RESUMO AFO

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AFO ADMINISTRAO FINANCEIRA E ORAMENTRIA Contedo: y y y y y y y y Funes do Estado Evoluo Legal Princpios Leis Oramentrias - PPA/LDO/LOA/Crditos Adicionais Ciclo Oramentrio Despesas Planejamento/Execuo/Classificao/Controle Receitas - Planejamento/Execuo/Classificao/Controle Tcnicas Oramentrias.

Atividade Financeira do Estado A finalidade essencial do Estado a realizao do bem comum por meio da satisfao das necessidades pblicas, tais como segurana, educao, sade, previdncia, justia, habitao, atravs da obteno de receitas , criao de do crdito pblico e ainda a gerao,planejamento e aplicao dos recursos pblicos. Influncia do Pensamento Econmico Pensamento Liberal Clssicos - Adam Smith - defende-se o Estado mnimo garantindo apenas as necessidades como justia e segurana. Pensamento Socialista Karl Marx - defende-se o Estado mximo garantindo todas as necessidades coletivas, o Estado participa ativamente, inclusive, da atividade econmica. Pensamento Social Democrata Neo-Clssicos- Keynes - o Governo deve intervir para eviter/combater a inflao,recesso, gerar emprego; O governo deve ter uma participao mais intensa na economia, atuando como produtor, consumidor, regulador e empregador. Formas de Interveno Poltica Fiscal entende-se a atuao do governo no que tange a arrecadao de impostos e aos gastos, alm do cumprimento de metas e objetivos governamentais no oramento. Poltica Regulatria - engloba o uso de medidas legais como decretos, leis, portarias, etc., expedidos como alternativa para se alocar, distribuir os recursos e estabilizar a economia. Com o uso das normas, diversas condutas podem ser banidas, como a criao de monoplios, cartis, prticas abusivas, poluio, etc. Poltica Monetria envolve o controle da oferta de moeda, da taxa de juros e do crdito em geral, para efeito de estabilizao da economia e influncia na deciso de produtores e consumidores. Com a poltica monetria, pode-se controlar a inflao, preos, restringir a demanda, etc. Funes do Estado Utilizando os instrumentos de interveno econmica de que dispe, o Estado desenvolve as seguintes funes consubstanciadas no oramento pblico: Funo Distributiva, Alocativa e estabilizadora. Funo Distributiva - A funo distributiva tem como finalidade atenuar as injustias e desigualdades sociais, atravs de uma distribuio mais igualitria da riqueza produzida em um pas, j que o mercado por si s no consegue gerar a distribuio considerada justa pela maioria da sociedade. Para alcanar a igualdade considerada justa e desejada pela sociedade o governo utiliza-se de instrumentos como: transferncias, impostos, subsdios, isenes, etc. Funo Alocativa - Existem certas atividades que pelo alto capital a ser aplicado, pelo longo tempo de retorno do capital, pelo baixo retorno ou mesmo por simples desinteresse da rea privada, exigem a presena do Estado. Portanto, a funo alocativa consiste na aplicao de recursos pblicos, pelo Estado, nas atividades em que no houver interesse da rea privada ou a presena do Estado se faz necessria, como, por exemplo: investimentos na infra-estrutura econmica: transporte, energia, comunicao, armazenamento; proviso bens pblicos: infra-estrutura urbana, saneamento bsico, meio ambiente; e semipblicos ou meritrios: educao e sade. Funo Estabilizadora - Das trs funes do Estado, esta a mais recente e tem como objetivos principais: manuteno de um equilibrado nvel de emprego, estabilidade dos nveis de preos, equilbrio na balana de pagamentos e razovel taxas de crescimento econmico. O governo, por meio da funo estabilizadora, atua sobre a economia aumentando ou diminuindo a demanda agregada. Se o objetivo for estimular a demanda os gastos pblicos, com consumo e investimentos, podem ser aumentados ou os impostos reduzidos. No entanto se a inteno conter a demanda, o governo diminuir seus gastos ou aumentar os impostos, o que provocar a reduo da renda e conseqentemente dos nveis de consumo. Nesse sentido fica clara a

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importncia do oramento como instrumento de poltica fiscal estabilizadora, j que as alteraes nas despesas do governo, bem como as alteraes de alquotas do impostos causam expressivos reflexos na demanda agregada. Alm da utilizao das polticas fiscais, a funo estabilizadora tambm utiliza polticas monetrias para promover a estabilidade da economia, dentre as quais se destacam: controle da quantidade de moeda no mercado, das taxas de juros e lanamentos de ttulos pblicos. ORAMENTO PBLICO O oramento um instrumento de gesto e de interveno por parte do Estado ,para a realizao de suas funes. Segundo a teoria keynesiana o oramento um instrumento de poltica econmica, na medida em que influencia a atividade econmica. Se, por exemplo, a economia entrar em recesso, decorrente da ineficcia da procura, o Estado pode compensar a diminuio das despesas privadas pelo aumento das despesas pblicas. Evoluo Legal das Normas Oramentrias Constituio de 1824 (Artigo 172): Ao executivo cabia a elaborao do Oramento; assemblia Geral (Congresso) a aprovao e iniciativa das leis sobre impostos; Ao Tesouro cabia a consolidao do balano geral de receitas e despesas do ano anterior e proposta para o futuro. Constituio de 1891(artigos esparsos): Elaborao passou a ser privativa do Congresso; Introo da funo controle (TCU); Estados e Municpios passaram a ter autonomia 1922 Foi aprovado o Cdigo de Contabilidade da Unio: Possibilitou a organizao procedimentos oramentrio, Financeiros, contbeis e patrimoniais. Constituio de 1934 (uma seo): A elaborao voltou a ser competncia do Executivo; Ao Congresso cabia a votao e controle de contas, com auxlio do TCU. No havia limitao do Congresso emendar o Oramento (co-participao). Constituio de 1937 (um Captulo): A elaborao era elaborada por um Departamento Administrativo da Presidncia da Repblica; A Cmara e o Conselho Federal votavam; Em 1939 a autonomia de estados e municpios foi transferida para a Presidncia; O Departamento Administrativo passa a elaborar e fiscalizar os oramentos de estados e municpios. Constituio de 1946: A elaborao era competncia do Executivo; Ao Congresso cabia a votao e controle de contas, Evidenciava de forma mais clara o papel do TCU; O Congresso podia emendar o Oramento; Introduziu dispositivos constitucionais que consagravam os princpios: Unidade, Universalidade, Exclusividade e Especializao. Lei 4.320/64 Instituiu normas de direito financeiro e contabilidade pblica para Unio , Estados e Municpios Constituio de 1967 (oito artigos): Foi retirada a prerrogativas do Legislativo de iniciativa de emendas ao projeto de Lei Oramentria; A Ao fiscalizadora tambm foi reduzida. Constituio de 1988 (Um captulo): Devolve as prerrorgativas perdidas no perodo autoritrio; Explicita os princpios oramentrios; Fixa os marcos legais da gesto pblica. Instituiu o PPA,LDO Lei Complementar 101/2000 Lei de Responsabilidade Fiscal: Estabeleceu normas de finanas pblicas voltadas para a responsabilidade na gesto fiscal e execuo oramentria.

01. (UnB/CESPE STF Cargo 1: Analista Judicirio rea: Administrativa) A adoo do oramento moderno est associada concepo do modelo de Estado que, desde antes do final do sculo XIX, deixa de caracterizar-se por mera postura de neutralidade, prpria do laissez-faire, e passa a ser mais intervencionista, no sentido de corrigir as imperfeies do mercado e promover o desenvolvimento econmico.

(UnB/CESPE STF Cargo 1: Analista Judicirio rea: Administrativa) 02. Com a Constituio de 1891, que se seguiu Proclamao da Repblica, a elaborao da proposta oramentria passou a ser privativa do Poder Executivo, competncia que foi transferida para o Congresso Nacional somente na Constituio de 1934. 3. (Cargo 2: Analista Judicirio rea: Administrativa) O oramento pblico passa a ser utilizado sistematicamente como instrumento da poltica fiscal do governo a partir da dcada de 30 do sculo XX, por influncia da doutrina keynesiana, tendo funo relevante nas polticas de estabilizao da economia, na reduo ou expanso do nvel de atividade.

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04. (UnB/CESPE TST Cargo 2: Analista Administrativo)Segundo a teoria keynesiana, a interveno econmica estatal, especialmente na dinamizao da demanda agregada e na utilizao dos instrumentos de poltica de estabilizao econmica, necessria e justificvel, principalmente, para compensar as falhas dos mecanismos de mercado. 05.(Cargo 2: Analista Judicirio rea: Administrativa)94 A utilizao da poltica oramentria para os propsitos de estabilizao econmica implica promover ajustes no nvel da demanda agregada, expandindo-a ou restringindo-a, e provocando a ocorrncia de dficits ou supervits. 06. A proviso de servios de utilidade pblica, tais como saneamento e servios de segurana pblica, que no so ofertados adequadamente pelos mercados privados, exemplifica a funo alocativa do governo. 07. A teoria de finanas pblicas consagra ao Estado o desempenho de trs funes primordiais: alocativa, distributiva, e estabilizadora. A funo distributiva deriva da incapacidade do mercado de suprir a sociedade de bens e servios de consumo coletivo. Como esses bens e servios so indispensveis para a sociedade, cabe ao Estado destinar recursos de seu oramento para produzi-los e satisfazer sua demanda. 08. No que se refere racionalidade econmica do governo, assinale a opo correta. A A funo alocativa do governo obriga-o a fornecer bens pblicos sociedade, e o financiamento da produo desses bens ocorre por meio da obteno voluntria de recursos. B A funo distributiva do governo leva-o a impor tributos, subsdios ou transferncias na consecuo de tal funo. C Com base na funo alocativa, o governo pode impor alquotas de impostos mais altas para indivduos de alta renda. 29 D A funo estabilizadora do governo se justifica pela crena de que o mercado tem capacidade de se auto-ajustar ao nvel de pleno emprego da economia. 1. V 2. F 3. V 4. V 5. V 6. V 7. F 8. B

Princpios Oramentrios: 1) Princpio da Unidade ou da Totalidade (doutrina)

O princpio oramentrio da unidade ou totalidade, previsto pelo caput do art. 2 da Lei n 4.320, de 1964, determina a existncia de oramento nico para cada um dos entes federados Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios com a finalidade de se evitar mltiplos oramentos paralelos dentro da mesma pessoa poltica. Dessa forma, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exerccio financeiro, devem integrar um nico documento legal dentro de cada esfera federativa: a LOA.Todos os oramentos devem ser consolidados em uma nica lei (LOA). Art. 165 CF Trs tipos de oramento Oramento Fiscal Administrao direta e indireta Oramento de Investimento Empresas estatais Oramento da Seguridade fiscal Saude, previdncia, assistncia social. Excees: Crditos Adicionais Suplementares; Especiais e Extraordinrios No esto, a princpio, na LOA. Sero adicionados posteriormente. Obs.: Cada ente da federao tem seu oramento, tem suas PPA/LDO/LOA aprovadas pelo legislativo respectivo. U/E/DF/M Cada um tem seu oramento independente. 2) Princpio da Universalidade

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O princpio oramentrio da universalidade, estabelecido pelo caput do art. 2 da Lei n 4.320, de 1964, recepcionado e normatizado pelo 5 do art. 165 da Constituio, determina que a LOA de cada ente federado dever conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, rgos, entidades, fundos e fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico.Todas as receitas (previstas) e todas as despesas (fixadas) de todos os rgos devem constar no oramento para melhor execuo e controle. Excees: Crditos Adicionais Suplementares; Especiais; Extraordinrios. 3) Princpio da Anualidade/Periodicidade

O princpio oramentrio da anualidade ou periodicidade, estipulado pelo caput do art. 2 da Lei n 4.320, de 1964, delimita o exerccio financeiro oramentrio: perodo de tempo ao qual a previso das receitas e a fixao das despesas registradas na LOA iro se referir. Segundo o art. 34 da Lei n 4.320, de 1964, o exerccio financeiro coincidir com o ano civil e, por isso, ser de 1 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano.O oramento deve ser elaborado para um exerccio financeiro = 1 ano Excees: Crditos Especiais e Extraordinrios. ano civil de 1 de janeiro a 31 de dezembro.

