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Ano XIV • Nº 149 • Janeiro 2012 • R$ 15,00 ENTREVISTA Deborah Portilho, advogada e professora especializada, aponta cuidados necessários para blindar propriedade intelectual e marcas MARKETING Além da função de embalagem de transporte, saquinhos de pães com anúncios despontam como novo canal de mídia nos pontos de venda CALÇADOS Pais compram por impulso mais sapatinhos para bebês apresentados em embalagens modernas e mais racionais que as habituais O sucesso em detalhes Produto com infinita gama de sutilezas, o vinho exige embalagens adequadas a cada uma delas para conquistar o consumidor

EmbalagemMarca 149

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Revista EmbalagemMarca Nº 149 janeiro de 2012. Reportagem de capa: Vinhos

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    ENTREVISTADeborah Portilho, advogada e professora especializada, aponta cuidados necessrios para blindar propriedade intelectual e marcas

    MARKETINGAlm da funo de embalagem de transporte, saquinhos de pes com anncios despontam como novo canal de mdia nos pontos de venda

    CALADOSPais compram por impulso mais sapatinhos para bebs apresentados em embalagens modernas e mais racionais que as habituais

    O sucesso em detalhes

    Produto com infinita gama de

    sutilezas, o vinho exige embalagens

    adequadas a cada uma delas

    para conquistar o consumidor

  • Janeiro 2012 | 3

    EditorialUMA CONVERSA COM O LEITOR

    Muito mais pode ser feito

    Conscientes de que

    no nos bastamos a ns

    mesmos, apreciaremos

    imensamente se leitores,

    anunciantes, patrocinadores

    de eventos e amigos

    contriburem com mais

    frequncia do que j fazem

    apresentando sugestes e

    crticas a nosso trabalho

    AO OCUpARMOS novamente este espao com a inteno de estabe-lecer contato um pouco mais direto com nossos leitores do que aquele representado pela constante oferta de informaes sobre o universo da embalagem, nos perguntamos como incrementar de forma produtiva o intercmbio de ideias.

    No tradicional balano dos tra-balhos que se faz em finais de ano, conclumos que a criao do Ciclo de Conhecimento, hoje um empre-endimento com vida prpria no mais dependente dos objetivos de Emba-lagemMarca, foi uma iniciativa com essa meta que alcanou xito, segun-do testemunhos de participantes e de patrocinadores dos eventos que vm sendo realizados em seu mbito.

    No menos bem sucedido foi o Pr-mio EmbalagemMarca Grandes Cases de Embalagem, em curto pero-do de existncia consolidado como uma das mais importantes e significativas premiaes destinadas a homenagear e fortalecer a cadeia de valor de embala-gem no Brasil. Igualmente observamos a boa repercusso que tiveram a refor-mulao grfica e, em parte, conceitual da revista impressa e dos meios eletr-nicos a ela relacionados. Na verdade, permitimo-nos a imodstia de afirmar que a revista se equipara em qualidade, volume de informao e confiabilidade s mais renomadas congneres existen-tes no mundo inteiro, e na maioria dos casos as supera.

    Apesar de tudo isso, na mesma reviso do que foi feito durante 2011, a equipe concluiu que como em tudo na vida muito mais pode ser feito. J estamos trabalhando nessa direo, e novidades iro sendo apresentadas medida que o planejamento de cada

    ao permitir. Como temos plena cons-cincia de que no nos bastamos a ns mesmos, apreciaremos imensamente se leitores, anunciantes, patrocinado-res de eventos e amigos contriburem com mais frequncia do que j fazem apresentando sugestes e crticas a nosso trabalho.

    Nesta primeira edio do ano, ofe-recemos ao setor alm de reportagem de capa destacando as possibilidades de implementao das embalagens de vinho, a partir de cobertura da feira Simei, em Milo, na Itlia, feita por Marcos Palhares, e do conjunto de sees que mensalmente resumem o que h de novidades e inovaes no setor uma oportuna entrevista com a professora e advogada especializada em marcas Deborah Portilho, sobre a importantssima questo das marcas e das patentes. Tanto neste caso quanto no dos vinhos, o que se percebe que as empresas e os designers de embalagens sero cada vez mais exigidos para que neste campo o Brasil atinja a preciso e a qualidade necessrias para enfrentar um panorama que ser cada vez mais concorrido.

    A propsito, com nossos pedidos antecipados de desculpas pela insis-tncia, mais uma vez tocamos na tecla da ameaa que se avoluma nos hori-zontes domstico e internacional ante a crescente perda de competitividade da indstria brasileira. Sozinho, o setor de embalagem talvez no possa fazer muita coisa para reverter essa tendn-cia. Mas, como parte de uma cadeia de valor de alta significao, pode e deve.

    At fevereiro.

    WIlson palhares

  • SumrioEdio 149 Janeiro 2012

    14 Reportagem de capaESpECIAL VINhOSA aparncia muito semelhante das embalagens para vinhos impe s vincolas o desafio de empregar o tipo de acondicionamento adequado a cada tipo de bebida para obter diferenciais que sejam percebidos

    por marcos palhares

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    3 Editorial Durante o ano que passou, EmbalagEmmarca e outras iniciativas a ela relacionadas deram importantes contribuies para a cadeia de valor da embalagem no Brasil, mas como ainda h espao para melhoras novas aes j esto planejadas

    6 painel Congresso Nacional avalia o tributo verde Simbologia tcnica de reciclagem ganha apoio do governo Ibema e Papirus desistem da fuso Zipbox ganha primeiro uso comercial P.E. Labellers compra a Ocea Apas anuncia cdigo de barras que impede venda de produtos vencidos

    10 Em Foco A equipe de EmbalagEmmarca foi averiguar se o consumidor conhece o selo que identifica alimentos transgnicos nas embalagens

    12 Marketing Saquinhos de pes tornam-se mdia para anncios publicitrios e duas empresas j competem pelo mercado

    22 Calados Em embalagens mais modernas, sapatinhos para bebs vendem mais

    24 Entrevista Deborah Portilho, da D.Portilho Consultoria e Treinamento em Propriedade Intelectual, aponta rumos para a blindagem da propriedade intelectual e das marcas no Pas

    30 Display Tradicional marca de roupas de surfe entra no mercado de bebidas e alimentos Rede de lanchonetes Subway adota flow packs de papel como embalagem de guardanapos Kobber lana linha de cereais em pouches com janelas Leite Mu-Mu tm embalagens especiais para o vero Cereser lana Sidra em garrafas alusivas a times de futebol Nestl muda a cara de suas aveias Camil lana biscoito de arroz integral em stand-up pouch

    34 Almanaque O lado oculto de alguns logotipos famosos Propagandas politicamente incorretas de cigarros do incio do sculo 20 A origem do Fator de Proteo Solar Anncios de Coppertone antigos mostram como os veres j no so mais os mesmos

    Diretor de redao: Wilson Palhares | [email protected] Editor executivo: Guilherme Kamio | [email protected] Redao: Flvio Palhares | [email protected] Marcelo Marcondes | [email protected] Comercial: Juliana Lenz | [email protected] Karin Trojan | [email protected] Wagner Ferreira | [email protected] Diretor de arte: Carlos Gustavo Curado | [email protected] Assistente de arte: Wilson Roberto Jr. | [email protected] Administrao: Eunice Fruet | [email protected] Marcos Palhares | [email protected] Eventos: Marcella Freitas | [email protected] Circulao e assinaturas (assinatura anual R$99): Kelly Cardoso | [email protected]

    Publicao mensal daBloco Comunicao Ltda.Rua Arclio Martins, 5304718-040 So Paulo, SP(11) 5181-6533www.embalagemmarca.com.br

    Baumgarten ........................................13Brasilata ................................................ 11Braskem .................................................5carton druck ........................... 3 capacolacril ...................................... 4 capacongraf ............................................... 27ciclo de conhecimento ..................19Grif .........................................................31

    indexflex .................................................7Limer-cart .......................................... 23mLc .......................................................17moltec ................................................. 33prakolar ..................................... 2 capaprmio embalagemmarca.............. 33pe Latina .............................................29simbios-pack ..................................... 33

    Empresas que anunciam nesta edio

    Lucio Mastroberardino, da confederao italiana de vitivinicultores ressalta a importncia da embalagem para a exportao de vinho

    Bag-in-box encontra espao no mercado de vinhos, enfrentando puristas que ainda apreciam o ato de sacar as rolhas das garrafas

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  • 6 | Janeiro 2012

    cados, alm de j ter encomendado estudos de impacto econmico ao Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea), para poder elaborar uma regulamentao calcada no conceito de responsabilidade compartilhada. S uma taxa sobre as embalagens no resolve nada, diz.

    O PL 1929/11 ser analisado pelas comis-ses de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel; de Desenvolvimento Econmico, Indstria e Comrcio; de Constituio e Jus-tia e de Cidadania; e de Finanas e Tributao, inclusive no mrito. At o fechamento desta edio no havia notcias sobre o andamento da pauta.

    O texto integral do Projeto pode ser visto em: emb.bz/149verde

    painelMOVIMENTAO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS Edio: GUILhERME KAMIO

    [email protected]

    LEIS

    Cmara avalia tributo verdeEM DEzEMBRO ltimo, comeou a ser analisada no Congresso Nacional uma proposta que promete causar barulho no meio industrial. De autoria do deputado federal Adrian Mussi Ramos (PMDB-RJ), o Projeto de Lei 1929/11 visa criar a Contribuio de Interveno no Domnio Econmico sobre Embalagens. A ideia cobrar das cadeias de produo de alimentos, bebidas, materiais de limpeza, cosmticos e produtos de higiene pessoal um tributo que varia de 2 a 10 centavos de real por embalagem utilizada. Recolhida ao Tesouro Nacional, a taxa seria destinada ao subsdio de um Fundo Nacional para a Coleta Seletiva e a Reciclagem.

