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Lei Orgânica Estadual do Ministério Público LEI COMPLEMENTAR Nº 011, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1993. DISPÕE SOBRE A LEI ORGÂNICA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS, FAÇO SABER a todos os habitantes que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a presente LEI COMPLEMENTAR: TÍTULO I MINISTÉRIO PÚBLICO CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1.º - O Ministério Público é Instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Art. 2.º - São princípios institucionais do Ministério Público: a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. Art. 3.º - São funções institucionais do Ministério Público: I - propor ação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, face à Constituição Estadual; II - promover a representação de inconstitucionalidade para efeito de intervenção do Estado nos Municípios; III - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da Lei; IV - instaurar procedimento administrativo e inquérito civil, e propor ação civil pública, na forma da Lei: 1 a) para a proteção, prevenção e reparação dos danos causados ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, aos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e a outros interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis e individuais homogêneos; 2 b) para apurar atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional do Estado e dos Municípios, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de 1 Alterado pela Lei Complementar n.º 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 2 Alterado pela Lei Complementar n.º 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000.

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  • 1. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico LEI COMPLEMENTAR N 011, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1993.DISPE SOBRE A LEI ORGNICA DO MINISTRIO PBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS E D OUTRAS PROVIDNCIAS.O GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS, FAO SABER a todos os habitantes que a Assemblia Legislativa decretou e eu sanciono a presenteLEI COMPLEMENTAR:TTULO I MINISTRIO PBLICO CAPTULO I DAS DISPOSIES PRELIMINARES Art. 1. - O Ministrio Pblico Instituio permanente, essencial funo jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurdica, do regime democrtico e dos interesses sociais e individuais indisponveis. Art. 2. - So princpios institucionais do Ministrio Pblico: a unidade, a indivisibilidade e a independncia funcional. Art. 3. - So funes institucionais do Ministrio Pblico: I - propor ao de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais, face Constituio Estadual; II - promover a representao de inconstitucionalidade para efeito de interveno do Estado nos Municpios; III - promover, privativamente, a ao penal pblica, na forma da Lei; IV - instaurar procedimento administrativo e inqurito civil, e propor ao civil pblica, na forma da Lei: 1 a) para a proteo, preveno e reparao dos danos causados ao patrimnio pblico e social, ao meio ambiente, ao consumidor, aos bens e direitos de valor artstico, esttico, histrico, turstico e paisagstico e a outros interesses difusos, coletivos, individuais indisponveis e individuais homogneos;2 b) para apurar atos de improbidade praticados por qualquer agente pblico, servidor ou no, contra a administrao direta, indireta ou fundacional do Estado e dos Municpios, de empresa incorporada ao patrimnio pblico ou de 1 2Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000.

2. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico entidade para cuja a criao ou custeio o errio haja concorrido, podendo requerer a indisponibilidade dos bens do indiciado, na forma da Lei.3 V - manifestar-se nos processos em que sua presena seja obrigatria por Lei e intervir nas demais causas, sempre que examinada pelo Membro do Ministrio Pblico a existncia de interesse pblico, evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte, no importando a fase de instruo ou grau de jurisdio em que se encontrem os processos;4 VI - exercer a fiscalizao de cadelas e estabelecimentos prisionais de qualquer natureza, manicmio judicirio e casas pblicas ou particulares de tratamento de doenas mentais, bem como estabelecimentos pblicos ou privados freqentados ou que abriguem idoso, menor, incapaz ou pessoas portadoras de deficincia, promovendo as medidas administrativas e judicirias necessrias para sanar quaisquer irregularidades encontradas; VII - deliberar sobre a participao em organismos estatais de defesa do meio ambiente, do trabalho, do consumidor, de poltica penal e penitenciria, da criana e do adolescente e outros afetos sua rea de atuao; VIII - ingressar em juzo, de ofcio, para responsabilizar os gestores dos dinheiros pblicos condenados por Tribunal e Conselhos de Contas; IX - zelar para que os Poderes Pblicos e os servios de relevncia pblica respeitem direitos constitucionais ou legalmente assegurados, promovendo, em juzo ou fora dele, as medidas necessrias defesa de ordem jurdica, do regime democrtico e dos interesses sociais e individuais indisponveis; X - exercer o controle externo da atividade policial; XI - interpor recursos ao Supremo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de Justia e aos Tribunais Estaduais. Pargrafo nico - vedado o exerccio das funes do Ministrio Pblico a pessoas a ele estranhas, sob pena de nulidade do ato praticado. Art. 4. - No exerccio de suas funes, o Ministrio Pblico poder: I - instaurar inquritos civis e outras medidas e procedimentos administrativos pertinentes e, para instru-los: a) expedir notificaes para colher depoimentos ou esclarecimentos e, em caso de no-comparecimento injustificado, requisitar conduo coercitiva pela Polcia Civil ou Militar, ressalvadas as prerrogativas previstas em lei; b) requisitar informaes, exames periciais e documentos de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como dos rgos e entidades da administrao direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios; c) promover inspees e diligncias investigatrias junto s autoridades, rgos e entidades a que se refere a alnea anterior. II - requisitar informaes e documentos a entidades privadas para instruir procedimentos ou processo em que oficie; III - requisitar autoridade competente a instaurao de sindicncia ou procedimento administrativo cabvel, podendo acompanh-los e produzir prova;3 4Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 3. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico IV - acompanhar atos investigatrios junto a organismos policiais ou administrativos quando assim considerar conveniente apurao de infraes penais; V - requisitar diligncias investigatrias e a instaurao de inqurito policial e de inqurito policial militar, observando o disposto no art. 129, inciso VIII, da Constituio Federal, podendo acompanh-los; VI - controlar externamente a atividade policial, obedecidas as normas contidas nesta Lei; VII - exercer a fiscalizao no exame da aplicao das verbas pblicas; VIII - requisitar da administrao pblica os servios temporrios de servidores civis ou policiais militares e meios materiais necessrios para a realizao de atividades especficas; IX requisitar ao rgo pblico competente a realizao de auditoria contbil e financeira nos Poderes Pblicos do Estado ou de Municpio, de suas administraes diretas, indiretas ou fundacionais; X - funcionar junto s Comisses de Inqurito do Poder Legislativo, quando solicitado; XI - oficiar junto Justia Eleitoral de 1 instncia, com as atribuies de Ministrio Pblico Eleitoral previstas na Lei Orgnica do Ministrio Pblico da Unio, que forem pertinentes, alm de outras estabelecidas nas legislaes eleitoral e partidria; XII - oficiar junto Justia do Trabalho, com as atribuies de Ministrio Pblico do Trabalho, na Comarca onde no haja Vara do Trabalho; XIII - praticar atos administrativos executrios, de carter preparatrio; XIV - dar publicidade dos procedimentos administrativos no disciplinares que instaurar e das medidas adotadas; XV - sugerir ao Poder competente a edio de normas e a alterao da legislao em vigor, bem como a adoo de medidas propostas, destinadas preveno e controle da criminalidade; XVI - representar ao Procurador-Geral de Justia sobre a inconstitucionalidade de lei ou de ato legislativo estadual ou municipal; XVII - manifestar-se em qualquer fase do processo, quando entender existente interesse em causa que justifique a interveno. 5 1. A intimao do Ministrio Pblico, em qualquer caso, ser feita pessoalmente; 2. A falta de interveno do Ministrio Pblico nos casos previstos em lei e quando houver interesse pblico, acarretar a nulidade do feito, que ser declarada de oficio pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado; 3. As manifestaes processuais do membro do Ministrio Pblico devero ser fundamentadas; 4. As notificaes e requisies previstas neste artigo, quando tiverem como destinatrios o Governador do Estado, Secretrio de Estado, Prefeito da Capital, os membros do Poder Legislativo e Judicirio e dos Tribunais de Contas, sero encaminhadas pelo Procurador-Geral de Justia; 5Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 4. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico 5. O membro do Ministrio Pblico ser responsvel pelo uso indevido das informaes e documentos que requisitar, inclusive nas hipteses legais de sigilo; 6. Sero cumpridas gratuitamente as requisies feitas pelo Ministrio Pblico s autoridades, rgos e entidades da Administrao Pblica direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios; 7. A Falta ao trabalho, em virtude de atendimento a notificao ou requisio, na forma da alnea "a", inciso I deste artigo, no autoriza o desconto de vencimentos ou salrio, considerando-se de efetivo exerccio, para todos os efeitos, mediante comprovao escrita do membro do Ministrio Pblico; 8. Toda representao ou petio formulada ao Ministrio Pblico ser distribuda entre os membros da Instituio que tenham atribuies para apreci-la, observados os critrios fixados pelo Colgio de Procuradores; 9. Nenhum rgo, autoridade civil ou militar e seus agentes, poder recusar, dificultar ou procrastinar o atendimento ou auxlio requisitado sob pena de responsabilidade; 10. Para efeito administrativo-disciplinar ser considerada falta grave, sem prejuzo das sanes penais cabveis, qualquer transgresso s normas contidas no inciso 1, alneas "b" e "c", II, III, IV, V, VIII e IX, deste artigo; 11. Caber ao membro do Ministrio Pblico determinar prazo, que entender necessrio, pare o cumprimento de qualquer diligncia prevista nesta Lei, sujeitando-se o responsvel pelo no atendimento no tempo fixado, as penas legais cabveis. XVIII - exercer, ainda, outras atribuies previstas em lei. Art. 5.- Cabe ao Ministrio Pblico exercer a defesa dos direitos assegurados nas Constituies Federal e Estadual, sempre que se cuidar de garantirlhe o respeito; I - pelos Poderes estaduais ou municipais; II - pelos rgos da Administrao Pblica Estadual ou Municipal, direta, indireta ou fundacional; III - pelos concessionrios e permissionrios de servio pblico estadual ou municipal; IV - por entidades que exeram outra funo delegada do Estado ou do Municpio ou executem servio de relevncia pblica. Pargrafo nico - No exerccio das atribuies a que se refere este artigo, incumbe ao Ministrio Pblico, entre outras providncias: I - receber notcias de irregularidades, peties ou reclamaes de qualquer natureza, promover as apuraes cabveis que lhes sejam prprias e dar-lhes as solues adequadas; 5. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico II - zelar pela celeridade e racionalizao dos procedimentos administrativos; III - dar andamento, no prazo de trinta (30) dias, s noticias de irregularidades, peties ou reclamaes referidas no inciso I; IV - promover audincias pblicas e emitir relatrio, anual ou especial, e recomendaes dirigidas aos rgos e entidades mencionadas nos incisos I, II, III e IV, do "caput" deste artigo, requisitando ao destinatrio sua divulgao adequada e imediata, assim como resposta por escrito. Art. 6. - Os responsveis pelo controle interno e externo dos atos dos Poderes do Estado e de entidades da administrao direta e indireta, aos quais se refere o art. 3 da Constituio Estadual, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela daro conhecimento ao Ministrio Pblico.Captulo II DAS DISPOSIES GERAIS Art. 7. - Ao Ministrio Pblico assegurada autonomia funcional, administrativa e financeira, cabendo-lhe, especialmente: I - praticar atos prprios de gesto; II - praticar atos e decidir sobre a situao funcional e administrativa do pessoal, ativo e inativo, da carreira e dos servios auxiliares, organizados em quadros prprios; III - elaborar suas folhas de pagamento e expedir os competentes demonstrativos; IV - adquirir bens e contratar servios, efetuando a respectiva contabilizao; V - propor ao Poder Legislativo a criao e a extino de seus cargos, bem como a fixao e o reajuste dos vencimentos de seus membros; VI - propor ao Poder Legislativo a criao e a extino dos cargos de seus servios auxiliares, bem como a fixao e o reajuste dos vencimentos de seus servidores; VII - prover os cargos iniciais da carreira e dos servios auxiliares, bem como nos casos de remoo, promoo e demais formas de provimento derivado; VIII - editar atos de aposentadoria, exonerao e outros que importem em vacncia de cargos de carreira e dos servios auxiliares, bem como os de disponibilidade de membros do Ministrio Pblico e de seus servidores; IX - editar atos de concesso, alterao e cassao de penso por morte e outros benefcios previstos nesta lei; X - organizar suas secretarias e os servios auxiliares das Procuradorias e Promotorias de Justia; XI - compor os seus rgos de administrao; XII - elaborar seus Regimentos Internos; XIII - exercer outras competncias dela decorrentes. Pargrafo nico - As decises do Ministrio Pblico fundadas em sua autonomia funcional, administrativa e financeira, obedecidas as formalidades legais, tm eficcia plena e executoriedade imediata, ressalvada a competncia constitucional do Poder Judicirio e do Tribunal de Contas. 6. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico Art. 8. - O Ministrio Pblico elaborar sua proposta oramentria dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Oramentrias, encaminhando-a diretamente ao Governador do Estado, que a submeter ao Poder Legislativo. 1. Os recursos correspondentes s suas dotaes oramentrias prprias e globais, compreendidos os crditos suplementares e especiais, ser-lhe-o entregues at o dia vinte de cada ms, sem vinculao a qualquer tipo de despesa; 2. Os recursos prprios, no originrios do Tesouro, sero utilizados em programas vinculados s finalidades da Instituio, sendo vedada outra destinao; 3. REVOGADO.6 Art. 8.A - A fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Ministrio Pblico, quanto legalidade, legitimidade, economicidade, aplicao de dotaes e recursos prprios e renncia de receitas, ser exercida pelo Poder Legislativo, mediante controle externo, e internamente pelo Colgio de Procuradores de Justia.7 1. As Diretorias de Planejamento, de Oramento e Finanas e a Diviso de Controle Interno apresentaro ao Colgio de Procuradores de Justia, at o dcimo dia til do ms subseqente, relatrio circunstanciado sobre a execuo do oramento e situaes financeiras, apresentando os balancetes trimestrais respectivos. 2. O Procurador-Geral de Justia apresentar ao Colgio de Procuradores de Justia relatrio dos resultados do exerccio financeiro, at o ltimo dia til do ms de fevereiro do ano seguinte ao da prestao de contas. 3. O relatrio de que trata o pargrafo anterior ser distribudo na forma regimental para deliberao na pauta da sesso seguinte. 4. Para o exerccio de auditoria financeira e oramentria, o Colgio de Procuradores de Justia poder ser auxiliado por servidores efetivos do quadro de carreira da Procuradoria Geral de Justia pertencente s Diretorias de Planejamento e de Oramento e Finanas. 5. Constitui ato de improbidade administrativa do ProcuradorGeral de Justia, na forma do art. 11 da Lei n 8.429/92, sem prejuzo das demais sanes civis, penais e administrativas, a recusa em fornecer ao Colgio de Procuradores de Justia, sob qualquer pretexto, processo, documento ou informao ou retardar ou deixar de praticar qualquer outro ato que lhe incumba e seja necessrio ao exerccio do controle interno. Art. 9. - Qualquer pessoa, partido poltico, associao legalmente constituda ou sindicato, poder provocara iniciativa do Ministrio Pblico, por irregularidade ou ilegalidade do ato de agente pblico, para que se promova, em sendo o caso, sua responsabilidade, criminal e/ou administrativa.6 7Revogado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007 Artigo e pargrafos acrescentado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 7. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico Pargrafo nico - o servidor pblico dever representar ao Ministrio Pblico, quando for o caso, contra ato lesivo ao meio ambiente, ao patrimnio pblico, aos direitos do consumidor, da criana e do adolescente, aos bens e direitos de valor artstico, esttico, histrico, turstico e paisagstico, e a outros interesses difusos coletivos, individuais indisponveis e individuais homogneos. Art. 10 - dever dos rgos e Instituies do Poder Executivo do Estado e dos Municpios, com atribuies diretas ou indiretas de proteo e controle, informar ao Ministrio Pblico sobre ocorrncia de conduta ou atividade considerada lesiva aos bens, direitos e interesses referidos no pargrafo nico do art. 9 desta Lei. Art. 11 - Os responsveis pelo controle interno e externo dos atos dos Poderes do Estado e dos Municpios e das entidades da administrao pblica direta, indireta ou fundacional, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela daro conhecimento ao Ministrio Pblico. Art. 12 - O rgo do Ministrio Pblico que tiver assento junto aos Tribunais, bem como junto ao Juzo de 1 grau, participar de todos os julgamentos, pedindo a palavra, quando julgar necessrio e sempre sustentando por escrito ou oralmente, matria de fato e de direito, nas causas em que for parte, ou naquelas em que intervier como fiscal da lei, podendo, tambm, nesta qualidade, interpor recursos. Art. 13 - imprescindvel a presena do membro do Ministrio Pblico nas sesses de julgamento de processos que lhe forem afetos. Art. 14 - Nenhuma autoridade, rgo ou entidade da Administrao Pblica direta, indireta ou fundacional, sob as penas da lei, poder opor ao Ministrio Pblico, sob qualquer pretexto, a exceo de sigilo, sem prejuzo da subsistncia do carter reservado da informao ou do documento que lhe seja fornecido. Art. 15 - O Ministrio Pblico, sem prejuzo das dependncias existentes, instalar as Procuradorias e as Promotorias de Justia em prdios, salas e gabinetes sob sua administrao, integrantes do conjunto arquitetnico dos Fruns ou Tribunais, tendo vista dos projetos de reforma e/ou construo de prdios forenses, competindo-lhe concorrer nos custos da obra, proporcionalmente s instalaes que lhe forem destinadas. Art. 16 - O Ministrio Pblico zelar pela observncia das Constituies Federal, Estadual e das Leis, assim como exercer outras atribuies que lhe forem conferidas, desde que compatveis com sua finalidade, vedada a representao judicial e consultoria jurdica de entidade pblica.TTULO II DA ORGANIZAO DO MINISTRIO PBLICO CAPTULO I DAS DISPOSIES PRELIMINARES 8. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico Art. 17 - So rgos do Ministrio Pblico: I - da Administrao Superior: a) a Procuradoria-Geral de Justia; b) o Colgio de Procuradores de Justia; c) o Conselho Superior do Ministrio Pblico; d) a Corregedoria-Geral do Ministrio Pblico. II - de Administrao: a) as Procuradorias de Justia; b) as Promotorias de Justias. III - de Execuo: a) o Procurador-Geral de Justia; b) o Conselho Superior do Ministrio Pblico; c) os Procuradores de Justia; d) os Promotores de Justia; e) os Grupos Especializados de Atuao Funcional8 IV - Auxiliares: a) Secretaria-Geral do Ministrio Pblico; b) Gabinete do Procurador-Geral de Justia; c) Centro de Apoio Operacional; d) Coordenadorias dos Centros de Apoio Operacional; e) Gabinete de Assuntos Jurdicos; f) Centro de Estudos e Aperfeioamento funcional; g) Comisso de Concurso; h) rgos de Apoio Tcnico, Administrativo e de Assessoramento; i) Estagirios. 9 1. A Secretaria-Geral do Ministrio Pblico ser dirigida por membro da Instituio, em exerccio, designado pelo Procurador-Geral de Justia, cabendo-lhe a superviso dos servios administrativos, nos limites definidos por Ato do Procurador-Geral de Justia. 10 2. O Gabinete do Procurador-Geral de Justia ser dirigido por membro do Ministrio Pblico, designado pelo Procurador-Geral de Justia, cabendolhe a superviso da agenda diria, assistindo e assessorando, social e administrativamente, o Procurador-Geral de Justia, alm de outras atribuies definidas em Ato da Chefia da Administrao. 11 3. O Procurador-Geral de Justia designar, em comisso, membros do Ministrio Pblico para as Coordenadorias de Centros de Apoio Operacional, observado o seguinte: I - a designao dever recair sobre Procurador de Justia;8Acrescentado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 10 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 11 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 9 9. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico II - havendo recusa expressa designao por todos os Procuradores de Justia, a escolha recair sobre Promotores de Justia de Entrncia Final, exceo do cargo de Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Procuradorias de Justia, exclusivo de Procurador de Justia. 12 4. Alm da direo, caber aos Coordenadores dos Centros de Apoio Operacional, por delegao do Procurador-Geral de Justia: 13 I representar o Ministrio Pblico nos rgos afins perante os quais tenha assento, cabendo-lhes, especificamente, a representao da Instituio em segundo grau nas aes coletivas, propostas pelas Promotorias Especializadas de sua respectiva rea; 14 II manter permanente contato e intercmbio com entidades pblicas ou privadas que, direta ou indiretamente, se dediquem ao estudo ou proteo dos bens, valores ou interesses que lhes incumbe defender. 15 5. Para os efeitos das atribuies previstas no inciso I do pargrafo anterior, as intimaes referentes aos processos respectivos devero ser procedidas na pessoa do Procurador ou Promotor de Justia designado, a quem estar afeta a atividade recursal. 16 6. Estagirios do Ministrio Pblico podero ser designados para atuar junto aos Centros de Apoio Operacional. 