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Princpio da Especificao/Especializao ou Discriminao As receitas e despesas devero ser detalhadas para controle da origem e aplicao dos recursos. Exceo: Reservas de contingncias. Obs.: Reserva de contingncia uma dotao (valor) global no detalhado no vinculada a rgos, programas ou despesas. Pode ser utilizada como fonte de recurso para crditos adicionais, desde que autorizado pela LDO. O valor da reserva estabelecido pela LDO tendo como base a receita corrente lquida. So destinados a atender passivos contingentes eventualidades Ex. Decises judiciais.

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Princpio do Equilbrio A fixao das despesas no pode ser superior estimativa das receitas. (princpio no expresso na CF). R = D Esse equilbrio relativo, pois se R > D ser positivo pode gastar mais, se R < D ser negativo. Quando a despesa for maior que a receita para compensar, autoriza -se, no oramento, as operaes de crdito (emprstimos) ser um equilbrio relativo.

Art. 167. So vedados: III - a realizao de operaes de crditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante crditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; Receitas Despesas

Operaes de Crditos

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Princpio da Exclusividade

O princpio oramentrio da exclusividade, previsto no 8 do art. 165 da Constituio, estabelece que a LOA no conter dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa. Ressalvam-se dessa proibio a autorizao para abertura de crditos suplementares e a contratao de operaes de crdito, nos termos da lei.O oramento - Loa no conter matria estranha previso das receitas e fixao das despesas. Excees: Autorizao para operaes de crdito, ainda que por antecipao de receita oramentria e autorizao para crditos suplementares at determinado limite (limite dado pela LDO). 7) Princpio do Oramento Bruto

O princpio do oramento bruto, previsto pelo art. 6o da Lei no 4.320, de 1964, obriga o registro de receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer dedues.Ex. Unio arrecada 100 de imposto. CF determina repasse a estados e municpios no valor de 60. Lanamento no oramento: receita = 100 e despesa = 60. 8) Princpio da No-Afetao das Receitas de Impostos

O princpio oramentrio da no vinculao da receita de impostos, estabelecido pelo inciso IV do art. 167 da Constituio, veda vinculao da receita de impostos a rgo, fundo ou despesa, salvo excees por ela fixadas.Excees: Podem ser vinculadas para: Sade Educao Pagar dvidas (com a Unio, por exemplo) Garantia de emprstimos Atividades da administrao tributria Fundo de participao de estados e municpios. Obs.: O oramento brasileiro considerado extremamente rgido, mesmo diante das excees do princpio da no-afetao e das receitas de impostos). 9) Princpio da Publicidade

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O princpio oramentrio da publicidade a base da atividade da Administrao Pblica no regime democrtico, previsto pelo caput do art. 37 da Magna Carta de 1988. Aplica-se ao oramento pblico, pelas disposies contidas nos arts. 48, 48-A e 49 da LRF, que determinam ao governo, por exemplo: divulgar o oramento pblico de forma ampla sociedade; publicar relatrios sobre a execuo oramentria e a gesto fiscal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informaes sobre a arrecadao da receita e a execuo da despesa.Ex.: Relatrio de gesto Fiscal a cada quadrimestre. Relatrio Resumido da Execuo Oramentria a cada bimestre. 10) Princpio da Programao De acordo com a LRF o oramento deve ser executado conforme a programao financeira (quadro de cotas sero liberados). Objetiva manter o equilbrio entre receita e despesa observando a arrecadao. 11) Princpio da legalidade O oramento deve ser elaborado e executado de acordo com as leis que o regulam. 12) Princpio da Unidade de Caixa/Tesouraria As receitas devem ser recolhidas a uma nica conta (conta nica do tesouro nacional). 13) Princpio Participativo y Fundamentado no estatuto das cidades y Estabelece a realizao de debates, audincias pblicas, como condio obrigatria para aprovao da LOA pela Cmara Municipal 14)Princpio da Uniformidade O oramento dever apresentar uma estrutura uniforme que permita uma comparao ao longo dos diversos mandatos, possibilitando uma anlise gerencial. 15)Princpio da Precedncia O oramento deve ser aprovado no exerccio anterior ao da sua vigncia. 16)Princpio da legalidade de tributao De acordo com o princpio da legalidade e da anterioridade de tributao. Um tributo s deve comear sua vigncia no exerccio seguinte ao de sua aprovao. Excees: imposto sobre produtos estrangeiros,imposto sobre produtos industrializados, imposto sobre operaes de crdito,etc 17)Princpio do estorno de verbas vedada a transposio, o remanejamento ou a transferncia de recursos de uma categoria de programao para outra ou de um rgo para outro, sem prvia autorizao legislativa. Art.167 inciso VI 18)Todos os Princpios da Administrao Pblica (LIMPE e outros).Acerca de princpios oramentrios, julgue os itens subseqentes. (MPU Cargo 30: Analista de Oramento)01. O princpio da exclusividade foi proposto com a finalidade de impedir que a lei oramentria, em razo da natural celeridade de sua tramitao no legislativo, fosse utilizada como mecanismo de aprovao de matrias diversas s questes financeiras. (MPU Cargo 30: Analista de Oramento)02. De acordo com o princpio da no afetao, o montante das despesas no deve superar o montante das receitas previstas para o perodo. (MPU Cargo 30: Analista de Oramento)03. A aplicao do princpio do oramento bruto visa impedir a incluso, no oramento, de importncias lquidas, isto , a incluso apenas do saldo positivo ou negativo resultante do confronto entre as receitas e as despesas de determinado servio pblico. Com relao prtica oramentria no Brasil, julgue os itens subsequentes. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )04. A legislao brasileira permite que o exerccio financeiro dos rgos pblicos no se inicie no primeiro dia de janeiro, desde que o perodo total do exerccio corresponda a doze meses. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )05. De acordo com o princpio oramentrio da no afetao das receitas, a Lei Oramentria Anual (LOA) deve apresentar todas as receitas por seus valores brutos e incluir um plano financeiro global em que no haja receitas estranhas ao controle da atividade econmica estatal. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )06. A ocorrncia de dficit freqente na atividade financeira do Estado constitui prova de que o oramento, no mbito do governo federal, no observa o princpio do equilbrio entre receitas e despesas. A CF reforou a integrao entre planejamento e oramento pblico, delineada pela Lei n. 4.320/1964, estabelecendo-se formalmente e definitivamente, a partir de sua promulgao, o entendimento de que a determinao de uma estratgia de atuao governamental mais ampla e que permita delimitar o que fazer e que metas devem ser alcanadas condio necessria para a elaborao da lei de meios. No que diz respeito a oramento pblico, julgue os itens que se seguem, de acordo com o que dispe a CF. (Cargo 1: Oficial Tcnico de Inteligncia) 07.O princpio da no afetao de impostos de que trata o art. 167, inciso IV, da CF aplica-se aos estados, ao Distrito Federal e aos municpios, sendo permitida a vinculao de impostos da competncia desses entes federativos somente para a prestao de garantia ou contra garantia Unio e para o pagamento de dbitos com ela contrados. (UnB/CESPE TCE/AC Cargo 1: Analista de Controle Externo Especialidade: Administrao Pblica e/ou de Empresas) 08. Os princpios oramentrios so premissas e linhas norteadoras de ao a serem observadas na elaborao do oramento pblico. A Lei n. 4.320/1964, que estatui normas gerais de direito financeiro para elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos estados, dos municpios e do Distrito Federal (DF), determina a obedincia aos princpios de unidade, universalidade e anualidade. Tendo o texto acima como referncia inicial, assinale a opo correta acerca dos princpios oramentrios. A O princpio da unidade permite que o Poder Legislativo conhea, a priori, todas as receitas e despesas do governo e, assim, possa dar prvia autorizao para a respectiva arrecadao e realizao.