    Segundo o texto do Projeto, a tributao se aplicaria a invlucros de vidro, plstico, ao e cartonadas mistas (caixinhas longa vida). necessrio que os grandes geradores de resdu-os, ou seja, os fabricantes e produtores, contri-buam com a destinao final ambientalmente adequada dos resduos slidos, afirma Ramos.

    Para o deputado, a medida corrigiria dois problemas da Lei 12.305/2010, que instituiu a Poltica Nacional de Resduos Slidos (PNRS): determinar a implantao de mecanismos de logstica reversa somente s cadeias de valor de agrotxicos, pilhas e baterias, pneus e leos lubrificantes; e delegar aos municpios a apre-sentao de planos de eliminao dos lixes e de destinao adequada de rejeitos. Mais da metade dos municpios do Pas tm menos de 50 000 habitantes e no possui receita de infra-estrutura para cumprir a lei, argumenta Ramos.

    pRESIDENTE DA Associao Brasileira de Embalagem (Abre), Mauricio Groke considera o Projeto de Lei disparatado. A medida ignora a conduta do governo frente questo, afirma. Groke explica que, seguindo o texto da PNRS, o Poder Executivo tem organizado consultas e debates junto Abre e aos demais setores impli-

    Projeto de Lei sugere a cobrana de uma taxa sobre embalagens para o custeamento de um fundo nacional

    para coleta seletiva e reciclagem

    ROTULAGEM

    Simbologia ganha apoio oficialEm solenidade ocorrida no fim de novembro ltimo, em Braslia, a Ministra do Meio Ambien-te (MMA), Izabella Teixeira, e o presidente da Associao Brasileira de Embalagem (Abre), Mauricio Groke, assinaram um Pacto Setorial. O acordo formalizou o apoio do MMA ao uso, nas embalagens de produtos brasileiros, da simbologia tcnica de identificao de materiais padro que estimula o descarte seletivo e a reciclagem. Para a Abre, a medida tende a aumen-tar a conscientizao da populao quanto ao seu papel na destinao de resduos slidos. O primeiro elo da cadeia de reciclagem est nas mos dos consumidores, lembra Luciana Pellegrino, diretora executiva da entidade setorial.

    Para Abre, simbologia padro tende a aumentar a conscientizao da populao

    Ramos: taxa sobre embalagens corrigiria omisso de produtores e onerao dos municpios

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  • 8 | Janeiro 2012

    painelMOVIMENTAO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS

    INTERNACIONAL

    primeira aposta em soluo mistaFormado por uma base de papel carto e um topo de filme plstico dotado de um fecho de encaixe (zper), o Zipbox ganhou seu primeiro uso comercial. A embalagem hbrida foi adotada pelo acar mascavo Plantation, comercializado nos Estados Unidos pela U.S. Sugar Company. Segundo William McDaniel, presidente da empresa, a iniciativa busca oferecer algo diferente na categoria de acar que, em sua viso, vem carecendo de inovaes bem-sucedi-das em apresentao no mercado america-no. Criado a partir de uma joint-venture entre a Zip-Pak e a consultoria T.H.E.M (ver EmbalagemMarca n 136, dezembro de 2010), o Zipbox tem como principais alvos alimentos (cereais, biscoitos, achocolatados e doces, entre outros), raes e produtos de limpeza domstica, como sabes em p. Hermeticamente selada na base e revestida internamente com uma resina de barreira, a soluo dispensa o uso de uma flexvel como embalagem primria.

    RTULOS

    Autoadesivos com FSCOs clientes da Indemetal Grficos j podem utilizar em seus rtulos e etiquetas autoadesivas o selo FSC (Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em portugus). A empresa anunciou ter conquistado a certificao da entidade, um atestado de que os papis que utiliza provm de florestas geridas de acordo com padres socioambientais corretos. O uso de rtu-los certificados gera dois benefcios: a certeza da origem do papel utilizado e a vinculao da marca preocupao ambiental, afirma Andreza Carraro, analista de marketing da fornecedora.

    EQUIpAMENTOS

    Mais fora em ettichetaggioA fabricante italiana de mquinas rotu-ladoras P.E. Labellers anunciou a assi-natura de um acordo com o grupo con-terrneo Acma para adquirir a Ocea, empresa que atua na mesma rea. Segundo a Acma, a venda da diviso de rotuladoras se alinha estratgia de priorizao do negcio de mqui-nas envasadoras para lquidos. A P.E. Labellers representada no Brasil pela P.E. Latina Labellers assumir os ser-vios de ps-venda (reposio de peas originais, atualizao de mquinas e reviso) e a assistncia tcnica da Ocea. O valor da transao no foi revelado.

    LIVRO

    Impulso condicionadoNo segredo que muitas decises de com-pra ocorrem no ambiente de vendas, sem reflexo prvia 70% ou mais de tudo o que adquirido pelo consumidor, conforme apontam diversos estudos. Diante disso, o que as empresas podem fazer para estimular as escolhas in-store e vender mais? sobre esse assunto que Gilberto Strunck, scio- diretor da Dia Comunicao e ex-presiden-te do Popai, se debrua em Compras por impulso! Trade marketing, merchandising e o poder da comunicao e do design no varejo (2AB Editora, 226 pginas). Curiosa-mente, o autor no dedica grande espao s discusses sobre embalagem que pode se ter, sem exagero, como a mdia das mdias para o canal do autosservio. Sem embargo, o volume, rico em exemplos e com texto conciso, pode ser de grande ajuda para os gestores de marcas.

    Zipbox: uso por marca de acar

    CARTONADAS ASSpTICAS

    Expanso antecipadaSeis meses depois de inaugurar sua primeira fbrica na Amrica do Sul, em Campo Largo (PR), a SIG Combibloc anunciou um inves-timento adicional de 70 milhes de reais na unidade, antecipando aportes inicialmente pla-nejados para a segunda metade de 2012. Segun-do Ricardo Rodriguez, diretor presidente da empresa para a Amrica do Sul, a SIG dever crescer mais de 50% em 2011, da a necessidade de acelerar a implantao da segunda fase do projeto da fbrica. A capacidade de produo ser de 3 bilhes de embalagens por ano.

    Fbrica da SIG Combibloc: novo aporte de R$ 70 milhes

  • Janeiro 2012 | 9

    CODIFICAO

    Cdigo que barraDesenvolvido pela Associao Paulista de Super-mercados (Apas) em parceria com a Toledo do Brasil, um novo modelo de cdigo de barras pode-r impedir, j a partir de 2012, a venda de alimentos fracionados ou oferecidos a granel com datas de validade vencidas. A tecnologia permitir inserir automaticamente nos cdigos informaes de lote e vencimento dos produtos. Hoje, o controle das mercadorias manual, lembra o presidente da Apas, Joo Galassi.

    Alm de ajudar os supermercadistas nos pra-zos de validade, o novo sistema facilitar o contro-le de vendas. O sistema mostrar quantos itens foram vendidos de cada lote. Os estabelecimentos sabero o que est dentro da loja, mesmo que o consumidor tenha pegado o produto e deixado em outra prateleira, explicou Galassi. Um projeto- piloto foi implantado no Atacado Roldo, para ajustar etiquetas e cdigos-padro para a ope-rao. A expectativa de que at 30 de janeiro de 2012 a ferramenta j esteja disponvel para os associados da Apas.

    NMEROS

    5,9 milhes de toneladasTotalizou a produo fsica de plsticos transformados em 2011, de acordo com a Associao Brasileira da Indstria do Plstico (Abiplast). O ndice representa queda de 1,5% em comparao com 2010. Embora a demanda interna tenha evoludo (salto de 48 bilhes para 52 bilhes de toneladas), o aumento foi suprido pelas importaes, que cresceram 20% no perodo.

    30%Deve ser o aumento da apreenso, no Brasil, dos produtos falsos e contrabandeados de 2010 para 2011. A previso do Ministrio da Justia era de reter o equivalente a R$ 1,7 bilho em pirataria no ano passado, graas ao maior rigor na fiscalizao. Em 2010, o ndice foi de R$ 1,27 bilho.

    4,7%Cresceu a produo de embalagens de vidro na Europa no primeiro semestre de 2011, totalizando 10,6 milhes de toneladas. O resultado, divulgado pela Federao Europeia de Recipientes de Vidro (Feve), significa um incremento de 400 000 toneladas em relao ao desempenho do primeiro semestre de 2010.

    GENTE

    Movimentao na Avery DennisonDona da tradicional marca Fasson de materiais autoadesi-vos, a Avery Dennison anunciou mudanas em seu quadro de lderes. O colombiano Jorge Luis Orejuela (foto), que desde 2002 ocupava a gerncia geral da rea de materiais para rtulos e embalagens da empresa no Brasil, assumiu em dezembro ltimo o posto de gerente geral da mesma diviso para SSSA (Spanish-Speaking South America) regio que engloba os pases sul-americanos de lngua espanhola: Argentina, Chile, Colmbia e Regio Andina. Com a mudana, o executivo ficar baseado em Buenos Aires. As funes que Orejuela exercia no Brasil sero assumidas por Ronaldo Mello, vice-presidente do mesmo brao de negcios para a Amrica do Sul.

    pApEL CARTO

    Fuso canceladaAs fabricantes de papel carto Ibema Cia. Brasileira de Papel, do Paran, e Papirus Indstria de Papel S/A, de So Paulo, anunciaram no final de dezem-bro o encerramento do proces-so que tinha como objetivo a fuso das duas empresas.

    De acordo com nota divul-gada ao mercado, acionistas e executivos das duas compa-nhias acreditam nos benefcios e na importncia da consoli-dao, questes que ficaram ainda mais evidentes durante o processo da due diligence, entretanto, a atual conjuntura do mercado de capitais torna inoportuna as condies para entrada de um acionista inves-tidor, portanto, comprome-tendo o contexto econmico financeiro do projeto.

    As duas companhias con-tinuaro atuando no mercado de papel carto de forma inde-pendente.

