO MP e promover

    ATUAOPROCESSUALDOSMEMBROSDOMPE

    PROCURADORESDEJUSTIA

    TRIBUNALDEJUSTIA

    DESDEQUENOSEJAATRIBUIO

    DOPGJ

    TRIBUNALDECONTASDOESTADO

    DESDEQUENOSEJAATRIBUIO

    DOPGJ

    PROMOTORESDEJUSTIA

    JUZES ESTADUAISDEPRIMEIRAINSTNCIA

    JUSTIAELEITORALDE1 INSTNCIA

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    APERFEIOAMENTO de recursos humanos). Realiza cursos, seminrios, congressos, etc.

    DOS SERVIOS AUXILIARES DE APOIO ADMINISTRATIVO Prestados por servidores organizados em quadro prprio de carreira (para a qual vocs esto concorrendo!), definido em lei de iniciativa do PGJ e com funes e atribuies descritas em Resolues e em regimentos internos da Instituio, visando a atender s necessidades da administrao e das atividades funcionais desta.

    ESTAGIRIOS Nomeados pelo PGJ, para exerccio de suas funes por

    perodo no superior a 03 anos. No h vnculo empregatcio!

    Exige-se prvia aprovao em concurso pblico de provas, administrado pela Corregedoria-Geral.

    Somente podem participar aqueles que estejam nos TRS LTIMOS ANOS DO CURSO DE DIREITO (Ou seja, a partir do 05 perodo).

    O cumprimento do estgio ser computado como perodo de prtica profissional para todos os fins perante a OAB.

    VEDAES ao estagirio: a) exercer qualquer atividade relacionada com a advocacia e com funes judicirias ou policiais; b) revelar quaisquer fatos de que tenham conhecimento em razo das atividades do estgio; c) receber honorrios, percentagens, custas ou participaes de qualquer natureza, pelas atividades do estgio, salvo, exclusivamente, o valor da bolsa (cujo valor fixado pelo PGJ); d) todas as proibies e normas disciplinares a que esto sujeitos os integrantes do quadro de servios auxiliares do Ministrio Pblico e os servidores pblicos em geral.

    3.3. Da carreira dos membros do MPE-RJ ESTRUTURA DA CARREIRA DO MP Composta por trs escalas, assim dispostas:

    CARGOS DA CARREIRA DO MP-RJ

    PROCURADOR DE JUSTIA FINAL

    PROMOTOR DE JUSTIA INTERMEDIRIA

    PROMOTOR DE JUSTIA SUBSTITUTO INICIAL

    DO CONCURSO PARA INGRESSO NOS QUADROS DA CARREIRA DO MPE-RJ

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    Concurso de provas e ttulos Obrigatria a abertura quando o nmero de cargos vagos atingir 1/5

    do total de cargos iniciais da carreira Participao da OAB em todas as fases Prova de conhecimentos jurdicos (eliminatria e classificatria) e de

    lngua portuguesa (apenas classificatria) DA INVESTIDURA NO CARGO E DO VITALICIAMENTO Requisitos Requisitos para ingresso no cargo:

    Ser brasileiro Ter concludo o curso de bacharelado em Direito, em escola oficial ou reconhecida Estar quite com o servio militar Estar no gozo dos direitos polticos Gozar de boa sade, fsica e mental Ter conduta pblica e particular irrepreensvel, no haver sido demitido, em qualquer poca, do servio pblico, nem registrar antecedentes criminais incompatveis com o exerccio do cargo. Comprovar, pelo menos, trs anos de prtica profissional APS A CONCLUSO DO CURSO

    Nomeao, posse e exerccio

    Posse Deve ocorrer em 30 dias (prorrogveis por mais 30 dias, a critrio do PGJ) a contar da nomeao.

    Exerccio Imediatamente aps a posse. Excepcionalmente, por motivo relevante, poder ser conferido prazo de 30 dias para que entre em exerccio (prorrogvel por igual perodo).

    Vitaliciamento Nos dois primeiros anos de exerccio o membro do MP ainda no VITALCIO. Nesse perodo, sua conduta e trabalho sero avaliados pela Administrao Superior do MPE-RJ. At 90 dias do trmino do perodo (de dois anos), a Comisso de Estgio Confirmatrio dever encaminhar ao Conselho Superior relatrio (com proposta de vitaliciamento ou no). Esquema:

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    Afastamento das funes Pode ser decretado enquanto pendente o julgamento do vitaliciamento. Esse perodo ser computado para TODOS os efeitos no caso de o membro ser vitaliciado. DA VACNCIA E DAS FORMAS DE PROVIMENTO DERIVADO Provimento derivado

    Promoo - Sempre VOLUNTRIA, alternadamente por ANTIGUIDADE e por MERECIMENTO. Forma de provimento VERTICAL.

    Remoo Forma de provimento HORIZONTAL (no h ascenso). Pode ser VOLUNTRIA, COMPULSRIA OU POR PERMUTA.

    Reintegrao - o retorno do membro do MP ao cargo, em razo de sentena judicial t