de como os recursos

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B Em consonncia com os princpios da unidade e da universalidade, a Constituio Federal determina a incluso, na Lei Oramentria Anual (LOA), de trs oramentos: oramento fiscal; oramento de investimentos das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital com direito a voto; e oramento da seguridade social. C O princpio da anualidade foi reforado pela Constituio Federal, que probe a incorporao dos crditos especiais e extraordinrios ao oramento do exerccio financeiro subseqente. D Pelo princpio da anualidade, a LOA deve dispor das alteraes na legislao tributria, que influenciaro as estimativas de arrecadao. E De acordo com o princpio do equilbrio, o oramento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, sendo que esse princpio est consagrado na legislao brasileira por meio da Constituio Federal e da Lei n. 4.320/1964. 09. (AGU/2008) O princpio da no-afetao refere-se impossibilidade de vinculao da receita de impostos a rgos, fundo ou despesa, com exceo de alguns casos previstos na norma constitucional. 10. (ANA/ANALISTA 2006) De acordo com o princpio da periodicidade, o oramento pblico ser elaborado e autorizado para um perodo especfico. J o princpio da universalidade faz que o oramento deva conter todas as receitas e todas as despesas do Estado. 11. (ANATEL/ANALISTA CONTABILIDADE 2009) A incluso do servio da dvida no oramento pblico, na dcada de 80 do sculo passado, compatvel com vrios princpios oramentrios, entre os quais, pelo menos, a universalidade, o equilbrio e a clareza. 12. (ANATEL/ANALISTA CONTABILIDADE 2009) S tem sentido relacionar o princpio da no-vinculao aos impostos, pois as taxas e contribuies so institudos e destinados ao financiamento de servios e ao custeio de atribuies especficos sob a responsabilidade do Estado. 13. (ANATEL/ANALISTA CONTABILIDADE 2004) Com base na Lei n. 4.320/1964, a LOA conter a discriminao da receita e da despesa, de forma a evidenciar a poltica econmico-financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princpios da unidade, universalidade e anualidade. A partir da Constituio Federal de 1988, nenhum outro princpio poder ser relacionado ao oramento pblico. 14. (ANATEL/ANALISTA CONTABILIDADE 2004) O oramento no deve conter matria estranha previso da receita e fixao da despesa, exceto a autorizao para a abertura de crditos suplementares at determinado limite e para a realizao de operaes de crdito por antecipao da receita oramentria. Esta matria est relacionada ao princpio da anualidade. 15. (ANCINE/ANALISTA CONTABILIDADE 2006) De acordo com o princpio da universalidade, o oramento (uno) deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado, regra tradicional amplamente aceita pelos tratadistas clssicos e considerada indispensvel para o controle parlamentar sobre as finanas pblicas. 16. (ANCINE/ANALISTA CONTABILIDADE 2006) De acordo com o princpio da anualidade, o oramento deve ter vigncia limitada a um exerccio financeiro, o qual, conforme a legislao brasileira, no necessariamente precisa coincidir com o ano civil. 17. (ANS/ANALISTA CONTABILIDADE 2005) O princpio do equilbrio considera que nenhuma parcela da receita pode ser reservada ou comprometida para atender determinado gasto que no esteja definido em lei especfica. 18. (CENSIPAM/ANALISTA FINANAS PBLICAS 2006) O princpio oramentrio da no-afetao ou no-vinculao tem como nica exceo a previso constitucional para a destinao de recursos para manuteno e desenvolvimento de ensino. 19. (CENSIPAM/ANALISTA FINANAS PBLICAS 2006) O oramento deve ser uno, isto , deve existir apenas um oramento e no mais que um para dado exerccio financeiro. Visa-se com esse princpio eliminar a existncia de oramentos paralelos e possibilitar uma viso e uma gesto globais das finanas pblicas. 20. (INEP/CONTADOR 2005) Ao determinar que a lei do oramento no poderia consignar dotaes globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, servios de terceiros, transferncias e quaisquer outras, como uma regra geral, a Lei n. 4.320/1964 estava em consonncia com o princpio oramentrio da especializao. 21. (IPEA/TCNICO GESTO DE ORAMENTO E FINANAS 2008) A CF prev vrias hipteses que constituem excees ao princpio oramentrio da no-afetao das receitas. 22. (MCT/ANALISTA PLENO 2008) O princpio oramentrio da universalidade possibilita ao Poder Legislativo conhecer a priori todas as receitas e despesas do governo e dar prvia autorizao para a respectiva arrecadao. 23. (MS/TCNICO SUPERIOR FINANAS E ORAMENTO 2008) A incluso da reserva de contingncia no oramento visa, entre outras finalidades, assegurar o atendimento ao princpio do equilbrio. 24. (MS/TCNICO SUPERIOR GESTO ECONMICO-FINANCEIRA 2008) Em geral, o princpio oramentrio do equilbrio somente respeitado por meio da realizao de operaes de crdito. 25. (STM/ANALISTA ADMINISTRATIVO 2004) O princpio da legalidade dispe que o oramento deve ser objeto de uma lei resultante de processo legislativo completo. Isso no impede que o oramento seja s vezes entendido como uma lei especial, ou lei apenas no sentido formal, j que o seu contedo guarda mais correlao com os atos administrativos que propriamente com preceitos legais. 26. (STM/TCNICO CONTABILIDADE 2004) O princpio da especializao prev que a lei oramentria deve conter apenas matria financeira, excluindo-se dela qualquer dispositivo estranho estimativa da receita e fixao da despesa. 27. (TCE-PE/AUDITOR 2004) Pelo princpio da no-vinculao da receita de impostos, proibido vincular a receita de impostos a rgos, fundos e a despesas. Apesar disso, admissvel a utilizao da receita de impostos para a realizao de atividades de administrao tributria. 28. (TCU/PROCURADOR 2003) Em observncia ao princpio da especificao, que comporta excees, o oramento no contm dispositivo estranho previso das receitas e fixao das despesas. 29. (TCU/AUDITOR 2006) A incluso do servio da dvida e das receitas de convnios e demais recursos prprios relativos aos diversos rgos e entidades da administrao pblica nos oramentos pblicos resultou da aplicao do princpio da totalidade. 30. (TRT-10/ANALISTA CONTABILIDADE 2004) A norma constitucional que veda a incluso, na lei oramentria anual, de dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa est em consonncia com o princpio da especializao ou discriminao. 31. (ANTAQ/ANALISTA ADMINISTRATIVO 2009) Prevista na lei oramentria anual, a autorizao para abertura de crditos suplementares uma das excees de cumprimento do princpio do oramento bruto. (DPU/CESPE Cargo 1 : Analista)32. Acerca dos princpios oramentrios, assinale a opo correta. A O princpio do oramento bruto determina que o oramento deva abranger todo o universo das receitas a serem arrecadadas e das despesas a serem executadas pelo Estado. B O princpio da legalidade, um dos primeiros a serem incorporados e aceitos nas finanas pblicas, dispe que o oramento ser, necessariamente, objeto de uma lei, resultante de um processo legislativo completo, isto , um projeto preparado e submetido, pelo Poder Executivo, ao Poder Legislativo, para apreciao e posterior devoluo ao Poder Executivo, para sano e publicao. C O princpio da anualidade ou da periodicidade estabelece que o oramento obedea a determinada periodicidade, geralmente um ano, j que esta a medida normal das previses humanas, para que a interferncia e o controle do Poder Legislativo possam ser efetivados em prazos razoveis, que permitam a correo de eventuais desvios ou irregularidades verificados na sua execuo. No Brasil, a periodicidade varia de um a dois anos, dependendo do ente federativo.

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D O princpio da totalidade, explcito de forma literal na legislao brasileira, determina que todas as receitas e despesas devem integrar um nico documento legal. Mesmo sendo os oramentos executados em peas separadas, as informaes acerca de cada uma dessas peas so devidamente consolidadas e compatibilizadas em diversos quadros demonstrativos. E O princpio da especificao determina que, como qualquer ato legal ou regulamentar, as decises sobre oramento s tm validade aps a sua publicao em rgo da imprensa oficial. Alm disso, exige que as informaes acerca da discusso, elaborao e execuo dos oramentos tenham a mais ampla publicidade, de forma a garantir a transparncia na preparao e execuo do oramento, em nome da racionalidade e da eficincia. (UnB/CESPE TJCE Caderno D Cargo 2:: Administrao)33. Se um parlamentar apresentar projeto de lei permitindo s entidades estatais publicar suas demonstraes contbeis de forma condensada, a pretexto de reduzir suas despesas, a aprovao dessa medida ferir o princpio do oramento bruto. (UnB/CESPE STJ Cargo 1: Analista Judicirio) 34. O princpio do equilbrio oramentrio o parmetro para a elaborao da LOA, o qual prescreve que os valores fixados para a realizao das despesas devero ser compatveis com os valores previstos para a arrecadao das receitas. Contudo, durante a execuo oramentria, poder haver frustrao da arrecadao, tornando-se necessrio limitar as despesas para adequ-las aos recursos arrecadados. (UnB/CESPE MS/PS Nvel III rea de Atuao 23: Contabilidade Pblica)35. A incluso da reserva de contingncia no oramento visa, entre outras finalidades, assegurar o atendimento ao princpio do equilbrio. (UnB/CESPE IPEA Cargo 6) 36. Se um administrador pblico municipal contrai, em nome do municpio, uma operao de crdito por antecipao da receita, poder vincular a receita de IPTU operao, dando-a como garantia da dvida. (UnB/CESPE IPEA Cargo 6) 37. Se o Poder Executivo Federal promover a transposio de recursos de uma categoria de programao oramentria para outra, ainda que com autorizao legislativa, incorrer em violao de norma constitucional. (UnB/CESPE TRE/TO / Cargo 1) 38. Os princpios oramentrios so regras que cercam a instituio oramentria, visando a dar-lhe consistncia, principalmente no que se refere ao controle pelo Poder Legislativo. Relativamente aos princpios oramentrios, assinale a opo correta. A Pelo princpio da anualidade, o oramento deve ser uno, isto , deve existir apenas um oramento para o exerccio financeiro, para cada ente da Federao. B Em observncia ao princpio da universalidade, as despesas devem ser classificadas de forma detalhada, o que facilita sua anlise e compreenso. C O princpio da exclusividade dispe que o contedo oramentrio deve ser divulgado por meio dos veculos oficiais de comunicao, para conhecimento pblico e para a eficcia de sua validade. D Conforme estabelece o princpio da unidade, as previses de receita e de despesa devem fazer referncia, sempre, a um perodo limitado de tempo. E Segundo a Lei n. 4.320/1964, a Lei de Oramento conter discriminao da receita e da despesa, atendidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade. (UnB / CESPE ANATEL 2004 Cargo 3) 39. Com base na Lei n. 4.320/1964, a LOA conter a discriminao da receita e da despesa, de forma a evidenciar a poltica econmico-financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princpios da unidade, universalidade e anualidade. A partir da Constituio Federal de 1988, nenhum outro princpio poder ser relacionado ao oramento pblico. (UnB / CESPE ANATEL 2004 Cargo 3) 40. O oramento no deve conter matria estranha previso da receita e fixao da despesa, exceto a autorizao para a abertura de crditos suplementares at determinado limite e para a realizao de operaes de crdito por antecipao da receita oramentria. Esta matria est relacionada ao princpio da anualidade. 41. Conforme estabelece o artigo 167, III, da Constituio Federal vedada a realizao de operaes de crdito que excedam o montante das despesas de capital, dispositivo conhecido como regra de ouro . De acordo com esta regra, cada unidade governamental deve manter o seu endividamento vinculado realizao de investimentos e no manuteno da mquina administrativa e demais servios. 42..O princpio da unidade de caixa , previsto no artigo 56 da Lei 4.320/64 , segundo o qual todas as receitas e despesas convergem para um fundo geral (conta nica), a fim de se evitar as vinculaes de certos fundos a fins especficos. O objetivo apresentar todas as receitas e despesas numa s conta, a fim de confrontar os totais e apurar o resultado: equilbrio, dficit ou supervit. 43. De acordo com o princpio da universalidade, a Lei de Oramentos compreender todas as receitas, inclusive as de operaes de crdito autorizadas em lei. Assim, o equilbrio oramentrio pode ser obtido por meio de operaes de crdito. (FCC) 44. Assinale a opo correta referente aplicao dos princpios oramentrios. a) De acordo com o princpio da unidade, os oramentos das trs esferas da Administrao deveriam ser unificados em um oramento nacional. b) Em consonncia com o princpio do oramento bruto, as transferncias no mbito interno de cada esfera da Administrao se anulam. c) A existncia da conta nica encontra respaldo no princpio da unidade de caixa. d) A destinao dos recursos das taxas para o custeio de servios especficos contraria o princpio da no-afetao de receitas. e) A adoo do princpio da exclusividade condiciona a criao ou aumento de impostos a sua incluso no oramento.