  • 10 | Janeiro 2012

    EM focoO QUE VAI pELA CABEA DO CONSUMIDOR

    Assista aos depoimentos na ntegra em emb.bz/149emfoco

    A LEI FOI SANCIONADA em de- zembro de 2010, porm, s entrou em vigor dois meses depois. A partir de 26 de fevereiro ltimo, todos os produtos com mais de 1% de ingredien-tes geneticamente modificados em sua composi-o foram obrigados a exibir em suas embalagens um selo triangular com um T e um fundo amare-lo, como aviso aos consumidores sobre a presena de ingredientes geneticamente modificados. A nova rotulagem substitui a anterior, de 2001, que

    determinava apenas a identificao de produtos para consumo humano que tivessem mais de 4% de transgnicos em sua composio. A antiga norma no determinava o uso de nenhum tipo de selo na embalagem, porm na listagem dos ingre-dientes era preciso que os ingredientes transgni-cos fossem listados. Para saber se o consumidor conhece e reconhece o selo, EmbalagemMarca foi at um supermercado paulistano conversar com os consumidores.

    Selo de alimentos transgnicosser que o consumidor reconhece o selo presente nas embalagens?

    Acho que temos pouca informao a respeito do que so os transgnicos. Por enquanto, as informaes que temos no so as melhores

    maria Virgnia Franco Da silva

    No tinha visto no. uma coisa que pesa na avaliao final

    sandra rossi

    J vi, mas no sei o que significa. Na verdade eu no sei direito o que so os transgnicos. Vou pela marca e pelo preo. Doritos eu sempre compro, mas no tinha reparado nesse T

    roseli pinto

    a primeira vez que estou vendo! (Por conta de) todas as reportagens que j ouvimos sobre os transgnicos eu confesso que pararia de fazer a compra

    Fabiano Botelho

    Nem sempre que a gente pega o produto a gente observa a embalagem inteira. Em alguns produtos que me interessam eu procuro saber o que os compem, na embalagem

    mrcia salgado

    Eu compro sempre isso para os meus netos mas no sei o que quer dizer esse T aqui

    erami Gonalves martins

  • 12 | Janeiro 2012

    marketinG

    po e mdiasaco de papel para pozinho agora tambm utilizado como veculo de publicidade

    DEpOIS DAS SACOLAS plsticas e das caixas de pizza, agora a vez do saco de pozinho francs ser utilizado como veculo para a publicidade de terceiros ou seja, de produtos e servios diversos, muitas vezes sem relao com a atividade do estabelecimento de origem. Fabricantes de alimentos e bebi-das, redes de varejo, empreendimentos imo-bilirios, academias, seguradoras e at oficinas automotivas tm utilizado a ferramenta.

    At dezembro ltimo, quando completou um ano de atividades no Pas, a espanhola Publipan, especializada em mdia alternativa, j havia desenvolvido 170 edies de sacos de po com anncios. A propaganda feita por meio dessa embalagem extremamente impactante, defende Paulo Fidalgo, diretor geral da empresa para o Brasil. Segundo o executivo, uma mensagem inserida num saco de po atinge, em mdia, quatro pessoas o cliente da padaria e mais trs convivas.

    SACoS

    RA Embalagens(17) 2137-0474www.raembalagens.com.br

    PaPEL

    Irani(11) 5502-4101www.irani.com.br

    SACoS

    Grfica Santa Clara(61) 3376- 7676www.graficasantaclara.com.br

    MdIA

    EcoMdia(11) 5049-3162www.sacodepao.com.br

    MdIA

    Publipan(11) 2614-7090www.publipan.net

    Atuando sob o sistema de franquia, a Publipan j consegue atender clientes em 22 estados brasileiros. Cada ao tem tiragem de 30 000 exemplares. Os sacos, feitos de papel kraft por grficas parceiras no identificadas, podem ser impressos em at quatro cores por flexografia.

    Servio semelhante oferecido pela Eco-Mdia. A empresa recebe artes das agncias

    de design ou de publicidade dos anunciantes, intermedeia a produo dos sacos de po feita pela RA Embalagens ou pela Grfica Santa Clara a partir de papel kraft da Irani, passvel de impresso flexogrfica em at seis cores e depois os distribui gratuitamente a padarias parceiras em praas de interesse do cliente.

    Para averiguar a eficcia das aes publici-trias, a EcoMdia utiliza consumidores-fan-tasma para conferir se as embalagens esto sendo bem manejadas e notadas nas padarias. Observamos se a clientela est olhando a publicidade, se est comentando sobre a ao ou sobre o anunciante, explica Arthur Trejger, diretor comercial da empresa.

    Desde o incio das operaes, com aes da Vivo, em Braslia, e da Unimed, em Manaus, a EcoMdia j coleciona vinte cases. Alm dos sacos de po, a empresa trabalha com anncios de papel carto para o revesti-mento de cabides de lavanderias e lojas. As embalagens de padaria, contudo, atingem um nmero muito maior de consumidores, relata Trejger.

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    Sacos de po com propagandas, da EcoMdia: Clientes grados como Vivo, Nutella e Unimed.

    Embalagens da Publipan: Empresa espanhola est

    presente em 22 estados e oferece sacos com anncios

    nicos e mltiplos

  • 14 | Janeiro 2012

    especiaL: vinhos

    Sutilezas decisivas

    Assim como h vinhos para todos os paladares, existem embalagens

    para todos os posicionamentos. Fazer a escolha certa, nos dois

    casos, o fator determinante para evitar dores de cabea

    NO MUNDO DOS negcios talvez no haja categoria de produto de consumo em que os desafios sejam to prementes quanto os que se apresentam aos agentes da rea vincola. A aparncia dos produtos, no segmento, tem a grave propriedade de nivelar enganosamente quase tudo. So necessrios muito trabalho, muita competncia e muita criatividade para conseguir diferenciar uma garrafa de vinho ven-dida a 15 reais de outra que custa dez vezes mais.

    Deixados de lado aspectos como a qua-lidade do vinho, o renome das marcas e as diferenas de investimentos em marketing, a disputa pela preferncia do consumidor tem parcos instrumentos disponveis: os formatos das garrafas e os padres dos rtulos so repe-titivos, e h poucas alternativas de fechamento. No entanto, cada um desses aspectos dispe de incontveis pequenos diferenciais que podem ser decisivos para a escolha mesa ou no ponto de venda.

    Manejar essas sutilezas requer cautela. preciso ter cuidado para no destruir o valor do produto, pois um vinho clssico no pode usar embalagem que no seja clssica, lem-brou Angelo Faravelli, scio da agncia de design Advance Brand Appeal, localizada nas proximidades de Milo, na Itlia, durante o SIMEI Salo Internacional de Mquinas para Enologia e Engarrafamento, ocorrido no final de novembro passado, naquela cidade (ver qua-dro na pgina ao lado). Sair da banalidade no significa buscar uma exploso de criatividade, mas sim algo que funcione.

    Criar embalagens que traduzam o valor do contedo e convenam disso o consumidor pode ser o segredo do sucesso, sobretudo num pas em que a cultura enolgica incipiente, como o Brasil. As oportunidades, assim como os desafios, so grandes. Estima-se existirem por aqui mais de 30 000 rtulos (nacionais e importados), mas o consumo ainda gira em torno de 2 litros per capita/ano (ante 60 litros na Frana).

    Meros detalhes so capazes de separar vinhos de grande volume daqueles classifica-dos como premium. So pormenores, tambm, que colocam os vinhos superpremium num universo quase parte, que guarda similarida-des com referenciais de sofisticao como os de perfumes e spirits.

    Num panorama de tantas sutilezas, pode- se concluir que existe ainda muito terreno para a diferenciao num universo em que predomi-nam as embalagens comuns. O que efetiva-mente faz diferena so as sutilezas.

    POR MARCOS PALhARES, DE MILO

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  • Janeiro 2012 | 15

    Marcas de grande giro e altos volumes so, em geral, atendidas pelas linhas standard de vidrarias como Owens-Illi-nois e Verallia. Os avanos, nesses casos, ficam por conta do aliviamento de peso. Acontece que, para produtos posiciona-dos um degrau acima, utilizar a mesma garrafa da base da pirmide passou a ser desgastante em termos de imagem.

    Para atender marcas que requeriam atributos adicionais, essas vidrarias introduziram em seus portflios linhas mais sofisticadas, como a Selective Line, da Verallia (ver EmbalagemMarca n 142, junho de 2011), que mira no mercado de bebidas quentes, mas busca sedu-zir tambm as vincolas com formatos diferenciados e alternativas de cores, como o Extra Black, e de decorao, com fosqueamentos, pinturas e serigrafias. Enxerga-se tambm, nessa iniciativa, uma forma de defender terreno per-dido para fornecedores como a fran-cesa Saverglass, que nos ltimos anos avanou com suas garrafas em diversos mercados de bebidas (tendo, hoje, pre-sena significativa inclusive entre cacha-as brasileiras sofisticadas), com apelos como maior transparncia e paredes mais regulares do que as encontradas em produtos standard.

    Nessas garrafas voltadas a bebidas de prestgio, ou de luxo acessvel, o peso tambm tem papel importan-te, mas na linha inversa. Bases mais espessas, em recipientes mais pesados,

    Garrafas da Selective Line, da Verallia, podem incorporar cores diferenciadas e recursos de acabamento, como o visual fosqueado

    Garrafas mais pesadas e

    com bases mais espessas,

    como as da Saverglass,

    ajudam a transmitir

    sofisticao

    Rumo firme em meio turbulnciaDe 22 a 26 de novembro ltimo, Milo abrigou aquele que, muito provavelmente, o principal evento no mun-do dedicado indstria do vinho: o 24 SIMEI Salo In-ternacional de Mquinas para Enologia e Engarrafamento. O momento no era dos melhores. Poucos dias antes, o premier italiano, Silvio Berlusconi, anunciara sua sada do governo. A crise do euro comeava a entrar numa espiral crescente, cujo fim ainda se desconhece.Dizer que o cenrio incerto no afetou o nimo dos 716 expositores e dos cerca de 48 000 visitantes contados pelos organizadores seria imprudente. O sentimento de quem l esteve, porm, foi de que a cadeia produtiva de vinhos (bem como a de azeites, vinagres e bebidas em geral, representadas em menor escala) respira ares saudveis.Na rea dedicada ao universo das embalagens, escopo desta publicao (os pavilhes mostravam tambm solu-es de plantio, cultivo e processamento), o que se viu foi um slido leque de ofertas para atender vincolas focadas em qualquer segmento de mercado, do mais popular ao mais sofisticado, como mostra a reportagem ao lado.