17 7. Ao Gabinete de Assuntos Jurdicos, chefiado pelo Subprocurador-Geral para Assuntos Jurdicos e Institucionais, composto por outros 04 (quatro) membros do Ministrio Pblico, designados Assessores, incumbe o assessoramento jurdico superior da Chefia da Administrao, tendo os seus integrantes atuao autnoma nos processos administrativos que tramitam no mbito do Gabinete do Procurador-Geral de Justia, agindo, por delegao, nos processos judiciais. 18 8. Assessores do Procurador de Justia podero auxiliar o Gabinete de Assuntos Jurdicos. Podero ser designados estagirios do Ministrio Pblico para o mesmo fim. 19 9. Ato do Procurador-Geral de Justia disciplinar o funcionamento do Gabinete de Assuntos Jurdicos.20 10. Os rgos de apoio, listados no inciso IV deste artigo, atendero a comandos expressos pelo Procurador-Geral de Justia, respeitados os limites contidos nesta Lei. 2112Alterado pela Lei Complementar n. 75/2010, publicada no D.O.E de 02/08/2010. Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 14 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 15 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 16 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 17 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 18 Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 19 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 20 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 21 Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 13 10. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico 11. Os rgos de execuo referidos na alnea e, do inciso III deste artigo, sero providos por tempo certo e disciplinados em resoluo do Procurador-Geral de Justia, aprovada pelo Colgio de Procuradores de Justia.22 12. Fica criado o Grupo de Atuao Especial de Represso ao Crime Organizado (GAECO), integrante da estrutura do Centro de Apoio Operacional de Inteligncia, Investigao e Combate ao Crime Organizado (CAOCRIMO), composto de no mnimo, 3 (trs) Promotores de Justia com atuao criminal, designados por ato do Procurador-Geral de Justia por tempo determinado, ouvido o Coordenador do CAO-CRIMO, com atuao em todo o Estado do Amazonas.23 13. Constitui misso a ser atendida pelo Grupo de Atuao Especial de Represso ao Crime Organizado (GAECO) a identificao, preveno e represso das atividades de organizaes criminosas no Estado do Amazonas.24 14. O Conselho Superior do Ministrio Pblico, mediante Resoluo, fixar as atribuies, as metas gerais, para a atuao do GAECO, retirando-as da poltica criminal estabelecida no Plano Geral de Atuao do Ministrio Pblico.25 CAPTULO II DOS RGOS DE ADMINISTRAO SEO I DA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIA Art. 18 - A Procuradoria-Geral de Justia, rgo de Administrao Superior do Ministrio Pblico, tem por chefe o Procurador-Geral de Justia, nomeado pelo Governador do Estado, dentre os integrantes da carreira, indicado em lista trplice, para mandato de dois anos, permitida uma reconduo. 1. A lista trplice ser elaborada em eleio direta, mediante voto secreto e universal dos membros do Ministrio Pblico, em atividade. 2. Cada eleitor poder votar em trs candidatos. 3. No ser admitido o voto por portador, mandatrio ou por correspondncia. 4. Sero includos na lista trplice para nomeao do ProcuradorGeral de Justia, os trs candidatos mais votados e, no caso de empate, sucessivamente, o candidato de maior tempo de carreira; persistindo o empate, o de maior tempo de servio pblico e, no caso de igualdade, o mais idoso. Art. 19 - S concorrero lista trplice os membros do Ministrio Pblico que tenham requerido sua inscrio como candidato, at cinco dias, a contar 22Acrescentado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. Acrescentado pela Lei Complementar n. 85/2011, publicado no D.O.E de 01/06/2011. 24 Acrescentado pela Lei Complementar n. 85/2011, publicado no D.O.E de 01/06/2011. 25 Acrescentado pela Lei Complementar n. 85/2011, publicado no D.O.E de 01/06/2011. 23 11. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico do Edital de Chamamento a ser publicado pelo Procurador-Geral de Justia na Imprensa Oficial. Pargrafo nico - A lista dos candidatos inscritos ser publicada no rgo Oficial do Estado, no prazo de cinco dias aps o encerramento das inscries e afixada na sede da Procuradoria Geral de Justia. Art. 20 - So condies de elegibilidade: I - ter mais de trinta e cinco anos de idade, data da inscrio; II - contar mais de dez anos na carreira; III - exercer o cargo de Promotor de Justia de Entrncia Final ou de Procurador de Justia;26 IV - estar em pleno exerccio da atividade ministerial nos seis meses anteriores data da inscrio prevista no art. 22 desta Lei. Art. 21 - A lista trplice ser encaminhada pelo Procurador-Geral de Justia ao Governador do Estado no dia til seguinte eleio, para escolha e nomeao. Pargrafo nico - Caso o Chefe do Poder Executivo no efetive a nomeao do Procurador-Geral de Justia nos quinze dias que se seguirem ao recebimento da lista trplice, ser investido automaticamente no cargo pelo Colgio de Procuradores, para o exerccio do mandato, o membro do Ministrio Pblico mais votado. Art. 22 - As eleies para a formao de Lista Trplice dentre os integrantes da Carreira, para Procurador-Geral de Justia, far-se- mediante o voto plurinominal, na mesma data da eleio do Corregedor-Geral e dos Membros do Conselho Superior do Ministrio Pblico, com a participao de toda a classe, na forma prevista nos artigos 36 e 48 desta Lei. 27 Pargrafo nico - Para candidatar-se eleio para o cargo de Procurador-Geral de Justia, os membros da carreira que estiverem no exerccio de quaisquer cargos de direo da Administrao Superior e/ou de confiana, no mbito do Ministrio Pblico, devero desincompatibilizar-se at 60 (sessenta) dias de sua realizao ou, a contar da publicao da presente Lei. 28 Art. 23 - Caber ao Colgio de Procuradores de Justia regulamentar o processo eleitoral. Art. 24 - Art. 24 - O Procurador Geral de Justia, com honras e tratamento protocolar de Chefe de Poder, tomar posse e entrar em exerccio em sesso pblica e solene do Colgio de Procuradores de Justia.29 Pargrafo nico - O Procurador-Geral de Justia far declarao pblica de bens no ato da posse e no trmino do mandato.26Alterado pela Lei Complementar n. 75/2010, publicada no D.O.E de 02/08/2010. Alterado pela Lei Complementar n. 13/1994, publicada no D.O.E de 06/12/1994. 28 Alterado pela Lei Complementar n. 13/1994, publicada no D.O.E de 06/12/1994. 29 Alterado pela Lei Complementar n 106/2012, publicada no D.O.E. de 09/05/2012. 27 12. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico Art. 25 - Nos casos de impedimentos e ausncias o ProcuradorGeral de Justia ser substitudo pelo Subprocurador-Geral de Justia para Assuntos Jurdicos e Institucionais e, no caso de ausncia ou impedimento deste ltimo, pelo Subprocurador-Geral para Assuntos Administrativos. 30 1. Vagando o cargo de Procurador-Geral de Justia ou, concludo o perodo do mandato, assumir, at o seu provimento regular, o membro mais antigo do Colgio de Procuradores de Justia, que, no prazo mximo de 60 (sessenta) dias, convocar os integrantes da carreira para dar incio ao processo sucessrio, na forma prevista no artigo 22 desta Lei. 2. Na hiptese de impedimento, afastamento ou de ausncia de ambos os Subprocuradores-Gerais de Justia, o Procurador-Geral de Justia ser substitudo, temporariamente, pelo Procurador de Justia mais antigo na Instncia.Art. 26. Os Subprocuradores-Gerais para Assuntos Jurdicos e Institucionais e para Assuntos Administrativos, com atuao delegada, sero escolhidos, livremente, pelo Procurador-Geral de Justia dentre os membros do Ministrio Pblico que preencham os requisitos de elegibilidade dispostos no art. 20 desta Lei Complementar. 31 1. Ao Subprocurador-Geral de Justia para Assuntos Jurdicos e Institucionais compete: I - substituir o Procurador-Geral em suas faltas; II - chefiar o Gabinete de Assuntos Jurdicos; III - coordenar os servios da Assessoria; IV - coordenar o recebimento e a distribuio dos processos oriundos dos Tribunais, entre os Procuradores de Justia com atuao perante os respectivos colegiados, obedecida a respectiva classificao ou designao; V - remeter, mensalmente, ao Corregedor-Geral do Ministrio Pblico, relatrio dos processos recebidos e dos pareceres emitidos pelos Procuradores de Justia junto aos Tribunais; VI - elaborar, anualmente, o relatrio geral do movimento processual e dos trabalhos realizados pela Assessoria, remetendo-o ao ProcuradorGeral de Justia e ao Corregedor-Geral do Ministrio Pblico; VII - assistir o Procurador-Geral de Justia no desempenho de suas funes; VIII - ressalvadas as atribuies da Corregedoria-Geral do Ministrio Pblico, prestar assistncia aos rgos de execuo e auxiliares do Ministrio Pblico no planejamento e execuo de suas atividades de natureza funcional; IX - assistir o Procurador-Geral de Justia na promoo da integrao dos rgos de execuo do Ministrio Pblico, visando estabelecer a ao institucional; X - promover a cooperao entre o Ministrio Pblico e as entidades envolvidas com a atividade penal e no-criminal;30 31Artigo e pargrafos alterados pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. Artigo alterado e pargrafos acrescentados pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 13. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XI - fornecer ao Procurador-Geral de Justia e ao Corregedor-Geral do Ministrio Pblico o relatrio anual de suas atividades; XII - exercer outras atribuies que lhe sejam conferidas ou delegadas. 2. Ao Subprocurador-Geral de Justia para Assuntos Administrativos compete: I - substituir o Procurador-Geral de Justia, nas faltas deste e do Subprocurador-Geral para Assuntos Jurdicos; II - assistir o Procurador-Geral de Justia no desempenho de suas funes administrativas e legislativas; III - executar a poltica administrativa da instituio; IV - dirigir as atividades de Pesquisa e Planejamento; V - elaborar minutas de anteprojetos de lei sobre matria de interesse do Ministrio Pblico, acompanhando sua tramitao; VI - aprovar a indicao ou designar servidores para responderem pelo expediente das unidades subordinadas, em carter permanente ou em substituio; VII - coordenar a elaborao da proposta oramentria do Ministrio Pblico e encaminh-la ao Procurador-Geral de Justia; VIII - supervisionar as atividades administrativas que envolvam membros do Ministrio Pblico; IX - coordenar a elaborao do Plano Anual de Atividades e o Relatrio Anual; X - recolher e fornecer, sistematicamente, material legislativo, doutrinrio e jurisprudencial sobre assuntos de interesse dos membros do Ministrio Pblico para o exerccio de suas atividades; XI - colaborar na elaborao de minutas de anteprojetos de lei sobre matria de interesse do Ministrio Pblico; XII - prestar assistncia Administrao do Ministrio Pblico no planejamento das atividades institucionais e administrativas; XIII - exercer outras atribuies que lhe sejam conferidas ou delegadas. 3. Para a execuo da atribuio constante no inciso VI do 1. deste artigo, o Subprocurador-Geral de Justia para Assuntos Jurdicos e Institucionais providenciar em obter a manifestao prvia de todos os agentes do Ministrio Pblico, levando o resultado de tal manifestao Chefia da Instituio, que ouvir o Colgio de Procuradores antes de adotar a poltica institucional que entender adequada. 