1-V 2-F 3-V 4-F 5-F 6-F

7-F 8-B 9-V 10-V 11-V 12-V

13-F 14-F 15-V 16-F 17-F 18-F

19-V 20-V 21-V 22-V 23-V 24-V

25-V 26-F 27-V 28-F 29-F 30-V

31-F 32-B 33-F 34-V 35-V 36-V

37-F 38-E 39-F 40-F 41-V 42-V

43- V 44-C

Leis Oramentrias: Caractersticas: So Leis Ordinrias, privativas do chefe do Executivo. Reguladas por Lei Complementar (LC 101/2000). So leis apenas no sentido formal, no no sentido material. (na forma de elaborao e aprovao, so vinculadas a atos administrativos).

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Os prazos dessas leis encontram-se no ADCT, art. 35 e devero ser definitivamente disciplinadas por lei complementar. CF - Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecero: I - o Plano Plurianual PPA; II - as Diretrizes Oramentrias LDO; III - os Oramentos Anuais LOA; IV a Lei dos Crditos Oramentrios. I - Plano Plurianual - PPA O PPA a lei que define as prioridades do Governo pelo perodo de 4 (quatro) anos. O projeto de lei do PPA deve ser enviado pelo Presidente da Repblica ao Congresso Nacional at o dia 31 de agosto do primeiro ano de seu mandato (4 meses antes do encerramento da sesso legislativa). De acordo com a Constituio Federal, o PPA estabelecer de forma regionalizada as DIRETRIZES, OBJETIVOS e METAS (DOM) da administrao pblica FEDERAL para as despesas de capital (investimentos) e outras delas decorrentes(despesas correntes relacionadas manuteno) e para as relativas aos programas de durao continuada (superiores a um ano). Ex.: Ensino fundamental Programa de durao continuada. Construo de um hospital Despesa de capital. Manuteno deste hospital Despesa corrente. Prazos do PPA:

I - o projeto do plano plurianual, para vigncia at o final do primeiro exerccio financeiro do mandato presidencial subseqente, ser encaminhado at quatro meses antes do encerramento do primeiro exerccio financeiro e devolvido para sano at o encerramento da sesso legislativa;Vigncia do PPA: Incio: No comeo do 2 ano de mandato. Trmino: No final do 1 ano do mandato subseqente.

Obs.: O chefe do Executivo, no 1 ano de mandato governa com o PPA, LDO e LOA que foram aprovados no mandato anterior, embora no esteja impedido de propor, ao CN, alteraes. O PPA tem o mesmo tempo de durao do mandato do chefe do Executivo Se o mandato passar para 5 ano, o PPA passar a valer para 5 anos. 4 anos.

Art. 167 1 - Nenhum investimento cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro poder ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual, ou sem lei que autorize a incluso, sob pena de crime de responsabilidade. A Lei n 10.933 tambm estabelece que o Poder Executivo dever enviar ao Congresso Nacional, at o dia 15 de setembro de cada exerccio, relatrio de avaliao contendo as estimativas das metas fsicas e dos valores financeiros, tanto nas aes constantes do PPA e suas alteraes, como das novas aes previstas, para os trs exerccios subseqentes ao da proposta oramentria enviada em 31 de agosto. Fica assim estabelecido o `PPA deslizante` ou `rolante`, que dever sempre projetar indicadores e aes para os exerccios subseqentes ao PPA 2004-2007, assegurando, dessa forma, a perspectiva plurianual de programaes. II - Lei de Diretrizes Oramentrias - LDO. A LDO a lei que define as METAS e PRIORIDADES (MP) em termos de PROGRAMAS a executar pelo Governo. Inclui despesas de capital (investimento) para o exerccio seguinte e orientar a elaborao da LOA. A Lei de Diretrizes Oramentrias elaborada anualmente, estabelecendo as regras gerais para elaborao e execuo do Oramento do ano seguinte. De acordo com a Constituio Federal, a LDO estabelece: a) as metas e prioridades para o exerccio financeiro subseqente; b) orienta a elaborao do Oramento (Lei Oramentria Anual); c) dispe sobre alteraes na legislao tributria; e d) estabelece a poltica de aplicao das agncias financeiras de fomento. e)autorizar a concesso de qualquer vantagem ou aumento de remunerao de servidores, a criao de cargos, empregos , funes ou alterao na estrutura de carreira, bem como a admisso e contratao de pessoal a qualquer ttulo nos rgos e entidades da Administrao Pblica, com exceo das empresas pblicas e as sociedades de economia mista. a) b) c) d) y y y A LRF acrescentou LDO: Dispor sobre equilbrio de receitas e despesas; Estabelecer critrios de limitao de empenhos; Normas relativas ao controle de custos e avaliao dos resultados dos programas financiados com recursos dos oramentos. Anexo das Metas Fiscais: Metas de resultados primrio e nominal para o exerccio que entra em vigor e para os dois subseqentes; Avaliao do cumprimento das metas do exerccio anterior; Evoluo do patrimnio lquido nos ltimos 3 anos;

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y y e) y

Avaliao financeira e atuarial dos regimes de previdncia; Demonstrativo da estimativa de renncia de receita e critrio para as despesas obrigatrias de carter continuado (superiores a 2 anos). Anexo dos Riscos Fiscais: Avaliao do passivo contingente e outros riscos capazes de afetar as contas pblicas informando as providncias a serem tomadas caso se concretizem. Prazos da LDO:

II - o projeto de lei de diretrizes oramentrias ser encaminhado at oito meses e meio antes do encerramento do exerccio financeiro(15/4) e devolvido para sano at o encerramento do primeiro perodo da sesso legislativa(17/07);Vigncia da LDO: No primeiro ano de mandato a LDO aprovada antes do PPA, causando o vazio oramentrio . Em um mesmo exerccio financeiro temos duas LDO s em vigncia, uma em relao execuo da LOA e outra em relao elaborao da prxima LOA. Considerando a elaborao e execuo da LOA, a LDO tem a vigncia superior a um exerccio financeiro. Obs.: O primeiro perodo da sesso legislativa somente ser encerrado aps a aprovao da LDO. III - Lei Oramentria Anual - LOA Estima as receitas e autoriza as despesas do Governo de acordo com a previso de arrecadao. Representa a materializao dos OBJETIVOS E METAS estabelecidos pelo PPA e priorizados para o ano seguinte pela LDO. Obs.: PPA planeja / LDO prioriza / LOA executa.

A Lei Oramentria Anual compreender: a) o Oramento Fiscal referente aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; b) o Oramento de Investimento das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; c) o Oramento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo Poder Pblico. Prazos da LOA:

III - o projeto de lei oramentria da Unio ser encaminhado at quatro meses antes do encerramento do exerccio financeiro(31/08) e devolvido para sano at o encerramento da sesso legislativa(22/12).Vigncia: Para o exerccio financeiro 1 ano civil de 1/01 a 31/12.

Obs.: CF/Art. 165 - 6 - O projeto de lei oramentria ser acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenes, anistias, remisses, subsdios e benefcios de natureza financeira, tributria e creditcia. 7 - Os oramentos Fiscal e de Investimento, compatibilizados com o plano plurianual, tero entre suas funes a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critrio populacional.

vedada a utilizao, sem autorizao legislativa especfica, de recursos dos oramentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir dficit de empresas, fundaes e fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, 5(oramentos fiscal, de investimentos e da seguridade social);

(UnB/CESPE MJ/DPF Cargo: Agente de Polcia Federal) 01. funo do Ministrio da Justia fazer que o governo federal contemple em seu oramento, que ter vigncia de quatro anos, os recursos necessrios ao pleno funcionamento do Departamento de Polcia Federal.f (UnB/CESPE ANTAQ Cargo 12: Tcnico Administrativo)02. O plano plurianual representa a mais abrangente pea de planejamento governamental, com o estabelecimento de prioridades e no direcionamento das aes do governo, para um perodo de quatro anos.v (UnB/CESPE STJ Cargo 1: Analista Judicirio) 03. A funo previdncia social executada na unidade oramentria STJ no pertence ao oramento da seguridade social, pois o tribunal no integra a esfera institucional da sade, da previdncia social ou da assistncia social, ou seja, no est vinculado aos ministrios correspondentes a essas reas.f (UnB/CESPE STJ Cargo 1: Analista Judicirio) 04. Na esfera federal, o Poder Executivo obrigado, anualmente, a enviar ao Poder Legislativo um conjunto de informaes que permitam o acompanhamento e a avaliao do cumprimento das metas estabelecidas para as programaes definidas no PPA, contemplando: a execuo fsica e oramentria das aes para os exerccios j encerrados; demonstrativo, por programa e por indicador, dos ndices alcanados ao trmino do exerccio anterior e dos ndices finais previstos; avaliao, por programa, da possibilidade de alcance do ndice final previsto para cada indicador e de cumprimento de metas, com indicao das medidas corretivas necessrias; e as estimativas das metas fsicas e valores financeiros no s para o exerccio a que se refere a proposta oramentria, mas tambm para os trs exerccios subseqentes.v (UnB/CESPE STJ Cargo 1: Analista Judicirio) 05. Depender de lei complementar a regulamentao do PPA, da LDO e do oramento anual, no tocante a exerccio financeiro, vigncia, prazos, elaborao e organizao. A referida lei dever estabelecer normas de gesto financeira e patrimonial da administrao direta e indireta e condies para instituio e funcionamento dos fundos. Enquanto isso, na esfera federal, os prazos para o ciclo oramentrio esto estabelecidos no ADCT.v (UnB/CESPE ME Cargo 5) 06. O Plano Plurianual (PPA) o instrumento que estabelece a ligao entre as prioridades de longo prazo e a Lei Oramentria Anual (LOA).v