    Leque completoUm sistema completo voltado para linhas de garrafas de vidro, composto de lavadora (Jetclean G), enchedora (Gravifill G) e fechadora (Quasar R, para rolhas, ou Euro VA, para tampas de rosca). Com esse leque de ofertas, a Kosme, integrante do Grupo Krones com solues voltadas a empresa de pequenas e mdias produes, atende indstrias como a de vinhos calmos e espumantes. Uma caracterstica inte-ressante da enchedora a movimen-tao vertical das garrafas, feita num compartimento fechado na coluna central que protege os componentes da mquina de resduos de vidro ou lquidos existentes no processo.

    DESTAQUE NO SIMEI

    empurram sensorialmente o produto rumo ao mundo do alto luxo estratgia h dcadas bem-sucedida na rea dos perfumes.

    A diferena entre esse universo e o do glamour absoluto est nos volumes, pouco atraentes para as vidrarias de musculatura muito desenvolvida. E esse o nicho atendido por empresas menores, como as italianas Velvet Glass e Valery Glass, especialistas em tiragens que partem de 20 000 peas, e foca-das na altssima transparncia fatores que as colocam como fortes players nos mercados gourmet de azeites e vinagres balsmicos, mas que as credenciam a atender vinhos em edies limitadas, normalmente trabalhados como aes de reforo de marca.

    DO ALTO GIRO AO ALTO LUxO, GARRAFAS DE VIDRO

  • 16 | Janeiro 2012

    DESTAQUE NO SIMEI

    Escolher como fechar a embalagem tal-vez seja uma das decises mais difceis para as vincolas. prudente fugir da tradicional rolha de cortia? Os consu-midores esto preparados para associar rolhas sintticas, ou mesmo tampas de rosca (as chamadas Stelvin closures, ou screw caps), a vinhos de qualidade? Tomando-se pelo nmero de empre-sas que hoje ofertam tais fechamentos alternativos, esse o caminho trilhado pelo mercado de grandes volumes e vinhos jovens e brancos.

    Tais sistemas prometem resolver alguns problemas potenciais da rolha de cortia que podem ameaar a inte-gridade do vinho. O principal deles o gosto de rolha, causado pela presena de fungos que provocam o TCA (triclo-roansol). As barreiras a superar, porm, extrapolam os aspectos tcnicos. O cal-canhar de Aquiles de quem pretende ocupar o espao da cortia a tradio.

    Contra o argumento de que a rolha natural permite que o vinho respire e amadurea na garrafa, os defensores do contratipo sinttico injetado em

    Alinhamento de marca

    para todos os gostos

    Garantir que o consumidor tenha uma boa visibilidade da marca inclusive durante o momento da abertura da garrafa de vinhos espumantes. Este o conceito por trs do desenvolvi-mento da Prisma 16+16+16 2C+S, da italiana Nortan. Trata-se de um equipamento que, com o uso de cmeras, posiciona a

    gaiola e a cpsula de forma que uma pessoa (destra), ao abrir a embalagem, mantenha o rtulo frontal sempre virado para si. Com o uso de fotoclu-las, a mquina assegura que os vincos da cpsula no prejudiquem a leitura da marca. A Prisma trabalha com velocidade nominal de at 12 000 garrafas por hora.

    Especialista em sistemas de fechamento com presena no mercado brasileiro, a italiana Arol se destaca pela flexibili-dade. A empresa possui um portflio capaz de atender viti-vinicultores adeptos das tampas de rosca (com os modelos Euro e Eagle) e rolhas de cortia ou sintticas (modelos Gemini, Saturno e Quasar), com produes que partem de escalas quase artesanais at lotes industriais.

    material inerte, um elastmero termo-plstico (TPE) insistem que a tecno-logia existente permite a incorporao de membranas que controlam o fluxo de oxignio, inclusive com a possibili-dade de desenvolvimentos de graus de permeabilidade especficos para cada vinho.

    Romper com a tradio tarefa ainda mais rdua para os fabricantes de tampas de rosca que tambm dispo-nibilizam alternativas que controlam a passagem de oxignio , por ainda eli-minarem o ritual de abertura da garrafa com saca-rolhas. No toa, esse tipo de fechamento cresce mais em mercados novos e pouco afeitos ao tradicionalis-mo, como o australiano e o americano.

    A ponta de cima do mercado, con-tudo, parece no estar disposta a aban-donar a rolha de cortia, e conta com os desenvolvimentos dos grandes fornece-dores do setor, como a portuguesa Cor-ticeira Amorim, capazes de, mediante tratamentos especficos, garantir lotes 100% livres de TCA custo extra que faz sentido para produtos de maior valor.

    DESTAQUE NO SIMEI

    CONTRA ARGUMENTOS, A TRADIO

    . . . sobre as rolhas de cortia, que tm na tradio uma forte aliada

    Aplicao da gaiola e da cpsula sempre posicionadas com o rtulo frontal

    Rolhas sintticas apostam na eliminao do TCa como diferencial . . .

    . . . e, assim como as tampas de rosca, tentam ganhar espao . . .

  • NA DECORAO, CRESCE USO DO AUTOADESIVO

    Encarregada de dar o toque final embalagem, a decorao de garrafas de vinho, em todo o mundo, divide-se, basicamente, entre os rtulos de papel com cola (magazine) e os autoadesi-vos cabendo a sistemas alternativos, como serigrafia, rtulos termoencolh-veis e recursos especiais, como o uso de placas de estanho, algumas pontas do mercado.

    Apesar de a lgica indicar que vinhos mais sofisticados apostariam na melhor apresentao e no processo mais limpo proporcionados pelos auto-adesivos, cabendo aos produtos menos nobres por questo de custo a via do papel com cola, ambos os sistemas dividem as gndolas em todos os pata-mares de preo e qualidade.

    A exposio a ambientes midos (adegas, geladeiras ou baldes de gelo), outro ponto que poderia fazer a balan-a pender para o lado do autoadesivo (especialmente os com substratos fl-micos ou papis tratados para resistir umidade), curiosamente tambm no parece ser um fator determinante de deciso dos vitivinicultores.

    O fato de no haver um padro que permita associar ao tipo de decorao

    alguma caracterstica mercadolgica, contudo, no esconde o slido e cada vez mais acelerado avano dos autoa-desivos verificado globalmente. Avano que deve ser impulsionado nos prxi-mos anos pelo crescimento da impres-so digital, capaz de viabilizar tiragens menores e at numeradas, frequentes no mercado de vinhos.

    para mdios e pequenosA fabricante italiana de rotuladoras PE Labellers, que em novembro anunciou acordo para transferncia de tecnologia da tambm italiana Acma/Ocea Labelling Machines (de quem adquiriu a marca e a pro-priedade intelectual das mquinas OCEA), introduziu novo equipamen-to voltado para linhas produtivas com pequenas e mdias velocidades (h tambm uma verso mais rpida, com velocidade nominal de at 72 000 garrafas por hora). Batizada de Modular Plus, a rotuladora servoacionada e altamente flexvel, podendo aplicar rtulos com cola quente ou fria e autoadesivos. O foco da mquina so os mercados de vinhos e azeites.

    DESTAQUE NO SIMEI

    Rtulos autoadesivos coletados durante o SIMEI

  • 18 | Janeiro 2012

    especiaL: vinhos

    A embalagem leva a mensagemcom tradio na produo de vinhos, itlia constri imagem favorvel que a ajuda a ser a maior exportadora mundial da bebida. nas palavras de Lucio mastroberardino, presidente da uiv unione italiana vini, a embalagem tem papel importante na manuteno dessa vantagem competitiva

    A BOA REpUTAO de que a Itlia desfruta na produo de vinhos se deve, em grande parte, ao desenvolvimento tecnolgi-co do setor vitivinicultor alcanado durante o pujante Imprio Romano (44 aC a 476 aD). Bero da primeira denominao de origem protegida para vinhos, instituda em 1716, na regio de Chianti, o pas (que, na verdade, surgiria como nao apenas no sculo seguin-te, com a unificao das regies da Pennsula Itlica) disputa com a Frana a liderana glo-bal na produo da bebida, da qual hoje o maior exportador mundial.

    Nesta entrevista exclusiva Lucio Mastro-berardino, presidente da Unione Italiana Vini (UIV), a confederao italiana de vitivinicul-tores, fala sobre como a embalagem ajuda a reforar essa boa imagem, que sinnimo de agregao de valor no mercado de vinhos.

    Os vinhos italianos esto muito associa-dos a conceitos como tradio e qualidade, o que lhes d uma grande vantagem em outros pases. Isso tem apelo tambm entre os jovens ou h riscos de que o vinho italiano no consiga reju-venescer o seu pblico, e possa perder espao para produtos mais contemporneos, como os vinhos americanos?

    Sem dvida, a Itlia sin-nimo de tradio e qualida-de em termos de vinhos. Em nosso pas, as condies so muito favorveis. Nossa fama nessa indstria vem desde o tempo dos romanos. A rela-o ancestral com o vinho naturalmente criou essa imagem. Acredito que 90% das pessoas no mundo, quando pensam na Itlia, lembram de vinho. O vinho , definitivamente, a iden-

    tidade do pas. No toa, somos os maiores exportadores de vinho.

    A vinculao de tradio com qualidade, contudo, ocorre mais fortemente em alguns mercados, como o americano, onde tradio vista como parte da qualidade, especialmente entre os consumidores mais maduros. As geraes mais novas so mais impactadas por experincias, e portanto menos suscetveis a fazer a correspondncia entre tradio e qua-

    lidade. Elas tm outro referencial para avaliar qualidade. Mesmo assim, quando chegam Itlia, as pessoas respiram esse ambiente, essa sensao de que somos a terra do vinho, e isso certamente d Itlia uma vantagem competitiva sustentada.