4. Os Subprocuradores-Gerais de Justia e o Corregedor-Geral do Ministrio Pblico ficaro afastados do exerccio de suas funes. Art. 27 - O Procurador-Geral de Justia somente poder ser destitudo por autorizao de um tero dos membros da Assemblia Legislativa do Estado e mediante proposta da maioria absoluta dos integrantes do Colgio de Procuradores de Justia, em caso de abuso de poder, conduta incompatvel ou grave omisso nos deveres do cargo, assegurada ampla defesa. 14. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico 1. A iniciativa do processo de destituio do mandato, caber ao Colgio de Procuradores de Justia, mediante proposta de dois teros de seus integrantes. 2. Recebida e protocolada a proposta pelo secretrio do Colgio, este, no prazo de setenta e duas horas, dela cientificar, pessoalmente, o ProcuradorGeral de Justia, fazendo-lhe entrega da segunda via. 3. A reunio ser presidida pelo Procurador de Justia mais antigo na Instncia, servindo de secretrio membro escolhido do Colgio de Procuradores de Justia. 4. Oferecida a contestao, no prazo de quinze dias, contados da cincia da proposta, ser marcada, em quarenta e oito horas, a reunio que apreciar o documento, facultando-se ao Procurador-Geral de Justia, pessoalmente, ou por advogado constitudo, fazer sustentao oral, pelo tempo mximo de uma hora, findo o qual, o Presidente do Colgio de Procuradores de Justia, proceder a coleta dos votos. 5. A sesso poder ser suspensa, pelo prazo mximo de quinze dias, para realizao de diligncias requeridas pelo Procurador-Geral de Justia ou por qualquer membro do Colgio de Procuradores, desde que aprovadas pelo voto secreto da maioria absoluta dos presentes. 6. O Colgio de Procuradores deliberar reservadamente e por voto secreto, na ausncia do Procurador-Geral de Justia, permitida a presena do seu defensor. 7. O presidente da sesso encaminhar a concluso do Colgio de Procuradores de Justia em trs dias a Assemblia Legislativa, se a acusao for considerada procedente; caso contrrio, determinar o arquivamento dos autos. Art. 28 - O Procurador-Geral de Justia ser afastado de suas funes: I - em caso de cometimento de infrao penal, cuja sano cominada seja de recluso desde o recebimento da denncia ou queixa-crime, at o trnsito em julgado da deciso; II - no procedimento de destituio, desde a aprovao de pedido de autorizao, pelo Colgio de Procuradores de Justia, na forma do artigo anterior, at o final da deciso da Assemblia Legislativa, ressalvado o disposto no art. 27 desta Lei. 1. O perodo de afastamento contar como de efetivo exerccio do mandato; 2. Nas hipteses disciplinadas neste artigo, assumir a Chefia do Ministrio Pblico, o Procurador de Justia mais antigo na Instncia. Art. 29 - Alm das atribuies previstas nas Constituies Federal e Estadual, na Lei Orgnica e em outras leis, compete ao Procurador-Geral de Justia no exerccio da Administrao: 15. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico I - exercer a Chefia do Ministrio Pblico Estadual, representando-o judicial e extrajudicialmente; II - dirigir, coordenar, supervisionar e orientar o exerccio das funes institucionais do Ministrio Pblico, previstas no art. 3 desta Lei; III - encaminhar ao Poder Legislativo os Projetos de Lei de iniciativa do Ministrio Pblico; IV - elaborara proposta oramentria do Ministrio Pblico, submetendo-a ao Colgio de Procuradores, para encaminh-la diretamente ao Governador do Estado; V - praticar atos e decidir questes relativas administrao geral e execuo oramentria do Ministrio Pblico; VI - prover os cargos iniciais da carreira e dos servios auxiliares, bem como nos casos de remoo, promoo, convocao e demais formas de provimento derivado; VII - editar atos de aposentadoria, exonerao e outros que importem em vacncia de cargos da carreira ou dos servios auxiliares e atos de disponibilidade os membros do Ministrio Pblico e de seus servidores; VIII - designar membros do Ministrio Pblico para: a) exercer as atribuies de dirigentes dos Centros de Apoio Operacional; b) ocupar cargo de confiana junto aos rgos da Administrao Superior; c) integrar organismos estatais afetos a sua rea de atuao; d) oferecer denncia ou propor ao civil pblica nas hipteses de no confirmao de arquivamento de inqurito policial ou civil, bem como de quaisquer peas de informao; e) acompanhar inqurito policial ou diligncia investigatria, devendo recair a escolha sobre o membro do Ministrio Pblico com atribuio para, em tese, oficiar no feito, segundo as regras ordinrias de distribuio de servios; f) assegurar a continuidade dos servios em caso de vacncia, afastamento temporrio, ausncia, impedimento ou suspeio de titular de cargo, ou com consentimento deste; g) por ato excepcional e fundamentado, exercer as funes processuais afetas a outro membro da Instituio, submetendo sua deciso previamente ao Conselho Superior do Ministrio Pblico; h) oficiar perante a Justia Eleitoral de primeira instncia, pelo prazo definido previamente em ato de carter geral, ou junto ao Procurador-Regional Eleitoral, quando por este solicitado.32 IX - decidir processo disciplinar contra membro do Ministrio Pblico, aplicando as sanes cabveis; X - sugerir ao Corregedor-Geral do Ministrio Pblico a realizao de correies e inspees; XI - integrar, como membro nato, e presidir o Colgio de Procuradores de Justia e o Conselho Superior do Ministrio Pblico; XII - estabelecer a diviso interna dos servios das Procuradorias e Promotorias de Justia; XIII - regulamentar a distribuio dos servios nas Comarcas onde houver mais de um rgo do Ministrio Pblico; 32Alterado pela Lei Complementar n. 49/2006, publicada no D.O.E de 06/09/2006. 16. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XIV - determinar a instaurao de sindicncia e designar Comisso de Processo Administrativo, composta de Procuradores de Justia quando os procedimentos forem instaurados contra membro do Colgio de Procuradores, aplicando as sanes cabveis; XV - designar membro do Ministrio Pblico para exercer cargo de 33 confiana; XVI - convocar e designar Promotor de Justia da mais elevada entrncia para, em carter excepcional e temporrio, substituir Procurador de Justia licenciado ou afastado de suas funes na respectiva Procuradoria; XVII - convocar Promotor de Justia de Entrncia inferior para, em carter excepcional e temporrio, substituir Promotor de Justia licenciado ou afastado de suas funes, na respectiva Promotoria de Entrncia imediatamente superior;34 XVII-A - designar Promotor de Justia para substituir, em carter excepcional e temporrio, substituir Promotor de Justia de mesma Entrncia, ou, excepcionalmente, de Entrncia inferior, sujeita, neste caso, anuncia prvia do membro do Ministrio Pblico a ser designado;35 XVIII - dirimir conflitos de atribuies entre membros do Ministrio Pblico; XIX - superintender as atividades de administrao geral no mbito do Ministrio Pblico; XX - expedir recomendaes aos rgos do Ministrio Pblico, para o desempenho de suas funes, sem carter normativo; XXI - encaminhar ao Presidente do Tribunal de Justia a lista sxtupla para escolha e preenchimento da vaga destinada ao Ministrio Pblico, referente ao quinto constitucional; XXII - submeter ao Colgio de Procuradores de Justia as propostas de criao e extino de cargos e servios auxiliares e de oramento anual; XXIII - propor ao Colgio de Procuradores de Justia a excluso, incluso ou modificao nas atribuies das Procuradorias e Promotorias de Justia ou dos cargos dos Procuradores e Promotores de Justia que as integram; XXIV - designar e exonerar os Subprocuradores-Gerais de Justia;36 XXV - designar o Corregedor-Geral do Ministrio Pblico dentre os Procuradores de Justia, integrantes da lista trplice elaborada pelo Colgio de Procuradores na forma do art. 4 desta Lei; XXVI - designar membro do Ministrio Pblico para dirigir os rgos auxiliares; XXVII - designar membro do Ministrio Pblico em escala semanal ou mensal, e durante as frias coletivas, como plantonista; XXVIII - delegar suas funes administrativas e de rgo de execuo aos membros do Ministrio Pblico; XXIX - designar, na vacncia do Corregedor-Geral do Ministrio Pblico e seu suplente, um Procurador de Justia at seu regular provimento; XXX - autorizar o membro do Ministrio Pblico a afastar-se do Estado, a servio, bem como a ausentar-se do Pas a qualquer ttulo e, ouvido o Conselho Superior, a freqentar curso de aperfeioamento e estudos no Pas ou no exterior;33Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. Alterado pela Lei Complementar n. 49/2006, publicada no D.O.E de 06/09/2006. 35 Acrescentado pela Lei Complementar n. 49/2006, publicada no D.O.E de 06/09/2006. 36 Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 34 17. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XXXI - autorizar o afastamento do membro do Ministrio Pblico que tenha exercido a opo de que trata o art. 29, 3, do Ato das disposies constitucionais transitrias, da Carta Federal; XXXII - deferir o compromisso de posse dos membros do Ministrio Pblico, dos funcionrios do quadro de servios auxiliares, podendo prorrogar o prazo, havendo motivo justo; XXXIII - praticar privativamente os atos de que tratam os incisos I, III, IV e V deste artigo; XXXIV - designar membro do Ministrio Pblico para integrar comisses, rgos colegiados e outras atribuies, inclusive a prevista no inciso X do art. 4 desta Lei; XXXV - requerer a perda do posto e da patente de oficial e da graduao de praa; XXXVI - requisitar dotaes oramentrias, suplementares e crditos especiais, para prover as necessidades do Ministrio Pblico; XXXVII - requisitar policiamento para a guarda dos prdios e salas do Ministrio Pblico ou para a segurana de seus membros e servidores; XXXVIII - apresentar, no primeiro dia til de fevereiro, de cada ano, o Plano Geral de Atuao do Ministrio Pblico, destinado a viabilizar a consecuo de metas prioritrias, nas diversas reas de sua atribuio; XXXIX - apresentar, no ms de maro de cada ano, ao Poder Legislativo Estadual, em sesso especialmente convocada, relatrio das atividades do Ministrio Pblico, propondo as providncias necessrias ao aperfeioamento da Instituio e da Administrao da Justia; XL convocar ou designar Promotor de Justia para oficiar nos Juizados Especiais Cveis e Criminais, bem como nas respectivas Turmas Recursais; 37XLI - exercer outras atribuies previstas em Lei. 38SEO II DO COLGIO DE PROCURADORES DE JUSTIAArt. 30 - O Colgio de Procuradores de Justia, rgo deliberativo, recursal e supervisor geral da Administrao superior do Ministrio Pblico, integrado por todos os Procuradores de Justia que estiverem em efetivo exerccio e presidido pelo Procurador-Geral de Justia. Pargrafo nico - O Colgio de Procuradores de Justia ser secretariado pelo Secretrio-Geral do Ministrio Pblico. Art. 31 - O Colgio de Procuradores de Justia, reunir-se-, ordinariamente, na primeira tera-feira de cada ms, s onze horas e, extraordinariamente, quando convocado pelo seu Presidente ou por proposta de um tero de seus membros. 1. Ficaro suspensas as reunies ordinrias do Colgio de Procuradores nos perodos de recesso ou frias coletivas de seus membros. 37 38Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. Acrescentado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 18. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico 2. obrigatrio o comparecimento dos Procuradores de Justia s reunies do Colgio, das quais se lavrar ata na forma regimental, incorrendo em descumprimento do dever funcional a falta injustificada de membros a trs reunies consecutivas ou a cinco alternadas, no perodo de um ano. 3. As decises do Colgio de Procuradores de Justia sero tomadas por maioria simples de voto, presentes a maioria absoluta de seus membros, convocando-se a compor o quorum mnimo, para a sesso subseqente, membros da ltima entrncia, obedecida a ordem de antiguidade, cabendo a seu Presidente, tambm, o voto de desempate. 39 4. As decises mencionadas no pargrafo anterior sero motivadas e publicadas, por extrato, salvo nas hipteses legais de sigilo ou por deliberao da maioria absoluta de seus integrantes. Art. 32 - Durante as frias, licenas, nojo ou gala, facultado ao membro titular do Colgio de Procuradores, nele exercer suas atribuies, mediante prvia comunicao ao Presidente. Art. 33 - Ao Colgio de Procuradores de Justia compete: I - opinar, por solicitao do Procurador-Geral de Justia ou de um quarto de seus integrantes, sobre matria relativa autonomia do Ministrio Pblico, bem como sobre outras de interesse institucional; II - propor ao Procurador-Geral de Justia a criao de cargos e servios auxiliares, modificaes na Lei Orgnica e providncias relacionadas ao desempenho das funes institucionais; III - deliberar sobre as questes de interesse do Ministrio Pblico, propostas por qualquer de seus integrantes, ou pelo Procurador-Geral de Justia; IV - sugerir ao Procurador-Geral de Justia e ao Conselho Superior a adoo de medidas visando a defesa da sociedade e ao aprimoramento do Ministrio Pblico; V - julgar recurso interposto contra ato administrativo do Procurador-Geral de Justia, excetuados os de execuo oramentria e financeira; VI - julgar recurso interposto contra deciso do Conselho Superior do Ministrio Pblico; VII - propor ao Poder Legislativo a destituio do Procurador-Geral de Justia, pelo voto de dois teros de seus membros e por iniciativa da maioria absoluta de seus integrantes, em caso de abuso de poder, conduta incompatvel ou grave omisso, nos deveres do cargo, assegurada ampla defesa; VIII - destituir o Corregedor-Geral do Ministrio Pblico, pelo voto de dois teros de seus membros, em caso de abuso de poder, conduta incompatvel ou grave omisso no cumprimento de seus deveres do cargo, por representao do Procurador-Geral de Justia ou da maioria de seus integrantes assegurada ampla defesa; IX - julgar, dentre outros, recurso contra deciso:39Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 19. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico a) da no confirmao na carreira e da impugnao ao vitaliciamento de membro do Ministrio Pblico a ser decidida no prazo mximo de trinta dias; b) proferida em reclamao sobre o quadro geral de antigidade; c) de disponibilidade e remoo de membro do Ministrio Pblico, por motivo de interesse pblico; d) condenatria em procedimento administrativo disciplinar; e) de veto promoo por antigidade pela maioria absoluta de seus integrantes; X - julgar o pedido de reabilitao de processo administrativo disciplinar; XI - eleger, dentre os Procuradores de Justia, o Corregedor-Geral do Ministrio Pblico e respectivos suplentes, na forma do art. 48 desta Lei; XII - aprovar a proposta oramentria anual do Ministrio Pblico, elaborada pelo Procurador-Geral de Justia, bem como Projetos de criao de cargos e servios auxiliares; XIII - aprovar o edital do concurso para ingresso na carreira; XIV - dar posse e exerccio ao Procurador-Geral de Justia; XV - dar posse aos Subprocuradores-Gerais de Justia, ao Corregedor-Geral e seus suplentes; 40 XVI - dar posse e exerccio aos membros do Conselho Superior; XVII - dar exerccio aos Procuradores de Justia; XVIII - eleger membro do Conselho Superior, na forma desta Lei; XIX - exercer o controle interno nos termos do art. 8. A desta 41 Lei; XX - recomendar ao Corregedor-Geral a instaurao de procedimento administrativo disciplinar contra membro do Ministrio Pblico; XXI - propor ao Procurador-Geral de Justia a instaurao de processo disciplinar, bem como a realizao de inspees e correies extraordinrias; XXII - julgar, em ltima instncia, recurso interposto de deciso do Conselho Superior nos processos disciplinares de que resultar pena de suspenso, inclusive dos pedidos de reviso; XXIII - desagravar publicamente membro do Ministrio Pblico que tiver sido injustamente ofendido ou cerceado no desempenho de suas funes; XXIV - deliberar a propositura pelo Procurador-Geral de Justia de ao civil para decretao de perda de cargo ou cassao de aposentadoria ou disponibilidade de membro do Ministrio Pblico; XXV - regulamentar o processo eleitoral para a escolha do Procurador-Geral de Justia, do Corregedor-Geral e membros do Conselho Superior; XXVI - rever, mediante requerimento do legitimo interessado, deciso de arquivamento de inqurito policial ou peas de informao determinada pelo Procurador-Geral de Justia, nos casos de sua atribuio originria; XXVII - aprovar, por maioria absoluta, a proposta do ProcuradorGeral de Justia para excluir, incluir ou modificar as atribuies das Promotorias de Justia ou dos cargos dos Promotores de Justia; XXVIII - conceder frias e licenas ao Procurador-Geral de Justia; XXIX - elaborar seu Regimento Interno;40 41Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 20. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XXX - desempenhar outras atribuies que lhe forem conferidas por Lei.SEO III DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTRIO PBLICO Art. 34 - O Conselho Superior do Ministrio Pblico, rgo colegiado da Administrao Superior, tem por finalidade deliberar sobre matrias relativas atuao dos membros do Ministrio Pblico e exercer as atividades de fiscalizao do exerccio de suas funes, bem como velar pelos seus princpios institucionais. Art. 35 - O Conselho Superior do Ministrio Pblico integrado: I - pelo Procurador-Geral de Justia, que o presidir; II - pelo Corregedor-Geral do Ministrio Pblico; III - por cinco Procuradores de Justia, sendo dois eleitos pelo Colgio de Procuradores de Justia e trs eleitos pelos Promotores de Justia.42 1. Os Subprocuradores-Gerais de Justia integraro o Conselho Superior apenas quando em substituio ao Procurador-Geral de Justia, obedecida a ordem de substituio estabelecida no caput do artigo 25 desta Lei Complementar.43 2. permitida a renncia elegibilidade, desde que os Procuradores de Justia se manifestem por escrito ao Procurador-Geral de Justia, at 10 (dez) dias aps a convocao da eleio. Art. 36 - A eleio dos membros do Conselho Superior ter lugar na primeira quinzena do ms de fevereiro dos anos mpares, de acordo com as instrues baixadas pelo Colgio de Procuradores de Justia, observadas as seguintes normas; I - publicao de aviso no Dirio Oficial, com antecedncia mnima de 15 (quinze) dias, fixando o horrio, que no poder ter durao inferior a 08 (oito) horas seguidas, o dia e o local da votao, que ser, necessariamente, a sede da Procuradoria Geral de Justia; II - adoo de medidas que assegurem o sigilo do voto; III - proibio de voto por portador mandatrio, ou por correspondncia; IV - apurao pblica, logo aps o encerramento da votao realizada por 02 (dois) Promotores de Justia da Capital, escolhidos pelo ProcuradorGeral de Justia e sob sua presidncia; V - proclamao imediata dos eleitos; 1. Os Procuradores de Justia que se seguirem aos mais votados, na ordem de votao, sero os seus suplentes, sendo um suplente para cada Conselheiro eleito, observada a representao respectiva.44 42Alterado pela Lei Complementar n. 40/2004, publicada no D.O.E de 30/12/2004. Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 44 Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 43 21. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico 2. Em casos de empate, ter-se- por eleito o mais antigo na segunda instncia; persistindo o empate, o mais antigo na carreira e, no caso de igualdade, o de maior tempo de servio pblico estadual e, por fim, o mais idoso. Art. 37. Os suplentes substituem os membros do Conselho Superior em seus afastamentos ou impedimentos, respeitada, na convocao pelo Presidente para compor o quorum mnimo, a ordem de maior votao nos respectivos escrutnios e da respectiva representao. 45 Art. 38. O mandato dos membros do Conselho Superior ser de 02 (dois) anos, permitida 01 (uma) reconduo, e ter incio no primeiro dia til do ms seguinte ao da eleio;46 1. obrigatrio o exerccio do mandato de membro do Conselho, salvo recusa formalmente manifestada antes da eleio. 2. A posse dos membros do Conselho dar-se- em sesso solene do Colgio de Procuradores no primeiro dia til do ms seguinte ao da eleio. Art. 39 - Durante as frias, licena, nojo ou gala, o titular ser substitudo, automaticamente, pelo suplente, na forma de que trata o art. 37 desta Lei. Art. 40 - So inelegveis para o Conselho Superior: I - o Procurador de Justia que houver exercido, em carter efetivo, as funes de Procurador-Geral de Justia, de Corregedor-Geral do Ministrio Pblico e de membro do Conselho Superior, nos 06 (seis) meses anteriores eleio, ressalvada, no ltimo caso, a possibilidade de reconduo prevista no art. 38, caput;47 II - o Procurador de Justia que esteja afastado da carreira, nos 06 (seis) meses anteriores data da eleio prevista no art. 36 desta Lei. Art. 41. O Conselho Superior reunir-se-, ordinariamente, duas vezes por ms, nas quartas-feiras, s onze horas e, extraordinariamente, quando convocado pelo Presidente ou por proposta de 1/3 (um tero) de seus membros. 1. Ser lavrada ata circunstanciada de cada reunio, que ser secretariada por Procurador de Justia escolhido pelos seus pares, dentre os membros eleitos. 2. Depender do voto de 2/3 (dois teros) dos membros do Conselho Superior a deliberao sobre: I - exonerao de membros do Ministrio Pblico no vitalcio, assegurada ampla defesa; II - a no confirmao do estgio probatrio do Promotor de Justia e o seu vitaliciamento, a ser decidido no prazo mximo de 60 (sessenta) dias;45Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 47 Alterado pela Lei Complementar n. 54/2007, publicada no D.O.E de 17/07/2007. 46 22. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico III - proposio, apreciao e reviso de processo disciplinar que resultar em demisso, cassao de aposentadoria ou de disponibilidade do membro do Ministrio Pblico; IV - disponibilidade e remoo de membro do Ministrio Pblico, por interesse pblico, assegurada ampla defesa; V - recusa de candidato promoo por antigidade; VI - REVOGADO.48 Art. 42 - Incorrer em descumprimento do dever funcional a ausncia injustificada de membro do Conselho a 03 (trs) reunies consecutivas ou 05 (cinco) alternadas, no perodo de 01 (um) ano. Art. 43 - Compete ao Conselho Superior do Ministrio Pblico; I - sugerir ao Procurador-Geral de Justia a edio de recomendaes, sem carter vinculativo, aos rgos do Ministrio Pblico para o desempenho de suas funes e a adoo de medidas convenientes ao aprimoramento de servios e atuao uniforme; II - decidir sobre: a) a remoo compulsria de membro do Ministrio Pblico, por motivo de interesse pblico, mediante representao do Procurador-Geral de Justia; b) disponibilidade; c) aproveitamento de membro do Ministrio Pblico em disponibilidade; d) avaliao de estgio probatrio de Promotor de Justia e de seu vitaliciamento. III - indicar o Procurador-Geral de Justia, em lista trplice, os candidatos promoo por merecimento que integrem a primeira quinta parte da lista de antigidade, observados, ainda, os pressupostos do pargrafo nico do art. 252 e 264 desta Lei, salvo se no houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago; IV - indicar ao Procurador-Geral de Justia em lista trplice os candidatos remoo por merecimento, observados os pressupostos dos incisos I a VII do art. 252 e, art. 264 desta Lei; V - indicar, em lista trplice, os candidatos promoo por merecimento ao cargo de Procurador de Justia que tenham, pelo menos 02 (dois) anos de efetivo exerccio na ltima entrncia e integrem a primeira quinta parte da lista de antigidade; VI - indicar o nome do mais antigo membro do Ministrio Pblico para promoo e remoo por antigidade; VII - obstar, motivadamente, a promoo por antigidade, dando cincia ao Colgio de Procuradores; VIII - aprovar sobre pedidos de permuta entre membros do Ministrio Pblico; IX - propor ao Procurador-Geral de Justia e ao Corregedor-Geral do Ministrio Pblico a realizao de sindicncia, correio extraordinria e visitas de inspeo, bem como deliberar sobre a instaurao de processo administrativo disciplinar; X - solicitar ao Corregedor-Geral informaes sobre a conduta funcional do membro do Ministrio Pblico; 48Revogado pela Lei Complementar n 92, publicada no D.O.E. de 21/09/2011. 23. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XI - propor a verificao de incapacidade fsica, mental e moral de membro do Ministrio Pblico; XII - aprovar o quadro geral de antigidade dos membros do Ministrio Pblico e decidir sobre reclamaes formuladas a esse respeito; XIII - eleger, dentre os membros do Ministrio Pblico, os integrantes da comisso de concurso; XIV - indicar ao Procurador Geral de Justia, Promotores de Justia para substituio por convocao; XV homologar a inscrio dos candidatos e o resultado do concurso de ingresso na carreira ou prorrogar o prazo de sua validade e elaborar, de acordo com a ordem de classificao, a lista dos candidatos aprovados, para efeito de nomeao; XVI - homologar e encaminhar aos Presidentes de Tribunais as listas sxtuplas previstas nos artigos 94, caput, e 104, pargrafo nico, II, da Constituio Federal de 1988, aps eleio junto categoria, dela participando como eleitores todos os Membros ativos do Ministrio Pblico e, como concorrentes, os Membros com mais de dez anos de carreira, observados os limites constitucionais, sendo vedada a candidatura de quem esteja no exerccio do cargo de ProcuradorGeral de Justia, de Corregedor-Geral do Ministrio Pblico e de Ouvidor-Geral do Ministrio Pblico, ressalvada a desincompatibilizao do respectivo cargo, at 60 (sessenta) dias da realizao da eleio, cabendo, ainda, ao Conselho Superior do Ministrio Pblico organizar o processo eleitoral;49 XVII - homologara promoo de arquivamento de autos de inqurito civil ou peas de informaes e, caso contrrio, designar outro rgo do Ministrio Pblico para prossegui-lo ou ajuizar a ao civil; XVIII - opinar nos processos que tratem de remoo compulsria ou demisso de membro do Ministrio Pblico; XIX - tomar conhecimento dos relatrios da Corregedoria Geral; XX - autorizar o afastamento de membro do Ministrio Pblico para freqentar curso ou seminrio de aperfeioamento e estudo, no Pas ou no exterior; XXI - decidir, de plano e conclusivamente, em sesso secreta e por livre convico, sobre admisso de candidato a concurso de ingresso no Ministrio Pblico, apreciando as condies para o exerccio do cargo atravs de entrevista e exame de documentos, sem prejuzo de investigao sigilosa que entenda realizar; XXII - deliberar sobre pedido de reconsiderao das decises proferidas nos termos do inciso IX, deste artigo; XXIII - opinar sobre o afastamento de membro do Ministrio Pblico para o exerccio dos cargos de que trata o art. 120 desta Lei; XXIV - fixar o valor da taxa de inscrio para concurso de ingresso na carreira do Ministrio Pblico; XXV - elaborar seu Regimento Interno; XXVI - exercer outras atribuies previstas em lei. Art. 44 - Das Decises do Conselho Superior caber, uma s vez, pedido de reconsiderao, no prazo de 10 (dez) dias contados da cincia do ato impugnado, sem prejuzo do recurso previsto no inciso VI do art. 33 desta Lei; Art. 45 - As decises do Conselho Superior do Ministrio Pblico, ressalvadas as disposies em contrrio contidas nesta Lei, sero motivadas e tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros, cabendo ao seu Presidente, tambm, o voto de desempate e, salvo deliberao de seus 49Alterado pela Lei Complementar n. 86/2010, publicada no D.O.E de 11/07/2011. 24. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico integrantes, ou nas hipteses legais de sigilo, sero publicadas por extrato, sob pena de nulidade. 1. As decises do Conselho Superior revestiro a forma de resolues, baixadas pelo Procurador-Geral de Justia. 2. Na indicao por antigidade, o Conselho Superior do Ministrio Pblico somente poder recusar o membro do Ministrio Pblico mais antigo pelo voto de 2/3 (dois teros) de seus integrantes, na forma de Regimento Interno, repetindo-se a votao at fixar-se a indicao, aps o julgamento de eventual recurso interposto perante o Colgio de Procuradores. Art. 46 - A remoo e a promoo voluntria por antigidade e por merecimento, bem como a convocao, dependero de prvia manifestao escrita do interessado.SEO IV DA CORREGEDORIA GERAL DO MINISTRIO PBLICO Art. 47 - A Corregedoria-Geral do Ministrio Pblico, rgo da Administrao Superior, compete a fiscalizao e orientao das atividades funcionais e da conduta dos membros do Ministrio Pblico. Art. 48 - O Corregedor-Geral do Ministrio Pblico ser escolhido pelo Procurador-Geral de Justia dentre os integrantes de lista trplice elaborar pelo Colgio de Procuradores, mediante voto secreto, em eleio a ser realizada na primeira quinzena do ms de fevereiro dos anos mpares, para mandato de 02 (dois) anos, permitida uma reconduo, obedecido o mesmo procedimento. 1. O segundo mais votado, ser considerado suplente do Corregedor-Geral, substituindo-o automaticamente em suas ausncias e impedimentos, sucedendo-o, em caso de vacncia, aplicando-se estas mesmas disposies ao terceiro mais votado. 2. O Corregedor-Geral do Ministrio Pblico e seu suplente tomaro posse em sesso solene do Colgio de Procuradores. Art. 49 - Para o cargo de Corregedor-Geral do Ministrio Pblico, vedada a eleio de Procurador de Justia afastado da carreira, que ela retorna nos (06) seis meses anteriores ao pleito ou que haja exercido, em carter permanente, em igual perodo ou, em substituio, por mais de 60 (sessenta) dias, as funes de Procurador-Geral de Justia, de Subprocurador-Geral de Justia ou de CorregedorGeral, ressalvada a reconduo para este, prevista no art. 48 desta Lei. Art. 50 - O Corregedor-Geral do Ministrio Pblico poder ser destitudo do cargo pelo Colgio de Procuradores de Justia, pelo voto de dois teros de seus membros, nos casos de abuso de poder, conduta incompatvel ou grave omisso dos deveres do cargo, assegurada ampla defesa, ou condenao por crime apenado com recluso, em deciso judicial transitada em julgado. 25. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico Pargrafo nico - O Colgio de Procuradores de Justia decidir, por maioria de votos, pela admissibilidade da representao para a destituio do Corregedor-Geral do Ministrio Pblico, nos casos previstos no "caput" deste artigo, desde que formulada pelo Procurador-Geral de Justia ou por um tero de seus integrantes. Art. 51- Compete ao Corregedor-Geral: I - fiscalizar e orientar as atividades funcionais dos membros do Ministrio Pblico; II - proceder, sob sua presidncia ou por delegao a membro do Ministrio Pblico, a sindicncia ou processo administrativo disciplinar, salvo o disposto no inciso XIV, do art. 29 desta Lei. III - instaurar de ofcio ou por provocao dos demais rgos da Administrao Superior do Ministrio Pblico, procedimento disciplinar contra membro de primeiro grau, presidindo-o e aplicando as sanes administrativas cabveis; IV - encaminhar ao Procurador-Geral de Justia os processos administrativos disciplinares contra Procuradores de Justia; V - realizar, pessoalmente, inspees nas Procuradorias de Justia, remetendo relatrio reservado ao Colgio de Procuradores de Justia; VI - inspecionar, regularmente ou mediante correies ordinrias ou extraordinrias, os servios afetos ao Ministrio Pblico em todas as Comarcas do Estado, levando ao conhecimento do Procurador-Geral de Justia e Conselho Superior do Ministrio Pblico as irregularidades que observar; VII - expedir recomendaes, sem carter vinculativo, aos membros do Ministrio Pblico, propondo ao Procurador-Geral de Justia ou ao Conselho Superior a expedio de instrues e outras normas administrativas visando a regularidade e ao aperfeioamento dos servios do Ministrio Pblico; VIII - examinar os relatrios dos Promotores de Justia para controle de sua atuao funcional e da tramitao dos feitos em que intervier o Ministrio Pblico; IX - integrar o Colgio de Procuradores e o Conselho Superior do Ministrio Pblico, como membro nato, com direito a voto, salvo em sindicncias e processos administrativos; 50 X - informar ao Conselho Superior e ao Procurador-Geral de Justia sobre a atuao funcional dos membros do Ministrio Pblico candidatos promoo por merecimento e por antigidade ou remoo; XI - representar ao Conselho Superior, sobre processo administrativo disciplinar por abandono de cargo ou para verificao de incapacidade fsica, mental ou moral de membro do Ministrio Pblico; XII - encaminhar ao Conselho Superior, mensalmente, relatrio das comunicaes de suspeio de membros do Ministrio Pblico, por motivo de foro ntimo; XIII - apresentar ao Colgio de Procuradores, na primeira quinzena de fevereiro, relatrio de suas atividades; XIV - apresentar ao Procurador-Geral de Justia, na primeira quinzena de fevereiro, relatrio com dados estatsticos sobre as atividades das Procuradorias e Promotorias de Justia, relativas ao ano anterior;50Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 26. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XV - trazer atualizados os pronturios das atividades funcionais dos Promotores de Justia e coligir os elementos necessrios apreciao de seu merecimento; XVI - remeter aos demais rgos da Administrao Superior do Ministrio Pblico informaes necessrias ao desempenho de suas atribuies; XVII - Receber: a) os trabalhos dos Promotores de Justia em estgio probatrio, produzidos no exerccio de suas funes; b) os relatrios peridicos dos membros do Ministrio Pblico, adotando ou sugerindo ao Procurador-Geral de Justia as medidas que julgar convenientes; c) os pedidos de arquivamento de Inquritos Policiais; XVIII - requisitar certides, diligncias, exames, pareceres tcnicos e informaes indispensveis ao bom desempenho de suas funes, de qualquer autoridade, inclusive judicial; XIX - elaborar o regulamento do estgio probatrio e dos estagirios do Ministrio Pblico, acompanhando os Promotores estagirios durante tal perodo; XX - promover o levantamento das necessidades de pessoal ou material, nos servios afetos ao Ministrio Pblico, encaminhando-o ao ProcuradorGeral de Justia, para as providncias que julgar convenientes; XXI - organizar e dirigir os servios de estatstica e processamento de dados das atividades funcionais dos membros do Ministrio Pblico; XXII - acompanhar o desempenho dos Promotores de Justia em estgio probatrio, oferecendo ao Procurador-Geral no 20 (vigsimo) ms do estgio, relatrio circunstanciado sobre o preenchimento dos requisitos necessrios confirmao na carreira, conforme art. 239 desta Lei; XXIII - propor ao Conselho Superior o no-vitaliciamento de membro do Ministrio Pblico; XXIV - propor ao Procurador-Geral de Justia, justificadamente, o afastamento do membro do Ministrio Pblico sujeito sindicncia ou processo administrativo, sem prejuzo de seus vencimentos e vantagens, cabendo a este, na forma do art. 147 desta Lei, ouvir o Conselho Superior do Ministrio Pblico; XXV - desempenhar outras atribuies que Lhe forem conferidas por Lei ou delegadas pelo Procurador-Geral de Justia; 1. Do pronturio de que trata o inciso XV, devero constar obrigatoriamente; a) o documento e cpias dos trabalhos enviados pelo Promotor de Justia em estgio probatrio; b) as anotaes resultantes de apreciao de Procurador de Justia e das referncias feitas em julgados de Tribunais; c) as observaes feitas em correies e visitas de inspeo; 2. As anotaes desabonatrias ou que importem em demrito sero lanadas em pronturio, aps cincias ao interessado, assegurada ampla defesa. 27. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico Art. 52 - O Corregedor-Geral do Ministrio Pblico ser assessorado por dois Promotores de Justia da entrncia da Capital, designados pelo Procurador-Geral de Justia, mediante sua indicao e anuncia dos indicados. 1. Recusando-se o Procurador-Geral de Justia a designar os Promotores de Justia que Lhe forem indicados, o Corregedor-Geral poder submeter a indicao ao Colgio de Procuradores. 2. Os assessores do Corregedor-Geral, Corregedores-Auxiliares, serviro durante o mandato, podendo ser reconduzidos por uma vez, observados os requisitos previstos no "caput" deste artigo.CAPTULO III DOS RGOS DE EXECUO SEO I DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIA Art. 53 - Alm das atribuies previstas nas Constituies Federal e Estadual, nesta e em outras leis, compete, ainda, ao Procurador-Geral de Justia: I - velar pela observncia, aplicao e execuo das Constituies e das Leis; II - promover ao direta de inconstitucionalidade de Lei ou Ato Normativo estadual e municipal, em face da Constituio Federal; III - representar ao Procurador-Geral da Repblica sobre Lei ou Ato Normativo Estadual que infrinja a Constituio Federal; IV - representar para fins de interveno do Estado no Municpio, com o objetivo de assegurar a observncia de princpios indicados na Constituio Estadual ou prover a execuo da lei, de ordem ou deciso judicial; V - representar o Ministrio Pblico nas sesses plenrias do Tribunal de Justia e do Conselho da Magistratura, intervindo nos julgamentos, para sustentao oral ou esclarecimentos de matria de fato e de direito; VI - promover ao penal por crime comum ou de responsabilidade de autoridades ou membros dos Poderes, quando sujeitos a processo e julgamento pelo Tribunal de Justia ou pela Assemblia Legislativa, nos termos das Constituies Federal e Estadual; VII - exercer as atribuies do art. 129, II, III e VIII, da Constituio Federal, quando a autoridade reclamada for o Governador do Estado, Secretrio de Estado e os membros dos Poderes Legislativo e Judicirio, e do Ministrio Pblico, bem como quando contra estes, por ato praticado em razo de suas funes, deva ser ajuizada a competente ao; VIII - ajuizar mandado de injuno quando a elaborao da norma regulamentadora for atribuio do Governador do Estado, da Assemblia Legislativa, dos Tribunais ou, em outros casos, de competncia originria dos Tribunais; IX - propor a ao civil de decretao de perda do cargo e de cassao de aposentadoria ou disponibilidade, perante o Tribunal de Justia local, aps autorizao do Colgio de Procuradores de Justia na forma do inciso XXIV, do art. 33 desta Lei; 28. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico X - oficiar no mandado de segurana impetrado perante o Tribunal Pleno de Justia; XI - oficiar nos recursos criminais, civis e administrativos, dos processos de sua atribuio privativa, nas argies de inconstitucionalidade, bem como nos feitos de competncia do Tribunal Pleno de Justia; XII - interpor e arrazoar recurso, inclusive para o Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justia; XIII - promover diligncias e requisitar certides de processos, documentos e informaes das Secretarias dos Tribunais e Cartrios, bem como de qualquer repartio judiciria ou rgo pblico federal, estadual ou municipal, da administrao direta, indireta ou fundacional, no prazo que entender necessrio, sob pena de responsabilidade; XIV - receber as concluses de Comisso Parlamentar de Inqurito e dar-lhes curso para que, se for o caso, promova a responsabilidade civil, criminal ou administrativa do indiciado; XV - determinar o arquivamento de representao, notcia de crime, peas de informaes, concluso de comisses parlamentares de inqurito policial, nas hipteses de suas atribuies legais; XVI - representar ao Presidente do Tribunal de Justia para a instaurao de processo de verificao de incapacidade fsica, mental ou moral de Magistrado e Serventurio de Justia; XVII - requerer a perda do posto e da patente de oficial e da graduao de praa; XVIII - praticar outros atos previstos em lei. 1. A interposio de recurso perante os Tribunais Superiores atribuio concorrente do Procurador-Geral de Justia e dos Procuradores de Justia. 2. Em caso de interposio simultnea do mesmo recurso, processar-se- o interposto pelo Procurador-Geral de Justia, reputando-se outro prejudicado.SEO II DOS PROCURADORES DE JUSTIA Art. 54 - So atribuies dos membros do Ministrio Pblico com atuao no segundo grau de jurisdio: I - representar o Ministrio Pblico nas sesses das Cmaras Isoladas e Reunidas do Tribunal de Justia fazendo sustentao oral, quando necessrio, e assinando os respectivos acrdos; II - oficiar nos feitos processuais de atribuio do Procurador Geral de Justia, mediante delegao; III - oficiar nos recursos criminais, civis e administrativos, bem como interpor os recursos previstos em lei, nos feitos em que intervier; IV - participar das sesses dos Tribunais e tomar cincia, pessoalmente, das decises proferidas nos processos em que houver oficiado, bem como interpor os recursos de sua competncia; V - suscitar conflitos de competncia entre o Tribunal perante o qual oficiar e outros Tribunais e Juzos; 29. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico VI - compor os rgos colegiados da Administrao Superior do Ministrio Pblico; VII - suscitar conflito de competncia entre Conselhos de Justia e Auditorias e neles oficiar; VIII - integrar a Comisso de Processo Administrativo instaurado contra membro do Ministrio Pblico do segundo grau; IX - integrar Comisso de Processo Administrativo instaurado contra membro do Ministrio Pblico do segundo grau; X - fazer correio permanente nos autos em que oficiar; XI - impetrar medidas judiciais em matria afeta a sua rea de atribuio; XII atender a qualquer do povo, tomando as providncias; XIII - exercer outras atividades que lhe forem delegadas pelo Procurador-Geral de Justia. 1. Competir ao Procurador de Justia mais antigo promover a ao penal contra o Procurador-Geral de Justia. 2. REVOGADO 51 3. Em caso de interposio simultnea do mesmo recurso, pelo Titular do rgo junto ao Tribunal, processar-se- o interposto pelo membro graduado do Ministrio Pblico na respectiva Cmara. SEO III DOS PROMOTORES DE JUSTIA Art. 55 - Compete aos Promotores de Justia, em exerccio na Promotoria de Justia Criminal, na Promotoria de Justia do Tribunal do Jri, na Promotoria de Justia Especializada em Delitos de Trnsito e na Promotoria de Justia Especializada em Crimes de Uso e Trfico de Entorpecentes: 52 I - promover, privativamente, ao penal pblica e intervir na ao penal privada; II - requisitar diligncias investigatrias e a instaurao de inqurito policial, bem como requerer a sua devoluo para realizao de providncias necessrias; III - requerer o arquivamento dos autos de inqurito ou das peas de informao, quando neles no encontrar os elementos indispensveis ao oferecimento da denncia, observando o disposto no inciso XIX, do art. 118 desta Lei; IV - funcionar perante o Tribunal do Jri; V - participar da organizao da lista de jurados, interpondo, quando necessrio, o recurso cabvel, e assistir ao sorteio dos jurados e suplentes; VI - requerer o desaforamento de julgamento; VII - suscitar conflitos de jurisdio e de atribuies; VIII - impetrar "habeas corpus", mandado de segurana e requerer correio parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes;51 52Revogado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. Alterado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 30. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico IX - recorrer, sempre que entender cabvel, da deciso que conceder ordem de "habeas corpus" indeferir ou revogar requerimento de priso preventiva, conceder liberdade provisria ou relaxar priso em flagrante; X - nos casos de priso em flagrante, manifestar-se sempre concesso de liberdade provisria; XI - requerer, nos casos previstos em lei, priso temporria; XII - ser ouvido antes da deciso judicial que decretar priso temporria, mediante representao da autoridade policial; XIII - oficiar, na forma da Lei, junto Justia Federal de 1 instncia, nas comarcas do interior; XIV - fiscalizar os prazos na execuo das cartas precatrias e promover o que for necessrio ao seu cumprimento; XV - fiscalizar o cumprimento dos mandados de priso, as requisies e demais medidas determinadas pelos rgos judiciais e do Ministrio Pblico; XVI - integrar os Conselhos Penitencirios, de Entorpecentes, de Poltica Criminal, de Trnsito e outros criados por Lei; XVII - promover a restaurao de autos extraviados ou destrudos; XVIII - atender a qualquer do povo, tomando as providncias cabveis; XIX - exercer outras atribuies prevista em lei ou delegadas pelo Procurador-Geral de Justia. Pargrafo nico. As investigaes e a promoo da ao penal, relativas aos crimes previstos nas legislaes dos direitos do consumidor, do meio ambiente, da infncia e juventude e delitos de trnsito, culposos ou dolosos, bem assim como uso e trfico de entorpecentes, so atribudas s respectivas Promotorias de Justia Especializadas, ressalvada a competncia do Tribunal do Jri. 53 Art. 56 - Ao Promotor de Justia, em exerccio na Promotoria de Justia de Execues Criminais, compete: I - fiscalizar a execuo da pena e da medida de segurana, oficiando no processo executivo e nos incidentes; II - verificara regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento; III - requerer: a) todas as providncias necessrias ao desenvolvimento do processo executivo; b) a instaurao dos incidentes do excesso de desvio de execuo; c) a aplicao de medidas de segurana e sua revogao nos casos previstos em Lei; d) a converso de penas, a progresso ou regresso nos regimes e a revogao da suspenso condicional da pena e do livramento condicional; e) a internao, a desinternao e o restabelecimento da situao anterior; IV - interpor recursos de decises proferidas pela autoridade judiciria, durante a execuo; 53Acrescentado pela Lei Complementar n. 25/2000, publicada no D.O.E de 21/12/2000. 31. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico V - visitar, mensalmente, os estabelecimentos penais, registrando a sua presena em livro prprio; VI - impetrar "habeas corpus", mandado de segurana e requerer correio parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes; VII - atender, a qualquer do povo, tomando as providncias cabveis; VIII - exercer outras atribuies previstas em lei ou delegadas pelo Procurador-Geral de Justia. Art. 57 - Ao Promotor de Justia, em exerccio na Auditoria Militar Estadual, compete: I - promover, privativamente, a ao penal militar e funcionar em todos os seus termos; II - requisitar diligncias investigatrias e a instaurao de inqurito policial militar; III - requerer a devoluo dos autos de inqurito autoridade policial militar para a realizao de diligncias necessrias; IV - acompanhar inqurito policial militar, quando necessrio; V - requerer o arquivamento dos autos de inqurito ou das peas de informao, quando, neles no encontrar os elementos indispensveis ao oferecimento de denncia, observando o disposto no inciso XIX, do art. 118 desta Lei; VI - inspecionar as dependncias prisionais militares; VII - requerer e promover as medidas preventivas e assecuratrias previstas na lei processual penal militar e oficiar nestes procedimentos, quando no for o requerente; VIII - propor questes prejudiciais, excees incidentes ou oficiar nestes procedimento quando no for o requerente; IX - impetrar "habeas corpus", mandado de segurana e requerer correio parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes; X - argir a incompetncia do juzo antes mesmo de oferecer denncia; XI - assistir ao sorteio dos conselhos especiais e permanentes de justia; XII - atender a qualquer do povo, tomando as providncias; XIII - exercer outras atividades previstas em lei ou delegadas pelo Procurador-Geral de Justia; Art. 58 - Ao membro do Ministrio Pblico, no exerccio da Promotoria de Justia Especializada da Infncia e da Juventude, compete: I - exercer as funes do Ministrio Pblico em todos os processos e procedimentos da competncia da Vara da Infncia e da Juventude e, em especial, nas questes relativas ao ptrio poder, guarda, tutela e adoo; II - promover medidas de assistncia e proteo s crianas e aos adolescentes que se encontram privados ou ameaados em seus direitos, visando, fundamentalmente, sua integrao scio-familiar; III - exercer as atribuies de Curador de Registros Pblicos nos processos de abertura, retificao e averbao de assento de registro civil, assim como de bito, que se instaurarem na Vara da Infncia e da Juventude e, na hiptese de inexistncia de registro, provoc-lo; 32. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico IV - exercer as funes de Curador de Ausentes, quando j no atuem na qualidade de Promotor de Justia da Infncia e da Juventude; V - promover, acompanhar e oficiar nos procedimentos de alimentos, de suspenso e destituio do ptrio poder, nomeao e remoo de tutores, curadores e guardies, bem como a inscrio de hipoteca legal; VI - requerer, a nomeao de curador especial em caso de apresentao de queixa, representao ou de outros procedimentos judiciais ou extrajudiciais em que haja interesse de crianas e adolescentes; VII - instaurar procedimentos administrativos e, para instrui-los, exercer, sem prejuzo das atribuies previstas no art. 3, desta Lei, as seguintes: a) expedir notificaes para colher depoimentos ou esclarecimentos e, em caso de no-comparecimento injustificado, requisitar conduo coercitiva, inclusive pela polcia civil ou militar; b) requisitar informaes, exames, percias e documentos de autoridades municipais, estaduais e federais, da administrao direta ou indireta, bem como promover inspees e diligncias obrigatrias; c) requisitar informaes e documentos a particulares e instituies privadas. VIII - promover e acompanhar os procedimentos relativos s infraes atribudas a adolescentes, podendo ainda: a) conceder a remisso como forma de excluso do processo; b) propor o arquivamento ao Conselho Superior; c) representar autoridade judiciria para aplicao de medida scio-educativa; IX - requerer a apreenso e destruio, se for o caso, de quaisquer publicaes, impresso, material fotogrfico, fonogrfico e filmes, desenhos e pinturas ofensivas aos bons costumes e prejudiciais formao moral das crianas e adolescentes; X - atuar nos casos de suprimento de capacidade ou de consentimento para o casamento de menores de 18 (dezoito) anos de idade; XI - opinar nos pedidos de emancipao de competncia do Juzo da Infncia e da Juventude; XII - visitar fbricas, oficinas, empresas, estabelecimentos comerciais e industriais, casas de diverso de qualquer espcie ou natureza, bem como locais onde se realizem competies desportivas, tendo em vista a freqncia e o trabalho de adolescentes; XIII - inspecionar as entidades pblicas e particulares de atendimento e os programas de que trata o Estatuto da Criana e do Adolescente, adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessrias remoo de irregularidades porventura verificadas; XIV- participar, quando necessrio, das reunies de entidades pblicas e privadas de proteo e assistncia a criana e adolescentes, bem como ter assento junto aos conselhos estaduais e municipais dos direitos da criana e do adolescente; XV - representar autoridade competente sobre a atuao dos funcionrios da Vara da Infncia e da Juventude; XVI - fiscalizar a atuao das autoridades e dos agentes policiais, no trato das questes relativas criana e ao adolescente; 33. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico XVII - instaurar sindicncia, requisitar diligncia investigatrias e determinar a instaurao do inqurito policial, para apurao de ilcitos ou infraes s normas de proteo infncia e juventude; XVIII - requisitar fora policial, bem como a colaborao dos servios mdicos, hospitalares, educacionais e de assistncia social, pblicos ou privados, para desempenho de suas atribuies; XIX - zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados s crianas e aos adolescentes, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabveis; XX - impetrar "habeas corpus", mandado de segurana e requerer correio parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes, na defesa dos interesses individuais e/ou coletivos afetos criana e ao adolescente; XXI - representar ao juzo visando aplicao de penalidade por infraes cometidas contra normas de proteo infncia e juventude, sem prejuzo da promoo da responsabilidade civil e penal do infrator, quando cabvel; XXII - recorrer, quando for o caso, das sentenas ou decises proferidas nos processos em que funcionar e promover a execuo da respectiva sentena; XXIII - promover a prestao de contas de tutores e curadores e providenciar o exato cumprimento dos seus deveres, nos processos em que forem interessados crianas e adolescentes; XXIV - fiscalizar os cartrios em que tramitem feitos de interesses de crianas e adolescentes, observando o servio e tomando as providncias que julgar necessrias ao seu bom desempenho; XXV - promover o inqurito civil e a ao civil pblica para a proteo dos interesses individuais, difusos ou coletivos, relativos infncia e adolescncia, inclusive os definidos no art. 220, 3, inciso II, da Constituio Federal; XXVI - fiscalizar os organismos pblicos e privados fundacionais, estaduais e municipais e aplicaes das verbas destinados proteo da criana e do adolescente; XXVII - inspecionar estabelecimentos e entidades de internao de adolescentes e rgos em que se encontrem recolhidos; XXVIII - opinar em todos os pedidos de alvars de competncia do Juzo da Infncia e da Juventude; XXIX - atender a qualquer do povo, tomando as providncias; XXX - exercer outras atribuies previstas em lei ou delegadas pelo Procurador-Geral de Justia. 1. O membro do Ministrio Pblico, no exerccio de suas funes, ter livre acesso a todo local onde se encontrem crianas e adolescentes. 2. Nas hipteses legais de sigilo, ser o Promotor da Infncia e da Juventude responsvel ou responsabilizado pelo uso indevido das informaes e documentos que requisitar. 3. Para assegurar o efetivo respeito aos direitos e garantias legais conferidos s crianas e adolescentes, a fim de promoveras medidas judiciais e extrajudiciais cabveis, o membro do Ministrio Pblico poder: a) reduzir a termo as declaraes do reclamante, instaurando o competente procedimento, sob sua presidncia; 34. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico b) entender-se, diretamente, com a pessoa ou autoridade reclamada, em dia, local e horrio previamente notificados ou acertados; c) efetuar recomendaes, visando melhoria dos servios pblicos e de relevncia pblica, afetos criana e ao adolescente; 4. Nos processos e procedimentos em que no for parte, atuar obrigatoriamente o Ministrio Pblico na defesa dos direitos e interesses de que cuida o Estatuto da Criana e do Adolescente. Art. 59 - A membro do Ministrio Pblico, no exerccio da Promotoria de Famlia e Sucesses compete: I - oficiar nas habilitaes de casamentos e seus incidentes; II - oficiar nos pedidos de dispensa de proclamas; III - oficiar nos pedidos do registro de casamento nuncupativo; IV - oficiar nas justificaes que devam produzir efeitos nas habilitaes de casamento; V - oficiar nas dvidas e reclamaes apresentadas pelos oficiais do Registro Civil, quanto aos atos de seu ofcio; VI - exercer, no que se refere a casamentos, a inspeo e fiscalizao dos Cartrios de Registro Civil; VII - examinar os livros de assentos de casamento e respectivos atos, dos Cartrios de Registro Civil e, sempre que houver convenincia ou lhe for determinado, inspecionar os servios especficos dessas Serventias Judiciais; VIII - oficiar nas separaes judiciais, na converso destas em divrcio e nas aes de divrcio, de nulidade ou anulao de casamento, assim como em quaisquer outras aes relativas ao estado e capacidade das pessoas, e nas investigaes de paternidade, cumuladas ou no com petio de herana; IX - propor ao de nulidade de casamento; X - requerer o inicio ou andamento de inventrio e partilha de bens e arrolamentos, quando houver interesse de incapazes, e as providncias sobre a efetiva arrecadao, aplicao e destino dos bens das mesmas pessoas, bem como a prestao de contas; XI intervir em todas as arrecadaes relativas aos feitos de suas atribuies; XII - intervir na remio das hipotecas legais referentes a incapazes e ausentes; XIII - oficiar nos pedidos de alienao, locao ou onerao de bens de incapazes; XIV - intervir em leilo pblico de venda de bens de incapazes ou ausentes; XV fiscalizar a conveniente aplicao dos bens de incapazes e ausentes; XVI - oficiar nas aes concernentes ao regime de bens do casamento, ao dote, aos bens parafernais e s adoes antenupciais; XVII - oficiar nos pedidos de suprimento de autorizao e outorga, na forma de legislao processual civil; XVIII - oficiar nos processos relativos instituio ou extino de bem de famlia; XIX - promover, de ofcio ou por solicitao dos interessados, a especializao e inscrio de hipotecas legais e a prestao de contas dos tutores, 35. Lei Orgnica Estadual do Ministrio Pblico curadores e quaisquer administradores de bens de incapazes e ausentes e das heranas jacentes, ressalvadas, a hiptese do art. 58, inciso V e XXIII, desta Lei; XX - promover as medidas necessrias a recuperao dos bens de incapazes e ausentes, irregularmente alienados, locados ou arrendados e, na Comarca da Capital, propor ao Procurador-Geral de Justia a instaurao de processo criminal contra os responsveis; XXI - requerer a nomeao, a remoo ou a dispensa de tutores ou curadores e acompanhar as aes da mesma natureza propostas por terceiros, bem como guardar os bens dos incapazes, at assumir o exerccio do cargo o tutor ou curador nomeado pelo juiz, ressalvada a hiptese do art. 58, i