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(UnB/CESPE IPEA Cargo 6) 07. Determina a CF que os PPAs sejam elaborados em consonncia com os planos e programas nacionais, regionais e setoriais. (UnB/CESPE AUGE/MG Cargo: Auditor Interno) 08. Assinale a opo correta, com relao ao Plano Plurianual (PPA), que, sob o aspecto oramentrio, uma das novidades da Constituio Federal de 1988 (CF). A A regionalizao de que trata o conceito do PPA na CF somente se aplica esfera federal. B Nenhuma despesa cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro poder ser iniciada sem prvia incluso no PPA. C Somente as despesas de capital estaro relacionadas no PPA. D As emendas ao projeto de lei de diretrizes oramentrias no podero ser aprovadas quando incompatveis com o PPA. E No mbito federal, o projeto de lei do PPA ser encaminhado, pelo Poder Executivo, ao Congresso Nacional at quatro meses aps o incio do exerccio financeiro do primeiro ano do mandato do presidente da Repblica. (MPU Cargo 01: Analista de Administrativo)09. Apesar de possuir trs peas fiscal, da seguridade social e de investimento , o oramento geral da Unio nico e vlido para os trs poderes. (MPU Cargo 01: Analista de Administrativo)10. As garantias s operaes de crdito so excees ao princpio oramentrio da no afetao. (MPU Cargo 01: Analista de Administrativo)11. Para que se atinja o equilbrio distributivo e se reduzam as possveis desigualdades interregionais, o oramento fiscal deve ser compatvel com o plano plurianual. (MPU Cargo 01: Analista de Administrativo)12. O projeto de lei oramentria deve ser encaminhado, pelo Congresso Nacional, para sano presidencial, at o dia 31 de agosto do ano anterior sua aplicao. (MPU Cargo 01: Analista de Administrativo)13. De acordo com a Constituio Federal de 1988, o Congresso Nacional pode entrar em recesso sem que tenha sido aprovado o projeto de lei de diretrizes oramentrias. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )14. O projeto de Plano Plurianual (PPA) deve ser enviado ao Congresso Nacional quatro meses antes do encerramento do mandato do presidente da Repblica e devolvido para sano at o encerramento do segundo perodo da sesso legislativa seguinte. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )15. As condies para a instituio e o funcionamento dos fundos de natureza contbil s podem ser estabelecidas por meio de lei complementar. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )16. O oramento fiscal e o oramento de investimento das empresas estatais tm como funo, entre outras, a de reduo de desigualdades inter-regionais, observados, obrigatoriamente, o critrio populacional e o do inverso da renda per capita. (Cargo 18: Agente Tcnico de Inteligncia )17. desnecessria a incluso do oramento de investimentos de uma empresa binacional na LOA da Unio caso o Brasil detenha apenas 50% do capital social da empresa com direito a voto. (Cargo 1: Oficial Tcnico de Inteligncia )18.Segundo a CF a Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) deve compreender as metas fiscais e prioridades da administrao pblica federal e dispor sobre as alteraes na legislao tributria. (UnB/CESPE TJCE Caderno D Cargo 2: Analista Judicirio) 19. A razo de caber LDO dispor sobre as alteraes na legislao tributria , por um lado, possibilitar a elaborao de um oramento, contando-se somente com os recursos esperados, e, por outro lado, permitir que os agentes econmicos no sejam submetidos a modificaes bruscas, que alterem suas expectativas.v (UnB/CESPE Prefeitura Municipal de Vila Velha / ES Caderno J Cargo 9: Tcnico Municipal de Nvel Superior I) 20. classificada como empresa estatal dependente a empresa controlada que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal que no sejam caracterizados como provenientes de aumento de participao acionria.v (CESPE/Analista/TCE/AC/2009) 21. Com relao as caractersticas da lei oramentria anual (LOA), no mbito federal, assinale a opo correta. a) No oramento de investimentos, somente constaro as empresas estatais dependentes. b) O oramento de investimentos, contempla apenas as despesas correntes que sero realizadas pelas empresas que o compem. c) O oramento da seguridade social cobre as despesas classificveis como de seguridade social e no apenas as entidades ou rgos da seguridade social. d) O oramento de capital das estatais dependentes e controlado pelo Departamento de Controle das Empresas Estatais. e) O oramento fiscal no contempla a administrao indireta. (CESPE/Analista/TCE/AC/2009)22. A LOA, que tem por objetivo a concretizao das diretrizes, objetivos e metas estabelecidas no plano plurianual (PPA), a) deve conter, em anexo, o demonstrativo da compatibilidade da programao do oramento com as metas do PPA. b) poder consignar credito com finalidade imprecisa, desde que destinado a crditos adicionais. c) devera conter a forma de utilizao e o montante da reserva de contingncia. d) poder conter a autorizao para a abertura de crditos suplementares, como exceo ao principio oramentrio da exclusividade. e) deve conter, com relao ao oramento de investimento das empresas, a estimativa da receita e a fixao das despesas das empresas publicas e sociedades de economia mista. (Cespe/ACE-TCU/2004) 23. Considere a seguinte situao hipottica: Encerrou-se o exerccio financeiro sem que o projeto de lei oramentria tenha sido votado pelo Legislativo. Nessa situao, ate o momento em que entre em vigor a lei oramentria do novo exerccio, devera ser tomada como base para a realizao das despesas a lei oramentria do perodo recm-encerrado.f (UnB/CESPE INMETRO Cargo 2: Contador)24. Nenhum investimento cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro pode ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual, ou sem lei que autorize a incluso, sob pena de crime de responsabilidade.v (UnB/CESPE SEPLAG/IBRAM Cargo 1)25. A vigncia do plano plurianual no coincide com o mandato do chefe do Poder Executivo.v (DPU/CESPE Cargo 5: Contador)26. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que o projeto de lei de diretrizes oramentrias (LDO) dever conter reserva de contingncia, cujo montante definido com base na receita corrente lquida. Tal disposio est em consonncia com o princpio do(a) A oramento bruto. B discriminao. C equilbrio. D universalidade. E no afetao das receitas. (DPU/CESPE Cargo 5: Contador)27. Com relao aos instrumentos de planejamento e oramento, assinale a opo correta. A O critrio adotado para a reduo das desigualdades inter-regionais, no oramento fiscal, levava em conta o fator populacional. B O plano plurianual deve compatibilizar-se com os planos nacionais, regionais e setoriais. C As disposies relativas s alteraes na legislao tributria para o exerccio subseqente devem constar detalhadamente da LDO, no anexo de metas fiscais.

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D A lei oramentria anual (LOA) contm, destacadamente, as despesas de custeio das empresas estatais no dependentes. E O oramento da seguridade social abrange a chamada rea social e, destacadamente, previdncia, sade e educao. (UnB/CESPE TRE/TO / Cargo 1) 28. O plano plurianual (PPA) o instrumento que expressa o planejamento dos governos federal, estadual, distrital e municipal para um perodo de quatro anos, iniciando-se no segundo ano de mandato do chefe do Poder Executivo e terminando no primeiro ano de mandato do chefe do Poder Executivo subseqente, objetivando garantir a continuidade dos planos e programas institudos pelo governo anterior. Com relao ao PPA, assinale a opo incorreta. A A lei que instituir o PPA estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administrao pblica federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de educao continuada. B O objetivo principal do PPA conduzir os gastos pblicos de maneira racional, de modo a possibilitar a manuteno do patrimnio pblico e a realizao de novos investimentos. C Cada programa ser apresentado no PPA com seus respectivos dados qualitativos e quantitativos. D Programa o instrumento da ao governamental visando concretizao dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no PPA. E O PPA deve ser acompanhado pelos anexos de metas fiscais e de riscos fiscais. UnB / CESPE TCU 2004) 29. Institudo pela Constituio Federal de 1988, o plano plurianual, de vigncia coincidente com a do mandato do chefe do Poder Executivo, estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administrao pblica federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de durao continuada. (UnB / CESPE CEARPORTOS 2004 Cargo 2) 30. O PPA deve ser encaminhado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo at o quarto ms do primeiro mandato do governo e dever ser aprovado, no mximo, at seis meses aps ter sido recebido pelo Legislativo. (UnB / CESPE ANATEL 2004 Cargo 3) 31. O PPA um planejamento com caractersticas oramentrias e tem a durao de quatro anos, com vigncia que se estende at o final do primeiro exerccio financeiro do mandato presidencial subseqente, a princpio, objetivando garantir a continuidade dos planos e programa s institudos pelo governo anterior.v (UnB / CESPE ANATEL 2004 Cargo 3) 32. A LDO compreende o conjunto de metas e prioridades da administrao pblica federal, estadual e municipal, orientando a elaborao do oramento propriamente dito, dispondo sobre as alteraes na legislao tributria e estabelecendo a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento.v (Cargo 2: Analista Judicirio rea: Administrativa)33. De acordo com a atual legislao brasileira, a Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) dispor sobre as alteraes na legislao tributria, que, para todos os fins, no estaro sujeitas aos princpios da anterioridade e da anualidade. (UnB/CESPE STF Cargo 1: Analista Judicirio rea: Administrativa)34. Tem-se observado, no Brasil, que o calendrio das matrias oramentrias e a falta de rigor no cumprimento dos prazos comprometem a integrao entre planos plurianuais e leis oramentrias anuais. Julgue os itens seguintes com base no que dispe a Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO). (MPU Cargo 30: Analista de Oramento) 35. A LDO dever ser acompanhada por anexos de metas oramentrias. (MPU Cargo 30: Analista de Oramento) 36. De acordo com a Constituio Federal de 1988 (CF), a LDO dispor sobre as alteraes na legislao tributria e orientar a elaborao do Plano Plurianual (PPA). (MPU Cargo 30: Analista de Oramento) 37. De acordo com a Lei Complementar n.o 101/2000 (LRF), cabe LDO disciplinar o equilbrio entre as receitas e as despesas. (IJPR CargO 03) 38. Em um exerccio financeiro temos duas LDO em vigncia, uma em relao a elaborao da lei oramentria para o prximo exerccio, a outra em relao a execuo do Oramento aprovado no exerccio anterior. (FCC) 39. De acordo com o calendrio vigente, o presidente da Repblica, no primeiro ano de seu mandato, governa o pas com o plano plurianual, a lei de diretrizes oramentrias e a lei oramentria anual aprovados pelo seu antecessor, embora no esteja impedido de propor alteraes. 40. INCORRETO o que se afirma em: (A) O projeto de lei oramentria anual deve ser elaborado de forma compatvel com o Plano Plurianual, com a lei de diretrizes oramentrias e com as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. (B) A lei de diretrizes oramentrias conter Anexo de Riscos Fiscais, onde sero avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas pblicas, informando as providncias a serem tomadas, caso se concretizem. (C) A lei de diretrizes oramentrias dispor sobre normas relativas ao controle de custos e avaliao dos resultados dos programas financiados com recursos dos oramentos. (D) A lei oramentria poder consignar dotao para investimento com durao superior a um exerccio financeiro que no esteja previsto no Plano Plurianual. (E) O Plano Plurianual, a lei de Diretrizes Oramentrias e o Oramento anual so instrumentos relativos ao processo oramentrio. (ESAF) 41. Considere as seguintes afirmativas: I. A Lei Oramentria Anual compreender o oramento fiscal, o oramento de investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto e o oramento da seguridade social. II. A Lei de Diretrizes Oramentrias tem a finalidade de nortear a elaborao dos oramentos anuais de forma a adequ-los s diretrizes, objetivos e metas da administrao pblica, estabelecidos no plano plurianual. III. O Plano Plurianual um plano de mdio prazo, por meio do qual procura-se ordenar as aes do governo que levem realizao dos objetivos e metas fixadas para um perodo de dez anos. IV. A lei dos oramentos anuais o instrumento utilizado para a conseqente materializao do conjunto de aes e objetivos que foram planejados visando ao atendimento e bem-estar da coletividade. V. A Lei de Diretrizes Oramentrias compreender as metas e prioridades da administrao pblica. (A) II e IV. (B) IV e V. (C) I, II e V. (D) I, III e V. (E) I, II, IV e V.