    E em que sentido o senhor acredita que a embalagem seja importante para ajudar a reforar essa imagem...

    (Interrompendo) Bem, a embalagem leva a mensagem. A boa embalagem diz ao consu-midor o que ele pode esperar do produto, a principal forma de dizer o que ele encontrar dentro da garrafa. Mas a embalagem deve ser coerente com o posicionamento da marca. Pode ser mais moderna, mais conservadora, mas a apresentao, desde o rtulo, precisa dar indicaes claras sobre o contedo.

    H quem diga que no caso dos vinhos, ao menos entre as marcas mais estabelecidas,

    a embalagem secundria, pois o consumidor compra o contedo, que definido por outros fatores, como a uva, a safra, a regio, a casa vin-cola. O senhor concorda com isso?

    Isso verdade, em parte. Para no mencionar um vinho italia-no, falemos do (francs) Roma-ne Conti. As pessoas desejam o vinho. Mas todo mundo sabe...

    Aquela garrafa, aquele rtulo branco... o Romane Conti. Isso marca. Estamos falando de um cone da indstria global de vinhos. Poderamos discutir

    at que ponto a embalagem aju-dou a estabelecer a marca, mas o

    fato que ela hoje parte da marca. Para vinhos sem essa bagagem, sem esses referenciais, a embalagem um

  • ponto crucial. Coloquemos de outra forma: o vinho um quebra-cabeas, e cada um de seus elementos uma pea. Assim, a embala-gem uma parte, mas h outras.

    As embalagens de alguns vinhos, como os californianos e os australianos, tm uma lin-guagem visual muito caracterstica. O senhor diria que h algum elemento nas embalagens que identifique, em essncia, o vinho italiano?

    Eu diria que o que caracteriza de imediato os nossos vinhos o destaque para a palavra Itlia, que j faz parte da embalagem. Se olharmos pelo mundo, veremos que os pases produtores de vinho possuem uma regio onde a vitivinicultura mais forte, os vinhos de apelao. Quando falamos na Itlia, isso um pouco diferente. Nenhum outro pas tem uma variedade to grande de apelaes. Mesmo a Frana, muito conhecida interna-cionalmente por seus vinhos, tem menos diversidade. Isso nos d condies de satis-fazer todos os tipos de consumidor, todos os paladares, todas as ocasies de consumo. Por

    outro lado, dificulta a criao de uma cara nica, e o que cria certa singularidade a nacionalidade, um atributo importante para as nossas marcas.

    Observa-se, hoje, uma crescente oferta de embalagens sofisticadas para vinhos. O apuro visual aproxima-se do que se v no mercado de perfumes, onde a embalagem tem parcela de responsabilidade pela adio de valor. O senhor enxerga uma tendncia semelhante ocorrendo no mercado de vinhos?

    Eu no diria que por esse caminho que o mercado de vinhos est enveredando. claro que h espao para iniciativas nessa linha, em nichos especficos, em aes de valori-zao de marca. Se esto vendendo essas embalagens, porque algum as est usando. Porm, a maior parte do mercado est em embalagens mais comuns, por assim dizer. Claro que o cuidado visual existe, pois isso um requisito do mercado. Essas embalagens ultrassofisticadas fazem parte do contexto, mas em nichos especficos.

    Nmeros do vinho na Itlia

    Produo: 42,3 milhes de hec-tolitros (a segunda maior no mun-do, atrs da Frana, que estimada em 49 milhes de hectolitros)

    Faturamento: 13 bilhes de euros

    Maior exportador global de vinhos (4,2 bilhes de euros)

    1,2 milho de empregos

    700 000 hectares dedicados viticultura

    400 000 vincolas

    Patrocnio Ouro:

    Ao definir-se como embalagens primrias potes, garrafas e frascos, entre outras variedades acondicionadas em caixas e estojos de papel carto, estes caem automaticamente na categoria das secundrias. Mas no assim que o consumidor enxerga as embalagens de papel carto.

    Para o potencial comprador que est no ponto de venda, a embalagem de papel carto , na maioria dos produtos expostos, a primeira coisa que ele v.

    A inigualvel propriedade do material permite aceitar infinitas possibilidades de formatos, impresso e acabamentos requintados. O visual das embalagens de papel carto representa a mais eficaz ferramenta para atrair a ateno do consumidor e influir em sua deciso de compra.

    NOVA DATA:

    18 de Abril de 2012

    Local:

    Centro Brasileiro Britnico

    Rua Ferreira de Arajo, 741

    So Paulo, SP

    Veja o programa e faa sua inscrio pelo site: www.ciclodeconhecimento.com.br

    Siga-nos tambm pelo Twitter: @CicloEM

    VAGAS

    LIMITADAS!PapelEmbalagens

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    Carto

  • 20 | Janeiro 2012

    especiaL: vinhos

    Quebra de tradio, em respeito a elaBag-in-box encontra espao num mercado em que abrir garrafas de vinho um ritual, para atender consumo fracionado

    OS MAIS tradicionalistas j tor-cem o nariz quando a rolha que fecha a garrafa de vinho sinttica. O que dizer quando nem garrafa h? Alter-nativa pouco ortodoxa para bebidas alcolicas, o bag-in-box (bolsa flexvel inserida numa embalagem secundria, normalmente de material celulsico), ou simplesmente BIB, vem ganhando adeptos no mercado de vinhos justa-mente por causa de uma outra tradio, que a de apreciar uma ou duas taas da bebida durante as refeies. Nessa situao de consumo, a embalagem

    aparece como opo para quem a quan-tidade contida em garrafas exagerada.

    Os avanos do BIB no mercado de vinhos ancoram-se em trs vanta-gens, brandidas pelos defensores do sistema, sobre a garrafa de vidro. Tais benefcios foram o mote nos estandes voltados para essa embalagem visita-dos pela reportagem de Embalagem-Marca durante o Simei Salo Inter-nacional de Mquinas para Enologia e Engarrafamento, realizado entre 22 e 26 de novembro ltimo, em Milo (ver pgina 14).

    Forma para melhorar imagem

    Preocupados em desvincular o bag-in-box da casta menos nobre de vinhos, os fornecedores dessa indstria capricham nas apresen-taes. Vernizes, hot stamping e grafismos mais atraentes so, hoje, lugar-comum. O que surge como tendncia, ento, so alternativas de fomato, como o Bag-in-Tube (bolsa flexvel inserida numa embalagem tubular multifoliada), tambm disponvel no balco da Smurfit Kappa.

    Praticidade e custos menores so os argumentos

    para continuar crescendo no mercado de vinhos

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  • Janeiro 2012 | 21

    Rota invertida

    Se o caminho natural para o bag-in-box parece ser o de substituir a garrafa em algumas situaes, h quem pense o in-verso. Duas empresas italianas esto comercializando vending machines com o objetivo de permitir que o consumidor encha suas garrafas no ponto de venda. A Peldi, da Prometea, abastecida com embalagens bag-in-box. A Vinomatic, da Daltio, tambm trabalha com barris semelhantes aos utiliza-dos em chopeiras.

    Monodose com dupla funo

    Seguindo a mxima de que beber uma taa de vinho por dia um hbito saudvel, no h mais desculpas para negligenciar a sade. Das pranchetas da italiana FAB Bere Facile saiu um conceito no mnimo inusitado. Uma embalagem de vidro mono-dose que, quando tampada, uma garrafa, e depois de aberta se transforma numa taa, com o simples encaixe da tampa, feita de polietileno de alta densidade, na outra extremidade. O conceito foi premiado no Salo Interna-cional de Invenes, realiza-do em Genebra, em 2010.

    DaLTio

    www.daltio.com+ 39 0438 470853

    PRoMETEA

    www.peldi.it+ 39 039 6060790

    FaB BERE FaCiLE

    www.be-re.it+ 39 348 4425813

    Levante a aba picotada e retire a parte circular

    Puxe a torneira e feche novamente a aba

    Sirva levantando pelas laterais

    Tampa acoplada vira base para taa

    Rasgue o lacre

    Conservao do produto o pri-meiro atributo destacado. Depois de aberto, o vinho continua em condies de consumo por at dois meses, graas ao de vlvulas incorporadas para dispensar o lquido. Esses dispositi-vos impedem o contato do vinho com o ambiente, evitando a sua oxidao. Ao lado da ergonomia, a funciona-lidade at hoje comandou os desen-volvimentos nessa seara. Uma nova gerao de vlvulas, contudo, promete ir alm. A Smurfit Kappa, referncia mundial nesse mercado com a linha Vitop, declarou ter um prottipo de vlvula capaz de indicar a temperatura do contedo da embalagem e mos-trar a quantidade consumida fatores que podem evitar grandes desconfortos para bebedores de vinho.

    A segunda vantagem anunciada a convenincia uma decorrncia natural da anterior. Alm das vlvulas que facilitam o consumo e dispensam o uso de acessrios para abertura (ver esquema abaixo), os BIBs podem incor-porar alas que tornam o manuseio mais tranquilo. Trata-se de um adicio-nal necessrio, dados os volumes acon-dicionados nesse tipo de embalagem (o padro mais comum para o BIB no mercado de vinhos 3 litros).

    Finalmente, alega-se que o custo chega a ser at 30% inferior ao da alternativa de vidro necessria para acondicionar a mesma quantidade de bebida, conta feita com o padro de 3 litros o equivalente a quatro garrafas.

    NO BRASIL, os nmeros indicam crescimento forte do BIB no mercado de vinhos (ver EmbalagemMarca n 138, fevereiro de 2011). Mas algumas ressalvas devem ser feitas. A base, ainda pequena (cerca de 1% da produo nacional), ajuda a turbinar os ndices. Alm disso, h que se questionar se, no Brasil, o consumo de vinho tem potencial para se popularizar em refeies fora do lar,

    vindo mesa em quartinos (ou pichets, como preferem os franceses).