1-F 2-V 3-F 4-V 5-V

7-F 8-D 9-V 10-V 11-V

13-F 14-F 15-V 16-F 17-V

19-V 20-V 21-C 22-D 23-F

25-V 26-C 27-A 28-E 29-F

31-V 32-V 33-F 34-V 35-F

37-V 38-V 39-V 40-D 41-E

11

6-V

12-F

18-F

24-V

30-F

36-F

Crditos Oramentrios: Crdito = autorizao de gasto Dotao = valor quantificado a) b) Crditos oramentrios: Crditos iniciais ou ordinrios So todas as autorizaes de gastos que constam na LOA, na data de sua publicao. Crditos adicionais: So os crditos que sero acrescentados posteriormente ao e que so destinados a atender despesas insuficientemente dotadas ou no computadas na LOA. Os crditos adicionais podem ser: l) Crditos suplementares 2) Crditos especiais 3) Crditos extraordinrios. Obsimp: dos crditos adicionais o nico que pode estar previamente autorizado na prpria LOA o crdito suplementar, caracterizando uma exceo ao princpio da exclusividade. 1) Crditos Adicionais Suplementares: Destinados a atender despesas insuficientemente dotadas, ou seja, reforo de Requer recursos disponveis Requer recursos disponveis Requer indicao da fonte de recursos Requer exposio justificada Requer prvia autorizao legislativa Abertos por decreto executivo (Lei 4.320/64). Obsimp: No mbito da Unio os crditos suplementares sero considerados autorizados e abertos com a sano e publicao da respectiva lei que o est autorizando,dispensando o decreto executivo para a abertura. Vigncia: adstrito ao exerccio financeiro. 2) Crditos Adicionais Especiais: Destinados a atender despesas no computadas na LOA, ou seja, so novos crditos/despesas que sero incorporados LOA y y y y y Requer recursos disponveis Requer indicao da fonte de recursos Requer exposio justificada Requer prvia autorizao legislativa Abertos por decreto executivo (Lei 4.320/64) Obsimp: No mbito da Unio os crditos especiais sero considerados autorizados e abertos com a sano e publicao da respectiva lei que o est autorizando, dispensando o decreto executivo para a abertura. y Vigncia: os crditos especiais e extraordinrios tero vigncia no exerccio financeiro em que forem autorizados, salvo

y y y y y

y

se o ato de autorizao for promulgado nos ltimos quatro meses daquele exerccio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, sero incorporados ao oramento do exerccio financeiro subseqente.

Obsimp: Lei n 12309 Art. 64. A reabertura dos crditos especiais e extraordinrios, conforme disposto no art. 167, 2, da Constituio, ser efetivada, se necessria, mediante ato prprio de cada Poder e do MPU, at 31 de janeiro de 2011, observado o disposto no art. 59 desta Lei. 3) Crditos Adicionais Extraordinrios: Destinados a atender despesas urgentes e imprevisveis A abertura de crdito extraordinrio somente ser admitida para atender a despesas imprevisveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoo interna ou calamidade pblica - CF art. 167 3. No requer recursos disponveis No requer indicao da fonte de recursos No requer prvia autorizao legislativa, contudo deve-se comunicar imediatamente ao CN Abertos por medida provisria para a Unio e por decreto para os estados e municpios, salvo se a constituio estadual ou lei orgnica estabelecer de outra maneira. Vigncia: os crditos especiais e extraordinrios tero vigncia no exerccio financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorizao for promulgado nos ltimos quatro meses daquele exerccio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, sero incorporados ao oramento do exerccio financeiro subseqente. Obs.: No poder haver crditos ilimitados necessrio dotao com limite de valor.

y y y y

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Fontes de Recursos: Recursos destinados a abertura de crditos adicionais. 1) Superavit Financeiro: a diferena positiva apurada em balano patrimonial do exerccio anterior, entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se ainda os crditos transferidos e/ou reabertos (especiais e extraordinrios) e as operaes de crdito a eles vinculadas. Sendo: Ativo financeiro (disponibilidades) (menos) passivo financeiro (obrigaes) = supervit financeiro; Supervit financeiro (menos) crditos reabertos + (mais) operaes de crdito vinculadas aos crditos reabertos que no foram arrecadados no exerccio anterior = recursos disponveis (do supervit financeiro). + Ativo Financeiro (disponibilidades) - Passivo Financeiro (obrigaes) ________________ = Superavit Financeiro - Crditos Reabertos + Operaes de Crditos (vinculadas aos crditos reabertos que no foram arrecadados ____________________ no exerccio anterior). = Recursos Disponveis (do supervit financeiro). 2) 3) 4) 5) Operaes de Crdito Reservas de Contingncia: a dotao global destinada a atender passivo contingente e se autorizada na LOA pode ser utilizada como fonte de recurso. Anulao Parcial ou Total de Despesas: Recursos sem Despesas Correspondentes: So recursos que em decorrncia de veto, emenda ou rejeio no projeto da LOA, ficando, consequentemente, sem despesas correspondentes podero ser utilizados, conforme o caso, mediante crditos suplementares e especiais com a prvia e especfica autorizao legislativa. Excesso de Arrecadao: a diferena positiva apurada ms a ms entre a receita arrecadada e a receita prevista, considerando a tendncia do exerccio e os crditos extraordinrios abertos. Sendo: Receita de Arrecadao (menos) Receita Prevista = Excesso de Arrecadao Excesso de Arrecadao (menos) Crditos Extraordinrios abertos no ms (menos) Tendncia de Arrecadao do exerccio (de receita) = Recursos Disponveis (do excesso de arrecadao). + Receita de Arrecadao - Receita Prevista ________________ = Excesso de Arrecadao - Crditos Extraordinrios abertos no ms - Tendncia do exerccio (de receita) ____________________ = Recursos Disponveis (do excesso de arrecadao).01. Considere a seguinte situao hipottica. Para atender despesas urgentes, que decorreram de situao de calamidade pblica, um prefeito municipal editou decreto abrindo crdito extraordinrio, sem, no entanto, indicar os recursos compensatrios. Nessa situao, a soluo adotada tem amparo legal, havendo a obrigatoriedade, entretanto, de que o v alor do crdito extraordinrio se a compensado quando da utilizao de recurso s provenientes de excesso de arrecadao para a abertura de crditos adicionais. 02. Considere a seguinte situao hipottica. Um parlamentar apresentou, junto a uma das casas do Congresso Nacional, projeto de lei estabelecendo que a parcela do governo federal do produto da arrecadao do imposto territorial rural passaria a ser destinada ao financiamento do programa de reforma agrria. Nessa situao, embora seja pequeno o montante de recursos envolvidos, o projeto dever receber aprovao quanto a sua constitucionalidade. 03. A medida provisria que contenha a abertura de crdito extraordinrio no passvel de rejeio, pelos efeitos da utilizao imediata dos recursos correspondentes. 04. Considere que um rgo necessite realizar uma atividade restrita ao exerccio financeiro em curso, no prevista no oramento, e que disponha dos seguintes dados at novembro:

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< a previso de arrecadao para o ano era de R$ 500.000,00, sendo arrecadados at ento R$ 550.000,00. Entretanto, no se espera arrecadar nada em dezembro; < a despesa realizada acumulada de R$ 450.000,00, no sendo necessrio efetuar novas despesas at o final do exerccio; < o resultado patrimonial acumulado de R$ 30.000,00 e o supervit financeiro do balano patrimonial, no incio do exerccio, era de R$ 20.000,00. Nessa situao, correto concluir que h possibilidade legal de abertura de um crdito especial de at R$ 150.000,00. 05. O supervit financeiro ocorre quando h diferena positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, considerandose, ainda, os saldos dos crditos adicionais transferidos e as operaes de crdito a eles vinculadas. 07 . A Constituio Federal estabelece, quanto aos crditos extraordinrios, que sua abertura se destina a atender despesas urgentes e imprevisveis, como em caso de guerra, comoo interna ou calamidade pblica. 08 . Com os crditos especiais, que se destinam s despesas para as quais no haja categoria de programao oramentria especfica, visa-se atender a objeto no-previsto no oramento, e sendo eles autorizados em lei especial e abertos por meio de medida provisria e com autorizao independente. 09 . Os crditos suplementares, que so autorizados por lei e abertos por decreto do Poder Executivo, somente podem ser prorrogados para o exerccio seguinte mediante autorizao concedida em um dos quatro ltimos meses do exerccio. 10 . No caso de iminncia de guerra contra outro pas, as despesas podem ser autorizadas mediante medida provisria, sem definio dos tetos dos valores a serem despendidos. 11. A realizao de obra cuja execuo perdure dois anos depende de sua prvia incluso na lei do Plano Plurianual. 12. possvel introduzir na Lei de Diretrizes Oramentrias um programa no previsto na lei do Plano Plurianual, como forma de viabilizar dotaes oramentrias para esse programa na Lei Oramentria Anual. 13. possvel introduzir na Lei Oramentria Anual ao no prevista na lei do Plano Plurianual, desde que possa se adequar a programa j existente. 14. Em situaes emergenciais, possvel autorizar dotaes oramentrias sem indicar as receitas correspondentes que as financiaro. 15. A elaborao do oramento anual deve respeitar a metas fiscais estabelecidas na lei do Plano Plurianual para o quadrinio. 16. So crditos adicionais as autorizaes de despesas no computadas ou insuficientemente dotadas na lei de oramento. Acerca de crditos adicionais, assinale a opo correta. A Os crditos especiais so autorizados por lei, includa a prpria Lei Oramentria Anual, e abertos por decreto executivo. B A solicitao dos crditos extraordinrios, que se destinam a atender a despesas urgentes e imprevisveis, como em caso de guerra, comoo interna ou calamidade pblica encaminhada ao Poder Legislativo por intermdio de projeto de lei com regime de urgncia. C Inexiste a necessidade de indicao das fontes de recursos que financiaro as despesas nos casos de crditos extraordinrios. D Os crditos adicionais so classificados em crditos plurianuais, crditos especiais, crditos de investimento, crditos de despesas de exerccios anteriores e crditos extraordinrios. 17. Durante a execuo oramentria, o Poder Executivo pode solicitar emprstimos, tanto para a abertura de crditos adicionais como para atender a eventuais necessidades de caixa. No primeiro caso, trata-se de nova dotao; no segundo, de mero ajuste no fluxo de recursos financeiros. 18. Suponha que, em um rgo pblico, pouco antes do final do exerccio, se verifique ter havido excesso de arrecadao de R$ 500 mil, hajam sido abertos crditos extraordinrios de R$ 50 mil, tenha havido economia de despesas de R$ 150 mil e que dotaes de R$ 200 mil possam ser canceladas. Diante dessa situao, caso esse rgo pleiteie crdito especial, este poder atingir o valor de R$ 800 mil. 19. O superavit financeiro, apurado bimestralmente no balano patrimonial do exerccio, fonte de recursos para abertura de crdito adicional. 20. O crdito adicional especial dever ser empregado em casos de calamidade pblica. 21. Supondo que, pouco antes do encerramento do exerccio, a

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receita arrecadada (j com a estimativa final) seja de R$ 6.000.000,00; a despesa empenhada e liquidada, R$ 5.500.000,00, dos quais R$ 5.000.000,00 sero pagos at o final do exerccio; R$ 500.000,00 em dotaes devem ser cancelados; e que o oramento fora aprovado nos montantes iniciais de R$ 5.500.000,00, seria possvel, ainda, abrir um crdito especial de at R$ 1.500.000,00. Considere, por mera hiptese, que o presidente do STJ resolva abrir, ao oramento fiscal do tribunal, crdito suplementar no valor de R$ 100.000,00 para atender ao pagamento de precatrio de sentena judicial transitada em julgado. Em face dessa considerao, julgue os itens subseqentes. 22. Os recursos para abertura do referido crdito suplementar podem ser constitudos pelo excesso de arrecadao, pelo supervit financeiro apurado em balano patrimonial do exerccio anterior, do produto de operaes de crdito autorizadas e pela anulao parcial ou total de dotaes oramentrias ou de crditos adicionais. Contudo, as alteraes promovidas na programao oramentria tm de compatibilizar-se com a obteno da meta de resultado primrio estabelecida no Anexo de Metas Fiscais da LDO. 23. Por se tratar de despesa que no estava prevista, o presidente do STJ poderia abrir um crdito especial ou um crdito extraordinrio respaldado na LOA, que assegura o crdito oramentrio extraordinrio para as despesas no computadas ou insuficientemente dotadas de recursos. 24. Com base na Constituio Federal de 1988, identifique a opo correta com relao aos crditos adicionais. a) Os crditos adicionais so classificados em crdito complementar, crdito especial e crdito extraordinrio. b) Os crditos especiais e extraordinrios tero vigncia no exerccio financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorizao for promulgado nos ltimos quatro meses daquele exerccio, caso em que, reabertos nos limites dos seus saldos, sero incorporados ao oramento do exerccio financeiro subseqente. c) O crdito especial destina-se ao reforo de categoria de programao oramentria j existente. d) O crdito extraordinrio destina-se s despesas para as quais no haja categoria de programao oramentria especfica, visando atender objetivo no previsto no oramento. e) vedada a abertura de crdito especial ou extraordinrio sem prvia autorizao legislativa e sem indicao dos recursos correspondentes. 25. Os crditos adicionais tero vigncia no exerccio financeiro em que forem abertos. Os crditos especiais e os extraordinrios podero ser reabertos, dependendo de seus saldos, no exerccio seguinte, desde que autorizados pelo Congresso Nacional. 26. Os crditos especiais e extraordinrios tero vigncia no exerccio financeiro em que forem abertos, salvo se o ato de abertura for publicado nos ltimos quatro meses daquele exerccio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, por decreto legislativo, sero incorporados ao oramento do exerccio financeiro subseqente. 27. Ocorrendo grave acidente natural gerador de situao de calamidade pblica, o presidente da Repblica pode, por intermdio de decreto, proceder abertura de crditos extraordinrios, dando imediato conhecimento ao Poder Legislativo. 28. De acordo com a Constituio Federal, a abertura de crdito extraordinrio somente ser admitida para atender as despesas decorrentes de guerra, comoo interna ou calamidade pblica, por meio da edio de medida provisria. 29. A lei determina que a abertura de crditos adicionais s seja feita mediante a comprovao de disponibilidade de recursos. 30. Para a abertura de crdito suplementar ou especial, no suficiente apenas a respectiva autorizao legislativa. 31. Determinar a parcela do crdito adicional a ser reaberta no exerccio de 2006 considerando os seguintes dados: I. O crdito especial foi aberto no ms de novembro de 2005. II. Os valores contidos no Balano Oramentrio abaixo. Balano Oramentrio (em R$)Ttulos Previso Receita Corrent e Receit a de Capital Soma Dficit TOTAL 40.000 Execuo Diferen a 47.500 7.500 Ttulos Fixao Execuo Diferena 77.000 (3.000) Crdito 80.000 Oramentri o (4.500) Crdito. 3.000 Especial 3.000 Soma (6.800) (3.800) TOTAL 83.000 83.000

12.000

7.500

2.200

(800)

52.000 31.000 83.000

55.000 24.200 79.200

79.200 79.200

(3.800) (3.800)

(A) R$ 6.800 (B) R$ 3.000 (C) R$ 3.800 (D) R$ 3.000 (E) R$ 800 32. Os crditos adicionais especiais tm por caracterstica (A) independerem de autorizao legislativa. (B) dependerem da existncia de recursos para financia-los. (C) destinarem-se ao reforo de dotao oramentria insuficiente. (D) serem previstos na lei oramentria anual. (E) atenderem a despesas de carter urgente e imprevisto. 33. Dos Crditos Adicionais abaixo relacionados podero estar previamente autorizados na Lei Oramentria Anual (LOA) os (A) Ordinrios. (B) Suplementares. (C) Simples. (D) Especiais. (E) Extraordinrios. 34. A reabertura de crditos adicionais abrange, no seu todo, (A) os suplementares. (B) os especiais e os extraordinrios. (C) os extraordinrios. (D) os suplementares e especiais. (E) os especiais.

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35. Denominam-se crditos oramentrios, no entender de Giacomoni, a quantidade de recursos financeiros com que conta uma unidade oramentria. 36. Machado Jnior e Reis afirmam que o crdito oramentrio seria portador de uma dotao e esta, o limite autorizado, quantificado monetariamente. 37. A reserva de contingncia destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos, bem como eventos fiscais imprevistos, poder ser utilizada para abertura de crditos adicionais, desde que autorizada na LDO. 38. Quando da apurao do supervit financeiro, o balano patrimonial do exerccio anterior Indicava para o ativo financeiro o valor de $110 e para o passivo financeiro o de $65. No exerccio havia sido reabertos um crdito especial pelo saldo de $15. O montante de recursos disponveis para a abertura de crdito adicional ser de $ 50. Os crditos adicionais: so vedados em qualquer hiptese. compreendem os crditos suplementares, os extraordinrios e os excepcionais. compreendem os crditos suplementares, que se destinam ao reforo de dotao oramentria insuficiente. _ d) no se sujeitam ao controle externo, considerada a sua singular natureza. e) no admitem para o seu tratamento, qualquer que seja a sua espcie, por fora de sua condio de matria oramentria e do princpio da transparncia, a adoo de Medida Provisria. 40. Assinale a opo correspondente a fonte para abertura de crdito adicional. A Produto de operaes de crdito por antecipao de receita oramentria. B Saldo positivo proveniente da diferena entre a despesa realizada e a fixada no balano oramentrio do exerccio anterior. C Recurso que, em decorrncia de veto, emenda ou rejeio do projeto de LOA, ficou sem despesas correspondentes. D Superavit financeiro, apurado bimestralmente, no balano patrimonial do exerccio financeiro. E Excesso de arrecadao constitudo pelo saldo positivo das diferenas entre os ingressos e dispndios do balano financeiro. 41. vedada a concesso ou a utilizao de crditos ilimitados, como regra geral. Essa vedao no se aplica no caso de crditos extraordinrios. 42. Em caso de relevncia e urgncia, o presidente da Repblica pode criar crditos especiais por meio de medidas provisrias. 43. Pode ocorrer de, em casos de emenda ou veto ao projeto de lei oramentria, sobrarem recursos sem destinao. Em tais circunstncias, o prprio Poder Legislativo pode indicar em que rubricas essas sobras sero utilizadas, condio restrita abertura de crditos suplementares. 44. A reabertura de crditos especiais no utilizados, que tiverem sido autorizados at quatro meses antes do encerramento do exerccio, est condicionada existncia de superavit financeiro apurado no balano patrimonial, ao final desse mesmo exerccio. 45. A CF, ao tratar dos crditos extraordinrios, referiu-se, corretamente, s despesas imprevistas, e no s imprevisveis, pois, no primeiro caso, admite-se que houve erro de previso, enquanto, no segundo, as despesas no podiam mesmo ser previstas. 46. A reserva de contingncia, que compreende o volume de recursos destinados ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos, bem como eventos fiscais imprevistos, poder ser utilizada para abertura de crditos adicionais, desde que definida na lei de diretrizes oramentrias. 47. O veto do presidente da Repblica a determinado programa contido no projeto de lei oramentria aprovado pelo Congresso Nacional permite a supervenincia de recursos que podero ser utilizados mediante crditos suplementares, sem necessidade de prvia autorizao legislativa. 48. Quando o presidente da Repblica veta dispositivo da lei oramentria aprovada pelo Congresso Nacional, os recursos remanescentes podem, por meio de projeto de lei de iniciativa de deputado federal ou senador, ser utilizados para abertura de crditos suplementares ou especiais. 49. Suponha a situao em que, em virtude da criao de um novo rgo, no havia recursos disponveis. Verificou-se que: < havia insuficincia de arrecadao acumulada, durante o exerccio, de R$ 45.000,00; < at ento, registrava-se uma economia de despesas de R$ 60.000,00; < o saldo, no balano financeiro, tinha aumentado em R$ 15.000,00 durante o exerccio. Com base nesses dados, correto concluir que seria possvel abrir um crdito suplementar de R$ 30.000,00. 51. At o ms de junho, a administrao havia arrecadado 500 unidades monetrias (U.M.) a mais do que o previsto e gasto 100 U.M. a menos do que o autorizado. O superavit financeiro verificado no balano patrimonial do exerccio anterior foi de 250 U.M.; haviam sido reabertos crditos especiais de 150 U.M., no-utilizados no exerccio anterior; e o disponvel na conta nica, ao final do semestre, era de 350 U.M.. Em face dessa situao hipottica e luz da Lei 4.320/1964, julgue o item abaixo. Na situao considerada, os responsveis pela administrao poderiam abrir crditos suplementares de at 600 U.M.. 52.Suponha que, pouco antes do final do exerccio, seja necessrio abrir um crdito adicional em um ente que apresentou os seguintes dados: a receita arrecadada ficou R$ 500.000,00 inferior prevista, mas R$ 250.000,00 superior despesa realizada; foram abertos R$ 120.000,00 em crditos extraordinrios mediante cancelamento de dotaes; foram reabertos R$ 135.000,00 de crditos adicionais no utilizados no exerccio anterior; o supervit financeiro do balano patrimonial do exerccio anterior foi de R$ 245.000,00. Nessas condies, correto concluir que seria possvel abrir crdito suplementar ou especial de at R$ 110.000,00. 53. A nica hiptese de autorizao para abertura de crditos ilimitados decorre de delegao feita pelo Congresso Nacional ao presidente da Repblica, sob a forma de resoluo, que fixar prazo para essa delegao. 54. Considere a seguinte situao hipottica. Em meados de dezembro, ao se constatar, em determinado ente, a necessidade de suplementao para a concluso de um programa, verificou-se que a arrecadao desse ente havia ultrapassado, em R$ 450.000,00, a 39. a) b) c)