    De qualquer forma, pode-se prever que o nmero de marcas nacionais de vinhos acondicionadas em BIBs cres-a nos prximos meses. O consumo no Brasil poder chegar aos nveis da Austrlia, onde se estima que cerca de metade da produo de vinho este-ja nesse tipo de bolsa flexvel? Tudo depende de como nossos produtores trabalharo para convencer o brasilei-ro a beber mais vinho.

    Smurfit Kappawww.baginbox.it+ 39 0131 241601

    Verso atual da vlvula Vitop, cuja nova gerao medir temperatura e contedo

    Abertura sem acessrios

  • 22 | Janeiro 2012

    caLados

    Reviso com carinhomodernizao de embalagens embala as vendas de calados para bebs

    pODE A EMBALAGEM fazer diferena nas vendas de calados? No caso dos calados para bebs, muitas vezes comprados por impulso pelos pais, pode. Exemplo dado pela Pim-polho. A empresa capixaba, que h quase cinquenta anos atua no merca-do de sapatinhos para recm-nascidos, afirma que as vendas aumentaram e que sua imagem melhorou aps a reformu-lao das caixas de seus produtos. Per-cebemos, numa pesquisa feita em 2010, que nossas embalagens no eram muito bem vistas, diz Layene Tralon, analis-ta de marketing da Pimpolho. Numa nova pesquisa, feita aps as mudanas, a avaliao foi muito melhor.

    O projeto partiu de uma anlise rigorosa da produo, da distribuio e da exposio dos produtos nos pontos

    de venda. Uma das primeiras cons-tataes foi de que as caixas de papel carto utilizadas eram superdimensio-nadas, desperdiando material, conta a designer Lgia Dembinski, da Matriz Escritrio de Desenho. A adoo de cai-xas menores gerou redues de custo e maior aproveitamento no transporte e na armazenagem.

    Como resultado do projeto de rede-sign, a Pimpolho passou a utilizar dois modelos de blisters um com cartela cartonada acoplada e outro do tipo concha (clamshell) para as vendas dos sapatinhos menores. A vantagem dessas embalagens a possibilidade de exposio dos calados em gancheiras, com grande visibilidade. O blister faz todo sentido para a venda de calados para bebs de at um ano de idade,

    pois a compra feita sem que a criana prove o sapatinho, afirma a designer.

    hOUVE TAMBM mudanas grfi-cas nas embalagens. O logotipo e a mas-cote da Pimpolho, um ursinho, foram atualizados. Foi tambm estabelecido um cdigo visual para dividir a linha de produtos em trs grupos, relacionados s fases dos bebs. As cores variam de tons pastel para tons vivos conforme os tamanhos dos calados aumentam.

    Segundo Layene, a distino por cores tornou os produtos mais cha-mativos no ponto de venda e tambm facilitou a vida do lojista. O estoque pode ficar organizado nitidamente por tamanhos de calados, agilizando o atendimento aos clientes, conclui a executiva da Pimpolho.

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    Ao garantir exposio diferenciada nas lojas, novas apresentaes

    fizeram vendas da Pimpolho crescer 25%

  • Versatilidade vantajosa

    Rede de calados femininos com quatro lojas em So Paulo, a ShoeShop adotou uma embalagem prtica, econmica, mais sustentvel e que valoriza seu modelo de vendas. Trata-se de uma caixa de papelo ondulado capaz de desempenhar o papel de sacola, dispensando o uso de outra embalagem para o transporte do sapato adquirido.

    O diferencial da embalagem a presena, em seu cos-tado, de duas pequenas linguetas com furos, que funcionam como ilhoses. Quando a consumidora efetua a compra de um calado, uma fita de cetim amarrada aos orifcios, criando uma ala. A mesma caixa que vem do estoque utilizada para transportar o produto, resume Luiz Francisco Salles Pinto, scio da ShoeShop e idealizador da embalagem.

    O custo do recurso compensado por descontos dos fornecedores, que despacham os calados soltos, sem caixas, para as lojas da rede. Com a eliminao do uso de sacolas, Salles Pinto prev uma economia de cerca de 20 000 reais em dois anos. Outro ganho, incomensurvel, decorre do atendi-mento especial. Brincamos com a consumidora, deixando-a escolher como carregar o produto: na mo, a tiracolo ou na transversal, conta Salles Pinto. Por ser bonita e diferente, a embalagem tambm tima para presentear.

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    Para a ShoeShop, adoo de caixa

    com ala acoplvel rendeu economia, com eliminao de sacolas, e apelo de

    presente

  • entrevista

    OS MODERNOS compndios de negcios dizem que marcas so os ativos mais preciosos que as empresas podem ter e sucessivos estudos confirmam a teoria, apontando como muitas insg-nias valem mais do que todo o patrim-nio tangvel de suas donas. preciso, portanto, proteg-las. Para a advoga-da especializada em marcas Deborah Portilho, proprietria da D.Portilho Consultoria, Auditoria e Treinamento em Propriedade Intelectual e tambm professora de Propriedade Industrial do Curso de Ps-Graduao em Direito Corporativo (LL.M Legal Law Master) do IBMEC/RJ, essa preocupao tem crescido no mercado brasileiro. Mas h um longo caminho a percorrer, ela avalia, ressaltando que o assunto ainda objeto de dvidas e de interpreta-es equivocadas. A perita as aborda na seguinte entrevista.

    As empresas brasileiras conhecem satisfatoriamente o funcionamen-to dos mecanismos de propriedade industrial?Ainda no, principalmente micro e pequenas empresas. Acredito que a maioria delas saiba que necessrio registrar suas criaes, mas muitas ainda no sabem onde, nem como faz- lo. No entanto, o conhecimento das empresas em geral com relao pro-teo de marcas, patentes e desenhos industriais tem aumentado bastante nos ltimos anos, principalmente por conta de iniciativas como as do Sebrae (Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas), que tem cons-cientizado os empreendedores para a importncia da proteo desses bens. Mas ainda h um longo caminho a per-correr, pois a maioria das pessoas no sabe sequer a diferena entre marca e patente. . .

    No raro vermos pessoas achando ser possvel patentear uma marca. Seria esse o equvoco mais gritante?Sim, pois frases como patentear uma marca e marca devidamente regis-trada e patenteada demonstram um alto grau de desconhecimento sobre o

    Onde e como blindarPor sua importncia, marcas devem ser protegidas com rigor pelas empresas. A advogada Deborah portilho, da D.Portilho Consultoria e Treinamento em Propriedade Intelectual, explica o que pode ser feito para resguardar esse patrimnio inclusive quando ele se manifesta nas embalagens de produtos

  • Janeiro 2012 | 25

    assunto, at mesmo por parte de advo-gados. De forma simplificada, a patente protege as invenes um novo pro-duto, uma nova tecnologia, um novo mtodo ou processo de fabricao. Por seu turno, a marca protege o sinal dis-tintivo que identifica o produto, seja ele nome, desenho, smbolo, logotipo e/ou qualquer caracterstica distintiva usada para identificar e distinguir de seus concorrentes um produto ou servio. O tempo de durao da proteo desses dois institutos diferente. Enquanto o objeto da patente cai necessariamente em domnio pblico ao final do perodo de vinte anos para patentes de inven-o, e ao final de quinze para paten-tes de modelos de utilidade (invenes com menor grau de inventividade), o registro da marca vigora por dez anos e pode ser prorrogado, indefinidamente, por perodos iguais e sucessivos. Resu-mindo, patentes se aplicam a invenes e no s marcas, que podem ser apenas registradas.

    Para efeito didtico, a senhora pode dar um exemplo relativo ao segmen-to de embalagens?Analisemos a Tetra Pak. Ela pode paten-tear suas invenes: suas embalagens, os aperfeioamentos tecnolgicos, os processos para obteno dos aglomera-dos base de papel, plstico e alumnio, as mquinas, bem como outros itens que fazem parte da produo de suas embalagens. E o que pode ser regis-trado como marca a expresso Tetra Pak, o desenho do tringulo que a acompanha, bem como qualquer outro nome ou smbolo usado pela empresa para identificar seus produtos. Ou seja, a tecnologia e os processos desenvol-vidos pela Tetra Pak e protegidos por patente caem em domnio pblico. A marca Tetra Pak, bem como as outras marcas da empresa, no.

    No caso das patentes, muitas empresas reclamam da burocracia e da lentido para obt-las. Ocorre o mesmo com os pedidos de registro de marcas?Apesar de j ter melhorado muito, ainda existe uma demora significativa. H alguns anos, o tempo entre o dep-

    sito da marca e a concesso do respec-tivo registro chegava a levar de seis a oito anos. Atualmente, em pedidos de registro de marcas que no sofreram qualquer entrave exigncias, oposi-o, indeferimento , esse tempo caiu para uma mdia de dois anos a dois anos e meio, e a meta do INPI (Institu-to Nacional da Propriedade Industrial, rgo responsvel pelo registro das marcas e pela concesso de patentes) reduzi-lo para dezoito meses.

    Alm da proteo como desenhos industriais, embalagens podem ser registradas como marca? Se a forma da embalagem for bem dis-tintiva e apenas ornamental, ela pode ser protegida tambm como marca. Exemplos clssicos de embalagens pro-tegidas como marca so o cartucho do chocolate Toblerone e as garrafas da Coca-Cola e da Absolut. importante mencionar que a mesma embalagem pode ser protegida tanto como desenho industrial quanto como marca. A fun-o do registro de desenho industrial proteger a forma externa do objeto, ou o conjunto ornamental de linhas

    e cores aplicado a um objeto, desde que o resultado visual seja novo e ori-ginal e tambm possa ser fabricado industrialmente. Isso exclui as criaes meramente artsticas esculturas, por exemplo, que so protegidas pelo Direi-to Autoral e as formas que tm fun-es tcnicas, que so protegidas por patentes de inveno ou por patentes de modelos de utilidade.

    A grande vantagem da proteo como marca, pelo que a senhora j exps, seria o fato de no cair em domnio pblico ...Sim. Diferentemente do desenho industrial, que cai em domnio pblico ao final da proteo mxima de 25 anos contados do depsito, a marca no cai em domnio pblico. Na verdade, a proteo marcria s deixa de existir se o titular no prorrogar o registro da marca, ou deixar de us-la por mais de cinco anos consecutivos neste caso, terceiros interessados podem requerer a caducidade do registro. J a vantagem de se obter o registro de desenho indus-trial que ele pode ser concedido em menos de um ano.

    Se a forma da embalagem for bem distintiva e apenas ornamental, ela pode ser protegida tambm como marca

    Coca-Cola, Toblerone e absolut: exemplos de embalagens registradas como marca

  • 26 | Janeiro 2012

    Da mesma forma, caractersticas do design da embalagem forma-to, cor, tipologia, tipo de rtulo podem ser pleiteados como elemen-tos de marca?O formato, desde que seja distintivo e que no desempenhe uma funo tc-nica, pode ser protegido como marca figurativa ou tridimensional. A tipologia (letras estilizadas) e os rtulos tambm podem ser protegidos como marcas mis-tas. J uma cor isolada somente pode ser protegida como marca se estiver combinada de modo peculiar e distin-tivo, ou seja, associada a uma ou mais cores, a um desenho ou a determinada forma distintiva, que pode ser a forma da embalagem ou do prprio produto. Mesmo nestes casos, para ser protegida com exclusividade, nem a combinao de cores nem a forma a que a cor for aplicada pode ser de uso comum no res-pectivo segmento de mercado. impor-tante observar que em vrios pases j possvel registrar uma cor isolada como marca, se o titular puder comprovar que tal cor adquiriu no mercado o que a dou-trina chama de secondary meaning (significado secundrio).

    O que isso? quando uma empresa faz uso de, digamos, uma determinada cor que, com o tempo, se torna caracterstica de um produto ou servio e os consu-midores passam a associ-los automa-ticamente. So os casos, entre outros, do amarelo-canrio do Post-It, o azul esverdeado das embalagens da Tiffany, o laranja do champanhe Veuve Clic-quot. Esses exemplos foram registra-dos como marca em diferentes pases. No Brasil, infelizmente, mesmo quan-do a cor reconhecidamente identifica determinado produto ou servio por exemplo, o laranja do Ita , a LPI (Lei da Propriedade Industrial n 9.279/96) no prev a possibilidade de registro. O registro de cores isoladas como marca expressamente proibido.

    O que explica o alto grau de imi-taes descaradas de embalagens que vemos no mercado nacional? Brechas da legislao? Descaso das autoridades? Lenincia das preju-dicadas?Diria que principalmente a lenin-cia das prejudicadas, muitas vezes por desconhecimento de que caractersticas muito distintivas podem ser protegidas mesmo que no estejam registradas como marca com base no instituto da concorrncia desleal. Aproveitando o exemplo de uma cor isolada men-cionado na resposta anterior, mesmo no havendo proteo marcria, isso no significa que concorrentes possam fazer uso da mesma cor para identificar seus produtos ou servios. Nesse caso, a empresa que adote uma cor reconheci-damente distintiva, a qual no mante-nha relao com os produtos ou servios que identifica, sob a perspectiva da psi-cologia das cores, pode e deve impe-dir os concorrentes de usar a mesma cor ou cor muito semelhante, com base em concorrncia desleal.

    Observamos muitas dvidas sobre o uso dos chamados smbolos marc-rios, como os de marca registrada e de marca depositada, frequentemen-te presentes nas embalagens. Qual o significado de cada um deles e quais

    A tipologia (letras estilizadas) e os rtulos tambm podem ser protegidos como marcas mistas

    suas corretas formas de uso?Os smbolos de marca registrada ( e MR) devem ser usados apenas com rela-o a marcas devidamente registradas. Se a marca ainda estiver em processo de registro, o correto usar a indicao de marca depositada (MD). Neste caso, alternativamente, pode-se optar pelo smbolo de trademark (TM), que comumente usado nos Estados Unidos e em outros pases inclusive no Brasil para identificar marcas de fbrica ou de comrcio ainda no registradas. Para as marcas de servio, podem ser usadas as letras SM (de service mark), ou ainda as mesmas indicaes e TM. De qual-quer modo, todos esses smbolos devem ser usados na forma sobrescrita e ser apostos adjacentes marca.

    O uso dessas insgnias obrigatrio?No h qualquer obrigatoriedade de uso desses smbolos ou insgnias. Alm do mais, a Conveno da Unio de Paris, da qual o Brasil partcipe, prev que, para que o direito do titular seja reconhecido, no necessrio que haja no produto qualquer sinal ou meno de registro da marca e/ou de desenho industrial, nem de patente ou de modelo de utilidade. No que concerne nossa Lei da Proprie-dade Industrial, ela nem sequer faz refe-rncia ao uso do smbolo , ou de qual-quer outro que indique a situao de depsito ou de registro da marca. Existe, contudo, previso na LPI com relao a patentes e a desenhos industriais. Nesse sentido, de acordo com o art. 195, XIII, a indicao de que determinado pro-duto objeto de patente depositada,

    Cores que identificam marcas j podem ser

    registradas em alguns pases

  • 28 | Janeiro 2012

    ou concedida, ou de desenho industrial registrado, que no o seja, considerado crime de concorrncia desleal e, como tal, est sujeito s penas de deteno de trs meses a um ano, ou multa.

    Os mecanismos de defesa de mar-cas podem ser eficazes no mercado interno. Mas como uma marca bra-sileira (ou de outra nacionalidade) pode ser defendida em mercados para os quais exporta quando so claramente pirateadas? A proteo marcria territorial, ou seja, s vlida no pas ou no territrio no qual ela requerida. Quando falo de territrio porque existem alguns registros que abrangem mais de um pas, como o caso da CTM Community Trade Mark da Unio Europeia, onde um nico registro vlido nos 27 pa-ses membros. Assim, extremamente importante que, to logo a empresa decida exportar seus produtos, ela faa o depsito da marca nos pases de interes-se. De qualquer forma, se o pas em que a marca estiver sendo imitada/copia-da fizer parte da Conveno da Unio de Paris para Proteo da Propriedade Industrial (CUP), mesmo a marca ainda no tendo sido protegida nele, possvel combater o seu uso/registro indevido. Isso porque essa Conveno estabele-ce alguns princpios fundamentais de proteo aos Direitos de Propriedade Industrial que devem ser observados pelos pases signatrios.

    Devido multiplicao de novos produtos e servios, empresas do mundo todo tm encontrado difi-culdade para criar novas marcas. O que elas podem fazer para contornar esse problema?Acredito que essa dificuldade j esteja se transformando em uma verdadeira crise de marcas. Mas algumas empresas j perceberam que o problema pode ser contornado com uma medida bem simples: buscar marcas j registradas em seus prprios portflios. Este o caso do antigo Complexo B Roche que passou a ser comercializado pela Bayer quando esta comprou a unidade de consumo da Roche em 2004. Em vez de criar uma nova marca, a Bayer optou por adotar

    a Beneroc que j estava registrada h mais de uma dcada e nunca havia sido usada. Dependendo do produto, as empresas podem adotar at marcas que j tenham sido usadas, mas que tenham potencial para serem recicladas. Dois exemplos so a TaB, da Coca-Cola, e a H2OH!, da PepsiCo. A primeira identi-ficou no passado um refrigerante diet-tico e ressurgiu nos Estados Unidos em 2006 como TaB Energy para um energ-tico, enquanto que a H2OH! havia sido registrada nos Estados Unidos em 1993 e foi habilmente ressuscitada em 2006.

    Existe o risco de concorrentes resga-tarem essas marcas arquivadas no lugar de suas empresas criadoras?Existe. Exemplo a marca Yopa, a qual a Nestl deixou de usar em 2000 e que, conforme previsto pela LPI, depois de cinco anos sem uso, ficou vulnervel a um pedido de caducidade. Tendo em vista que os registros dessa marca haviam sido citados pelo INPI como base para o indeferimento de uma marca de iogurte

    de uma empresa francesa, esta pediu a caducidade desses registros, os quais foram declarados extintos em 2007 com base na falta de uso da marca. Em janei-ro 2011, uma empresa brasileira, ciente do abandono da marca pela Nestl e da extino dos respectivos registros, pediu o registro da marca Yopa em seu nome em duas classes, para identificar exatamente sorvetes e outros alimentos afins. Esses pedidos de registro ainda no foram examinados pelo INPI, mas devero ser concedidos sem maiores problemas. Para que situaes como essa no ocorram, imprescindvel que a marca continue a ser usada, seja como uma submarca do produto, ou em uma linha de menor importncia. Se for deci-dido que uma marca no ser mais usada, o ideal que sua dona a coloque venda ou a licencie. Caso contrrio, aps cinco anos sem uso a marca ficar dispo-nvel para ser legalmente registrada por qualquer terceiro interessado.

    Diferentemente do que ocorre em outros pases, no Brasil o uso da marca no condio para a obten-o nem para a prorrogao de um registro. Isso no aumenta ainda mais a dificuldade de criar novas marcas?Com certeza. O fato de, no Brasil, o uso da marca no ser uma condio nem para o registro da marca, nem para sua prorrogao, faz com que a base de dados do INPI contenha muito mais marcas do que as que so efetivamente usadas no Pas. Isso no seria um pro-blema se essas marcas no utilizadas no constitussem obstculo ao registro de outras E, apesar de esse problema do obstculo poder ser resolvido por meio de pedidos de caducidade, essa soluo no atenderia maioria das empresas interessadas nas marcas, pois esses processos demoram de dois a quatro anos para serem decididos pelo INPI.