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previso inicial, que havia um saldo de dotaes de R$ 380.000,00, que no seria utilizado e um crdito especial de R$ 270.000,00, aberto em outubro, que provavelmente s seria usado no exerccio seguinte. Nessas condies, concluiu-se haver disponibilidade para a abertura de crdito suplementar no valor de R$ 1.100.000,00. 55. A autorizao legislativa para a realizao da despesa constitui crdito oramentrio, que poder ser inicial ou adicional. 56. Por crdito oramentrio inicial, entende-se aquele aprovado pela lei oramentria anual, constante dos oramentos fiscal, da seguridade social e de investimentos das empresas estatais. 57.O crdito suplementar incorpora-se ao oramento, adicionando-se dotao oramentria que deva reforar, enquanto que os crditos especiais e extraordinrios conservam sua especificidade, demonstrando-se as despesas realizadas conta dos mesmos, separadamente. 58. A Lei 4.320/1964 determina, em seus artigos 42 e 43, que os crditos suplementares e especiais sero abertos por decreto do poder executivo, dependendo de prvia autorizao legislativa, necessitando da existncia de recursos disponveis e precedida de exposio justificada. Na Unio, para os casos onde haja necessidade de autorizao legislativa para os crditos adicionais, estes so considerados autorizados e abertos com a sano e publicao da respectiva lei. 59. O artigo 44 da Lei n 4.320/1964 regulamenta que os crditos extraordinrios devem ser abertos por decreto do poder executivo e submetidos ao poder legislativo correspondente. Na Unio, de acordo com a Constituio /88 esse tipo de crdito aberto por medida provisria do Poder Executivo e submetido ao Congresso Nacional. 60. A vigncia dos crditos adicionais restringe-se ao exerccio financeiro em que foram autorizados, exceto os crditos especiais e extraordinrios, abertos nos ltimos quatro meses do exerccio financeiro, que podero ter seus saldos reabertos por instrumento legal apropriado, situao na qual a vigncia fica prorrogada at o trmino do exerccio financeiro subseqente (art. 167, 2, Constituio Federal). 61. Se, em consonncia com as normas do PPA, o governo federal instituir um plano de combate a calamidades pblicas ocorridas em certa regio do pas, no haver necessidade de submeter esse plano ao Congresso Nacional. 62. A LOA somente pode ser alterada por meio de projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo, cabendo aos membros do Congresso Nacional a possibilidade de apresentar emendas a esse projeto. 63. O princpio da no afetao de impostos de que trata o art. 167, inciso IV, da CF aplica-se aos estados, ao Distrito Federal e aos municpios, sendo permitida a vinculao de impostos da competncia desses entes federativos somente para a prestao de garantia ou contragarantia Unio e para o pagamento de dbitos com ela contrados. 64. A Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) deve compreender as metas fiscais e prioridades da administrao pblica federal e dispor sobre as alteraes na legislao tributria. 65. A abertura de crditos especiais e suplementares depende de autorizao legislativa prvia e especfica para cada crdito adicional aberto. 66. Os crditos adicionais extraordinrios, destinados a atender despesas urgentes e imprevisveis, como as decorrentes de guerra, comoo interna ou calamidade pblica, devem ser abertos por meio de medida provisria. 67. Os crditos adicionais suplementares e especiais so abertos por decreto do Poder Executivo e dependem da existncia de recursos disponveis para custear o aumento de despesa, sendo fontes de recursos para abertura dos crditos suplementares o excesso de arrecadao e a anulao parcial ou total de outras dotaes oramentrias. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. V F F F V X V F F F V F 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. V V F C V F F F F V F B 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. F F F F F V E B B B F V 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. 47. 48. V F C C F F F F F V F F 49. 50. 51. 52. 53. 54. 55. 56. 57. 58. 59. 60. F F V V F F V V V V V V 61. 62. 63. 64. 65. 66. 67. F F F F F F V

1) 2) 3) 4)

1)

Ciclo Oramentrio: Etapas: Elaborao auxiliadas pelo SIDOR;/SIOP Votao/discuo/aprovao - auxiliadas pelo SIDOR; Execuo - auxiliadas pelo SIAFI; Controle - auxiliadas pelo SIDOR. SIDOR Sistema Integrado de Dados Oramentrios SIAFI - Sistema Integrado de Administrao Financeira SIOP - Sistema Integrado de Oramento e Planejamento. Processo de Elaborao do Oramento AGENTES ENVOLVIDOS rgo central SOF/MPOG Secretaria de Oramento Federal do MPOG.

SOF, rgo central de oramento, compete a misso de racionalizar o processo de

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alocao de recursos, zelando pelo equilbrio das contas pblicas, com foco em resultados para a sociedade. Sua atuao diz respeito a: - definio de diretrizes gerais para o processo oramentrio federal; - coordenao do processo de elaborao do PLDO e do PLOA; - anlise e definio das aes oramentrias que comporo a estrutura programtica dos rgos e unidades oramentrias no exerccio financeiro; - fixao de normas gerais de elaborao dos oramentos federais; - orientao, coordenao e superviso tcnica dos rgos setoriais de oramento; - fixao de parmetros e referenciais monetrios para a apresentao das propostas oramentrias setoriais; - anlise e validao das propostas setoriais; - consolidao e formalizao da proposta oramentria da Unio; e - coordenao das atividades relacionadas tecnologia de informaes oramentrias necessrias ao trabalho desenvolvido pelos agentes do sistema oramentrio federal.rgos Setoriais

O rgo setorial desempenha o papel de articulador no seu mbito, atuando verticalmente no processo decisrio e integrando os produtos gerados no nvel subsetorial, coordenado pelas unidades oramentrias. Sua atuao no processo de elaborao envolve: - estabelecimento de diretrizes setoriais para elaborao da proposta oramentria; - avaliao da adequao da estrutura programtica e mapeamento das alteraes necessrias; - formalizao ao Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto da proposta de alterao da estrutura programtica; - coordenao do processo de atualizao e aperfeioamento da qualidade das informaes constantes do cadastro de programas e aes; - fixao, de acordo com as prioridades setoriais, dos referenciais monetrios para apresentao das propostas oramentrias das unidades oramentrias; - definio de instrues, normas e procedimentos a serem observados no mbito do rgo durante o processo de elaborao da proposta oramentria; - coordenao do processo de elaborao da proposta oramentria no mbito do rgo setorial; - anlise e validao das propostas oramentrias provenientes das unidades oramentrias; e - consolidao e formalizao da proposta oramentria do rgo.Unidades Oramentrias

A unidade oramentria desempenha o papel de coordenadora do processo de elaborao da proposta oramentria no seu mbito de atuao, integrando e articulando o trabalho das unidades administrativas componentes. Trata-se de momento importante, do qual depender a consistncia da proposta do rgo, no que se refere a metas, valores e justificativas que fundamentam a programao. As unidades oramentrias so responsveis pela apresentao da programao oramentria detalhada da despesa por programa, ao e subttulo. Seu campo de atuao no processo de elaborao compreende: - estabelecimento de diretrizes no mbito da unidade oramentria para elaborao da proposta oramentria; - estudos de adequao da estrutura programtica do exerccio; - formalizao ao rgo setorial da proposta de alterao da estrutura programtica sob a responsabilidade de suas unidades administrativas; - coordenao do processo de atualizao e aperfeioamento das informaes constantes do cadastro de aes oramentrias; - fixao, de acordo com as prioridades, dos referenciais monetrios para apresentao das propostas oramentrias das unidades administrativas; - anlise e validao das propostas oramentrias das unidades administrativas; e consolidao e formalizao da proposta oramentria da unidade oramentria.- so contempladas na LOA com dotao e geralmente, so subordinadas a uma unidade oramentria. Ex.: SR/DPF. Obsimp: Unidades Administrativas no participam diretamente do processo de oramento, recebe a dotao das unidades oramentrias uma unidade executora. No so contempladas na LOA com dotao e geralmente, so subordinadas a uma unidade oramentria

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FLUXO DA ELABORAO ORAMENTRIA O fluxo apresentado a seguir uma representao esquemtica do processo de elaborao do oramento. Destaca os eventos na seqncia de sua implementao, o papel e as responsabilidades de cada entidade interveniente, a saber, Secretaria de Oramento Federal, rgos Setoriais e Unidades Oramentrias.

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SOF

RGO SETORIAL

UNID. ORAMENTRIA

MPOG PRESIDENTE

INCIO Fixa Deretrizes Setoriais

DEFINE: - Diretrizes Estrangeiras - Parmetros Quantativos

PROPOSTA Programa Atividade Projeto

Analisa Limite

Compra Limites Atividades Operaes Especiais Consolidao Valida Proposta Formaliza Proposta

Operao Especiais Localizador de gasto

Avalia Expanso Projetos

Formaliza Proposta Decide

Ajusta propostas Setoriais Consolida Formaliza PL

Encaminha Congresso Nacional

2) Discusso, votao e aprovao da proposta: Encaminhado ao Congresso Nacional, o projeto de lei oramentria dever ser apreciado pelas duas casas atravs de uma comisso mista permanente, cabendo a ela a tarefa de examinar e emitir parecer sobre o projeto, e exercer o acompanhamento e a fiscalizao oramentria; As emendas sero apresentadas na comisso mista, que sobre elas emitir parecer; A apreciao do projeto de lei oramentria e das emendas ser feita pelo plenrio em sesso conjunta, obedecendo ao regimento comum; No cabe ao Congresso Nacional delegar a aprovao das leis referentes ao PPA, LDO e LOA; A emenda efetuada deve manter a compatibilidade entre o PPA > LDO > LOA;

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possvel apresentar emendas que se destinem a: alterar dispositivos do texto do projeto de lei; correo de erros ou omisses; Caso um parlamentar deseje efetuar emendas em despesas constantes no projeto de lei oramentria, somente poder faz-lo se indicar a fonte de recursos que somente poder ser encontrada na anulao de outras despesas; So vedados os cancelamentos/anulaes de dotaes relativas a: pessoal e seus encargos; servios da dvida; e transferncias tributrias constitucionais para Estados, Municpios e Distrito Federal; Caso sejam constatados erros ou omisses na previso da receita oramentria, o Poder Legislativo dever emendar o projeto de lei oramentria, se ocorrer o aumento da receita, a diferena poder ser utilizada como fonte de recursos para apresentao de emenda de despesa, portanto no necessitando de anulao de outras despesas; O Presidente da Repblica poder enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor emendas ao projeto de lei oramentria enquanto no iniciada a votao, na comisso mista, da parte cuja alterao proposta; Aprovado pelo Plenrio do Congresso Nacional, o projeto ser devolvido ao Presidente da Repblica que poder sancion-lo ou propor vetos. Sancionando-o dever encaminh-lo para a publicao. Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluda a votao enviar o projeto de lei ao Presidente da Repblica, que, aquiescendo, o sancionar. 1 - Se o Presidente da Repblica considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrrio ao interesse pblico, vet-lo- total ou parcialmente, no prazo de quinze dias teis, contados da data do recebimento, e comunicar, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. 2 - O veto parcial somente abranger texto integral de artigo, de pargrafo, de inciso ou de alnea. 3 - Decorrido o prazo de quinze dia