    TaB e H2oH!: marcas revisitadas para novos negcios

    Veja mais: emb.bz/149entrevista

    Se for decidido que uma marca no ser mais usada, o ideal que sua dona a coloque venda ou a licencie

  • 30 | Janeiro 2012

    DisplayO QUE h DE NOVO NOS pONTOS DE VENDA

    Antes

    e depois

    BEBIDAS

    Times nos rTulos 1A Cereser Times a nova roupagem da Sidra Cereser, bebida fortemente associada a comemoraes. Graas a licenciamentos, a gar-rafa de vidro da bebida passa a ser decorada com rtulos termoen-colhveis estampados com cores e emblemas de clubes do futebol brasileiro. A estreia da linha traz rtulos de Palmeiras, Cruzeiro e Atltico Mineiro.

    BISCOITOS

    apelo rsTico 2Biscoito de arroz integral a novidade da Camil. O produto chega ao mercado acondicionado em stand-up pouch (bolsa plstica capaz de ficar em p) de 150 gramas produzido a partir de um laminado de filmes de PET e de polietileno. Dotada de janela frontal transparente e de fecho plstico tipo zper, a embalagem tem acaba-mento fosco, que busca imitar o visual dos sacos de papel pardo.

    REFRESCOS EM p

    Graviola em sach 3Graviola o mais novo sabor o 17 da linha de refrescos em p BrasSuk, da Lual Alimentos. A novidade acondicionada em sach de 30 gramas, confeccionado em lami-nado de PET, alumnio e polietileno. O visual de autoria de Felipe Bigon, designer da prpria fabricante do produto.

    1

    dESIGn

    dZ design(19) 3256-4440www.dzdesign.com.br

    RTULoS

    CCL Label(19) 3876-9311www.ccllabel.com.br

    GARRAFA

    owens-illinois(11) 2542-8084www.oidobrasil.com.br

    TAMPA

    Guala(11) 4166-2400www.gualaclosures.com

    3

    SACh

    Converplast(11) 2462-1177www.converplast.com.br

    2

    STAnd-uP PouCh

    Cristal Embalagens(48) 3434-8000www.cristalembalagens.com.br

    FECHo PLSTiCo

    Ibrapack(11) 3565-7848www.ibrapack.com.br

    dESIGn

    Spice design(11) 2977-2203www.spicedesign.com.br

    AVEIAS

    embalaGem limpaAs embalagens das aveias Nestl em flocos e em flocos finos ganharam novo design grfico. O desenho atual mais limpo, com destaque para uma colher com gros de aveia. Abaixo dela, uma caixa com o nome do produto, nas cores marrom (aveia em flo-cos) ou azul (aveia em flocos finos). As informaes nutri-

    cionais, que antes ficavam na parte superior da embalagem, foram deslocadas para o roda-p da parte frontal.

    CARTuChoS

    Grfica 43(47) 3221-1200www.43sagrafica.com.br

  • 32 | Janeiro 2012

    DisplayO QUE h DE NOVO NOS pONTOS DE VENDA

    CANDIES

    sabores sorTidos 2A Perfetti Van Melle amplia a linha Fruittella, com o Fruittella Fruit Mix. Dez balas so envolvidas individu-almente por filme de polipropileno colado e vendidas num stick feito de laminado de alumnio e papel. O responsvel pelo design da embalagem no foi revelado.

    LEOS

    poro menor 4A Caramuru Alimentos leva o leo de Soja Sinh para garrafas de PET de 750 mililitros. Trata-se da primeira embalagem para leo de soja no mercado com esse volume.

    GARRAFAS

    Engepack(11) 2149-8800www.engepack.com.br

    TAMPAS

    Mirvi Brasil(11) 4409-0100www.mirvibrasil.com.br

    RTULoS

    PP Print(11) 5181-6405www.ppprint.com.br

    dESIGn

    Target Business design(11) 4688-1432www.targetbus.com.br

    4

    1

    STICK

    Santa Rosa Embalagens(11) 3622-2300www.santarosaembala-gens.com.br

    ENVoLTRioS

    Polymark(11) 4412-0355www.polymarkdist.com.br

    DELIVERY

    subway com mais papel 5Depois do McDonalds (ver EM n 147, novem-bro de 2011), a rede de lanchonetes Subway passa a oferecer aos clientes guardanapos acondicionados em flow packs de papel, e no mais em flow packs de filme plstico.

    5

    FLoW PaCkS

    Guardanapos Leal(41) 3673-1220www.guardanaposleal.com.br

    BEBIDAS/ALIMENTOS

    para surfisTas 1A Mormaii, tradicional fabricante de roupas de neoprene e de outros itens utilizados por surfistas, estreia nos mercados de bebidas e alimentos. A empresa lanou guas minerais (com e sem gs), iso-tnicos, energticos e barrinhas de cereais. O energtico o pri-meiro produto da linha a chegar ao mercado, em garrafas de 269 mililitros e de 1 litro, decoradas com rtulos termoencolhveis.

    dESIGn

    o3 design(11) 4063-9551www.o3design.com.br

    RTULoS (ENERGTiCoS)

    Baumgarten(47) 3321-6666www.baumgarten.com.br

    2

    IOGURTES

    reTorno da parmalaT 3Depois de alguns anos, a Parmalat retornou ao mer-cado de iogurtes. Fazem parte do portflio da marca os iogurtes regulares Parmalat e a linha light, com a submarca Vitalat. Os produtos tm as verses ban-deja, com seis potes de 90 gramas cada, copo de 170 gramas e lquido, em garrafas de 180 e 900 gramas.

    dESIGn

    [email protected]

    TamPa (CoPo)

    duomo(41) 3018-1706www.duomobrasil.com.br

    CoPo

    Emplal (11) 3795-5000www.emplal.com.br

    CoPo

    Fibrasa(11) 5051-2984www.fibrasa.com.br

    TamPa (GaRRaFa 900 GRamaS)

    JCV(19) 3809- 6709 www.jcvembalagens.com.br

    GaRRaFaS + TamPa GaRRaFa 900 GRamaS)

    Plastirrico (11) 3643-1350www.plastirrico.com.br

    BaNDEJaS (CHaPa DE PoLiESTiRENo)

    Portal Plast (11) 4091-3640www.portalplast.com.br

    TamPaS (GaRRaFa 180 GRamaS E BaNDEJa)

    Shellmar(11) 4128-5200www.shellmar.com.br

    3

  • CEREAIS

    musli visTa 7Especializada em produtos naturais, a Kobber lana duas verses de musli tradicional e chocolate. Os produtos so oferecidos em pores de 250 gramas e de 1 quilo, acondi-cionadas em pouches (bolsas plsticas) com reas transpa-rentes, para a visualizao do contedo pelo consumidor.

    LEITES

    mascoTe a carTer 8O leite UHT Mu-Mu, da Vonpar Alimentos, chega ao mercado gacho em edies alusivas ao vero. Nas caixinhas longa vida do produto, de 1 litro, a vaquinha que a mascote da marca aparece usando acess-rios como mscara de mergu-lho, chapu, mquina fotogr-fica e culos escuros. O design da prpria Vonpar.

    8

    CAIxInhA

    Tetra Pak(11) 5501-3200www.tetrapak.com.br

    7

    dESIGn

    Indesign(11) 3284-0570www.indesign.com.br

    PouChES

    unipac(11) 5633-3800www.unipacnet.com.br

    REFRESCOS

    Gua de coco da wow 6A WOW!Nutrition entra no atrativo mercado de gua de coco. A empresa lana a marca Sufresh Akoko em embala-gens cartonadas asspticas de 250 mililitros e em latas de alumnio de 330 mililitros.

    CAIxInhAS

    Tetra Pak(11) 5501-3200www.tetrapak.com.br

    6

    Anote na agenda

    InscriesDe 1 de maro a 24 de agosto

    Entrega dos trofus13 de novembro

    PATROCNIO PRATA

  • Almanaque

    34 | Janeiro 2012

    QUIZLanado em 19

    57 nos

    Estados Unidos, um

    suco em p s comeou

    a fazer sucesso depois

    que a NASA adotou o

    produto em seus vos

    espaciais tripulados.

    Confira em

    emb.bz/149quiz

    Imagens proibidasNo incio do sculo passado, o cigarro era associado ao charme e elegncia. Na poca, havia centenas de pequenos fabricantes, e os argumentos de vendas eram os mais variados, para no dizer politicamente incorretos. Algumas mar-cas apelavam para a imagem de crianas. o caso do cigarro Beb (Beb, na grafia da poca), que mostrava duas meninas admirando um mao, e do Garoto, que estampava um menino fumando. Hoje, a legislao (e o bom senso) probe esse tipo de apelo.

    O que os logos escondemMuitos logotipos escondem certos smbolos que algumas vezes passam despercebidos. So desenhos com efeitos ticos que permitem ver figuras referente ao negcio da marca. A seguir, alguns exemplos:

    CarrefourA seta da rede varejista forma a letra C no meio do losango bicolor

    TobleroneO chocolate originrio de Berna, capital da Sua, conhecida como a cidade dos ursos. Alm de uma montanha dos Alpes suos, o logotipo esconde um urso branco

    Mont Blanc a montanha dos Alpes (Mont Blanc), vista de cima, com neve. O smbolo tambm uma estrela de David estilizada

    O FPS nO BraSilO conceito de Fator de Proteo Solar (FPS) foi introduzido no Brasil em 1984, quando a Johnson & Johnson trouxe ao pas o primeiro produto que protegia a pele dos efeitos nocivos do sol: o Sundown, inicialmente com FPS 4, 8 e 15. Antes disso, s havia leos bronzeadores sem filtro e preparados caseiros. Para apresentar a marca ao mercado, a agncia DPZ criou uma campanha irreverente e didtica, que utilizava um pimento como garoto propaganda e falava sobre a importncia dos protetores solares.

    Na praia, um cozinho morde e puxa a tanga

    da garotinha, revelando a palidez de seu derri-re. A cena, desenhada pela americana Joyce

    Ballantine Brand em 1959, fez tremendo sucesso em anncios do bronzeador

    Coppertone. Coisa de outro tempo, em que tos-tar o corpo sem protetor

    solar e levar o tot ao balnerio ainda no eram

    hbitos malvistos.

    PaSSaria hOje?